ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA: Março 2021

segunda-feira, 29 de março de 2021

Relação entre o deslocamento rotacional do disco da articulação temporomandibular e a morfologia dentoesquelética

 



Neste artigo de 2021, publicado no The Korean Journal of Orthodontics, pelos Autores So-Hyun Park; Won-Jeong Han;  Dong-Hwa Chung; Jung-Sub An;  Sug-Joon Ahn. Do Department of Orthodontics, Dankook University Jukjeon Dental Hospital, Yongin, Korea; Department of Oral and Maxillofacial Radiology, College of Dentistry, Dankook University, Cheonan, Korea; Department of Orthodontics, College of Dentistry, Dankook University, Cheonan, Korea; Department of Orthodontics, Seoul National University Dental Hospital, Seoul, Korea e Dental Research Institute and Department of Orthodontics, School of Dentistry, Seoul National University, Seoul, Korea. Teve o  objetivo de  avaliar a relação entre o deslocamento rotacional do disco  (DD) da articulação temporomandibular (ATM) e a morfologia dentoesquelética.

Mulheres com idade maior que17 anos foram incluídas neste estudo. Cada paciente tinha uma queixa primária de má oclusão e foram submetidas a exames cefalométricos de rotina. Elas foram divididas em cinco grupos de acordo com os achados nas imagens de ressonância magnética sagital e coronal de suas ATMs: posição de disco normal bilateral, DD anterior bilateral com redução (ADDR), DD rotacional bilateral com redução (RDDR), DD anterior bilateral sem redução (ADDNR) e DD rotacional bilateral sem redução (RDDNR). Vinte e três variáveis cefalométricas foram analisadas e o teste de Kruskal-Wallis foi usado para avaliar diferenças na morfologia dentoesquelética entre os cinco grupos.

Os pacientes com DD das ATMs  exibiram um padrão hiperdivergente com uma mandíbula retrognata, ao contrário daqueles com uma posição de disco normal. Essas características esqueléticas específicas foram mais severas em pacientes que exibiam DD sem redução do que naqueles com redução, independentemente da presença de DD rotacional. A DD rotacional influenciou significativamente nos padrões esqueléticos horizontais e verticais apenas na fase de DD com redução, e a mandíbula exibiu uma posição mais para trás e rotacionada nos  pacientes com RDDR do que naqueles com ADDR. No entanto, não houveram diferenças dentoesqueléticas significativas entre ADDNR e RDDNR.

Os autores concluíram que os resultados do estudo sugeriram que a DD rotacional da ATM tem um papel importante na morfologia dentoesquelética, principalmente em pacientes que apresentam DD com redução.

Link do Artigo na integra via e-KJO:

https://e-kjo.org/journal/view.html?uid=1962&vmd=Full

terça-feira, 9 de março de 2021

Diferenças na morfologia do côndilo mandibular e da fossa glenóide em relação aos padrões esqueléticos vertical e sagital: um estudo com tomografia computadorizada de feixe cônico

 



Neste artigo de 2021, publicado pelo The Korean Journal of Orthodontics, pelos autores Kyoung Jin Noh; Hyoung-Seon Baik;  Sang-Sun Han; Woowon Jang e Yoon Jeong Choi. Do Department of Orthodontics, The Institute of Craniofacial Deformity, Yonsei University College of Dentistry, Seoul, Korea e Department of Oral and Maxillofacial Radiology, Yonsei University College of Dentistry, Seoul, Korea. Teve como objetivo avaliar a seguinte hipótese nula: não há diferenças na morfologia das estruturas da articulação temporomandibular (ATM) em relação aos padrões cefalométricos verticais e sagitais.

Este estudo retrospectivo foi realizado com 131 participantes sem sintomas de ATM. Os participantes foram divididos em grupos de Classe I, II e III com base nas relações cefalométricas sagitais e em grupos hiperdivergente, normodivergente e hipodivergente com base em suas relações cefalométricas verticais. As seguintes medidas foram realizadas usando imagens de tomografia computadorizada de feixe cônico e comparadas entre os grupos: volume condilar, tamanho do côndilo (largura, comprimento e altura), tamanho da fossa (comprimento e altura) e espaços articulares côndilo-fossa no pólos condilares anterior, superior e posterior.

A hipótese nula foi rejeitada. O grupo Classe III apresentou maiores valores para largura condilar, altura condilar e altura da fossa do que o grupo Classe II (p <0,05). O volume condilar e o espaço articular superior no grupo hiperdivergente foram significativamente menores do que nos outros dois grupos verticais (p <0,001), enquanto o comprimento e a altura da fossa foram significativamente maiores no grupo hiperdivergente do que nos outros grupos (p <0,01). O grupo hipodivergente apresentou largura condilar maior do que o grupo hipodivergente (p <0,01). Os padrões cefalométricos sagitais e verticais mostraram interações estatisticamente significativas para comprimento e altura da fossa.

Os autores concluíram que a morfologia da ATM diferiu em diversos padrões cefalométricos esqueléticos. O comprimento e a altura da fossa foram afetados pelas interações dos padrões esqueléticos vertical e sagital.


Link do artigo na Integra via E-KJO:

https://e-kjo.org/journal/view.html?uid=1937&vmd=Full