ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA: 2019

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Avaliação em longo prazo da expansão rápida da maxila e terapia com Bite-Block em indivíduos na fase de crescimento portadores de mordida aberta: Um estudo clínico controlado




Neste artigo de 2018, publicado na Angle Orthodontist, pelos Autores Manuela Mucedero; Dimitri Fusaroli; Lorenzo Franchi; Chiara Pavoni; Paola Cozza; Roberta Lione. Dos Departamento de ciencias clinicas, Cirurgia e de Medicina Translational, Universidade de Roma ‘‘Tor Vergata,’’ Roma, Italia e do Departamento de Odontologia da Universidade Nostra Signora del Buon Consiglio, Tirana, Albania.

O artigo descreve um estudo que avaliou os efeitos a longo prazo da expansão rápida da maxila (ERM) e o uso de Bite-Block posterior (BB) em pacientes pré-púberes com mordida aberta dento-esquelética.

O grupo de tratamento (GT) era composto por 16 indivíduos (14 meninas, 2 meninos) com mordida aberta dento-esquelética, com média de idade de 8,1 +- 1,1 anos. Tratados com ERM e BB. Três cefalogramas laterais consecutivos foram disponíbilizados antes do tratamento (T1), no final do tratamento ativo com a ERM e BB (T2), e em uma observação de acompanhamento pelo menos com 4 anos após a conclusão do tratamento (T3). O GT foi comparado com um grupo controle (GC) de 16 pacientes (14 meninas, 2 meninos) pareados por sexo, idade e padrão esquelético vertical. Um teste t para amostras independentes foi utilizado para comparar as alterações cefalométricas entre T1 e T3, T1 e T2 e T2 e T3 entre o GT e o GC.

Em longo prazo, o GT apresentou aumento significativamente maior no overbite (+1,8 mm), redução da extrusão dos molares superiores e inferiores (􏰀-3,3 mm) e, consequentemente, diminuição significativa da divergência facial (􏰀-2,88º) quando comparada com assuntos não tratados.

Os autores concluir que o protocolo da ERM e com BB levou a uma recuperação bem sucedida e estável do overbite positivo em 100% dos pacientes estudados. A correção da mordida aberta associou-se à redução da extrusão dos molares superiores e inferiores, com melhora significativa das relações esqueléticas verticais, quando comparada com o GC.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:


segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Estudo retrospectivo do tratamento da Classe II na de dentadura mista






Este artigo de 2016, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Heesoo Oh; Sheldon Baumrind; Edward L. Korn; Steven Dugoni; Roger Boero; Maryse Aubert; Robert Boyd. Do Department of Orthodontics, University of the Pacific, Arthur A. Dugoni School of Dentistry, San Francisco, California. Apresenta um estudo com o objetivo de avaliar a efetividade do tratamento precoce das maloclusões de Classe II moderadas e graves na dentição mista.

Foram avaliados três grupos de indivíduos com maloclusão de Classe II neste estudo retrospectivo: um grupo de tratamento precoce (EarlyTx) com idade entre 7 e 9,5 anos (n = 54), um grupo de tratamento tardio (LateTx), cuja primeira visita ortodôntica ocorreu entre 12 e 15 anos (n = 58), e um grupo de Classe II (UnTx) não tratado para avaliar a comparabilidade do pré-tratamento dos dois grupos tratados (n = 51). Treze análises cefalométricas convencionais foram avaliadas para cada grupo, e a gravidade da Classe II de molar foi medida nos modelos de estudo dos grupos EarlyTx e LateTx. Foi utilizado para o tratamento da Classe II na dentição mista na fase inicial (fase 1), um aparelho superior 4x2 e um arco lingual inferior. 

O objetivo da fase 1 foi a correção completa da má oclusão, que seria a obtenção de uma relação molar Classe I, redução da discrepância do maxilar esquelética, sobressaliência e sobremordida ideal, alinhamento correto dos incisivos e comprimento e largura adequada do arco. Após o tratamento da fase 1, as contenções foram entregues e os pacientes foram avaliados regularmente a cada 2 a 4 meses, para monitorar o crescimento e desenvolvimento oclusal dos pacientes e para preservar os ganhos obtidos no tratamento da fase 1. Após a erupção dos segundos molares permanentes, os pacientes que se submeteram ao tratamento da fase 1 foram reavaliados para decidir o tratamento posterior. O tratamento da fase 2 variou de aparelhos fixos parciais, em um único arco a aparelhos fixos completos em ambos os arcos, com ou sem exodontias.

Foi observado a correção da classe II bem sucedida em aproximadamente três quartos dos dois grupos. Os pacientes do grupo EarlyTx tiveram menos exodontias do que os pacientes LateTx (5,6% vs 37,9%, P< 0,001) e passaram menos tempo em tratamento na dentição permanente que os pacientes pertencentes ao LateTx (1,7 ± 0,8 vs 2,6 ± 0,7 anos, P < 0,001). Com o tempo de supervisão incluído, o grupo EarlyTx teve tempo de tratamento e média de visitas maior que o grupo LateTx (53.1 ± 18. 8 vs 33.7 6±8.3, P < .0001). Observou-se também que 55% dos casos com exodontias do grupo LateTx envolveram a remoção dos primeiros pré-molares e terminaram em relação molar Classe II.

Os autores concluíram que o tratamento precoce na dentição mista foi eficaz para correção das más oclusões de Classe II. (Angle Orthod., 2017; 87: 56-67)

PALAVRAS-CHAVE: Má oclusão Classe II; Dentição mista; Tratamento precoce; Estudo retrospectivo

Créditos da Tradução para Dra Nathalia Torres

Link do Artigo na Integra Via Angle Orthodontist:

http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/012616-72.1

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

A análise quantitativa das superfícies da base de braquetes cerâmicos através de um sistema de imagiologia tridimensional





Neste artigo de 2013, publicado pelo Angle Orthodontist, pelos autores Da-Young Kang; Sung-Hwan Choi; Jung-Yul Cha; Chung-Ju Hwang; Do Department of Orthodontics, College of Dentistry, Yonsei University, Seoul, Korea; Department of Orthodontics, Institute of Cranio- facial Deformity Center, College of Dentistry, Yonsei University, Seoul, Korea. Mostra um estudo realizado com base de diversos braquetes cerâmicos comparados com um metálico.

Este trabalho teve o objetivo de estudar as características estruturais tridimensionais de três tipos de bases de braquetes cerâmicos mecanicamente fixados.

Braquetes, um tipo de aço inoxidável (MicroArch, Tomy, Tóquio, Japão) e três tipos de cerâmico incisivo central superior direito Cristalina MB (Tomy), INVU (TP Orthodontics, La Porte, Ind) e Inspire Ice (Ormco, Glendora, Calif), foram testados para comparar e analisar quantitativamente diferenças nas características da superfície de cada base de braquete cerâmico usando microscopia eletrônica de varredura (MEV), uma imagem tridimensional profiler superfície óptica (3D) e tomografia microcomputed (micro-CT). Uma análise de variância foi utilizada para encontrar diferenças nos valores de rugosidade superficial da base dos braquetes e áreas de superfície entre os dois grupos de acordo com projetos de base. 

O SEM revelou que cada braquete exibiu uma textura de superfície única (MicroArch, malha dupla; Cristalina MB, irregular; INVU, malha única; Inspire Ice, talão de bola). Com um perfilador superfície óptica 3D, o braquete de aço inoxidável apresentou valores de rugosidade superficial significativamente mais elevados. Cristalina MB tiveram significativamente valores maiores de rugosidade superficial do que Inspire Ice. Micro-CT demonstrou que braquetes de aço inoxidável apresentaram maiores áreas de superfície de base braquete da unidade.  Entre os braquetes cerâmicos, INVU apresentou maior área de superfície da base do braquete todo, e Cristalina MB mostrou uma superfície significativamente maior unidade de braquete de base do Inspire Ice.

Os autores concluíram que as características da rugosidade das superfícies dos braquetes apresentaram os maiores valores de rugosidade superficial e de superfície na base do braquete da unidade nos braquetes cerâmicos, o que contribui para o aumento mecanicamente retentiva braquete força de ligação.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Artigo Histórico: Evolução da Ortodontia - Recentes Desenvolvimentos
















Neste artigo de 1912, publicado na Revista Dental Cosmos, pelo autor Edward H. Angle, professor da Angle School of Orthodontia. Este artigo clássico da Ortodontia mostra as evoluções na aparatolgia Ortodontica desenvolvida pelo Dr. Angle e seus colaboradores, este artigo foi apresentado após o encontro da Sociedade dos alunos da Angle School of Orthodontia em 13 de setembro de 1911. O autor num trecho do artigo já mostra a preocupação com forças leves, e embasado na celebre pesquisa do Dr. Oppenhaim.


A expanção do arco dentario foi introduzida em 1728 por um grande dentista Francês, Fauchard, ocorreram inumeras modificações, que ajudaram no progresso, outros com poucas diferenças sem progressos e outros propiciando mecânicas ortodonticas absurdas.


O princípio do arco não foi alterado, mas suas melhorias foram em direção ao seu aperfeiçoamento, de modo que  seu refinamento, determinou um maior controle, melhor distribuição da força adquirida, não apenas para a circulação de dentes mal posicionados, mas para garantir a estabilidade da fixação. O resultado tem sido extremamente positivo tanto na sua eficiência, como na diminuição consideravelmente dos seus inconvenientes para o paciente.


O arco de expansão na sua forma atual, com os seus recursos auxiliares, constitui um aparelho ortodôntico tão simples e eficaz que é quase ideal, e tem sido amplamente propagada como todas as outras formas de aparelhos para movimentação dentária. Com isso temos o mais perfeito controle da ancoragem, e muito perfeito controle da força sobre os dentes em movimento, individualmente e coletivamente, para levar as suas coroas a uma relação adequada na linha de oclusão. Não é de admirar, então, que se tornou um item de confiança dos ortodontistas e um fator muito importante para uma Ortodontia maravilhosa que iniciou no passado, a poucos anos.


O movimento do dente é feito mais facilmente, de modo mais satisfatório, e com melhores resultados quando a pressão é muito suave, ao invés de uma força muito pronunciada empregado, a alguns anos, isto veio se tornando mais e mais evidente para o autor, e a exatidão dessa crença tem agora sido abundantemente comprovado pela pesquisa recente do trabalho notável do Dr. Albin Oppenhain de Viena, em seus experimentos elaborados em movimentos dos dentes de macacos. Estes experimentos foram totalmente relatados em um ciclo de palestras do Dr. Oppehaim em uma sessão fechada, da Angle Scholl of Orthodontia, e em um artigo cientifico sobre as pesquisas que em breve será publicado neste país, e deve despertar maior interesse, especialmente entre histologistas e ortodontistas.


Os três diâmetros das secções médias são 45 de uma polegada, 38 de uma polegada, e 30 de uma polegada (0,045 ", 0,038", 0,030 "). Os arcos de diâmetros mais pesados, que é 0,045 "e 0,038" destinam-se a ser utilizado em conexão com ligaduras de fio, precisamente da mesma forma do arco padrão de expansão do arco tipo E. As seções mais pesadas médias são feitas de ambos com metais preciosos e prata, níquel, assim como também as seções com rosca.


Os pinos, os tubos e os arcos muito delicados proporcionam uma maior precisão e são feitos em máquinas especiais. Os pinos e tubos telescópicos de perto são delicados, são de tamanho uniforme, diâmetro e furo. Uma das extremidades dos pinos é feita sob a forma de um gancho, que se encaixa com precisão no bisel da extremidade do tubo quando o pino está no lugar no tubo. É da maior importância que este gancho não deva ser deformado, e assim, tornar-se infectante. 

O ortodontista deve estudar o bloqueio e desbloqueio adequado do fio, para evitar ferir-lo. A outra extremidade dos pinos tem a forma de um rabo de peixe, com um bisel de faca por conveniência de fixar o arco do pino com solda. Uma parte da parede exterior de alguns dos tubos de forma crescente o torna mais estético. Isso não é necessário, mas muitas vezes serve como uma conveniência, dando acesso ao pino para a sua dobra, sem removê-lo completamente do tubo.


Na forma mais antiga do arco de expansão, o tamanho adequado para o encaixe do arco dentário foi adquirida totalmente por meio de porcas e retificação da seção intermediária e propicia a expansão necessária da arcada dentária. A medida em que um ou outro destes dois meios de alargamento é feito quase exclusivamente através das porcas e parafusos, em outros, principalmente por endireitar as curvas na seção intermediária. Ambos os recursos para o meio de controle mais perfeito do tamanho do aparelho. O parafuso de ajuste transversal, como o parafuso de ajuste fino microscópico, será sempre mais valiosa.


Os resultados da movimentação dentária e desenvolvimento ósseo, tem sido verdadeiramente notável, são suficientes, achamos que para despertar a surpresa e grande entusiasmo na mente dos ortodontistas. Esta técnica procura simular o melhor, pois é difícil prever as possibilidades de resultados, só com o tempo para se familiarizar com o plano de tratamento e dominar a técnica.

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Exposição cirúrgica aberta versus fechada em caninos que são tracionados no palato (Revisão)




Neste artigo de 2017, publicado pela Cochrane Database of Systematic Reviews, pelos autores Nicola Parkin, Philip E Benson, Bikram Thind, Anwar Shah, Ismail Khalil, Saiba Ghafoor. Da Oral Health and Development, School of Clinical Dentistry, University of Sheffield, Sheffield, UK. Department of Orthodontics and Maxillofacial Surgery, Solihull Hospital, Solihull, UK. The Windmill Orthodontics, Bedale, UK. Cochrane Oral Health, Division of Dentistry, School of Medical Sciences, Faculty of Biology, Medicine and Health, The University of Manchester, Manchester, UK.


Caninos tracionados palatinamente ou PDCs são caninos superiores permanentes, comumente conhecidos como "Olhos" dos dentes, que são tracionados no céu da boca. Isso pode causar falhas desagradáveis,  danos às raízes vizinhas (que podem ser tão severas que os dentes vizinhos são perdidos ou precisam ser removidos) e, ocasionalmente, resultam no desenvolvimento de cistos. As PDCs são uma anomalia dentária freqüente, presente em 2% a 3% dos jovens. O gerenciamento desse problema é demorado e caro. Envolve a exposição cirúrgica (descoberta) seguida por aparelhos fixos durante dois a três anos para alinhar o canino no interior da arcada dentária. Duas técnicas para expor caninos palatinos são usadas no Reino Unido: a técnica fechada e a técnica aberta. A técnica fechada envolve o descobrimento do canino, a fixação de um acessório e uma corrente de ouro e a sutura da mucosa palatina sobre o dente. O dente é então movido para a posição coberta pela mucosa palatina. A técnica aberta envolve o descobrimento do  canino e remoção do tecido palatino sobrejacente para deixá-lo descoberto. O ortodontista pode então ver a coroa do canino para alinhá-lo.

Os autores objetivaram Avaliar os efeitos de usar um método cirúrgico aberto ou fechado para expor os caninos que se deslocaram no céu da boca, em termos de sucesso e outros resultados clínicos e relatados pelo paciente.

O Especialista em Informação da Cochrane Oral Health pesquisou os seguintes bancos de dados: Cochrane Oral Health's Trials Register (até 24 de fevereiro de 2017), Cochrane Central Register de Ensaios Controlados (CENTRAL) (na Biblioteca Cochrane, 2017, Issue 1), MEDLINE Ovid (1946 a 24 Fevereiro de 2017) e Embase Ovid (1980 a 24 de fevereiro de 2017). O Registro de Ensaios Contínuos dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA (ClinicalTrials.gov) e a Plataforma Internacional de Registros de Ensaios Clínicos da Organização Mundial de Saúde foram procurados para os testes em andamento. Nenhuma restrição foi colocada no idioma ou data de publicação ao pesquisar os bancos de dados eletrônicos.

Foram incluídos ensaios clínicos randomizados e quase-randomizados que avaliaram jovens que receberam tratamento cirúrgico para corrigir PDCs superiores. Não houve restrição de idade, apresentando má oclusão ou tipo de tratamento ortodôntico ativo realizado. Incluiram caninos tracionados unilateral e bilateralmente.

Dois revisores independentemente examinaram os resultados das buscas eletrônicas, extraíram os dados e avaliaram o risco de viés nos estudos incluídos. Tentaramo entrar em contato com os autores do estudo para a falta de dados ou esclarecimentos, quando viável. Seguiram as diretrizes estatísticas do Manual Cochrane para Revisões Sistemáticas de Intervenções para a síntese de dados.

Incluíram três estudos, envolvendo 146 participantes. Dois estudos foram avaliados como estando em alto risco de viés.

O principal achado da revisão foi que as duas técnicas podem ser igualmente bem-sucedidas na exposição de PDCs (razão de risco (RR) 0,99, intervalo de confiança de 95% (IC) de 0,93 a 1,06; três estudos, 141 participantes analisados, evidências de baixa qualidade).

Uma falha cirúrgica foi devida ao traciomento da corrente de ouro (grupo fechado). Um estudo relatou complicações após a cirurgia e encontrou dois no grupo fechado: uma infecção pós-operatória que exigia antibióticos e dor durante o alinhamento do canino à medida que a corrente de ouro penetrava no tecido gengival do palato.

Não foi possível reunir dados para a estética dentária, dor e desconforto relatados pelo paciente, saúde periodontal e tempo de tratamento; no entanto, estudos individuais não encontraram diferenças entre as técnicas cirúrgicas (evidência de baixa a muito baixa qualidade).

Os autores concluíram que as evidências sugerem que nem a técnica cirúrgica aberta ou fechada para a exposição dos caninos superiores palatinos superiores em nenhum dos desfechos incluídos nesta revisão; no entanto, consideraram a evidência como de baixa qualidade, com dois dos três estudos incluídos sendo de alto risco de viés. Isso sugere a necessidade de mais estudos de alta qualidade. Três ensaios clínicos em andamento foram identificados e espera-se que estes produzam dados que possam ser agrupados para aumentar o grau de certeza desses achados.


Link do artigo na integra via Cochrane:

https://www.cochranelibrary.com/cdsr/doi/10.1002/14651858.CD006966.pub3/epdf/full


segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Comparação dos efeitos da expansão rápida da maxila com os protocolos alternados de expansão rápida da maxila e constrição, seguidos pela terapia da máscara facial







Neste artigo de 2019, publicado no The Korean Journal of Orthodontics, pelos Autores Elvan Onem Ozbilen, Hanife Nuray Yilmaz, Nazan Kucukkeles. Do Departmento de Ortodontia, Faculty of Dentistry, Marmara University, Istanbul, Turquia e do Departmento de Ortodontia, Faculty of Dentistry, Bezmialem Vakif University, Istanbul, Turquia.

O objetivo deste estudo retrospectivo foi avaliar e comparar as mudanças na via aérea faríngea (PA), volume do seio maxilar e parâmetros esqueléticos após expansão rápida da maxila (RME) e expansão e constrição rápida da maxila alternada (Alt-RAMEC) seguidos pela terapia do uso da máscara facial. (FM) 

Foram coletados os registros de 40 pacientes portadores de uma má oclusão de Classe III esquelética devido a retrognatismo maxilar e os pacientes foram divididos em dois grupos. O primeiro grupo era composto por 8 pacientes masculinos e 12 femininos (idade média de 10,0 ± 1,1 anos) tratados com ERM / FM por uma média de 10 meses. O segundo grupo era composto por 10 pacientes do sexo masculino e 10 do sexo feminino (idade média de 9,64 ± 1,3 anos) tratados com Alt-RAMEC / FM em uma média de 12 meses. Imagens de tomografia computadorizada de feixe cônico obtidas antes (T0) e após o tratamento (T1) foram avaliadas.

Em relação aos efeitos esqueléticos, diferenças significantes entre os grupos foram o aumento do SNA-HRP (distância perpendicular do SNA ao plano de referência horizontal, 0,99 mm) no grupo Alt-RAMEC/FM e a diminuição do PP-SN (plano palatal para o plano de Sella-Nasion, 0.93º) no grupo ERM/FM. O volume dos seios maxilares aumentou significativamente em ambos os grupos, e o aumento foi estatisticamente maior no grupo Alt-RAMEC/FM. Embora não tenham sido observadas diferenças intergrupos significativas nos volumes de PA, tanto menor (1.011,19 mm3) quanto total (1.601,21 mm3), o volume de AF aumentou significativamente no grupo Alt-RAMEC / FM.

Os autores concluíram que os diferentes dispositivos de expansão e os protocolos utilizados com a terapia FM não parecem afetar o movimento para a frente dos volumes da maxila e PA. Em contraste, o aumento do volume do seio maxilar foi maior no protocolo Alt-RAMEC / FM.

Link do Artigo na Integra via e-KJO:

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Efeito de diferentes combinações de braquetes, fios e ligaduras na resistência ao controle rotacional axial e de deslize, durante a primeira etapa do tratamento ortodôntico: um estudo in vitro





Neste artigo de 2019, publicado no The Korean Journal of Orthodontics. pelos autores Huizhong Chen, Bing Han e Tianmin Xu. Do Department of Orthodontics, School and Hospital of Stomatology, Peking University, 22 Zhongguancun South Street, Haidian District, Beijing 100081, China. Mostrou um estudo que foi realizado para explorar o efeito de diferentes combinações de braquetes, fios e ligaduras na resistência ao deslizamento (RS) e controle rotacional na angulação de primeira ordem.

Três tipos de braquetes (multicamadas de baixo atrito [MLF], autoligáveis e convencionais) acoplados a quatro fios de níquel-titânio (diâmetro de 0,012, 0,014, 0,016 e 0,018 polegadas) e duas ligaduras de aço inoxidável (0,20 e 0,25 mm) foram testados em diferentes angulações de primeira ordem (0º, 2º, 4º, 6º, 8º, 10º, 15º, 20º) usando uma máquina mecânica universal Instron no estado seco, à temperatura ambiente. O valor de RS foi avaliado e comparado por ANOVA de uma via.

Sob a mesma angulação, os valores de RS mostraram a seguinte ordem: braquetes convencionais> braquetes MLF> braquetes autoligáveis .O RS foi o mais elevado para os  braquetes convencionais e mostrou uma tendência para aumentar. O RS para braquetes MLF, juntamente com fios e ligaduras mais finas, mostrou uma tendência semelhante à RS para o braquete autoligável. Por outro lado, o RS para braquetes MLF, juntamente com arcos e ligaduras mais grossas, aumentou como nos braquetes convencionais. Os  braquetes MLF mostraram a maior variedade de ângulos críticos de contato na angulação de primeira ordem.

Os Autores concluíram que o RS na angulação de primeira ordem é influenciado pelo design do braquete, pelo arco e pela dimensão da ligadura. Em comparação com os braquetes autoligáveis e convencionais, os braquetes MLF podem expressar baixo atrito e controle de rotação com sua maior variedade de ângulos críticos de contato.

Link do Artigo na Integra cia E-Kjo:

https://e-kjo.org/Synapse/Data/PDFData/1123KJOD/kjod-49-21.pdf

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Comparação de uma análise cefalométrica tridimensional realizada em 3T-RM comparada à TCFC: um estudo piloto em adultos



Neste Artigo de 2019, publicado na Progress in Orthodontics pelos autores Cinzia Maspero , Andrea Abate, Francesca Bellincioni, Davide Cavagnetto, Valentina Lanteri, Antonella Costa and Marco Farronato. Do Department of Orthodontics, UOC Maxillofacial and Dental Surgery, Fondazione IRCCS Ca’ Granda Ospedale Maggiore Policlinico, 20142 Milan, Italy e da University of Milan, Milan, Italy. Teve o objetivo de realizar um estudo preliminar de viabilidade e comparar a precisão e os recursos de diagnóstico de uma análise cefalométrica tridimensional já validada na TCFC com os de uma análise em ressonância magnética 3-T (3T-MRI) para avaliar se esta última pode fornecer uma qualidade comparável das informações, evitando a exposição à radiação.

Desde a introdução da tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) na odontologia, essa tecnologia permitiu análises cefalométricas tridimensionais sem distorção para diagnóstico de cirurgia ortodôntica e ortognática. No entanto, a TCFC está associada a uma exposição à radiação significativamente maior do que os exames bidimensionais de rotina tradicionais para diagnóstico ortodôntico, embora os protocolos de doses baixas reduzam acentuadamente a exposição à radiação ao longo do tempo.

A fim de testar a viabilidade da cefalometria tridimensional na RM-3T, 18 indivíduos (4 homens; 14 mulheres) com idade média de 37,8 ± DP 10,2, submetidos à TCCC maxilofacial e à 3T-RM maxilofacial para várias finalidades em 1 mês , foram selecionados do arquivo do Departamento de Odontologia e Cirurgia Maxilofacial da Fondazione Ospedale Policlinico Maggiore, IRCCS, Milano, Itália.

Uma análise cefalométrica tridimensional composta por dez pontos médios sagitais e quatro marcos bilaterais e 24 medições (11 angulares, 13 lineares) foi realizada em ambas as digitalizações, utilizando o Mimics Research® v. 17.0 (NV, Technologielaan 15, 3001 Leuven, Bélgica). A análise cefalométrica foi realizada duas vezes por dois ortodontistas independentes para cada exame, e cada ortodontista repetiu as medidas três semanas depois. A análise estatística foi realizada com o SPSS® 20.00 for Windows (IBM® Corporation, Sommers, NY, EUA). Um teste de Bland-Altman para cada valor cefalométrico foi realizado para avaliar a concordância entre os procedimentos. O coeficiente de correlação intraclasse (CCI) foi utilizado para avaliar a confiabilidade interobservador e intraobservador. O coeficiente de variação foi utilizado para avaliar a precisão.

Ambos os procedimentos mostraram boa confiabilidade, com ICCs intraobservadores médios de 0,977 / 0,971 para TCFC e 0,881 / 0,912 para RM. Os CCI inter observadores médios foram de 0,965 para TCFC e de 0,833 para RM. Uma análise de Bland-Altman para o traçado cefalométrico revelou uma faixa semelhante de concordância entre as duas modalidades; o intervalo de viés (média ± DP) foi de - 0,25–0,66 mm (0,174 ± 0,31) para distâncias e - 0,41–0,54 ° (0,12 ± 0,33) para ângulos.

Os autores concluiram que dentro da principal limitação deste estudo piloto, ou seja, a pequena amostra, foi possível afirmar que as medidas cefalométricas na RMN de 3T parecem possuir confiabilidade e repetibilidade adequadas e que mostram concordância satisfatória com os valores medidos nas TCFC. Um exame de ressonância magnética não expõe os pacientes à radiação ionizante e pode fornecer uma alternativa à TCCB para cefalometria tridimensional no futuro.

Link do Artigo na integra via Progress:

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Inclinação do plano oclusal: uma alternativa de tratamento usando ancoragem esquelética





Neste artigo de 2019, publicado pelo Dental Press Journal of Orthodontics, pelo Autor Marcel Marchiori Farret. Ds Fundação para Reabilitação das Deformidades Crânio-Faciais - FUNDEF, Curso de Especialização em Ortodontia (Lajeado/RS, Brazil) e Centro de Estudos Odontológicos Meridional - CEOM, Curso de Especialização em Ortodontia. Mostra protocolo de tramando do "Cant" inclinação latero/lateral do plano oclusal com ancoragem esquelética.

Um plano oclusal inclinado é a causa do sorriso não estético e também representa um desafio devido aos complexos procedimentos ortodônticos envolvidos em seu tratamento. A ancoragem esquelética permite o tratamento bem-sucedido dessa assimetria na maioria dos casos, com menor dependência da cooperação do paciente e reduzindo a necessidade de cirurgia ortognática. Diante dessa condição, o artigo teve como objetivo discutir os principais aspectos relacionados ao diagnóstico da inclinação do plano oclusal, plano de tratamento e mecânica ortodôntica utilizando ancoragem esquelética por mini-implantes ou miniplacas. Nesse contexto, cinco casos foram relatados, mostrando os principais detalhes relacionados à mecânica ortodôntica utilizada para corrigir o plano oclusal, evitando efeitos colaterais e alcançando com sucesso os objetivos do tratamento e a estabilidade a longo prazo.

Link do Artigo na integra via Scielo:

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Eficácia da ancoragem com dispositivos de ancoragem temporários durante a retração anterior superior: um ensaio clínico randomizado



Neste artigo de 2019, publicado pelo The Korean Journal of Orthodontics, pelos Autores Stéphane Barthélemi, Alban Desoutter, Fatoumata Souaré, Frédéric Cuisinier. Do Department of Orthodontics, University of Montpellier, Montpellier, France. Avaliou a eficiência da ancoragem proporcionada por dispositivos de ancoragem temporária (DATs) em casos de extração de pré molares superiores durante a retração dos dentes anteriores usando um aparelho fixo. 

Pacientes de 12 a 50 anos com má oclusão, para os quais foram indicadas extrações bilaterais de primeiros ou segundos pré molares superiores, foram incluídos no estudo e alocados aleatoriamente nos grupos TAD ou controle. A retração dos dentes anteriores foi realizada com ancoragem esquelética no grupo TAD e ancoragem convencional no grupo controle. Uma tomografia computadorizada (TC) foi realizada após o alinhamento dos dentes e uma segunda tomografia computadorizada foi realizada no final do fechamento do espaço de extração nos dois grupos. Uma superposição tridimensional foi realizada para visualizar e quantificar o movimento do primeiro molar superior durante a fase de retração, que foi o resultado primário, e a estabilidade do movimento TAD, que serviu como resultado secundário

Trinta e quatro pacientes (17 em cada grupo) foram submetidos à análise final. Os dois grupos mostraram uma diferença significativa no movimento dos primeiros molares superiores, com perda de ancoragem menos significativa no grupo TAD do que no grupo controle. Além disso, o movimento TAD mostrou apenas um leve movimento mesial no lado labial. No lado palatino, o movimento mesial da DAT foi maior. 

Os autores concluíram que em comparação com a ancoragem dentária convencional, os DATs podem ser considerados uma fonte eficiente de ancoragem durante a retração dos dentes anteriores superiores. As DAT permanecem estáveis ​​quando colocadas corretamente no osso durante a fase de retração anterior do dente.

Link do Artigo na intergra  via e-Kjo:

https://e-kjo.org/Synapse/Data/PDFData/1123KJOD/kjod-49-279.pdf



segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Um novo fio ortodôntico em liga de ß-Titânio



Neste artigo de 2018, publicado no The Kaohsiung Journal of Medical Sicences. Pelos Autores Hong-Po Chang, Yu-Chuan Tseng. Do Program of Dental Sciences, College of Dental Medicine, Kaohsiung Medical University, Kaohsiung, Taiwan e do Department of Dentistry (Orthodontics), Kaohsiung Municipal Hsiao-Kang Hospital, Kaohsiung, Taiwan.

Esta revisão de literatura investigou um fio ortodôntico  desenvolvido recentemente, composto de liga de ß-Titânio conhecida como “Gum Metal” e comparou suas propriedades com as dos fios convencionais. 

As propriedades interessantes do "Gum Metal" incluem um módulo de Young ultra baixo, comportamento elástico não linear, resistência ultra alta, tensão de alto rendimento, alta ductilidade e deformabilidade superplástica sem enrigecimento à temperatura ambiente. As características não-multifuncionais deste novo fio ortodôntico o tornam quase ideal para aplicações ortodônticas. 

Os resultados da revisão de literatura indicam o forte potencial de uso do fio GumMetal para melhorar e aprimorar a eficácia do tratamento ortodôntico.

Link do Artigo na Integra via ScienceDirect:

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Avaliação in vitro da precisão e confiabilidade da sobreposição de modelo dental mandibular com baseado no voxel do registro da tomografia computadorizada de feixe cônico





Neste Artigo de 2019, publicado pelo The Korean Journal of Orthodontics. Pelos Autores Gaofeng HanJing LiShuo WangYan LiuXuedong Wang eYanheng Zhou. Department of Orthodontics, Peking University School and Hospital of Stomatology, Beijing, China e da National Engineering Laboratory for Digital and Material Technology of Stomatology, Beijing Key Laboratory of Digital Stomatology, Beijing, China.

Teve o objetivo de a avaliar a precisão e a confiabilidade de um método recém-projetado para alcançar a sobreposição de modelo dental mandibular, usando o registro da tomografia computadorizada de feixe cônico (CBCT) baseada em voxel.

Quatorze mandíbulas de crânios secos e seis dentes extraídos de pacientes com periodontite grave foram utilizados para estabelecer 14 modelos de movimentação dentária ortodôntica. O protocolo consistiu em duas etapas: na primeira, foi realizada a sobreposição da mandíbula à CBCT à base de voxel; a referência compreendia a porção externa da sínfise, estendendo-se ao primeiro molar. A imagem do modelo dental digitalizado a laser foi então integrada à imagem da TCFC para alcançar a sobreposição do modelo dental mandibular. Todo o processo levou aproximadamente 10 minutos. Seis pontos de referência foram atribuídos aos dentes para medir o deslocamento dentário, usando o deslocamento dentário nas mandíbulas digitalizadas a laser sobrepostas como padrão de referência. A precisão foi avaliada comparando-se as diferenças no deslocamento dentário com base no método e no padrão de referência. Dois observadores realizaram sobreposição para avaliar a confiabilidade.

Para os deslocamentos tridimensionais dos dentes, as diferenças entre o método e o padrão de referência não foram significativas nos grupos molar, pré-molar ou incisivo (p maior que 0,05). Os coeficientes de correlação intraclasse para as confiabilidade inter e intra-observador de todas as medidas foram maiores que 0,92.

Os Autores concluíram que o método de sobreposição do modelo dental mandibular com base no registro de voxel é preciso, confiável e pode ser realizado dentro de um período razoável de tempo in vitro, demonstrando potencial para uso em pacientes ortodônticos.

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segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Caracterizando forças que limitam na fase de alinhamento do tratamento ortodôntico



Neste artigo de 2018, publicado pela Angle Orthodontist, pelos Autores Christopher G. GibsonFeng-Chang LinCeib PhillipsAlex Edelman e Ching-Chang KoDepartment of Orthodontics, School of Dentistry, University of North Carolina, Chapel Hill, NC; Department of Biostatistics, University of North Carolina, Chapel Hill, NC e Department of Orthodontics, and Department of Oral and Craniofacial Health Sciences, School of Dentistry, University of North Carolina, Chapel Hill, NC. 

Descrevem as forças de atrito (FF) que limitam o deslizamento do fio na fase inicial do tratamento usando um novo termo, a “força constringente” (FC), e levantar a hipótese de que a FC é dependente de dois fatores: o comportamento hiperelástico dos arcos e o tipo específico de dente em desalinhamento geométrico presente.

Um dispositivo de laboratório que simula os quatro tipos distintos de desalinhamento (in-out, rotação, inclinação e degrau vertical) foi usado para acoplar com um aparato de teste da Instron. Dados incrementais da FC para os quatro tipos de desalinhamento foram registrados. Cada tipo teve cinco tentativas por incremento de severidade, a partir dos quais a FC obteve a média usando arcos de cobre-níquel-titânio (CuNiTi) de 0,016 polegadas.

Dois tipos de curvas de fricção foram obtidas: uma tradicional de resposta à função de degrau e uma resposta de regressão de potência. Para todos os tipos de desalinhamento, o aumento dos graus de irregularidade aumentou as respostas de regressão de potência e a FC. Um ponto de virada de severidade, exibido como um aumento súbito de FC, ocorreu para cada desalinhamento. O tipo de rotação de desalinhamento gerou o menor FC, enquanto o tipo de degrau vertical resultou no maior FC.

Os autores concluíram que os dados inferem em uma hipótese de que o tipo de má rotação com FC fraco pode atuar como um fator limitante na fase de alinhamento para desapinmhar os dentes vizinhos. Futuras investigações que busquem comparar dados clínicos e de bancada podem ajudar a explicar mais detalhadamente as restrições que impedem a resolução do alinhamento e os fatores que governam a capacidade de alinhar os dentes mal alinhados.

Link do Artigo na Integra via NCBI: