ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA: Maio 2019

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Clareamento dentário simultâneo ao tratamento ortodôntico é seguro?









Foi publicado mais um Artigo nosso, na Coluna OrtoTecnologia da Revista Cientifica de circulação nacional da Sociedade Paulista de Ortodontia (OrtodontiaSPO). Que abordou um tema que gera duvidas e discussão entre os Ortodontistas clinicos e também entre os especialistas em Estética Dentária.

RESUMO

A busca por um sorriso harmonioso e com dentes alinhados, satisfazendo as preferências estéticas da sociedade, é uma das razões pela qual os pacientes buscam o tratamento ortodôntico. No entanto, o uso de aparelhos fixos contribui para o aparecimento de manchas na superfície dos dentes. O clareamento dental durante o tratamento ortodôntico tornou-se viável, uma vez que os produtos e subprodutos conseguem se difundir lateralmente através da estrutura dentária. Entretanto, algumas condições precisam ser consideradas, como: os diferentes estágios de maturação ou mineralização dos dentes que existem nas crianças ou jovens, dentes cobertos por gengiva em regiões cervicais ou dentes intruídos. 

Uma proteção adequada da mucosa bucal e da região cervical dos dentes também se faz necessária para evitar contato entre o agente clareador e a junção cemento-esmalte, prevenindo o surgimento de efeitos colaterais. Dessa maneira, o clareamento dentário durante o tratamento ortodôntico é uma opção para os pacientes que buscam estética.

Unitermos – Ortodontia; Clareamento dental; Clareadores.

OrtodontiaSPO | 2019;52(2):218-21

Link do Artigo via OrtoCiencia:



sexta-feira, 24 de maio de 2019

Biologia da biomecânica: Análise por elementos finitos de um sistema estaticamente determinado para rotacionar o plano oclusal em uma correção de má oclusão de mordida aberta esquelética de Classe III



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Neste artigo de 2015, publicado pelo American Journal of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, pelos autores W. Eugene Roberts, Rodrigo F. Viecilli, Chris Chang,Thomas R. Katona, and Nasser H. Paydar. Da Indiana University and Purdue University at Indianapolis, Indianapolis, Ind, and visiting professor, Department of Orthodontics, School of Dentistry, Loma Linda University, Loma Linda, California; Center for Dental Research and Department of Orthodontics, School of Dentistry, Loma Linda University, Loma Linda, California; Beethoven Orthodontic Center, and Newton's A, Hsinchu, Taiwan; Departments of Orthodontics and Oral Facial Genetics, and Mechanical Engineering, Indiana University and Purdue University at Indianapolis, Indianapolis. Mostrou que na ausência de modelos animais ou in vitro adequados, a biomecânica da má oclusão humana deveria ser estudada indiretamente. Desta forma, a análise por elementos finitos (FEA) vem surgindo como uma tecnologia clínica que auxilia no diagnóstico, no planejamento do tratamento e na análise retrospectiva. A hipótese testada foi que a FEA instantânea pode simular retrospectivamente a retração do arco mandibular a longo prazo e a rotação do plano oclusal para a correção de uma má oclusão de Classe III esquelética.

Dezessete relatos de casos publicados foram selecionados de pacientes tratados com mecânica estaticamente determinada usando ancoragem posterior com parafuso ósseo na crista mandibular ou infrazigomática, para retrair o arco mandibular. Medidas bidimensionais foram feitas para os movimentos dos incisivos e molares, rotação do arco mandibular e retração em relação ao arco maxilar. Um paciente com tomografia computadorizada de feixe cônico foi selecionado para uma FEA retrospectiva.

A idade média da amostra foi 23,3 +- 3,3 anos; Eram 7 homens e 10 mulheres. Os movimentos médios dos incisivos foram de 3,35 +- 1,55 mm de retração e 2,18 +- 2,51 mm de extrusão. Movimentos molares correspondentes foram retrações de 4,85 +- 1,78 mm e intrusões de 0,85 +- 2,22 mm. A retração do arco mandibular em relação ao arco maxilar foi de 4,88 +- 1,41 mm. A rotação posterior média do arco mandibular foi de –5,76º +- 4,77º (sentido anti-horário). O tempo médio de tratamento (n = 16) foi de 36,2 ± 15,3 meses. Os parafusos ósseos na região posterior da mandíbula foram mais eficientes para a intrusão de molares e diminuíram a dimensão vertical da oclusão para fechar uma mordida aberta. O paciente Classe III  completa, selecionado para FEA foi tratado com uma pontuação da American Board of Orthodontics avaliação cefalometrica e de modelos ortodônticos  com 24 pontos em cerca de 36 meses com retração em massa e rotação posterior do arco mandibular: a carga bilateral na segmento mandibular foi de cerca de 200 cN. O arco mandibular foi retraído em cerca de 5 mm, a rotação posterior foi de cerca de 16,5º e a intrusão dos molares foi de cerca de 3 mm. Houve uma diminuição do ângulo do plano mandibular de 4º para fechar a mordida aberta esquelética. As iterações seqüenciais retrospectivas (animação FEA) simularam a resposta clínica, conforme documentado por cefalometrias longitudinais. O nível de estresse do ligamento periodontal foi relativamente uniforme (menor que 5 kPa) para todos os dentes no segmento do arco mandibular.

Os autores concluíram que a retração em massa do arco mandibular é eficiente para o tratamento conservador de uma má oclusão de Classe III esquelética. A ancoragem mandibular posterior promove a intrusão dos molares para fechar a dimensão vertical da oclusão e o ângulo do plano mandibular. A FEA instantânea, conforme modelada, poderia ser usada para prever razoavelmente os resultados clínicos de uma carga aplicada.

Link do Artigo na integra via AJODO:




quarta-feira, 22 de maio de 2019

Comparação das alterações transversais dentárias entre pacientes com má oclusão esquelética de Classe III e assimetria facial tratadas com cirurgia ortognática com e sem tratamento ortodôntico pré-cirúrgico




Neste artigo de 2017, publicado no The Korean Journal of Orthodontics, pelos autores Han-Sol Song, Sung-Hwan, Choi Jung-Yul, Cha Kee-Joon Lee e  Hyung-Seog Yu. Do Departmento de Ortodontia, The Institute of Craniofacial Deformity, College of Dentistry, Yonsei University, Seoul, Korea. Mostra um estudo 3D que avalia a eficácia do tratamento cirúrgico de pacientes com alteração esquelética de classe III e assimétricos com e sem preparo ortodontico prévio.

O estudo foi realizado com o objetivo de Avaliar as alterações transversais esqueléticas e dentárias, incluindo as do eixo dentário  vestíbulo lingual, entre pacientes com má oclusão esquelética de Classe III e assimetria facial após osteotomia de ramo vertical intra oral bilateral com e sem tratamento ortodôntico pré-cirúrgico.

Este avaliação retrospectiva incluiu 29 pacientes com má oclusão esquelética Classe III e assimetria facial, incluindo desvio do mento> 4 mm do plano sagital mediano. Para avaliar as alterações nas variáveis transversais esqueléticas e dentárias (ou seja, inclinação vestíbulo lingual dos caninos superiores e inferiores e dos primeiros molares),  16 pacientes foram submetidos à cirurgia ortognática convencional (CS) e foram comparados com os 13 pacientes submetidos à cirurgia ortognática pré-ortodôntica (POGS), utilizando a tomografia computadorizada tridimensional no exame inicial, 1 mês antes da cirurgia e aos 7 dias e 1 ano após a cirurgia.

O exame pós-cirúrgico de 1 ano não revelou alterações significativas no eixo dentário transversal pós-operatório no grupo CS. No grupo POGS, o primeiro molar superior inclinou-se lingualmente em ambos os lados  e o canino inferior inclinou lingualmente o lado sem desvio  durante o tratamento ortodôntico pós-cirúrgico. Não houve diferenças significativas nas variáveis esqueléticas e dentárias entre os dois grupos 1 ano após a cirurgia.

Os autores concluíram que o POGS pode ser uma alternativa clinicamente aceitável ao CS como um tratamento para alcançar eixos transversais estáveis da dentição em ambos os arcos, em pacientes com má oclusão esquelética de Classe III e assimetria facial.


[Korean J Orthod 2017;47(4):256-267]

Palavras-chaves: Cirurgia ortognática pré-ortodôntica, Asimetria facial, Eixo dentário transversal, Tomografia computadorizada tridimensional 






terça-feira, 21 de maio de 2019

A morfologia da sela túrcica em pacientes ortodônticos adultos











Neste artigo de 2018, publicado pela Bio Med Central Oral Health, pelos autores Gunjan Kumar Shrestha, Prabhat Ranjan Pokharel, Rajesh Gyawali, Bhushan Bhattarai and Jamal Giri. Do Department of Orthodontics, M.B. Kedia Dental College, Rajat Jayanti chowk, Birgunj, Nepal; Department of Orthodontics, College of Dental Surgery, B.P. Koirala Institute of Health Sciences, Dharan, Nepal e Department of Orthodontics, Nobel Medical College, Biratnagar, Nepal. Teve o objetivo de determinar e comparar as formas, tamanhos e ligação da "Ponte" da sela túrcica em pacientes com diferentes padrões esqueléticos e gêneros.

Foi um estudo comparativo transversal. As amostras foram divididas em três grupos de acordo com o padrão esquelético de Classe I, Classe II e Classe III, e cada grupo consistiu de 40 amostras (20 gênero Maculino e 20 gênero Feminino). Os cefalogramas laterais foram traçados e a sela turca foi avaliada quanto ao seu tamanho, forma e ligação da "ponte".

O comprimento médio, o diâmetro ântero-posterior e a profundidade da sela túrcica foram de 8,13 ± 2,03 mm, 9,60 ± 1,43 mm e 6,40 ± 1,21 mm, respectivamente. O comprimento médio da sela turca foi de 7,91 ± 1,52 mm na Classe I, 7,32 ± 1,62 mm na Classe II e 9,16 ± 2,42 na Classe III de padrão esquelético; o diâmetro ântero-posterior era 9,30 ± 1,02 mm na Classe I, 9,15 ± 1,28 mm na Classe II e 10,35 ± 1,64 mm no Padrão Esquelético Classe III; e a profundidade foi de 6,40 ± 0,92 mm na Classe I, 6,07 ± 1,01 mm na Classe II e 6,74 ± 1,54 mm no Padrão Esquelético Classe III. Houve diferenças significativas no comprimento e no diâmetro anteroposterior e sela turca entre os padrões esqueléticos de Classe I, Classe II e Classe III (p = 0,01), (p = 0,01), respectivamente. Não houve diferença significativa no tamanho da sela túrcica entre diferentes sexos e faixas etárias. Sessenta por cento dos pacientes estudados apresentavam morfologia da Sela normal. A ponte de ligação parcial  da Sela turcica e a ponte Sella turcica foram vistas neste estudo em 23,33% e 11,67% dos pacientes, respectivamente.

Os autores concluíram que sessenta por cento dos pacientes apresentavam sela turca normal. Houveram diferenças significativas nos comprimentos e diâmetros anteroposteriores entre os pacientes Classe I, Classe II e Classe III. O tamanho maior estava presente em pacientes esqueleticos de Classe III.

Link do Artigo na integra via NCBI:

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Avaliação do dispositivo Forsus resistente à fadiga ancorado em miniplacas, em indivíduos na fase de crescimento portadores de Classe II esquelética: Um ensaio clínico randomizado





Neste artigo de 2019, publicado pela Angle Orthodontist, pelos Autores Sherif A. Elkordy; Amr M. Abouelezz; Mona M. S. Fayed; Mai H. Aboulfotouh, Yehya A. Mostafa. Do Department of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, Faculty of Dentistry, Cairo University, Cairo, Egypt e do Department of Pediatric Dentistry and Orthodontics, Faculty of Dentistry, University of Malaya, Malaysia. Teve o objetivo de avaliar o uso da ancoragem direta com miniplacas em conjunto com o dispositivo Forsus  resistente à fadiga (DFRF) no tratamento da má oclusão esquelética de Classe II.

Quarenta e oito meninas portadoras de Classe II esquelética foram alocadas aleatoriamente para o grupo Forsus plus miniplacas (FMP) (16 pacientes, idade 12,5 +- 0,9 anos), Forsus sozinho (FFRD; 16 pacientes, idade 12,1 +- 0,9 anos), ou o grupo controle não tratado  (16 sujeitos, idade 12,1 +- 0,9 anos). Após o nivelamento e o alinhamento, miniplacas foram inseridas na sínfise mandibular no grupo FMP. O DFRF foi inserido diretamente nas miniplacas do grupo FMP e nos arcos mandibulares no grupo FFRD. Os aparelhos foram removidos após atingir um relacionamento incisivo de borda a borda.

Os dados de 46 sujeitos foram analisados. O comprimento mandibular efetivo aumentou significativamente apenas no grupo FMP (4,05 +- 0,78). Os incisivos inferiores apresentaram uma proclinação significativa no grupo FFRD (9,17 +- 2,42) e uma retroclinização não significativa no grupo FMP (􏰀1,49 +- 4,70). A taxa de falha das miniplacas foi de 13,3%.

Os autores concluíram que o uso de miniplacas com o dispositivo Forsus  resistente à fadiga foi bem sucedido em aumentar o comprimento mandibular efetivo em indivíduos com má oclusão de Classe II no curto prazo. O dispositivo Forsus  resistente à fadiga ancorado com miniplaca eliminou a proclinação desfavorável dos incisivos inferiores em contraste com o Forsus utilizado de forma convencional.


Link do Artigo na Integra via Angle Orthodontist:




sexta-feira, 17 de maio de 2019

Resultados tridimensional do tratamento em pacientes portadores de Classe II tratados com o aparelho Herbst: Um estudo piloto




Neste artigo de 2013, publicado pelo American Journal of Orthodontics and  Dentofacial Orthopedics. Pelos Autores Megan LeCornu, Lucia H. S. Cevidanes, Hongtu Zhu, Chih-Da Wu, Brent Larson, and Tung Nguyen. Do Department Orthodontics and Pediatric Dentistry, University of Michigan, Ann Arbor, Michigan;  Department of Biostatistics, Gilling School of Global Public Health, University of North Carolina, Chapel Hill, University of Minnesota, Minneapolis.

Os objetivos deste estudo foram analisar as alterações esqueléticas tridimensionais em indivíduos com má oclusão de Classe II tratados com o aparelho de Herbst e compará-las com grupo controles Classe II tratados utilizando técnicas de sobreposição tridimensional.

Sete pacientes consecutivos tratados com Herbst e 7 controles Classe II tratados com elásticos de Classe II que atenderam aos critérios de inclusão tiveram tomografias computadorizadas de feixe cônico tomadas antes do tratamento, e após a remoção de Herbst ou no pós-tratamento para os controles. Modelos tridimensionais foram gerados a partir das imagens de tomografia computadorizada de feixe cônico, registrados nas bases cranianas anteriores, e analisados por meio de mapas de cores e medidas ponto-a-ponto.

Os pacientes tratados com Herbst demonstraram translação anterior dos côndilos e das  fossas glenoides (fossa anterior direita, 1,69 ± 0,62 mm; fossa anterior esquerda, 1,43 ± 0,71 mm; côndilo anterior direito, 1,20 ± 0,41 mm; côndilo anterior esquerdo, 1,29 ± 0,57 mm) enquanto o deslocamento posterior predominou nos controles (fossa anterior direita, -1,51 ± 0,68 mm; fossa anterior esquerda, -1,31 ± 0,61 mm; côndilo anterior direito, -1,20 ± 0,41 mm; côndilo anterior esquerdo, -1,29 ± 0,57 mm). Houve mais projeção anterior do ponto B nos pacientes com Herbst (2,62 ± 1,08 mm versus 1,49 ± 0,79 mm). O deslocamento anterior do ponto A foi mais predominante nos controles quando comparado aos pacientes com Herbst (1,20 ± 0,53 mm vs -1,22 ± 0,43 mm).

Os Autores concluíram que os  Pacientes moradores de Classe II tratados com o aparelho de Herbst demonstraram deslocamento anterior dos côndilos e fossas da glenoide juntamente com restrição maxilar quando comparados com os controles Classe II tratados; isso pode resultar em mais projeção anterior da mandíbula.

Link do Artigo na Integra via  NCBI:



quarta-feira, 15 de maio de 2019

15 de maio, dia Mundial da Saúde em Ortodontia - Iniciativa da World Federation of Orthodontists




15 de maio é o Dia Mundial da Saúde Ortodôntica, e a World Federation of Orthodontists, criou um logotipo especial e cartazes que irão estabelecer a identidade da marca desta celebração anual para a frente. O logotipo, disponível em uma variedade de formatos, está disponível para download (veja abaixo). Os membros da WFO usam este logotipo em todos os materiais promocionais para esta celebração. Clique nos cartazes ou veja a página do site em cartazes para obter mais informações.

O Comitê de Promoções da WFO composto pelo Dr. Nikhilesh Vaid, presidente; Dr. Ricardo Machado Cruz do Brasil e Dr. Yanheng Zhou da China avaliaram mais de 25 projetos voltados para criar um logotipo que simbolicamente representa o Dia Mundial da Saúde Ortodôntica.

O artista, Ananth Shankar,  renomado designer e cartunista, escreve sobre o logotipo escolhido:





"O Dia Mundial da Saúde Ortodôntica é comemorado por um logotipo que visa tornar-se um ícone facilmente reconhecido de cuidados ortodônticos em todo o mundo."

O Comitê Executivo da WFO escolheu o dia 15 de maio para o Dia Mundial de Saúde em Ortodontia, uma vez que marca a assinatura do estatuto da WFO em 1995 durante o IV Congresso Internacional de Ortodontia, em São Francisco. Dia Mundial da Saúde em Ortodontia é projetado para amarrar o passado e futuro da WFO juntos.



As organizações afiliadas foram encorajadas a planejar atividades neste dia com sua associação. Essas atividades podem ser de natureza promocional ou científica. Outras celebrações serão realizadas em todo o mundo.  


Maiores informações no site da World Federation of Orthodontists e do THE WORLD ORTHODONTIC HEALTH DAY:

http://www.wfo.org/about-wfo/world-orthodontic-health-day/



terça-feira, 14 de maio de 2019

Artigo Histórico: Evolução da Ortodontia - Recentes Desenvolvimentos
















Neste artigo de 1912, publicado na Revista Dental Cosmos, pelo autor Edward H. Angle, professor da Angle School of Orthodontia. Este artigo clássico da Ortodontia mostra as evoluções na aparatolgia Ortodontica desenvolvida pelo Dr. Angle e seus colaboradores, este artigo foi apresentado após o encontro da Sociedade dos alunos da Angle School of Orthodontia em 13 de setembro de 1911. O autor num trecho do artigo já mostra a preocupação com forças leves, e embasado na celebre pesquisa do Dr. Oppenhaim.


A expanção do arco dentario foi introduzida em 1728 por um grande dentista Francês, Fauchard, ocorreram inumeras modificações, que ajudaram no progresso, outros com poucas diferenças sem progressos e outros propiciando mecânicas ortodonticas absurdas.


O princípio do arco não foi alterado, mas suas melhorias foram em direção ao seu aperfeiçoamento, de modo que  seu refinamento, determinou um maior controle, melhor distribuição da força adquirida, não apenas para a circulação de dentes mal posicionados, mas para garantir a estabilidade da fixação. O resultado tem sido extremamente positivo tanto na sua eficiência, como na diminuição consideravelmente dos seus inconvenientes para o paciente.


O arco de expansão na sua forma atual, com os seus recursos auxiliares, constitui um aparelho ortodôntico tão simples e eficaz que é quase ideal, e tem sido amplamente propagada como todas as outras formas de aparelhos para movimentação dentária. Com isso temos o mais perfeito controle da ancoragem, e muito perfeito controle da força sobre os dentes em movimento, individualmente e coletivamente, para levar as suas coroas a uma relação adequada na linha de oclusão. Não é de admirar, então, que se tornou um item de confiança dos ortodontistas e um fator muito importante para uma Ortodontia maravilhosa que iniciou no passado, a poucos anos.


O movimento do dente é feito mais facilmente, de modo mais satisfatório, e com melhores resultados quando a pressão é muito suave, ao invés de uma força muito pronunciada empregado, a alguns anos, isto veio se tornando mais e mais evidente para o autor, e a exatidão dessa crença tem agora sido abundantemente comprovado pela pesquisa recente do trabalho notável do Dr. Albin Oppenhain de Viena, em seus experimentos elaborados em movimentos dos dentes de macacos. Estes experimentos foram totalmente relatados em um ciclo de palestras do Dr. Oppehaim em uma sessão fechada, da Angle Scholl of Orthodontia, e em um artigo cientifico sobre as pesquisas que em breve será publicado neste país, e deve despertar maior interesse, especialmente entre histologistas e ortodontistas.


Os três diâmetros das secções médias são 45 de uma polegada, 38 de uma polegada, e 30 de uma polegada (0,045 ", 0,038", 0,030 "). Os arcos de diâmetros mais pesados, que é 0,045 "e 0,038" destinam-se a ser utilizado em conexão com ligaduras de fio, precisamente da mesma forma do arco padrão de expansão do arco tipo E. As seções mais pesadas médias são feitas de ambos com metais preciosos e prata, níquel, assim como também as seções com rosca.


Os pinos, os tubos e os arcos muito delicados proporcionam uma maior precisão e são feitos em máquinas especiais. Os pinos e tubos telescópicos de perto são delicados, são de tamanho uniforme, diâmetro e furo. Uma das extremidades dos pinos é feita sob a forma de um gancho, que se encaixa com precisão no bisel da extremidade do tubo quando o pino está no lugar no tubo. É da maior importância que este gancho não deva ser deformado, e assim, tornar-se infectante. 

O ortodontista deve estudar o bloqueio e desbloqueio adequado do fio, para evitar ferir-lo. A outra extremidade dos pinos tem a forma de um rabo de peixe, com um bisel de faca por conveniência de fixar o arco do pino com solda. Uma parte da parede exterior de alguns dos tubos de forma crescente o torna mais estético. Isso não é necessário, mas muitas vezes serve como uma conveniência, dando acesso ao pino para a sua dobra, sem removê-lo completamente do tubo.


Na forma mais antiga do arco de expansão, o tamanho adequado para o encaixe do arco dentário foi adquirida totalmente por meio de porcas e retificação da seção intermediária e propicia a expansão necessária da arcada dentária. A medida em que um ou outro destes dois meios de alargamento é feito quase exclusivamente através das porcas e parafusos, em outros, principalmente por endireitar as curvas na seção intermediária. Ambos os recursos para o meio de controle mais perfeito do tamanho do aparelho. O parafuso de ajuste transversal, como o parafuso de ajuste fino microscópico, será sempre mais valiosa.


Os resultados da movimentação dentária e desenvolvimento ósseo, tem sido verdadeiramente notável, são suficientes, achamos que para despertar a surpresa e grande entusiasmo na mente dos ortodontistas. Esta técnica procura simular o melhor, pois é difícil prever as possibilidades de resultados, só com o tempo para se familiarizar com o plano de tratamento e dominar a técnica.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Movimento dentário humano induzido por tensões contínuas altas e baixas




Neste artigo de 2014, publicado pela Angle Ortohodontist, pelos autores Whitney N. DeForest; Jodi K. Hentscher-Johnson; Ying Liu; Hongzeng Liu; Jeffrey C. Nickel; Laura R. Iwasaki; do Departments of Orthodontics & Dento-facial Orthopedics and Oral & Craniofacial Sciences, University of Missouri-Kansas City UMKC SOD) , Kansas City, Mo. Mostra um estudo realizado para avaliar a eficiência biomecanica com níveis de força variáveis no procedimento de retração dos caninos superiores.

O estudo foi realizado com o intuito de comparar movimentos dentários tridimensionais resultantes de tensões relativamente mais elevadas e menores em um desenho de boca dividida.

Oito voluntários cujos primeiros pré-molares superiores foram removidos para tratamento ortodôntico participaram. Caninos superiores de cada indivíduo aleatoriamente foram retraídos por tensões constantes de 78 kPa e 4 kPa através de mecânica segmentar. Modelos de gesso representando 8-10 visitas por sujeito em mais de 84 dias e um microscópio de três eixos foram usados ​​para medir movimentos em série. A Estatística descritiva e modelagem linear mista foram aplicados para análise de dados.

Dentes movidos por 78 kPa apresentaram significativamente movimento distal mais rápido  (0,066 +- 0,020 milímetros / dia) em comparação com os dentes movidos por 4 kPa (0,031 +- 0,012 milímetros / dia). O movimento lateral e rotação distopalatal também foram significativamente mais rápidos (quatro vezes e 10 vezes, respectivamente) com a tensão mais elevada do que com  mais baixa. A Média de extrusão-intrusão, torque coroa, e de tip foram pequenos, oscilou, e não foram significativamente diferentes entre as tensões altas e baixas. Nenhuma fase atraso da movimentação dentária foi evidenciada.

Os autores concluíram que os Caninos superiores foram retraídos mais rápido com 78 kPa do que por 4 kPa. A Translação Controlada foi possível com 4 kPa, mas 78 kPa ultrapassou limitações do aparelho, fazendo com que ocorresse uma rotação distopalatal.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist, (Angle Orthod. 2014;84:102–108.):

terça-feira, 7 de maio de 2019

Estudo qualitativo fotoelástico do sistema de forças gerado pela mola “T” de retração com diferentes pré-ativações



Neste artigo de 2010, publicado pelo Dental Press Journal of Orthodontics, pelos autores Luiz Guilherme Martins Maia, Vanderlei Luiz Gomes, Ary dos Santos-Pinto, Itamar Lopes Júnior, Luiz Gonzaga Gandini Jr. Da da Disciplina de Ortodontia do curso de Odontologia da Universidade Tiradentes/SE; Do departamento de Prótese Removível e Materiais Odontológicos da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Uberlândia. Mestre e Doutor em Odontologia pela USP - Ribeirão Preto /SP; da Disciplina de Ortodontia do Departamento de Clínica Infantil da Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP.

Objetivou avaliar o sistema de forças gerado pela mola T utilizada para fechamento de espaços.

Por meio do método experimental fotoelástico, avaliou-se a mola T utilizada no fe- chamento de espaços com duas variações de pré-ativação em sua porção apical, sendo uma com 30º e a outra com 45º. As molas foram confeccionadas com fio retangular de titânio-molibdênio (TMA) de secção 0,017” x 0,025”, centralizadas no espaço interbraquetes de 27mm e ativadas em 5,0mm, 2,5mm e posição neutra. Para melhor confiabilidade dos resultados, os testes foram repetidos em três modelos fotoelásticos igualmente reproduzidos e confeccionados pelo mesmo operador. Para compreensão dos resultados, as franjas fotoelásticas visualizadas no polariscópio foram fotografadas e analisadas qualitativamente.

Por meio da análise qualitativa da ordem de franjas no modelo fotoelástico, notou-se que, nas extremidades de retração e anco- ragem, a mola T com 30º de ativação apical apresentou um acúmulo de energia discretamente maior para o sistema de forças liberado.

Concluiram que utilizando o método experimental fotoelástico para análise qualitativa do sistema de forças libera-do pela mola T centralizada e confeccionada com fio de TMA 0,017” x 0,025”,  observaram que:

1. O estado de tensão em toda a superfície radicular da mola T com pré-ativação preconizada por Souza et al. em 2003 mostrou-se discretamete maior quando comparado com a mola T com pré-ativação preconizada por Marcotte em 1993.

2. Com ativação de 2,5mm, a ordem de franjas exibiu uma tendência de movimento de inclinação controlada.

3. A ordem de franjas mostrou-se semelhante na ativação de 2,5mm para as pré-ativações de 30° e de 45°.

4. Com ativação de 5,0mm, a concentração de energia, ou de força, mostrou-se claramente maior em ambas as pré-ativações.


Referencias:

. Souza RS, Santos-Pinto A, Shimizu RI, Sakima MT, Gandini LG Jr. Avaliação do sistema de forças gerado pela alça T de retração, pré-ativada segundo o padrão UNESP-Araraquara. Rev Dental Press Ortod Ortop Facial. 2003 set-out;8(5):113-22

.  Marcotte MR. Biomecânica em Ortodontia. São Paulo: Ed. Santos; 1993.


Link do artigo na Integra via Scielo: