ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA: Novembro 2011

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Academia da Ortodontia Contemporânea




A Academia da Ortodontia Contemporânea terá o Dr. Weber Ursi e o Dr. Ertty Silva como dois dos professores do Curso Avançado de Ortodontia, que terá início em março de 2012.






Conforme divulgamos no dia 16/11, o projeto Ortodontia Contemporânea foi ampliado e aprofundado, ganhando um braço profissional e totalmente voltado para a educação presencial: a Academia da Ortodontia Contemporânea. Começando a partir de agora o processo de divulgação, anunciaremos os primeiros dois professores que irão participar deste projeto de educação continuada voltado para os especialistas em ortodontia.

O nosso Curso Avançado de Ortodontia irá contar com grandes personalidades da Ortodontia Brasileira, com trabalhos científicos e clínicos de relevância no cenário nacional e internacional. E dois profissionais que irão participar deste projeto serão os doutores Weber Ursi e Ertty Silva, ambos com curriculum altamente qualificado e larga experiência como docentes e palestrantes em cursos dentro e fora do país.
O Dr. Ertty Silva, tratará de Tendências na Ortodontia, discorrendo sobre os tópicos: Mecânicas Avançadas com Miniplacas; Preparo Ortocirúrgico não Convencional; Tratamento Reverso Multidisciplinar (Implante, Prótese, Ortodontia); e Inovações.
Já o Dr. Weber Ursi irá abordar o tema voltado aos braquetes Auto-Ligáveis, com foco em tópicos como: Histórico dos Auto-ligáveis; Auto-ligáveis Ativos/Passivos/Interativos; Atrito com os Brackets Auto-ligáveis; Sistema Damon; e Mecânica Específica (Desarticulação, Elásticos, Seleção do bracket, Colocação dos Stops)
Em breve divulgaremos nomes de mais professores que estarão presentes em nossos módulos. Todos eles com trabalhos alicerçados em protocolos ligados a Ortodontia Contemporânea.
Não perca a chance de aprimorar seus conhecimentos junto a esses grandes mestres. Em breve estaremos lançando o site da Academia da Ortodontia Contemporânea, onde você poderá ter todos os detalhes e reservar a sua vaga.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Ortodontia em Luto: perdemos Tiziano Baccetti




Dr. Tiziano Baccetti
1966 - 2011


Perdemos um grande pesquisador e referência na Ortodontia Contemporânea, Ele era Professor da Universidade de Florença, Itália, e "Scholar Thomas M. Graber Visiting" do Departamento de Ortodontia e Odontopediatria da Faculdade de Odontologia, da Universidade de Michigan, Ann Arbor - USA. Graduou-se em Odontologia (DDS) na Universidade de Florença, Itália, em 1989. Serviu o Exército italiano como Diretor de Odontologia em 1990. A partir de 1996 formou-se PhD em Ciências Odontológicas pela Universidade de Florença, Itália.

Vencedor do Prémio para a Melhor Pesquisa em Ortodontia (primeiro classificado, compartilhado com Dr. Franchi), emitido pela Sociedade Italiana de Ortodontia (SIDO), em 1994. Em 1996 ganhou o Prêmio Nacional da Sociedade Italiana de Ortodontia (SIDO) pelo melhor artigo científico. Em 2001, Dr. Baccetti foi agraciado com o prêmio da Sociedade Angle de Excelência de Pesquisa em Ortodontia pelo melhor artigo publicado na Angle Orthodontis durante os ano 2001-2003. Era palestrante nas Sessões Anuais da Associação Americana de Ortodontia de 1997 a 2006. Era membro do Clube Internacional de Morfologia facial, European Orthodontic Society (EOS),  Federação Mundial de Ortodontistas (WFO). Atuava no Conselho editorial do European Journal of Orthodontics.

Inúmeros artigos clássicos na Ortodontia teve o Professor Tiziano Baccetti como autor, a exemplo do publicado em conjunto com o Dr. James McNamara, instituindo o protocolo de diagnóstico baseado em analise das vértebras (Maturação Cervical),  também com o Dr. Hugo de Clerk sobre o protocolo de utilização de mini placas ortodonticas no tratamento precoce da Classe III. E inúmeros ligados ao tratamento da classe II e disjunção maxilar, enfim, um ícone da Ortodontia Mundial ! No inicio de 2011 esteve aqui no Brasil, no dia 25 de março, para ministrar uma palestra no Congresso Organizado pela Associação Brasileira de Ortodontia (ABOR) seção Goiás.

Infelizmente aos 45 anos, na sexta-ferira, 25 de novembro de 2011, faleceu em decorrência de um acidente em Praga, República Checa. Ele estava na cidade como palestrante no 9º Simpósio Internacional de Ortodontia, realizado dos dias 24 a 26 novembro de 2011. Tiziano foi a famosa Charles Bridge, tirar uma fotografia próximo a uma das estátuas da ponte, quando perdeu o equilíbrio e caiu 8 metros de altura, o que causou o lamentável fato.


Video de uma palestra realizada pelo Professor em Varsóvia - Polônia, nos dias 04 e 05 de novembro de 2011:

http://vimeo.com/32000374

Entrevista que o Dr. Tiziano Baccetti concedeu a Dental Press, imperdivel :


http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v16n4/a04v16n4.pdf


Noticias nos jornais Italianos:


http://www.lanazione.it/cronaca/2011/11/26/627168-odontoiatra_fiorentino_muore_praga.shtml

http://www.ansa.it/web/notizie/rubriche/cronaca/2011/11/26/visualizza_new.html_13171969.html

http://www.ilsitodifirenze.it/content/716-cade-dal-ponte-carlo-praga-morto-fiorentino

http://corrierefiorentino.corriere.it/firenze/notizie/cronaca/2011/27-novembre-2011/scatta-foto-cade-ponte-carlo-1902327225701.shtml

Algumas das inúmeras Publicações do Dr. Tiziano Baccetti:



Molar height and dentoalveolar compensation in adult subjects with skeletal open bite
Josef Kucera, Ivo Marek, Hana Tycova, and Tiziano Baccetti


Treatment and Posttreatment Effects of Quad-Helix/Crib Therapy of Dentoskeletal Open Bite
Paola Cozza, Manuela Mucedero, Tiziano Baccetti, and Lorenzo Franchi


Friction Produced by Types of Elastomeric Ligatures in Treatment Mechanics with the Preadjusted Appliance
Tiziano Baccetti and Lorenzo Franchi


Associated dental anomalies in an Etruscan adolescent
Tiziano Baccetti, Lorenzo Franchi, Jacopo Moggi Cecchi, and Elsa Pacciani

Duration of the Pubertal Peak in Skeletal Class I and Class III Subjects
Małgorzata Kuc-Michalska and Tiziano Baccetti


Cephalometric floating norms for North American adults
Lorenzo Franchi, Tiziano Baccetti, and James A. McNamara Jr


Immediate and Post-Retention Effects of Rapid Maxillary Expansion Investigated by Computed Tomography in Growing Patients
Fabiana Ballanti, Roberta Lione, Ezio Fanucci, Lorenzo Franchi, Tiziano Baccetti, and Paola Cozza


Forces Produced by Different Nonconventional Bracket or Ligature Systems during Alignment of Apically Displaced Teeth
Tiziano Baccetti, Lorenzo Franchi, Matteo Camporesi, Efisio Defraia, and Ersilia Barbato


Long-Term Outcomes of Class III Treatment with Mandibular Cervical Headgear Followed by Fixed Appliances
Tiziano Baccetti, Diego Rey, Giovanni Oberti, Franka Stahl, and James A. McNamara Jr


The Relationship between Posttreatment Smile Esthetics and the ABO Objective Grading System
Brian J. Schabel, James A. McNamara Jr, Tiziano Baccetti, Lorenzo Franchi, and Scott A. Jamieson


Glenoid Fossa Position in Class II Malocclusion Associated with Mandibular Retrusion
Veronica Giuntini, Laura De Toffol, Lorenzo Franchi, and Tiziano Baccetti


Orthopedic Treatment Outcomes in Class III Malocclusion
Laura De Toffol, Chiara Pavoni, Tiziano Baccetti, Lorenzo Franchi, and Paola Cozza


Thin-plate Spline Analysis of Craniofacial Growth in Class I and Class II Subjects
Lorenzo Franchi, Tiziano Baccetti, Franka Stahl, and James A. McNamara Jr

Mandibular Cervical Headgear vs Rapid Maxillary Expander and Facemask for Orthopedic Treatment of Class III Malocclusion
Tiziano Baccetti, Diego Rey, David Angel, Giovanni Oberti, and James A. McNamara Jr


Orthodontic and Periodontal Outcomes of Treated Impacted Maxillary Canines
Aldo Crescini, Michele Nieri, Jacopo Buti, Tiziano Baccetti, and Giovan Paolo Pini Prato


Prediction of Individual Mandibular Changes Induced by Functional Jaw Orthopedics Followed by Fixed Appliances in Class II Patients
Lorenzo Franchi and Tiziano Baccetti

domingo, 27 de novembro de 2011

Pensamento da Semana



"Só há duas maneiras de viver a vida: a primeira é vivê-la como se os milagres não existissem. A segunda é vivê-la como se tudo fosse milagre."

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Universidade de Nova Iorque





Dr. Jerry Clark e Wendel Shibasaki








Nesta semana o amigo Wendel Shibasaki encontra-se no Departamento de Ortodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade de Nova Iorque (NYU). Onde um grupo de Brasileiros coordenados pelo Prof. Dr. Celestino Nobrega passa  por um processo de aperfeiçoamento profissional com renomados professores de Ortodontia dos Estados Unidos da America. Um orgulho para nos do Ortodontia Contemporânea. Aguardem novidades, fotografias e informações adquiridas lá pelo Dr. Wendel Shibasaki


Professores do Curso:

. Prof. Dr. Mladen KUFTINEC (New York University)
. Prof. Dr. Jerry R. CLARK (University North Carolina)
. Prof. Dr. Martin EPSTEIN (New York University)


Um resumo do ultimo e-mail que o Wendel enviou:

Há 60 universidades de Ortodontia nos EUA, mas a NYU forma 8% dos dentistas americanos. Fundada em 1865 é a primeira e maior. Tem 1289 alunos e 368 funcionários.Tem a filosofia straight wire de 3ª geração como eles chamam.

Chamam a 1ª do Andrews, a 2ª do Rhoth e a 3ª geração é a atualmente utilizada aqui na NYU e difundida pelo Dr. Marty. Uma fusão de tecnologia atualizada  e biologia ortodoxa.

Aguradem mais noticias em breve ...

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

OrtoPodCast - Episódio 16. Lançamentos em voz natural. Por Wendel Shibasaki e Marlos Loiola


O OrtoPodCast também está renovado! Com cara nova, integrada com os demais canais do grupo, está no ar com seu episódio 16!

Neste episódio, gravamos em voz natural para explicar os novos projetos do grupo Ortodontia Contemporânea e a origem de todos os projetos.

Não deixem de comentar !


Para download, clique aqui

Para assinar gratuitamente pela iTunes Store (usuários de iPhone, iPod, iPad ou Mac) clique:



quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Ortodontia Contemporânea: de cara nova e com novo projeto


Após 03 anos divulgando informação e promovendo educação continuada através da internet, o Ortodontia Contemporânea está de cara nova. Como você vê, nossa página ganhou novas cores e uma nova marca. Mudanças que pontuam a ampliação, profissionalização e aprofundamento do nosso projeto, que em breve estará lançando sua grande novidade: um Curso Avançado de Ortodontia Contemporânea.

O Curso Avançado será voltado para especialistas de todo o país e está sendo montado com todo cuidado, a fim de proporcionar conhecimento altamente qualificado aos participantes. Nele, teremos aulas presenciais e contaremos com grandes professores do Brasil. O cronograma é de 01 ano, com início em março de 2012 e aulas a cada 02 meses. Todo o curso será gerido pela Academia da Ortodontia Contemporânea, o novo braço acadêmico do nosso projeto.

Em breve traremos mais informações sobre o Curso Avançado e sobre a abertura de inscrições.

Veja abaixo o filme que mostra um pouco da abrangência que alcançamos e apresenta a nova marca do Ortodontia Contemporânea.



quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Influência da degradação térmica ou química sobre a força de atrito de um fio de NiTi experimental revestido


Neste artigo de 2011, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Ana Maria Bezerra Bandeira; Marcia Pereira Alves dos Santos; Gino Pulitini; Carlos Nelson Elias; Marysilva Ferreira da Costa; do Program of Metallurgical and Materials Engineering, COPPE, Federal University of Rio de Janeiro, da Community Dentistry Program, Faculty of Dentistry, Fluminense Federal University, Niteroi; do Department of Orthodontics, Sarandi University, FAISA, Parana ́; do Materials Science Department, Military Engineer- ing Institute, Rio de Janeiro - Brazil; Mostra um estudo realizado com arcos de fios Niti com revestimento em que analisa a possibilidade de degradação em meios ácidos ou com alterações térmicas.

Este estudo foi realizado com o intuito de avaliar a força de atrito de deslizamento em sistemas compostos por arcos de NiTi revestido, submetidos a ciclos térmicos e revestidos de NiTi submetidos a imersão em solução de ácida, e compará-los com fios de NiTi e poliméricos. A hipótese nula é que não haverá diferença entre os fios como a força de atrito.

As amostras de NiTi (n 5 05), revestido de NiTi (n 5 15), e OPTIS (n 5 05) 0,016 polegadas de diâmetro e 50 mm de comprimento, em conjunto com ligaduras Metafasix e saliva em braquetes InVu, foram submetidos ao teste de atrito. Entre as 15 amostras revestidas NiTi, 5 foram submetidos a termociclagem por 3000 ciclos, os outros cinco dentes foram imersos em solução ácida por 30 dias. Os resultados foram analisados estatisticamente em P. 0,05 ou P. .01. Análise microscópica foi realizada nos fios revestidos NiTi antes e após termociclagem e imersão em solução ácida.

A média (desvio-padrão 6) da força de atrito máxima do NiTi, NiTi revestido, foi OPTIS 105,20 6 (2,63); 99,65 6 (0,64); 59,76 6 (4,93) (P 5 0,000), respectivamente. Não houve diferença significativa no NiTi, NiTi revestido, e NiTi revestido imersos em ácido (P.. 05). Entre os Fios NiTi revestidos que passaram por ciclos térmicos ou imersos em ácido houve menor força de atrito nos submetidos a ciclagem térmica (5 P 0,001). O NiTi revestido e OPTIS apresentou uma superfície homogênea, enquanto que os fios de NiTi apresentaram uma superfície heterogênea. As fraturas foram observadas nos fios revestidos NiTi submetidos à ciclagem térmica.

Conclusão dos Autores

O OPTIS, o NiTi revestido em ciclagem termica, o NiTi revestido, o NiTi, o NiTi revestido e imerso em ácido apresentaram, respectivamente, aumentando os valores de força máximas de atrito.


Link do Artigo na Integra via Angle Orthodontist:


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

FIOS ORTODÔNTICOS, PROPRIEDADES MECÂNICAS E SUAS APLICAÇÕES CLÍNICAS




Nesta monografia de 2001, apresentada na Faculdade de Odontologia da Universidade São Francisco; pela autor GENÉSIO APARECIDO ROSANI; para obtenção do Título de ESPECIALISTA em Ortodontia pela Universidade Sao Franciscom em Bragança Paulista - São Paulo. Faz um grande apanhado sobre os fios Ortodonticos, tipos de liga e suas devidas aplicações.

O ortodontista utiliza no seu dia-a-dia clínico, em noventa porcento dos casos, metais, mais propriamente dito, ligas metálicas. Mas usar não basta, para se praticar uma Ortodontia de excelência é necessário conhecer as propriedades mecânicas (física) e químicas dos fios, para assim poder otimizar seu uso, a localização anatômica em que se aplicará a força e, por fim, os princípios biomecânicos utilizados (Langlade, 1993).

Entender as propriedades mecânica e química dos fios, promove um aumento de nossas habilidades em virtude das propriedades inerentes a estas novas ligas, é possível desenvolver forças leves e constantes, ideais para a movimentação. O uso destes fios, quando largas deflexões são requeridas no alinhamento e nivelamento dentário do tratamento ortodôntico, é mais indicado (Burstone, 1996).

Dizer que a civilização dos povos marcha paralela com o conhecimento e uso dos metais é uma verdade (Almeida et al., 1996). A palavra metal vem do grego métallon, que significa "procurar".
A história indica que o cobre foi o primeiro metal de que se serviu o homem para fabricar as armas e os instrumentos, isso por volta de 6000 a.C., pois até esse momento estes eram fabricados em pedra. Por volta de 3600 a.C., por acaso, o homem descobriu a primeira liga metálica, quando minérios de cobre e estanho foram aquecidos ao mesmo tempo resultando o bronze, o homem vivia a idade do bronze (Esperidião & Nóbrega, 2001).

Os povos mais antigos conheciam o uso odontológico dos metais, tanto que na época dos Fenícios 2500 a.C. usava-se substituir os dentes que haviam sido extraídos por traumas ou causas patológicas com aparatos protéticos que eram confeccionados por meio dos metais, no caso o ouro (Ring, 1998).

Durante os séculos XVI, XVII e XVIII, foram aparecendo os demais metais, até o século XIX, período em que a metalurgia se converteu em uma verdadeira ciência, com o uso dos metais nos tratamentos médicos e dentários. No caso do aço, ferro ligeiramente misturado com até 2,0% em peso de carbono, é interessante observar que o mesmo já era conhecido desde alguns séculos antes do nascimento de Cristo, quando o ferro contido em meteoritos aparecia misturado nas rochas (Chianca & Portella, 1994). Mas foram precisos mais de 2000 anos para ser atingida a sua era, iniciada há pouco mais de uma centena de anos. Como vimos, semelhante aconteceu com o ferro que sendo conhecido e trabalhado desde as primeiras dinastias egípcias, só foi produzido em larga escala três milênios depois pelos hititas.

Há controvérsias na literatura sobre o período correto do surgimento das ligas de níquel-titânio. Almeida et al. (1996) citam que foram criadas por volta de 1970, inicialmente na URSS no período da Guerra-Fria, para serem usadas em naves espaciais, mas foi nos USA que, pela primeira vez, foram usadas na confecção de arcos ortodônticos. Já Burstone (1994), diz que o Nitinol foi desenvolvido por Willian F. Buehler no início dos anos 60, sendo que esta liga original tinha 55% de níquel e 45% de titânio.

Proffit (1986) diz que na década de 70 o Nitinol (Unitek Corp) foi desenvolvido para o programa espacial (Ni, níquel; Ti, titânio; NOL, Naval Ordinance Laboratory). Nesta mesma época surgiu o Beta titânio (titânio molibdênio). Em 1985 foram vendidas as ligas de NiTi superelásticas japonesas pela Ormco e GAC (Proffit, 1986). A ciência busca agora incorporar novos materiais às ligas, à procura daquele que será chamado "fio ideal".

As propriedades mecânicas e aplicações clínicas dos fios de aço inoxidável, fios de cromo-cobalto, níquel-titânio, beta-titânio e fios trançados, foram descritas por Kapila & Sachdeva, em 1989, a fim de dar ao ortodontista o conhecimento necessário para a aplicação de fios ortodônticos apropriados para determinadas situações clínicas. As propriedades mecânicas destes fios são obtidas por testes de tensão, curvatura e torção. Apesar das características determinadas por estes testes não refletirem necessariamente o comportamento dos fios em condições clínicas, as mesmas nos fornecem uma base para realizar comparações entre os fios. As características desejáveis para um fio ortodôntico são: boa capacidade de memória, baixa dureza, boa formabilidade, alta energia acumulada, biocompatibilidade, baixa fricção e capacidade de aceitar soldas de auxiliares.

Os fios de aço inoxidável são populares desde sua introdução na Ortodontia em virtude de sua formabilidade, biocompatibilidade, dureza, resiliência e baixo custo. Fios de cromo-cobalto podem ser manipulados em um estado e depois serem submetidos a tratamento térmico. Depois de submetidos a tratamento térmico, temos um fio com propriedades semelhantes as do aço inoxidável. Fios de Nitinol têm uma boa memória e baixa dureza, no entanto, tem má formabilidade e má aceitação à solda. Fios de beta-titânio fornecem uma combinação de memória apropriada, dureza média, boa formabilidade e aceita solda de auxiliares. Fios trançados têm uma alta capacidade de memória e baixa dureza, quando comparados aos fios de aço inoxidável.

Devido ao largo espectro das propriedades dos fios ortodônticos, o seu uso pode ser mais bem direcionado para seleção de um tipo de fio adequado para uma situação clínica específica. Assim, a progressão do tratamento pode envolver o aumento na rigidez do aparelho, mudando-se a liga sem aumentar o calibre do fio. Este conceito é chamado módulo variável em Ortodontia, e difere do diâmetro variável em Ortodontia, usado até então, onde o aumento da rigidez do fio era conseguido durante o tratamento, aumentando-se a espessura do fio. As vantagens desse conceito incluem melhor controle na folga entre o fio e o braquete, uso de fios retangulares nos primeiros estágios do tratamento, orientação dos fios como desejado e trocas freqüentes dos mesmos.

As interações entre diâmetro do fio e tipo de liga, sobre a força de fricção braquete-fio, para ambos os canais de encaixe e todas as larguras do braquete foram estatisticamente significantes. Isto implica que, para a seleção do fio apropriado, durante as fases do tratamento que envolve o deslocamento dentário ao longo do fio, é importante considerar tanto o diâmetro como o tipo de liga do fio ortodôntico.

Burstone, em 1997, testou a soldagem em fios beta-titânio (TMA) e percebeu que o fio não ficou debilitado. Além de ser muito útil no tratamento ortodôntico, tem uma carga/deflexão melhor que a do aço inoxidável, quase o dobro. Os estudos mostraram que a solda, corretamente executada, não produz aumento significante em tamanho de grãos ou na carga, garantindo a alta versatilidade da liga.

Ao examinarem as propriedades mecânicas dos fios NiTi japonês, produzidos pela Companhia Elétrica Furukawa Ltda., Miura et al., em 1986, comparando-as com fios de aço de Co-Cr-Ni, fios de aço inoxidável e os fios NiTi trabalhando a frio (Nitinol-Unitek Corp.), através de testes de tração e curvatura, avaliaram, também, a influência do tratamento térmico especial nestes fios. Utilizaram para o teste de curvatura o método de curvatura em três pontos, o qual simula a pressão do fio aos dentes na cavidade bucal.

Pelo teste de tração, o fio NiTi japonês apresentou propriedades superelásticas, indicada graficamente pela deformação linear na mesma quantidade de tensão. De modo diferente, os fios Co-Cr-Ni, aço inoxidável e Nitinol mostraram um relacionamento entre tensão e deformação proporcionais.

Foi publicado recentemente que ligas de níquel-titânio japonesas possuem propriedades positivas quando usadas na clínica ortodôntica. Quando um arco é submetido a uma carga para criar deflexão do fio, a carga permanece constante em razão da presença da superelasticidade. Também, independente da quantidade de deflexão, uma deformação permanente não ocorre em virtude de sua ótima propriedade de memória. Outros estudos demonstraram que usando um processo controlado de tratamento térmico é possível curvar o arco e mudar sua capacidade de superelasticidade a um nível desejado sem perder propriedades mecânicas.

Miura et al., em 1990, determinaram que o tratamento térmico pode favorecer e simplificar o tratamento ortodôntico, uma vez que o novo fio NiTi retangular superelástico (Neo Sentalloy-GAC Int.) poderia ser utilizado na fase inicial do tratamento produzindo forças extremamente leves. Desta forma, proporcionaria um controle tridimensional do movimento dentário, ou seja, permitiria o controle do torque e ao mesmo tempo o nivelamento horizontal e vertical com o mesmo arco.

Os autores explicaram que o nível de força do fio NiTi superelástico poderia ser afetado por muitos fatores, dentre eles as condições do tratamento térmico, o método de processamento e, o mais importante, a proporção dos elementos constituintes da liga, pois obtiveram uma diminuição considerável no nível de força com a redução do índice atômico do níquel. Mencionaram, também, que o tratamento térmico, além de permitir o controle do nível de força, controlava também a memória de forma. Desenvolveram uma técnica para confeccionar um arco individualizado pré-cirúrgico, que poderia ser usado desde o início do tratamento até o período de contenção pós-cirúrgico.

Kusy & Greenberg, em 1982, compararam a força, a elasticidade e a dureza de duas ligas de titânio como configuração de dois arcos. De quatro beta-titânio e oito níquel-titânio, avaliados segundo o tamanho disponível, todos os arcos removidos foram avaliados tanto em dobradura quanto em torção. Os resultados mostraram que a rigidez das duas composições de liga sobrepõem, substancialmente, com exceção daqueles fios de extremo maior e menor rigidez, quer dizer, o 0,016’’ e 0,018’’ níquel-titânio, os 0,017’’ por 0,025’’ e 0,019’’, incluindo o arco de 0,025’’ beta-titânio, respectivamente. A conclusão é de que a variação-secção transversal X módulo de elasticidade, ilustrada dentro do contexto de um quadro de dureza dos fios, se equivale aos fios de aço convencionais.

Três métodos de esterilização de calor aprovados foram usados: calor seco, vapor de formaldeído, álcool, e autoclave a vapor. Foram obtidos módulos elásticos em 3 segmentos que foram dobrados. Um laser de varredura de superfície de fios foi usado para descobrir alterações de superfície e se elas foram causadas por mancha, corrosão ou bolhas. As propriedades elásticas eram determinadas com 7 minutos de duração. Dentro dos métodos de esterilização presente, nenhuma mudança prejudicial foi observada para as propriedades mecânicas selecionadas ou a topografia de superfície. Quando foram comparados os valores dos dois produtos, Nitinol era menos complacente, mas mais forte que Titanal. O aparelho de laser mostrou que o Titanal possuiu, pelo menos, três vezes mais refletividade de espectro que Nitinol.

CONCLUSÕES DO AUTOR

Neste trabalho, foram consideradas várias possibilidades no uso de muitas ligas metálicas na Ortodontia atual e passada.

Muitos autores se preocuparam em avaliá-las dentro de suas propriedades, argumentando vantagens e desvantagens.

Outros fizeram a comparação de uma liga determinada versus outra completamente diferente para chegarem a suas conclusões.

Foram também considerados os meios de avaliação, dando novo alento para que realmente se entenda e se faça o melhor uso dessas ligas.

Mas, ficou óbvio que, estamos longe de conseguirmos um consenso entre os estudiosos e clínicos; por ser a Ortodontia uma especialidade que agrega a Biologia às Ciências Exatas.

Link do artigo na integra via site da Morelli:

domingo, 6 de novembro de 2011

Pensamento da Semana





"O único homem que está isento de erros, é aquele que não arrisca acertar !"


Albert Einstein




Albert Einstein - Wikipedia, the free encyclopedia

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Principais alterações sistêmicas relacionadas com a movimentação dentária induzida



Neste artigo de 2007, publicado pela Revista Gaúcha de Odontologia, pelos autores Carla Maria Melleiro GIMENEZ, Leila MURAD, Bruna Ramos MEIRELES, Flávia de Moraes ARANTES, José Luiz Cintra JUNQUEIRA, Eduardo César Almada SANTOS; da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Odontologia, Araçatuba - São Paulo; Discorre sobre a interferência das condições metabólicas e fatores sistêmicos no processo de movimentação dentária induzida pelo tratamento ortodôntico.

O maior acesso da população ao tratamento ortodôntico e a necessidade de correções dento-esqueléticas em pacientes com alterações sistêmicas exigem novos conhecimentos acerca dos efeitos destas nos tecidos dentário e ósseos envolvidos na movimentação dentária induzida, a qual tem sido objeto de vários estudos com o intuito de conhecer seus mecanismos e as interferências que podem alterá-los.

No movimento dentário ortodôntico aplicam-se pressão e/ou tensão em condições apropriadas e controladas, promovendo alterações dinâmicas quanto ao aumento da espessura das fibras gengivais livres. A compreensão inicial é compensada pela reabsorção óssea alveolar interna, enquanto que o estiramento do ligamento é balanceado pela deposição óssea. O ligamento periodontal transmite a pressão ou tensão e, por tal motivo, é essencial para a movimentação dentária.

É difícil a obtenção de material para pesquisa em seres humanos. Portanto, muitos trabalhos sobre este assunto são realizados em animais e, uma vez observados que estes possuem uma reação tecidual básica praticamente idêntica aos seres humanos, não se faz necessário separar os estudos. Por tratar-se de um processo bastante complexo, que envolve tecidos distintos como osso, fibras colágenas do ligamento periodontal e vasos sanguíneos, a resposta do dente à força ortodôntica será influenciada pelos seguintes fatores: a) magnitude da força aplicada (forças inócuas, leves ou pesadas); b) ritmo de aplicação da força (contínua ou intermitente); c) condições anatômicas (volume radicular, implantação óssea dos elementos dentários, idade do paciente, compleição óssea); d) condições metabólicas (fatores hormonais, fatores nutricionais, fatores vitamínicos).

O tecido ósseo está continuamente promovendo o processo de remodelação. Em conseqüência a glândulas paratireóides produzem o paratormônio (PTH) estimulando a produção de vitamina D3. Esta vitamina, assim gerada estimula tanto a diferenciação do pró-monócitos em monócitos e, estes em osteoclastos, como a síntese e secreção de concentração de prostaglandina E2 (PGE2) pelos monócitos, macrófagos, linfócitos e osteoblastos, elevando a concentração local de prostanóide. O aumento da concentração da prostaglandina E2 (PGE2) ativa os osteoblastos para a produção de um fator solúvel capaz de iniciar o processo de reabsorção óssea pelos osteoclastos.

Vários fatores locais e sistêmicos controlam a formação e a reabsorção óssea. Dentre os sistêmicos, os quais são temas de nossa abordagem, destacam-se hormônios como o do crescimento, o tiroidismo, os glicocorticóides, o paratormônio, a calcitonina e a vitamina D3.

Fatores sistêmicos

É provável que a principal razão para a remodelação seja permitir que os ossos respondam e se adaptem às forças mecânicas quando estas ocorrem como um resultado do exercício físico e durante a aplicação de carga mecânica, como na movimentação dentária ortodôntica. As anormalidades na remodelação óssea ocorrem em algumas das doenças mais comuns que afetam os seres humanos tal como osteoporose, periodontite, artrite, insuficiência renal crônica e osteólise induzida por tumor. Embora estas disfunções sejam comuns, na maioria dos casos, pouco se sabe sobre os mecanismos responsáveis pela disfunção da remodelação óssea que as caracteriza.

Embora não tenha sido encontrada nenhuma informação na literatura pesquisada em relação ao possível efeito da diabete na movimentação ortodôntica induzida, é importante salientar que um dos fatores locais que controlam a reabsorção e aposição óssea é o fator de crescimento semelhante à insulina (IGF), e, portanto, sugere-se que possivelmente esta condição sistêmica exerça alguma influência, muito embora sejam necessárias pesquisas específicas que investiguem esta hipótese.

Fatores hormonais

O aumento nos níveis de paratormônio, produzido pela paratireóide (hiperparatiroidismo), induz a um aumento do número de osteoclastos com conseqüente estímulo à reabsorção óssea. Já a calcitonina, produzida pela tireóide, inibe a atividade osteoclástica com diminuição da reabsorção óssea.

Da mesma forma, os hormônios sexuais (testosterona ou estrógeno), quando em excesso, têm efeito sobre as alterações no tecido ósseo, sendo em geral estimuladores da formação óssea, e este fator poderia relacionar-se à movimentação dentária induzida. O hormônio estrogênio influencia a remodelação óssea, e este fator poderia relacionar-se à movimentação dentária induzida. O hormônio estrogênio influencia a remodelação óssea, e apesar de seu mecanismo não ser totalmente compreendido, sabe-se que pode agir diretamente sobre os osteoblastos ou indiretamente de forma a regular outros hormônios também importantes neste fenômeno.

Fatores nutricionais

O tratamento ortodôntico envolve um processo contínuo de remodelação óssea relacionado à movimentação dentária nos ossos maxilares, exigindo do organismo um equilíbrio metabólico. Essa homeostase representa um verdadeiro desafio ao organismo, na medida em que o indivíduo em tratamento atravessa períodos específicos de necessidades nutricionais, tais como aqueles durante o crescimento e principalmente na puberdade. A. falta de proteínas na dieta leva à deficiência de aminoácidos, responsáveis na síntese de colágeno presente no tecido ósseo e nas fibras periodontais. É do equilíbrio nutricional que dependem os níveis de cálcio e vitamina D, suprimentos indispensáveis ao processo continuado de remodelação óssea que o tratamento ortodôntico impõe.

Relacionou-se a liberação do hormônio da paratireóide com a regulação de cálcio iônico no fluido extracelular, e que a hipocalcemia é a doença mais importante do raquitismo comum, sendo que durante o diagnóstico, apenas metade dos pacientes apresentam baixos níveis de cálcio. Os estudos concluíram ainda que a deficiência de cálcio na dieta pode conduzir a um quadro de raquitismo e osteomalácia, e que a prevenção destas doenças é fundamental ao metabolismo de cálcio e fósforo. Em 1990, a Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN) adaptou as recomendações nutricionais à população brasileira através de um trabalho publicado por Vannucchi et al. Segundo esta entidade, o cálcio recomendado a uma criança de sete a dez anos de idade é de 975mg/dia.

Fatores vitamínicos

A vitamina A está intimamente relacionada à distribuição e atividade dos osteoblastos e osteoclastos, influindo no equilíbrio entre aposição e reabsorção óssea.

A vitamina C interfere na síntese do colágeno, podendo levar à diminuição da deposição óssea quando de sua carência.

Por fim, a vitamina D, que promove a absorção de cálcio a nível intestinal, quando deficiente levará aos mesmos resultados que a falta de cálcio?

Da avaliação dos inúmeros fatores que afetam a resposta biológica dos dentes às forcas ortodônticas, deduz-se a complexidade do estudo destas reações. Outro fator é a enorme variação individual frente à mecânica ortodôntica, seja por condições anatômicas e/ou metabólicas, hormonais e nutricionais, como pela dificuldade de quantificar a exata magnitude e ritmo das cargas aplicadas.

O ortodontista que visa o sucesso da terapia deverá basear-se em sólido conhecimento da anatomia e histologia local; respeitar as condições de cada paciente, procurando saber se há alguma patologia de base, deficiência nutricional ou alteração hormonal, e estar alerta aos sinais como dor e mobilidade dentária, sinais estes que apontam para a perda de controle da mecânica ortodôntica. Considerando-se estes aspectos da biomecânica ortodôntica é possível planejar de maneira individualizada cada caso, possibilitando uma adequada resposta sistêmica para a obtenção de bons resultados ortodônticos, e a estabilidade destes em longo prazo.


Link do Artigo na integra via RGO:

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

OrtoPodCast - Episódio 15 Como realizar uma análise crítica de um artigo científico


Olá amigos leitores do Ortodontia Contemporânea!

Decidimos gravar a postagem do dia 20 de outubro em áudio para aqueles que acharam interessante a abordagem, mas ainda não conseguiram ler. Ouçam no trânsito!

Atualmente, muitos periódicos científicos são publicados; porém, nem todas as informações contidas nestes são confiáveis. Faz-se necessário, então, que os profissionais de saúde adquiram o hábito de realizar uma leitura crítica da literatura científica para que possam julgar a validade dos trabalhos publicados. Neste contexto, o objetivo desse estudo foi auxiliar os leitores a identificar e selecionar artigos com valor científico e ainda analisá-los criticamente. Para esse fim, os requisitos necessários para realização de uma análise crítica da literatura científica foram analisados.

Para o trabalho completo clique no link abaixo.


Para ir à página com todos os OrtoPodCasts gravados clique no link abaixo:


Para assinar gratuitamente na iTunes:


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Análise do arco maxilar força/sistemas duplos para uma simulação de má oclusão com canino elevado: Parte 2. ligadura elástica




Neste artigo de 2011, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Jonathan Fok; Roger W. Toogood; Hisham Badawi; Jason P. Carey; Paul W. Major; Department of Dentistry, University of Alberta, Edmonton, Canada; Faculty of Engineering, University of Alberta, Edmonton, Canada. Mostra um estudo com simulação computadorizada da biomecanica ortodontica com ligaduras elásticas.

Este estudo foi realizado com o intuito de entender melhor a interação mecânica do braquete / fio de por meio da análise de força e distribuição ao longo do arco maxilar por ligadura elástica e comparar estes resultados com ligadura passiva.

Um simulador ortodôntico foi usado para estudar uma má oclusão com canino elevado. Forças e distribuições produzidas pela ligadura elástica e fio redondo foram medidos. Forças e os pares foram referenciados ao centro de resistência de cada dente. Testes foram repetidos por 12 conjuntos de braquetes com 12 fios por conjuntoOs dados foram comparados com os obtidos a partir de testes semelhantes para ligadura passiva.

Propagação dos sistemas de força / par em torno do arco por ligadura elástica foi extensa. A Ligadura elástica produz resistência significativamente maior para deslize, contribuindo para forças superiores  no centro de resistência, do que foram observados por ligadura passiva.

Conclusões dos Autores: 

Os resultados deste estudo sugerem algumas vantagens potenciais da mecânica passiva sobre a ligadura elástica. Na propagação, especialmente limitada em torno do arco a ligadura passiva reduz a ocorrência de força indesejada  em comparação com ligadura elástica. Estas vantagens não pode transferir para uma clínica por causa das condições dos testes, testes adicionais seriam necessários para determinar se essas vantagens podem ser generalizada.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist: