ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA: Junho 2011

quinta-feira, 30 de junho de 2011

O movimento dentario rápido associado ao tratamento ortodôntico com distração dentoalveolar (DAD)

Neste artigo de 2010, publicado no Angle Orthodontist, pelos autores Go ̈kmen Kur; Haluk ̇Ieri; Reha Kis ̧nis ̧ci; do Department of Orthodontics, School of Dentistry, Erciyes University, Kayseri, Turkey; Department of Orthodontics, School of Dentistry, Ankara University, Besevler, Ankara, Turkey; Department of Maxillo-facial Surgery, School of Dentistry, Ankara University, Besevler, Ankara, Turkey. Mostra uma tecnica ortodontica para fechamento de espaço rápido com distrator.

O objetivo deste estudo é descrever a técnica de distração dentoalveolar (DAD) e apresentar os seus efeitos sobre as estruturas vizinhas, apresentando um caso de correção de uma má Oclusão de Classe II.

Uma jovem de 15 anos de idade esquelética e dentária com má oclusão Classe II, paciente do sexo feminino com um overjet de 9 mm e foi tratado pela técnica da osteogênese DAD. Um dispositivo rígido, de distração dentária intra-oral foi utilizado para a retração rápida dos caninos.

Osteotomias em torno dos caninos foram realizada para conseguir movimento rápido dos caninos dentro do segmento dentoalveolar, em conformidade com os princípios da distração osteogênica. A quantidade de retração dos caninos foi de 7,5 mm em 12 dias a uma taxa de 0,625 mm por dia, sem perda de ancoragem posterior. Os caninos apresentaram 1,6 milímetro de extrusão e uma mudança de 11 graus de inclinação (inclinação distal) durante o mesmo período.

O tratamento ortodôntico continuou por seis meses, sem evidências clínicas e radiográficas de complicações como fratura de raiz, reabsorção radicular, anquilose, e deiscência dos tecidos moles.

A técnica de DAD é um método inovador, porque reduz o tempo total de tratamento ortodôntico em cerca de 50%, sem efeitos negativos sobre os tecidos periodontais e estruturas adjacentes e sem necessidade de utilizar qualquer aparelho de ancoragem intra ou extra-oral.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/041209-209.1

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Tratamento não-cirúrgico de microssomia hemifacial por meio da ortopedia funcional dos maxilares


Neste artigo de 2011, publicado pela Revista Gaúcha de Odontologia, pelos autores Fernando Augusto Vaz RIBEIRO, Brena Correa de TOLEDO, Milton SANTAMARIA JUNIOR, Sílvia Amélia Scudeler VEDOVELLO, Heloísa Cristina VALDRIGHI; Fundação Hermínio Ometto, Faculdade de Odontologia, Programa de Pós-Graduação em Ortodontia. Araras, SP; Apresenta um caso clínico de agenesia de côndilo tratado com aparelhos ortopédicos funcionais sem cirurgia.

A microssomia hemifacial se caracteriza por apresentar deformidades morfológicas faciais derivadas do desenvolvimento anormal dos 1º e 2º arcos branquiais e o grau de comprometimento apresentado vai desde um pequeno afetamento do osso temporal ou da cabeça da mandíbula até uma fissura orbital nos casos mais graves. É a segunda anomalia congênita facial mais comum (1 em cada 5.600 nascidos-vivos), depois da fissura labial e palatina.


Esta alteração congênita geralmente é unilateral e causa uma deformidade facial caracterizada por diminuição do corpo da mandíbula e desvio do mento para o lado afetado. Do lado contralateral, tem-se um alongamento da mandíbula e a face é achatada.


A agenesia de côndilo tem sido descrita na literatura como um fator associado a outros tipos de problemas, geralmente as síndromes, nas quais se encontram afetados o desenvolvimento dos 1º e 2º arcos branquiais. A denominação que mais se associa ao problema é a Microssomia craniofacial, proposta por Gorline Pindborg em 1964. Acredita-se que a síndrome de Goldenhar faça parte de um quadro clínico mais complexo de anomalias de 1º e 2º arcos branquiais. Os portadores dessa síndrome apresentam anomalias bucais, músculo- esqueléticas, auriculares e oculares, alterações cardíacas, genitais, renais, pulmonares e de sistema nervoso central.


Com relação à oclusão, é comum encontrar mordida cruzada do lado afetado devido ao desvio da mandíbula para este lado. Cria-se então, uma maxila assimétrica com o processo alveolar pouco desenvolvido do lado cruzado e, consequentemente, estará presente um desvio de linha média considerável para o lado afetado e, possivelmente, uma sobremordida profunda devido a ações musculares.


As técnicas recomendadas para tratamento da agenesia do côndilo giram ao redor das alternativas cirúrgicas precoce a partir dos três anos de idade, constando da retirada de tecido esternoclavicular e enxertado, posteriormente, e fixado com miniplacas de titânio na mandíbula, sendo os objetivos: restabelecer um centro de crescimento condilar que facilite o normal desenvolvimento ósseo facial, restabelecer a simetria facial e reparar as deformidades faciais. É instituído tratamento cirúrgico com aumento do lado hipoplásico seguido de tratamento ortodôntico, para estabelecer uma oclusão dentária normal. Pacientes com deformidades severas indica-se intervenção cirúrgica precoce com transplante autógeno costocondral ou, posteriormente, cirurgia ortognática combinada de maxila e mandíbula.


Em casos de assimetrias severas a cirurgia precoce, a partir dos três anos de idade, está indicada a retirada de tecido esternoclavicular e enxertado, posteriormente, e fixado com miniplacas de titânio na mandíbula, objetivando restabelecer um centro de crescimento condilar que facilite o normal desenvolvimento ósseo facial, restabelecer simetria facial e reparar as deformidades faciais.


Para Simões, porém, a terapia ortopédica em fase precoce mostra-se efetiva, já que na microssomia hemifacial o problema não é somente esqueletal, mas também muscular e outros elementos de tecido mole possivelmente estão alterados. Com a estimulação do aparelho funcional é possí- vel obter algum desenvolvimento de tecidos moles e, desta maneira, melhorar o desenvolvimento facial e o prognóstico em caso de necessidade de uma correção cirúrgica.



Link do artigo na integra via RGO:


http://www.revistargo.com.br/viewarticle.php?id=2566&layout=abstract

terça-feira, 28 de junho de 2011

Exatidão e precisão de uma análise facial antropométrica 3D com e sem rotulagem do ponto de referência antes da obtenção imagem


Neste artigo de 2011, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Noyan Aynechi; Brent E. Larson; Vladimir Leon-Salazar; Soraya Beiraghi ; Division of Pediatric Dentistry, School of Dentistry, University of Minnesota, Minneapolis. Mostra um estudo focado numa analise facial tridimensional.

Este estudo foi realizado com o intuito de determinar a influência da demarcação de referência sobre a exatidão e precisão de uma técnica indireta de analise facial antropométrica.


Dezoito medições padrão linear craniofacias foram obtidas de 10 adultos, utilizando o sistema de 3d MDface, com marcos demarcados (Labeled_3D) e sem marcos demarcados (Unlabeled_3D) antes de aquisição de imagem, e estes foram comparados com antropometria direta (Caliper). As imagens foram adquiridas duas vezes em duas sessões diferentes 1 semana de intervalo (T1 e T2). A exatidão e precisão foram determinadas pela comparação dos valores de medição média e diferenças absolutas entre os três métodos.


A média de derivados das medições de imagens tridimensionais (3D) e medições diretas antropopologicas foram em sua maioria semelhantes. No entanto, diferenças estatisticamente significativas (P, 0,01) foram observados por sete medidas em Labeled_3D e seis medições em Unlabeled_3D. As magnitudes dessas diferenças foram clinicamente insignificantes (de 2 mm). Em termos de precisão, os resultados demonstraram uma boa reprodutibilidade para ambos os métodos, com tendência a valores mais precisos em Labeled_3D, quando comparado com as outras duas técnicas (P, 0,05). Os Autores Descobriram que Labeled_3D possuiam os valores mais precisos, Unlabeled_3D produzido medições menos precisas e o Caliper foi o menos capaz de gerar valores precisos.


Em geral, a medição de tecido mole facial com o sistema 3dMDface demonstrou acurácia semelhante e precisão com antropometria tradicional, independentemente do demarcação antes da obtenção imagem. Discordâncias maiores foram encontradas em relação as medidas que envolviam as orelhas e os marcos de tecidos moles, sem arestas distintas. O sistema 3dMDface demonstrou um alto nível de precisão, especialmente quando marcos facial foram demarcados.



Link do artigo de integra via Angle Orthodontist:


http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/041810-210.1

domingo, 26 de junho de 2011

Pensamento da Semana


"Procure ser um homem de valor, em vez de ser um homem de sucesso !"

Albert Einstein,
1879 - 1955

terça-feira, 21 de junho de 2011

Aplicações Práticas da Tomografia Computadorizada Cone-Beam em Ortodontia





Neste artigo de 2010, publicado pelo The Journal of American Dental Association, pelos autores James K. Mah; John C. Huang; HyeRan Choo; do Herman Ostrow School of Dentistry of USC, University of Southern California, Los Angele e da Division of Orthodontics, School of Dentistry, University of California, San Francisco. Mostra a versatilidade e as possibilidades que a tomografia Cone Beam oferece a nos Ortodontistas.

A visualização abrangente e registros do complexo craniofacial são objetivos das imagens em ortodontia. Estas tarefas eram realizadas por meio de gesso, fotografias e radiografias. Essas abordagens têm evoluído ao longo do tempo, e a tomografia computadorizada cone-beam (TCCB) surgiu como uma modalidade de imagem abrangente para ortodontia.


Os autores neste estudo, fornecem um guia prático para a aplicação da TCCB em Ortodontia, com ênfase em situações em que imagens convencionais é limitada. Estas situações incluem desenvolvimento dentário, os limites de movimentação dentária, avaliação das vias aéreas, a morfologia craniofacial e superposição.


A TCCB está mudando a ortodontia com relação a avaliação clínica dos pacientes e está evoluindo no que diz respeito ao diagnóstico, as técnicas clínicas e resultados.


A TCCB oferece vantagens como metodo de diagnostico por imagem em Ortodontia. Como resultado, a TCCB está sendo adotada em muitos consultórios. A proposição de valor clínico da TCCB é que ela pode descrever a anatomia craniofacial com precisão e fornecer informações completas a respeito das relações anatômicas e os achados paciente para o diagnóstico, melhorado o planejamento do tratamento e prognóstico.


Estudos investigativos e o desenvolvimento de aplicações futuras da TCCB, como simulação, previsão de crescimento, ciência forense, modelagem e produção, está em curso.



Link do artigo na integra via JADA:


http://jada.ada.org/content/141/suppl_3/7S.full.pdf+html

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Reabsorções radiculares múltiplas ou severas não estão relacionadas a fatores sistêmicos, suscetibilidade individ., tend. familiar e predisp. Indiv


Neste artigo de 2011, publicado pelo Dental Press Journal Orthodontics, pelos autores Alberto Consolaro, Telma Regina Gobbi Franscischone, Laurindo Zanco Furquim; da Faculdade de Odontologia de Bauru, da Pós-Graduação na Faculdade de Ododontologia de Ribeirão Preto – Universidade de São Paulo e da Universidade Estadual de Maringá - Paraná. Artigo escrito por nomes expressivos e leitura imprescindível do mesmo na integra !!!

As reabsorções radiculares múltiplas, ou as mais severas, ainda são frequentemente atribuídas às alterações sistêmicas, em especial às endocrinopatias. Isso também ocorre quando há maior severidade de perda óssea alveolar, especialmente durante a movimentação ortodôntica.


No turnover ósseo, o processo de deposição de matriz se alterna continuadamente com a reabsorção óssea em momentos e locais diferentes. Esse processo dinâmico permite que o tecido ósseo se adapte às demandas funcionais de cada região do esqueleto e participe ativamente na manutenção da homeostasia mineral do organismo no controle do nível sérico de cálcio e fósforo. Em períodos variáveis de acordo com a idade do paciente, o esqueleto ósseo renova-se completamente.


Os dentes não são envolvidos no turnover ósseo, especialmente as estruturas radiculares. O turnover ósseo ocorre devido à atividade celular dos osteoblastos, osteócitos, macrófagos e clastos. Essas células se organizam em unidades multicelulares básicas ou osteorremodeladoras (BMUs) e recebem estímulos de mediadores sistêmicos e locais em receptores de superfície na membrana celular, especialmente nos osteoblastos e macrófagos.


As causas das reabsorções dentárias devem estar relacionadas à perda dos cementoblastos da superfície radicular. A perda dos cementoblastos pode ter origem traumática, química ou biológica, mas com dimensão local. Na patologia humana não se conhecem doenças caracterizadas pela ausência ou diminuição de cementoblastos na superfície radicular. Para a reabsorção radicular ocorrer, o primeiro passo necessário é a remoção ou perda local dos cementoblastos.


A determinação da causa da reabsorção dentária requer uma anamnese minuciosa, resgatando-se a história dentária anterior, os vícios, os acidentes, os tipos de esportes e atividades de lazer praticados, os tratamentos anteriores e doenças locais associadas. Na anamnese deve-se valorizar detalhes relevantes, como os traumatismos leves do tipo concussão e subluxação, nem sempre lembrados pelo paciente e não passíveis de identificação por parte do clínico examinador. Os traumatismos leves podem ocorrer durante mordidas em objetos muito duros durante a mastigação, pancadas nos momentos de lazer, apoios cirúrgicos de alavancas durante exodontias de dentes vizinhos ou, ainda, batidas do laringoscópio durante procedimentos anestésicos gerais.


Nas reabsorções dentárias atribuídas a uma provável causa sistêmica, é necessário encaminhar o paciente ao endocrinologista, pois em estágios avançados as endocrinopatias podem levar à morte. O cirurgião-dentista não tem a obrigação de um diagnóstico preciso de endocrinopatias, mas ao suspeitar deve encaminhar o paciente para o endocrinologista para avaliação e identificação definitiva do problema.


Cada vez menos, em casos de reabsorções radiculares múltiplas e severas, se atribui como causa os fatores ou doenças sistêmicas, a suscetibilidade individual, a tendência familiar e a predisposição individual. Quando houver suspeita de alguns desses fatores influenciando no aparecimento e evolução das reabsorções radiculares, os pacientes devem ser encaminhados ao endocrinologista e/ou ao geneticista para uma abor- dagem médica adequada. Nos casos em que essa conduta é adotada, em geral, o paciente retorna com a informação de que não existe relação dareabsorção radicular múltipla ou severa com o seu estado sistêmico e/ou histórico familiar.


Independentemente da inexistência da relação entre fatores sistêmicos, suscetibilidade individual, tendência familiar e predisposição individual e as reabsorções radiculares, parecenos pertinente que casos de pacientes com doenças sistêmicas controladas ou não e que foram submetidos a tratamentos ortodônticos sejam publicados criteriosamente para enriquecer a literatura de evidências de que as endocrinopatias e outras doenças não apresentam as reabsorções dentárias como parte de suas manifestações clínicas.


Link do artigo na integra via Scielo:


http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v16n1/03.pdf

domingo, 19 de junho de 2011

Pensamento da Semana




"Existem homens que lutam um dia e são bons; existem outros que lutam um ano e são melhores; existem aqueles que lutam muitos anos e são muito bons. Porém, existem os que lutam toda a vida. Estes são os imprescindíveis."


Bertold Brecht
1898 - 1956


Link sobre o autor:

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Que tal fazer um curso na primeira faculdade de odontologia dos EUA?

New York University







Universidade de NY


Na semana do Blackfriday. A maior liquidação dos EUA.







Cursos de Educação Continuada na Universidade de Nova York

Ultimamente grupos de ortodontistas brasileiros tem tido a oportunidade de aprimorar seus conhecimentos nos Estados unidos, se beneficiando de programas especialmente formatados conforme a necessidade, através de assuntos abrangentes e atuais, apresentados pelos maiores expoentes da Ortodontia Norte Americanos. De acordo com o diretor do programa, Celestino Nóbrega, inicialmente não foi fácil encontrar uma universidade que combinasse positivamente fatores como: professores habilitados, instalações e laboratórios totalmente equipados, e um departamento que pudesse tratar especificamente desta necessidade, para ortodontistas de outros Países, tal como o Brasil. A Universidade de Nova York foi a primeira no mundo a criar um departamento com esta finalidade. Atualmente, todas as semanas do ano são ocupadas com cursos de educação continuada para grupos dos mais variados Países, tais como Alemanha, França, Itália, Turquia, Coréia, Japão, Grécia e outros. São ministrados cursos com duração entre 18 e 30 horas, nas áreas de Ortodontia, Implantodontia, estética e Endodontia. Recentemente, em 2004, as novas instalações do Instituto Rosenthal de Estética Dental foram inauguradas. É equipado com recursos didáticos e clínicos de última geração, focado exclusivamente em estudantes Internacionais de educação continuada. Após organizar os cursos Internacionais do Roth Williams Center for Functional Occlusion (Burlingame – California) juntamente com Ronald Roth e Robert Williams entre 1996 e 2002, Celestino Nobrega foi convidado por Elliott Moskowitz para que iniciasse um trabalho similar junto à América do Sul na Universidade de Nova York (NYU). Assim, de Julho 2002 até hoje, muitos Ortodontistas brasileiros passaram pelo departamento, tendo aulas com renomados professores como Anthony Gianelly (Boston), Charles Burstone(Connecticut), Jeffrey Okeson(Boston), Miki Kuftinec(NYU), John Voudouris (NYU), Robert Boyd (California), Michael Alpern (Florida), Paul Rigaly (Harvard) e muitos outros.

Link da Faculdade de Odontologia da New York Universty
http://www.nyu.edu/dental/index.php

Informações
http://www.ortogeo.com.br/pdf/propagandas/arq1_28.pdf

Inscrições
http://www.ortogeo.com.br/pdf/propagandas/arq2_28.pdf

Uma abordagem ortodôntico cirúrgica para tratamento da má oclusão de Classe II






Neste artigo publicado em 2009 no Journal of Applied Oral Science, pelos autores Marcos JANSON, Guilherme JANSON, Eduardo SANT´ANA, Tassiana Mesquita SIMÃO, Marcos Roberto de FREITAS. Os autores apresentam o tratamento ortodôntico cirúrgico realizado em paciente classe II.

Este artigo descreve um caso de tratamento ortodôntico cirúrgico de um paciente do sexo masculino com 16 anos de idade com uma combinação de excesso vertical maxilar e retrognatismo mandibular (Classe II subdivisão 1).

Os autores apresentam duas opções de tratamento e suas vantagens e desvantagens. A primeira opção seria a extração dos pré-molares superiores com retração dos dentes anteriores e extração do pré-molar inferior no lado do canino que estava em classe I, desta forma não submetendo o paciente ao procedimento cirúrgico. Tal opção não ocasionaria melhora do excesso vertical e conseqüente sorriso gengival e do retrognatismo mandibular. A segunda opção seria a extração do pré-molar esquerdo e retração dos dentes anteriores inferiores para posterior cirurgia ortognática com intrusão da maxila e avanço mandibular. O paciente optou pelo procedimento cirúrgico.

Após tratamento ortodôntico (duração 25 meses). O paciente foi submetido à intrusão de maxila (7mm na região anterior, 4 mm na região posterior e 1mm de avanço) e avanço mandibular com rotação anti-horária. A finalização ortodôntica durou 1 ano com posterior contenção, ou seja, tratamento total de 3 anos e 1 mês. Os resultados são apresentados com melhora da estética e oclusão em classe I.

Os autores discutem a importância em examinar todos os aspectos antes de elaborar o plano de tratamento e levar em consideração os componentes esqueléticos.

Opinião do Dr.Marcos Oliva: O artigo demonstra a importância em esclarecer as opções de tratamento ao paciente. Muitas vezes, nossos pacientes não sabem das possibilidades cirúrgicas e as melhoras estético funcionais que podemos obter com a cirurgia ortognática. Muitos deles até desconhecem a existência da cirurgia ortognática. Por isso acreditamos que é muito importante durante a anamnese questionarmos ao paciente se algo o incomoda na face.


Link do artigo na integra via Scielo:

domingo, 12 de junho de 2011

Pensamento da Semana


"Grandes descobertas e progressos invariavelmente envolvem a cooperação de várias mentes. "

Alexander Graham Bell
1847 - 1922


Link sobre o autor:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Alexander_Graham_Bell

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Tratamento de uma paciente com hipersensibilidade a metal após Cirurgia Ortognática













Neste artigo de 2007, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Hideki Kitaura; Yuji Fujimura; Noriko Nakao; Toshiko Eguchi; Noriaki Yoshida; da Divisions of Orthodontic and Dentofacial Orthopedics, Department of Translational Medicine, Nagasaki University Graduate School of Biomedical Sciences, Nagasaki, Japão. Mostra um caso de preparo orto-cirurgico em uma paciente com sensiblidade a metais.

Este artigo mostra o relato de um caso, pode ter sido induzida reações alergicas por materiais ortodônticos metálicos na forma inchaço e vermelhidão do lábio após a cirurgia ortognática. Dois meses após a cirurgia, o paciente sofreu contínuo inchaços no lábio e vermelhidão. Ela visitou um hospital e foi feito um diagnostico dermatológico de herpes.
Contudo, uma vez que os sintomas não melhoraram após 1 mês de terapia medicamentosa, um exame de alergia a metal posteriormente foi sugerido. Os Patch testes realizados no hospital dental revelaram reações ao cromo, que não são utilizados em aparelhos protéticos. Para a confirmação, a composição metalica de todos os aparelhos protéticos fom analisadas utilizando um analisador fluorescência de raios-x, crómio, mas não foi detectada (cobre, ouro, paládio e prata foram detectados).

No entanto, o braquetes ortodônticos, fios, bandas contêm cromo e, considerando que elas podem ter induziram reações alérgicas ao metal, eles foram substituídos por materiais feitos de polímeros, sem metais. Como resultado, o inchaço do lábio e a vermelhidão melhoraram. Para a conservação, a parte anterior da contenção foi colada na lingual lado do anterior inferior e superior dos maxilares.

Durante a manutenção, já não haviam mais sintomas de hipersensibilidade observados, sugerindo que o polímero é sem metal foi útil para o tratamento de doentes alérgicos a metal.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

quarta-feira, 8 de junho de 2011

OrtoPodCast - Episódio 10 - Autoligáveis



Saudações a todos os ouvintes do OrtoPodCast!

Esse é o Episódio número 10!

Para os menos familiarizados, um PodCast é um arquivo em formato de áudio que, neste caso, pode ser reproduzido em qualquer leitor de mp3 e é transmitido através de feed. Ou seja, uma vez que você assina (gratuitamente) o OrtoPodCast, terá todas as atualizações automaticamente no seu computador. Para isso, basta acessar os links abaixo.

Para os usuários dos gadgets da Apple, basta acessar a loja do iTunes e, na aba dos podcasts, buscar pelo OrtoPodCast. Assine e ouça diretamente do seu iPod, iPhone ou iPad.

Este artigo foi divulgado aqui no blog na sexta -feira, dia 23 de maio de 2011 e mostra um estudo sobre os bráquetes autoligáveis.

Tivemos um ciclo de conferências de bráquetes autoligados aqui em Salvador, no GEORTO, apoiado pela ORMCO, HiPlus (American Ortodontics) e forestadent.

Após as explanações dos Professores, Rosangela Damis, Edurardo Macluf Filho e Celestino Nóbrega, fechamos a pauta sobre o assunto com este episódio do podcast.

Tenham um bom proveito!






terça-feira, 7 de junho de 2011

Ulceração Maxilar resultante do uso de um aparelho para expansão rápida da maxila em um paciente diabético



Neste artigo de 2011, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Luiz Guilherme Martins Maiaa; Andre da Costa Monini; Helder Baldi Jacob; Luiz Gonzaga Gandini Jr; da Faculdade de Odontologia de Araraquara, Universidade Estadual Paulista, UNESP, Araraquara, Sao Paulo, Brasil; Baylor College of Dentistry, Dallas, Tex, and Saint Louis University, St Louis. Mostra um relato de caso de um paciente muito jovem com ulceração no palato portador de diabetes mellitus.

Uma das características do diabetes mellitus é a resposta inflamatória exacerbada. O presente estudo mostra uma reação a partir do uso de um expansor rápido da maxila em um paciente diabético.


Uma criança de 9 anos de idade, apresentou uma reação incomum para o tratamento com uma expansão rápida da maxila, e no exame de acompanhamento, foi descoberto que o paciente tinha diabetes mellitus. Após o controle da doença, o tratamento proposto foi realizado sem novos incidentes.


O caso chama a atenção para a presença de respostas incomuns ao tratamento e à necessidade do ortodontista suspeitar de comprometimento sistêmico do paciente.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:


http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/031110-141.1