ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA: Julho 2011

domingo, 31 de julho de 2011

Pensamento da Semana


"Assumir nossos erros exige muita coragem em um mundo que parece feito de pessoas que sempre ganham todas... Assumir nossa ignorância exige muita humildade nesse mundo de quem sabe tudo."


Roberto Shinyashiki


Link sobre o Autor:


Roberto Shinyashiki – Wikipédia, a enciclopédia livre

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Posicionamento da cabeça para realizar cefalogramas com tomografia volumetrica cone bean







Neste artigo de 2009, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Luacia Cevidanes; Ana E. F. Oliveira; Alexandre Motta; Ceib Phillips; Brandon Burke; Donald Tyndall; do Department of Orthodontics, University of North Carolina, Chapel Hill, Estados Unidos da America e da Universidade Federal do Maranhão, Brasil. Mostra o posicionamento ideal da cabeça do paciente para uma tomada de tomografia Cone Bean para um estudo cefalometrico.

O objetivo do estudo foi determinar a confiabilidade da obtenção bidimensional de medidas cefalométricas usando duas orientações virtuais da cabeça, através de modelos de tomadas por tomografia computadorizada cone-beam (CBCT).

Foram feitos exames CBCT de 12 pacientes (6 classe II e 6 classe III) que foram aleatoriamente selecionados de um grupo de 159 pacientes. Um ortodontista, um radiologista odontológico, e um estudante do terceiro ano de Odontologia independentes orientaram o posicionamento da CBCT tridimensional (3D) em qualquer posição natural da cabeça (NHP simulado). Cada observador criou e digitalizou quatro CBCT-lateral cefalogramas gerados por paciente, utilizando duas simulações PHN e dois PIA 3D em intervalos de pelo menos 3 dias. Um misto de efeitos da análise de variância foram usados para calcular coeficientes de correlação intraclasse (ICCS), e para testar a diferença entre o orientações para cada medida.

O TPI indicou boa confiabilidade tanto dentro de cada cabeça como para orientação. Das 50 medições, os coeficientes de confiabilidade foram >= 0,9 para 45 medidas obtidas com orientações 3D PIA e 36 medições com simulados PHN. A diferença na média de valores das duas orientações excedeu 2 mm para 14 (28%) das medições.

A confiabilidade de ambas as orientações virtuais da cabeça foram aceitáveis, embora o percentual de medições com o TPI >= 0,9 foi maior para 3D PIA. Isso pode refletir a facilidade de usando os planos de guia para posicionar a cabeça na simulação 3D PIA durante o processo.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

www.angle.org/anglonline/?request=get-document&issn=0003-3219&volume=079&issue=05&page=0971

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Tratamento Ortodôntico-cirúrgico dos Incisivos Centrais Superiores Retidos – Caso Clínico


Neste artigo de 2002, publicado pelo Jornal Brasileiro de Ortodontia e Ortopedia Facial; pelos autores Manoel Flávio REAL; Francielli SANTINI; Antônio Carlos D. de SÁ; Ulisses COELHO; da Universidade Estadual de Ponta Grossa; Mostra um relato de caso clinico de tracionamento de incisivos superiores inclusos, utilizando aparatologia Ortodontica removível e fixa.

A retenção de dentes anteriores ocorre em 1 a 2% dos pacientes que procuram o tratamento ortodôntico(SANTOS-PINTO et al., 1999), a etiopatogenia dessa retenção é multifatorial (MARZOLA et al., 1995), podendo estar relacionada com:

• Razões embriológicas, devido à posição anormal do germe no arco dental ou um fator hereditário;

• Obstáculos mecânicos, como falta de espaço no arco dental e osso alveolar muito condensado;

• Elementos patológicos: dentes supra numerários e neoplasias odontogênicas;
• Causas gerais: enfermidades das glândulas endócrinas, mastigação menos intensa e traumas obstétricos.

Os incisivos centrais superiores erupcionam, em média, aos 7,36 anos de idade, tendo um desvio padrão mínimo aos 6,44 e máximo aos 8,28 anos (MOYERS, 1991). Todo dente retido é susceptível de produzir transtornos de origens diversas, apesar de que, muitas vezes, passam inadvertidamente, não ocasionando nenhuma alteração ao seu portador (MARZOLA et al., 1995). O forte impacto da ausência clínica dos incisivos permanentes, em especial os superiores, sobre a estética, obriga-nos a refl exões sobre o tratamento imediato (SILVA FILHO et al., 1997). Para tanto, ilustraremos, por meio de um caso clínico, a interação – tracionamento de incisivos retidos.

O tracionamento do dente incluso deve ser realizado aplicando-se forças leves, entre 30 e 60 gramas (LOKS et al., 2000;), pois os dentes anteriores são os mais suscetíveis às reabsorções radiculares (CAVALHEIRO JUNIOR et al., 1998; MC DONALD et al., 1986), tendo-se em conta que a força ortodôntica teoricamente considerada ótima para movimentar o dente é aquela que obtém máxima resposta do tecido, sem dor ou reabsorção radicular, e mantém a saúde dos ligamentos periodontais durante todo o movimento ortodôntico (CAVALHEIRO JR. et al., 1998; BECKER et al., 1982).

CONCLUSÃO

Os autores conseguiram, através de uma abordagem multidisciplinar, um ótimo resultado estético e funcional, além da mudança no perfi l psicológico do paciente, mostrando ser realmente eficiente o uso de aparelho ortodôntico removível, quando utilizado em pacientes jovens, complementado com nivelamento básico com aparelho fixo.
A valorização e compreensão dos conhecimentos teóricos e clínicos capacita a atuação preventiva em casos de retenção dentária diagnosticados precocemente.


Link do artigo na Integra via dtscience:

terça-feira, 26 de julho de 2011

OrtoPodCast - Episódio 11

Saudações a todos os ouvintes do OrtoPodCast!
Este é o episódio número 11.
Escolhemos para este episódio o artigo divulgado neste Blog no dia 13 de Julho
de 2011:

Influência do Tipo de Fio Ortodôntico e da Angulação de Segunda Ordem sobre as Forças de Fricção.

Para a postagem original clique:







segunda-feira, 25 de julho de 2011

Osseointegração dos Micro-parafusos Ortodontios Depois de colocação e da carga imediata



Neste artigo a ser publicado em 2010, pela Angle Orthodontist, pelos autores Linkun Zhang; Zhihe Zhao; Yu Li; Jiapei Wu; Leilei Zheng; Tian Tang; do State Key Laboratory of Oral Diseases and West China Stomatological Hospital, Sichuan University, Sichuan, PR China e do Department of Orthodontics, College of Stomatology, Chongqing University of Medical Sciences, PR China. Mostra um estudo com cortes histologicos em sitios de inserção de Mini - implantes.

Este estudo teve o objetivo de investigar o tempo de cura desejável de micro-parafusos e por Avaliação histomorfométrica da osseointegração após a carga imediata e precoce.

Cinqüenta e quatro micro-parafusos foram colocados bilateralmente na região de pré-molar superior de nove beagles. Em seguida, os micro-parafusos tiveram tempo de cura de 0 dias (grupo 0D), 2 semanas (grupo 2W), e 4 semanas (grupo 4W) estava com carga de uma força ortodôntica (100 g) por 8 semana. A direção da força ortodôntica foi vertical ao longo eixo da micro-parafusos. Cortes de secções de tecidos contendo micro-parafusos foram preparados para histomorfológicos e histomorfométrica
avaliações.

A taxa de durabilidade das micro-parafusos neste estudo foi de 100%. Remodelação óssea, perto da interface de contato osso-implante e a ossificação endocondral foram observados em todos espécimes ósseos. Osteoblastos Ativado agregada à interface osso-implante do grupo 4W, e osso lamelar foi encontrado nas regiões peri-implante. Micro-parafusos do grupo 2W foram parcialmente rodeados por fibras de colágeno e linhas neonatal do osso, ossos, tecidos, e os osteoclastos foram encontradas na região peri-implante. Micro-parafusos do grupo 0D foram cercados por mais fibras de colágeno em comparação com os outros dois grupos. As relações de contato dos implantes com o osso dos três grupos foram 43,74% (grupo 0D), 66,26% (grupo 2W), e 73,28% (grupo 4W), respectivamente, e estatística diferenças foram significativas (ANOVA, P, .01.

Todos os micro-parafusos nos três grupos podem fornecer ancoragem ortodôntica estável. No entanto, para obter melhor ancoragem estacionária, 4 semanas de cicatrização é recomendado antes da carga ortodôntico.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/021909-106.1

domingo, 24 de julho de 2011

Pensamento da Semana


"Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se fosse eu o ofensor... Magoar alguém é terrível!"


Chico Xavier
1910-2002

Link sobre o autor:


quinta-feira, 21 de julho de 2011

Impactação de Caninos Superiores e suas Conseqüências: Relato de Caso Clínico.








Artigo de 2003 publicado no Jornal Brasileiro de Ortodontia Ortopedia Facial pelo autores Amanda Moreira Britto, Camilla Faria Freitas Fraga, Daniela Goursand, Eduardo Neves Costa, Eliane Grossi e José Ferreira Rocha Júnior tem como objetivo apresentar um caso clínico de caninos superiores permanentes retidos, corrigido através das técnicas cirúrgica e ortodôntica.

O canino é um elemento dentário de extrema importância para a harmonia oclusal, sendo indispensável nos movimentos de lateralidade, constituindo um elemento de proteção do sistema estomatognático. A incidência de caninos impactados é o segundo tipo mais comum no grupo das inclusões dentárias. Várias etiologias são sugeridas para esse fato, a falta de espaço no arco e o trauma são as causas mais frequentes.

O objetivo deste trabalho é apresentar um caso clínico de caninos superiores permanentes retidos, corrigido através das técnicas cirúrgica e ortodôntica, demonstrando, assim, a viabilidade de se realizar tais procedimentos.

Os autores fazem uma revisão de literatura abordando os fatores etiológicos de impactação dos caninos. Além disso, abordaram as técnicas ortodônticas usadas para movimentar caninos impactados, afirmando que a força, normalmente, vem do aparelho colocado no arco vestibular e está direcionada bucalmente. Entretanto, quando os caninos impactados estão mal posicionados, próximos às raízes dos incisivos laterais superiores ou localizados mais superiormente no palato, uma tração labial poderia ser perigosa às raízes destes dentes, desaconselhando ou até mesmo impedindo a realização do procedimento. Nessa situação, é recomendada uma tração vertical no lado palatino do arco, permitindo o deslocamento do dente para longe das raízes dos incisivos. Em uma segunda etapa, realiza-se o tracionamento bucal para posicionar o canino dentro do arco dentário.

É apresentado caso clínico no qual os caninos superiores inclusos promoveram a reabsorção das raízes dos incisivos laterais com consequente perda das referidas unidades.






quarta-feira, 20 de julho de 2011

Clear Aligner: Uma opção de tratamento ortodôntico estético - Fabricação e aplicações

O tratamento ortodôntico em adultos tem demandado muitas pesquisas com relação 'a estética dos aparelhos. Os braquetes metálicos, usualmente, são evitados por aqueles mais discretos. Nos EUA e em todo o mundo tem-se buscado alternativas para os braquetes e vários sistemas tem surgidonos últimos anos.

O Invisalign é um deles e já foi discutido neste Blog, O Inman também já nos foi apresentado. Mas muitos outros estão surgindo. Aqui vamos apresentar o Clear Align pelo artigo escrito pelo próprio Kim Tae Weon , DDS, MSD , PhD e Jae Park Hyun , DMD, MSD , MS , PhD e publicado em http://www.dentistrytoday.com/orthodontics/1554 :

O tratamento ortodôntico em pacientes adultos, tem sido tradicionalmente focado em ser imperceptível , bem como minimizar perturbações do estilo de vida do paciente. A ortodontia lingual é uma ótima opção para aqueles que querem os dentes retos e um belo sorriso , sem mostrar qualquer aparelho durante o processo de tratamento ortodôntico. Embora a ortodontia lingual tenha se desenvolvido bastante, esse tratamento pode não ser rentável devido ao tempo excessivo da cadeira .

O desenvolvimento do Invisalign ( Align Technology ) faz a higiene bucal uma tarefa mais fácil e permitiu que o paciente tenha um estilo de vida normal , sem interrupções. É particularmente popular entre os adultos que querem endireitar os dentes sem os braquetes de metal tradicional, que são comumente usados por crianças e adolescentes.


Outro desenvolvimento neste domínio , o Clear Aligner, também pode mover os dentes facilmente sem braquetes. Porque ele ser transparente e removível, pacientes de todas as idades podem usá-lo , especialmente se eles querem uma opção de tratamento ortodôntico estético .

O Clear Aligner difere do Invisalign, que prevê niveladores em série. O Clear Aligner é um aparelho ortodôntico eficiente que é produzido periodicamente. Ele pode ser fabricado facilmente por qualquer ortodontista ou clínico geral em uma maneira mais barata. Para fabricar um Clear Aligner, com intervalos a cada 3 ou 6 semanas são tomadas as impressões para modelos de trabalho , que são usados com 2 ou 3 diferentes folhas de acetato( Duran [ Scheu Dental ]) e uma máquina de moldagem sob pressão ( Biostar [ Scheu Dental ]) ou uma máquina de vacuum forming ( DENTSPLY árvore Chuva- Essix ). Diferentes folhas de acetato termoformado são colocadas sobre o modelo de set-up feito para o movimento do dente, usando uma plastificdora 'a vácuo. O movimento dentário é muito eficiente, enquanto o paciente mantém-se bastante confortável.


O Clear Aligner vem em 3 diferentes espessuras de folhas de acetato : 0,020 , 0,025 e 0,030 polegadas . Como no tratamento ortodôntico fixo , um fio flexível é colocado como um fio inicial e passa a ser trocado por outros mais pesados com avanço do tratamento .


Os alinhadores da primeira semana são de 0,020 polegada de espessura. O Clear aligner é utilizado e depois muda para um outro de 0,025 polegada de espessura por amis uma semana e depois um alinhador 0,030 polegada de espessura, para cada semana subseqüente . Durante as três semanas de tratamento, alinhadores de acetatos com diferentes espessuras podem ser utilizados, dependendo da mecânica.


O Ortodontista pode ajustar o período de troca de alinhadores , observando o movimento do dente e conforto do paciente de acompanhamento. Usando diferentes espessuras de alinhadores , a dor de um paciente podem ser reduzidos e da transparência do alinhador é melhorada pela redução do fosso entre o alinhador claras e os dentes. Uma vez que o alinhador é fabricada a partir do molde de trabalho em cada visita, é prontamente disponível para alterar o plano de tratamento.

Conclusão

Os autores acreditam que as possibilidades do Clear Aligner são extensas. Ele pode ser usado para correção de apinhamentos, fechamento de espaços, expansão/contração, casos que recindivam, tratamentos interdisciplinares, e como contenção ativa e/ou passiva. Como o paciente usa o Clear Aligner por um determinado período de tempo, a movimentação ocorre rápida e eficientemente por que o aparelho toda a superfície dos dentes. O Clear Aligner pode ser usado como alternativa para aqueles pacientes que relutam em utilizar o aparelhos convencionais.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Retração rápida de caninos








Neste artigo de 2011, publicado pelo Dental Press Journal Orthodontics, pelos autores Paulo Renato Carvalho Ribeiro, Sérgio Henrique Casarim Fernandes, Gustavo Saggioro Oliveira; do Curso de Especialização em Ortodontia - ABO Juiz de Fora. Mostra um protocolo para retração rápida de caninos por distração do ligamento periodontal que permite uma movimentação dentária com o objetivo de fechamento de espaço da extração de primeiros pré-molares em um intervalo de duas ou três semanas.

A distração osteogênica é um processo de crescimento de novo osso por estiramento mecânico de um tecido ósseo preexistente. Foi popularizada pelos estudos de Ilizarov que demonstrou, em centenas de pacientes, que novo osso poderia ser formado após a corticotomia cirúrgica e posterior distração osteogênica.


Liou e Huang, em 1998, introduziram os conceitos da distração osteogênica na movimentação dentária. Os autores observaram que o processo de osteogênese do ligamento periodontal, durante o movimento dentário induzido por forças ortodônticas, é semelhante ao da sutura mediana durante a disjunção palatina realizada para correção de mordidas cruzadas. A principal diferença seria a quantidade de movimentação. Enquanto, no movimento dentário ortodôntico, os dentes se movimentam em taxas de aproximadamente 1mm por mês, na disjunção palatina, a sutura é separada em até 1mm por dia. Desta forma, os autores idealizaram uma maneira de distender o ligamento periodontal na mesma velocidade que a sutura palatina mediana, de forma a permitir a rápida movimentação de caninos em pacientes que necessitem de exodontias de primeiros pré-molares. Essa técnica foi denominada distração dentária (DD).


Independentemente da técnica utilizada, a retração rápida de caninos (RRC) tem sido bem indicada para as seguintes situações clínicas: apinhamentos severos, má oclusão de Classe II 1a divisão, biprotrusões dentárias, encurtamentos e más formações radiculares e, ainda, em pacientes com problemas periodontais. Tais indicações se devem ao fato de que, como o movimento dentário é realizado de forma muito rápida, com o canino sendo completamente distalizado em cerca de duas a três semanas, sem perda de ancoragem, o espaço obtido pode ser utilizado para a resolução rápida dos apinhamentos. Durante a movimentação ortodôntica convencional, o processo de reabsorção radicular só tem início duas ou três semanas após a aplicação de uma força, podendo continuar por todo o período de duração dessa. Por outro lado, na RRC, como os caninos já completaram toda a movimentação para distal enquanto os demais dentes ainda estão em período de estagnação, tanto o movimento mesial dos molares, ou seja, a perda de ancoragem, quanto a evidência de reabsorção radicular não ocorreram ou estão apenas começando. Isso beneficia aqueles pacientes que necessitam de exodontias de pré-molares e apresentam comprometimentos periodontais importantes.


O aparelho distrator tem sido confeccionado da forma descrita por Faber, a partir de um expansor Hyrax convencional. Esse deve ser aberto uma quantidade em milímetros igual à quantidade que se deseja distalizar os caninos, acrescida de no mínimo 2mm. Preferencialmente, utiliza-se um parafuso de 13mm, que, por apresentar um maior curso, proporciona uma maior estabilidade após aberto. Realiza-se um corte longitudinal eliminando-se uma das hastes do Hyrax e arredondam-se as quinas vivas. Faz-se o polimento adequado para maior conforto do paciente.


A ativação dos distratores pode ser iniciada imediatamente após a cirurgia ou respeitando-se um período de latência de até sete dias. Não há consenso na literatura sobre isto. Temos utilizado esse período de latência naqueles casos onde o procedimento cirúrgico foi mais invasivo, com uma maior manipulação de tecidos.


CONSIDERAÇÕES FINAIS


A retração rápida de caninos (RRC) é uma técnica que proporciona uma redução significativa no tempo de tratamento ortodôntico. A utilização da tomografia Cone-Beam facilita, em demasia, o procedimento cirúrgico e, em conjunto com o acesso vestibular, proporciona maior velocidade e segurança ao procedimento. O distrator posicionado porpalatina é biomecanicamente mais eficaz que o por vestibular. Sua utilização, no mínimo, proporcionou a preservação da tábua óssea vestibular. Apesar das diversas possibilidades clínicas de utilização dessa técnica, consideramos os preparos ortocirúrgicos, os casos com apinhamento anterior severo e os pacientes com comprometimento periodontal, os princi- pais beneficiados por esse protocolo de tratamento.



Link do artigo na integra via Scielo:


http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v16n1/19.pdf

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Segundo Congresso Internacional MBT


Um oportunidade impar em ter contato com grandes profissionais que vem a cada dia aperfeiçoando e divulgando a filosofia de tratamento MBT. O evento será realizado nos dias 25, 26 e 27 de agosto em São José do Rio Preto - São Paulo.

Link do evento:

http://www.trevisi.com.br/cursos.php?cur=1262

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Ortodontia Lingual: Controle do torque anterior durante a retração com braços de força e mini implantes












Neste artigo de 2005, publicado na Angle Orthodonthist, pelos autores Ryoon-Ki Hong, Jung-Min Heo, Young-Ki Ha. Do departamento de Ortodontia do Chong-A Dental Hospital em Seul - Korea do Sul. Nele é abordado dois temas interessantes que são os mini implantes e a Ortodontia lingual.

O torque anterior durante a retração é limitado de se conseguir durante o tratamento com a Ortodontia lingual. Neste artigo é descrito um tipo de braço de força associado ao sistema de ancoragem absoluta com mini implantes, no qual se controla a retração dos dentes anteriores durante o tratamento. São mostrados 02 casos de protrusão dentaria tratados com este sistema.

Varias situações clinicas são discutidas e analisadas do ponto de vista biomecânico. Os mini implantes são utilizados como ponto de aplicação de força na região posterior para controlar a retração sem a perda de ancoragem. Quando o comprimento do braço de força é ajustado para as posições dos mini implantes, a desejada linha de ação de força da retração em relação ao centro de resistência do segmento anterior é selecionada.

A retração anterior foi realizada de forma controlada sem nenhuma perda de ancoragem nos dois casos. Ficou constatado que os mini implantes associados aos braços de força são eficiêntes não só como ancoragem absoluta, mas tamém como uma forma de se controlar o troque anterior durante a retração no tratamento com a Ortodontia lingual.

Link do Artigo na integra na Angle Orthodontist:
http://www.angle.org/doi/pdf/10.1043/0003-3219%282005%29075%3C0129%3ALAMSFA%3E2.0.CO%3B2

terça-feira, 12 de julho de 2011

Avaliação tomográfica no tratamento com Herbst em adulto jovem





Neste artigo de 2010, publicado pelo Dental Press Journal of Orthodontics, pelos autores: Savana Maia, Dirceu Barnabé Raveli, Ary dos Santos-Pinto, Taísa Boamorte Raveli, Sandra Palno Gomez; da Disciplina de Ortodontia da Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP - Sao Paulo; Analisa, durante 8 meses, o tratamento de um indivíduo com aparelho Herbst por meio de imagens da tomografia Cone-Beam, após o surto de crescimento pubertário (16 anos e 3 meses), portador de má oclusão de Classe II, divisão 1, associada a retrognatismo mandibular.

Apesar da extensa diversidade de tratamentos da má oclusão de Classe II, dúvidas ainda permanecem com relação ao mecanismo de ação dos aparelhos ortopédicos. A efetividade do tratamento da má oclusão de Classe II com o aparelho de Herbst vem sendo estudada por décadas. No entanto, apesar da evidente eficácia dessa conduta terapêutica, a possibilidade de manipular o potencial de crescimento mandibular além da quantidade determinada geneticamente ainda alimenta o debate entre os defensores e opositores da ortopedia dentofacial. Uma parte dos pesquisadores, apoiados na teoria da Matriz Funcional, acredita que os fatores ambientais locais sejam os principais responsáveis pelo tamanho final do esqueleto craniofacial e, por conseguinte, passível de certa regulação pela alteração de seu padrão funcional. A outra corrente advoga que o controle preponderante é genético e que as alterações observadas restringem-se ao componente dentoalveolar, não afetando o crescimento das bases ósseas. Há sugestão de que a utilização de aparelhos funcionais para estímulo do crescimento mandibular teria um impacto apenas temporário sobre o padrão dentofacial, prevalecendo no longo prazo a imposição do padrão morfogenético.


A questão primordial dessa controvérsia ainda permanece: os aparelhos ortopédicos funcionais provocam alguma alteração significativa no crescimento mandibular? Embora a utilização desses aparelhos ultrapasse cem anos, ainda hoje pouco se sabe sobre como eles funcionam, quais sistemas tissulares são influenciados, qual a magnitude e a estabilidade desses efeitos.


Todavia, estudos recentes utilizando tomografia computadorizada (TC) — que permite a reconstrução de áreas anatômicas e sua visualização em três dimensões, revelando informações sobre tamanho, forma e textura — comprovam resposta tecidual em indivíduos tratados após o surto de crescimento pubertário, além de remodelação da fossa glenoide e do côndilo e adaptação da ATM.


A tomografia computadorizada é o exame de escolha para a análise de componentes ósseos e estruturas dentárias. O desenvolvimento dessa nova tecnologia está provendo à Odontologia a reprodução de imagens tridimensionais dos tecidos mineralizados maxilofaciais, com mínima distorção e dose de radiação significativamente reduzida.


A definição de um diagnóstico preciso está associada com a exatidão das medições usadas em métodos distintos, sendo de grande importância para o ortodontista, visto que o diagnóstico, prognóstico e planejamento do tratamento ortodôntico, juntamente com outros fatores, dependem delas.


Um paciente brasileiro, do gênero masculino, com 16,3 anos de idade, procurou por tratamento ortodôntico na Faculdade de Odontologia de Araraquara/Unesp, queixando-se do queixo estar posicionado para trás. Na análise facial frontal, apresentava um padrão mesofacial e ausência de selamento labial; na análise lateral, demonstrava um perfil convexo associado à retrusão mandibular, segundo análise clínica, e linha mento-pescoço curta.


O indivíduo foi tratado ortopedicamente com o aparelho Herbst bandado por um período de oito meses. Para avaliação das mudanças dentárias e esqueléticas, o paciente foi submetido a duas telerradiografias e tomografias computadorizadas de feixe cônico (CBCT, do inglês Cone-BeamComputed Tomography) em norma lateral, em máxima intercuspidação habitual, denominadas: T1, ao início do tratamento; e T2, oito meses após o tratamento. As tomografias CBCT foram realizadas ao início do tratamento e após a remoção do aparelho Herbst, e analisadas em software específico (Dolphin 10.5, Dolphin Imaging & Management Solutions, EUA).


Na avaliação tomográfica, observou-se um aumento no diâmetro do côndilo de 0,8mm do lado direito e 0,7mm do lado esquerdo. A análise subjetiva da região sugere remodelação na área da fossa glenoide e côndilo. Entretanto, a análise de um único caso não permite uma avaliação significativa.


Na avaliação da via aérea do indivíduo, observa-se valor volumétrico inicial de 4324,5mm3 e, após o tratamento com o Herbst, valor de 5108,5mm3, sugerindo um aumento da região nasofaríngea após o tratamento.


Os resultados mostram, após o tratamento de oito meses com Herbst, correção da má oclusão de Classe II para Classe I e, ainda, uma melhora da estética facial com ausência de alterações musculares e articulares.


CONCLUSÃO DOS AUTORES


Os exames de TC proporcionam um melhor diagnóstico e planejamento do tratamento ortodôntico, pois permitem a visualização do problema em três dimensões no espaço. Além disso, a CBCT permite a análise de estruturas como côndilo e fossa glenoide, possibilitando, assim, avaliar a remodelação nessa região após o tratamento com aparelhos ortopédicos. O tratamento com aparelho de Herbst produz resultados satisfatórios e proporciona ao paciente a correção da má oclusão e melhora da estética do perfil. A avaliação tomográfica sugere remodelação da região da ATM e côndilo, e aumento da via aérea após o tratamento com esse aparelho.


Link do artigo na integra via Scielo:


http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v15n5/15.pdf

domingo, 10 de julho de 2011

Pensamento da Semana


"Os anos enrugam a pele, mas renunciar ao entusiasmo faz enrugar a alma."

Albert Schweitzer
1875 - 1965

Link sobre o autor:

sexta-feira, 8 de julho de 2011

GEORTO - 1º Meeting de Cirurgia Ortognática


Esta semana o GEORTO - Grupo de Estudos em Ortodontia da Bahia, volta a se encontrar, com o foco agora voltado a Cirurgia Ortognática. Iremos contar com a presença de 03 especialistas em Cirurgia Buco Maxilo Facial, Os Doutores Gustavo Mascarenhas, Daniel Rodrigues e Marcos Oliva. Todos com formação acadêmica solida e casuísticas clinicas. Tenho a certeza que será proveitoso para todos os membros que vem nos acompanhando, e aproveito para convidar os Ortodontistas interessados em conhecer o GEORTO a participar deste encontro, nosso único objetivo é a democratização de acesso a informações de qualidade na nossa especialidade, e como não temos vínculos com escolas, grupos, etc; Todos são bem vindos.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Termo do 1o Consenso em Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial


Neste artigo de 2010, publicado pelo Dental Press Journal Orthodontics, pelos autores Simone Vieira Carrara, Paulo César Rodrigues Conti, Juliana Stuginski Barbosa; do Departamento de Prótese da Faculdade de Odontologia de Bauru-USP. Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências Odontológicas Aplicadas da FOB-USP. Mostra O Termo do 1o Consenso em Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial foi criado com o propósito de substituir divergências por evidência científica dentro dessa especialidade da Odontologia.

Por definição, dor orofacial é toda a dor associada a tecidos moles e mineralizados (pele, vasos sanguíne- os, ossos, dentes, glândulas ou músculos) da cavidade oral e da face. Usualmente, essa dor pode ser referida na região da cabeça e/ou pescoço ou mesmo estar associada a cervicalgias, cefaleias primárias e doenças reumáticas como fibromialgia e artrite reumatoide.


As principais fontes de dor orofacial são proble- mas odontogênicos, cefaleias, patologias neurogênicas, dores musculoesqueléticas, dores psicogênicas, câncer, infecções, fenômenos autoimunes e trauma tecidual.


Historicamente, a Odontologia tem se dedicado fundamentalmente ao diagnóstico e tratamento da dor odontogênica (pulpar e periodontal). Não se pode, porém, descuidar da identificação de outras fontes de dor orofacial como processos inflamatórios típicos (sinusites, parotidites), dores neuropáticas contínuas ou intermitentes (nevralgias, dor por de- saferentação, dor mantida pelo simpático), cefaleia e disfunção temporomandibular.


A dor orofacial apresenta alta prevalência na população, sendo causa de grande sofrimento para os pacientes. Além disso, pode resultar de patologias que põem em risco a vida do indivíduo. Daí a fundamental importância da participação do cirurgião-dentista na prática de um processo diagnóstico adequado.


Foi estimado que aproximadamente 22% da população haviam apresentado ao menos um tipo de dor orofacial nos 6 meses que antecederam a coleta dos dados. A causa mais frequente da dor orofacial apontada nesse estudo foi a de origem odontogênica (12,2%), seguida pela disfunção temporomandibular (DTM), constatada em 5,3% da população.


Segundo a Academia Americana de Dor Oro-facial, a DTM é definida como um conjunto de distúrbios que envolvem os músculos mastigatórios, a articulação temporomandibular (ATM) e estruturas associadas.


Os sintomas mais frequentemente relatados pelos pacientes são: dores na face, ATM e/ou mús- culos mastigatórios, dores na cabeça e na orelha. Outros sintomas relatados pelos pacientes são as manifestações como zumbido, plenitude auricular e vertigem.


Estudos epidemiológicos estimam que 40% a 75% da população apresentem ao menos um sinal de DTM, como ruídos na ATM e 33%, pelo menos um sintoma, como dor na face ou na ATM.


No Brasil, poucos são os estudos que verificaram a prevalência de sinais e sintomas de DTM em amostras populacionais. Um estudo recente concluiu que 37,5% da população apresentavam ao menos um sintoma de DTM. Entre estudantes universitários, estima-se que 41,3% a 68,6% apresentem algum sinal ou sintoma de DTM.


Ainda não há método confiável de diagnóstico e mensuração da presença e severidade das disfunções temporomandibulares que possa ser usado de maneira irrestrita por pesquisadores e clínicos. Para o diagnóstico de casos individuais, a anamnese continua sendo o passo mais importante na formulação da impressão diagnóstica inicial.


O exame físico, constituído por palpação muscular e da ATM, mensuração da movimentação mandibular ativa e análise de ruídos articulares, quando executado por profissionais treinados e calibrados, é instrumento de grande validade no diagnóstico e na formulação de propostas de terapia, assim como de acompanhamento da eficácia dos tratamentos propostos.


A Academia Americana de Dor Orofacial (AAOP) estabeleceu, na 4o edição de seu manual, novas diretrizes para o diagnóstico e classificação das diferentes formas de DTM, que são divididas em dois grandes grupos (DTM muscular e DTM articular) com suas respectivas subdivisões.


A tentativa de isolar uma causa nítida e universal da DTM não tem sido bem-sucedida. Estudos recentes concluem que a DTM tem origem multifatorial.


Faz parte de uma anamnese completa a identificação de fatores predisponentes (que aumentam o risco da DTM), fatores iniciadores (que causam a instalação das DTMs) e fatores perpetuantes (que interferem no controle da patologia). Dentre esses fatores citaremos aqueles que supostamente são mais relevantes.


Trauma


Trauma direto ou macrotrauma.

Trauma indireto: representado por lesões do tipo chicote.

Microtrauma: provocado por traumas de pequena monta, realizados de maneira repetitiva, como hábitos parafuncionais (bruxismo, apertamento dentário, etc).


Fatores psicossociais

Ansiedade, depressão, etc.


Fatores fisiopatológicos

Fatores sistêmicos: doenças degenerativas, endócrinas, infecciosas, metabólicas, neoplásicas, neurológicas, vasculares e reumatológicas.

Fatores locais: alteração na viscosidade do líquido sinovial, aumento da pressão intra-articular, estresse oxidativo, etc.

Fatores genéticos: presença de haplótipos associados à sensibilidade dolorosa.


O objetivo do tratamento da DTM é controlar a dor, recuperar a função do aparelho mastigatório, reeducar o paciente e amenizar cargas adversas que perpetuam o problema.


A etiologia indefinida, o caráter autolimitante e a altíssima eficácia recomendam a utilização inicial de terapias não-invasivas e reversíveis para os pacientes que sofrem de DTM.


Alguns estudos relatam o controle de sinais e sintomas em mais de 90% dos pacientes que re- ceberam tratamentos preservadores. Educação do paciente, automanejo, intervenção comportamental, utilização de fármacos, placas interoclusais, terapias físicas, treinamento postural e exercícios compõem a lista de opções aplicáveis a quase todos os casos de DTM.


Há carência de políticas públicas que visem divulgar a patologia e acolher os indivíduos que sofrem de DTM. É insignificante o volume de atendimentos proporcionados pelo Estado. Essa falta de assistência e informação, invariavelmente, frustra o paciente, provocando uma insistente busca por outras especialidades que tratam sintomas semelhantes, mas não promovem controle adequado do problema em questão. A especialidade de “Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial”, regulamentada pelo Conselho Federal de Odontologia, é esquecida dentro do contexto da saúde bucal.


A especialidade DTM e Dor Orofacial foi criada em 2002 pelo Conselho Federal de Odontologia. A despeito disso, mesmo entre profissionais da saúde, essa especialidade ainda é pouco conhecida. A adoção da disciplina de DTM e Dor Orofacial na grade curricular dos cursos de graduação de Odontologia é indispensável e urgente. O reconhecimento e o apoio, por parte das autoridades que gerenciam a política de saúde pública, são necessários para que o atendimento primário ao paciente com dor orofacial seja viabilizado de forma eficaz. Essas medidas reduzirão o sofrimento desses indivíduos e a sobrecarga financeira sobre eles.


Deve ser considerada postura antiacadêmica estabelecer protocolo ou promover cursos de Educação Continuada apoiados na terapia oclusal como forma de terapia definitiva para o controle de sinais e sintomas de DTM.



Link do Artigo na Integra via Scielo:


http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v15n3/14.pdf


sábado, 2 de julho de 2011

Responsabilidade civil do ortodontista após a terapia ortodôntica

Um artigo de

Maurício Garcia BARROSO

Mário VEDOVELLO FILHO

Silvia Amélia Scudeler VEDOVELLO

Heloisa Cristina VALDRIGHI

Mayury KURAMAE

Viviane VAZ


Publicado na RGO, Porto Alegre, v. 56, n.1, p. 67-73, jan./mar. 2008





Objetivos: Investigar quais as dificuldades do ortodontista no pós-tratamento ortodôntico, observando se as condutas adotadas satisfazem as reclamações de indivíduos que já terminaram a terapia ortodôntica, perante as determinações do Código de Defesa do Consumidor e do Código Civil quanto ao relacionamento indivíduo/profissional.

Método: Foi encaminhado via correio um questionário em forma de correspondência do tipo carta-resposta a todos os Cirurgiões-Dentistas inscritos no Conselho Regional de Odontologia do Rio de Janeiro, com seus registros no Conselho Federal de Odontologia como especialista em ortodontia num total de novecentos e noventa profissionais.
Resultados: A análise percentual das respostas obtidas demonstrou que o tempo de arquivamento da documentação ortodôntica pelos profissionais foi de: mais de 20 anos (49,8%); por 20 anos (25,5%); por 15 anos (12,4%); por 10 anos (3,8%); e por um período de 5 anos (8,3%). Sobre o controle adotado no período de pós-contenção, 52,8% supervisionam de 6 em 6 meses e 39,9% uma vez por ano. A maioria dos profissionais (76,5%) relatou que procurariam de qualquer forma evitar uma ação cível. No caso de recidiva, 87,2% dos profissionais informam ao indivíduo que a recidiva é previsível e propõem o retratamento ortodôntico. Quanto à solicitação da documentação ortodôntica pelo indivíduo, 93,7% dos profissionais entregariam a documentação ortodôntica e solicitariam a assinatura de retirada da mesma.








Conclusão: A partir da análise dos resultados obtidos neste trabalho, conclui-se que: após o término da terapia ortodôntica, a documentação ortodôntica é arquivada pela totalidade dos pesquisados, mas difere no tempo de arquivamento realizado pelos profssionais (49,8% por mais de vinte anos, 25,5% por vinte anos, 12,4% por quinze anos, 3,8% por dez anos e 8,3% por um período de cinco anos).

Sobre a supervisão do indivíduo no período de pós-contenção, 52,8% dos profssionais supervisiona de seis em seis meses e 39,9% uma vez por ano. Perante o indivíduo insatisfeito com os resultados do tratamento ortodôntico, a maioria dos profssionais (76,5%) relatou que procurariam de qualquer forma evitar uma ação cível.

Nos casos de recidiva, 87,2% dos profssionais informam ao indivíduo que é previsível e propõem o retratamento ortodôntico. A conduta adotada pelo profssional quando a documentação ortodôntica é solicitada pelo indivíduo é a seguinte: 93,7% dos profssionais entregariam a documentação ortodôntica e solicitariam a assinatura do indivíduo, comprovando a retirada da mesma.

Para o arquivo, na íntegra via revistaRGO, em PDF: