ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA: Setembro 2011

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

XIII turma do Mestrado em Ortodontia UNICID




Toda turma chegando ao Jantar oferecido pelo Prof. Flavio Cotrim em sua residência



Dr. Flavio Vellini, Flavio Cotrim, Raphaela Biasutti, Aldo Otazu e Luciana Lemos






A turma com a Professora Ana Carla Nahás


Estamos chegando a um ano do Mestrado coordenado pelo Professor Flavio Vellini, para mim é um grande privilégio estar podendo conviver e aprender com cada um dos professores que compõe a equipe do Mestrado. Todos com formação acadêmica solida, trabalhos consistentes publicados e pessoas super acessíveis. Cada mês que volto a minha casa, chego com a sensação de que todo o esforço em estar participando deste processo de formação está sendo valido. Principalmente com o comprometimento da equipe e da seriedade que é conduzido este programa de Mestrado. 

Além de tudo, o grande privilegio é ter conhecido e estar comungando da amizade dos colegas da XIII turma deste Mestrado. Amigos e companheiros, que tem um belo objetivo: Adiquirir os conhecimentos, dividir com os colegas todo o material produzido durante o curso, experiencias profissionais, pessoais e acadêmicas. Pessoas Nobres e do Bem !!!! 

Um forte abraço aos amigos: Saulo André e Luciana Lima (São Luis - Maranhão); Soraya Rolim (Joinville - Santa Catarina); Andrea Suster (Salto - São Paulo); Fernanda Meister (São Paulo - São Paulo); Fabiana Carnevari (Petropolis - Rio de Janeiro); Alceu (Lages - Santa Catarina); Luciana Lemos (Goiânia - Goiás); Aldo Otazu (Assunção - Paraguai); Marco Bonfim (Vitoria da Conquista - Bahia); Raphaela Biasutti (Brasilia - Distrito Federal)


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Arcos Ortodonticos Variable Force 3™


A Ortho Organizers lançou um fio com niveis de força diferentes: anterior, intermediario e posterior. Cada região do arco recebe uma magnitude de força. Bem interessante. principalmente no controle da força na região anterior.

O que o fabricante diz:

The Variable Force 3 é um arco termo ativado, é multi-arco de níquel titânio com três regiões distintas de vigor. The Variable Force 3, coloca a força correta para a região adequada (anterior, posterior e pré-molar) do arco de forma rápida e com nível do torque, alinhar sem sacrificar o paciente. Poderia ter várias mudanças de arco para arco como qualquer outro. Pode atingir o mesmo nível e os resultados do alinhamento com menor troca.

Além disso, o arco é fácil de colocar, porque a mecânica com fios térmicos permitem que o fio para fique mais macio, quando fora da boca, e uma vez colocado o calor da boca o fio assume a sua forma de memória. Este arco niquel titanio térmico, passa por um processo multistep de fabricação, que constantemente cria três zonas diferentes de forças ao longo do arco. A Força Variável 3 Arco fornece forças que variam de 50 gramas no anterior, de até 300 gramas na região posterior, dependendo da tamanho do fio.


Um arco fornece os benefícios de três arcos:

• As forças distintas para a anterior, pré-molares e regiões posteriores

• Forças biológicas Ideal para o movimento do dente eficiente

• Reduz o número e a freqüência das mudanças de fio

• Permite intervalos mais longos de tratamento

• Maior conforto para o paciente

• Integridade de forma Superior

• Disponível em secção redonda ou retangular


Link sobre o produto:

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Reabsorção óssea à distância na movimentação ortodôntica: quando se inicia e o como ocorre a reorganização periodontal



Neste artigo de 2011, publicado pelo Dental Press Journal Orthodontics, pelos autores Alberto Consolaro, Lysete Berriel Cardoso, Angela Mitie Otta Kinoshita, Leda Aparecida Francischone, Milton Santamaria Jr, Ana Carolina Cuzuol Fracalossi, Vanessa Bernardini Maldonado; da FOB e da Pós-graduação da FORP-USP ; do departamento de Histologia da Faculdade Anhanguera de Bauru; da Universidade Sagrado Coração - Programa de Biologia Oral; da Universidade de Araras – Programa de Ortodontia.    Mais um artigo com informações preciosas sobre o fenomeno da reabsorção ossea associada a movimentação ortodontica. Trabalho Excelente.


A movimentação dentária induzida por aparelhos ortodônticos constitui-se em um dos procedimentos terapêuticos mais aplicados na clínica odontológica. A procura da estética e da funcionalidade bucal e dentária requer o tratamento ortodôntico, o qual, muito frequentemente, está associado às reabsorções radiculares — que podem, em situação extrema, levar à perda dentária e/ou ao comprometimento periodontal.


O conhecimento da biologia da movimentação dentária induzida implica em reconhecer os fenômenos teciduais, celulares e moleculares a cada dia de sua evolução. Assim, poder-se-á interferir de forma segura e consciente com medicação, procedimentos e intervenções para otimizar o tratamento ortodôntico e o conforto do paciente, reduzir as reabsorções radiculares ou evitá-las e, ainda, viabilizar o tratamento ortodôntico para pacientes sistemicamente comprometidos. 



Há poucos estudos sobre a cronologia e eventos sequenciais da reabsorção óssea à distância e consequente reorganização periodontal decorrente. A análise microscópica dos eventos induzidos por forças intensas em dentes submetidos à movimentação dentária induzida experimentalmente em murinos contribuiu para elucidar alguns dos questionamentos efetuados, como feito no trabalho conjunto de Cardoso com Consolaro, Kinoshita, Francischone, Santamaria Jr., Fracalossi e Maldonado. Os achados mais interessantes foram os mais tardios, quando ocorre a reorganização do ligamento periodontal e as reabsorções radiculares são mais ativas e extensas. 
Nos pacientes, os períodos tardios e a reorganização periodontal ocorrem a cada período de ativação, entre 15 e 21 dias. No final do período de seis meses a um ano, o somatório dos vários períodos de ativação dos aparelhos ortodônticos pode ser representado pela imagem radiográfica e tomográfica dos tecidos periodontais e raízes dentárias. Conhecer cada período de ativação — em seu início, meio e fim — aumenta muito a chance de se interferir para reduzir consequências indesejáveis. 
Considerações finais do Autores


Nas conclusões do referido trabalho, verificou- se que:
  1. Aos 3 dias de movimentação dentária induzida por forças intensas, a reabsorção óssea à distância ainda não se iniciou na maioria dos espécimes examinados, mas em alguns notavam-se discretos focos com unidades osteorremodeladoras instaladas.

  2. Apenas aos 5 dias havia clastos de unidades osteorremodeladoras instaladas nas superfícies ósseas circunvizinhas e na periferia das áreas hialinas. Nesse período, a reabsorção radicular ainda era incipiente e limitada ao cemento.

  3.  Aos 7 dias, a reabsorção óssea à distância ocorre plenamente nas superfícies das trabéculas e cortical alveolar, mas distantes e subjacentes à cortical óssea alveolar associada ao segmento do ligamento periodontal hialinizado. A reabsorção ossea no movimento ortodôntico, quando induzido por forças leves/moderadas, ocorre na superfície da cortical óssea alveolar em frente à área de compressão do ligamento periodontal, sendo, por isso, denominada reabsorção óssea frontal. Na reabsorção óssea à distância, a cortical óssea alveolar está sendo solapada em suas ligações com o osso vizinho e subjacente, pela ação de numerosas unidades osteorremodeladoras. As reabsorções radiculares estão ativas e ocorrendo em maior extensão, afetando a dentina mais profundamente.


    4.  Aos 9 dias de movimentação dentária induzida com forças intensas, as áreas hialinas já foram e continuam sendo parcialmente reabsorvidas. O ligamento periodontal está se reorganizando. A cortical óssea alveolar solapada mostra apenas sinais isolados de sua existência anterior, pois está sendo reformada completamente. As reabsorções radi- culares ainda estavam ocorrendo ativamente. 




    Como citar este artigo: Consolaro A, Cardoso LB, Kinoshita AMO, Francischone LA, Santamaria Jr M, Fracalossi ACC, Maldonado VB. Reabsorção óssea à distância na movimentação ortodôntica: quando se inicia e o como ocorre a reorganização periodontal. Dental Press J Orthod. 2011 May-June;16(3):25-31. 



    Link do artigo na integra via Scielo:


    http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v16n3/a03v16n3.pdf




domingo, 25 de setembro de 2011

Pensamento da Semana




"Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível, ainda que se apresentem dezenas de fatores a demonstrarem o contrário."

Fernando Pessoa
     1888 - 1935


Link sobre o autor:

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

III Congresso Internacional de Odontologia da ABO-Vitoria da Conquista


Será realizado dos dias 20 a 22 de outubro em Vitoria da Conquista - Bahia, o III Congresso Internacional de Odontologia, que contará com grandes nomes da Odontologia Nacional como os Drs. Luiz N. Baratieri (Dentistica); Carlos Estrela (Endodontia); Fabio Bezerra (Implantodontia) entre outros. Uma boa oportunidade de se atualizar com cursos ministrados com o que há de contemporâneo na Odontologia nacional e internacional.

Parabenizo a ABO de Vitoria da Conquista juntamente com o Presidente da comissão organizadora do Congresso o Amigo e Ortodontista, Dr. Rodrigo Ravazzi. Pelo belo Congresso que vai acontecer no sudoeste da Bahia.


Link do congresso com todas as informações:

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Auto-percepção de atratividade dentofacial antes e após exposição a fotografias faciais


Neste artigo de 2011, publicado pela Angle Orthodontist, pelos Autores Giulio Alessandri Bonetti; Andrea Alberti; Claudio Sartinic; Serena Incerti Parenti; do Department of Orthodontics, University of Bologna, Bologna, Italia.


Este estudo teve o objetivo de determinar se expondo fotografias de si mesmos pré-tratamento influenciou na percepção dos pacientes em relação a atratividade dentofacial e a vontade de se submeter ao tratamento.

Um total de 100 indivíduos de ascendência branca com 18 anos ou mais velhos (Grupo Estudo) e 100 controles por sexo e idade pareados (grupo controle) foram selecionados. Fotografias da vista frontal da face e da vista de perfil da face, tanto em repouso e ao sorrir, foram tomadas de cada participante. Somente indivíduos do Grupo de Estudo foi dada uma cópia impressa de suas próprias imagens para ser examinada em casa, entre a observação inicial (T0) e uma data a fixar, em média, 30 dias depois (T1). Cada um dos 200 participantes do estudo responderam a um questionário no T0 e T1 em relação a felicidade explorar seus sorrisos e seus perfis faciais, bem como a vontade de submeter a tratamento.

No grupo de estudo T1, 50% dos indivíduos responderam com uma baixa opinião de seus perfis faciais do que em T0, 11% e 45% estariam dispostos a passar por procedimentos mais abrangentes para alterar a aparência de seu sorriso e perfis, respectivamente. Nenhuma mudança significativa foi observada em respostas do questionário entre T0 e T1 com o grupo controle.

CONCLUSÃO

Leigos em geral não estão cientes de seus perfis faciais. A fotografia de perfil no pré-tratamento pode permitir ao paciente auto-conhecimento, um fator importante na redução da discrepância entre os ortodontistas e pacientes com ênfase visual na estética dentofacial.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/101510-606.1

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Critérios para o diagnóstico e tratamento estável da mordida aberta anterior







Neste artigo de 2011, publicado pelo Dental Press Journal Orthodontics, pelos autores Alderico Artese, Stephanie Drummond, Juliana Mendes do Nascimento, Flavia Artese; dos departamentos de Ortodontia da UERJ e UFRJ - Rio de Janeiro - Brasil; Faz uma revisão dos conceitos de etiologia, tratamento e estabilidade da mordida aberta anterior e apresenta critérios para o diagnóstico e tratamento dessa má oclusão, baseados em sua etiologia, e exemplificados por casos tratados e estáveis em longo prazo.


O termo “mordida aberta” foi utilizado pela primeira vez por Caravelli, em 1842, como uma classificação distinta de má oclusão, a qual pode ser definida de formas diferentes. Alguns autores consideram mordida aberta, ou tendência à mordida aberta, quando a sobremordida é menor do que aquela considerada normal. Outros consideram mordida aberta as relações incisais de topo. Outros, ainda, especificam que há necessidade de falta de contato incisal para se diagnosticar uma mordida aberta. 

Dentes e ossos alveolares estão expostos a forças e pressões antagônicas advindas principalmente da função muscular, que em parte pode determinar a posição dentária. Por outro lado, as forças intrínsecas dos lábios e da língua em repouso geram a condição de equilíbrio para a posição dos dentes. Por definição, o equilíbrio existe quando um corpo em repouso é submetido a forças em várias direções mas não sofre aceleração; ou, no caso dos dentes, não sofre deslocamento.

Existe uma relação de causalidade muito bem estabelecida entre a MAA e o hábito de sucção não nutritiva, como de dedos e chupeta. Nesses casos, a autocorreção  da MAA pode ser obtida consistentemente após a remoção do hábito de sucção, contanto que outras disfunções secundárias não tenham se instalado. Essas disfunções secundárias podem se desenvolver devido à protrusão dos incisivos superiores gerada pelo hábito de sucção, dificultando o selamento necessário para a deglutição e fazendo com que a língua se posicione de forma anormal, principalmente em repouso.

A postura da língua em repouso tem longa duração, em torno de muitas horas durante um dia, o que a torna clinicamente importante, podendo impedir a erupção dos incisivos, causando e mantendo a MAA. Além disso, a postura baixa da língua pode favorecer a erupção dos dentes posteriores e causar a constrição da arcada superior pela ausência da língua no palato. Esse fator etiológico tem sido pouco estudado e é, em geral, negligenciado durante o tratamento da MAA. A falha na remoção desse fator pode ser a razão primária para a recidiva dessa má oclusão.

O padrão facial vertical foi então, ao longo dos anos, sendo considerado como o principal fator de risco para a MAA e para a instabilidade de seu tratamento. No entanto, outros estudos relatam que a maior parte de indivíduos hiperdivergentes apresenta uma sobremordida normal ou exagerada, enquanto pacientes com padrões faciais normais apresentam “mordidas abertas persistentes”.

Portanto, pode-se inferir que o padrão esquelético, por si só, não seja capaz de ocasionar uma MAA. Retornando à ideia inicial de equilíbrio de forças entre os dentes, a presença de um impedimento mecânico faz com que os incisivos não atinjam contato oclusal. Como a postura anormal de repouso da língua pode ocorrer em diversas situações, esse pode ser o fator etiológico mais relevante para a MAA. 

 
Devido aos inúmeros fatores etiológicos descritos na literatura, diversos tipos de tratamento foram propostos para a correção da MAA, não existindo, ainda, consenso a respeito do que seria o melhor tratamento para essa má oclusão. Basicamente, os diferentes tipos de tratamento podem incluir: (a) a modificação de comportamento para eliminação de hábitos ou funções anormais; (b) movimentação ortodôntica através da extrusão de dentes anteriores ou intrusão de molares; e (c) tratamento cirúrgico das bases ósseas. O único consenso que parece existir é que o tratamento da MAA é difícil e de pouca estabilidade. 


Existem vários tipos de tratamento, por movimentação ortodôntica, para a correção da mordida aberta, com diferentes objetivos terapêuticos. A utilização de aparelhos extrabucais, mentoneiras verticais, bite-blocks, e aparelhos funcionais tem como objetivo reduzir a extrusão de molares, permitindo um giro anti-horário da mandíbula. Mais recentemente, o mesmo mecanismo vem sendo realizado através da ancoragem esquelética, visando a intrusão de molares. Mecânicas de elásticos intrabucais são utilizadas tanto para a extrusão de incisivos como para a intrusão de molares e giro do plano oclusal, associados aos arcos multiloops. Apesar de existirem muitos relatos bem-sucedidos dessas terapias, há poucos estudos investigando a estabilidade de seus resultados em longo prazo, o que impede que se façam prognósticos confiáveis para esses tratamentos. 


Não existe evidência em alto nível de validade para a eficácia do tratamento ou da estabilidade da correção da MAA. Ensaios clínicos randomizados avaliando as diferentes terapias são, portanto, necessários. No entanto, os resultados dos estudos de estabilidade descritos acima indicam que a recidiva da correção da MAA está associada a dois fatores: mudanças dentoalveolares e mordidas abertas com ausência de trespasse vertical pré-tratamento. Esses dados sugerem que a recidiva da MAA é causada, em geral, pela postura anterior de língua em repouso, um fator etiológico que não tem recebido a devida atenção nos tratamentos ortodônticos e cirúrgicos. 



A dificuldade na obtenção de resultados estáveis para a correção da MAA pode ser justificada a partir do desconhecimento de sua verdadeira etiologia. A postura da língua em repouso não é muito considerada nos tratamentos da MAA. Algumas evidências sugerem que a postura da língua pode ser um dos mais importantes fatores etiológicos da MAA. Portanto, ela deve ser analisada e tratada quando é anormal.


Não existe apenas uma posição de repouso de língua, ela pode se posicionar de forma mais alta ou mais baixa, gerando mordidas abertas com diferentes características morfológicas e severidades. 



Como citar este artigo: Artese A, Drummond S, Nascimento JM, Artese F. Critérios para o diagnóstico e tratamento estável da mordida aberta anterior. Dental Press J Orthod. 2011 May-June;16(3):136-61. 



Link do artigo na integra via Scielo:




domingo, 11 de setembro de 2011

Pensamento da Semana - Playing for Change





Esta semana nosso pensamento será em video sem uma frase .... Acho que independente da posição que cada um ocupa, todos nos devemos de alguma forma procurar somar em prol de uma causa !!! Uma bela mensagem que pude observar no CD e DVD Playing for Change, que é uma boa pedida, não canso de ouvir e assistir. São cantores de rua de todo o mundo que demostram suas qualidades musicais neste belo trabalho, muito legal !!! 


Link da Fundação:

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

MINI-IMPLANTES ORTODÔNTICOS: QUAIS OS TAMANHOS MAIS VENDIDOS?




Neste artigo de 2008, publicado pela Revista de Odontologia da Universidade Cidade de São Paulo, pelos autores Francisco Garcia Telles de Brandão, Flávio Luis Loureiro, Henrique Bueno de Oliveira Junior, Paulo Eduardo Guedes Carvalho, Flávio Augusto Cotrim-Ferreira; do programa de pós-graduação em Ortodontia da Universidade Cidade de São Paulo – UNICID; Este trabalho teve o objetivo de conhecer o volume de vendas dos diferentes tipos de mini-implantes, quanto ao seu diâmetro e comprimento, através do volume de vendas de alguns dos principais fabricantes nacionais.

A busca de uma ancoragem adequada para os tratamentos ortodônticos sempre foi objetivo de constantes pesquisas e objeto de interesse por parte dos ortodontistas (Coura e Andrade 2007); afinal depende da ancoragem o sucesso ou insucesso de muitos tratamentos. O grande desafio a ser vencido por parte dos profissionais é que os dispositivos para ancoragem eram desconfortáveis, como a barra transpalatina, por exemplo, ou dependiam excessivamente da colaboração do paciente, como é o caso do aparelho extrabucal (AEB), levando muitas vezes a insucessos clínicos (Bae et al. 2002, Bae et al. 2002, Creekmore e Eklund8 1983, Park et al. 2001).

Atualmente vem-se assistindo a uma importante mudança nos conceitos de ancoragem, sendo o responsável por isso o mini-implante. Graças a ele, hoje pode-se fazer uso do termo “ancoragem absoluta” (Bezerra et al. 2002, Celenza e Hochman 2002), algo que nunca antes havia sido utilizado. Devido ao fato de não depender da colaboração do paciente, ser esteticamente muito favorável e possuir baixo custo (Paggio et al. 2006, Teixeira e Escossia 2004) , o uso do mini-implante vem se difundindo cada vez mais entre os profissionais da Ortodontia (Lima et al. 2007) . Outro fator que colaborou para o sucesso entre os ortodontistas foi a simplificação da técnica: os primeiros dispositivos de ancoragem que chegaram ao mercado utilizavam a perfuração óssea (fresagem) antes da colocação do parafuso. Hoje as empresas já produzem mini-implantes auto-perfurantes, o que simplificou sobremaneira o seu processo de colocação.

A seleção dos mini-implantes se inicia na avaliação do local a ser colocado, de acordo com a proximidade das raízes (Poggio et al. 2006) , a densidade do tecido ósseo a ser perfurado para colocação dos parafusos e a quantidade de gengiva na região da colocação (Carano et al. 2004). Em seguida, a seleção se dá na compra dos parafusos, com uma ampla gama de opções. Atualmente, os mini-implantes variam de acordo com sua espessura, seu comprimento e tamanho de seu perfil transmucoso, podendo apresentar os diâmetros entre 1,0 e 2,0mm, comprimento de 4 a 15mm e perfil transmucoso entre as medidas de 1 a 3mm (Coura e Andrade 2007).

Por se tratar de uma técnica nova, deve-se levar em consideração, inclusive, a pouca familiaridade com o protocolo de instalação. Áreas reduzidas entre raízes fazem, muitas vezes, se optar por parafusos menores e mais finos, pois se busca reduzir o risco de perfuração radicular ou de estruturas anatômicas durante a colocação (Carano et al. 2004). Outro fator que pode influenciar na seleção dos parafusos é o fato de, crescentemente, os próprios ortodontistas realizarem a cirurgia de instalação (Kanomi 1997, Padovan et al. 2006) , sendo muitos destes profissionais pessoas que não realizam cirurgia rotineiramente.

Outro fator a ser considerado durante a seleção do mini-implante é a sua resistência à tração, para que resista às forças ortodônticas para as quais ele foi selecionado. A resistência do mini-implante à tração, considerando-se um diâmetro de 1,6mm, é de aproximadamente 600g, variando de acordo com a espessura (Labossiere et al. 2005). Este valor é superior ao aplicado durante a colocação manual dos mini-implantes e as forças ortodônticas dificilmente se aproximam dessa intensidade, ficando geralmente bem abaixo desse nível. Sob o ponto de vista da colocação, torna-se mais fácil achar uma área para parafusos mais finos, porém, sob o ponto de vista da resistência, o ideal seria sempre optar pelos parafusos mais espessos, pois a resistência mecânica no momento da colocação é maior (Soares e Tortamano 2005) .

Apesar de pouco frequentes, as principais causas de insucesso na utilização dos mini-implantes estão relacionadas a sua fratura, perda de estabilidade e lesão de tecido mole (Araújo 2006, Bezerra et al. 2002). O conhecimento e domínio da mecânica ortodôntica a ser aplicada também são fundamentais para seleção dos parafusos (Araújo 2006). Intensifica-se essa importância, cada vez mais frequente na colocação dos mini-implantes entre as raízes dentais, o que aumenta a apreensão durante o processo de instalação.

RESULTADOS

Os dados apresentados se referem à percentagem da venda por espessura e por comprimento para os três diferentes fabricantes que participaram da amostra.

Com relação à espessura, se pode observar em dois dos fabricantes (Dentoflex e Serson) que a mais vendida foi a fina e para um deles (Sin) a mais vendida foi a média.

Avaliando a venda média das três empresas, 56,9% dos mini-implantes foram finos, 20,1% médios e 22,9% grossos. Com relação ao comprimento, em duas empresas o mini-implante mais vendido foi o de comprimento curto (Dentoflex e Serson). Já para a empresa Sin, o mais vendido foi o mini-implante de comprimento médio. Convém relembrar que a empresa Serson não comercializa mini-implantes de comprimento médio. Avaliando a média entre as três empresas, 44,9% da venda foi de mini-implantes curtos, 31,8% médios e 23,3% longos.

CONCLUSÕES

Com base na metodologia utilizada, pôde-se primeiramente verificar que não existe qualquer protocolo de padronização na fabricação dos mini-implantes, fato que dificulta a comparação experimental entre marcas. Apesar dessa limitação, concluiu-se que os mini-implantes mais comercializados foram os de comprimento curto e espessura fina.

Link do artigo na integra via cidadesp:

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

OrtoNews




De 15 a 17 de setembro, irá acontecer a segunda edição do OrtoNews – O Encontro Mais de Ortodontia e Ortopedia Funcional dos Maxilares. No Auditorio Elis Regina em São Paulo. Uma boa proposta e formato, com conferencias divididas em módulos com temas específicos, palestrantes renomados, com trabalhos e publicações consistentes dentro da Ortodontia. Uma boa oportunidade de se atualizar e tomar conhecimento de conceitos contemporâneos que norteiam o dia a dia clinico destas personalidades !!!

Alberto Consolaro
“Classificação e mecanismos das disgenesias dentárias: a epigenética em ação!”
Professor titular - FOB-USP; Professos titular da Pós-gradução - Forp-USP; Livre-docente e doutor - USP; Especialista - CFO; Graduado - Unesp/Araçatuba; Autor de vários livros e trabalhos científicos.


Ana Carla Raphaelli Nahás Scocate
“Particularidades da finalização no paciente ortoperio”
Mestre e Doutora em Ortodontia - Faculdade de Odontologia de Bauru - FOB-USP; Especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial - CFO; Professora visitante da Faculdade de Odontologia - Universidade de Toronto - Canadá; Professora associada dos cursos de Graduação em Odontologia e mestrado em Ortodontia - Universidade Cidade de São Paulo - Unicid.


Arno Locks
“Mecânica do arco segmentado: um recurso imprescindível na correção das assimetrias”
Pós-doutorado no Royal Dental College of Aarhus - University of Aarhus - Dinamarca; Especialista, mestre e doutor em Ortodontia e Ortopedia Facial - UFRJ e Unesp; Diplomado pelo Board Brasileiro de Ortodontia e Ortopedia Facial; Professor do curso de Mestrado em Ortodontia - UFSC; Professor dos cursos de Mestrado e Doutorado em Saúde Pública - UFSC.


Daniela Gamba Garib
“O padrão de anomalias dentárias associadas e sua importância para o diagnóstico precoce das ectopias dos caninos superiores”
Professora doutora de Ortodontia - Faculdade de Odontologia de Bauru e Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais - Universidade de São Paulo, Bauru/SP; Mestrado e doutorado em Ortodontia - FOB-USP; Pós-doutorado - Harvard School of Dental Medicine - Boston - EUA.


Flavio Cotrim-Ferreira
“Protocolo clínico para a remoção do aparelho fixo”
Professor associado do curso de Graduação em Odontologia - Unicid; Professor associado dos cursos de Pós-graduação, nível de Mestrado em Ortodontia - Unicid; Membro da comissão de Pós-graduação - Unicid.




Gladys Cristina Domingues Morea
“Considerações sobre formas de arcos MBT” 
Pós-graduada em Ortodontia e Ortopedia - Universität zu Köln/Colonia - Alemanha; Mestre, doutora e livre-docente em Ortodontia - Fousp; Professora do departamento de Ortodontia - Fousp.



Guilherme Janson
“Abordagem sistemática para o diagnóstico e o tratamento de más-oclusões assimétricas”
Professor titular e chefe do Departamento de Ortodontia - Faculdade de Odontologia de Bauru; Coordenador do curso de Mestrado - FOB-USP; Pós-doutorado - Universidade de Toronto/Canadá.





Hugo José Trevisi
“Filosofia de tratamento ortodôntico MBT - conceito e biomecânica” 
Especialista em Ortodontia - Faculdade de Odontologia de Lins; Coordenador do curso de Especialização em Ortodontia - APCD Regional Presidente Prudente; Ministrador de vários cursos na América do Sul, América Central, Estados Unidos, Europa, Emirados Árabes, Ásia; Desenvolveu a Técnica Ortodôntica Versátil MBT juntamente com os doutores McLaughlin e Bennett; Idealizador do Aparelho Autoligado SmartClip.



Leopoldino Capelozza Filho
“Simplificar é o melhor caminho”
Mestre em Ortodontia; Atuação clínica no Centro de Cirurgia e Ortodontia; Fundador do setor de Ortodontia do Centrinho; Doutor em Reabilitação Oral, área de Periodontia; Coordenador do curso de Especialização em Ortodontia - Profis; Professor do curso de Pós-graduação em Fissuras Orofaciais - Mestrado - Hrac-USP; Coordenador do curso de Especialização em Ortodontia - Universidade do Sagrado Coração.


Marcos Janson
“Agenesias: diagnóstico precoce e atitudes terapêuticas”
Especialista e mestre em Ortodontia - FOB-USP/Bauru; Professor e coordenador do curso de Especialização em Ortodontia - ABCD/Bahia; Autor do livro “Ortodontia em adultos e tratamento interdisciplinar”, editora Dental Press.



Maurício de Almeida Cardoso
“Protocolo cirúrgico e ortodôntico para o tracionamento de caninos inclusos”
Mestre e doutor em Ortodontia - Universidade Estadual Paulista - Unesp/Araçatuba; Professor responsável pela disciplina de Ortodontia junto ao Centro de Ciências da Saúde - Universidade do Sagrado Coração - USC/Bauru; Professor assistente dos cursos de Especialização e Mestrado em Ortodontia - Universidade do Sagrado Coração - USC/Bauru.


Maurício Tatsuei Sakima
“Biomecânica no tratamento das assimetrias”
Mestre e doutor em Ortodontia - Faculdade de Odontologia de Araraquara - Unesp; Pós-doutorado - Royal Dental College - Universidade de Aarhus/Dinamarca; Professor assistente doutor - Faculdade de Odontologia de Araraquara - Unesp; Coordenador do curso de Especialização em Ortodontia - Universidade de Franca - Unifran.


Reginaldo Zanelato Trevisi
“Aplicação clínica da versatilidade de bráquetes MBT”
Especialista e Mestre em Ortodontia; Coordenador do curso de Especialização de Ortodontia - Inapós/Presidente Prudente; Professor do curso de pós-graduação - Universidad del Desarrollo de Concepción Chile.


Ricardo Moresca
“Filosofia MBT associada a recursos terapêuticos contemporâneos”
Especialista em Ortodontia - UFPR; Mestre em Ortodontia - Umesp; Doutor em Ortodontia - Fousp; Professor do curso de Especialização em Ortodontia - UFPR; Professor do Programa de Mestrado em Odontologia e Coordenador do curso de Especialização em Ortodontia - Universidade Positivo.


Weber José da Silva Ursi
“Requisitos mínimos para resultados ortodônticos estéticos e funcionais”
Mestre e doutor em Ortodontia - FOB-USP; Professor - Unesp/São José dos Campos.





LINK do evento:

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Tomografia Computadorizada Cone Bean para avaliação do comprimento radicular e do nivel do osso marginal durante o tratamento Ortodontico



Neste artigo de 2010, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Henrik Lund; Kerstin Gro¨ ndahl; Hans-Go¨ ran Gro¨ ndahl; do Department of Oral and Maxillofacial Radiology, Sahlgrenska Academy, University of Gothenburg, e do Department of Oral and Maxillofacial Radiology, Institute for Postgraduate Dental Education, Jo¨nko¨ ping, Suécia. Mostra um estudo realizado com a tomografia Cone Bean com o objetivo de mensuração do osso de suporte dentario e o comprimento radicular fazendo comparações in vitro e in vivo.

Este estudo teve o objetido de avaliar a precisão da tomografia computadorizada cone beam (CBCT) no que diz respeito às medidas de comprimento da raiz e do nível ósseo marginal in vitro e in vivo durante o curso do tratamento ortodôntico.

Treze pacientes (idade 12 - 18 anos) a partir de um estudo em curso e um crânio seco foram examinados com CBCT usando reformatação multiplanar para medições de comprimento de raízes e ao nível do osso marginal. Para avaliação in vivo das alterações no comprimento da raiz, um índice de acordo com Malmgren et al foi utilizado, juntamente com uma modificação do método.

A diferença média in vitro entre as medidas físicas e radiográficas foi de 0,05 mm (DP 0,75) para o comprimento das raízes e 20,04 milímetros (DP 0,54) para o nível do osso marginal. In vivo o erro foi, 0,35 mm para as determinações de comprimento radicular e, 0,40 mm para avaliações de nível marginal do osso.

Os autores concluiram que apesar das mudanças nas posições dos dentes, a técnica CBCT produz um elevado nível de reprodutibilidade, reforçando a sua utilidade na pesquisa ortodôntica.


Link do Artigo na Integra via Angle Orthodontist:

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Wilson 3D®






O sistema 3D Wilson é composto de uma série de acessórios como quad-helix, barra transpalatina, distalizadores, etc. No qual se encaixam num tubo soldado a banda com encaixe vertical e uma espécoe de trava. Fabricada e comercializada pela Rocky Mountain Orthodontics (RMO). O autor Robert Wilson até hoje profere palestras pelos Estados Unidos da America. Interressante.

O que o autor e o fabricante diz:

Os acessórios Wilson ® 3D é um sistema completo são fixos / removíveis. O elemento chave para o sistema Wilson ® 3D é o tubo de encaixe Wilson ® 3D ® que permite que os aparelhos sejam facilmente inseridos e removidos. Isso proporciona a máxima flexibilidade, permitindo que o profissional use os dispositivos, remova dispositivos, e fazer ajustes com facilidade e eficiência em qualquer ponto do tratamento. Os acessorios Wilson ® 3D são projetados com uma ampla base para fornecer estabilidade para a ancoragem sólida e melhor controle de rotação, torque, e na ponta. O tubo de duplo utiliza um mecanismo de fricção-lock para fixar o aparelho sem limitar o movimento. A RMO fornece uma linha completa de aparelhos pré-fabricado para ser usado com o sistema. Para maior flexibilidade, qualquer laboratório pode incorporar design aparelho individual com os acessorios Wilson ® 3D.

• Testados e com eficiencia comprovada
• Mais de 100 diferentes movimentos possíveis, incluindo: expansão, contração, distalização, manutenção do espaço, bilaterais e unilaterais

• Primeira fase, o tratamento precoce, dentição mista e adultos

• Tamanhos pré-configurados para atender todas as faixas de paciente odontológico

• Corrigido para o paciente e facilmente removível pelo profissional no consultório para ajustes rápidos.


Link da clinica do Autor Robert Wilson:
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Link do produto:
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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

OrtoPodCast - Episódio 13 Corticotomias alveolares na Ortodontia: indicações e efeitos na movimentação dentária



Mais um episódio do OrtoPodCast! O de número 13. O da sorte.

Neste episódio falamos sobre a corticotomia e suas aplicações. Um tema contemporâneo e uma esperança para quem gostaria de terminar seus casos ainda mais rapidamente.

Não deixem de ler o artigo na íntegra disponível aqui.

Para baixar o arquivo de áudio em mp3 e escutar no seu mp3 player clique OrtoPodcast 13.mp3


Para você que utiliza a loja da Apple e quer escutar no seu Ipod, Iphone, Ipad ou no Itunes do seu computador, pode baixar gratuitamente e automaticamente. Basta assinar nosso podcast clicando aqui:

sábado, 3 de setembro de 2011

O efeito do jateamento do esmalte na força de adesão na colagem de braquetes


Neste artigo de 2008, publicado pela Revista Dental Press, pelos autores Carla D’Agostini Derech, Juliana da Silva Pereira, Margareth Maria Gomes de Souza; do curso de Ortodontia da Universidade do Brasil – UFRJ, e do Curso de Especialização em Ortodontia da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC. Mostra um estudo in vitro que avalia o efeito do jateamento com óxido de alumínio na adesão de braquetes ortodônticos e compará-lo à tradicional técnica de condicionamento ácido do esmalte.

A técnica de condicionamento ácido introduzida por Buonocore em 1955 significou grande mudança na Odontologia, fortalecendo a concepção de conservação da estrutura dentária, uma vez que, antes do surgimento deste procedimento, a técnica utilizada era o desgaste de tecido dentário sadio, para atender à necessidade física dos materiais restauradores.

Na Ortodontia, esta inovação possibilitou a colagem direta de acessórios ortodônticos sobre a superfície dentária, trazendo vantagens como a simplificação da técnica; diminuição do tempo necessário para a montagem do aparelho ortodôntico fixo; eliminação dos espaços generalizados causados por anéis ortodônticos; facilidade na detecção de cáries; menor irritação gengival; diminuição da possibilidade da descalcificação do esmalte e melhor estética.

A Odontologia busca, cada vez mais, ser conservadora frente aos tratamentos realizados; e na Ortodontia não é diferente. Buscando a força de adesão ideal associada ao mínimo dano à superfície do esmalte, a técnica de jateamento com óxido de alumínio está sendo avaliada e aprimorada, procurando melhorar a força de adesão e reduzir a perda de estrutura dentária causada pelo condicionamento ácido e sucessivas recolagens de braquetes ortodônticos.

O jateamento com cristais de óxido de alumínio da superfície do esmalte aumenta a retenção e a força de adesão na colagem em ouro, porcelana e amálgama e, quando aplicado na base do braquete, aumenta a sua superfície retentiva.

O condicionamento mecânico ou químico da superfície do esmalte dentário, assim como a escolha adequada e a correta manipulação do sistema adesivo a ser empregado na técnica de colagem de braquetes são fatores influentes no sucesso da colagem ortodôntica. Outros aspectos importantes a serem considerados são o potencial retentivo dos braquetes utilizados, o tipo do substrato (esmalte, amálgama ou ligas metálicas) e as necessidades clínicas (tipo de movimentação mecânica a ser empregada).

Os resultados deste estudo assumem importância na tomada de decisão do clínico sobre a aquisição de equipamento necessário à execução da técnica do jateamento de óxido de alumínio no consultório odontológico. Os dados demonstraram que, quando associado ao condicionamento ácido do esmalte, ocorreu aumento na força de adesão até, possivelmente, acima da rotineiramente necessária para a colagem de braquetes. Torna-se útil saber que o jateamento é eficaz quando há necessidade, por várias razões, do aumento da eficiência da colagem tradicional, como em superfícies de dentes submetidos a maior impacto mastigatório, como, por exemplo, em molares inferiores.

CONCLUSÃO
Este trabalho mostrou diferentes métodos de preparo da superfície de esmalte antes da colagem.
Diante dos resultados, pode-se concluir que o jateamento de óxido de alumínio não deve ser o único procedimento utilizado no preparo da superfície do esmalte na colagem de braquetes, porém, se associado ao condicionamento ácido, mostrou-se eficaz quando existe a necessidade do aumento da força de adesão do braquete ao dente.


Link do artigo na integra via Scielo:

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Avaliação da cirurgia de avanço mandibular por meio da superposição de modelos tomográficos tridimensionais





Neste artigo de 2010, publicado pela Dental Press Journal Orthodontics, pelos autores Alexandre Trindade Simões da Motta, Felipe de Assis Ribeiro Carvalho, Lúcia Helena Soares Cevidanes, Marco Antonio de Oliveira Almeida; do departamento de Ortodontia da Universidade Federal Fluminense (UFF/Niterói); do Departamento de Ortodontia UNC/Chapel Hill e do Departamento de Ortodontia na UERJ - Rio de Janeiro. Avalia mudanças nas posições de côndilos, ramos e mento após a cirurgia de avanço mandibular.

A aplicação de imagens tridimensionais (3D) do complexo craniofacial em estudos prospectivos controlados pode ser considerada um dos maiores avanços na busca de um mais completo diagnóstico, planejamento e avaliação dos resultados do tratamento. Investigações utilizando a tomografia computadorizada de feixe cônico (CBCT) em Ortodontia e Cirurgia Oral e Maxilofacial
têm mostrado que esse novo instrumento pode melhorar as possibilidades clínicas de identificação dos diferentes padrões de posicionamento e remodelação dos ramos e côndilos após a cirurgia ortognática.

Na hierarquia de estabilidade para os diferentes procedimentos ortocirúrgicos, o avanço da mandíbula mostra um alto grau de estabilidade em avanços de até 10mm em pacientes com face normal ou curta. Existem mais de 90% de chance desse procedimento apresentar alterações menores do que 2mm nos pontos de referência no primeiro ano pós-cirúrgico, além de quase nenhuma chance de mostrar mudanças acima de 4mm. A mentoplastia, o procedimento auxiliar mais comum, também é considerada altamente estável e previsível.

Problemas na identificação de pontos anatômicos durante as análises cefalométricas tradicionais têm sido considerados uma fonte significativa de erros na determinação de importantes medições craniofaciais. Estudos baseados em comparações com normas populacionais padronizadas e representações cefalométricas bidimensionais (2D) de fenômenos 3D não podem responder muitas questões relacionadas aos mecanismos de resposta ao tratamento e localização da remodelação esquelética. Os complexos movimentos durante as cirurgias para correção de deformidades dentofaciais precisam ser avaliados em três dimensões, com o objetivo de melhorar os resultados, a estabilidade, aumentar a previsibilidade e reduzir os riscos de sintomas de desordens temporomandibulares após a cirurgia.

Novas aplicações ortodônticas de técnicas avançadas de imagens 3D incluem superposições de modelos computadorizados para verificação de crescimento, mudanças com o tratamento e estabilidade, além de análises dos tecidos moles e simulação computadorizada de procedimentos cirúrgicos. Alguns trabalhos aplicaram as superposições de modelos 3D em pacientes Classe III, mas nenhum trabalho avaliou as alterações cirúrgicas em pacientes Classe II com esse tipo de método.

Esse trabalho apresenta, através do método de superposição automatizada tridimensional, as alterações cirúrgicas em casos de avanço mandibular imediatamente após a cirurgia e em um curto prazo pós-cirúrgico de seis semanas, no dia da remoção do splint cirúrgico. Os dados prévios disponíveis para comparação na literatura foram baseados em análises, utilizando projeções cefalométricas laterais e pontos de referência determinados pelo operador. Os dados até agora disponíveis referentes aos resultados e estabilidade cirúrgicos através da superposição de modelos 3D são concentrados em pacientes Classe III, principalmente comparando a cirurgia combinada de avanço de maxila e recuo de mandíbula com a cirurgia isolada de maxila.

Foram notadas, nesse trabalho, menores alterações pós-cirúrgicas no mento quando o movimento cirúrgico foi eminentemente horizontal. Entretanto, o tamanho da amostra não permitiu divisão em subgrupos com ou sem alteração vertical. Excelente estabilidade foi relatada em pacientes com deficiência mandibular tratados com avanço de mandíbula isolado ou associado à impacção de maxila, com alterações menores do que 2mm durante o primeiro ano pós-cirúrgico, enquanto maiores alterações por remodelação esquelética (>2mm) foram observadas no período de um a cinco anos após a cirurgia. Interessantes achados mostraram ainda que, em um grupo dos pacientes com mordida aberta anterior pré-tratamento, raramente ocorre uma recidiva da mesma em longo prazo, ainda que se observem alterações esqueléticas pelo padrão de crescimento vertical, já que mudanças compensatórias nas posições incisais tendem a manter a sobremordida ou até aumentá-la. Uma futura comparação com um grupo de pacientes Classe II verticais submetidos à impacção maxilar e avanço mandibular pode ajudar a esclarecer de forma tridimensional as diferenças de resultados e estabilidade, assim como a reabsorção e a remodelação condilares, de acordo com giros mandibulares no sentido horário ou anti-horário. É importante destacar ainda que a mentoplastia é um procedimento auxiliar considerado altamente estável, portanto sua execução nos casos que necessitam de complementação estética anteroposterior e/ou vertical pode contribuir positivamente para a qualidade do tratamento.


CONCLUSÃO

O método tridimensional utilizado permitiu uma clara visualização e avaliação quantitativa dos resultados do tratamento ortocirúrgico. Importantes deslocamentos foram observados nos ramos e côndilos com a cirurgia, mas mudanças após a remoção do splint cirúrgico sugerem uma resposta adaptativa tendendo às posições pré-cirúrgicas, com destaque para o movimento lateromedial dos ramos mandibulares. As mudanças no mento após seis semanas sugeriram adaptações aceitáveis na maioria dos casos, mas com considerável variabilidade individual.


Link do artigo na integra via Scielo: