ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA: Outubro 2012

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Destaque Orto SPO 2012 - RELAÇÃO ENTRE O PERÍODO DE AMAMENTAÇÃO E A PREVALÊNCIA DE HÁBITOS DE SUCÇÃO NÃO NUTRITIVOS



ESTUDO COMPARATIVO DA RELAÇÃO ENTRE O PERÍODO DE AMAMENTAÇÃO E A PREVALÊNCIA DE HÁBITOS DE SUCÇÃO NÃO NUTRITIVOS, EM TRÊS GRUPOS DE CRIANÇAS BRASILEIRAS 
Biasutti RL*, Azevedo CM,  Carnevari FQ, Suster ALO, Otazú A, Scavone-Jr H (Orientador)
Este estudo epidemiológico transversal foi desenvolvido com os objetivos de  comparar as prevalências dos períodos de amamentação sem o uso complementar de mamadeiras, dos hábitos de sucção digital e/ou chupeta e analisar a associação entre os dois aspectos anteriores. Foram avaliadas 1.483 crianças brasileiras, de 2 a 6 anos de idade, na fase da dentadura decídua completa, em escolas no Estado de São Paulo. 

Com base em questionários respondidos pelas mães, as crianças foram divididas em cinco subgrupos, de acordo com os períodos de amamentação, em meses. A amostra total foi dividida em três grupos raciais, sendo 510 leucodermas, 568 feodermas/melanodermas e 405 xantodermas

Os resultados evidenciaram que a duração dos períodos de a mamentação foram maiores para as xantodermas (nipo-brasileiras). Com relação à prevalência do hábito de sucção de chupeta, não foram observadas diferenças significativas entre as crianças feodermas/melanodermas; contudo, revelaram-se menores para as xantodermas. Por outro lado, a prevalência do hábito de sucção digital revelou-se maior para as crianças xantodermas, em relação às demais

Os Autores concluiram que a prevalência de sucção de chupeta foi significativamente menor nas crianças amamentadas por mais de 6 meses e, de forma ainda mais acentuada, naquelas amamentadas por mais de 9 meses.



Parabéns a Dra. Raphaela Biasutti, demais autores e ao seu Orientador Prof. Dr. Hélio Scavone-Jr, pelo belo trabalho !!!


Se você também quiser compartilhar seu trabalho com os leitores do nosso portal, basta enviar o resumo com algumas fotos ilustrativas (livre de direitos autorais) e um email de contato. Agradeceríamos calorosamente.
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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Destaque Orto SPO 2012 - AMAMENTAÇÃO E A PREVALÊNCIA DE MORDIDAS CRUZADAS POSTERIORES


RELAÇÃO ENTRE O PERÍODO DE AMAMENTAÇÃO E  A PREVALÊNCIA
 DE MORDIDAS CRUZADAS POSTERIORES,  EM TRÊS GRUPOS
 DE CRIANÇAS BRASILEIRAS NA DENTIÇÃO DECÍDUA

Canevari FQ*Georgevich PVC,  Biasutti RL, Da Costa SRMR, Loiola MEA, Scavone-Jr H (Orientador)
Nesta pesquisa foi investigada a influência da duração da amamentação,  sem uso de mamadeira, na prevalência de mordidas cruzadas posteriores (MCPs),  comparando três grupos raciais, quais sejam, leucodermas, melanodermas e xantodermas.  A amostra incluiu 1.472 crianças brasileiras com dentadura decídua completa, na faixa etária de 2 a 6 anos.


Com base em questionários respondidos pelas mães, as crianças foram divididas em três subgrupos,  de acordo com os períodos de amamentação, em meses: A1 – nunca ou menor que três,  A2 – maior ou igual a três, porém menor que nove, A3 – maior ou igual a nove.  Realizou-se o diagnóstico das MCPs por meio de exames clínicos.  Para as análises estatísticas foram utilizados os testes do qui-quadrado, de proporções de Zar e  cálculo da razão de chances. As prevalências das MCPs, respectivamente nos grupos A1, A2 e A3,  foram de: 1) leucodermas - 25,5%, 21,1% e 6,8%; 2) melanodermas - 20%, 19,5% e 4,1%;  3) xantodermas - 16,7%, 4,6% e 2,1% e 4) amostra total - 21,8%, 15,4% e 4,2%.

Os Autores observaram que as MCPs foram significantemente maiores no subgrupo A1 em relação ao A3, nos três grupos raciais, e também no subgrupo A2 em relação ao A3, excetuando-se os xantodermas. Concluiram que a  maior duração da amamentação, particularmente quando acima de nove meses, revelou associação com uma expressiva redução na prevalência de mordidas cruzadas posteriores, na dentadura decídua, nos três grupos raciais avaliados.



Parabéns a Dra. Fabiana Canevari, demais autores e ao seu Orientador Prof. Dr. Hélio Scavone-Jr, pelo belo trabalho !!!
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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Curso OrtoCirurgia - Possibilidades Terapêuticas na Ortodontia e Ortopedia Fixa dos Maxilares

Um grande prazer podermos compartilhar conhecimentos com os amigos do grupo de estudo OrtoCirúrgica !!! Um intercâmbio impar entre Cirurgiões BucoMaxiloFaciais, Ortodontistas e Colegas de outras especialidades....



sábado, 27 de outubro de 2012

Pensamento da Semana



"Seja a mudança que você quer ver  no mundo ..."

Dalai Lama



quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Mini-implantes de ancoragem na Ortodontia Lingual: relato de caso clínico





Neste artigo de 2007, publicado pela Revista Detal Press, pelos autores Marcos Gabriel do Lago Prieto, Wagner Atayde Boaretti, Sueli Flores Barbosa Grisoste; do Curso de Especialização em Ortodontia da ABO-MS. Descreve uma breve retrospectiva sobre o início e a evolução da Ortodontia Lingual, do emprego dos implantes e mini-implantes utilizados como reforço de ancoragem e exemplifica a interação destes dois artifícios de tratamento, apresentando o caso clínico de um paciente adulto tratado com Ortodontia Lingual, onde os molares e pré-molares inferiores foram distalizados, empregando-se tração elástica ancorada em mini-implantes.

O paciente adulto caracteriza-se por um maior grau de exigência estética enquanto realiza seu tratamento ortodôntico. Por outro lado, não apresenta disposição em colaborar quanto ao uso de dispositivos removíveis ou fixos de ancoragem como, por exemplo: barras palatinas, botões de Nance e arco facial, dentre outros. Outro fator limitante neste tipo de paciente é a condição periodontal, que se apresenta, muitas vezes, deficiente nos dentes de ancoragem. Desta forma, a Técnica Lingual e os mini-implantes, utilizados como ancoragem, somam-se como recursos clínicos alternativos no tratamento ortodôntico do adulto.

Muitos pacientes gostariam de receber os benefícios de um tratamento ortodôntico de alta qualidade, porém prefeririam que estes aparelhos não fossem visíveis. Na tentativa de satisfazer este anseio de alguns pacientes mais exigentes com a estética e também em busca de oferecer um aparelho ortodôntico com menor risco de lesões na mucosa dos lábios, principalmente devido a acidentes no esporte, é que surgiu a Ortodontia Lingual. Seu início deu-se na década de 70 com Craven Kurz nos EUA e com Fujita no Japão. Para a prática da Técnica Lingual, foi preciso criar um sistema que fosse tão preciso e eficiente como o realizado pela face vestibular. O aparelho inicial, que tinha recursos apropriados de função e conforto ao paciente, foi manufaturado em 1979 pela ORMCO, juntamente com Kurz.

Geron e Chaushu relataram um tratamento bem sucedido de mordida aberta, realizado pela Técnica Lingual, em um paciente adulto que não aceitou o programa para cirurgia. O caso foi tratado com extrações dos segundos pré-molares superiores e dos primeiros pré-molares inferiores. Segundo as autoras, um dos possíveis fatores responsáveis pelo sucesso do tratamento foi o fato de os braquetes linguais realizarem uma barreira para a língua.

Hong et al. descreveram uma modificação do arco segmentado de Burstone, adaptado para a Técnica Lingual, em um tratamento de paciente adulto com mordida profunda. Os autores realizaram o tratamento iniciando com a mecânica de intrusão pelo arco inferior e somente decidiram colar o aparelho superior quando se conseguiu uma abertura relativa na mordida, não ocasionando, assim, interferência com os braquetes superiores, o que provavelmente provocaria extrusão dos dentes posteriores. O tratamento foi realizado com extrações dos primeiros pré-molares superiores e inferiores e alcançou-se uma relação de Classe I de Angle em 33 meses.

Echarri classificou vantagens da técnica lingual sob o ponto de vista do ortodontista e do paciente, destacando como principais as seguintes: por lingual, os movimentos de expansão, protrusão e intrusão são favorecidos; permite tratar pacientes que não aceitam braquetes visíveis; a avaliação estética dos dentes e lábios é mais fácil durante o tratamento; os lábios estão protegidos em caso de acidentes ou prática de esportes de risco; a desoclusão dos prémolares e molares contribui para seus movimentos; preservação do esmalte por vestibular; aumenta o prestígio do profissional. Ao comparar pacientes convencionais com os que usaram aparelhos linguais, Caniklioglu e Ozturk identificaram, como principal vantagem, a estética natural do aparelho lingual, resultando, com isto, que os braquetes não necessitam serem removidos antes de se obter um resultado final ideal.

Pouco mais de 30 anos de existência demonstram que a técnica lingual ainda está na sua infância, quando comparada a outras. Entretanto, como têm surgido muitos resultados bem sucedidos com a técnica, os ortodontistas estão começando a reavaliar seus méritos. Independente dos resultados, ela tem sido relatada como uma importante ferramenta de marketing, gerando uma das mais altas relações de custo/benefício.

Branemark et al. utilizaram implantes de titânio endósseo em locais de extrações cicatrizadas na maxila e mandíbula de cachorros. Demonstraram que os implantes permaneceram estáveis por mais de 5 anos, sem sinais de injúria aos tecidos ou rejeição, até quando excessivamente carregados. Os implantes tornaram-se osseointegrados e firmemente unidos ao osso.

Linkow apresentou casos clínicos utilizando lâminas de implantes para evitar migrações dentárias em casos de dentes permanentes ausentes; como ancoragem posterior para utilização de elásticos intermaxilares. Como ancoragem na Classe II de Angle, utilizou implantes instalados nas regiões dos dentes posteriores, em pacientes com anodontia parcial, e concluiu que a Implantologia prometia ser uma aliada da Ortodontia na solução de casos complexos.

Tortamano et al. demonstraram passo-a-passo a instalação de um implante Orthosystem no palato, como ancoragem máxima no arco dentário superior, utilizado no tratamento de uma má oclusão de Classe II, divisão 1 de Angle.

Umemori et al. desenvolveram o sistema de ancoragem esquelética (SAS) com miniplaca de titânio, que é implantado na maxila ou mandíbula como ancoragem intrabucal, particularmente para a intrusão de molares, para controlar a mecânica e o nível do plano oclusal durante a correção da mordida aberta. Não foram observados efeitos indesejáveis durante o tratamento ortodôntico.

A utilização dos mini-implantes como apoio à mecânica ortodôntica foi avaliada por Araújo em vários aspectos, tais como: locais de instalação, procedimentos cirúrgicos, indicações, cuidados com a higiene e complicações mais freqüentes. Estes dispositivos têm sido empregados para fechar espaços anteriores; distalizar os pré-molares; distalizar, mesializar e verticalizar os molares; intruir os incisivos; tracionamento de caninos, intrusão e distalização de molares e também para produzir retração em massa dos 6 dentes anteriores, sem que haja perda de ancoragem.

Quase todos os mini-implantes têm um orifício na cabeça, para colocação de acessórios, e outros têm diferentes tipos de ranhuras. Os mini-implantes podem ser usados em diversos diâmetros, desde que o local de eleição apresente espaço suficiente.

De acordo com Park, Kwon e Sung, os mini-implantes podem oferecer benefícios especiais em casos de não-extração, por oferecerem uma ancoragem absoluta, permitindo retrair todos os dentes e eliminando efeitos adversos em movimentos recíprocos. Os dentes posteriores inferiores, no paciente apresentado neste trabalho, foram distalizados sem apresentar efeitos colaterais. Talvez por ter sido empregada uma força suave e uma linha de ação adequada.

Para Villela, a escolha da qualidade e da quantidade da força de ativação ortodôntica é um aspecto muito relevante para a estabilidade e preservação dos mini-implantes. Enquanto, na opinião de Araújo, cuidados quanto ao sítio de instalação; à definição do tamanho; à escolha do recurso para a ativação do sistema; à direção da carga empregada e à correta higienização peri-implantar são detalhes tão relevantes quanto a quantidade de força empregada.

CONCLUSÃO

Com o emprego dos modernos recursos dentro da Ortodontia contemporânea para o tratamento do paciente adulto, observou-se, com esta breve revisão da literatura e com a apresentação deste caso clínico, que a margem de tratamentos bem sucedidos pela técnica lingual, associada à ancoragem absoluta com mini-implantes, pode ser aumentada. Mecânicas estas indicadas, sobretudo, para pacientes mais exigentes que não aceitariam aparelhos visíveis e nem seriam colaboradores com dispositivos auxiliares de ancoragem removíveis. Neste caso em particular, a mecânica empregada foi capaz de viabilizar uma oclusão ideal para um paciente adulto, de uma forma estética, eficiente e rápida, uma vez que o tratamento não ultrapassou 2 anos. Desta forma, com este trabalho pode-se concluir que:

1) Os mini-implantes são ferramentas indispensáveis na Ortodontia moderna.

2) A Ortodontia Lingual tem o seu espaço no tratamento do adulto e é capaz de corrigir os dentes de uma forma estética e funcional.

3) A associação da técnica lingual e do emprego de mini-implantes proporciona resultados previsíveis, pouco invasivos e que reduzem o tempo de tratamento.

4) O mecanismo de ajuste oclusal por remoção seletiva de esmalte auxilia na finalização do tratamento ortodôntico, sendo aconselhável sua realização em pacientes adultos.

5) A complementação com material restaurador, após o tratamento ortodôntico, contribui para a eficiência e estética do aparelho mastigatório, sendo bem-vinda em certos pacientes com coroas curtas ou desgastadas.


Link do artigo na integra via Dental Press:

25 de Outubro - Dia do Cirurgião-Dentista


terça-feira, 23 de outubro de 2012

O que é um PodCast?



Olá a todos os amigos do Ortodontia Contemporânea!

Com certa periodicidade comunicamos a publicação de um novo OrtoPodCast. Mas o que é isso?
O termo PodCast foi criado em 2004 através de um artigo do jornal britânico  The Guardian que se referia a um arquivo de áudio digital transferido pela internet e atualizado via RSS

Calma! Vamos explicar!

Todo mundo já ouviu falar do aparelho da Apple que se chama iPod, certo? Ok. Reza a lenda que o "i" significa Internet e o Pod significa Personal On Demand (Pessoal sob demanda, literalmente). Desse modo foi o maior sucesso e todos viram como a reinvenção do tocador de músicas portátil. 

Broadcasting (do Inglêsto broadcast, "transmitir") ou radiodifusão é o processo pelo qual se transmite ou difunde determinada informação, tendo como principal característica que a mesma informação está sendo enviada para muitos receptores ao mesmo tempo. Este termo é utilizado em rádio,telecomunicações e em informática.

Portanto se um arquivo de áudio é transferido para muitos iPODs ao mesmo tempo (broadcast) é um PodCast.
Mas como vou saber quem quer receber meu arquivo de áudio? Para isso que serve o RSS que nada mais é que uma forma de "assinar" meu conteúdo. 


Se você se inscreve no OrtoPodCast, será avisado sempre que colocarmos um novo arquivo de áudio (episódio) no ar. Caso você possua um iPhone, iPod, ou qualquer computador com iTunes, tudo isso acontece automaticamente. Basta clicar em assinar o OrtoPodCast e os novos episódios serão transferidos, gratuitamente, para o seu aparelho.

O "podcast" surge então como um novo recurso tecnológico, um canal de comunicação informal de grande utilidade, que permite a transmissão e distribuição de noticias, áudios, vídeos e informações diversas na internet, o que contribui para a disseminação da informação de maneira fácil, rápida e gratuita.

Mas você não gosta dos iTrecos? Não tem problema! O OrtoPodCast foi feito para você também. Postamos os episódios em formato mp3. Ou seja, qualquer tocador de músicas vai conseguir ler o OrtoPodCast. Basta entrar na página do provedor do nosso cast e assinar com seu email. Assim toda vez que colocarmos um novo episódio no ar, você receberá um email avisando e com o link para baixar. Bom, não?


Nosso PodCast nasceu em 23 de janeiro de 2011 com a nossa logomarca antiga do Blog redimensionada para os parâmetros do servidor. Iniciamos com um sinterizador de voz humana adquirido para ler os artigos do blog ortodontia contemporânea. Isso aconteceu por dois motivos, timidez do produtor e ilusão que não seria trabalhoso.


Com o tempo descobrimos que para o sintetizador conseguir pronunciar as palavras inteligivelmente deveríamos escrevê-las erradamente, enfatizando sílabas. Alguns ouvintes nos reportaram que ficavam desconfortáveis com a monotonia da voz robótica, o que culminou na estréia da voz natural, o que ainda me constrange bastante.


Em novembro de 2011 lançamos a nossa nova marca geral e o OrtoPodCast aderiu a linha. Mas a maior alteração se deu em agosto de 2012, quando incorporamos um formato mais profissional com blocos definidos (Notícias, artigo destaque e dica clínica) separados por vinhetas encomendadas exclusivamente para o nosso Cast.  


Hoje temos 25 episódios e mais de 600 downloads por episódio o que nos alegra a marca de 15 MIL downloads! O maior conteúdo em áudio sobre ortodontia! Gratuito!
Na categoria de ciências e medicina somos diversas semanas destaque dentre as centenas de milhares de podcasts hospedados no provedor Podomatic.



A Apple nos coloca como um dos mais populares casts (terceiro mais) da categoria Medicina. E  o único podcast sobre ortodontia do mundo a povoar a lista dos mais populares. 

Como pode isso!? Risos.

A resposta é simples: Você escuta, gosta ou reconhece o esforço e percebe a melhora constante ; ) e indica a um colega, que indica outro, que qualifica o nosso cast na iTunes e indica outro que faz um review, etc. Daí fica popular...





Já fez isso? Então vai lá e marque quantas estrelas você acha que vale a exposição deste colega. Risos. E escreva uma resenha com sugestões, críticas ou elogios. É a única forma de ajudar!
Não poderia deixar de agradecer a todos os colegas de Cuiabá, São Paulo, Porto Alegre e de toda a Bahia que tanto nos prestigiam. Um abraço!

Links: 
http://itunes.apple.com/br/podcast/ortopodcast/id416479625
http://ortopodcast.podomatic.com/rss2.xml
http://ortopodcast.podomatic.com/

Efeito da variação da direção da força na protração ortopédica da maxila


O objetivo deste estudo foi examinar o efeito da variação da direção da força em protração maxilar.

Um total de 20 pacientes com classe III por retrognatismo maxilar foram divididos aleatoriamente em dois grupos. O grupo 1 foi composto de nove pacientes com idade média de 8,58 anos, e grupo 2, composto por 11 pacientes com idade média de 8,51 anos.

Ambos os grupos receberam um expansor palatino e o parafuso foi activado duas vezes por dia, durante 10 dias. Após o processo de expansão a máscara facial para o procedimento de protração foi iniciado. No grupo 1, foi aplicada a força intra-oral da região de canino para frente e para baixo em um ângulo de 30 graus ao plano oclusal.



No grupo 2, a força foi aplicada extraoral 20 mm acima do plano oclusal maxilar.




Em ambos os grupos, a força aplicada foi de 500 g de cada lado e os pacientes foram instruídos a usar a máscara facial de 16 h / d para os primeiros três meses e 12 h / d para os três meses seguintes. O teste de Wilcoxon Rank sinal foi utilizado para avaliar o efeito das duas máscaras diferentes, e um teste de Mann-Whitney U-teste foi realizado para avaliar as diferenças entre os dois grupos. Os resultados mostraram que ambos os sistemas de força foram igualmente eficazes para protração da maxila, no entanto, no grupo 1 observou-se que a maxila avançou para a frente com uma rotação anti-horária. No grupo 2, observamos uma translação anterior da maxila sem rotação.

 Os efeitos de ambos os métodos odontológicos também foram diferentes. O plano oclusal maxilar não  girou no grupo 1, em contraste com a rotação no sentido horário no grupo 2.

Os incisivos superiores foram vestibularizados ligeiramente no grupo 1, mas, em contrapartida foram retroinclinados e extruídos no grupo 2.

Em conclusão, a aplicação da força a partir de perto do centro de resistência da maxila é um método eficaz para prevenir os efeitos colaterais indesejados, tais como a rotação anti-horária da maxila, no grupo 1. No grupo 2 os resultados sugerem que este método pode ser utilizado com eficácia em pacientes que se apresentam como classe III combinado com uma mordida aberta anterior. (Ângulo Orthod 2002;. 72:387-396)




Para ler o arquivo na íntegra via Angle Orthodontist clique aqui:
PDF (1663 KB)

domingo, 21 de outubro de 2012

OrtoPodCast - Episódio 25 - SPO 2012, Torquímetro natural para inserção dos minimplantes de ancoragem; Colagem indireta reversa




Olá amigos do OrtoPodCast!
Neste episódio falamos sobre os destaques do SPO 2012; Torquímetro natural para inserção dos minimplantes de ancoragem; Colagem indireta reversa e muito mais...


Ou assine gratuitamente na iTunes Store clicando aqui.





Para fazer um comentário e qualificar o cast:
http://itunes.apple.com/br/podcast/ortopodcast/id416479625

Se não for usuário dos iTrecos (iPhone, iPod, iPad ou Mac) pode baixar todos os episódios no link abaixo:
http://ortopodcast.podomatic.com

Pensamento da Semana


"Vocês riem de mim por eu ser diferente, e eu rio de vocês por serem todos iguais "

Bob Marley

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Destaque Orto SPO 2012 - Contenções mais solicitadas




Aparelhos de contenção ortodôntica: análise das solicitações aos laboratórios


Apresentadora: Mércia Wu
Coautores:
Washington Komatsu Assumpção
George Kenji Bezerra Ota
Flávio Augusto Cotrim-Ferreira
Rívea Inês Ferreira


Informações sobre tipo e quantidade de contenções superiores e inferiores foram coletadas no período de três meses em seis laboratórios (nas cidades de São Paulo, Mauá e Guarulhos).




Os aparelhos foram agrupados por produção total. Arco superior: 1S – placa de Begg, 2S – placa de Hawley, 3S – placa com arco transpalatino, 4S – placa com arco vestibular em resina e 5S – placa confeccionada a vácuo com acetato ou polietileno, aparelho Planas, barras lingual fixa e lingual fixa modificada. Arco inferior: 1I – barra lingual fixa 3x3, 2I – placa de Hawley e barra lingual fixa modificada, 3I – placa de Begg, 4I – placa com arco vestibular em resina, placa confeccionada a vácuo com acetato ou polietileno e aparelho Planas.



Conclusões:

As placas de Begg e Hawley foram as contenções superiores mais solicitadas.
Das inferiores, destacaram-se as barras linguais fixas e placa de Hawley.


Parabéns Dra. Mércia Wu!


A Dra. Mercia Wu é Ortodontista e professora de ortodontia na cidade de Lisboa-PT.
Mais informações: http://www.merciawu.com

Os autores desta pesquisa publicaram em formato de artigo na revista DentalPress, Confira:

http://dentalpress.com.br/artigosonline/v17n02o03-pt.pdf



terça-feira, 16 de outubro de 2012

Destaque Orto SPO 2012 - Associação entre padrão respiratório e prevalência de mordidas cruzadas posteriores, na fase da dentadura decídua



O objetivo deste trabalho foi de avaliar se a prevalência de Mordidas Cruzadas Posteriores (MCPs) apresenta relação com o padrão respiratório. Foram examinadas 507 crianças de ambos os gêneros, com dentadura decídua completa, da cidade de Pouso Alegre - MG, por meio de questionários preenchidos pelas mães, exame físico e nasofibroscopia realizados por otorrinolaringologista, juntamente com exame clínico da oclusão.







A metodologia estatística usou o teste de regressão logística binária ( p menor que 0,05) para investigar a relação entre padrão respiratório e as MCPs, juntamente com o teste de razão de chances (or). Os resultados evidenciaram padrão respiratório nasal em 8,7% das crianças, misto em 26% e bucal em 65,3%. A prevalência das MCPs atingiu 13,6% no gênero masculino e 23,6% no feminino, com razão de chances duas vezes maior para o gênero feminino. Em relação aos padrões respiratórios bucal, misto e nasal, as prevalências das MCPS no gênero masculino foram de, respectivamente, 14,9%, 15% e zero, ao passo que no feminino foram de 25,6%, 23,6% e 9,1%.

 Concluiu-se que há associação significante entre o padrão respiratório e as MPCs , com razão de chances 5,2 vezes maior para crianças com padrão respiratório misto ou bucal em relação às respiradoras nasais.
   

Autora: Dra. Erika Alves de Siqueira  
email: dra.erikasiqueira@ig.com.br
Co-autores: Alessandro Cézar Paccini da Silva, Ana Maria da Silva, Sulene Pirana
Orientador: Dr. Helio Scavone-Jr




Parabéns Dra. Erika Alves de Siqueira!

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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A Relação da variação das Formas do arco e espessura do osso cortical



Neste artigo de 2011, publicado pelo Journal of Dentistry, Tehran University of Medical Sciences, pelos autores T. Ansari,  R. Mascarenhas,  A. Husain do Department of Orthodontics, Yenepoya Dental College, Yenepoya University, Mangalore, India. Mostra um estudo realizado com tomografia computadorizada de Feixe conico que correlaciona a espessura cortical com a forma do arco osseo basal. 

Os Implantes estão sendo usados ​​na ortodontia como um modo confiável de ancoragem. Entre outros fatores, a espessura do osso cortical desempenha um papel importante na determinação da estabilidade destes implantes. O objetivo deste estudo foi o de estudar a relação de diversas  formas de arco e a espessura do osso cortical e com isso, determinar se a espessura do osso cortical do arco varia entre várias formas. Isso ajudaria a determinar o tamanho ideal de um implante para uma forma particular de arco.

Um corte tomógrafico transversal foi tomado de 30 pacientes. Baseado em formas de arco os pacientes foram divididos igualmente em três categorias básicas: quadrado, cônicos e ovóides, cada uma composta por 10 pacientes. Por conseguinte, foram medidas as espessuras das suas placas corticais de bucal e lingual.

Os resultados mostraram que houve diferença estatisticamente significativa entre as três formas de arco, em que a forma do arco quadrado obteve uma maior espessura de osso cortical  entre as três formas de arco.

Desta forma, os autores concluiram que os pacientes que têm uma forma de arco afilada pode exigir implantes com comprimento maior do que os pacientes que têm uma forma de arco ovóide ou quadrada. Uma vez que a disponibilidade do osso cortical em pacientes com arco quadrado é maior, existindo uma maior estabilidade para os implantes, nestes casos, por conseguinte, os implantes com um comprimento mais curto pode ser utilizado nestes casos.

Link do artigo na integra via ncbi: