ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Tratamento com extração incomum de uma Classe II divisão 1, usando mini-implantes-C ortodônticos

Neste artigo de 2007, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Kyu-Rhim Chung; Jae-Hee Cho; Seong-Hun Kim; Yoon-Ah Kook; Mauro Cozzani; do Department of Orthodontics, The Catholic University of Korea, Seoul, South Korea, Department of Orthodontics, University of Ferrara, LaSpezia, Italy. Mostra a utilização do C-Implant como recurso de ancoragem num tratamento com uma biomecãnica diferenciada.



 Este artigo descreve o tratamento de uma paciente do sexo feminino, com idade de 23 anos e 5 meses, com uma  má oclusão de Classe II divisão 1, que mostrou protusão anterior severa e apinhamento anterior. 


Mini-Implantes ortodonticos especialmente desenhados foram colocados bilateralmente no espaço interdental entre ambos os dentes na parte superior e  inferior posteriores. Os dois primeiros molares mostraram graves lesões apicais. Portanto, o plano de tratamento consistiu de extração de ambos os primeiros pré-molares superiores e  primeiros molares inferiores, retração em massa dos seis dentes anteriores superiores, menor alinhamento anterior e protração de todos os molares inferiores. 



Os C-implantes foram usados ​​como substitutos dos dentes superiores posteriores de ancoragem durante a retração anterior e como ganchos para protração molar inferior. A sobremordida e overjet ideais foram obtidas através da intrusão e retração dos seis dentes anteriores superiores para suas posições corretas. 


A dentição foi corrigda usando aparelhos ortodônticos convencionais. A parte superior de C-implantes contribuiu para uma melhoria em equilíbrio facial, e os C-implantes permitiram corrigir os segundo e terceiros molares inferiores com menos efeito sobre o eixo dos dentes anteriores inferiores. 



O período de tratamento ativo foi de 29 meses, e os dentes do paciente continuaram estáveis após 11 meses da finalização.



Link do artigo na Integra via Angle Orthodontist: 

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Controle dos incisivos inferiores com o Herbst combinado e totalmente personalizado para um aparelho lingual - um estudo piloto


Neste artigo de 2010, publicado pelo Wiechmann et al. Head & Face Medicine, pelos autores Dirk Wiechmann, Rainer Schwestka-Polly, Hans Pancherz, Ariane Hohoff; do Department of Orthodontics, Westfälische Wilhelms-Universität Münster - Alemanha. Mostra um estudo feito com auxilio dos modelos digitais do efeito do Herbst associado ao aparelho lingual Incognito sobre o posicionamento final dos incisivos inferiores.

O aparelho Herbst induz a tradicional vestibularização dos incisivos inferiores independente do sistema de ancoragem utilizado. Os efeitos do Herbst como elemento auxiliar de um aparelho lingual totalmente personalizado (LO) Incognito (3 M) não foi analisada e ainda. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito sobre a vestibularização so incisivo inferior utilizando este dispositivo de Herbst-LO.

Estudo retrospectivo. Os critérios de inclusão: a) Classe II ≥ 5 mm relação molar, b) Herbst ≥ 9 meses no local e, c) terminaram o tratamento ativo. posição do incisivo foi medido em modelos digitais antes do tratamento, sobre a configuração de destino digital e em modelos digitais modelos obtidos no dia da descolagem. Todas as medições foram realizadas pelo mesmo pesquisador.

Doze pacientes (8 mulheres, 4 homens) dos 632 casos tratados com o aparelho lingual foram incluídos no estudo. A medição do erro foi calculada com a fórmula de Dahlberg's que foi de 0,2 °. Em sete casos havia sido planejado (Configuração da meta) verticalização dos incisivos inferiores (CCR), e cinco casos vestibularização (sentido horário). Não houve diferença estatística (p 0.05) between planned incisor rotations of the target setup and" style="background-color: rgb(255, 255, 255); ">> 0,05) entre as rotações incisivo prevista da instalação de destino e alcançado rotações incisivo no dia do descolamento. A média geral de diferença foi de 2,2 ° ± 1,0 °.

Os autores concluiram que a combinação Incognito-Herbst é o primeiro conjunto  com Herbst que promove total controle sobre o movimento incisivo. Usando este sistema, a perda de ancoragem ou o ganho de fixação é independente do tratamento com o Herbst.

Ele depende apenas da posição dos dentes planejada do destino individual instalação.


Link do artigo na integra via head-face-med:

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Tratamento com camuflagem da má oclusão de Classe III esquelética, com o arcof multiloop modificado com elásticos Classe III em mini-implantes de ancoragem na região maxilar



Neste artigo de 2013, na Angle Orthodontist, pelos autores Shushu He; Jinhui Gao; Peter Wamalwa; Yunji Wang; Shujuan Zou; Song Chen; do Department of Orthodontics, West China School of Stomatology, Sichuan University, Chengdu, China, Department of Stomatology, Shunyi Hospital, Beijing, China, Primary Health Department, Latrobe Community Health Service, Victoria, Australia, DepartmentofOrthodontics,Chongq- ing Stomatology Hospital, Chongqing Medical University, Chongqing, China, State Key Laboratory of Oral Disease, Depart- ment of Orthodontics, West China School of Stomatology, Sichuan University, Chengdu, China. Mostra um estudo clinico com uma mudança de protocolo no tratamento com o arco MEAW associados a mini-implantes ortodonticos.

O estudo foi realizado com o intuito de avaliar o efeito da técnica de fio multiloop edgewise arch (MEAW) com mini-implantes maxilares no tratamento de camuflagem da Classe III esquelética.

Vinte pacientes foram tratados com a técnica MEAW e modificada com elásticos de Classe III fixados em mini-implantes maxilares. Vinte e quatro pacientes foram tratados com MEAW e elásticos longos Classe III fixados nos segundos molares superiores como controle. Telerradiografias laterais foram realizadas e analisadas antes e após o tratamento, e após 1 ano de contenção.

Uma oclusão satisfatória foi conseguida em ambos os grupos. Através da análise dos componentes principais, poderam concluir que a posição ântero-posterior dental, posição sagital e vertical esquelética e posição vertical do molar superior mudou dentro dos grupos e entre os grupos, a posição vertical dos dentes inferiores e a distância Wits  mudou no grupo experimental e entre os grupos. No grupo experimental, os incisivos inferiores inclinaram para lingual 2,7 milímetros e 2,4 milímetros extruidos. A inclinação lingual dos incisivos inferiores aumentou 3.5 graus. Os primeiros molares inferiores inclinaram para distal 9.1graus e intruiram 0,4 milímetros. Os caninos moveram 3,4 milímetros distalmente. No grupo controle, os incisivos superiores vestibularizaram 3 graus, e os primeiros molares superiores extruiram  2 mm. SN-MP aumentaram 1.6 graus e S-Go/N- ME diminuiu 1.

Os autores concluiram que a técnica MEAW modificada combinada com  elásticos Classe III fixados em mini-implantes maxilares pode efetivamente provocar o movimento distal dos molares inferiores, sem qualquer extrusão e os movimentos dos incisivos inferiores para lingual com extrusão para camuflar as má oclusões esqueléticas de Classe III. Rotação no sentido horário da protrusão da mandíbula e ainda dos incisivos superiores podem ser evitados. A técnica MEAW modificado com elásticos Classe III,  pode ser uma estratégia de tratamento adequado, especialmente para pacientes com  ângulo alto (Vertical) e tendência a mordida aberta.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

segunda-feira, 30 de julho de 2018

A precisão da mensuração com uma nova técnica radiográfica panorâmica dental baseada em tomossíntese


Noriyuki Kitai; Yousuke Mukai; Manabu Murabayashi; Atsushi Kawabata; Kaei Washino; Masato Matsuoka; Ichirou Shimizu; Akitoshi Katsumata

Department of Orthodontics, School of Dentistry, Asahi University, Gifu, Japan.

Angle Orthod. 2013; 83: 117-126





As radiografias panorâmicas, que permitem uma visão geral das estruturas dentoalveolares com baixo custo e relativamente com baixa exposição, são bastante usadas na clínica e pesquisa dentro da odontologia. As maiores desvantagens desta técnica de imagem são ditas como a irregularidade da distorsão, inconstância da magnificação e por apresentar uma camada fina de imagem.


Nos últimos anos, a tomografia computadorizada (TC) tem sido amplamente utilizado no campo das ciências da saúde. No entanto, a TC pode ser desnecessário dependendo da finalidade de um exame individual.  A metodologia de tomosíntese tem sido considerada como uma alternativa para a CT para optimização da exposição. 

Tomosíntese (cunhado a partir de uma combinação das palavras "tomografia" e "síntese'') é uma tecnologia que reconstrói os cortes tomográficos em qualquer plano desejado. Tomosíntese tem sido aplicada nas radiografias na região dentária. Pode resolver as desvantagens da radiografia panorâmica e fazer imagens desfocadas tornarem-se mais clara. 



No entanto, os detectores, que podem adquirir dados a alta velocidade, não têm estado disponíveis. Como resultado, a radiografia panorâmica usando tomosíntese não tem sido utilizado na prática clínica. Um novo detector semicondutor foi desenvolvido e está agora disponível para a radiografia panorâmica. As radiografias feitas usando a tecnologia tomossíntese mostram pouca ou nenhuma distorção de imagens. Imagens tridimensionais panorâmicas (3D) podem ser obtidas usando uma técnica de mapeamento de imagem. 

A nova radiografia panorâmica é adequado para medições quantitativas, incluindo componentes 3D. Como o material tem uma camada de imagem maior do que a radiografia panorâmica convencional, antecipa-se que o posicionamento da cabeça do paciente terá pouca influência sobre as medições. A fim de avaliar a utilidade clínica da nova tecnologia, um novo equipamento radiográfico panorâmico dentário (QRmaster-P, Telesytems Co Ltd, Osaka, Japão) usado neste estudo para determinar a magnitude dos erros de medição e para investigar a influência de diferentes posições da cabeça do paciente.

Portanto, o objetivo do presente estudo foi investigar os erros de medição e os efeitos de posicionamento da cabeça em medições feitas com equipamentos novos radiografia panorâmica dental que envolve o uso de tecnologia de tomossíntese.



CONCLUSÕES
 Os erros de medição em radiografias feitas utilizando o novo equipamento de radiografia panorâmica dental eram pequenos em qualquer direção.

  Em posições de deslocamento da cabeça de 4 mm,  não teve efeito sobre as medidas de uma variedade de dimensões.

  Em posições de deslocamento da cabeça de 12 mm, as medições de dimensões verticais foram pouco afetados pelo posicionamento da cabeça, enquanto os de dimensões laterais e ântero-posterior foram fortemente afetados.


Para o artigo na íntegra, clique aqui.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

A versatilidade clínica do arco utilidade













Prof. Dr. Márcio Figueiredo 

Neste artigo de 2008, publicado pela revista Dental Press, pelos autores Márcio Antonio de Figueiredo, Claudia Tebet Peyres de Figueiredo, Masato Nobuyasu, Gervásio Yoshio Gondo, Danilo Furquim Siqueira; da UMESP - São Paulos, UNOESTE - Presidente Prudente e APCD de Ourinhos - São Paulo. Que mostra todas as aplicações do arco utilidade de Ricketts, vai desde sua construção, modificações e aplicações em diferentes situações clinicas.


O arco utilidade é parte integrante da mecânica ortodôntica utilizada na “Ciência Bioprogressiva” de Ricketts. A palavra “Bioprogressiva” surgiu da união do prefixo “Bio” - abreviação de Biologia e se refere ao cuidado que a mecânica ortodôntica empregada tem com os processos biológicos envolvidos em um tratamento ortodôntico - e “Progressiva”, por refletir a seqüência lógica e progressiva utilizada na montagem dos aparelhos e conseqüente movimentação dos dentes.


Dentro desta ciência, o arco utilidade é, provavelmente, o dispositivo mais conhecido e utilizado, sendo confeccionado com o fio quadrado 0,016” x 0,016” Elgiloy azul. Segundo Miksic, Slaj e Mestrovic, este fio é composto por uma liga de cromo-cobalto, o que facilita a confecção de dobras. Este arco, em conjunto com braquetes de canaleta 0,018” x 0,030”, começou a ser utilizado por Ricketts no tratamento ortodôntico/ortopédico facial em 1960.


De acordo com McNamara Jr., o arco utilidade é eficiente para intruir e, especialmente, efetivo para retruir ou avançar os incisivos superiores e inferiores. O mesmo autor salientou que uma das dificuldades para o tratamento das discrepâncias ântero-posteriores (particularmente a má oclusão do tipo Classe II de Angle) é a interferência vertical anterior. Nestes casos, o arco utilidade pode ser utilizado para intruir os incisivos, favorecendo a correção ortopédica, ou mesmo cirúrgica, da má oclusão. Segundo Sellke a correção do trespasse vertical antes do horizontal é um importante princípio do tratamento bioprogressivo.


Este conceito está baseado na convicção de que uma mordida profunda pode “travar” e impedir o relacionamento normal entre a maxila e a mandíbula, durante o crescimento. Baseando-se nesta idéia, o arco utiliutilidade, juntamente com o quadrihélice de Ricketts, pode ser utilizado no início do tratamento para “destravar” a oclusão, fornecendo condições morfológicas adequadas para que a mandíbula possa se desenvolver normalmente. Entretanto, algumas vezes, pode ser utilizado também nos estágios tardios do tratamento.


A técnica Bioprogressiva está baseada no fato de que o arco dentário é constituído por setores distintos, cada um dos quais possui características próprias com relação aos aspectos anatômicos, funcionais e estéticos. O setor dos incisivos constitui-se de dentes com raízes unirradiculares e de pequeno diâmetro, cujas bordas incisais tornam estes dentes aptos para realizar a função de corte dos alimentos, além de cumprirem um importante papel estético e fonético. Já os molares são multirradiculares, com a face oclusal destinada à trituração dos alimentos e com o diâmetro das raízes maior que o dos incisivos.


Segundo Ricketts, a força de erupção dos dentes é estimada em, aproximadamente, 0,2g a 0,3g por mm2, ou seja, 1/5 da quantidade de força comumente empregada para movimentar um dente. Teoricamente, o dobro desta força (0,4g a 0,6g/mm2) impede a erupção dos dentes e o triplo desta força (0,6g a 0,9 g/mm2) intrui os dentes.


Otto, Anholm e Engel demonstraram ser possível, tanto em crianças como em adultos, o movimento de intrusão dos incisivos com a técnica Bioprogressiva, utilizando-se o arco utilidade. Os pesquisadores não encontraram nenhuma correlação entre idade, maturação esquelética, padrão facial e intrusão, sendo que, neste estudo, a maior intrusão obtida foi de 5,5mm em uma paciente do gênero feminino com 32 anos de idade.


O arco utilidade promove a intrusão dos incisivos por meio de um sistema de alavanca que produz uma pressão leve e contínua, em torno de 60 a 80 gramas para os quatro incisivos inferiores. Visto que força por unidade de área é definida como pressão, a terapia Bioprogressiva advoga a utilização de 100 gramas de força por centímetro quadrado de raiz exposta ao movimento, sendo que esta força pode ser multiplicada por dois quando a ancoragem cortical for o objetivo da mecânica, ou dividida por 2 quando os dentes serão movimentados pela cortical óssea. Isto significa que a força aplicada varia, dependendo do tamanho da raiz envolvida no movimento e da direção do movimento planejado.


A análise da superfície radicular determina os valores utilizados para o movimento dos dentes no sentido ântero-posterior. Quando um dente do setor anterior é movimentado neste sentido, a superfície radicular que enfrentará o movimento é a vestibular ou a palatina. Entretanto, quando o mesmo movimento se realiza no segmento posterior, as superfícies radiculares envolvidas são a mesial e a distal.


O arco utilidade é confeccionado com fio Elgiloy azul 0,016” x 0,016” fornecido pelos fabricantes em formato de varetas. Esta liga foi desenvolvida pela Elgin Watch Company e contém 40% de cobalto, 20% de cromo, 15% de níquel, 15,8% de ferro, 7% de molibdênio, 2% de manganês, 0,16% de carbono e 0,04% de berílio. Introduzida no mercado pela Rocky Mountain Orthodontics (Denver, Colorado, EUA), esta liga é fabricada em quatro têmperas, diferenciadas uma das outras pelas cores azul, amarelo, verde e vermelho em suas extremidades. Para confecção do arco utilidade, o fio indicado é o de ponta azul 0,016” x 0,016” sem tratamento térmico. Este fio tem a capacidade de gerar 2.000 gramas de força por milímetro quadrado, suficiente para movimentar um molar. Esta força pode ser diminuída, aumentando-se a distância do fio por meio de braços de alavanca. O limite elástico proporcional do fio Elgiloy azul 0,016” x 0,016” a uma distância de 25mm é de 80 gramas, e a 30mm uma dobra permanente não ocorre até ultrapassar 70 gramas.


Os tipos mais comuns de arco utilidade são: arco utilidade básico, arco utilidade de retração e arco utilidade de avanço. O arco utilidade básico pode ser utilizado para manter espaço, ganhar espaço (verticalização de molares e expansão dentoalveolar), ancorar os molares e intruir os incisivos.


O arco utilidade é um aparelho extremamente versátil, com inúmeras possibilidades clínicas, sendo capaz de intruir, extruir, avançar ou retrair os incisivos superiores e inferiores; manter, diminuir ou aumentar o espaço no arco inferior; além de ancorar os molares inferiores. Entretanto, uma das maiores vantagens de seu uso consiste na correção de más oclusões do tipo Classe II, com mordida profunda e em fase de crescimento. Esta vantagem não está relacionada com o efeito mecânico de intrusão, mas com a resposta biológica que esta mecânica pode acarretar no crescimento facial.




Link do Artigo na Integra via Scielo:



Link da Clinica do Dr. Márcio Antonio Figueiredo:

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Efeitos da grade palatina e esporões linguais utilizados no início do tratamento da mordida aberta anterior: Um estudo clínico prospectivo e randomizado




O presente artigo de 2016, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Juliana S. Leite; Luciano B. Matiussi; Anne C. Salem; Maria G. A. Provenzano; Adilson L. Ramos; do Departmento de Odontologia, da Universidade Estadual de Maringá, Maringá, Brasil. Apresenta os efeitos obtidos com uso de grade palatina e esporões linguais, instalados no inicio do tratamento de mordida aberta anterior.

Este artigo descreve o tratamento de pacientes selecionados que portavam hábitos de sucção não nutritiva e / ou língua, na faixa etária de 5 anos a 10 anos idade, apresentando mordida aberta anterior no estágio de dentição mista. E teve como objetivo, avaliar a correção do overbite com uso de grade palatina e esporão lingual no tratamento precoce da mordida aberta anterior na dentição mista, bem como a sua influência sobre as medidas cefalométricas dentárias e esqueléticas.

Os pacientes selecionados apresentavam mordida aberta anterior e uma idade média de 8,23 anos. Eles foram divididos em três grupos por sorteio: controle (n = 13), grade palatina (n = 13), e uso de esporão lingual (n = 13). Os dados da telerradiografia lateral foram obtidas no início do tratamento, após 6 meses, e depois de 1 ano. A análise cefalométrica foi realizada pelo programa Cef-X, registrando os valores de SNA, SNB, ANB, SGn OGn, 1.PP, IMPA, ângulo nasolabial, overbite e overjet.

Após 6 meses e, em seguida, 1 ano iniciada a terapêutica, observou-se que  todos os grupos apresentaram melhora na overbite. Desta forma, os grupos de grade palatina e uso de esporão apresentaram overbite positivo. Em relação ás medidas cefalométricas, não houve mudança significativa ao longo do período analisado.

Os autores concluíram que a grade palatina e esporões são simples e eficazes para o tratamento de mordida aberta anterior, com a vantagem dada à grade palatina. 

Link do artigo na integra:




Colaboração:

Nathalia Torres

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Avaliação da eficiência de alinhamento de fios de níquel-titânio e cobre-níquel-titânio em pacientes submetidos a tratamento ortodôntico em um período de 12 semanas: ensaio clínico controlado randomizado





Neste artigo de 2018, publicado pelo Korean Journo of Orthodotnics, pelos autores Burcu AydınNeslihan Ebru ŞenışıkÖzgür Koşkan; do Department of Orthodontics, Faculty of Dentistry, Suleyman Demirel University, Isparta, Turkey e do Departments of Animal Science, Genetics, and Biometrics, Faculty of Agriculture, Suleyman Demirel University, Isparta, Turkey. Buscou avaliar a eficiência dos fios de Niquel titânio e Cobre-Niquel-Titanio.

O estudo teve como objetivo comparar a eficiência do alinhamento e as alterações da dimensão do arco intermaxilar de arcos arredondados de níquel-titânio (NiTi) ou cobre-níquel-titânio (CuNiTi) com diâmetros crescentes aplicados sequencialmente ao arco mandibular.

A fase inicial de alinhamento do tratamento ortodôntico fixo com fio redondo de NiTi ou CuNiTi foi estudada em uma amostra aleatoriamente alocada de 66 pacientes. O grupo NiTi foi composto por 26 mulheres, 10 homens e o grupo CuNiTi (27ºC) composto por 20 mulheres, 10 homens. Os critérios de elegibilidade foram os seguintes: apinhamento mandibular anterior de no mínimo 6 mm de acordo com o Índice de Irregularidade de Little (LII), tratamento sem necessidade de extrações de pré-molares, 12 a 18 anos, dentição permanente, má oclusão Classe I esquelética e odontológica. O desfecho principal foi o alinhamento dos dentes anteriores da mandíbula; O desfecho secundário foi a mudança nas dimensões do arco dentário mandibular durante 12 semanas. Aleatorização simples (razão de alocação 1: 1) foi usada neste estudo duplo-cego. As dimensões do LII e do arco mandibular foram medidas em modelos odontológicos digitais tridimensionais em intervalos de duas semanas.

Não houve diferença estatisticamente significante entre NiTi e CuNiTi de acordo com LII. Os perímetros das arcadas intercaninos e intermolares aumentaram no grupo CuNiTi. Largura entre os primeiros pré-molares mostrou uma interação estatisticamente significativa na aplicação x semana x diâmetro.

Os autores concluir que os efeitos dos arcos redondos NiTi e CuNiTi foram similares em termos de eficiência de alinhamento. No entanto, os perímetros do arco intercaninos e intermolares e as mudanças da largura entre os primeiros pré-molares diferiram entre os grupos.

Link do artigo na integra via KJO:

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Propriedades mecânicas dos fios ortodônticos cobertos com um tubo de cetona poliéster-éster








Neste artigo de 2018, publicado na Angle Orthodontist, pelos autores Nobukazu Shirakawa; Toshio Iwata; Shinjiro Miyake; Takero Otuka; So Koizumi; Toshitugu Kawata da Division of Orthodontics, Department of Oral Interdisciplinary Medicine (OIM), Graduate School of Dentistry, Kanagawa Dental University, Yokosuka, Kanagawa, Japan. Mostra um estudo laboratorial realizado com arcos ordonticos recobertos com material estetico.

Os autores realizaram o estudo com o objetivo de avaliar a estética e força de atrito de um fio ortodôntico envolvido por um tubo recém-projetado feito de uma resina de éter de poliéter cetona (PEEK).

Dois tipos de tubos de PEEK padrão foram preparadas em 0,5 x 0,6 x 0,8 e 0,9, e diferentes arcos foram passados através dos tubos. Os valores das cores foram determinados de acordo com o brilho e os matizes. O atrito foi avaliado com diferentes combinações de braquetes e fios, e a rugosidade superficial foi determinada por estereomicroscopia antes e depois da aplicação do atrito.

O tubo de PEEK mostrou uma diferença de cor quase idêntica à dos fios revestidos convencionalmente usados na prática clínica, indicando uma propriedade estética suficiente. O resultado do teste de atrito mostrou que a força de atrito foi bastante reduzida, passando o arco através do tubo PEEK em quase todos os arcos testados.

Os autores concluir que o uso do novo tubo PEEK demonstrou uma boa combinação de propriedades estéticas e funcionais para uso em aparelhos ortodônticos.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/082417-572.1

sábado, 23 de junho de 2018

Interview with Professor Dr. Jay Bowman - Part 4



Marlos Loiola - You are a member of the Angle Society, tell us about the routine of a member of a society that is part of the History of Orthodontics. How are meetings and discussions?

Prof. Jay Bowman - The Angle Society of Orthodontists was formed in 1930 by the alumni of Angle’s school to honor their teacher—the father orthodontics.  It is important to note that Angle framed the 3 primary foundations of the 1st specialty in dentistry:  a school (in St. Louis), a journal (the American Journal), and an organization (the American Society) at the turn of the 20thcentury.  He grew disillusioned and soon tendered his resignation. Angle’s name was not officially recognized by the organization he founded until the Angle Lecture was created by the AAO a few years ago (by renaming the Heritage Lecture).


I was invited by Lysle Johnston to join the Eastern Component of the Angle Society but that means jumping over several hurdles of academics and clinical examinations to be accepted for membership—a process taking several years.  Upon completion of these requirements, members are required to attend and participate in our annual meetings and these are working 3-4 day events.  It is certainly not for everyone.  Lysle Johnston and Sheldon Peck instilled me with a fascination for orthodontic history and especially Edward Angle.  

Marlos Loiola - I already had the opportunity to talk to you about the History of Orthodontics. And you showed me a book containing letters and reports from Professor Edward Hartley Angle. In your readings, which parts attracted your attention the most?

Prof. Jay Bowman - It doesn’t take a long look at orthodontic history to decide that Edward Angle invented almost everything we use today. His inventiveness, drive, writing, and continual contemplation and enthusiasm for how he might make orthodontics better have certainly been influential.  




Marlos Loiola - At this year’s AAO Congress in Washington DC, you presented a lecture. What was the subject? What did you present to the audience?

Prof. Jay Bowman - The title of my talk this year was “Drastic Plastic:  Improving the Predictability of Clear Aligners.”  It was based on the series of articles that I’ve been involved in publishing on finding ways to make clear aligners produce results that I desired.

Marlos Loiola - Do you follow something the Brazilian orthodontics? Do you have any opinion? Do you have contact with some Brazilian Teachers and researchers?

Prof. Jay Bowman - Early in my career I was fortunate to have been invited to give lectures in Brasil and I cherish the memories from those trips. I became enamored with Brazilian culture, music, and the beauty of the Portuguese language.  I was fortune to have visited so many different places from Fortaleza, Recife, Goiania, Sao Paulo, Illabella, Rio, Maringa, and especially Foz do Iguacu.  I have had a number of articles published in Brazilian journals and I have collaborated with my good friend, Adilson Ramos.  



Marlos Loiola - Professor Jay Bowman what are your Final considerations?

Prof. Jay Bowman - The specialty of orthodontics has a long and distinguished history with many colorful individuals and influential leaders.  We’ve been subject to incredible advances and also many blind-paths have stymied us, too.  The magic of orthodontics isn’t some kind of technology or special appliance, it’s that careful treatment planning based on good training permits us to create incredible smiles and change people’s lives.  



Link of Sites the Professor Dr Jay Bowman:


sexta-feira, 22 de junho de 2018

Interview with Professor Dr. Jay Bowman - Part 3



Marlos Loiola - In 2000 you published a Classical study at the Angle Orthodontist held in conjunction with Professor Lysle E. Johnston. In that it evaluated the aesthetic impact in the profile of patients treated with and without extractions. After 18 years of publishing has anything changed? What are the care you take to make the decision to extract or not to extract in orthodontic cases?

Prof. Jay Bowman - I was so fortunate to have been taught by Lysle Johnston, collaborate with him on research and writing, have him as a mentor, and finally to consider him a good friend.  I credit him for his encourage, guidance, and stimulus to “think” about orthodontics. The article you noted was the result of research that I needed to gain membership into the Eastern Component of the Edward H. Angle Society of Orthodontists.  I was very honored to have won the Angle Research Award from the Angle Orthodontist for this paper.  



At that point in time, some general dentists were claiming that extractions were routinely destroying patient profiles and jaw joints.  The same methods were applied to samples of Causians, African-Americans, Mexicans, and Koreas with similar results:  namely, extractions and some reduction in lip protrusion benefitted patients that needed it (those with initial crowding and protrusion [the keys to the extraction decision]).

Once these overwhelming conclusions were published, critics moved on like mutating viruses with ideas that special type of self-ligating braces would permit the avoidance of extractions, no need for expanders, and would yield “different,” “better,” “fast” and “more esthetic” results.  So far, there’s been no promised proof of bone-growing (unless you want to risk expanding teeth in the alveolus), no different, faster, or better results, and when light is shown on smiles—silly buccal corridors disappear.  

Marlos Loiola - Currently some professionals have been performing orthodontic treatment with the use of vibratory stimuli. In 2016 you published an article in JCO reporting the treatment of patients with the use of these features in the biomechanics of distal molars. His conclusions at the time were reserved regarding the adoption of the protocol. And now in 2018 something has changed?



Prof. Jay Bowman - Once again, I was looking for a clinical research project for the requirements of Angle membership.  I thought that with the large sample of molar distalization patients that I had been following since 1996 (800+), that it would be interesting to determine if something simple and non-invasive like the application of vibration might make a difference in the rate of molar movement.  The unique aspect of my study is that I was determined to measure patient compliance in applying the vibration on a daily basis.  Other studies that have shown no differences are suspect because they either did not measure cooperation or the patients were not compliant.    My conclusions are that it appears there is an effect on the rate of distal molar movement and leveling of the lower dental arch with braces; however, absolute cooperation is likely required to see it. The most important issue is one of the time value of money or the money value of time:  is the effect worth the cost?

Marlos Loiola - It is noticed that the aesthetic aligners are becoming more and more popular, with increasingly elaborate applications. How do you see those features that eliminate in some situations the use of centenarians Brackets? And would the use of this resource safely be restricted to the Orthodontic Specialist?

Prof. Jay Bowman - The concept of clear aligners is based on Harold Kesling’s use of a series of tooth positioners from 1945.  I was trained by Peter Kesling, so when Invisalign was introduced in 1999, I was certainly interested in trying to make the system work; a process that has been frustrating and the Mother of Invention.  Aligners are unpredictable—currently, an evidence-based conclusion.  My intent has been to find ways to make it more predictable, result in the creation of adjunctive approaches, the Aligner Chewies, and Hu-Friedy’s Clear Collection of instruments.  



Would it be nice to have only orthodontic specialists providing orthodontic treatment?  Certainly, however, in today’s environment, that is no longer going to happen.  That should not stop the specialist from striving to produce the very best results in the most professional and ethical manner possible.

Marlos Loiola - As for the new technologies, how has the American Orthodontist been implementing tomographic images, digital models, intraoral scans and 3D printing (prototyping) in the clinical routine?

Prof. Jay Bowman - Technology has certainly advanced since the days of the standard edgewise banded appliance.  I experienced a taste of the end of that golden age and the lessons learned are sadly lost on the next generation.  There is so much incredibly useful information in our history that goes ignored in our rush to the “next new thing.”  

Has the introduction of pre-adjusted appliances, direct bonding, superelastic alloys, self-ligation, lingual braces, clear aligners, and miniscrews improved our treatment results?  Perhaps. Has diagnosis improved using CBCT, digital scans, digital models, and 3D printing?  Maybe.  Can excellent orthodontic treatment be produced without the majority of this technology?  Probably, yes.

Link of Sites the Professor Dr Jay Bowman: