ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA: Setembro 2013

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Retração de caninos superiores com braquetes auto-ligáveis e convencionais





Neste artigo de 2011, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Maurıcio Mezomo; Eduardo S. de Lima; Luciane Macedo de Menezes; Andre Weissheimer; Susiane Allgayer; Department of Orthodontics, Centro Universitario Franciscano, Santa Maria–RS, Brazil; Department of Orthodontics, Pontificia Universidade Catolica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre–RS, Brazil. Compara os efeitos da retração entre os braquetes convencionais e os autoligáveis.

Este estudo foi realizado com o intuito de medir o fechamento de espaço durante a retração dos caninos superiores permanentes com os braquetes auto-ligáveis e convencionais.

Quinze pacientes que necessitavam de retração dos caninos para os locais de extração dos pré-molares, como parte do seu tratamento ortodôntico concluído foram selecionados para este estudo. Em um projeto de boca dividida aleatoriamente, a retração dos caninos superiores foi realizada por meio de uma cadeia elastomérica com 150 g de força. As avaliações foram realizadas em modelos de gesso (T0, inicial, T1, 4 semanas, T2, 8 semanas, T3, 12 semanas). A quantidade de movimento e a rotação dos caninos, bem como perda de ancoragem dos molares superiores foram avaliados primeiro.

Não houve diferença entre os braquetes auto-ligaveis e convencionais em relação ao movimento distal dos caninos superiores e mesialização dos primeiros molares. A rotação dos caninos superiores foram minimizados com braquetes auto-ligaveis.

O movimento distal dos caninos superiores e perda de ancoragem dos primeiros molares foram semelhantes em ambos os braquetes convencionais e auto-ligaveis. A rotação dos caninos superiores durante a mecânica de deslizamento foi minimizado com os braquetes auto-ligaveis.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/062510-348.1

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

4º Modulo da Academia da Ortodontia Contemporânea - Curso Avançado para Especialistas




Foi um módulo espetacular, os especialistas em Ortodontia, e alunos do Curso Avançado da Academia da Ortodontia Contemporânea, tiveram a oportunidade de aprimorar seus conhecimentos sobre a otimização e uso dos fios Ortodonticos clássicos e contemporâneos, e muito conhecimento teórico e prático adquirido no campo da cirurgia Ortognática. 

Professor Dr. Júlio Gurgel - Fios Ortodonticos como melhor utilizar ?





Professor Dr. Joaquim Dultra - Utilização do Software Dolphing no planejamento Orto-Cirurgico



Professor Dr. Roberto Macoto - Um novo método para o diagnostico e tratamento das deformidades dento esqueletais






Professor Dr. Daniel Rodrigues - Particularidades do Preparo Ortodontico para Cirurgia Ortognática e Apnéia do Sono - O que o Ortodontista deveria saber.



Professor Dr. Gustavo Mascarenhas - Dificuldades Ortodonticas e estéticas x Resoluções Cirurgicas



Hands On de Cirurgia de modelos e Traçado Predictivo com os Professores Drs. Gustavo Mascarenhas e Daniel Rodrigues





















Reserva de vaga para a turma de 2014 da Academia da Ortodontia Contemporânea: 

http://www.ortodontiacontemporanea-academia.com/inscricoes.asp

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Entrevista exclusiva com Dr. Maurício Casa




Dr. Mauricio Casa
Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo
Especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial
Diretor Clínico da Align Tecnology do Brasil


Olá amigos do Ortodontia Contemporânea ! Publicamos hoje uma entrevista cedida pelo Dr. Maurício Casa que fala sobre o sistema invisalign e suas perspectivas para o futuro. Não percam!

Não deixem de compartilhar esta entrevista e comentar suas impressões e opiniões. Isso é muito importante para nós!

Um abraço a todos!

Wendel Shibasaki - Iniciando, gostaria que fizesse um resumo das sua formação e suas atividades acadêmicas.

Dr. Maurício Casa - Me graduei em odontologia em 1990 pela Universidade de Santo Amaro (UNISA). Seguindo a orientação e caminho de meu pai decidi ser ortodontista, fiz o curso de especialização em Ortodontia e Ortopedia Facial na Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas (APCD) Central, curso o qual fiquei como professor assistente por 10 anos. A vontade de ser pesquisador me levou até o departamento de histologia na Universidade de São Paulo (USP) o qual obtive o doutorado em Ciências, mas decidi abrir mão da pesquisa em 2002 em troca de um grande desafio, ser diretor clínico da Align Technology do Brasil, empresa que distribui Invisalign no território brasileiro. O trabalho com um novo conceito em ortodontia, quebrando paradigmas, lidando diariamente com preconceitos e tirando o ortodontista de sua zona de conforto foi e ainda é um grande desafio e prazer para mim.  

Wendel Shibasaki -  Como foi seu primeiro contato com a Align?

Dr. Maurício Casa -  No final de 2001 tive meu primeiro contato com os diretores da empresa aqui no Brasil, como a empresa ainda estava se estruturando, este primeiro contato gerou muitas dúvidas e falta de entendimento de como funcionaria este produto no Brasil. Nenhum dos diretores conhecia tecnicamente o produto e a dúvida sobre sua eficiência era o que nos preocupava. Logo após este contato li os escassos artigos científicos e comecei a entender o propósito do sistema. Entendi que a peça chave no planejamento e na condução do caso era o ortodontista, o que mudou minha visão em relação a este novo produto e fez acreditar que teria futuro.

Wendel Shibasaki -  Há quanto tempo o sistema Invisalign foi criado e há quanto tempo está disponível no Brasil?

Dr. Maurício Casa -  Invisalign começou a ser oferecido aos doutores americanos em 1997, e em 2001 a Align Technology se tornou uma empresa de capital aberto e começou expandir seu mercado para todo o mundo, Austrália, Europa e America Latina. No Brasil a operação teve início em 2002.

Wendel Shibasaki -  A Align está presente em diversos países. Cada região tem suas próprias necessidades e potenciais. O que a Align muda ou pode mudar para atingir mercados emergentes e até mesmo mercados menores, como a África?

Dr. Maurício Casa -  A Align tem que se adaptar para cada mercado, cada região apresenta empresas reguladoras e taxação alfandegária específicas e também a ortodontia é aplicada de forma diferente em cada área. Como o processo de manufatura e logística é todo centralizado algumas limitações e/ou maneiras de atuar podem divergir em regiões.

Wendel Shibasaki -  A possibilidade de simular o tratamento virtualmente com o ClinCheck dá ao ortodontista a possibilidade de errar várias vezes até acertar, antes mesmo de iniciar o tratamento real. O Senhor acredita que isto será visto futuramente como uma revolução do planejamento ortodôntico?


Dr. Maurício Casa -  O setup de ClinCheck, sim, é a grande revolução na ortodontia. Funciona como se fosse um setup de modelo de gesso, mas com uma precisão altíssima. Para casos limítrofes podemos criar diversas simulações de tratamento, ajudando no planejamento do caso. Quando planejamos um tratamento virtual podemos colocar nosso conhecimento e experiência em cada passo do tratamento. Por exemplo, se desejo alinhar o arco inferior sem vestibularização de incisivos posso verificar isto com alto detalhamento analisando as imagens inicial e final de sobreposição.  
No futuro penso que um programa de ClinCheck melhorado no qual tivéssemos a associação das alterações do tecido mole e com medidas cefalométricas poderia se tornar fundamental para auxiliar o diagnóstico e traçar a conduta de tratamento em todos os tipos de pacientes ortodônticos independente da técnica utilizada.

Wendel Shibasaki -  Nos parece que após os estudos e aparelho de Dr. Andrews (Técnica StraightWire) esta é a maior alteração no modo como vemos a biomecânica na ortodontia. Poderia nos explicar a biomecânica do sistema Invisalign e quais os recursos para ampliar as possibilidades de movimento?

Dr. Maurício Casa -  A biomecânica do Invisalign é baseada em incrementos muito sutis de movimentação dentária. O movimento ocorre à custa de uma série de alinhadores que são utilizados e trocados a cada 2 semanas e a pequena diferença de forma de cada alinhador da série proporciona a movimentação dentária desejada. A quantidade de movimento, torque, angulação e momento deste pode ser individualmente estipulado pelo o ortodontista conforme sua experiência.
Para auxiliar determinados movimentos com Invisalign são colocados Attachments (botões de resina), ou Power Ridges (ranhuras nos alinhadores). Estes ajudam a movimentação em determinadas situações que são mais difíceis de atingir com alinhadores somente, como por exemplo, em certos movimentos de extrusão, rotação, torque e angulação. Os attachments atuais têm uma face pré-ativada que libera uma força controlada.
Desde de 2010 os Attachments e Power Ridges são baseados em "Smart Force", este é fundamentado em pesquisas de biomecânica de movimentação dos alinhadores, esta biomecânica feita a partir de simulações virtuais e depois testados em um aparelho de validação física. Portanto, cada movimento dentário individual é monitorado por um programa que identifica a largura, altura, o longo eixo do dente e o movimento em questão e se necessário o programa irá colocar um Attachment ou Power Ridge para auxiliar determinado movimento. Desde 2009 a Align tem lançado pelo menos duas inovações por semestre, portanto ano a ano temos visto uma crescente melhora em eficiência e em resultados clínicos, possibilitando o tratamento de casos mais complexos.

  
Wendel Shibasaki - Os alinhadores são trocados a cada duas semanas na técnica recomendada pela Align. Os protocolos usuais de atendimento ortodôntico preconizam o mínimo de 3 semanas de intervalo entre as ativações, a título de tempo para reparação tecidual. O que faz o sistema Invisalign mais rápido?

Dr. Maurício Casa -  Conceitos de ativação de aparelhos ortodônticos há muito tempo se baseiam em resultados de reparação tecidual com base em pesquisas da década de 60, principalmente com uso de força intermitentes e fios de aço inoxidável. Com o surgimento de fios de liga de níquel-titânio e pesquisas com força contínua é comprovado que mesmo com este tipo força contínua aplicada ao tecido periodontal é possível uma movimentação dentária com reparação tecidual e sem prejuízo ao tecido dentário.
A Align pesquisou grande variedade de movimentos e tempo de troca de alinhadores e concluiu que o melhor resultado clínico é atingido com a troca de alinhadores a cada duas semanas. Podemos notar em relatos de casos clínicos na literatura, assim com em nossa clínica que dificilmente deparamos com arredondamento apical evidenciado movimentos com forças ideais.      

Wendel Shibasaki -  Como diretor clínico da Align no Brasil e como ortodontista, para onde aponta a linha de desenvolvimento da técnica com o Invisalign?  

Dr. Maurício Casa -  Em abril de 2011 a Align adquiriu a Cadent http://www.cadentinc.com/index.html empresa Americana líder no setor de scaneamento intra-oral. Nos EUA já começaram a substituir as moldagens em PVs por este tipo de scaneamento, deixando o processo mais rápido e preciso.
A Align ano a ano tem apresentado melhores resultados clínicos. A evolução dos "Smart Force", protocolos de ClinCheck e a combinação de mini-implantes e/ou elásticos intermaxilares com Invisalign aponta um caminho para tratar quase todos os tipos de maloclusões com eficiência. 

Wendel Shibasaki -  O preço do sistema Invisalign é um fator que inviabiliza sua utilização em algumas regiões do Brasil?

Dr. Maurício Casa -  Nosso grande mercado está concentrado nas capitais, mas encontramos profissionais com um bom desempenho em cidades muito pequenas. Com quase 10 anos de experiência identificamos que quem limita a venda ao paciente não é a região e sim o próprio ortodontista que não sabe ou tem medo de valorizar seu próprio trabalho. Pelo menos de uma década e meia para cá, devido ao surgimento de convênios, excesso de cursos de pós-graduação e conseqüentemente muitos profissionais, o tratamento ortodôntico perdeu significantemente seu valor se compararmos com outras intervenções odontológicas. Podemos dizer que “nivelaram por baixo” a ortodontia. Para confirmar estes dados é muito simples, converse com seus colegas de outras especialidades, pergunte qual é o valor médio de implantes, próteses, facetas, reabilitação oral. Na maioria das vezes colegas me falam que após fazer esta rápida pesquisa viram que realmente o valor de seu tratamento estava defasado.
Podemos afirmar que Invisalign não é para todos, é um produto premium, mas quantas pessoas em sua família ou círculo social não aceitam usar bráquetes? Para estas pessoas o Invisalign pode ser a única opção para corrigir os dentes.    

Wendel Shibasaki -  Gostaria de deixar este espaço para que o doutor fique à vontade para finalizar e expor o que desejar.

Dr. Maurício Casa -  Invisalign é a grande revolução da ortodontia nos tempos atuais. A possibilidade de fazer um tratamento virtual é um caminho que não tem mais volta, pois é um processo muito vantajoso para o paciente, assim como para o ortodontista. O importante no entendimento do sistema Invisalign é que apesar deste ser feito com a mais alta tecnologia de imagens 3D o que conta é a capacidade e experiência do ortodontista diagnosticar e planejar um tratamento.
Em conclusão, vejo que bons resultados clínicos estão associados a um diagnóstico e planejamento correto.

Agradeço a oportunidade de apresentar esta nova possibilidade de tratamento ortodôntico.




Links relacionados: 



quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A extração de segundos molares superiores para o tratamento da Classe II






Neste artigo de 2010, publicado pelo Dental Press Journal Orthodontics, pelos autores, Maurício Barbieri Mezomo, Manon Pierret, Gabriella Rosenbach, Carlos Alberto E. Tavares. do curso de Odontologia da UNIFRA – Santa Maria/RS, do curso de Especialização em Ortodontia da ABO-RS. Apresenta uma abordagem alternativa para o tratamento ortodôntico das más oclusões de Classe II.
  
A proposta de extração de dentes permanentes como parte do tratamento ortodôntico gerou opiniões divergentes desde seu início, com Angle e Tweed. Atualmente, é rotina no planejamento ortodôntico a extração de pré-molares, principalmente os primeiros. Tais exodontias são indicadas em casos de apinhamento, biprotrusão e presença de perfil esteticamente desagradável (quando se torna benéfica a retração dos dentes anteriores). Esses dentes estão próximos do centro de cada quadrante da arcada e, normalmente, estão próximos do local do apinhamento. Entretanto, em algumas situações a extração de outros dentes pode ser mais apropriada e vantajosa. 

As extrações de molares não são recentes. Chapin, em 1939, já sugeria a remoção desses dentes como alternativa à remoção de pré-molares. Diversos autores têm sugerido a remoção do segundo molar superior para a correção da má oclusão de Classe II, 1a divisão, com excessiva inclinação vestibular dos incisivos e sem diastemas, com mínima sobressaliência e presença dos terceiros molares em boa posição e forma adequada. Casos de pacientes com padrão facial dolicocefálico, tendência de crescimento vertical e necessidade de distalização dos primeiros molares são especialmente beneficiados pela extração dos segundos molares, pois a tendência de abertura da mordida é diminuída.
Os segundos molares também podem ter indicação de extração no caso de apresentarem patologias (erupção vestibular, anomalias de coroa ou raiz, anquilose, cáries ou restaurações extensas e defeitos no esmalte), sendo substituídos pelos terceiros molares saudáveis. 

As conclusões da maioria dos estudos coincidem em relação ao momento oportuno para se proceder às extrações, os melhores resultados são obtidos quando os segundos molares são removidos e os terceiros molares estão num estágio de desenvolvimento em que a coroa está totalmente desenvolvida, com pouca ou nenhuma formação radicular.
Após a extração dos segundos molares superiores, segue-se a distalização dos primeiros molares da mesma arcada, para que seja obtida uma relação de Classe I. Alguns autores relataram que esse movimento de distalização é mais fácil quando realizada a remoção do segundo molar.
Um dos objetivos de qualquer tratamento ortodôntico é a estabilidade dos resultados obtidos no final da terapia. Os autores concordam que a extração de segundos molares promove uma estabilidade não observada em outras formas de tratamento. Como não há necessidade de fechamento de espaço com essa modalidade de tratamento, não há problema da recidiva de reabertura de espaços no meio da arcada. Alguns autores, comparando grupos com e sem a extração dos segundos molares, relacionaram a estabilidade dos resultados ao fato de não ocorrer vestibularização dos incisivos inferiores no grupo que sofreu extração, em contraste com o que ocorreu com o outro grupo.

A supraerupção do segundo molar inferior pode ocorrer enquanto se aguarda a erupção do terceiro molar superior, esse problema está principalmente relacionado à porção distal desses dentes, a qual não possui contato com o primeiro molar superior. O uso de aparelho fixo ou arco lingual, bem como de uma placa removível, previne esse movimento indesejado do segundo molar inferior.
Quando a terapia ortodôntica é concluída, o terceiro molar, que assumirá a posição previamente ocupada pelo segundo molar extraído, geralmente não está irrompido. Após a erupção desse dente, e não estando ele em uma posição considerada ideal para a obtenção de uma oclusão satisfatória do ponto de vista funcional, torna-se necessário que seja retomada a terapêutica ortodôntica, com a finalidade de se conseguir bons resultados. 

A cooperação do paciente é importante durante o tratamento ortodôntico, pois o mesmo exige sua participação em todos os aspectos. Nos casos em que há necessidade de distalização do primeiro molar superior, o uso do aparelho extrabucal exige muito sua colaboração, principalmente na fase inicial do tratamento. Considerando esse fator, alguns autores propuseram o uso de mecanismos intrabucais para distalização do primeiro molar, não sendo crucial a colaboração do paciente. 

Um dos grandes riscos dessa alternativa de tratamento é a não-erupção do terceiro molar ou formação radicular inadequada desse dente.

As contraindicações, que vão exatamente na direção oposta aos critérios necessários para a extração de segundos molares, podem ser: presença de terceiros molares com raízes pequenas ou mal formadas, terceiros molares com tamanho excessivamente grande, ausência de terceiros molares, a possibilidade de terceiros molares envolvendo a área sinusal, terceiros molares posicionados horizontalmente, ausência congênita de pré-molares ou incisivos, severa deficiência de espaço e possibilidade de falha na erupção dos terceiros molares. Também são contraindicadas em pacientes com severa deficiência de espaço anterior, com mínimo problema de espaço ou com pronunciada protrusão dos incisivos. 

Considerações Finais dos Autores
A extração dos segundos molares superiores, quando corretamente indicada, é uma alterna- tiva de tratamento benéfica para os pacientes, pois poderá até diminuir o tempo de tratamen- to e simplificar a mecanoterapia. Entretanto, é imprescindível que se utilizem os recursos diagnósticos disponíveis, para que se faça uma correta seleção dos casos que serão submetidos a essa terapia.
Nos casos clínicos apresentados no presente artigo, a exodontia dos segundos molares foi realizada para facilitar a distalização dos primeiros molares superiores, com consequente correção da Classe II nos pacientes sem crescimento facial. Já a exodontia dos primeiros pré-molares foi realizada para a melhora do perfil facial e correção da discrepância anterior das arcadas, seja pelo severo apinhamento ou pela protrusão exagerada dos incisivos inferiores.
Os casos clínicos servem como exemplos de como um bom diagnóstico, aliado a um paciente colaborador, pode resultar em um tratamento cujos objetivos de melhoria na estética e função sejam atingidos de forma favorável.

Link do artigo na Integra via Scielo:
http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v15n3/12.pdf




terça-feira, 24 de setembro de 2013

Artigo na Coluna OrtoTecnologia - Terapia BioCriativa Lingual




Saiu este mês na coluna OrtoTecnologia, da Revista da Sociedade Paulista de Ortodontia, mais um artigo que descreve a Terapia BioCriativa, criada e desenvolvida em Seul - Coreia do Sul, pelos Professores Drs. Kyu-Rhim Chung e Seong-Hun Kim

Filosofia baseada numa biomecânica associada a varias modalidades de ancoragens esqueléticas e em algumas situações a procedimentos cirúrgicos voltados ao tratamento acelerado em pacientes adultos. A grande satisfação foi poder contar mais uma vez com a colaboração dos autores e desenvolvedores da técnica, que disponibilizaram um caso clinico para ilustrar o artigo. 


Autores do Artigo: Terapia BioCriativa Lingual


Com foco voltado a novas tendencias, protocolos de tratamento, protocolos de diagnóstico e planejamento, entre outras possibilidade ligadas a Ortodontia Contemporânea, a coluna OrtoTecnologia da Revista da SPO, vem mês após mês compartilhando com os leitores da revista estas possibilidades. 

Diversos artigos sobre a Terapia BioCriativa vem sendo publicados em inúmeros periódicos científicos ao redor do mundo, inclusive um foi classificado como o destaque da edição de setembro de 2013, pelo American Journal of Orthodontics and Dentalfacial Orthopedics. Assistam o vídeo abaixo postado pelo AJODO e apresentado pelo próprio pesquisador e autor do artigo, Professor Dr. Seong-Hun Kim.



Link deste artigo via AJODO:


Link da revista SPO:

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Tração ortodôntica de um canino impactado com magneto: Relato de um caso






Neste artigo de 2008, publicado pelo Cases Journal, pelos autores Larry CF Li, Ricky WK Wong and Nigel M King; do Departament of Orthodontics and Paediatric Dentistry, Faculty of Dentistry, the University of Hong Kong, Hospital Road, Sai Ying Pun, Hong Kong - China; Mostra um protocolo de tracionamento em um canino incluso com auxílio de um magnêto.

A prevalência de caninos impactados por palatino na população varia de 0,27% para 2,4% em todo o mundo. Um caminho de erupção longo e tortuoso, o apinhamento da dentição, a insuficiência na reabsorção radicular do canino decíduo, trauma e patologia dos tecidos moles têm sido considerados os motivos da impacção canina.

Se não tratado, um canino impactado pode causar morbidade do canino decíduo, mudança cística ou reabsorção da coroa de si mesmo e / ou reabsorção radicular do incisivo lateral adjacente.

A abordagem de tratamento convencional de um canino impactado é para expor a coroa do canino cirurgicamente, seguido pela união de um acessório na superfície da coroa. O acessório é ligado ao fio do arco na boca, e o dente pode ser tracionado com elásticos. No entanto, esta abordagem vem com muitos inconveniente e limitações tais como infecção, há uma comunicação entre a fixação e o meio bucal, migração, inflamação apical do epitélio, exposição da junção amelo-cementario, irritação nos lábios, dificuldade em manter a higiene oral e dificuldade para ajustar e mudar a direção da força.

As ligas magnéticas têm sido utilizados em ortodontia cada vez mais e vários autores têm relatado sucesso e resultados clínicos do tratamento de dentes inclusos em seres humanos. Um ímã, revestido com acrílico e anexado com um braço de extensão do fio, pode ser anexado a um aparelho removível. A posição do ímã pode ser alterada com o ajuste do braço de extensão. Unindo um suporte de metal co dente impactado após a exposição cirúrgica, o dente impactado ficará sob a força magnética, com uma direção controláda pelo ajuste do braço de extensão. Este artigo descreve o uso do ímã no tracionamento de um canino superior impactado e considera as vantagens e limitações da técnica.

ConclusãoEste artigo do caso, sugere que a tração magnética, com um aparelho removível pode ser um método alternativo seguro, eficaz e confortável para desimpactar um canino superior.

Link do artigo na integra via casesjournal:

http://casesjournal.com/content/pdf/1757-1626-1-382.pdf

domingo, 22 de setembro de 2013

Pensamento da Semana



"Procure a sabedoria e aprenda a escrever os capítulos mais importantes de sua história nos momentos mais difíceis de sua vida."

Augusto Cury


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Efeitos a longo prazo da expansão rápida da maxila seguido pelo uso de aparatologia fixa



Neste artigo publicado em 2010, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Hakan Gurcan Gurel; Badel Memili; Mustafa Erkan; Yusuf Sukurica; do GATA Military Research and Training Hospital, Dental Clinic, Section of Orthodontics, Istanbul; e do Selcuk University, Faculty of Dentistry, Department of Orthodontics, Konya, Turquia. Mostra um estudo sobre a estabilidade da Expanção Rápida da Maxila.

Este estudo foi feito com o intuito de avaliar as mudanças a longo prazo em larguras do arco maxilar, sobressaliência e sobremordida em pacientes que foram tratados com expansão rápida da maxila (ERM), seguidos pelo uso de aparelhos edgewise.

O material para o estudo constistuiu numa tomada de modelos de estudo de 41 pacientes (19 homens e 22 mulheres), em quatro ocasiões diferentes (antes do tratamento -> T1, após ERM -> T2; após o tratamento --> T3, e durante o período de acompanhamento -> T4). A parte superior inter-caninos, inter-premolar e a largura inter-molares, sobressaliência e a sobremordida foram medidos em cada conjunto de modelos de estudo. A média de idade dos pacientes era de 13,2 +- 1,3 anos (variação, 11,2 a 16,9 anos), no T1: 13,3+- 1,3 anos (variação, 11,3 a 17 anos), no T2: 15,5 +- 1,4 anos (variação, 13,1 a 18,8 anos), no T3: 20,4 +- 1,6 anos (variação, 17,9 a 24,8 anos) com T4.

O aumento real na largura intercaninos, largura interpremolar, largura intermolares, sobressaliência e sobremordida foi de 1,4 +- 2,4 mm, 4,6 +- 2,6 mm, 4,3 +- 2,5 mm, 0,1 +- 0,6 mm, e 0,2 +- 0,6 mm, respectivamente, e as taxas de recidiva foram de 37% para a largura inter-caninos, 19% para a largura inter-premolar, e 17% para a largura inter-molares no final do período de acompanhamento.

Uma quantidade significativa de recidiva em larguras de arco maxilar no pós-contenção ocorreram, sendo o maior na largura intercaninos. A ERM diminuiu significativamente a sobremordida e a sobressaliência ficou aumentada, e uma redução estatisticamente significativa foi observada em ambos tanto na sobremordida como na sobressaliência, na avaliação pós-contenção.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/011209-22.1

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

OrtoPodCast - Episódio 33 - Prof. Carlos Cabrera explicando tudo sobre diagnóstico ortodontico.





Não sabe o que é um podcast? Temos um post que responde sua dúvida: O que é PODCAST?

Um grande privilégio falar com um dos mais conhecidos professores de ortodontia do Brasil e precisava compartilhar isso com vocês. O Prof. Cabrera discorre sobre o sistema orthológica e mostra sua linha de raciocínio para o diagnostico ortodôntico. Vale à pena ouvir o que ele tem a nos dizer.

Nao percam!

Faça a sua avaliação do podcast agora mesmo:

Não é usuário dos iTrecos? Acesse a página e faça os dowloads de todos os episodios:




terça-feira, 17 de setembro de 2013

Classe III esquelética associada a mordida aberta tratados com osteotomia sagital bilateral e intrusão molar usando parafusos de titânio






Neste artigo de 2010, publicado pela Angle Orthodontits, pelos autores Rena Togawa; Shoichiro Iino; Shouichi Miyawaki; do Department of Orthodontics, Center of Developmental Dentistry, Medical and Dental Hospital, Kagoshima University, Kagoshima, Japão; Mostra uma terapautica que associa o cirurgia ortognática com intrusão de molares no tratamento da Classe III associada a mordida aberta.

O artigo mostra cirurgias maxilares realizadas para o tratamento de graves casos de mordida aberta esquelética com o objetivo de obter estabilidade da oclusão após o tratamento. Se a intrusão do molar com parafusos de titânio pode ser realizada em vez de reposicionamento cirurgico superior da maxila, a incidência de invasão cirúrgica seria reduzido. No entanto, há poucos relatos deste tipo de terapia.

Este estudo descreve o tratamento da classe III esquelética e mordida aberta com osteotomia sagital bilateral e intrusão dos molares com parafusos de titânio. O paciente tinha um perfil côncavo, uma altura facial muito baixa, Classe III, mordida aberta excessiva, na sequência da protrusão mandibular e uma aumento no ângulo do plano mandibular. A mandíbula 3.5º auto rotaciona girou e fechou a mordida após a intrusão da parte superior e molares inferiores utilizando parafusos de titânio durante a fase de tratamento ortodôntico pré-cirúrgico.

Após a auto-rotação da mandíbula, o recuo mandibular com uma osteotomia sagital bilateral foi realizada. Os registros de pós-tratamento apresentaram um bom perfil facial e oclusão. A mandíbula manteve-se estável um ano após a cirurgia.

Esses resultados demonstraram que o tratamento ortodôntico cirúrgico combinado com osteotomia sagital bilateral e intrusão dos molares com parafusos de titânio pode reduzir a necessidade de interveção cirúrgica para intrusão da maxila, concluindo que este metodo foi eficaz para corrigir o perfil facial e oclusão em classe III esquelética e mpacientes com mordida aberta.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist: