ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA: Maio 2014

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Avaliação dos locais de inserção de mini-implantes: Um estudo com micro-CT em material de autópsia humana






Neste artigo de 2013, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Morten G. Laursen; Birte Melsen; Paolo M. Cattaneo; do Department of Orthodontics, School of Dentistry, Health, Aarhus University, Denmark. Private practice, Aarhus, Denmark; Mostra um estudo com micro tomografia computadoriza, na identificação e avaliação de sitio para inserção de mini implantes.

O estudo foi realizado com o intuito de: (1) Avaliar a espessura do osso cortical nos locais de inserção usados ​​para mini-implantes ortodônticos, (2)  Avaliar o impacto de uma alteração no ângulo de contato de inserção primário do implante no osso cortical, e (3) Avaliar o risco de perfuração do seio maxilar.

Uma autópsia, 27 amostras humanas contendo 3-5 dentes adjacentes foram selecionados ​​e digitalizados utilizando um sistema tomografia micro computadorizada de mesa. Medições da espessura do osso foram tomadas a 45º e 90º em relação ao eixo do comprimento dos dentes adjacentes, simulando uma inserção de mini-implante ao nível da raiz média.

Na maxila, a espessura global média cortical  em 90º foi de 0,7 mm na vestibular da região lateral, 1,0 mm vestibular na região anterior, e 1,3 milímetros palatina. Na mandíbula, a espessura média de 0,7 mm cortical vestibular e 1.8 mm lingual na região anterior; 1,9 milímetros vestibular e 2,6 milímetros lingual na região lateral. Mudando o ângulo de inserção de 90º para 45º aumentou o contato osso-implante cortical por uma média de 47%. Inserção perpendicular ao nível médio da raiz  raramente interferiu com o seio, enquanto a inserção a nível apical inclinado aumentou o risco de perfuração do seio.

Os autores concluíram que tanto a nível vestibular e palatino na maxila e na região vestibular e anterior na mandíbula, a espessura do osso cortical alveolar é muitas vezes menor do que 1 mm. Em contraste, o osso cortical alveolar é frequentemente mais espessa que 2 mm lateralmente na mandíbula. Mudando o ângulo de inserção para 45º geralmente aumenta a estabilidade do mini implante, mas aumentam o risco de perfuração do seio maxilar.
Link do artigo na integra via Anlge Orthodontist:

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Correção de caninos impactados com a técnica do arco segmentado
















Neste artigo de 2009, publicado pela Resvista de Ortodontia SPO; pelos autores Luiz Gonzaga Gandini Jr, Roberta Maria de Paula Amaral, Marcos Antônio Mocelini, Rafael Gonçalves Azeredo, Márcia Regina Elisa Aparecida Schiavon Gandini; do Departamento de Clinica Infantil – Unesp/Araraquara; do Departamento de Ortodontia do "Baylor College of Dentistry" e da "Saint Louis University" - EUA e da Pós-graduação em Ciências Odontológicas - Mestrado - Área de Concentração: Ortodontia - Faculdade de Odontologia de Araraquara - Unesp - São Paulo. Mostra um trabalho que tem como finalidade revisar os aspectos relacionados aos caninos superiores impactados, incluindo a etiologia, diagnóstico e condutas clínicas, ressaltando o uso de dispositivos da mecânica do arco segmentado para correção desta condição clínica.

A presença do canino superior permanente no arco dentário é de fundamental importância, pois além de contribuir para a estética e harmonia faciais, este dente é considerado o elemento-chave para o estabelecimento de uma oclusão dinâmica balanceada, participando dos fenômenos de desoclusão em movimentos de lateralidade e compondo a guia anterior. Portanto, diante de um caso de impacção de caninos, o ortodontista deve preocupar-se em realizar o máximo esforço com intuito de posicioná-los em correto alinhamento e nivelamento no arco dentário.

Uma impacção é caracterizada quando o dente, passada a época normal de irrupção, não se encontra presente no arco dentário e, no entanto, não apresenta mais potencial de irrupção, pois sua raiz está completamente formada; ou quando o dente homólogo está irrompido há pelo menos seis meses, com formação radicular completa.


Esta condição clínica é frequentemente encontrada na rotina do consultório ortodôntico; seu diagnóstico e tratamento geralmente exigem a avaliação criteriosa do ortodontista, bem como a cooperação de profissionais de diferentes áreas, como o cirurgião, o periodontista e o radiologista.
A etiologia da impacção dos caninos superiores não é totalmente esclarecida. As prováveis causas descritas na literatura incluem: a falta de espaço na arcada, hereditariedade, traumatismo, dilaceração, anquilose, fissura alveolar e agenesia de incisivos laterais.

O diagnóstico desta condição clínica é realizado pela interação entre aspectos clínicos e radiográficos. No paciente na fase de dentadura permanente completa, a ausência de um ou ambos caninos permanentes, com persistência ou não dos caninos decíduos, provavelmente indica a impacção dos caninos, visto que a prevalência de agenesias destes dentes é muito baixa.


Quanto ao diagnóstico por imagens temos várias técnicas, incluindo radiografias oclusais, panorâmicas e telerradiografias, que também podem auxiliar no posicionamento dos caninos. A radiografia periapical consiste no meio mais simples, proporcionando precisão e confiabilidade clínicas para o diagnóstico inicial de dentes não irrompidos. Apresenta como desvantagem a impossibilidade de correlacionar o local da impacção com as demais estruturas. A tomografia Cone-beam pode ocasionalmente ser utilizada como auxiliar na determinação da correta posição destes dentes.


A correta localização do dente impactado, realizada por meio de exames clínicos e radiográficos, permite o planejamento das forças e da mecânica ortodôntica que serão utilizados no tratamento ortodôntico, a viabilidade do tratamento e, ainda, garante ao cirurgião o acesso apropriado.

Como o canino constitui-se no dente de maior dimensão no arco dentário, na região anterior, com maior comprimento de raiz, sustentado por tecido ósseo especialmente estruturado, com a finalidade de distribuir forças aos elementos craniofaciais11, é grande a possibilidade de ocorrer comprometimento das unidades de ancoragem durante o tracionamento e outras movimentações com aparelhos fixos.


Quando um fio superelástico é inserido diretamente no slot do braquete do canino impactado para tracioná-lo, significantes reações indesejáveis nos dentes adjacentes podem ser produzidas, incluindo a inclinação mesial dos pré-molares e a intrusão e inclinação distal dos incisivos laterais12. Para compensar essas reações, alguns dispositivos da técnica do arco segmentado podem ser utilizados no tracionamento, possibilitando trabalhar com um sistema de força definido e com maior controle dos movimentos do canino e das unidades de ancoragem.

Um dos sistemas que oferecem um excelente controle no movimento dos caninos corresponde ao emprego dos cantiléveres10. Cantiléver pode ser definido como um segmento de fio ortodôntico, geralmente 0,017" x 0,025" de liga de titânio-molibidênio (TMA), no qual uma extremidade é inserida no braquete ou tubo, enquanto que a outra extremidade é amarrada numa outra unidade por apenas um ponto de contato. De acordo com os princípios mecânicos, quando a linha de ação da força encontra-se afastada do centro de resistência do dente, alguma rotação é produzida. Essa tendência rotacional é denominada momento e é proporcional à força aplicada e à distância da linha de ação da força ao centro de resistência (M= FxD).


O cantiléver caracteriza um sistema de forças estaticamente determinado, em que as forças e os momentos são conhecidos, e com esse dispositivo há liberação de forças leves e constantes, sem modificação do sentido das forças e momentos durante a desativação ou a movimentação do dente.


Outro dispositivo da mecânica segmentada de grande utilização para o alinhamento de caninos impactados é a alça retangular, que propicia correções de primeira, segunda (com maior efetividade) e teceira ordens, enquanto continua com o movimento de extrusão do tracionamento12. A alça retangular caracteriza um sistema estaticamente indeterminado, em que suas duas extremidades são inseridas nos braquete e/ou nos tubos. Como característica deste sistema tem-se que durante a desativação do aparelho podem ocorrer mudanças tanto na intensidade quanto no sentido das forças e momentos. Assim como o cantiléver, esse dispositivo é construído com fio 0,017" x 0,025" de liga de titânio-molibidênio (TMA), devendo ser posicionada centralmente em relação ao dente a ser corrigido e deve ter dimensões que variam de 6 mm a 7 mm no sentido cervico-oclusal, e de 8 mm a 10 mm no sentido mesiodistal. Geralmente é apoiada no segmento posterior que serve de ancoragem. A ativação da alça depende da posição desejada do canino tanto no plano sagital quanto no horizontal.


Conclusão:


1. Em virtude da importância funcional e estética dos caninos permanentes superiores, diante de uma impacção, esforços mecânicos deverão ser empregados para o posicionamento correto destes dentes no arco.
2. O tracionamento constitui a terapêutica mais usualmente utilizada no tratamento de caninos inclusos.


3. A mecânica a ser utilizada deve ser bem planejada, a fim de previnir o comprometimento das unidades de ancoragem durante o tracionamento do canino.

4.A técnica do arco segmentado apresenta vantagens quando são necessárias grandes movimentações dentárias ou movimentações de dentes com grande volume.


5. O uso de dispositivos da mecânica do arco segmentado, como cantiléveres e alças retangulares, possibilitam trabalhar com um sistema de força definido e com maior controle dos movimentos do canino e das unidades de ancoragem.



Link do artigo na integra via OrtodontiaSPO:


segunda-feira, 26 de maio de 2014

Impacção posterior da maxila com osteotomia assistida associada a ancoragem com mini-placas







Neste artigo de 2008, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Cumhur Tuncer; Mustafa Sancar Ata ; Burcu Balos Tuncer; Emre Kaan; do Department of Orthodontics, Gazi University Faculty of Dentistry, Ankara, Turquia. Mostra mais uma forma se utilizar as mini placas de ancoragem ortodontica.


Este artigo apresenta um caso de tratamento ortodôntico de ancoragem com mini-placa acelerada pela osteotomia assistida com impactação maxilar posterior em um caso de mordida aberta grave.


Uma paciente com 14 anos de idade com uma mordida aberta grave foi tratada com intrusão dos dentes posteriores superiores. Uma osteotomia segmentada foi aplicada, e as miniplacas foram fixadas nas areas dos zigomáticos. Uma força intrusiva foi aplicada com molas fechdas de níquel-titânio, utilizando uma força de 250 g nas miniplacas e nos tubos dos primeiros e segundos molares. A intrusão foi concluída com 2,5 meses após a osteotomia. O tratamento foi continuado com os aparelhos ortodônticos fixos e concluído após 12 meses.


Ao final do tratamento, a oclusão ideal e correção da mordida aberta anterior foram atingidas. Os molares superiores foram impactados em 4,0 mm, e o plano mandibular mostrou uma auto-rotação anti-horária de 3,0 graus. Os resultados mostraram que osteotomia facilitou o tratamento ortodôntico claramente, reduzido o tempo de tratamento e não teve efeitos adversos.


Em conclusão, esta técnica de osteotomia pode ser uma opção eficaz para ajudar a intrusão dos molares em graves casos de mordida aberta.



Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:


domingo, 25 de maio de 2014

Pensamento da Semana



"Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível."


São Francisco de Assis




Link sobre o autor:

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Efeitos da remoção a laser de CO2 de braquetes cerâmicos sobre as propriedades mecânicas do esmalte






Neste artigo de 2010, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Masahiro Iijima; Yoshitaka Yasuda; Takeshi Muguruma; Itaru Mizoguchi; da Division of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, Department of Oral Growth and Development, Health Sciences University of Hokkaido, Hokkaido, Japão. Mostra os efeitos da aplicação de Laser CO2 sobre a superficie do esmalte dentario.

Este estudo foi realizado com o intuito de investigar os efeitos da descolagem a laser de CO2 de um braquete cerâmico sobre as propriedades mecânicas do esmalte dentário.

Cinqüenta e três pré-molares humanos foram usados neste estudo. A temperatura e alterações das amostras seccionadas durante a irradiação do laser foi controlada com um Sistema de microscopia infravermelhaso termográfica. Diferentes definições de laser de saída (3, 4, 5 e 6 W) foram comparados. A resistência ao cisalhamento de braquetes após irradiação laser foi medida para os espécimes coladas com adesivo etch convencional e enxágüe ou com um adesivo auto-condicionante, e a pontuação do índice de adesivo remanescente foi calculada. A dureza e módulo de elasticidade de crosssectionedesmalte após irradiação laser foram investigados pelo teste de nanoindentação. Os dados foram comparados por one-way e uma análise de duas vias de variância, seguida pelo teste de Scheffe.

A temperatura do esmalte aumentou cerca de 200uC sob a irradiação do laser de CO2 com umasaída relativamente alta (5 e 6 W) e um aumento de temperatura de cerca de 100uC 150uC foi visto sob a irradiação do laser com uma potência baixa (3 e 4 W). O suporte de resistência ao cisalhamento diminuiu em todas as condições de irradiação do laser. A dureza e módulo de elasticidade do esmalte não foram afectados por descolamento laser de CO2.

Os autores concluiram que a descolagem a laser de CO2 não causa danos iatrogênicos ao esmalte.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Artigo Histórico: Evolução da Ortodontia - Recentes Desenvolvimentos
















Neste artigo de 1912, publicado na Revista Dental Cosmos, pelo autor Edward H. Angle, professor da Angle School of Orthodontia. Este artigo clássico da Ortodontia mostra as evoluções na aparatolgia Ortodontica desenvolvida pelo Dr. Angle e seus colaboradores, este artigo foi apresentado após o encontro da Sociedade dos alunos da Angle School of Orthodontia em 13 de setembro de 1911. O autor num trecho do artigo mostra já a preoculpação com forças leves, e embasado já na celebre pesquisa do Dr. Oppenhaim.

A expanção do arco dentario foi introduzida em 1728 por um grandedentista Francês, Fauchard, ocorreram inumeras modificações, que ajudaram no progresso, outros com poucas diferenças sem progressos e outros propiciando mecânicas ortonticas absurdas.

O princípio do arco não foi alterado, mas suas melhorias foram em direção ao seu aperfeiçoamento, de modo que em seu refinamento, determinou um maior controle, melhor distribuição da força adquirida, não apenas para a circulação de dentes mal posicionados, mas para garantir a estabilidade da fixação. O resultado tem sido extremamente positivo tanto na sua eficiência , como na diminuição consideravelmente dos seus inconvenientes para o paciente.

O arco de expansão na sua forma atual, com os seus auxiliares, constitui um aparelho de ortodontia tão simples e eficaz que é quase ideal, e tem sido amplamente propagadas todas as outras formas de aparelhos para movimentação dentária. Com isso temos o mais perfeito controle da ancoragem, e muito perfeito controle da força sobre os dentes em movimento, individualmente e coletivamente, para levar as suas coroas em relação adequada na linha de oclusão. Não é de admirar, então, que se tornou a confiança dos ortodontistas e um fator muito importante para uma Ortodontia maravilhosa que iniciou no passado a poucos anos.

O movimento do dente é feito mais facilmente, de modo mais satisfatório, e com melhores resultados quando a pressão muito suave, ao invés de uma força muito pronunciada empregado, a alguns anos isto veio se tornando mais e mais evidente para o autor, e a exatidão dessa crença tem agora sido abundantemente comprovado por pesquisa recente trabalho notável do Dr. Albin Oppenhain de Viena, em seus experimentos elaborados em movimentos dos dentes de macacos. Estes experimentos foram totalmente relatados em um ciclo de palestras do Dr. Oppehaim em uma sessão fechada, da Angle Scholl of Orthodontia, um artigo cientifico sobre as pesquisas em breve será publicado neste país, e deve despertar maior interesse, especialmente entre histologistas e ortodontistas.

Os três diâmetros das secções médias são 45000 de uma polegada, 38000 de uma polegada, e 30000 de uma polegada (0,045 ", 0,038", 0,030 "). Os arcos de diâmetros mais pesados, que é 0,045 "e 0,038" destinam-se a ser utilizado em conexão com ligaduras de fio, precisamente da mesma forma do arco padrão de expansão do arco tipo E. As seções mais pesadas médias são feitas ambos com metais preciosos e prata, níquel, assim como também as seções com rosca.

Os pinos, os tubos e os arcos muito delicados proporcionam uma maior precisão e são feitos em máquinas especiais. Os pinos e tubos telescópicos de perto são delicados, são de tamanho uniforme, diâmetro e furo. Uma das extremidades dos pinos é feita sob a forma de um gancho, que se encaixa com precisão no bisel da extremidade do tubo quando o pino está no lugar no tubo. É da maior importância que este gancho não deva ser deformado, e assim, tornar-se infectante. O ortodontista deve estudar o bloqueio e desbloqueio adequadodo fio, para evitar ferir-lo. A outra extremidade dos pinos tem a forma de um rabo de peixe, com um bisel de faca por conveniência de fixar o arco do pino com solda. Uma parte da parede exterior de alguns dos tubos de forma crescente o torna mais estético. Isso não é necessário, mas muitas vezes serve como uma conveniência, dando acesso ao pino para a sua dobra, sem removê-lo completamente do tubo.

Na forma mais antiga do arco de expansão, o tamanho adequado para o encaixe do arco dentário foi adquirida totalmente por meio de porcas e retificação da seção intermediária e propicia o alargamento necessário da arcada dentária. A medida em que um ou outro destes dois meios de alargamento é feito quase exclusivamente através das porcas e parafusos, em outros, principalmente por endireitar as curvas na seção intermediária. Ambos os recursos para o meio de controle mais perfeito do tamanho do aparelho. O parafuso de ajuste transversal, como o parafuso de ajuste fino microscópico, será sempre mais valiosa.

Os resultados da movimentação dentária e desenvolvimento ósseo, tem sido verdadeiramente notável, são suficientes, achamos que, para despertar a surpresa e grande entusiasmo na mente dos ortodontistas, Esta técnica procura simular o melhor, pois é difícil prever as possibilidades de resultados, só com o tempo para se familiarizar com o plano de tratamento e dominar a técnica.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Influência da ortodontia funcional e da osteotomia sagital mandibular de avanço sobre as variáveis dentárias e esqueléticas - um estudo defalometrico




Neste artigo de 2006, publicado pelo European Journal of Orthodontics, pelos autores Bettina Lohrmann, Rainer Schwestka-Polly, Hans Nägerl, Dankmar Ihlow and Dietmar Kubein-Meesenburg; do Department of Orthodontics, University of Göttingen and Medical School Hannover, Alemanha. Mostra um estudo longitudinal atraves de interpretações cefelometricas para avaliar os efeito do tratamento orto-cirurgico com osteotomia sagital de avanço.

Este estudo foi realizado com telerradiografias laterais de 200 pacientes portadores de Classe II (106 sexo feminino, 94 sexo masculino), com intervalo médio de pré-tratamento de 9,9-10,25 anos com sucesso, tratados com ortodontia funcional e foram analisadas antes (T1) e após o tratamento (T2). Os dados obtidos e os resultados foram comparados com telerradiografias laterais (T1, T2) de 20 pacientes (15 mulheres, cinco homens) com idade pré-tratamento com média de 25,75 anos, cuja a correção da má oclusão Classe II e discrepância maxilar ântero-posterior foi corrigida por um avanço mandibular com osteotomia sagital.

As distâncias medianas e interquartis foram calculadas para cada variável, em T1 e T2. A diferença mediana entre (T2 - T1) foi analisada utilizando um teste de Rank assinado. As mudanças na dispersão (T2 - T1) foram avaliados por meio de um teste-F. Diferenças significativas em relação a influência nas variaveis de estudo na terapêutica esquelética [ANB, Wits, Índice mandibular - Linha nasal (ML - NL)], (μ β '), funcional e dental (1 ° de NA, 1-· Nota). No grupo tratado inicialmente com aparelhos funcionais, a fim de melhorar o prognatismo mandibular, ântero-posterior (AP) discrepância mandíbular foi reduzida (ANB, Wits). O padrão esquelético vertical (Índice) mudou para uma relação esqueletica mais aberta, enquanto o angulo ML - NL foi reduzido, o que indica um aprofundamento da mordida.

A comparação entre a análise biomecânica da posição do incisivo (β, μ) e variáveis dentárias (1 NA-°, 1-NB °) revelaram diferentes alterações na inclinação do incisivo, dependendo do tipo de análise utilizada. Os resultados para as variáveis dentárias (° 1 NA, 1 °-RN), mostraram uma protusão de ambos os incisivos superiores e inferiores após o tratamento. Os resultados para as variáveis funcionais (β, μ) apresentaram retrusão da parte superior e uma protrusão dos incisivos inferiores. Esta mudança na inclinação do incisivo é uma compensação dentária da discrepância sagital da mandíbula. Este efeito é mais claramente refletida pela análise funcional e as alterações das variáveis biomecânicas β e μ.

Para o grupo de cirurgia ortognática, uma clara melhoria nas relações dentárias e esqueléticas foram observadas: a discrepância esquelética no plano AP foi completamente corrigida (ANB, Wits) e a inclinação dos incisivos de acordo com os aspectos biomecânicos e funcionais foi optimizada (β, μ). A alteração, tanto no índice e ML - ângulo NL neste grupo indicaram um aumento dos componentes da mordida aberta.


Link do arigo na integra via ejo.oxfordjournals:

http://ejo.oxfordjournals.org/content/28/6/553.full.pdf+html

terça-feira, 6 de maio de 2014

Coluna OrtoTecnologia da Revista SPO - Magnificação: o quanto precisamos ver?



Foi publicada na revista de numero 2 volume 47 de 2014, na Revista da Sociedade Paulista de Ortodontia. Mais um artigo da coluna OrtoTecnologia. Onde foi abordado o tema Magnificação do campo de visão do profissional. Através da utilização das diversas lupas disponível no mercado. Item obrigatório em diversos centros de formação e de atividades profissionais ligadas a Odontologia.



Mais um artigo que com certeza irá acrescentar positivamente na rotina de um Ortodontista Contemporâneo.

Mais informações:


sexta-feira, 2 de maio de 2014

Mini-Molds

















Achei interessante o Mini-Molds, produto composto de "mini-fôrmas" de braquetes, tubos, botões e batentes de mordida, que ao colocar a resina foto e polimerizá-la torna-se um acessório. Muito útil, principalmente para confecção de botões e batentes diretamente na unidade dentaria.

O que o fabricante fala do produto:

Faça braquetes fixos, pontas para habitos de língua, e rampas de abertura sem moldagem, O Mini-Molds fazer o trabalho rapidamente e facilmente. Com 7 diferentes e reutilizáveis moldes. Basta preencher a ponta (escolha a partir de 7 diferentes tratamentos tecnológicos) no dente. Em segundos, a fôrma do Mini-Mold viabiliza um acessório do aparelho desejado de resina ativada por fotopolimerização.

O kit vem com fôrmas:

. Controle de Hábito
. Batente Anterior
. Levante Posterior de Molar
. Contenção fixa para Fios pequenos
. Contenção fixa para Fios grandes
. Botão
. Braquete
. Tubo
. Alça


Link sobre o Produto:
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