ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA: Julho 2017

segunda-feira, 31 de julho de 2017

9º Congresso Internacional Dental Press



9º Congresso Internacional Dental Press focará em inovação em evento exclusivo

Chris Chang é o convidado internacional do evento que reunirá grandes estrelas da Ortodontia brasileira; o congresso – para apenas 700 pessoas – será em Maringá (PR), nos dias 22, 23 e 24 de março de 2018

A Ortodontia está passando por uma revolução – novas formas de planejar e executar as movimentações dentoalveolares estão sendo propostas. O Congresso Internacional Dental Press, realizado desde 1994, receberá em sua 9ª edição, nos dias 22, 23 e 24 de março de 2018, em Maringá (PR), o maior nome da ortodontia mundial, Chris Chang. 

Com a utilização de mini-implantes em regiões extrarradiculares, ele revolucionou a forma de planejar e executar as movimentações dentoalveolares, baseado em seu profundo conhecimento de Biomecânica. Palestrante, professor e CEO do Beethoven Orthodontic and Implant Group, em Hsinchu, Taiwan, ele é PhD em Fisiologia Óssea e Especialista em Ortodontia pela Indiana University, nos Estados Unidos. 

Novas abordagens da Ortodontia também serão apresentadas por 10 palestrantes nacionais de altíssimo nível: Alberto Consolaro, Carlo Marassi, Carlos Alexandre Câmara, Daniela Garib, Ertty Silva, Jorge Faber, Leopoldino Capelozza, Marcio Almeida, Marcos Janson e Nelson Mucha.

Workshops

Pela primeira vez, a programação do congresso irá ultrapassar os limites do Teatro Calil Haddad e se estenderá à Dental Press, um espaço de 3 mil metros quadrados a poucos passos do teatro. Na sede da editora, serão ministrados três workshops, com vagas limitadas.

Já com vagas esgotadas, o workshop do professor Marcos Janson abordará “Os 20 fundamentos para produzir excelentes resultados em Ortodontia”, em 21 de março, dia que antecede o início do evento principal. Dono de um senso crítico apurado e com milhares de seguidores nas redes sociais, Janson é autor dos best-sellers Ortodontia em Adultos e Tratamento Interdisciplinar e Ortodontia Objetiva, ambos editados pela Dental Press.

Pós-doutor em Ortodontia pela Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB-USP), Marcio Almeida é professor que mais difunde as ideias de Chris Chang no Brasil. Em seu workshop, “Imersão em mini-implantes extrarradiculares: biomecânica, sequência de arcos e finalização”, também na quarta-feira, os participantes poderão conferir na prática o que o professor de Taiwan apresentará no palco do Calil Haddad.

O uso de mini-placas para ancoragem será o tema do workshop do professor Ertty Silva, no dia 24 de março. Autor do livro Sistemas Ertty – Ortodontia, DTM, Oclusão, ele é especialista em Ortodontia pela PUC-RJ.

Para poucos

O evento exclusivo, para apenas 700 ortodontistas, promoverá encontros inesquecíveis. Serão duas grandes festas – a Welcome Party (com food trucks, cerveja artesanal, boa música e muito mais, na Dental Press); e a Festa Principalall inclusive, no espaço mais requintado da cidade, o Moinho Vermelho (com jantar completo, banda e bebidas à vontade).

Inscrições


As inscrições para o 9º Congresso Internacional Dental Press podem ser realizadas pelo site http://dentalpress.com.br/congresso/, onde também estão disponíveis a programação completa, o currículo dos palestrantes e outras informações importantes.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Ortodontia Lingual é para você?


Caros Colegas,

Muitos tem nos perguntado se é muito complicado trabalhar com Ortodontia Lingual. Decidimos fazer uma série de artigos nesse blog para auxiliar nas primeiras decisões de quem está pensando em iniciar na técnica.

O primeiro deles, Publicado em 2008 pelos autores, André da Costa Monini, Luiz Gonzaga Gandini Jr, Marcia Regina Elisa Aparecida S. Gandini e José Fernando Barros de Figueiredo, trata das diferenças  biomecânicas entre a técnica lingual e a labial.

RESUMO:

Pela sua característica essencialmente estética, o aparelho lingual vem despertando interesse por parte dos ortodontistas e da comunidade em geral. O crescente mercado dos serviços de beleza, em todos os setores (médicos, odontológicos, cosméticos), influencia o ressurgimento da técnica lingual. Biomecanicamente diferente da técnica convencional, a técnica lingual necessita de um conhecimento e treinamento diferenciado do profissional que a executa. Verificar as diferenças, encontradas na literatura, com relação às duas técnicas é o objetivo deste trabalho, como parte do processo de amadurecimento e treinamento profissional confirmando a técnica lingual como mais uma opção segura de tratamento ortodôntico. 

Os autores concluíram que:
  • As forças intrusivas aplicadas com a técnica lingual tendem a intruir os incisivos com menos inclinação vestibular que na técnica convencional.
  • A intensidade da força produzida pelo aparelho lingual é maior que na técnica convencional, considerando-se fios semelhantes.
  • A retração pela técnica lingual tende a girar os molares mesiovestibularmente e expandir o arco na área de pré-molares.
  • É praticamente indispensável a colagem indireta com compensações em resina na base dos braquetes na técnica lingual.
  • A técnica lingual exige mais conhecimento sobre questões biomecânicas e habilidade do ortodontista 
  • Na técnica lingual há maior tendência de classe II devido ao toque anterior e abertura da oclusão posterior.
  • Na técnica lingual o controle de ancoragem é mais difícil de ser conseguido.
Para ver o artigo completo, clique AQUI

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Você tem medo de indicar a cirurgia ortognática?



Muitos colegas ortodontistas morrem de medo quando se fala em tratar pacientes com desarmonias esqueléticas importantes, por já preverem que terão que indicar a cirurgia ortognática. Esse é  o seu caso? Então continue lendo.

Fique tranquilo(a)! O pior problema você não tem nesse caso. É mesmo grave quando o paciente tem que ser tratado com cirurgia e você, ortodontista, não reconhece os limites da movimentação dentária e planeja uma abordagem compensatória. Isso normalmente evolui para tratamentos extremamente longos e resultados muito ruins. Em alguns casos, perturba a relação profissional com o paciente e leva à lide judicial.

Portanto, o diagnóstico correto do paciente clareia os limites ortodônticos e define a melhor abordagem terapêutica.

Em 2005, os autores, Marina de Oliveira Ribas, Luís Francisco Gomes Reis, Beatriz Helena Sottile França e Antonio Adilson Soares de Lima, publicaram um artigo na Dental Press, no qual procuram dar orientações legais aos Ortodontista e Cirurgiões para estes casos.

Título original: Cirurgia ortognática: orientações legais aos ortodontistas e cirurgiões bucofaciais
Leitura do artigo completo, clique AQUI


Neste artigo, os autores relatam algumas intercorrências e alerta para a necessidade de informações detalhadas ao paciente e aos familiares sobre todos os aspectos do procedimento e pós operatório. 
Os autores sugerem que sejam observados os seguintes pontos:
  • Oferecidas alternativas ao tratamento (se houver) e listadas as vantagens e desvantagens de cada uma delas.
  • Apresentado o custo total do tratamento desde o início para que a família possa incluir esses gastos em sua previsão orçamentária.
  • Orientação especializada (nutricionista) quanto à dieta enquanto estiver com o aparelho e durante o pós-operatório.
  • Consentimento livre e esclarecido pontuando todas as orientações efetivamente dadas, assinado pelo paciente e familiares.
  • Prontuário assinado a cada consulta, evidenciando os procedimentos realizados, metas alcançadas, além de faltas e quebras do aparelho.
  • Complicações possíveis decorrentes dos procedimentos indicados.

Apesar desse tipo de tratamento parecer bastante complicado, atualmente seus protocolos estão muito bem assimilados por ambos, cirurgião e ortodontista e a segurança para diagnosticar e tratar esses casos pode ser adquirida em cursos reconhecidos nos principais centros de conhecimento do país. 

Abraços a todos!

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Estudo retrospectivo do tratamento da Classe II na de dentição mista






Este artigo de 2016, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Heesoo Oh; Sheldon Baumrind; Edward L. Korn; Steven Dugoni; Roger Boero; Maryse Aubert; Robert Boyd. Do Department of Orthodontics, University of the Pacific, Arthur A. Dugoni School of Dentistry, San Francisco, California. Apresenta um estudo com o objetivo de avaliar a efetividade do tratamento precoce das maloclusões de Classe II moderadas e graves na dentição mista.

Foram avaliados três grupos de indivíduos com maloclusão de Classe II neste estudo retrospectivo: um grupo de tratamento precoce (EarlyTx) com idade entre 7 e 9,5 anos (n = 54), um grupo de tratamento tardio (LateTx), cuja primeira visita ortodôntica ocorreu entre 12 e 15 anos (n = 58), e um grupo de Classe II (UnTx) não tratado para avaliar a comparabilidade do pré-tratamento dos dois grupos tratados (n = 51). Treze análises cefalométricas convencionais foram avaliadas para cada grupo, e a gravidade da Classe II de molar foi medida nos modelos de estudo dos grupos EarlyTx e LateTx. Foi utilizado para o tratamento da Classe II na dentição mista na fase inicial (fase 1), um aparelho superior 4x2 e um arco lingual inferior. 

O objetivo da fase 1 foi a correção completa da má oclusão, que seria a obtenção de uma relação molar Classe I, redução da discrepância do maxilar esquelética, sobressaliência e sobremordida ideal, alinhamento correto dos incisivos e comprimento e largura adequada do arco. Após o tratamento da fase 1, as contenções foram entregues e os pacientes foram avaliados regularmente a cada 2 a 4 meses, para monitorar o crescimento e desenvolvimento oclusal dos pacientes e para preservar os ganhos obtidos no tratamento da fase 1. Após a erupção dos segundos molares permanentes, os pacientes que se submeteram ao tratamento da fase 1 foram reavaliados para decidir o tratamento posterior. O tratamento da fase 2 variou de aparelhos fixos parciais, em um único arco a aparelhos fixos completos em ambos os arcos, com ou sem exodontias.

Foi observado a correção da classe II bem sucedida em aproximadamente três quartos dos dois grupos. Os pacientes do grupo EarlyTx tiveram menos exodontias do que os pacientes LateTx (5,6% vs 37,9%, P< 0,001) e passaram menos tempo em tratamento na dentição permanente que os pacientes pertencentes ao LateTx (1,7 ± 0,8 vs 2,6 ± 0,7 anos, P < 0,001). Com o tempo de supervisão incluído, o grupo EarlyTx teve tempo de tratamento e média de visitas maior que o grupo LateTx (53.1 ± 18. 8 vs 33.7 6±8.3, P < .0001). Observou-se também que 55% dos casos com exodontias do grupo LateTx envolveram a remoção dos primeiros pré-molares e terminaram em relação molar Classe II.

Os autores concluíram que o tratamento precoce na dentição mista foi eficaz para correção das más oclusões de Classe II. (Angle Orthod., 2017; 87: 56-67)

PALAVRAS-CHAVE: Má oclusão Classe II; Dentição mista; Tratamento precoce; Estudo retrospectivo

Créditos da Tradução para Dra Nathalia Torres

Link do Artigo na Integra Via Angle Orthodontist:

http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/012616-72.1

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Recursos contemporâneos direcionados à análise facial




Foi publicado pela Revista cientifica de circulação nacional da Sociedade Paulista de Ortodontia (OrtodontiaSPO), mais uma coluna OrtoTecnologia. Cuja a temática foi a utilização de novos métodos para analise facial tridimensional voltados para o diagnóstico e planejamento ortodontico. Nossos agradecimentos aos autores do artigo: Marlos Loiola, Wendel ShibasakiLucineide LimaFlavio Cotrim-Ferreira, Maria Cecilia SeixasLuiz Gonzaga Gandini Jr. e Nayara Caldas.

O diagnóstico ortodôntico preciso é a chave para um planejamento de tratamento realista e, consequentemente, um resultado próximo do esperado. Muitos clínicos avaliam os contornos faciais, especialmente o perfil facial, para estabelecer metas para o tratamento ortodôntico através da utilização de fotografias extrabucais. No tratamento ortodôntico, tanto os tecidos moles como os duros do complexo craniofacial são importantes para o diagnóstico. Os exames convencionais são muito utilizados, através de avaliações clínicas e exames bidimensionais, como radiografias cefalométricas, panorâmicas e fotografias 2D. Contudo, a criação de novas tecnologias tridimensionais, como tomografias e scanners 3D, torna possível a obtenção de avaliações tridimensionais da face, refinando assim o planejamento ortodôntico ampliado pelas ferramentas de visualização dos tecidos moles.

Desde os primórdios, a Ortodontia vem se desenvolvendo através do aprimoramento dos recursos biomecânicos e de diagnóstico, conferindo ao profissional um maior controle do tratamento e previsibilidade da terapêutica planejada. A análise facial compõe o rol dos recursos de diagnóstico, sendo de suma importância na busca da harmonia entre os arcos dentários, bases ósseas e perfil tegumentar. Diversos trabalhos do início do século 20 já buscavam estabelecer métodos e protocolos confiáveis no campo da análise facial1.

Dentre os exames 3D, existem: tomografia computadorizada feixe cônico, scanner tridimensional a laser, scanner de luz branca (luz estruturada e estereofotogrametria) e scanner eletromagnético.

A busca pelo ideal estético é o que muitas vezes leva o paciente a procurar intervenções terapêuticas. Em diversas situações, no que tange a estética facial, o ortodontista é o profissional eleito para a solução clínica. Procurando aprimorar protocolos técnicos, diversos métodos modernos de diagnóstico vêm sendo desenvolvidos. A análise facial é preponderante e compõe o rol de exames necessários para se desenvolver um planejamento ortodôntico conciso. A avaliação tridimensional de uma estrutura tão complexa e importante como a face se faz necessária, oferecendo ao ortodontista dados consistentes, segurança e precisão na condução das demandas presentes nos casos a serem tratados.

Link do Artigo via site OrtoCiencia:

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Efeito da terapia com alinhadores estéticos na inclinação vestíbulo-lingual dos caninos inferiores e na distância intercanina.



O artigo de 2015, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores  Thorsten Grunheid; Sara Gaalaas; Hani Hamdan; Brent E. Larson. Da Division of Orthodontics, School of Dentistry, University of Minnesota, Minneapolis, Minn. Aprensentam um estudo com o objetivo de comparar as mudanças na inclinação vestíbulo-lingual de caninos inferiores e distância intercanina em pacientes tratados com alinhadores estéticos e aparelho ortodôntico fixo pré-ajustado.

Foram medidas em tomogramas computorizados de feixe cônico,  a inclinação vestíbulo-lingual de caninos inferiores e a distância intercanina, pré e pós-tratamento de 30 pacientes tratados com alinhadores estéticos, e 30 pacientes que haviam sido tratados com aparelho fixo pré-ajustado. Diferenças entre as medidas pré e pós-tratamento dos grupos de alinhadores estéticos e aparelhos fixos,  foram testadas quanto à significância estatística. Os pacientes do grupo de aparelhos fixos foram correspondentes aos do grupo alinhadores estélicos para idade e gênero; Por esse motivo, os grupos consistiram cada um com 22 pacientes do sexo feminino e 8 do sexo masculino, com média de idade similar. Todos os pacientes completaram o tratamento sob a supervisão de ortodontistas experientes que foram minuciosamente treinados para o uso de alinhadores, praticou mecanoterapia semelhante com objetivos de tratamento idênticos (por exemplo, correta angulação e inclinação das coroas, sem rotações, contatos interproximais justos,  correção da curva de Spee).

Observou-se que diferenças entre os grupos foram estatisticamente significativa da seguinte forma: a inclinação vestíbulo-lingual foi maior no grupo de alinhadores que no grupo de aparelho fixo (P = .011). No grupo de aparelho fixo, a inclinação vestíbulo-lingual diminuiu ao longo do tratamento, deixando os dentes mais verticais em T2 (P = .046). Em contrapartida, a inclinação tendeu a aumentar com o tratamento do grupo de alinhadores; No entanto, essa mudança não foi estatisticamente significativa (P = .132). A distância intercanina não diferiu entre os grupos antes ou depois tratamento. No entanto, aumentou significativamente ao longo do tratamento no grupo de alinhadores, enquanto não observou mudança significativa no grupo de aparelhos fixos.

Os autores concluíram que o tratamento ortodôntico com alinhadores estéticos, tende a aumentar a distância intercanina, com pouca mudança de inclinação dentária, em comparação com o tratamento com aparelhos fixos, que manteve a distância intercanina inalterada, mas deixou os caninos inferiores em posição mais vertical.
(Angle Orthod. 2016; 86: 10-16.)

PALAVRAS-CHAVE:  Alinhador estético; Inclinação vestibulo-lingual; Tomografia computadorizada cone bean;  Distância intercanina; Canino inferior

Nossos agradecimentos a Dra Nathalia Torres pela ajuda na tradução.

Link do Artigo na integra via Angle Orthodontist: