ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Avaliação 3-D das alterações dentoalveolares transversais e do comprimento da raiz dos primeiros molares superiores após expansão rápida ou lenta da maxila em crianças




Neste Artigo de 2019, publicado pela Dental Press Journal of Orthodontics, pelos Autores Helder Baldi Jacob, Gerson Luiz Ulema Ribeiro, Jeryl D. English, Juliana da Silva Pereira, Mauricio Brunetto. Da University of Texas Health Science Center at Houston School of Dentistry, Department of Orthodontics (Houston/ TX, USA) e Universidade Federal de Santa Catarina, Departamento de Ortodontia (Florianópolis/SC, Brazil).

Teve como  objetivo do estudo realizar um ensaio clínico randomizado comparando os efeitos da expansão rápida da maxila (ERM) e expansão lenta da maxila (ELM). O comprimento  da raiz dos primeiros molares superiores permanentes e a movimentação dentária através do alvéolo que foram estudados por meio da tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC).

Foram incluídos indivíduos com deficiências transversais maxilares entre 7 e 10 anos de idade. Utilizando expansores tipo Haas, e as crianças foram aleatoriamente divididas em dois grupos: ERM (19 indivíduos, idade média de 8,60 anos) e ELM (13 sujeitos, com média de idade de 8,70 anos).

Quanto a  cortical óssea, espessura vestibular e largura dentoalveolar diminuíram em ambos os grupos. No grupo ERM o maior decréscimo foi relacionado à espessura do osso distal (1,26mm), seguido pela espessura do osso mesial (1,09mm), largura alveolar (0,57mm) e cortical vestibular (0,19mm). No grupo ELM, a espessura do osso mesial diminuiu mais (0,87 mm) e a cortical vestibular diminuiu a menor (0,22 mm). A espessura do osso lingual aumentou nos grupos ERM e ELM (0,56 mm e 0,42 mm, respectivamente). A raiz mesial aumentou significativamente no grupo ERM (0,52mm) e no grupo ELM (0,40mm), possivelmente devido à formação incompleta do ápice radicular em T1 (antes da instalação dos expansores).

Os Autores concluíram que a expansão maxilar (ERM e ELM) não interrompe a formação das raízes e não mostra a reabsorção radicular apical de primeiro molar em pacientes jovens. Embora ligeiramente maiores no grupo ERM que no grupo ELM, ambos os protocolos de ativação mostraram espessura óssea vestibular semelhante e alterações da espessura do osso lingual, sem diferença significativa; e a ERM apresentou alterações ósseas corticais vestibulares similares às ELM.

Link do Artigo na Integra via Scielo:


segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Caracterizando forças que limitam na fase de alinhamento do tratamento ortodôntico



Neste artigo de 2018, publicado pela Angle Orthodontist, pelos Autores Christopher G. GibsonFeng-Chang LinCeib PhillipsAlex Edelman e Ching-Chang KoDepartment of Orthodontics, School of Dentistry, University of North Carolina, Chapel Hill, NC; Department of Biostatistics, University of North Carolina, Chapel Hill, NC e Department of Orthodontics, and Department of Oral and Craniofacial Health Sciences, School of Dentistry, University of North Carolina, Chapel Hill, NC. 

Descrevem as forças de atrito (FF) que limitam o deslizamento do fio na fase inicial do tratamento usando um novo termo, a “força constringente” (FC), e levantar a hipótese de que a FC é dependente de dois fatores: o comportamento hiperelástico dos arcos e o tipo específico de dente em desalinhamento geométrico presente.

Um dispositivo de laboratório que simula os quatro tipos distintos de desalinhamento (in-out, rotação, inclinação e degrau vertical) foi usado para acoplar com um aparato de teste da Instron. Dados incrementais da FC para os quatro tipos de desalinhamento foram registrados. Cada tipo teve cinco tentativas por incremento de severidade, a partir dos quais a FC obteve a média usando arcos de cobre-níquel-titânio (CuNiTi) de 0,016 polegadas.

Dois tipos de curvas de fricção foram obtidas: uma tradicional de resposta à função de degrau e uma resposta de regressão de potência. Para todos os tipos de desalinhamento, o aumento dos graus de irregularidade aumentou as respostas de regressão de potência e a FC. Um ponto de virada de severidade, exibido como um aumento súbito de FC, ocorreu para cada desalinhamento. O tipo de rotação de desalinhamento gerou o menor FC, enquanto o tipo de degrau vertical resultou no maior FC.

Os autores concluíram que os dados inferem em uma hipótese de que o tipo de má rotação com FC fraco pode atuar como um fator limitante na fase de alinhamento para desapinmhar os dentes vizinhos. Futuras investigações que busquem comparar dados clínicos e de bancada podem ajudar a explicar mais detalhadamente as restrições que impedem a resolução do alinhamento e os fatores que governam a capacidade de alinhar os dentes mal alinhados.

Link do Artigo na Integra via NCBI:


segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Estabilidade a longo prazo das dimensões dos arco maxilar e mandibular após utilizar expansão rápida da maxila e mecanoterapia edgewise em pacientes em crescimento




Neste artigo de 2019, publicado na Korean Journal of Orthodontics, pelos Autores Ki Beom KimRenee E. DoyleEustáquio A. AraújoRolf G. BehrentsDonald R. Oliver e Guilherme Thiesen. Do Department of Orthodontics, Saint Louis University, St. Louis, MO, USA. Teve como objetivo  avaliar a estabilidade a longo prazo da expansão palatina rápida (EPR), seguida de aparelhos edgewise fixos completos.

O estudo incluiu 67 pacientes tratados com EPR tipo Haas e terapia sem extração em uma única prática ortodôntica. Os modelos de série foram obtidos em três diferentes momentos: pré-tratamento (T1), após expansão e terapia com aparelho fixo (T2) e em longo prazo (T3). A duração média dos períodos T1-T2 e T2-T3 foi de 4,8 ± 3,5 anos e 11,0 ± 5,4 anos, respectivamente. Os modelos foram digitalizados, e as medidas computadas foram comparadas com dados de referência não tratados.

A maioria dos aumentos relacionados ao tratamento nas medidas do arco maxilar e mandibular foram estatisticamente significativos (p menor que 0,05) e maiores do que o esperado para os controles não tratados. Embora muitas medidas tenham diminuído após a contenção (T2-T3), os ganhos líquidos persistiram em todas as medidas avaliadas.

Os Autores concluíram que o uso da terapia deEPR seguida por aparelhos fixos edgewise é um método eficaz para aumentar as dimensões da largura do arco maxilar e mandibular em pacientes em crescimento.


Link do artigo na integra via e-KJO:




terça-feira, 30 de julho de 2019

Superposição de modelos digitais 3D da maxila, usando software de código aberto




Neste artigo de 2019, publicado pela Dental Press Journal of Orthodontics, pelos Autores Murilo Augusto Anacleto, Bernardo Quiroga Souki. Da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Programa de Pós-graduação em Odontologia (Belo Horizonte/MG, Brazil). Mostra a proservação e acompanhamento de uma finalização a longo prazo e sua avaliação através da utilização de sobreposição de modelos digitais.

Historicamente, seja para fins de pesquisa ou acompanhamento clínico, a avaliação ortodôntica dos movimentos dentais foi feita usando modelos de estudo de gesso e radiografias bidimensionais (2D). No entanto, novas fronteiras para o diagnóstico, planejamento e avaliação de resultados de tratamentos ortodônticos surgiram, devido às ferramentas digitais revolucionárias que permitem uma análise computadorizada tridimensional (3D) de movimentos dentais por meio de modelos digitais. No entanto, o software para análise 3D costuma ser caro, resultando em acesso limitado aos ortodontistas. O presente estudo teve como objetivo descrever, por meio de um caso clínico apresentado ao Board Brasileiro de Ortodontia e Ortopedia Facial, um método para a sobreposição de modelos digitais da maxila utilizando um software de código aberto para avaliação de movimentos dentais.

Os autores concluíram o artigo afirmando que a superposição de modelos digitais 3D permite uma análise interessante do movimento dentário que não pode ser realizada com os modelos convencionais de gesso. Ao mesmo tempo, a possibilidade de o operador selecionar regiões de interesse neste software de código aberto torna mais democrático o uso dessa nova tecnologia.

Link do Artigo na Integra via Scielo:

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Resultados da expansão rápida da maxila, de acordo com os níveis de maturação da sutura palatina



Neste artigo 2109, publicado na Progress in Orthodontics, pelos Autores Gülşilay Sayar e  Delal Dara Kılı; Do Department of Orthodontics, School of Dentistry, Istanbul Medipol University,  Unkapanı–Fatih/Istanbul, Turkey. Mostra um estudo comparativo de avaliação da sutura palatina mediana através de cortes tomograficos.

O estudo teve o objetivo comparar a relação entre resultados esqueléticos e dentários do tratamento da expansão rápida da maxila (ERM) em imagens de tomografia computadorizada por feixe cônico (TCFC) entre pacientes com pico pré-púbere (pré-pico) e pico pós-puberal (pós-pico). A hipótese nula foi a de que não houve diferença nos resultados do tratamento da ERM entre os grupos. 

Trinta e dois pacientes  foram submetidos ao protocolo de tratamento ERM e foram classificados de acordo com os níveis de maturação de sutura palatina mediana e, em seguida, divididos em dois grupos como pré-pico e pós-pico. As medidas esqueléticas e dentárias foram realizadas nas imagens de TCFC em T0 (estágio pré-tratamento) e em T1 (estágio pós-tratamento). O teste t pareado foi usado para avaliar os dados distribuídos normalmente e P menor que 0,05 foi considerado como nível de significância.

Houve diferenças significativas entre T0 e T1 dentro dos grupos, mas as mudanças entre os grupos de pacientes pré-pico e pós-pico não foram estatisticamente significantes.

Os autores concluir que  as Mudanças encontradas entre os dois grupos não foram significantes, e a hipótese nula foi excluída.

Link do Artigo na Integra via Progress in Orthodontics:

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Retração palatina em massa segmentada de dentes anteriores superiores: Um estudo com elementos finitos





Neste artigo de 2019, publicado pelo The Korean Journal of Orthodontics, pelos Autores Jae Hyun ParkYoon-Ah KookYukio KojimaSunock YunJong-Moon Cha. Do Arizona School of Dentistry & Oral Health, A.T. Still University, Mesa, AZ, USA; , Kyung Hee University, Seoul, Korea; Department of Orthodontics, The Catholic University of Korea, Seoul St. Mary’s Hospital, Seoul, Korea; Department of Mechanical Engineering, Nagoya Institute of Technology, Nagoya, Japan; Department of Orthodontics, School of Dentistry, Wonkwang University, Iksan, Korea; Wonkwang Dental Research Institute, School of Dentistry, Wonkwang University, Iksan, Korea. Mostra um estudo biomecâncio do fechamento de espaços através de elementos finitos.

O objetivo do estudo com elementos finitos foi esclarecer a mecânica do movimento dentário na retração palatina em massa segmentada de dentes anteriores superiores usando parafusos de ancoragem e braços de alavanca.

Um método de elementos finitos tridimensionais foi usado para simular os movimentos dentarios ortodônticos. A linha de ação da força foi variada alterando a altura do braço de alavanca e a posição do parafuso de ancoragem.

Quando a linha de ação da força passou pelo centro de resistência (CR), os dentes anteriores mostraram translação. No entanto, quando a linha de ação não era perpendicular ao longo eixo dos dentes anteriores, os dentes anteriores moviam-se corporalmente com uma intrusão inesperada, embora a força fosse transmitida horizontalmente. Para mover os dentes anteriores de corpo sem intrusão e extrusão, uma força descendente passando através do CR era necessária. Quando a linha de ação da força passou apical ao CR, os dentes anteriores inclinaram-se no sentido anti-horário durante a retração e, quando a linha de ação da força passou coronal ao CR, os dentes anteriores foram inclinados no sentido horário durante a retração.

Os autores concluíram que o padrão de movimento dos dentes anteriores mudou dependendo da combinação da altura do braço de alavanca e da posição do parafuso de âncoragem. No entanto, esse padrão pode ser imprevisível em situações clínicas, pois a direção do movimento nem sempre é igual à direção da força.

Link do Artigo na Integra via e-KJO:

terça-feira, 25 de junho de 2019

Análise retrospectiva por Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico das alterações de volume das vias aéreas após expansão rápida da maxila por baseada em ancoragem óssea versus os de apoio dentário





Neste artigo de 2019, publicado na Angle Orthodontist, pelos autores Golnaz Kavand; Manuel Lagrave`re; Katherine Kula; Kelton Stewart; Ahmed Ghoneima. Do Department of Orthodontics and Oral Facial Genetics, Indiana University School Dentistry, Indianapolis, IN, USA; Orthodontic Graduate Program, University of Alberta, Edmonton, Alberta, Canada; Department of Orthodontics and Oral Facial Genetics, Indiana University School of Dentistry, Indianapolis, IN, USA; Department of Orthodontics, Hamdan Bin Mohammed College of Dental Medicine (MBRU), Dubai, UAE; and Lecturer, Department of Orthodontics, College of Dental Medicine, Al-Azhar University, Cairo, Egypt. Mostra efeitos da expansão maxilar nas vias aéreas de pacientes submetidos a protocolos.

O estudo teve o objetivo de Comparar as alterações do volume das vias aéreas superiores após a expansão da maxila com aparelhos ancorados esqueléticamente com os apoiados em dentes em adolescentes, avaliando os efeitos dentoesqueléticos de cada modalidade de expansão.

Este estudo retrospectivo incluiu 36 adolescentes que possuiam mordida cruzada maxilar bilateral e expansão maxilar na base óssea (idade média: 14,7 anos) ou expansão maxilar com apoio dentário (idade média: 14,4 anos). Os indivíduos tiveram duas imagens de tomografia computadorizada de feixe cônico adquiridas, uma antes da expansão (T1) e uma segunda após um período de retenção de 3 meses (T2). As imagens foram orientadas e o volume tridimensional das vias aéreas e a expansão dentoesquelética foram medidos. Análise de variância foi usada para testar as diferenças entre os dois métodos de expansão para pré-tratamento, pós-tratamento e mudanças prepost. Testes t pareados foram usados para testar a significância das mudanças de preposamento dentro de cada método.

