ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA: Agosto 2011

terça-feira, 30 de agosto de 2011

A influência do posicionamento ântero-posterior da alça T segmentada durante o movimento de retração inicial







Neste artigo de 2006, publicado pela revista Dental Press, pelos autores Raquel Silva Lotti, Enio Tonani Mazzieiro, Janes Landre Júnior; da PUC/MG - Belo Horizonte; Demonstra de forma aprofundada e embasada no metodo de elementos finitos os efeitos e ação da alça em "T" durante a fase de retração Ortodontica.

Os objetivos de um tratamento ortodôntico incluem a obtenção da estética e da harmonia facial, oclusão funcional satisfatória, função mastigatória eficiente, estabilidade em longo prazo e saúde dos dentes e das estruturas adjacentes. Em relação ao posicionamento dentário, devese priorizar a obtenção de dentes verticalizados, raízes paralelas e mínimos danos às estruturas de suporte e dentárias. Para alcançar essas metas é necessário que se obtenha controle do movimento dentário, dos sistemas de forças aplicados nos dentes, e que se compreenda a forma como esses se deslocam.

Um dos movimentos ortodônticos mais comuns nos casos tratados com extração consiste na retração dos caninos. Esta pode ser dividida em duas categorias: mecânica com atrito ou de deslize, e mecânica sem atrito, realizada por meio da incorporação de alças ao arco. O movimento de retração desse dente pode ocorrer mediante inclinações e verticalizações da coroa e/ou raiz ou por um movimento de translação ou corpo.

O controle preciso do sistema de forças envolvidos durante qualquer mecânica ditará o sucesso do movimento desejado. Portanto, torna-se de suma importância a compreensão do tipo de movimento realizado pelo dente em sua respectiva mecânica, e seus efeitos indesejados, para que se possa lançar mão de dispositivos que compensem as limitações existentes diante do controle tridimensional do movimento dentário.

A mecânica de retração dos caninos sem atrito utiliza molas ou alças segmentadas que unem estes dentes aos molares e pré-molares. O posicionamento destas alças no espaço inter-braquetes e a presença ou não de pré-ativações ou gable ditarão o tipo de movimento dos dentes e o controle radicular destes. Diversos trabalhos na literatura avaliaram este sistema de forças, entretanto o fizeram desconsiderando o relativo movimento entre as unidades anterior e posterior após a ativação do aparelho. Portanto, a avaliação dessas alças nesses trabalhos é realizada dentro de uma análise estática. Uma relativa diferença entre o movimento dos elementos anteriores e posteriores, poderia resultar em alterações desses sistemas de forças, gerando desequilíbrios que poderiam ser avaliados somente dentro de um sistema dinâmico.

A utilização do Método dos Elementos Finitos (MEF) em pesquisas na área da Ortodontia já se mostrou promissora durante a análise do movimento dentário. Diversos trabalhos foram realizados utilizando este método. Por meio deste recurso, torna-se possível analisar o sistema dinâmico em que o movimento dentário ocorre, relacionando e comparando o deslocamento entre um grupo de dentes unidos por uma alça de retração.

Os resultados obtidos neste trabalho não tiveram como objetivo quantificar o movimento dentário e sim descrevê-lo em termos qualitativos. Este modelo matemático apenas avalia o deslocamento inicial do dente, ou seja, a sua tendência de movimento. Biologicamente, após este deslocamento inicial, uma série de fenômenos celulares ocorrem, resultando no movimento real e constatado em diversas situações clínicas. Por estes motivos, as conclusões resultantes desta pesquisa consistem em apenas indicar o que estaria ocorrendo inicialmente. A resposta biológica individual poderá favorecer ou não a ocorrência destes fatos.

A movimentação ortodôntica induzida ao dente é dependente do tempo e, após a remoção da força, ele não retorna completamente à sua posição de origem. Essa característica classifica esse movimento como viscoplástico. A desvantagem do modelo utilizado neste trabalho consiste na impossibilidade de se incluir as características viscoplásticas dos elementos analisados. Entretanto, a formulação de um trabalho com tais características até os dias de hoje, coloca os resultados em questionamento pelo fato de não se conhecer plenamente as propriedades viscoplásticas do ligamento periodontal. Além disso, a presença do ligamento periodontal estaria influenciando apenas a quantidade de deslocamento dentário e não sua qualidade, portanto, por estes motivos esta estrutura não foi modelada. Dessa forma, somente o deslocamento inicial pôde ser observado nas análises com o MEF.

Nos modelos analisados o deslocamento inicial do canino foi superior ao do molar em todas as direções. Pode-se compreender o maior deslocamento deste dente quando se considera a menor área de superfície de contado do canino quando comparado ao molar e a presença do segundo prémolar ajudando a manter a ancoragem na região posterior. Constatou-se que toda a reação inicial incidiu sobre este dente, ou na unidade que mais facilmente se desloca, a não ser que, esta encontre uma resistência ao movimento.

A magnitude de força adequada para movimentar qualquer elemento dentário, dependerá de diversos fatores, como o tipo de movimento a ser obtido, a resposta biológica individual e a área de contato deste dente com o ligamento periodontal, ou seja, anatomia e tamanho dentário e quantidade de perda de suporte ósseo. A literatura preconiza uma variação da magnitude de força para a retração com um movimento de corpo dos caninos entre 100 a 200 gramas. Entretanto, Tanne, Sakuda e Burstone destacaram que para se determinar a quantidade de força ótima para o movimento dentário, seria necessário relacioná-la com a intensidade de tensão gerada no ligamento periodontal, e não com o movimento propriamente dito.

Os resultados deste estudo demonstraram que em todos os modelos o canino obteve um movimento de inclinação descontrolada, sua coroa deslocou-se para a distal e o ápice para mesial no eixo X; rotacionou no sentido disto-lingual resultando em um deslocamento da face distal para a lingual e da face mesial para a vestibular; sofreu intrusão em algumas regiões e extrusão em outras, em menor ou maior grau, e torque para lingual de coroa. O molar em todos os modelos obteve um movimento de inclinação descontrolada, com a coroa deslocando-se em direção a mesial e o ápice para a distal; rotação no sentido mesio-lingual resultando em deslocamento da face mesial para lingual e da face distal para vestibular; intrusão e extrusão de determinadas regiões, e um torque para lingual de coroa. A diferença entre os modelos consistiu na intensidade dos movimentos.

CONCLUSÕES

De acordo com a metodologia empregada e considerando-se as limitações impostas pelo modelo experimental em MEF, observou-se que a variação do posicionamento de uma alça em aço inoxidável e sem dobras de pré-ativação de antiinclinação e anti-rotação para a retração dos caninos com arco segmentado implicará nos seguintes efeitos:

• A aproximação da alça a uma das unidades (anterior ou posterior) tenderá a diminuir seu deslocamento e sua inclinação;
• A magnitude de rotação será maior nos dentes mais afastados da alça e qualquer que seja sua posição, esta irá gerar um deslocamento para a vestibular dos dentes, em decorrência de sua rotação;

• Em todas as posições da alça, ocorrerá um movimento intrusivo e extrusivo em decorrência da inclinação dentária, sendo que o componente de força extrusivo será maior do lado mais próximo a alça e o componente intrusivo maior no lado mais afastado da alça;

• A alça equidistante entre o canino e o molar não elimina por completo o componente extrusivo do movimento dentário;

• A distribuição das tensões em Von Mises ao redor do osso alveolar indicam uma maior magnitude de tensões ao redor do canino do que no molar, com a tensão máxima apresentando-se maior quando a alça se localiza próxima ao molar;

• A não inserção de pré-ativações de anti-inclinação e anti-rotação, impossibilita a obtenção de um movimento por inclinação controlada, translação e radicular;
• A utilização do MEF não permite a avaliação mecânica da alça T de retração com os ajustes apropriados para sua utilização clínica;

• A avaliação da alça T sem dobras de pré-ativação ressalta a importância destas para obter um
movimento de translação.


Link do Artigo na Integra via Scielo:

domingo, 28 de agosto de 2011

Pensamento da Semana


"Assim como uma pequena planta deve enfrentar muitos obstáculos antes de se transformar numa árvore, nós precisamos experimentar muitas dificuldades no caminho da felicidade absoluta."

Nitiren Daishonin
1222 - 1282
Link sobre o autor:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nitiren

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O clareador dentário atua como co-carcinógeno na mucosa bucal, inclusive quando em dentifrícios e antissépticos


Neste artigo de 2011, publicado pelo Dental Press Journal Orthodontics, pelos autores Alberto Consolaro, Leda A. Francischone, Renata Bianco Consolaro; da FOB e da Pós-Graduação da FORP – Universidade de São Paulo; da Graduação e Pós-Graduação da USC - Bauru; do departamento de Patologia da FOA-Unesp - Araçatuba; Mostra a importancia do profissional na orientação e condução do paciente interessado em se submenter a clareação dentaria.

Desde a civilização do Egito antigo, o ser humano demonstra o desejo de que seus dentes sejam claros e até brancos. As referências históricas outorgam o pioneirismo do procedimento específico da clareação dentária externa a Atkinson, em 1893, quando descreveu o uso de solução de peróxido de hidrogênio a 3% em bochechos para crianças, com a finalidade de reduzir as cáries e clarear os dentes. Ele ressaltou que, em concentração de 5%, o efeito clareador era maior, mas muito maior ainda a 25%, porém com maiores riscos de lesar os tecidos moles, devido ao seu efeito cáustico. A clareação dentária interna foi descrita anteriormente na literatura científica da época moderna.

A popularização da clareação dentária externa se deu a partir de 1989, com o trabalho de Haywood e Heymann, difundindo-se na mídia essa possibilidade via artigos e espaços publicitários. Os agentes clareadores usados interna e externamente são os mesmos, e à base de peróxido de hidrogênio, podendo receber vários nomes conforme a sua formulação e apresentação — como água oxigenada, peróxido de ureia, peróxido de carbamida, perborato de sódio e outros. Alguns são produtos que, apenas quando aplicados sobre os dentes, se transformam ou liberam peróxido de hidrogênio.

Os produtos classificados como cosméticos não apresentam finalidade terapêutica e nem podem alterar a fisiologia corporal. Em 1991 a FDA (Food and Drug Administration) deixou de considerar os agentes clareadores como cosméticos, reclassificando-os como drogas ou medicamentos. Em 1994 a ADA (Americam Dental Association) estabeleceu critérios e recomendações de uso para a eficácia e segurança dos pacientes.

Os efeitos indesejáveis dos agentes clareadores


Com raras exceções, toda terapêutica medicamentosa tem efeitos indesejáveis, e isso também pode ocorrer com os agentes clareadores. Quando aplicados sobre a dentina diretamente nos túbulos dentinários, alargam-os por desmineralização, visto que são substâncias ácidas no momento em que atuam. Na junção amelocementária, alargam os gaps ou janelas de dentina exposta presentes em todos os dentes humanos, inclusive nos decíduos.

De um modo geral, os agentes clareadores são produtos à base de peróxido de hidrogênio no momento que atuam na superfície dentária, muito embora em suas formulações e apresentações possam ser chamados de peróxido de carbamida, peróxido de ureia e perborato de sódio. Quando aplicados externamente, os agentes clareadores atuam como soluções ácidas e podem aumentar a porosidade superficial do esmalte, promover a desunião e infiltração de restaurações resinosas, induzir discretas e subclínicas reações pulpares, e induzir hipersensibilidade dentinária.

O efeito dos clareadores dentários na carcinogênese bucal: promotores, mas não iniciadores

Ao estudar o efeito carcinogênico dos agentes clareadores em hamsters, em um modelo experimental universalmente aceito e reconhecido como eficiente — no qual se utiliza como controle positivo o carcinógeno DMBA, ou 9,10-dimetil-1,2-benzoantraceno, na mucosa bucal durante 22 semanas — verificaram que, quando aplicados isoladamente, os agentes clareadores não revelavam-se carcinogênicos, ou seja, foram incapazes de, individualmente, iniciar um câncer bucal. Em outras palavras, o peróxido de hidrogênio não induz, não inicia, uma célula normal a mutações que evoluam para uma neoplasia maligna. Quando um agente químico consegue induzir essas mutações, pode ser identificado como iniciador.

As implicações clínicas, sociais e mercadológicas desses resultados

A primeira implicação desses resultados diz respeito à necessidade de esclarecer a população sobre os benefícios e malefícios da clareação dentária, mas sem estabelecer a cultura do medo, e sim a do esclarecimento. Não há dúvida de que os clareadores dentários fazem parte da cultura moderna, mas devemos nos desenvolver técnica e tecnologicamente para reduzir ou eliminar seus efeitos indesejáveis. A clareação dentária representa uma oportunidade para as pessoas e sua possibilidade deve ser viabilizada pelo mercado, mas de forma segura e respeitando a opção consciente daqueles que não querem realizá-la. Tal como ocorre com o tabaco, as bebidas alcoólicas e os antissépticos bucais, devemos oferecer à população dentifrícios e antissépticos com e sem peróxido de hidrogênio em sua composição, o que deve estar explicitado em suas embalagens.

Considerações ortodônticas finais


A clareação dentária externa representa uma alternativa muito importante para melhorar e ressaltar os dentes na face, no contexto da finalização de casos ortodônticos. A colagem dos braquetes, o acúmulo de placa dentobacteriana, a instalação de manchas brancas e a impregnação de pigmentos nas lamelas, trincas e outras irregularidades da superfície dentária podem atrapalhar o efeito estético do caso ortodôntico finalizado. A clareação dentária externa pode uniformizar a cor dos dentes, assim como limpar os acúmulos de pigmentos nas reentrâncias. De forma sincronizada com a substituição das restaurações, desgastes e outros procedimentos, a clareação dentária externa pode fazer parte do objetivo final do paciente ao receber o tratamento ortodôntico: deixar a boca e os dentes com aspecto de normalidade e saudável, de forma a facilitar suas relações pessoais e melhorar sua autoestima.

Os órgãos reguladores, os profissionais, os consumidores e os fabricantes — enfim, a sociedade como um todo — poderiam harmoniosamente promover os clareadores dentários ao nível de medicamentos, e restringir seu uso aos profissionais da Odontologia, que são devidamente treinados e habilitados para as requintadas manobras do procedimento de clareação dentária. O uso, a compra ou o pedido de formulação por manipulação artesanal poderiam ser prescritos unicamente pelo cirurgião-dentista.


Link do artigo na integra via Scielo:

http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v16n2/a03v16n2.pdf

domingo, 21 de agosto de 2011

pensamento da Semana


“Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo...”


Fernando Pessoa

1888 - 1935


Link sobre o autor:


http://en.wikipedia.org/wiki/Fernando_Pessoa

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Carrière Distalizer








Em uma discurção sobre alternativas de distalizador ao AEB numa comunidade do Orkut, surgiu esta opção citada pela colega TatiLie pois o tema era alternativas, achei um artigo já publicado no JCO, então vamos ver o que o autor fala do seu produto:

O Carrière Distalizer é uma inovação ortodôntica para correção, projetado e patenteado pelo Dr. Luis Carrière. Este novo modelo veio como o resultado de tanto estudo da bio-mecânica e informática, reduzindo os processos de correção dentária por meio de simulação.

O objetivo principal do Distalizer é produzir um movimento de rotação do primeiro molar superior ao redor da raiz palatina, ao mesmo tempo em que eles recebem um impulso para distalização em massa. O enfoque bio-mecânico deste projeto foi o resultado de uma profunda investigação que utiliza a mais avançada tecnologia da Computação Aided Design.

Desta forma, o período do tratamento pode ser reduzido de 24 para 15 meses. Todo o processo é realizado de forma confortável, indolor, rápida e precisa.

A U.S. Company Class One Orthodontics foi a empresa encarregada da produção e da colocação deste novo produto no mercado, na conquista do I nternational P rize in the year 2004.

INDICAÇÕES:

Classe II Divisão 1 e Classe II Divisão 2, casos sem extração, que são simétricas, e é especialmente eficaz na a Classe II unilateral ou assimétrica. Casos Classe II e Classe I com 04 extrações em que forem consideradas necessárias, podem ser tratadas com uma abordagem criativa com o Distalizer, extrações podem ser minimizados, alcançar um resultado facial mais estético.

Aplicação clínica:

Quando o diagnóstico indica que o procedimento de distalização maxilar, 02 Distalizers são ligados aos molares superiores e caninos, um arco lingual é colocado. Se outra alternativa é preferível que pode ser usado com uma contenção Essix que pode ser posto na arcada dentária inferior. Os casos mostrado neste programa estão em andamento, até chegarem à fase da Classe I.

Link do site do autor:
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Link de artigos sobre o produto:
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Morfologia alveolar sob a perspectiva da tomografia computadorizada: definindo os limites biológicos para a movimentação dentária





Neste artigo de 2010, publicado no Dental Press Journal of Orthodontics, pelos autores Daniela Gamba Garib, Marília Sayako Yatabe, Terumi Okada Ozawa, Omar Gabriel da Silva Filho; do departamento de Ortodontia da Faculdade de Odontologia de Bauru e Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais, USP - São Paulo; do Curso de Ortodontia Preventiva e Interceptiva da PROFIS - Bauru/São Paulo. Expõe e discuti as implicações da morfologia do osso alveolar, visualizado por meio da TC, sobre o diagnósticoe plano de tratamento ortodôntico.

A tomografia computadorizada (TC) permite à Odontologia vislumbrar o que as radiografias convencionais nunca mostraram: a espessura e o nível das tábuas ósseas que recobrem os dentes por vestibular e lingual. Previamente à introdução da tomografia computadorizada, não se visualizavam as tábuas ósseas vestibular e lingual, ocultadas nas radiografias convencionais devido às sobreposições de imagens e maquiadas clinicamente pelo recobrimento gengival.

A espessura do rebordo alveolar define os limites da movimentação ortodôntica, e desafiar essas fronteiras pode redundar em efeitos colaterais iatrogênicos para o periodonto de sustentação e proteção. Os movimentos ortodônticos mais críticos incluem a expansão das arcadas dentárias e os movimentos de retração anterior. Tais mecânicas podem descentralizar os dentes do envelope de tecido ósseo de suporte, redundando em deiscências, fenestrações ósseas e recessão gengival, adepender da morfologia inicial do periodonto, assimcomo da quantidade da movimentação.

A Ortodontia clássica considerava o apinhamento, a posição dos incisivos inferiores e o padrão de crescimento como o tripé que regia o diagnóstico e o plano de tratamento. A Ortodontia contemporânea incluiu nessa lista a estética da face e do sorriso. A Ortodontia do futuro vai somar a esses quatro fatores a morfologia periodontal inicial do paciente. Com o passar do tempo, a Tomografia Computadorizada Cone-Beam (TCCB), também chamada de Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico, poderá responder se é seguro movimentar um dente para uma região desdentada de osso atrésico. Elucidaráa amplitude aceita para a compensação ou descompensação dentária em cada paciente individualmente. Adicionalmente, a morfologia da tábua óssea vestibular auxiliará o ortodontista a discernir entre os pacientes que poderiam e os que não deveriam ser submetidos a mecânicas expansionistas. Conhecer amplamente os detalhes anatômicos dos pacientes e compreender os efeitos colaterais da movimentação dentária significa reconhecer nossos limites e praticar a Ortodontia com mais segurança.

Um recente estudo mensurou a espessura dastábuas ósseas vestibular e lingual dos dentes superiores e inferiores previamente ao tratamento ortodôntico. Para a maxila, foram utilizados cortes axiais de TCCB passando a 3 e 6mm apicalmente à junção cemento-esmalte dos dentes superiores. Para a mandíbula, as mensurações foram tomadas em cortes axiais passando a 4 e 8mm apicalmente à junção cemento-esmalte dos dentes inferiores.

O padrão de crescimento facial exerce alguma influência nas características das tábuas ósseas vestibular e lingual. Os braquifaciais apresentam um rebordo alveolar mais largo no sentido vestibulolingual, comparado aos mesofaciais e dolicofaciais. Os dolicofaciais apresentam a sínfise mandibular e o rebordo alveolar antero inferior mais estreito que os demais padrões faciais. Concernente à espessura das tábuas ósseas vestibular e lingual, a diferença entre braquifacias e dolicofaciais parece restringirse à região dos ápices dentários. A espessura datábua óssea nos terços cervical e médio da raiz é muito semelhante nos distintos padrões faciais. No entanto, a distância do ápice até a superfície externa da cortical vestibular e lingual apresenta-se maior no braquifacial, comparado ao dolicofacial. Sob essa perspectiva, nos pacientes com padrão de crescimento horizontal, o planejamento ortodôntico apresenta menos limitações morfológicas para a movimentação vestibulo lingual dos incisivos inferiores. Contrariamente, os pacientes dolicofaciais apresentam as maiores restrições nas possibilidades de movimentação sagital dos incisivos inferiores, principalmente no nível do ápice dos incisivos inferiores. Dessa maneira, diante da necessidade de movimentação dos incisivos inferiores no sentido vestibulo lingual, o movimento dentário de inclinação deveria ser preferidoem vez do movimento dentário de corpo.

Existe uma correlação patente entre o movimento dentário vestibulo lingual e o desenvolvimento de deiscências ósseas. Estudos em animais comprovaram que o deslocamento dentário em direção vestibular, mediante forças leves, aumenta a distância entre a junção cemento-esmalte e a crista óssea vestibular. Interessantes estudos conduzidos em maxilares humanos extraídos em uma autópsia apresentaram conclusões semelhantes. As alterações redutivas na espessura e nível da tábua óssea vestibular sinalizam a ausência de equivalente aposição óssea compensatória sob o periósteo vestibular quando os dentes são movimentados nessa direção. O desenvolvimento de deiscências ósseas consequentes ao movimento sagital dos incisivos também já havia sido sugerido por estudos que utilizaram radiografias convencionais e laminografias e por estudos clínicos que constataram o desenvolvimento de recessões gengivais em dentes movimentados natural ou ortodonticamente para vestibular.

A sensibilidade e a especificidade para a identificação de deiscências e fenestrações foram aferidas para tomografias computadorizadas Cone-Beam tomadas com voxel de 0,38mm e 2mA, especificamente em reconstruções tridimensionais. Imagens 3D de crânios secos mostraram boa sensibilidadee especificidade para identificação defenestrações ósseas (0,8). Por outro lado, a identificação de deiscências ósseas apresentou alta especificidade(0,95) e baixa sensibilidade (0,40). Isso quer dizer que a reconstrução tridimensionalem TCCB mostra um baixo índice de falso-positivo e um significativo índice de falso-negativo para as deiscências ósseas. Em outras palavras, quando uma deiscência óssea está aparente na reconstrução3D de TCCB significa que ela provavelmente existe. No entanto, nos locais onde não são identificadas deiscências na reconstrução 3D, não significa que elas inexistam.

Durante a última década, a Ortodontia ampliou suas potencialidades de diagnóstico e capacidade de delinear um prognóstico mais realista com a introdução da Tomografia Computadorizada Cone-Beam. A morfologia do periodonto de sustentação, flagrada nas imagens de tomografia computadorizada, pode alterar metas ortodônticas usuais. As repercussões da movimentação dentária no osso alveolar, evidenciadas por meio da tomografia computadorizada, apontarão os limites da Ortodontia, definindo os procedimentos que poderiam, e os que não deveriam, ser implementados em cada paciente individualmente.


Link do artigo na integra via Scielo:

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Imaginologia da articulação temporomandibular durante o tratamento ortodôntico: uma revisão sistemática


Neste artigo de 2011, publicado pelo Dental Press Journal Orthodontics, pelos autores Eduardo Machado, Renésio Armindo Grehs, Paulo Afonso Cunali;os Cursos de Graduação e Pós-graduação em Odontologia da UFSM; dos Cursos de Graduação e Pós-graduação em Odontologia da UFPR e do Curso de Especialização em DTM e Dor Orofacial da UFPR. Analisa a inter-relação entre o tratamento ortodôntico e a ATM, verificando se a Ortodontia acarreta alguma alteração das estruturas internas da ATM.

Com o advento de exames imaginológicos com especificidade, sensibilidade e maior precisão na reprodução das estruturas anatômicas articulares — tais como ressonância magnética nuclear (RMN), tomografia computadorizada e tomografia volumétrica Cone Beam, bem como métodos de reconstrução em 3D —, essa inter-relação pode ser avaliada com maior exatidão. Somado a esse fato, teve-se a realização de estudos clínicos com desenhos e critérios metodológicos mais rigorosos, gerando maiores índices de evidências.

Foi realizada uma busca computadorizada nas bases de dados MEDLINE, Cochrane, EMBASE, Pubmed, Lilacs e BBO no período compreen- dido de 1966 a fevereiro de 2009. Os descritores de pesquisa utilizados foram “orthodontics”, “orthodontic treatment”, “temporomandibular disorder”, “temporomandibular joint”, “craniomandibular disorder”, “tmd”, “tmj”, “magnetic resonance imaging” e “tomography”, os quais foram cruzados nos mecanismos de busca.

Após a aplicação dos critérios de inclusão, obtiveram-se 14 estudos, sendo o índice Kappa de concordância entre os revisores igual a 1,00. Desses estudos, 2 eram estudos clínicos randomizados e 12 eram estudos longitudinais sem critérios de randomização.

Entre os estudos selecionados, 11 eram baseados em imagens de ressonância magnética e 3 em imagens de tomografia computadorizada. Nenhum estudo selecionado utilizou a tomografia volumétrica Cone Beam para avaliação da ATM.

Torna-se cada vez mais importante analisar a literatura corrente de uma maneira crítica e rigorosa, de modo a verificar-se qual o nível de evidência científica que a informação gera. A aplicação de critérios metodológicos de pesquisa — como cálculo amostral, randomização, calibragem, cegamento e controle de fatores envolvidos — é extremamente importante para qualificar o nível de evidência gerada. E essas informações devem estar disponíveis para a apreciação e discussão do leitor.

Atualmente, o acesso a informações científicas encontra-se disponível por meio das mais diferentes formas. Devido a essa facilidade, o conhecimento acerca da hierarquia dos níveis de evidência científica é essencial para avaliar a qualidade do estudo em questão. Assim, metaanálises, revisões sistemáticas e estudos clínicos randomizados ganham papel de destaque. Estar atento a esse fato é importante, visto que a grande maioria dos artigos publicados em periódicos brasileiros corresponde a estudos de baixo potencial de aplicação clínica direta.

CONCLUSÕES

» Pela revisão sistemática da literatura, verifica- se que o correto relacionamento oclusal, em decorrência do tratamento ortodôntico, não é obtido às custas de um posicionamento não fisiológico tanto do côndilo quanto do disco articular. Assim, a Ortodontia, quando utilizada de forma correta, não acarreta efeitos adversos à ATM.

» A aplicação de forças durante determinadas mecânicas ortodônticas, especialmente situações ortopédicas, pode acarretar alterações no crescimento condilar e em estruturas ósseas da ATM. Assim, a aplicação da mecânica deve ser realizada de forma adequada e deve-se ter conhecimento acerca dessas repercussões.

» Em alguns estudos, através da análise de exames de imagens, observou-se que houve melhoras em situações de DTM preexistentes no início da terapia ortodôntica. Porém, esses dados são apenas sugestivos, necessitando-se de mais estudos clínicos randomizados para se obter conclusões mais precisas.

» É necessária a realização de novos estudos clínicos randomizados, de natureza longitudinal e intervencionista, para que se determinem associações causais mais precisas, dentro de um contexto de uma Odontologia Baseada em Evidências Científicas.


Como citar este artigo: Machado E, Grehs RA, Cunali PA. Imaginologia da articulação temporomandibular durante o tratamento ortodôntico: uma revisão sistemática. Dental Press J Orthod. 2011 May-June;16(3):54.e1-7.

Link do artigo na Integra via Scielo:

http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v16n3/a05v16n3.pdf


domingo, 14 de agosto de 2011

Pensamento da Semana


"Não me cabe conceber nenhuma necessidade tão importante durante a infância de uma pessoa que a necessidade de sentir-se protegido por um pai."


Sigmund Freud
1856 - 1939


Link Sobre o Autor:




quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A estética no sistema de braquetes autoligáveis






Neste artigo de 2008, publicado pela revista Dental Press, pelos autores Daniel J. Fernandes , Rhita C. C. Almeida, Cátia C. A. Quintão, Carlos N. Elias, José Augusto M. Miguel, UERJ - Rio de Janeiro; Descreve de forma abrangente todas as particularidades deste sistema de braquetes com caracteristicas estéticas, ainda desconhecido por muitos colegas.

O uso cada vez mais freqüente de mecânicas de deslizamento tornou o controle do atrito em Ortodontia uma das principais preocupações para o sucesso do tratamento planejado. O atrito pode ser definido como uma força que se opõe ou retarda a movimentação de dois corpos que se encontram em contato. Diferentemente do uso de alças, onde o atrito gerado é mínimo, o deslizamento responde por considerável quantidade de fricção na interface braquete/fio ortodôntico, sendo a dinâmica deste binômio essencial para o estabelecimento da movimentação ortodôntica. Diversas indicações são atribuídas à mecânica de deslizamento, tais como casos de fechamento de espaços, além da translação e retração de elementos para ocupação de áreas de extração.

O conceito de braquetes autoligáveis surgiu em 1935 com o advento do sistema Russell Lock. A partir desta data, já era preconizado um sistema que viabilizasse a otimização do tempo de atendimento e uma maior facilidade de união do sistema braquete/fio ortodôntico, com a menor quantidade de atrito possível. A retenção do arco no interior da ranhura do braquete era obtida através de um sistema mecânico ajustado na superfície vestibular do artefato, funcionando como uma quarta parede da ranhura. O padrão de autoligação foi seguido e aprimorado por Wildman em 1972 com o sistema Edgelok.

Após o ano de 2000, com o surgimento de braquetes autoligáveis de menores dimensões, maiorrobustez e praticidade de manipulação, estes artefatos tornaram-se interessantes ao uso diário do ortodontista. Todavia, um maior apelo à estética foi observado por parte dos pacientes, redirecionando a uma nova tendência. Estes começaram, então, a ser confeccionados em policarbonato. Estudos realizados por Cacciafesta et al. afirmam que o atrito produzido por este tipo de material apresenta-se como mais próximo ao observado em braquetes metálicos convencionais, apesar de superior ao mesmo. Contudo, pouco se observa na literatura sobre o comportamento deste dispositivo quando confeccionado em policarbonato, tornando-se necessária uma revisão de literatura sobre o assunto.

Os braquetes estéticos cerâmicos são compostos de 99,9% de óxido de alumínio, podendo diferir segundo o modo de fabricação, sendo denominados de mono ou policristalinos. Os artefatos compostos por matrizes resinosas são confeccionados, principalmente, a partir de policarbonatos. Inicialmente, sua composição abrangia apenas matrizes puras, o que tornava o material mais propenso a deformações, fraturas e manchamentos. Uma nova composição foi, então, estipulada para sua constituição, abrangendo a incorporação de reforços cerâmicos e de fibras de vidro. Os incrementos cerâmicos são observados nos sistemas autoligáveis Opal (Ultradent, South Jordan, EUA) e os de fibra de vidro no modelo Oyster (Gestenco, Gothemburg, Suíça) e Damon 3 (Ormco, Glendora, Califórnia, EUA). A modificação das matrizes do material garantiu uma superior resistência, estabilidade e menor suscetibilidade ao manchamento, apresentando, contudo, valores de dureza e rigidez inferiores quando comparados aos braquetes de aço inoxidável e os de matrizes cerâmicas.

O único modelo de braquetes autoligáveis translúcidos não confeccionados em policarbonato é o In-Ovation estético (GAC, Nova Iorque, EUA). Sua manufatura em cerâmica abrange a associação da matriz policristalina à liga de aço inoxidável responsável pelo revestimento de sua ranhura e do sistema de autofechamento anterior. Este padrão de emprego do material estético, em apenas uma fração diminuta do corpo do artefato, foi também utilizado pela Ormco (Glendora, Califórnia, EUA) no modelo Damon 3 , só que incorporando o policarbonato ao invés da cerâmica.

O sistema autoligável difere dos demais pela logística mecânica presente em sua ranhura, que responde pela permanência do fio ortodôntico em seu interior. Pode ser observada a existência de uma cobertura metálica de material semelhante ao empregado na manufatura do braquete. Esta cobertura sofre encaixe na abertura da ranhura, funcionando como uma quarta parede do mesmo e transformando-o à semelhança do que seria um tubo ortodôntico. Este sistema observado em diversos dispositivos segue a metodologia idealizada pelo modelo Russel Lock.

O comportamento dos fios ortodônticos, apesar de também depender de sua interação com a ranhura dos artefatos, é principalmente governado por características intrínsecas próprias. Tais características seriam suas propriedades físicas, abrangendo a rugosidade, dureza e flexibilidade do material. A rugosidade responde pela modulação do coeficiente de atrito, sendo estas grandezas diretamente proporcionais e responsáveis pela intensidade de fricção superficial produzida. A dureza dos fios também tem participação na intensidade friccional produzida, dependendo, porém, da força normal observada após o contato do material com a ranhura dos braquetes ortodônticos. Este contato, geralmente, apresenta-se mais presente em fios com menor dureza e maior flexibilidade.

O sistema de braquetes de policarbonato autoligáveis apresenta-se como uma valiosa opção no cotidiano clínico, em casos onde haja uma grande demanda estética. Esta configuração de braquetes permite o aprisionamento do fio ortodôntico de forma passiva, sem a participação de nenhum agente externo de ligação, promovendo a permanência da fricção superficial em índices reduzidos. Obtémse, assim, um tratamento mais rápido e confortável para o paciente, que possibilita a aplicação de forças ortodônticas de menor intensidade, além dos ganhos estéticos únicos promovidos pelo sistema autoligável, quando confeccionado em policarbonato.


Link do artigo na Integra via Scielo:

domingo, 7 de agosto de 2011

Pensamento da Semana




"O êxito na vida não se mede pelo que você conquistou, mas sim pelas dificuldades que superou no caminho."


Abraham Lincoln


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Avaliação da resistência ao cisalhamento de braquetes da técnica lingual colados sobre superfície cerâmica



Neste artigo de 2011, publicado pelo Dental Press Journal Orthodontics, pelos autores Michele Balestrin Imakami, Karyna Martins Valle-Corotti, Paulo Eduardo Guedes Carvalho, Ana Carla Raphaelli Nahás Scocate; do curso de Mestrado em Ortodontia da Universidade Cidade de São Paulo; Avalia a resistência ao cisalhamento de braquetes metálicos (American Orthodon- tics) utilizados na técnica lingual, colados em facetas de cerâmica.

Há poucos anos, a Ortodontia era vista como um tratamento exclusivamente direcionado para crianças e adolescentes. A partir da década de 70, a indústria ortodôntica procurou melhorar o as- pecto estético dos aparelhos, introduzindo braquetes menores e transparentes colados sobre a superfície vestibular dos dentes, a fim de suprir uma necessidade do paciente adulto.

Na Europa, na década de 80, foram iniciados os estudos da Ortodontia Lingual, que passou a ser indicada para aqueles pacientes que valorizam a estética e que, por vezes, recusam o tratamento ortodôntico tradicional.

É importante destacar que a colagem lingual se difere da colagem vestibular em vários aspectos. A primeira diferença está na presença de uma fase laboratorial, que consiste no posicionamento dos braquetes em um modelo de gesso, com os dentes corretamente posicionados em um setup, a partir de um modelo com a má oclusão inicial do paciente. Cada braquete recebe uma porção de resina de carga na sua base, confeccionada para regularizar a anatomia da face lingual e a distância vestibulolingual dos dentes, e evitar que o fio tenha dobras inset e offset durante o tratamento ortodôntico. Assim, a colagem dos braquetes nos dentes do paciente ocorre pela adesão entre a resina na base do braquete e a superfície de esmalte ou de cerâmica.

Com base na literatura consultada, a presente pesquisa se propôs a avaliar a resistência ao cisalhamento em braquetes da técnica lingual colados sobre a superfície de cerâmica. Foram utilizadas duas resinas — uma de polimerização química (Sondhi Rapid-Set A e B, 3M-Unitek) e uma re- sina fotoativada (Transbond XT, 3M-Unitek) — e dois materiais para preparo da superfície cerâmica (o ácido fluorídrico e o óxido de alumínio).

O uso do silano foi definido a partir de dados presentes na literatura que comprovam a sua eficácia em colagens de braquetes vestibulares. Em aplicações sobre cerâmica, o silano aumentou a resistência de colagem, independentemente do preparo da cerâmica. Embora o uso de silano seja considerado opcional por alguns autores, devido à dificuldade natural da colagem na superfície lingual associada à duvidosa resistência à descolagem em cerâmica, o silano utilizado em todas as superfícies de cerâmica foi considerado um elemento importante nesta técnica e pesquisa.

Devido às dificuldades do procedimento de colagem na técnica lingual, busca-se um método efetivo com baixos índices de descolagem. Nesse sentido, a associação entre o uso do ácido fluorídrico e do óxido de alumínio na superfície cerâmica pode aumentar a resistência ao cisalhamento. Nessa pesquisa, o melhor resultado foi obtido com a resina fotoativada Transbond XT. No entanto, alguns profissionais preferem a colagem com resinas de polimerização química. Portanto, sugere-se que outras resinas ativadas quimica- mente sejam, também, avaliadas para suprir essa demanda do mercado.


Como citar este artigo: Imakami MB, Valle-Corotti KM, Carvalho PEG, Scocate ACRN. Avaliação da resistência ao cisalhamento de braquetes da técnica lingual colados sobre superfície cerâmica. Dental Press J Orthod. 2011 May-June;16(3):87-94.

Link do artigo na integra via Scielo:

http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v16n3/a11v16n3.pdf



terça-feira, 2 de agosto de 2011

Tratamento ortodôntico, após o autotransplante






Neste artigo de 2011, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Mehrangiz Ghassemi; Abdolreza Jamilian; Ulrike Fritzc; Dieter Riediger; Alireza Ghassemi; do Department of Orthodontics, School of Med- icine, University of Aachen, Aachen, Germany; do Department of Orthodontics, School of Dentistry, Islamic Azad University, Tehran, Iran; Mostra um relato de caso associando autotransplante e ortodontia.
O Auto-transplante é um método alternativo para substituir um dente perdido. Este estudo relata um um protocolo de tratamento em um homem com 17 anos de idade que foi submetido a um auto-transplante do terceiro molar superior esquerdo em função de uma falta congenita do segundo pré-molar inferior esquerdo. Sem sinais de inflamação, reabsorção radicular, anquilose, mobilidade, sensibilidade, problemas de bolsa, ou destruições de celulares foram encontradas após dois anos de controle.

O Auto-transplante pode levar a um menor tempo de tratamento e a um resultado melhor de tratamento em determinados casos. Ele também elimina a necessidade de implantes ou terapias com próteses.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/102210-617.1