ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Efeitos da terapia a laser de baixa potência durante a movimentação ortodôntica


Neste artigo de 2006, publicado pelo Orthodontics and Craniofacial Research, pelos autores W. Limpanichkul da Morthai Dental Clinic, Hatyai, Songkhla, Thailand e K. Godfrey, N. Srisuk, C. Rattanayatikul, Department of Orthodontics, Khon Kaen University, Tailandia. Mostra os efeitos do laser durante a movimentação ortodontica.

Este estudo foi realizado com o intuito de testar a hipótese de que as forças mecânicas combinadas com o laser de baixa potência estimulam a taxa de movimentação ortodôntica.

O estudo foi duplo-cego, randomiza com placebo / controle ensaios clinics pareados para testar a eficácia da terapia laser de baixa intensidade (LLLT) em 12 pacientes jovens e adultos que exigiam a retração dos caninos superiores com extrações dos primeiros pré-molares de utilizando molas de tensão em aparelhos fixos edgewise. O laser foi aplicado na mucosa bucal, distalmente e palatinamente ao canino do lado de teste e usando pseudo aplicações do lado do placebo. Impressões dentais e foram feitas no início do ensaio e no final do primeiro mês, segundo e terceiro depois de iniciar o levantamento. A medição dos movimentos dos dentes foram feitas, em cada fase nos modelos usando um microscópio stereo.

Não houve diferença significativa nas médias do movimento distal do canino entre o lado do LLLT e do lado placebo durante todos os períodos de tempo (p - vallue = 0,77).

A densidade de energia do LLLT (GaAlAs) no nível da superfície em estudo (J/cm2 = 25) foi provavelmente, demasiado baixo para expressar qualquer efeito estimulante ou efeito inibitório sobre a taxa dedo movimento dentário ortodôntico.


Link do artigo na integra via nupen :

http://www.nupen.com.br/port/odontologia/od_bibli/maio_2007/LASER_ORTODONTIA/LimpanichkulLiltnamovimentacaoortodontica2006.pdf

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Língua e tratamento Ortodôntico: tamanho, Posição, tônus ou Vício?


Neste artigo de 2003, publicado pela Revista Dental Press, pelo Prof. Dr. Alberto Consolaro; Professor Titular em Patologia Bucal pela Faculdade de Odontologia de Bauru - FOB - USP - São Paulo. Mostra a importancia e os cuidados a se tomar com esta estrutura anatômica.


Quem determina o tamanho da calota craniana: o crescimento ósseo ou o cérebro? Quem determina o tamanho do arco dentário: o osso, os dentes ou a língua? Quem se adapta a quem? São tantas as variáveis que o crescimento crânio-mandibular pelo deslocamento e relações ordenadas das estruturas foi comparado ao balé por um grande e romântico ortodontista.


Qual o tamanho, o grau de movimentação e a tonicidade normal da língua? Quando o ortodontista pode afirmar que o paciente tem macroglossia e requer tratamento cirúrgico?


O paciente portador de macroglossia verdadeira dificilmente chegará ao ortodontista sem diagnóstico estabelecido por um especialista. Uma língua grande clinicamente diagnosticável ocorre em três situações raras: 1) pela presença de um hemangioma ou linfangioma, 2) por amiloidose, e 3) por hiperplasia muscular associada a síndromes. Estes pacientes tendem a procurar o ortodontista apenas após a resolução da macroglossia.


A macroglossia relativa seria resultante da desproporção entre o arco dentário e seu volume. A forma e o volume lingual podem ser influenciados pela tonicidade, espaço disponível e posição. Não esquecemos: a língua está composta essencialmente por músculos esqueléticos e seus movimentos são comandados pelo sistema nervoso voluntário.


Quando se diagnosticar a força lingual excessiva sobre os dentes, com ou sem língua crenada, devemos questionar primeiramente a posição, os vícios e a tonicidade. A pressão sobre os dentes geralmente não decorre do tamanho da língua, e sim de uma pressão voluntária ou uma posição lingual inadequada por parte do paciente, ainda que inconsciente. Não devemos ceder ao primeiro e instintivo diagnóstico de macroglossia acionando o cirurgião para diminuir o tamanho da língua. Quando ao longo do tempo, a casuística for criteriosamente acompanhada, os resultados mostram que a opção cirúrgica não foi efetiva.


Se a língua estiver influenciando inadequadamente no arco dentário, deve-se promover uma reprogramação da posição lingual, uma conscientização do paciente quanto aos seus vícios posturais e até uma fisioterapia. A análise de casos cirúrgicos isolados, sem critérios metodológicos de acompanhamento comparativo com um grupo controle, pode dar a falsa impressão que houve melhora. Alguns casos requerem cirurgia, mas o diagnóstico deve ser criterioso e preciso, pois após o reparo, a situação pode continuar se for uma questão de posição e não de tamanho lingual.


Link do artigo na integra via Dental Press:


domingo, 14 de setembro de 2014

Pensamento da Semana





"Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando... Porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive, já morreu..."




Luiz Fernando Verissimo


sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Tecnologias digitais e sistemas CAD/CAM aplicados à Ortodontia Lingual: o futuro já é a realidade atual




Neste artigo de 2011, publicado na Dental Press Journal Orthodontics, Pela autora Dra. Carla Maria Melleiro Gimenez; Mestre e Doutora em Ortodontia pela FOA-Unesp. Mostra toda revolução tenologica pela qual a Ortodontia está passando. Um belo artigo !!!


A Ortodontia Lingual vem ganhando espaço no cenário mundial pela sua particularidade de oferecer uma opção de tratamento discreta, “invisível”, em “segredo”, para a correção das más oclusões, aliando eficiência biomecânica à valorização do sorriso durante o tratamento.


O fato dos braquetes posicionarem-se na superfície lingual permite que o ponto de aplicação de força esteja mais próximo do centro de resistência, maximizando o potencial de movimentação dentária induzida, o que se traduz em resultados clínicos atingidos mais rapidamente e com significativo controle durante a mecânica.

Um marco histórico foi o estudo publicado em 2001, por Takemoto e Scuzzo, que descortinou um novo panorama à Ortodontia Lingual, descrevendo a possibilidade de se trabalhar eliminando definitivamente as dobras de compensação, com um sistema de arco reto baseado no posicionamento diferenciado dos braquetes, mais próximo à cervical. Dentro desse contexto, foi idealizado o PSWb6 (Prieto Straight Wire braquetes), um braquete brasileiro que já se encontra em sua terceira geração, apoiado nos seguintes pilares: colagem mais cervical (base sem extensão gengival além do slot, aleta gengival mais alta e distante da gengiva), perfil dos braquetes anteriores levemente aumentado (compensação para ser possível o arco reto); off-set distal no braquete do canino, braquete do segundo pré-molar com perfil levemente maior do que o braquete do primeiro pré-molar. Vale notar que esse braquete viabiliza a técnica de colagem indireta simplificada como rotina na clínica ortodôntica, facilitando a montagem, a mecânica no decorrer do tratamento e a finalização.

O sistema Orapix® representa um avanço considerável, e foi fruto de uma parceria entre uma empresa da Coreia do Sul e o Dr. Fillion, permitindo que se trabalhe com a técnica do arco reto em Ortodontia Lingual com qualquer tipo de braquetes, e com precisão inigualável para o seu posicionamento, pois, por meio do escaneamento dos modelos da má oclusão (sistema CAD/CAM) e captação da imagem pelo programa 3TXer, é construído um setup numérico virtual ideal a partir dos dados do planeja- mento ortodôntico.

Outro sistema interessante é o Incognito®, atualmente distribuído pela 3M. Esse sistema, idealizado por Wiechmann et al., também é baseado em um setup que, porém, é realizado de forma convencional, com grande controle de qualidade — mas o ortodontista não tem acesso à sua conferência. Na sequência, o setup é escaneado e um programa específico captura a imagem sobre a qual são delineados os acessórios copiando a face lingual. Esses “braquetes customizados” são fabricados com liga metálica que contém ouro em sua composição, e necessitam do mesmo processo de fundição das peças protéticas.

O sistema Lingualjet® — viabilizado, juntamente com os Drs. Gualano e Baron, pela mesma empresa coreana que faz o sistema Orapix (em parceria com o Dr. Fillion) — representa um intermediário entre ambos os sistemas descritos anteriormente, mesclando as suas características principais. Os aspectos em comum com o sistema Orapix são o fato de basear-se em um setup numérico virtual ideal, e dispor os acessórios de forma a permitir a utilização de arcos retos para a mecânica ortodôntica, sendo que o ortodontista tem acesso ao setup. Em relação ao sistema Incognito®, as características em comum são: utilização de acessórios metálicos customizados, utilização de liga de ouro para a confecção desses (muito embora esteja sendo estudada a possibilidade de utilização de materiais alternativos, como o titânio ou a zircônia; opções que podem ser interessantes em relação às alergias, à estética e à biomecânica).

Conclusão

A Ortodontia Lingual teve um significativo avanço técnico e tecnológico nos últimos anos, buscando maior eficiência e controle, assim como a simplificação das etapas de montagem e manejo da aparatologia. Os sistemas digitalizados garan- tem uma maior precisão, eficiência e excelência de resultados.



Link do artigo na integra via Scielo:

http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v16n2/a02v16n2.pdf

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Avaliação qualitativa em modelo experimental fotoelástico do sistema de força gerado pela mola “T” com pré-ativações preconizadas por Burstone




Neste artigo de 2011, publicado pelo Dental Press Journal Orthodontics, pelos autores Luiz Guilherme Martins Maia, Vanderlei Luiz Gomes, Ary dos Santos-Pinto, André da Costa Monini, Luiz Gonzaga Gandini-Jr; do curso de Odontologia da Universidade Tiradentes/SE, do departamento de Prótese Removível e Materiais Odontológicos da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Uberlândia; da Disciplina de Ortodontia do Departamento de Clínica Infantil da Faculdade de Odontologia de Araraquara - UNESP; Avalia o sistema de forças gerado pela mola T centralizada no espaço interbraquete, com pré-ativação preconizada por Burstone.


Na terapêutica ortodôntica, por meio de um detalhado diagnóstico, a extração de pré-molares é um procedimento algumas vezes adotado e requer do ortodontista um conhecimento acurado da biomecânica no fechamento dos espaços remanescentes, assim como dos princípios histológicos, anatômicos e fisiológicos. O fechamento do espaço poderá ocorrer pela distalização dos dentes anteriores, mesialização do segmento posterior ou uma combinação entre elas. Nessa fase, é importante que o profissional escolha o dispositivo a ser utilizado de acordo com o tipo de ancoragem necessária, observando o sistema de força liberado, de modo que haja bom controle do movimento sem agredir as estruturas adjacentes aos dentes.


Pensando nesse sistema de força e considerando os princípios da técnica do arco segmentado, Burstone, em 1982, idealizou a mola T confeccionada com fio de titânio-molibdênio, de secção 0,018”x 0,025” ou 0,017” x 0,025”, a qual possibilitaria ao clínico trabalhar de forma mais previsível, e seu sistema de forças liberado seria intimamente relacionado à quantidade de ativação e à incorporação das dobras de pré-ativação. Com isso, seria possível controlar de forma mais precisa o centro de rotação dos dentes.

De forma peculiar, a mola T proporciona baixa magnitude de força em quantidades de ativações altas. Isso ocorre em função do tipo de liga utilizada e pela grande quantidade de fio incorporada em seu desenho. Clinicamente, isso é muito positivo, uma vez que a quantidade de ativação é muito grande e a perda de força é relativamente baixa quando comparada à de outros dispositivos de fechamento de espaço. Assim sendo, esse dispositivo ainda apresenta níveis satisfatórios na proporção momento/força (M/F) e carga/deflexão (C/D).

Assim, o propósito deste estudo foi avaliar, em modelo experimental fotoelástico, o sistema de força gerado pela mola T de Burstone, centralizada no espaço interbraquetes, buscando, por meio de análise qualitativa, respaldo de forma a complementar as pesquisas já existentes.

Foi utilizada a técnica da análise experimental fotoelástica, que transforma as forças internas mecânicas produzidas em padrões de luz visíveis que indicam a localização e a magnitude da tensão. Isso se baseia no princípio de que, quando um feixe de luz polarizada passa através de um material birrefringente, essa diferença entre as velocidades dos feixes é observada com filtro polarizante. O equipamento utilizado para visualização do efeito fotoelástico foi o polariscópio circular, que consiste de um sistema de iluminação, um par de polarizadores e um suporte para sustentar o modelo fotoelástico a ser observado, e uma câmera para obtenção das imagens e posterior análise dos resultados.

Para cada modelo, utilizou-se uma mola T, confeccionada com fio de titânio-molibdênio (TMA), com secção transversal de 0,017” x 0,025”. No intuito de manter o padrão das molas T, definido por Burstone, quando de sua confecção, foi feito um template cujas medidas foram: 10mm de comprimento e 7mm de altura. Em seguida, dobras de pré-ativação foram incorporadas às molas, seguindo o padrão definido por Burstone.

CONCLUSÃO

Utilizando o método experimental fotoelástico para análise qualitativa do sistema de forças liberado pela mola T centralizada e confeccionada com fio de TMA 0,017” x 0,025”, podemos concluir que:

1. Em posição neutra, a molaT apresentou uma ordem de franja muito baixa em toda a superfície radicular.

2. Com ativação de 3mm,a ordem de franja mostrou-se com tendência de movimento de incli- nação controlada.

3. Com ativação de 6mm, a concentração de energia, ou de força, foi claramente maior.

4. Em nenhuma das ativações observadas, a ordem de franja mostrou-se com característica de movimento de inclinação descontrolada.


Link do artigo na integra via Scielo:

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Novo sistema virtual para a técnica de colagem indireta utilizando a estereolitografia


Os autores Kyoung-Hui Son, DDS; Jae-Woo Park, DDS, MSD, PhD; Dong-Keun Lee, DDS, MSD, PhD; Ki-Dal Kim, DDS, MSD, PhD; Seung-Hak Baek, DDS, MSD, PhD; publicaram este artigo no Vol. 41, No. 2, 2011 da Korean Journal of Orthodontic.



O objetivo deste artigo é introduzir um novo sistema virtual para o tratamento ortodôntico(VOT), que pode ser usado para construir modelos virtuais em três dimensões(3D), estabelecer um setup virtual 3D, permitem a colagem dos braquetes virtuais na predeterminada posição, e fabricar a moldeira de transferência com uma base de braquete personalizado para colagem indireta (BID), utilizando a técnica estereolitografia.



O posicionamento preciso do braquete é fundamental para alcançar todo o potencial do aparelho straight-wire e melhorar os resultados do tratamento e reduzir o tempo de tratamento. Embora o método de colagem indireta (BID), permite a colocação precisa dos braquetes na superfície do dente, reduzindo assim o tempo de cadeira, tem algumas desvantagens:procedimento manual pesado, de alto custo, técnica e sensibilidade do material, e a curva deaprendizagem significativa.

Keim et al. Sheridan e relatou que 10% a 12% dos ortodontistas nos Estados Unidos usaram o método do BID. No entanto, vários estudos têm sido tomadas para superar as desvantagens da técnica do BID convencionais, tais como a maneira pela qual os braquetes são aplicadas aogesso e os materiais e técnicas especializadas usadas para fabricar as placas de transferência exigidas para a
colagem dos braquetes aos dentes. Uma pesquisa conduzida entre residentes ortodônticos nos Estados Unidos revelou que 46% deles planejam usar BID em suas clínicas.

Processo de tratamento ortodôntico virtual sis-tema

Construção de modelos 3D virtual

Neste caso, após 10 dias de expansão maxilar usando um parafuso (Hyrax, Dentaurum, Alemanha), espaço suficiente para alinhamento foi obtido. Depois de um período de retenção de 10 semanas, modelos de gesso pré-tratamento precisos foram obtidos pela impressão desilicone de borracha com uma mordida em cera em oclusão cêntrica(CO). Então, a digitalização 3D de modelos de gesso foi realizada usando um scanner 3D (sem contato laser scanner,Orapix, Seoul, Coréia; acurácia, ± 20Hm). Os dados de varredura adquiridas foram editadaspara obter um pré-tratamento modelo virtual 3D usando 3Txer programa (Orapix, Seoul, Coréia)






Execução do virtual 3D set-up e posicionamentode braquetes virtuais
A forma do arco adquirida foi comparado com os pré-formados arcos disponíveis comercialmente usando o programa 3Txer (Orapix, Seoul, Korea).A forma do arco mais semelhante ao que foi obtido pela forma do arco Damon (Ormco,Sybron Dental Specialties, Orange, CA, EUA). Ao ajustar a forma do arco e a largura e reposicionar o dente individualmente em Classe I A relação canina e molar, na base de 6 Andrews"Chaves para a oclusão normal, uma configuração 3D virtual foi construído. Então, os braquetes prescrito virtualmente foram colocados no eixo facial (FA) com ponto virtual 0,021 × 0,025 fios de aço inoxidável.

Após o posicionamento ideal dos braquetes totalmente customizados, utilizando a técnica da estereolitografia, é confeccionado os posicionadores individuais para a colagem dos acessórios exatamente na posição estabelecida no mundo virtual.

O planejamento virtual e as técnicas de "impressão" dos modelos atualmente em desenvolvimento, nos fazem imaginar que a ortodontia deve caminhar nesse sentido e todos os acessórios deverão ser confeccionados para, exclusivamente, o paciente a ser tratado.

Erros de execução do plano de tratamento proposto deve ser minimizado, mas o diagnóstico e plano de tratamento ainda sairão da cabeça do ortodontista. Não podemos esquecer isso.

Vale à pena ler o artigo na íntegra e comparar com outros métodos de virtualização de modelos e auxiliares do tratamento, como os métodos para a ortodontia lingual (incognito) e Invisalign. Ambos já discutidos neste blog.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Avaliação de assimetria utilizando tomografia computadorizada de feixe cônico. Uma comparação em pacientes de Classe I e Classe II


Neste Artigo de 2012, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Matthew M. Sievers; Brent E. Larson; Philippe R. Gaillard; Andrew Wey do Biostatistical Design and Analysis Center, Clinical and Translational Science Institute, University of Minnesota e da Division of Orthodontics, School of Dentistry, University of Minnesota, Minneapolis. Mostra um estudo comparativo de má oclusões baseado em imagens geradas por tomografias de feixe cônico.

Este estudo foi realizado com o intuito de avaliar possíveis diferenças na assimetria esquelética entre pacientes com relações esqueléticas de Classe I e de Classe II.

Imagens geradas por tomografias computadorizada de feixe cônico (CBCTforam examinadas. Obtidas de 70 pacientes consecutivos que se apresentaram para tratamento ortodôntico e que se encaixam nos critérios de inclusão. A assimetria foi quantificada utilizando um índice de assimetria desenvolvido por Katsumata et al. Os marcos anatômicos foram definidos e os planos de referência foram estabelecidos, para determinar a assimetria dos marcos foi utilizado um sistema de coordenadas com plano construídoTrinta pacientes selecionados aleatoriamente foram reanalisados ​​para avaliar a confiabilidadedo método.

A análise estatística não encontrou qualquer relação significativaentre a assimetria e  relacionamento esquelético para qualquer um dos marcos. Escores do índice de assimetria foram reprodutíveis em um determinado intervalo de concordância para cada marco.

Os autores concluíram com base neste estudo, que o crescimento da mandíbula discrepante resultando em um padrão esquelético de  Classe II  não  possui mais assimetria esquelética do que os padrões esqueléticos de Classe I.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Movimento dentário humano induzido por tensões contínuas altas e baixas




Neste artigo de 2014, publicado pela Angle Ortohodontist, pelos autores Whitney N. DeForest; Jodi K. Hentscher-Johnson; Ying Liu; Hongzeng Liu; Jeffrey C. Nickel; Laura R. Iwasaki; do Departments of Orthodontics & Dento-facial Orthopedics and Oral & Craniofacial Sciences, University of Missouri-Kansas City UMKC SOD) , Kansas City, Mo. Mostra um estudo realizado para avaliar a eficiência biomecanica com níveis de força variáveis no procedimento de retração dos caninos superiores.

O estudo foi realizado com o intuito de comparar movimentos dentários tridimensionais resultantes de tensões relativamente mais elevadas e menores em um desenho de boca dividida.

Oito voluntários cujos primeiros pré-molares superiores foram removidos para tratamento ortodôntico participaram. Caninos superiores de cada indivíduo aleatoriamente foram retraídos por tensões constantes de 78 kPa e 4 kPa através de mecânica segmentar. Modelos de gesso representando 8-10 visitas por sujeito em mais de 84 dias e um microscópio de três eixos foram usados ​​para medir movimentos em série. A Estatística descritiva e modelagem linear mista foram aplicados para análise de dados.

Dentes movidos por 78 kPa apresentaram significativamente movimento distal mais rápido  (0,066 +- 0,020 milímetros / dia) em comparação com os dentes movidos por 4 kPa (0,031 +- 0,012 milímetros / dia). O movimento lateral e rotação distopalatal também foram significativamente mais rápidos (quatro vezes e 10 vezes, respectivamente) com a tensão mais elevada do que com  mais baixa. A Média de extrusão-intrusão, torque coroa, e de tip foram pequenos, oscilou, e não foram significativamente diferentes entre as tensões altas e baixas. Nenhuma fase atraso da movimentação dentária foi evidenciada.

Os autores concluíram que os Caninos superiores foram retraídos mais rápido com 78 kPa do que por 4 kPa. A Translação Controlada foi possível com 4 kPa, mas 78 kPa ultrapassou limitações do aparelho, fazendo com que ocorresse uma rotação distopalatal.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist, (Angle Orthod. 2014;84:102–108.):

domingo, 7 de setembro de 2014

Pensamento da Semana




“A Verdadeira coragem é ir atrás dos Seus Sonhos, mesmo quando todos dizem que ele é Impossivél...”
Cora Coralina

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

XVII Congresso Internacional de Odontologia da Bahia - Módulo de Ortodontia



Irá ocorrer dos dias 29 de outubro a 01 de novembro de 2014, o XVII Congresso Internacional de Odontologia da Bahia, que terá um formato inovador, com módulos divididos por especialidades. Uma forma de congregar os maiores nomes da Odontologia em dias e salas específicas. Facilitando assim o acesso do profissional aos assuntos e temas que venha acrescentar na sua área de atuação. Desta forma, serão oferecidas palestras em módulos voltados para a Endodontia, Cirurgia, Periodontia, Implantodontia, Gestão e Marketing, entre outras áreas. 

O Módulo de Ortodontia e Ortopedia Facial, que acontecerá nos dias 31/10 e 01/11. Terá uma grade excelente com professores de expressão no cenário nacional. Como Mauricio Casa (Diretor Clinico do Invisalign) (SP), Carlos Alexandre Camara (RN), Weber Ursi (SP), Carlo Marassi (RJ), Claudio Azenha (SP), entre outros.

Uma boa oportunidade de atualização cientifica e de confraternização com os colegas de especialidade e profissão.

Maiores Informações:


quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Entrevista com Prof. Dr. Marcio Rodrigues Almeida - Parte 3





Dando continuidade, o Blog Ortodontia Contemporânea  disponibiliza a terceira parte da entrevista com o Prof. Dr. Marcio Rodrigues Almeida, Ortodontista Clinico, Professor de Ortodontia, Autor de vários artigos de relevância na Ortodontia, Autor do Livro Ortodontia Clinica e Biomecânica, publicado pela Editora Dental Press. Que conta com 16 capítulos que abordam mecânicas ortodônticas contemporâneas, ilustrados com mais de 3.000 fotografias e grande casuística clinica.  Leitura necessária para o  especialista clinico e alunos em processo de formação na área. Também teremos o imenso prazer de contar com sua presença  no curso Avançado em Ortodontia, da Academia da Ortodontia Contemporânea, em Salvador - Bahia.

Marlos Loiola - O capitulo que demonstra a “Versatilidade Biomecânica dos Arcos de Intrusão”,  aborda todas as indicações e aplicações, níveis de força e inclusive a confecção passo a passo deste poderoso recurso auxiliar da biomecânica ortodontica. Seria este arco um “coringa” nas difíceis situações da mecânica do arco continuo?

Dr. Marcio Almeida - Perfeita a sua colocação aqui. O arco de intrusão é um arco coringa. Obrigado pela sugestão do nome, Marlos. Na verdade eu já estava precisando de um nome para este arco. Este é um arco que eu utilizo em aproximadamente 70% de todos os meus pacientes, em várias fases durante o tratamento. No início utilizava-o para intruir os incisivos superiores, mais tarde passei a usa-lo parai intruir os inferiores, por questões da estética do sorriso.


Atualmente, utilizo o arco de intrusão que na verdade não se aplica somente para isso, para executar o controle da ancoragem molar superior, desinclinar plano incisal, fechar mordida aberta, desinclinar molares, evitar a formação de Classe II durante o alinhamento do arco superior, distalizar molares superiores, nivelar curva de Spee e finalmente intruir incisivos. A intrusão de incisivos é um movimento tecnicamente elaborado e deve ser muito bem planejado, assim, algumas opções de tratamento para estes casos se faz necessária. De fato, a intrusão dos incisivos deve obedecer a um protocolo padronizado e muito bem elaborado pelo ortodontista. É interessante salientar que o profissional que optar pela intrusão dos dentes anteriores deve previamente analisar a linha do sorriso e a sua relação com os incisivos superiores. 

Por exemplo, um paciente jovem com sobremordida que na fotografia de sorriso expor pouco os incisivos superiores deve-se preferir a intrusão dos dentes inferiores. Por outro lado, para um jovem com sobremordida que apresenta uma linha do sorriso alta (sorriso gengival) com exposição avantajada dos incisivos superiores deve-se preferir a intrusão dos dentes anterossuperiores. para a intrusão dos dentes anteriores recomenda-se o uso de um dinamômetro capaz de registrar forças de baixa magnitude com faixa de leitura entre 25 e 250 gramas Na mecânica de intrusão dos dentes anteriores é de primordial importância utilizar forças de baixa magnitude e de longa duração. A força de baixa magnitude permite intruir os incisivos de modo que não ocorra reabsorção radicular extensa. Os ortodontistas, em geral, denotam receio quando se fala em movimento de intrusão, pois certamente, se mal controlado, é um movimento que se direciona contrariamente ao alvéolo, podendo causar reabsorção no ápice.








A utilização do arco de intrusão vem crescendo para a correção da Classe II dentoalveolar, tão comum por problemas de perdas de dentes decíduos e conseqüentes mesializações dos dentes permanentes. Nestes casos objetiva-se a distalização dos primeiros molares superiores, principalmente nos casos em que os segundos molares superiores não estão irrompidos.

Na Biomecânica moderna opta-se por utilizar o arco de intrusão durante a retração dos caninos até encostá-los em pré-molares, minimizando a perda de ancoragem dos molares e a extrusão dos incisivos superiores. Nestas condições o arco de intrusão deve ser amarrado sobre um arco contínuo que geralmente é o fio retangular .016’’ x .022’’ e o método de retração utilizado pode ser a corrente elástica ou a mola. Com a mecânica de deslize do canino por meio de molas NiTi ou corrente elástica, mesmo com a expressão de sua angulação devido ao seu movimento para distal, não ocorre extrusão dos dentes anteriores com conseqüente aprofundamento da mordida, devido à utilização em conjunto do arco de intrusão que promove uma força no sentido oposto sobre os incisivos, neutralizando o efeito extrusivo nos dentes anteriores, além de evitar a perda de ancoragem por meio do momento nos molares superiores

A literatura é escassa quando da busca pela mecânica de ancoragem decorrente do uso de arcos de intrusão. Publicamos um trabalho, em 2010, onde estudamos a capacidade do arco de intrusão em manter a ancoragem, em jovens portadores da má-oclusão de Classe II, 1ª divisão, tratados com exodontia de primeiros pré-molares superiores, e retração de caninos realizada com molas de nitinol, em conjunto com Arco de Intrusão. Telerradiografias laterais foram tomadas assim que a retração dos caninos estivesse completa. A amostra foi composta por 38 telerradiografias em norma lateral de 19 jovens, sendo 13 do gênero feminino e 7 do gênero masculino com idade média inicial de 12 e 37 anos e idade. 


Os resultados demonstraram que os molares não se movimentaram significativamente para mesial (perda de ancoragem), durante a retração dos caninos. A perda de ancoragem durante a retração dos caninos variou de 0,5 a 1,5mm. Assim, pode-se verificar que o protocolo de retração dos caninos concomitantemente ao uso do arco de intrusão propiciou um bom controle da ancoragem.

Amanhã a ultima parte desta imperdível entrevista, importante para o Ortodontista Contemporâneo !!!





Curso avançado presencial com o Dr. Marcio Almeida:



Venda do livro do Dr. Marcio Almeida:


Link da Clinica do Dr. Marcio Almeida: