ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA: Novembro 2019

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Artigo Histórico: Evolução da Ortodontia - Recentes Desenvolvimentos
















Neste artigo de 1912, publicado na Revista Dental Cosmos, pelo autor Edward H. Angle, professor da Angle School of Orthodontia. Este artigo clássico da Ortodontia mostra as evoluções na aparatolgia Ortodontica desenvolvida pelo Dr. Angle e seus colaboradores, este artigo foi apresentado após o encontro da Sociedade dos alunos da Angle School of Orthodontia em 13 de setembro de 1911. O autor num trecho do artigo já mostra a preocupação com forças leves, e embasado na celebre pesquisa do Dr. Oppenhaim.


A expanção do arco dentario foi introduzida em 1728 por um grande dentista Francês, Fauchard, ocorreram inumeras modificações, que ajudaram no progresso, outros com poucas diferenças sem progressos e outros propiciando mecânicas ortodonticas absurdas.


O princípio do arco não foi alterado, mas suas melhorias foram em direção ao seu aperfeiçoamento, de modo que  seu refinamento, determinou um maior controle, melhor distribuição da força adquirida, não apenas para a circulação de dentes mal posicionados, mas para garantir a estabilidade da fixação. O resultado tem sido extremamente positivo tanto na sua eficiência, como na diminuição consideravelmente dos seus inconvenientes para o paciente.


O arco de expansão na sua forma atual, com os seus recursos auxiliares, constitui um aparelho ortodôntico tão simples e eficaz que é quase ideal, e tem sido amplamente propagada como todas as outras formas de aparelhos para movimentação dentária. Com isso temos o mais perfeito controle da ancoragem, e muito perfeito controle da força sobre os dentes em movimento, individualmente e coletivamente, para levar as suas coroas a uma relação adequada na linha de oclusão. Não é de admirar, então, que se tornou um item de confiança dos ortodontistas e um fator muito importante para uma Ortodontia maravilhosa que iniciou no passado, a poucos anos.


O movimento do dente é feito mais facilmente, de modo mais satisfatório, e com melhores resultados quando a pressão é muito suave, ao invés de uma força muito pronunciada empregado, a alguns anos, isto veio se tornando mais e mais evidente para o autor, e a exatidão dessa crença tem agora sido abundantemente comprovado pela pesquisa recente do trabalho notável do Dr. Albin Oppenhain de Viena, em seus experimentos elaborados em movimentos dos dentes de macacos. Estes experimentos foram totalmente relatados em um ciclo de palestras do Dr. Oppehaim em uma sessão fechada, da Angle Scholl of Orthodontia, e em um artigo cientifico sobre as pesquisas que em breve será publicado neste país, e deve despertar maior interesse, especialmente entre histologistas e ortodontistas.


Os três diâmetros das secções médias são 45 de uma polegada, 38 de uma polegada, e 30 de uma polegada (0,045 ", 0,038", 0,030 "). Os arcos de diâmetros mais pesados, que é 0,045 "e 0,038" destinam-se a ser utilizado em conexão com ligaduras de fio, precisamente da mesma forma do arco padrão de expansão do arco tipo E. As seções mais pesadas médias são feitas de ambos com metais preciosos e prata, níquel, assim como também as seções com rosca.


Os pinos, os tubos e os arcos muito delicados proporcionam uma maior precisão e são feitos em máquinas especiais. Os pinos e tubos telescópicos de perto são delicados, são de tamanho uniforme, diâmetro e furo. Uma das extremidades dos pinos é feita sob a forma de um gancho, que se encaixa com precisão no bisel da extremidade do tubo quando o pino está no lugar no tubo. É da maior importância que este gancho não deva ser deformado, e assim, tornar-se infectante. 

O ortodontista deve estudar o bloqueio e desbloqueio adequado do fio, para evitar ferir-lo. A outra extremidade dos pinos tem a forma de um rabo de peixe, com um bisel de faca por conveniência de fixar o arco do pino com solda. Uma parte da parede exterior de alguns dos tubos de forma crescente o torna mais estético. Isso não é necessário, mas muitas vezes serve como uma conveniência, dando acesso ao pino para a sua dobra, sem removê-lo completamente do tubo.


Na forma mais antiga do arco de expansão, o tamanho adequado para o encaixe do arco dentário foi adquirida totalmente por meio de porcas e retificação da seção intermediária e propicia a expansão necessária da arcada dentária. A medida em que um ou outro destes dois meios de alargamento é feito quase exclusivamente através das porcas e parafusos, em outros, principalmente por endireitar as curvas na seção intermediária. Ambos os recursos para o meio de controle mais perfeito do tamanho do aparelho. O parafuso de ajuste transversal, como o parafuso de ajuste fino microscópico, será sempre mais valiosa.


Os resultados da movimentação dentária e desenvolvimento ósseo, tem sido verdadeiramente notável, são suficientes, achamos que para despertar a surpresa e grande entusiasmo na mente dos ortodontistas. Esta técnica procura simular o melhor, pois é difícil prever as possibilidades de resultados, só com o tempo para se familiarizar com o plano de tratamento e dominar a técnica.

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Exposição cirúrgica aberta versus fechada em caninos que são tracionados no palato (Revisão)




Neste artigo de 2017, publicado pela Cochrane Database of Systematic Reviews, pelos autores Nicola Parkin, Philip E Benson, Bikram Thind, Anwar Shah, Ismail Khalil, Saiba Ghafoor. Da Oral Health and Development, School of Clinical Dentistry, University of Sheffield, Sheffield, UK. Department of Orthodontics and Maxillofacial Surgery, Solihull Hospital, Solihull, UK. The Windmill Orthodontics, Bedale, UK. Cochrane Oral Health, Division of Dentistry, School of Medical Sciences, Faculty of Biology, Medicine and Health, The University of Manchester, Manchester, UK.


Caninos tracionados palatinamente ou PDCs são caninos superiores permanentes, comumente conhecidos como "Olhos" dos dentes, que são tracionados no céu da boca. Isso pode causar falhas desagradáveis,  danos às raízes vizinhas (que podem ser tão severas que os dentes vizinhos são perdidos ou precisam ser removidos) e, ocasionalmente, resultam no desenvolvimento de cistos. As PDCs são uma anomalia dentária freqüente, presente em 2% a 3% dos jovens. O gerenciamento desse problema é demorado e caro. Envolve a exposição cirúrgica (descoberta) seguida por aparelhos fixos durante dois a três anos para alinhar o canino no interior da arcada dentária. Duas técnicas para expor caninos palatinos são usadas no Reino Unido: a técnica fechada e a técnica aberta. A técnica fechada envolve o descobrimento do canino, a fixação de um acessório e uma corrente de ouro e a sutura da mucosa palatina sobre o dente. O dente é então movido para a posição coberta pela mucosa palatina. A técnica aberta envolve o descobrimento do  canino e remoção do tecido palatino sobrejacente para deixá-lo descoberto. O ortodontista pode então ver a coroa do canino para alinhá-lo.

Os autores objetivaram Avaliar os efeitos de usar um método cirúrgico aberto ou fechado para expor os caninos que se deslocaram no céu da boca, em termos de sucesso e outros resultados clínicos e relatados pelo paciente.

O Especialista em Informação da Cochrane Oral Health pesquisou os seguintes bancos de dados: Cochrane Oral Health's Trials Register (até 24 de fevereiro de 2017), Cochrane Central Register de Ensaios Controlados (CENTRAL) (na Biblioteca Cochrane, 2017, Issue 1), MEDLINE Ovid (1946 a 24 Fevereiro de 2017) e Embase Ovid (1980 a 24 de fevereiro de 2017). O Registro de Ensaios Contínuos dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA (ClinicalTrials.gov) e a Plataforma Internacional de Registros de Ensaios Clínicos da Organização Mundial de Saúde foram procurados para os testes em andamento. Nenhuma restrição foi colocada no idioma ou data de publicação ao pesquisar os bancos de dados eletrônicos.

Foram incluídos ensaios clínicos randomizados e quase-randomizados que avaliaram jovens que receberam tratamento cirúrgico para corrigir PDCs superiores. Não houve restrição de idade, apresentando má oclusão ou tipo de tratamento ortodôntico ativo realizado. Incluiram caninos tracionados unilateral e bilateralmente.

Dois revisores independentemente examinaram os resultados das buscas eletrônicas, extraíram os dados e avaliaram o risco de viés nos estudos incluídos. Tentaramo entrar em contato com os autores do estudo para a falta de dados ou esclarecimentos, quando viável. Seguiram as diretrizes estatísticas do Manual Cochrane para Revisões Sistemáticas de Intervenções para a síntese de dados.

Incluíram três estudos, envolvendo 146 participantes. Dois estudos foram avaliados como estando em alto risco de viés.

O principal achado da revisão foi que as duas técnicas podem ser igualmente bem-sucedidas na exposição de PDCs (razão de risco (RR) 0,99, intervalo de confiança de 95% (IC) de 0,93 a 1,06; três estudos, 141 participantes analisados, evidências de baixa qualidade).

Uma falha cirúrgica foi devida ao traciomento da corrente de ouro (grupo fechado). Um estudo relatou complicações após a cirurgia e encontrou dois no grupo fechado: uma infecção pós-operatória que exigia antibióticos e dor durante o alinhamento do canino à medida que a corrente de ouro penetrava no tecido gengival do palato.

Não foi possível reunir dados para a estética dentária, dor e desconforto relatados pelo paciente, saúde periodontal e tempo de tratamento; no entanto, estudos individuais não encontraram diferenças entre as técnicas cirúrgicas (evidência de baixa a muito baixa qualidade).

Os autores concluíram que as evidências sugerem que nem a técnica cirúrgica aberta ou fechada para a exposição dos caninos superiores palatinos superiores em nenhum dos desfechos incluídos nesta revisão; no entanto, consideraram a evidência como de baixa qualidade, com dois dos três estudos incluídos sendo de alto risco de viés. Isso sugere a necessidade de mais estudos de alta qualidade. Três ensaios clínicos em andamento foram identificados e espera-se que estes produzam dados que possam ser agrupados para aumentar o grau de certeza desses achados.


Link do artigo na integra via Cochrane:

https://www.cochranelibrary.com/cdsr/doi/10.1002/14651858.CD006966.pub3/epdf/full


segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Comparação dos efeitos da expansão rápida da maxila com os protocolos alternados de expansão rápida da maxila e constrição, seguidos pela terapia da máscara facial







Neste artigo de 2019, publicado no The Korean Journal of Orthodontics, pelos Autores Elvan Onem Ozbilen, Hanife Nuray Yilmaz, Nazan Kucukkeles. Do Departmento de Ortodontia, Faculty of Dentistry, Marmara University, Istanbul, Turquia e do Departmento de Ortodontia, Faculty of Dentistry, Bezmialem Vakif University, Istanbul, Turquia.

O objetivo deste estudo retrospectivo foi avaliar e comparar as mudanças na via aérea faríngea (PA), volume do seio maxilar e parâmetros esqueléticos após expansão rápida da maxila (RME) e expansão e constrição rápida da maxila alternada (Alt-RAMEC) seguidos pela terapia do uso da máscara facial. (FM) 

Foram coletados os registros de 40 pacientes portadores de uma má oclusão de Classe III esquelética devido a retrognatismo maxilar e os pacientes foram divididos em dois grupos. O primeiro grupo era composto por 8 pacientes masculinos e 12 femininos (idade média de 10,0 ± 1,1 anos) tratados com ERM / FM por uma média de 10 meses. O segundo grupo era composto por 10 pacientes do sexo masculino e 10 do sexo feminino (idade média de 9,64 ± 1,3 anos) tratados com Alt-RAMEC / FM em uma média de 12 meses. Imagens de tomografia computadorizada de feixe cônico obtidas antes (T0) e após o tratamento (T1) foram avaliadas.

Em relação aos efeitos esqueléticos, diferenças significantes entre os grupos foram o aumento do SNA-HRP (distância perpendicular do SNA ao plano de referência horizontal, 0,99 mm) no grupo Alt-RAMEC/FM e a diminuição do PP-SN (plano palatal para o plano de Sella-Nasion, 0.93º) no grupo ERM/FM. O volume dos seios maxilares aumentou significativamente em ambos os grupos, e o aumento foi estatisticamente maior no grupo Alt-RAMEC/FM. Embora não tenham sido observadas diferenças intergrupos significativas nos volumes de PA, tanto menor (1.011,19 mm3) quanto total (1.601,21 mm3), o volume de AF aumentou significativamente no grupo Alt-RAMEC / FM.

Os autores concluíram que os diferentes dispositivos de expansão e os protocolos utilizados com a terapia FM não parecem afetar o movimento para a frente dos volumes da maxila e PA. Em contraste, o aumento do volume do seio maxilar foi maior no protocolo Alt-RAMEC / FM.

Link do Artigo na Integra via e-KJO: