ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA: Setembro 2013

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

4º Modulo da Academia da Ortodontia Contemporânea - Curso Avançado para Especialistas




Foi um módulo espetacular, os especialistas em Ortodontia, e alunos do Curso Avançado da Academia da Ortodontia Contemporânea, tiveram a oportunidade de aprimorar seus conhecimentos sobre a otimização e uso dos fios Ortodonticos clássicos e contemporâneos, e muito conhecimento teórico e prático adquirido no campo da cirurgia Ortognática. 

Professor Dr. Júlio Gurgel - Fios Ortodonticos como melhor utilizar ?





Professor Dr. Joaquim Dultra - Utilização do Software Dolphing no planejamento Orto-Cirurgico



Professor Dr. Roberto Macoto - Um novo método para o diagnostico e tratamento das deformidades dento esqueletais






Professor Dr. Daniel Rodrigues - Particularidades do Preparo Ortodontico para Cirurgia Ortognática e Apnéia do Sono - O que o Ortodontista deveria saber.



Professor Dr. Gustavo Mascarenhas - Dificuldades Ortodonticas e estéticas x Resoluções Cirurgicas



Hands On de Cirurgia de modelos e Traçado Predictivo com os Professores Drs. Gustavo Mascarenhas e Daniel Rodrigues





















Reserva de vaga para a turma de 2014 da Academia da Ortodontia Contemporânea: 

http://www.ortodontiacontemporanea-academia.com/inscricoes.asp

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Entrevista exclusiva com Dr. Maurício Casa




Dr. Mauricio Casa
Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo
Especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial
Diretor Clínico da Align Tecnology do Brasil


Olá amigos do Ortodontia Contemporânea ! Publicamos hoje uma entrevista cedida pelo Dr. Maurício Casa que fala sobre o sistema invisalign e suas perspectivas para o futuro. Não percam!

Não deixem de compartilhar esta entrevista e comentar suas impressões e opiniões. Isso é muito importante para nós!

Um abraço a todos!

Wendel Shibasaki - Iniciando, gostaria que fizesse um resumo das sua formação e suas atividades acadêmicas.

Dr. Maurício Casa - Me graduei em odontologia em 1990 pela Universidade de Santo Amaro (UNISA). Seguindo a orientação e caminho de meu pai decidi ser ortodontista, fiz o curso de especialização em Ortodontia e Ortopedia Facial na Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas (APCD) Central, curso o qual fiquei como professor assistente por 10 anos. A vontade de ser pesquisador me levou até o departamento de histologia na Universidade de São Paulo (USP) o qual obtive o doutorado em Ciências, mas decidi abrir mão da pesquisa em 2002 em troca de um grande desafio, ser diretor clínico da Align Technology do Brasil, empresa que distribui Invisalign no território brasileiro. O trabalho com um novo conceito em ortodontia, quebrando paradigmas, lidando diariamente com preconceitos e tirando o ortodontista de sua zona de conforto foi e ainda é um grande desafio e prazer para mim.  

Wendel Shibasaki -  Como foi seu primeiro contato com a Align?

Dr. Maurício Casa -  No final de 2001 tive meu primeiro contato com os diretores da empresa aqui no Brasil, como a empresa ainda estava se estruturando, este primeiro contato gerou muitas dúvidas e falta de entendimento de como funcionaria este produto no Brasil. Nenhum dos diretores conhecia tecnicamente o produto e a dúvida sobre sua eficiência era o que nos preocupava. Logo após este contato li os escassos artigos científicos e comecei a entender o propósito do sistema. Entendi que a peça chave no planejamento e na condução do caso era o ortodontista, o que mudou minha visão em relação a este novo produto e fez acreditar que teria futuro.

Wendel Shibasaki -  Há quanto tempo o sistema Invisalign foi criado e há quanto tempo está disponível no Brasil?

Dr. Maurício Casa -  Invisalign começou a ser oferecido aos doutores americanos em 1997, e em 2001 a Align Technology se tornou uma empresa de capital aberto e começou expandir seu mercado para todo o mundo, Austrália, Europa e America Latina. No Brasil a operação teve início em 2002.

Wendel Shibasaki -  A Align está presente em diversos países. Cada região tem suas próprias necessidades e potenciais. O que a Align muda ou pode mudar para atingir mercados emergentes e até mesmo mercados menores, como a África?

Dr. Maurício Casa -  A Align tem que se adaptar para cada mercado, cada região apresenta empresas reguladoras e taxação alfandegária específicas e também a ortodontia é aplicada de forma diferente em cada área. Como o processo de manufatura e logística é todo centralizado algumas limitações e/ou maneiras de atuar podem divergir em regiões.

Wendel Shibasaki -  A possibilidade de simular o tratamento virtualmente com o ClinCheck dá ao ortodontista a possibilidade de errar várias vezes até acertar, antes mesmo de iniciar o tratamento real. O Senhor acredita que isto será visto futuramente como uma revolução do planejamento ortodôntico?


Dr. Maurício Casa -  O setup de ClinCheck, sim, é a grande revolução na ortodontia. Funciona como se fosse um setup de modelo de gesso, mas com uma precisão altíssima. Para casos limítrofes podemos criar diversas simulações de tratamento, ajudando no planejamento do caso. Quando planejamos um tratamento virtual podemos colocar nosso conhecimento e experiência em cada passo do tratamento. Por exemplo, se desejo alinhar o arco inferior sem vestibularização de incisivos posso verificar isto com alto detalhamento analisando as imagens inicial e final de sobreposição.  
No futuro penso que um programa de ClinCheck melhorado no qual tivéssemos a associação das alterações do tecido mole e com medidas cefalométricas poderia se tornar fundamental para auxiliar o diagnóstico e traçar a conduta de tratamento em todos os tipos de pacientes ortodônticos independente da técnica utilizada.

Wendel Shibasaki -  Nos parece que após os estudos e aparelho de Dr. Andrews (Técnica StraightWire) esta é a maior alteração no modo como vemos a biomecânica na ortodontia. Poderia nos explicar a biomecânica do sistema Invisalign e quais os recursos para ampliar as possibilidades de movimento?

Dr. Maurício Casa -  A biomecânica do Invisalign é baseada em incrementos muito sutis de movimentação dentária. O movimento ocorre à custa de uma série de alinhadores que são utilizados e trocados a cada 2 semanas e a pequena diferença de forma de cada alinhador da série proporciona a movimentação dentária desejada. A quantidade de movimento, torque, angulação e momento deste pode ser individualmente estipulado pelo o ortodontista conforme sua experiência.
Para auxiliar determinados movimentos com Invisalign são colocados Attachments (botões de resina), ou Power Ridges (ranhuras nos alinhadores). Estes ajudam a movimentação em determinadas situações que são mais difíceis de atingir com alinhadores somente, como por exemplo, em certos movimentos de extrusão, rotação, torque e angulação. Os attachments atuais têm uma face pré-ativada que libera uma força controlada.
Desde de 2010 os Attachments e Power Ridges são baseados em "Smart Force", este é fundamentado em pesquisas de biomecânica de movimentação dos alinhadores, esta biomecânica feita a partir de simulações virtuais e depois testados em um aparelho de validação física. Portanto, cada movimento dentário individual é monitorado por um programa que identifica a largura, altura, o longo eixo do dente e o movimento em questão e se necessário o programa irá colocar um Attachment ou Power Ridge para auxiliar determinado movimento. Desde 2009 a Align tem lançado pelo menos duas inovações por semestre, portanto ano a ano temos visto uma crescente melhora em eficiência e em resultados clínicos, possibilitando o tratamento de casos mais complexos.

  
Wendel Shibasaki - Os alinhadores são trocados a cada duas semanas na técnica recomendada pela Align. Os protocolos usuais de atendimento ortodôntico preconizam o mínimo de 3 semanas de intervalo entre as ativações, a título de tempo para reparação tecidual. O que faz o sistema Invisalign mais rápido?

Dr. Maurício Casa -  Conceitos de ativação de aparelhos ortodônticos há muito tempo se baseiam em resultados de reparação tecidual com base em pesquisas da década de 60, principalmente com uso de força intermitentes e fios de aço inoxidável. Com o surgimento de fios de liga de níquel-titânio e pesquisas com força contínua é comprovado que mesmo com este tipo força contínua aplicada ao tecido periodontal é possível uma movimentação dentária com reparação tecidual e sem prejuízo ao tecido dentário.
A Align pesquisou grande variedade de movimentos e tempo de troca de alinhadores e concluiu que o melhor resultado clínico é atingido com a troca de alinhadores a cada duas semanas. Podemos notar em relatos de casos clínicos na literatura, assim com em nossa clínica que dificilmente deparamos com arredondamento apical evidenciado movimentos com forças ideais.      

Wendel Shibasaki -  Como diretor clínico da Align no Brasil e como ortodontista, para onde aponta a linha de desenvolvimento da técnica com o Invisalign?  

Dr. Maurício Casa -  Em abril de 2011 a Align adquiriu a Cadent http://www.cadentinc.com/index.html empresa Americana líder no setor de scaneamento intra-oral. Nos EUA já começaram a substituir as moldagens em PVs por este tipo de scaneamento, deixando o processo mais rápido e preciso.
A Align ano a ano tem apresentado melhores resultados clínicos. A evolução dos "Smart Force", protocolos de ClinCheck e a combinação de mini-implantes e/ou elásticos intermaxilares com Invisalign aponta um caminho para tratar quase todos os tipos de maloclusões com eficiência. 

Wendel Shibasaki -  O preço do sistema Invisalign é um fator que inviabiliza sua utilização em algumas regiões do Brasil?

Dr. Maurício Casa -  Nosso grande mercado está concentrado nas capitais, mas encontramos profissionais com um bom desempenho em cidades muito pequenas. Com quase 10 anos de experiência identificamos que quem limita a venda ao paciente não é a região e sim o próprio ortodontista que não sabe ou tem medo de valorizar seu próprio trabalho. Pelo menos de uma década e meia para cá, devido ao surgimento de convênios, excesso de cursos de pós-graduação e conseqüentemente muitos profissionais, o tratamento ortodôntico perdeu significantemente seu valor se compararmos com outras intervenções odontológicas. Podemos dizer que “nivelaram por baixo” a ortodontia. Para confirmar estes dados é muito simples, converse com seus colegas de outras especialidades, pergunte qual é o valor médio de implantes, próteses, facetas, reabilitação oral. Na maioria das vezes colegas me falam que após fazer esta rápida pesquisa viram que realmente o valor de seu tratamento estava defasado.
Podemos afirmar que Invisalign não é para todos, é um produto premium, mas quantas pessoas em sua família ou círculo social não aceitam usar bráquetes? Para estas pessoas o Invisalign pode ser a única opção para corrigir os dentes.    

Wendel Shibasaki -  Gostaria de deixar este espaço para que o doutor fique à vontade para finalizar e expor o que desejar.

Dr. Maurício Casa -  Invisalign é a grande revolução da ortodontia nos tempos atuais. A possibilidade de fazer um tratamento virtual é um caminho que não tem mais volta, pois é um processo muito vantajoso para o paciente, assim como para o ortodontista. O importante no entendimento do sistema Invisalign é que apesar deste ser feito com a mais alta tecnologia de imagens 3D o que conta é a capacidade e experiência do ortodontista diagnosticar e planejar um tratamento.
Em conclusão, vejo que bons resultados clínicos estão associados a um diagnóstico e planejamento correto.

Agradeço a oportunidade de apresentar esta nova possibilidade de tratamento ortodôntico.




Links relacionados: 



terça-feira, 24 de setembro de 2013

Artigo na Coluna OrtoTecnologia - Terapia BioCriativa Lingual




Saiu este mês na coluna OrtoTecnologia, da Revista da Sociedade Paulista de Ortodontia, mais um artigo que descreve a Terapia BioCriativa, criada e desenvolvida em Seul - Coreia do Sul, pelos Professores Drs. Kyu-Rhim Chung e Seong-Hun Kim

Filosofia baseada numa biomecânica associada a varias modalidades de ancoragens esqueléticas e em algumas situações a procedimentos cirúrgicos voltados ao tratamento acelerado em pacientes adultos. A grande satisfação foi poder contar mais uma vez com a colaboração dos autores e desenvolvedores da técnica, que disponibilizaram um caso clinico para ilustrar o artigo. 


Autores do Artigo: Terapia BioCriativa Lingual


Com foco voltado a novas tendencias, protocolos de tratamento, protocolos de diagnóstico e planejamento, entre outras possibilidade ligadas a Ortodontia Contemporânea, a coluna OrtoTecnologia da Revista da SPO, vem mês após mês compartilhando com os leitores da revista estas possibilidades. 

Diversos artigos sobre a Terapia BioCriativa vem sendo publicados em inúmeros periódicos científicos ao redor do mundo, inclusive um foi classificado como o destaque da edição de setembro de 2013, pelo American Journal of Orthodontics and Dentalfacial Orthopedics. Assistam o vídeo abaixo postado pelo AJODO e apresentado pelo próprio pesquisador e autor do artigo, Professor Dr. Seong-Hun Kim.



Link deste artigo via AJODO:


Link da revista SPO:

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

OrtoPodCast - Episódio 33 - Prof. Carlos Cabrera explicando tudo sobre diagnóstico ortodontico.





Não sabe o que é um podcast? Temos um post que responde sua dúvida: O que é PODCAST?

Um grande privilégio falar com um dos mais conhecidos professores de ortodontia do Brasil e precisava compartilhar isso com vocês. O Prof. Cabrera discorre sobre o sistema orthológica e mostra sua linha de raciocínio para o diagnostico ortodôntico. Vale à pena ouvir o que ele tem a nos dizer.

Nao percam!

Faça a sua avaliação do podcast agora mesmo:

Não é usuário dos iTrecos? Acesse a página e faça os dowloads de todos os episodios:




sexta-feira, 13 de setembro de 2013

3º Modulo da Academia da Ortodontia Contemporânea



No mês de Julho aconteceu mais um modulo da Academia da Ortodontia Contemporânea, nossos alunos tiveram o grande privilégio de assistir aulas com grandes nomes da Ortodontia Brasileira. Clínicos e autores de livros voltados a prática ortodontica de relevância significativa na especialidade.

Tivemos o grande prazer de poder ver, conhecer e interagir (Hands-On) com o sistema OrthoLógica. Concebido pelos Professores Drs. Carlos Cabrera e Marise Cabrera. Uma aula incrível, que contou também com uma vasta casuística clinica e controle longitudinal de proservação dos casos concluídos. Excepcional ! 

Prof. Dr. Carlos A. Cabrera




O Prof. Dr. Ertty Silva, deu um show, com seu protocolo de tratamento utilizando ancoragem esquelética através de miniplacas ortodonticas. Foram demonstradas as varias possibilidades e segurança que o sistema permite. Tendo um foco voltado principalmente na intervenção em pacientes adultos. Podemos ver casos primorosamente finalizados. Explendido !

Prof. Dr. Ertty Silva


As diversas formas de tratamentos voltados para a má oclusão de classe II, foi o tema abordado pelo Professor Dr. Marcio Almeida. Tendo todas as abordagens respaldadas por uma rica casuística clinica associada a varias publicações do autor e colaboradores em diversos periódicos científicos de impacto na literatura internacional e nacional. Primoroso !


Prof. Dr. Marcio Almeida


O Professor Dr. Maurício Accorsi, dividiu com toda a turma de alunos, o seu conhecimento sobre o Diagnóstico 3D em Ortodontia. As possibilidades e aplicabilidade dos diversos recursos disponíveis no campo de diagnóstico e planejamento de tratamentos Ortodonticos. Os nossos alunos também tiveram a oportunidade de realizar o Hands-On com softwares de reconstrução 3D e avaliação de Tomografias Cone Beam. Vanguarda !

Prof. Dr. Mauricio Accorci


A cada modulo e ano que passa, ficamos cada vez mais felizes, pois a missão do Ortodontia Contemporânea: "Compartilhamento do Conhecimento de Qualidade". Vem paulatinamente  crescendo, nas diversas plataformas de abordagens: Aulas presenciais, Blog, Twitter, Facebook, Youtube, entre outros....

Uma grande satisfação é ver o fruto deste trabalho, a Turma da Academia de 2014, já vem se formando e conta com colegas especialistas oriundos de diversas cidades e estados já pré-inscritos. Prova de que o Ortodontista Contemporâneo é o  profissional que busca conhecimento de qualidade esteja ele onde estiver.



Muito Obrigado: aos nossos Alunos, ex-Alunos, futuros Alunos, Professores, Colegas e Familiares ! Entusiastas desta causa ....


Link para da Academia da Ortodontia Contemporânea 2014:

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Precisão de um guia cirúrgico avaliado por tomografia computadorizada cone beam voltado a cirurgia guiada para a colocação de mini-implantes ortodônticos





Neste artigo de 2012, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Jae-Jung Yu; Gyu-Tae Kim; Yong-Suk Choi; Eui-Hwan Hwang; Janghyun Paek; Seong-Hun Kim; John C. Huang; do Department of Oral and Maxillofacial Radiology, Kangdong Sacred Heart Hospital, Hallym University Medical Center, Seoul, Korea; Department of Oral and Maxillofacial Radiology, Kyung Hee University, Seoul, Korea; Department of Prosthodontics, Kyung Hee University, Seoul, Korea; Department of Orthodontics, Collegeof Dentistry, Kyung Hee University, Seoul, Korea; Division of Orthodontics, Department of Orofacial Science, University of California, San Francisco. Avalia a precisão de um guia cirúrgico para inserção de mini implantes ortodonticos com auxílio de tomografia computadorizada de feixe cônico.

Este estudo foi realizado com o intuito de validar a exatidão de um Stent cirurgico guiado por tomografia computadorizada de feixe cônico para colocação de mini-implante ortodontico (OMI) e também, avaliar quantitativamente a diferença entre a  posição prescrita e real de mini-implantes em imagens TCFC pré e pós operatório.

Um stent cirúrgico foi fabricado usando Teflon-perfluoroalcoxi, que tem propriedades biológicas adequadas de atenuação de  raios-x. O Polivinil siloxano, material de impressão foi utilizado para proteger o stent  cirúrgico em mandíbulas de suínos. Digitalização com TCFC  foi feito com o stent no lugar para virtualmente inserir os mini-implantes utilizando um software tridimensional (3D). Um ponto de inserção apropriado foi determinado utilizando os dados de reconstrução 3D, e as angulações verticais e horizontais foram determinados utilizando quatro ângulos prescritos. Uma chave com design personalizado foi usado para perfurar um buraco de guia dentro do stent cirúrgico, conforme prescrito nas imagens TCFC para a inserção de 32 Mini-implantes Ortodonticos. As mandíbulas com um stent cirúrgico no local foram examinadas novamente com TCFC para medir os desvios entre os dados de planejamento virtuais e resultados cirúrgicos.

A diferença entre o ângulo prescrito e real vertical foi de 1,01 +- 7,25, e a diferença horizontal foi de 1,16 +- 6,08O coeficiente de correlação confirma que não houve variabilidade intra em qualquer um dos vetores horizontais (R = 0,97) ou vertical (R = 0,74).

Concluíram que o stent cirúrgico neste estudo com guias de  mini-implantes para a posicionamento indicado com o planejado em TCFC. Pode ser considerado como uma ferramenta de guia preciso para colocação de mini-implantes para uso clínicoUma vez que a diferença estatística não foi significativa.

Link do artigo na Integra via Angle Orthodontist:

domingo, 8 de setembro de 2013

Pensamento da Semana



"Cada novo amigo que ganhamos no decorrer da vida aperfeiçoa-nos e enriquece-nos, não tanto pelo que nos dá, mas pelo que nos revela de nós mesmos."

Miguel Unamuno

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Perspectiva Ortodôntica da Cirurgia do Mento












Neste artigo de 2009, publicado pela Revista Portuguesa de Estomatologia, Medicina Dentária e Cirurgia Maxilofacial, pelos autores Patrícia Almeida Pinto, Afonso Pinhão Ferreira, Adriano Figueiredo; da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto - Portugal. Mostra um belo levantamento bibliográfico sobre esta importante manobra da cirurgia Ortognática, grande aliada da Ortodontia.

O mento é uma das estruturas mais evidentes na face humana. A sua dimensão e posição podem ser alteradas através de dois procedimentos, quer pela adição de um material (osso, cartilagem ou materiais aloplásticos) ou mediante a osteotomia do bordo inferior da mandíbula. Esta última técnica é extremamente versátil, pois permite o reposicionamento do mento nos três planos do espaço.

Atualmente, a mentoplastia é vista como um ato cirúrgico que pode ser utilizado isoladamente ou em simultâneo com outros procedimentos cirúrgicos para a correcção de desarmonias transversais, verticais e sagitais do terço inferior da face.
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As deformidades dento-faciais (DDF), em geral, não se manifestam num só plano do espaço, apresentando alterações em dois ou três desses planos. Por esse motivo, o planejamento de uma mentoplastia envolve a análise estética do mento no contexto facial, considerando a sua forma, dimensão e posição nos três planos do espaço.
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Durante a avaliação clínica de uma DDF é imprescindível posicionar corretamente a cabeça do paciente. Este aspecto é particularmente importante nos indivíduos com assimetrias faciais, uma vez que estes apresentam com frequência posições compensatórias da cabeça com o intuito de disfarçar a assimetria. Assim, idealmente, no plano frontal, a horizontal de Frankfurt e a linha interpupilar devem estar paralelas ao solo. Isto permite avaliar a relação entre a linha média do mento e a linha média da face. Também devem ser comparadas as distâncias verticais das comissuras labiais aos respectivos bordos inferiores da mandíbula. Qualquer discrepância superior a dois milímetros deve ser valorizada. No que diz respeito à largura do mento, esta deve equivaler aproximadamente à distância intercantal.

Na avaliação estética da face é mais importante considerar a relação das estruturas entre si do que as medidas absolutas de cada estrutura. A análise de Delaire modificada é uma das formas de avaliar as proporções faciais no sentido vertical na radiografia cefalométrica. Nesta análise, a altura da parte superior da face mede-se do nasion (Na) à espinha nasal anterior (Ena) e a da porção inferior da face mede-se desta última ao menton (Me). Num indivíduo que apresente as proporções faciais correctas, a porção superior da face corresponde a 45% da altura total, equivalendo a porção inferior a 55%. Isto significa que se o clínico medir com um compasso a parte superior da face, cujo valor médio é de 50 milímetros, e transferir essa distância para a porção inferior da mesma, vai verificar que a altura inferior deve ser equivalente ao valor encontrado para a superior acrescido de cerca de 10 milímetros na mulher e de 15 milímetros no homem. Se a distância entre os pontos Ena e Me exceder consideravelmente estes valores pode estar indicada uma mentoplastia de redução no plano vertical.

A avaliação da estética cervico-mentoniana é outro dos pontos importantes a considerar na altura da programação de uma cirurgia do mento, especialmente nos procedimentos de redução. Uma distância muito curta entre o mento e o pescoço terá implicações na quantidade possível de recuo ou redução mandibular. Nestes casos, poderá até ser necessário incluir uma cirurgia maxilar de avanço num plano de tratamento que inicialmente só contemplava a cirurgia mandibular.

Por outro lado, em determinados pacientes ortodôntico-cirúrgico-ortognáticos torna-se, por vezes, necessário realizar uma mentoplastia devido ao impacto morfológico e funcional que as outras osteotomias planeadas para correção da sua deformidade dento-facial terão sobre o mento.

Existe uma grande variedade de técnicas para aumento postero-anterior do mento. Estas incluem a osteotomia horizontal do bordo inferior da mandíbula, os enxertos de osso autógeno, a colocação de material aloplástico e combinações dos vários métodos anteriores. De todas estas técnicas, a osteotomia horizontal com avanço do segmento mobilizado é a que apresenta, segundo a maior parte dos autores, os resultados mais previsíveis e estáveis.
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Até cerca de 1960, a mentoplastia de avanço era realizada através da colocação de implantes de silicone, que embora apresentassem bons resultados estéticos a curto prazo, tinham uma certa tendência para se afundarem na superfície da mandíbula à medida que o osso sofria reabsorção por baixo do implante. Surgiram também alguns casos de infecção, mobilidade e mesmo de migração dos implantes para a região do pescoço.
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Nos anos 70 começaram a ser utilizados os materiais aloplásticos, que por serem porosos, permitiam o crescimento de tecido no interior da sua massa, evitando o deslocamento do material. Esta técnica tinha como desvantagens o descolamento de uma área muito ampla de periósteo (praticamente toda a superfície anterior e inferior do mento) e a reabsorção óssea que ocorria subjacente ao material com consequente perda de projeção do enxerto. Assim, mesmo com uma execução técnica muito cuidadosa, o resultado a longo prazo dos enxertos com materiais aloplásticos era bastante imprevisível. Estimava-se que passados seis meses da cirurgia apenas se conservava 80% da massa total do enxerto. Mais recentemente começaram a ser utilizados os blocos de hidroxiapatite e HTR como materiais aloplásticos que não causam reabsorção óssea.

Atualmente os enxertos ósseos autólogos são os mais utilizados. Os enxertos livres, habitualmente retirados da bacia ou das costelas, sofrem uma remodelação e uma substituição por novo osso produzido pelo paciente em resposta ao seu potencial osteogénico. Apresentam como principal problema a variabilidade na quantidade de reabsorção e remodelação que ocorre, o que acarreta resultados pouco previsíveis a nível dos tecidos moles. Neste aspecto, a técnica que apresenta maior previsibilidade para o aumento postero-anterior do mento é a osteotomia horizontal da mandíbula com reposicionamento do segmento mobilizado em qualquer direção dos três planos do espaço. Comparativamente às outras técnicas, esta apresenta excelente estabilidade a longo prazo. A relação entre o avanço verificado nos tecidos moles relativamente ao efetuado nos tecidos duros é praticamente de 1:1. Verifica-se que quanto menor for a quantidade de descolamento dos tecidos, melhor será a qualidade dos resultados.

O excesso horizontal do mento é habitualmente corrigido através de uma osteotomia mandibular com deslocamento posterior do segmento mobilizado da sínfise. Simultaneamente com a redução anteroposterior, a altura do mento pode ser aumentada ou reduzida variando a angulação da osteotomia. Se o paciente apresentar uma altura facial normal, o corte deve ser paralelo ao bordo inferior da mandíbula.

Quando a quantidade de redução horizontal indicada é substancial, o cirurgião terá que ter o cuidado de manter o contorno harmonioso dos tecidos moles, conformando a estrutura óssea do corpo da mandíbula.

A mentoplastia de redução pode comprometer a estética labial e cervico-mentoniana, sendo este um dos aspectos importantes, como já foi referido, a considerar durante o exame clínico do paciente. Assim, por princípio, são de evitar, na maior parte dos casos, reduções antero-posteriores superiores a cinco, seis milímetros.

Em qualquer tipo de mentoplastia há dissecação dos nervos mentonianos com consequente parestesia temporária na região do lábio inferior. É importante informar previamente os pacientes desta consequência, apesar de habitualmente ser temporária.
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Os estudos sobre a recidiva de mentoplastias através de osteotomia horizontal do bordo inferior da mandíbula são escassos e contraditórios. Alguns parecem demonstrar alguma instabilidade nas cirurgias de avanço, no entanto, os valores de recidiva apontados são extremamente variáveis. O único ponto em que os vários estudos concordam é que a maior quantidade de recidiva ocorre durante o primeiro ano após a cirurgia, mas existe uma grande variabilidade individual.

A mentoplastia pode considerar-se um procedimento com resultados altamente previsíveis e estáveis, cooperando para melhorar os resultados dos tratamentos ortodônticos e cirúrgicos ortognáticos, desde que o diagnóstico, plano de tratamento e a cirurgia sejam bem executados.

Diversas variações da osteotomia horizontal do bordo inferior da mandíbula podem ser adaptadas para irem de encontro às necessidades estéticas faciais do paciente. Assim, uma assimetria do mento pode corrigir-se mediante deslizamento lateral e/ou reposicionamento vertical, uma deficiência por deslocamento anterior e inferior e um excesso por deslocamento posterior e superior.


Link do artigo na itegra via SPEMD: