ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA: Tomografia Computadorizada Cone Beam para avaliação das alterações mandibulares após cirurgia Ortognática

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Tomografia Computadorizada Cone Beam para avaliação das alterações mandibulares após cirurgia Ortognática




Mais uma colaboração do Cirurgião Buco Maxilo Facial Dr. Marcos Oliva o resumo abaixo:

Neste artigo de 2007, Publicado pelo American Journal of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics; pelos autores Lucia H. S. Cevidanes, L’Tanya J. Bailey, Scott F. Tucker, Martin A. Styner, Andre Mol, Ceib L. Phillips, William R. Proffit, and Timothy Turvey; da School of Dentistry, University of North Carolina, Chapel Hill, NC - Estados Unidos da America. Mostra mais uma grande aplicação da Tomografia Cone Beam, que neste artigo auxilia na visualização das estruturas ósseas pré e pós cirurgia Ortognática.

Mudanças na posição condilar após cirurgia ortognática são difíceis de identificar e prever. Os movimentos complexos durante a cirurgia necessitam claramente de uma avaliação em três dimensões para melhorar a estabilidade e reduzir os sintomas das possíveis desordens da ATM pós cirurgia. Tem sido proposto que a reposição dos côndilos poderia assegurar estabilidade cirúrgica e reduzir os efeitos nocivos para ATM e melhorar a função pós-operatória, porém a extensão das alterações de posicionamento condilar compatíveis com a função normal pós-operatória não foi estabelecida.

Os objetivos dos autores foram avaliar uma nova ferrramenta para sobrepor reconstruções 3D pré e pós operatórias de tomografias computadorizadas (TC) cone-beam e avaliar as alterações na posição do côndilo e ramo mandibular em pacientes submetidos ao recuo mandibular associado ao avanço maxilar ou apenas à cirurgia maxilar.

Foram realizadas TC uma semana antes e uma semana após cirurgia em 21 pacientes (10 pacientes de maxila/ 11 de maxila e mandíbula) e depois as imagens foram sobrepostas. Para interpretação das imagens há uma barra abaixo das figuras com escalas de cores: a cor verde significa que não houve alteração, azul movimento para dentro e o vermelho movimento para fora. Em deslocamentos anteriores o vermelho estará na região anterior e o azul na região posterior. O contrário acontece em deslocamentos posteriores.

Todos os pacientes tiveram pequenos deslocamentos na posição dos côndilos. As médias foram 0,77mm e 0,70mm para cirurgia bimaxilar e apenas maxilar, respectivamente. Todos os pacientes submetidos à cirurgia na maxila tiveram um pequeno movimento posterior do ramo (média 0.78 mm). Os pacientes submetidos à cirurgia bimaxilar tiveram um movimento posterior do ramo com uma média maior (1.98 mm). As médias das distâncias do ramo mandibular foram estatisticamente diferentes quando os dois grupos foram comparados.

Os resultados deste estudo se referem apenas a achados pós operatórios imediatos, sendo necessários estudos a longo prazo. A visualização do modelo de sobreposição em 3D e o cálculo da distância da alteração claramente identificam a localização, a magnitude e a direção da rotação mandibular. Mesmo pequenas alterações podem ser identificadas com esse método.


Link do abstract do Artigo via PubMed:

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