ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA: Março 2013

quarta-feira, 27 de março de 2013

Professores Maranhense e Paraguaio registram 3ª patente ligada a ortodontia

Em uma parceria entre os Professores Saulo André da Uniceuma - Maranhão e Aldo Otazú da Universidade Nacional de Assunção - Paraguai, foram idealizados e patenteados 03 novos dispositivos ortodonticos, que em breve estarão disponíveis no mercado. Um arco orodontico distalizador, uma alça distalizadora ancorada em mini implantes e um sistema distalizador palatino implantosuportado. Todo o projeto e concepção destes acessorios também contou com a orientação dos Professores Doutores Flavio Vellini Ferreira e Acácio Fuziy de São Paulo. Agora é esperar para em breve podermos ter mais estas opções no nosso dia a dia clinico.



Fonte: Jornal CROMA

terça-feira, 26 de março de 2013

OrtoPodCast 28 - Coquetel da AOC, Espessura da cortical alveolar em diferentes tipos faciais e Sonda modificada.



Olá ouvintes do Ortopodcast! Neste episódio falamos sobre o coquetel de abertura da Academia da Ortodontia Contemporânea, sobre um artigo de 2013 que estuda a espessura do osso cortical do alvéolo em diferentes tipos faciais e suas implicações clínicas. Falamos sobre o instrumental criado pelo Prof. Cardon, do Rio Grande do Sul-Brasil, para facilitar o trabalho com correntes elásticas. Escutem sem moderação!









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domingo, 24 de março de 2013

Pensamento da Semana




“A vida é um grande espetáculo. Só não consegue homenageá-la quem nunca penetrou dentro de seu próprio ser e perceber como é fantástica a construção da sua inteligência.”

Augusto Cury

sexta-feira, 22 de março de 2013

Análise computadorizada do sorriso em Ortodontia



Neste artigo de 2006, publicado pela Revista Sul-Brasileira de Odontologia, pelos autores Luiz Vicente de Moura LOPES; Simone Regina STASZAK; Alexandre MORO; Mike dos Reis BUENO; do curso de Odontologia do Centro Universitário Positivo – PR; da disciplina de Ortodontia e Ortopedia Facial da Universidade Federal do Paraná e do Centro Universitário Positivo –PR; da disciplina de Estomatologia e Diagnóstico Bucal – UNIC/MT. Realiza a análise de fotografias computadorizadas, padronizadas, do sorriso máximo, em pacientes do sexo masculino, como complemento à documentação ortodôntica, para auxiliar não somente no diagnóstico e planejamento, mas também na avaliação dos resultados obtidos.


A estética é provavelmente o grande fator de motivação do paciente na busca pelo tratamento ortodôntico. Os ortodontistas têm dedicado muito dos seus esforços no sentido de desenvolver um tratamento em que a função e a estética estejam presentes, não sacrificando uma em detrimento da outra. Apesar de serem encontradas diversas análises faciais propostas, a maioria está voltada para uma visão do perfil, e pouca atenção tem sido dada à análise frontal, especialmente do sorriso, apesar da valorização deste pelo paciente.


A análise das fotografias oferece ao paciente uma visualização do seu sorriso do início ao final do tratamento, proporcionando uma interação entre paciente e profissional, além de uma visualização das limitações estéticas impostas pelos tecidos tegumentares.


Neste estudo todos os pacientes foram fotografados na posiçãonatural da cabeça, utilizando-se um equipamento composto por câmera fotográfica Canon EOS Digital Rebel de 6,3 megapixels, com lente macro de 50 mm e flash circular MR-14EX, montado em tripé Guest PGV170. Foram produzidas fotografias de dimensões 3072 X 2048 e tamanho 2,10 MB, em formato JPEG. Para a tomada da referência vertical da cabeça foram utilizados um fio de linha preso ao teto com um peso na extremidade e um espelho plano de 1,0 x 0,5 m fixo na parede, em frente do paciente. Foi utilizada uma régua Trident modelo OP-15, cor transparente, apoiada sobre o mento.


Todos os 28 jovens foram fotografados em visão frontal, permanecendo sentados, com a coluna ereta, pernas levemente afastadas e pés apoiados firmemente no chão. As fotografias foram feitas em seqüência e pelo mesmo operador, num período de duas semanas.


Foram realizadas fotografias do sorriso máximo, ou seja, apresentando o máximo de contração da musculatura peribucal, como orientado aos pacientes, em uma maior aproximação, com os dentes mantidos em MIH (máxima intercuspidação habitual). A velocidade de 200, a abertura da lente de 22 e o ISO100 foram constantes para todas as fotografias. Para permitir uma correlação entre as medidas reais e as obtidas nas fotografias, foi solicitado que segurassem uma régua apoiada levemente sobre o mento, um poucoa baixo da borda inferior, para não prejudicar a sua visualização.


As fotografias foram transferidas para ocomputador, em formato JPEG, e colocadas no programa CEFX 2001 Cefalometria Computadorizada – CDT. Cada paciente foi cadastrado e sua imagem importada para o programa, em que foi feita a calibragem individual por intermédio da régua das fotografias, obtendo-se no relatório de medidas valores reais. Os pontos foram marcados, e o relatório de medidas, impresso. Num intervalo de 15 dias, 12 indivíduos selecionados ao acaso tiveram seus pontos marcados novamente e seus relatórios de medidas reimpressos, para verificar a confiabilidade do método.


Pelos valores de cada variável dos 28 pacientes, foi obtida a análise estatística das medidas fotométricas computadorizadas do sorriso, assim como por meio da segunda medição dos 12 pacientes escolhidos ao acaso. Foi obtido o resultado da análisedo erro.




Conclusão


Em vista dos resultados expostos e discutidos, pode-se chegar às seguintes conclusões:


• Foi obtido um método computadorizado para a análisede medidas lineares, angulares e proporcionais de fotografias padronizadas do sorriso máximo, sendo um instrumento auxiliar efetivo na documentação ortodôntica, otimizando o diagnóstico, o planejamentoe a comunicação com o paciente e outros profissionais envolvidos no tratamento;


• Os valores médios e do desvio-padrão, assim comoos valores mínimo, máximo e do intervalo de confiança a 95% das variáveis da amostra, foram calculados;


• Foi constatado que esse método computadorizado é recomendável principalmente pela praticidade, agilidade, visualização e precisão, por haver a transformação individualizada dos valores encontrados nas fotografias em valores reais;


• Pela análise do erro concluiu-se que o método computadorizado para a análise do sorriso é confiável.


Link do artigo na integra via redalyc:


quarta-feira, 20 de março de 2013

Efeitos do aparelho Jasper Jumper no tratamento da má oclusão de Classe II


Neste artigo de 2009, pela Revista Dental Press, pelos autores Rafael Pinelli Henriques, Guilherme Janson, José Fernando Castanha Henriques, Marcos Roberto de Freitas, Karina Maria Salvatore de Freitas; do departamento de Odontopediatria, Ortodontia e Saúde Coletiva da FOB-USP e do do mestrado em Ortodontia da Uningá . Avalia os efeitos esqueléticos e dentoalveolares do tratamento de pacientes com má oclusão de Classe II com o aparelho Jasper Jumper associado ao aparelho ortodôntico fixo, comparados a um grupo controle não-tratado.

Ao analisar a prevalência das más oclusões, a de Classe I está presente em 55% da população brasileira enquanto a de Classe II em 42%. Essa última se caracteriza por uma desarmonia anteroposterior das bases ósseas, que influencia negativamente a estética e a autoestima dos pacientes, o que justifica o maior percentual desses em busca por tratamento ortodôntico. Freitas et al.9 verificaram que 54% dos pacientes do gênero masculino e 58% do gênero feminino que procuraram soluções para os seus problemas dentoesqueléticos possuíam a má oclusão de Classe II. Ela pode se manifestar precocemente, prejudicando não só a estética mas também algumas funções essenciais, como a mastigação, a deglutição e a fonação.

As pesquisas ortodônticas atuais têm se preocupado principalmente com os efeitos do tratamento ortodôntico, e não com a severidade das más oclusões e a eficiência dos métodos de tratamento. Isso se aplica principalmente ao tratamento da má oclusão de Classe II. Para que um método de tratamento seja eficiente, não é apenas desejável que ele corrija uma má oclusão, mas sim que essa correção seja realizada em um período de tempo razoável, com um menor desgaste do paciente e do profissional e com respeito à integridade biológica. Além disso, o resultado obtido deverá ser excelente. Segundo Baccetti et al., essa má oclusão pode ser iagnosticada precocemente, na fase da dentadura decídua, pela presença de degrau distal nos segundos molares decíduos, relação de Classe II nos caninos e trespasse horizontal acentuado, sendo que os seus sinais clínicos persistem até a dentadura mista, ou seja, não existe uma autocorreção. Henriques et al. verificaram a manutenção da discrepância esquelética de Classe II da fase da dentadura mista para a permanente. Durante esse período, não houve uma correção espontânea da má oclusão, e sim um agravamento no trespasse horizontal, devido a uma retrusão dos incisivos inferiores.

Os principais resultados esperados com o uso do Jasper Jumper nos casos de más oclusões de Classe II são: restrição do deslocamento anterior da maxila e protrusão mandibular significativa, embora outros estudos não tenham evidenciado nenhuma alteração significativa no crescimento mandibular; intrusão e distalização dos molares superiores; distalização dos incisivos superiores e extrusão dos mesmos5; uma ligeira tendência de rotação horária da mandíbula; movimento anterior dos dentes inferiores ao longo do osso alveolar (molares e incisivos); intrusão dos incisivos inferiores extrusão dos molares inferiores; e expansão dos molares superiores (se não utilizar (ancoragem). Há, também, uma melhora significativa do relacionamento maxilomandibular. As alterações dentárias resultam em uma rotação horária do plano oclusal, sem que haja uma rotação do plano mandibular. Normalmente, não ocorrem alterações verticais significativas. Dessa maneira, a correção da má oclusão de Classe II ocorre principalmente devido às alterações dentoalveolares, em vez das alterações esqueléticas, apesar da utilização de métodos para minimizar esses efeitos e potencializar os efeitos esqueléticos.

De modo geral, pode-se observar que o aparelho Jasper Jumper, utilizado conjuntamente ao aparelho fixo, promoveu a correção da má oclusão de Classe II, divisão 1, presente nos pacientes ao início do tratamento. Verificou-se que essa correção se deu por meio de algumas alterações esqueléticas e, principalmente, dentoalveolares. Em virtude desses efeitos predominantemente dentoalveolares, esse aparelho pode ser utilizado tanto em pacientes em crescimento como em pacientes adultos, que não apresentam mais potencial de crescimento.

Assim, o mais importante do tratamento ortodôntico é o planejamento detalhado e a determinação correta do protocolo de tratamento a ser utilizado, sendo que as inúmeras pesquisas que analisam as alterações de diversos aparelhos visam fornecer dados ao ortodontista para que esses possam utilizar o aparelho tendo o conhecimento pleno dos efeitos que o mesmo promove.

Link do artigo na integra via Scielo:

sexta-feira, 15 de março de 2013

Primeiro Módulo da Academia da Ortodontia Contemporânea 2013



No segundo dia do primeiro módulo da Academia da Ortodontia Contemporânea disponibilizamos aos alunos da turma 2013, uma fusão da história e da ortodontia clínica atual. 


Professor Flávio Vellini, autor de um dos mais vendidos livros de ortodontia (Ortodontia Diagnóstico e Planejamento), e o Prof. Flávio Cotrim, renomado palestrante internacional, falaram sobre assuntos importantes na clínica e que ajudaram a formar as bases para a orientação durante todo o programa de educação continuada. 


Ficamos honrados com a presença alguns dos alunos da turma 2012, formando um público seleto de especialistas que buscam ainda mais diferenciação no mercado e aprendizado permanente. Tivemos a satisfação de certificá-los como Ortodontistas Contemporâneos no Coquetel oferecido a todos os alunos na noite de ontem.


Parabéns a todos!


quinta-feira, 14 de março de 2013

Uso da tomografia multidirecional na visualização de dente impactado







Neste artigo de 2009, publicado pela Revista Gaúcha de Odontologia, pelas autoras na Elizabeth Aguiar da SILVA, Mônica Almeida TOSTES; da Universidade Federal Fluminense, Faculdade de Odontologia, Campus Valonguinho, Niterói, RJ, Brasil. Contém o relato clínico de um paciente do gênero masculino, leucoderma, oito anos de idade, que apresentava o dente 11 impactado.

Os dentes impactados são aqueles que perderam sua força irruptiva e não conseguem atingir sua posição na arcada dentária, dentro do tempo esperado, por algum impedimento. A impactação de dentes anteriores pode ter diversas etiologias, tais como: falta de espaço no arco dental, perda precoce de decíduo, rotação do germe dentário, presença de dentes supranumerários, odontomas, traumatismo ou qualquer outra obstrução. A maioria dos casos de impactação de dentes superiores pós-traumática acontece na infância, nas dentições decídua e mista.

O tratamento do dente impactado é bem variado e depende das circunstâncias nas quais está envolvido: ele pode ser mais conservador, bastando uma simples remoção de gengiva circundante para que o dente retorne ao seu curso normal de irrupção; pode ser tracionado ortodonticamente ou removido cirurgicamente, quando há impossibilidade de recolocação no seu sítio. O dente impactado pode causar reabsorção das raízes dos dentes vizinhos, dor, infecções, cisto dentígero com subsequente destruição óssea e aparecimento de ameloblastomas em suas paredes.

O diagnóstico da impactação é realizado através de exames clínico e radiográfico convencional. Existem várias técnicas radiográficas de localização dos dentes com impactação: radiografia periapical, radiografia oclusal, telerradiografia de perfil, tomadas com variações de angulações, como na técnica de Clark e as tomografias. As radiografias convencionais são empregadas na elaboração da fase inicial do plano de tratamento, pois apresentam vantagens, como o baixo custo e a facilidade de acesso.

No diagnóstico inicial de dentes impactados, as radiografias convencionais são utilizadas, porém, esses exames mostram uma imagem bidimensional de uma estrutura tridimensional, acarretando a sobreposição dos tecidos, imagem pouco nítida, com um contraste relativamente baixo, o que dificulta a visualização de detalhes importantes das estruturas anatômicas e a interpretação integral de determinadas patologias. Recentemente, são requeridos outros exames imagenológicos da região de cabeça e pescoço, como por exemplo, a tomografia multidirecional, que permite a observação minuciosa das regiões anatômicas a serem avaliadas. Apresenta como desvantagem um maior custo, porém, compensado pelo benefício de imagens com melhor definição, que assegura a correta evolução do plano de tratamento.

No caso em questão, as radiografias convencionais, apesar de propiciarem a verificação da existência da patologia, não permitiram a interpretação exata do posicionamento das estruturas envolvidas e da inclinação radicular. Tal fato gerou dúvidas quanto ao planejamento cirúrgico-ortodôntico, visto que, para se realizar um movimento ortodôntico forçado, o grau de ectopia sempre deve ser avaliado, bem como o desenvolvimento dentário. Com o resultado da tomografia multidirecional, o prognóstico do caso revelou-se desfavorável em relação aos dentes 11 e 12. O dente 11 encontrava-se impactado na porção superior da pré-maxila e com sua raiz dilacerada voltada para dentro da fossa nasal, comprometendo também a irrupção do dente 12.

Através da tomografia multidirecional, verificou-se a identificação precisa da patologia do dente em questão, guiando o tratamento cirúrgico, desde a etapa de seu planejamento, otimizando o tempo da cirurgia e, consequentemente, diminuindo as complicações pós-operatórias.


Link do artigo na integra via RGO:

quarta-feira, 13 de março de 2013

Academia da Ortodontia Contemporânea



Hoje inicia mais uma turma da Academia da Ortodontia Contemporânea, nosso curso presencial, avançado e voltado para especialistas em Ortodontia. 

Ficamos muito honrados em poder durante esta jornada contar com a presença de grandes nomes da Ortodontia Nacional e com alunos que possuíam um unico ideal, absorver conhecimentos.

Conseguimos neste período assistir a excelentes apresentações de aulas com duração média de 8Hs ... Tivemos contato com abordagens na área dos braquetes auto-ligados, biomecânica segmentada, protocolos de tratamento, cirurgia ortognática, diagnóstico e planejamento 3D, ortodontia lingual, alinhadores estéticos, marketing e administração, ortodontia legal, entre outros temas ... Um mergulho na ciência ligada a Ortodontia 

Sejam bem vindos os novos alunos !!! E nosso muito obrigado aos mestres e alunos veteranos que conviveram conosco todo o ano de 2012 ... 



domingo, 3 de março de 2013

Pensamento da Semana



"A preguiça anda tão devagar, que a pobreza facilmente a alcança." 

Confúcio