ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA: Julho 2021

sexta-feira, 30 de julho de 2021

Ortodontia mundial em Luto - Perdemos o Professor Dr. Guilherme Janson (1958-2021)

 


Com muito pesar e tristeza,  perdemos precocemente o Professor Dr. Guilherme dos Reis Pereira Janson no dia 30/07/2021. Aos 62 anos de idade.


Com mais de 400 trabalhos publicados em importantes periódicos da especialidade. Diversas pesquisas que impactaram a vida clinica de Ortodontistas Brasileiros e estrangeiros  na prática diária.  


O Professor possuía graduação em Odontologia pela Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo (1980), mestrado em Ortodontia pela Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo (1983) e doutorado em Ortodontia pela Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo (1985). Realizou Pós-Doutorado no Departamento de Ortodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade de Toronto de 1990 a 1991.  Member of the Royal College of Dentists of Canadá. aQue sempre elevou o prestígio da Ortodontia brasileira nos diversos centros de formação e pesquisa do exterior e nacionais.


A revista American Journal of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics traz em sua edição do mês de novembro de 2019 a classificação dos pesquisadores mais citados mundialmente na área da Ortodontia, onde se destacou na vice-liderança deste ranking. Onde o levantamento buscou avaliar todos os artigos de revistas de Ortodontia que estavam incluídas no Journal Citation Reports de 2016, publicados entre 2007 e 2017. Os resultados fazeram parte do estudo “Current trends in Orthodontic Journals listed in Journal Citation Reports. A bibliometric study” (“Tendências atuais das revistas de Ortodontia listadas no Journal Citation Reports. Um estudo bibliométrico”). 






 

 

 

 

terça-feira, 27 de julho de 2021

Eficácia dos alinhadores Invisalign® no tratamento de recessão gengival grave: relato de caso

 











Neste artigo de 2021, publicado The Korean Journal of Orthodontics, pelos autores Marcio Antonio de Figueiredo, Fábio Lourenço Romano, Murilo Fernando Neuppmann Feres, Maria Bernadete Sasso Stuani, Ana Carla Raphaelli Nahás-Scocate, Mírian Aiko Nakane Matsumoto. Do Department of Pediatric Dentistry, School of Dentistry of Ribeirão Preto, University of São Paulo, Sao Paulo, Brazil e do Department of Orthodontics, School of Dentistry, Guarulhos University (UNG), Sao Paulo, Brazil. Foi demonstrada a eficácia do sistema Invisalign® no tratamento de uma recessão gengival grave e deiscência óssea por meio de torque, translação e movimentos de intrusão em uma mulher jovem.

A tomografia computadorizada de feixe cônico foi utilizada para avaliar os parâmetros ósseos e verificar os dentes durante o tratamento. A raiz do incisivo central inferior direito, que estava posicionada vestibularmente e exibia deiscência óssea de 9,4 mm, foi deslocada em direção ao centro do processo alveolar com o sistema Invisalign® e recursos SmartForce®. O paciente foi monitorado por um periodontista durante todo o período de tratamento ortodôntico.

A recessão gengival diminuiu, enquanto a deiscência óssea diminuiu de 9,40 mm para 3,14 mm. Assim, a movimentação da raiz para o alvéolo promoveu a neoformação óssea e tratou a recessão gengival. Os achados deste caso sugerem que o tratamento ortodôntico com o sistema Invisalign®, junto com o monitoramento periodontal, pode auxiliar no tratamento da recessão gengival e defeitos alveolares.


Link do artigo na Integra via KJO:

https://e-kjo.org/journal/view.html?uid=1953&vmd=Full#N/A

terça-feira, 20 de julho de 2021

Proximidade da raiz com os miniparafusos de ancoragem de miniplacas ortodônticos na área dos incisivos inferiores: Uma análise com tomografia computadorizada de feixe cônico

 





Neste artigo de 2021, publicado no The Koran Journal of Orthodontics, pelos Autores Do-Min JeongSong Hee Oh; HyeRan Choo; Yong-Suk Choi; Seong-Hun Kim; Jin-Suk Lee; Eui-Hwan Hwang. Do Department of Oral and Maxillofacial Radiology, Graduate School, Kyung Hee University, Seoul, Korea; Department of Surgery, Division of Plastic and Reconstructive Surgery, Craniofacial and Airway Orthodontic Clinic, Stanford University School of Medicine, Lucile Packard Children’s Hospital, Palo Alto, CA, USA; Department of Orthodontics, Graduate School, Kyung Hee University, Seoul, Korea e do Department of Dental Education, Graduate School, Kyung Hee University, Seoul, Korea. Realizaram  um estudo de análise de resultados que avaliou as posições reais da miniplaca ortodôntica e dos parafusos de ancoragem da miniplaca (MPASs) e os fatores de risco que afetam as estruturas anatômicas adjacentes após a colocação da miniplaca na área de incisivos inferiores.

Imagens de tomografias computadorizadas de feixe cônico de 97 miniplacas ortodônticas e seus 194 MPASs (diâmetro, 1,5 mm; comprimento, 4 mm) em pacientes cujas miniplacas forneceram estabilidade clínica suficiente para o tratamento ortodôntico foram revisadas retrospectivamente. Para avaliar as posições reais das miniplacas e analisar os fatores de risco, incluindo os efeitos nas raízes adjacentes, altura de colocação do MPAS (PH), profundidade de colocação (PD), ângulo da placa (PA), ângulo da fossa mental (MA) e proximidade da raiz foram avaliados usando o teste t pareado, análise de variância e modelo linear generalizado e análises de regressão.

Os PDs médios dos MPASs nas posições 1 (P1) e 2 (P2) foram 2,01 mm e 2,23 mm, respectivamente. PA foi significativamente maior no grupo com má oclusão de Classe III do que nos outros grupos. PH foi positivamente correlacionado com MA e PD em P1. Das 97 MPASs em P1, 49 estavam na área sem raiz e 48 na área denteada; além disso, 19 apresentaram grau de contato radicular (19,6%) sem perfuração radicular. Todos os MPASs em P2 estavam na área sem raiz.

Os Autores concluíram que posicionar a cabeça da miniplaca aproximadamente 1 mm abaixo da junção mucogengival provavelmente fornecerá PH suficiente para que os P1-MPASs sejam colocados na área sem raiz.

Link do artigo na integra via KJO:

http://new.kjo.or.kr/journal/view.html?doi=10.4041/kjod.2021.51.4.231#n

terça-feira, 13 de julho de 2021

Comparação da retração canina usando molas helicoidais fechadas de NiTi vs cadeias elastoméricas: Um ensaio clínico randomizado controlado com boca dividida

 





Neste artigo de 2021, publicado na Angle Orthodontist, pelos Autores Haya A. Barsoum; Hend S. ElSayed; Fouad A. El Sharaby; Juan Martin Palomo; Yehya A. Mostafa. Do Department of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, Faculty of Dentistry, Future University in Egypt, Cairo, Egypt; Department of Epidemiology & Health Promotion, College of Dentistry, New York University, New York, NY, USA; Department of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, Faculty of Dentistry, Cairo University, Cairo, Egyp; Case West- ern Reserve University School of Dental Medicine, Cleveland, OH, USA. Teve o objetivo de Comparar a retração canina usando molas fechadas de NiTi vs cadeias elastoméricas de forma abrangente em um estudo randomizado controlado de boca dividida. 

Os caninos em 64 quadrantes foram retraídos aleatoriamente para os espaços de extração dos primeiros pré-molares usando molas fechadas de NiTi ou cadeias elastoméricas, na maxila e na mandíbula. A força de retração foi de 150 gr. A tomografia computadorizada de feixe cônico e os modelos de estudo foram obtidos antes do início da retração canina e 6 meses depois. A taxa e a quantidade total de retração canina, rotação, inclinação e reabsorção radicular foram avaliadas. Uma escala visual analógica foi usada para avaliar a experiência de dor dos pacientes.

Os dois métodos foram estatisticamente semelhantes para alterações dentárias, taxa de retração canina e reabsorção radicular. No entanto, os pacientes relataram significativamente mais dias de dor com a cadeia elastomérica em comparação com as molas fechadas de NiTi.

Os Autores concluiram que dentro das restrições do estudo, o uso de molas helicoidais fechadas de NiTi ou cadeias de elastômero como sistemas de  força para a retração canina não resulta em diferença significativa na taxa de retração canina, inclinação, rotação ou reabsorção radicular. A experiência de dor durante a retração usando cadeias elastoméricas é mais significativa, mas precisa de mais investigação.

Link do Artigo na Integra via Meridian:

https://meridian.allenpress.com/angle-orthodontist/article/91/4/441/461450/Comprehensive-comparison-of-canine-retraction