Ambos os grupos apresentaram aumento significativo apenas no volume da cavidade nasal e nasofaringe, mas não nos volumes da orofaringe e do seio maxilar. Largura intermolar e maxilar aumentou significativamente em ambos os grupos; no entanto, a inclinação vestibular dos molares superiores aumentou significativamente apenas no grupo dos apoiados em dentes. Não houve diferença significativa entre os grupos de expansão dentária e óssea, exceto pelo aumento significativamente maior na inclinação vestibular do primeiro molar superior direito após a expansão do dente.

Os autores concluir que nos adolescentes, tanto a ERM dentária quanto a óssea resultaram em aumento do volume da cavidade nasal e da nasofaringe, além de expansão das larguras intermolar e esquelética da maxila. No entanto, apenas os expansores de dentes causaram uma inclinação vestibular significativa dos molares superiores.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

terça-feira, 18 de junho de 2019

Envelope de discrepância - Conceito teórico ajuda a compreender o potencial de movimento dentário nos três planos do espaço.





Neste artigo de 2019, publicado na Revista OrtodontiaSPO, pelo Prof. Dr. Julio Gurgeldo programa de mestrado acadêmico em Odontologia (Ortodontia) da UniCeuma, em São Luís/MA; Professor assistente doutor do Departamento de Fonoaudiologia da Faculdade de Filosofia e Ciências da Unesp, campus de Marília. Mostra as modificações sofridas no clássico envelope de discrepância descrito pelos Professores Proffit e Ackerman. Em função da introdução dos Mini parafusos na Rotina Ortodôntica.

O envelope de discrepância representa um importante conceito teórico sobre o potencial de movimento dentário nos três planos do espaço. Foi criado por Profitt e White com o propósito de dar noção das amplitudes dos efeitos dentários e esqueléticos obtidos por meio do tratamento ortodôntico, ortodôntico-ortopédico e ortodôntico-cirúrgico1.

Uma ilustração gráfica indica valores limites para os movimentos dos incisivos superiores e inferiores nos sentidos sagital e vertical, bem como para os movimentos dos molares no sentido transversal e vertical. Deste modo, principalmente o clínico iniciante, tem uma noção da magnitude média das correções possíveis por meio do tratamento ortodôntico isolado, combinado com o crescimento craniofacial ou com a cirurgia ortognática. Os dados numéricos são baseados nos abundantes estudos sobre o crescimento craniofacial, associados aos relatos sobre o efeito das diversas modalidades de tratamentos ortodônticos. O potencial de movimento dentário, expresso numericamente, representa os limites da remodelação óssea e a consequente adaptação dos tecidos moles nos três planos do espaço. A quantidade de movimento dentário é baseada na severidade da má-oclusão e deve ser associada aos parâmetros do envelope de discrepância para identificar a real magnitude, a direção e o modo de obtenção da correção ortodôntica.

Este envelope foi posteriormente revisto por Lee, Kin e Park, os quais contribuíram com a inclusão do círculo representativo dos limites de movimentos dentários obtido com o uso da ancoragem esquelética por meio dos dispositivos transitórios de ancoragem (DTAs)2. Portanto, o envelope de discrepância propõe quatro potenciais de correção:

1. A amplitude de alteração espacial obtida somente com o movimento dentário e a consequente remodelação (movimento dentoalveolar);
2. A quantidade de modificação do crescimento obtida por meio dos aparelhos ortopédicos fixos e funcionais;
3. O complementar efeito dentoalveolar ou esquelético possível de ser realizado com o uso dos dispositivos transitórios de ancoragem (DTAs), podendo ser a miniplaca ou o mini-implante;
4. A ampla gama de movimento obtida por meio da cirurgia ortognática.

Link do Artigo na Integra via OrtodontiaSPO:

http://www.ortociencia.com.br/Materia/Index/154341

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Tratamento compensatório da mordida aberta anterior esquelética em pacientes adultos: Utilizando batentes posteriores




Neste artigo de 2016, publicado pelo Angle Orthodontist, pelos autores Arturo Vela-Hernandez; Rocio Lopez-Garcıa; Veronica Garcıa-Sanz; Vanessa Paredes-Gallardo; Felicidad Lasagabaster-Latorre. Do Department of Orthodontics, University of Valencia, Ortodoncia 5ª Planta, Clınica Odontologica UV, C/Gasco Oliag n 81, Valencia, Valencia 46010 Spain. Apresenta um estudo da eficiência do uso de batentes de resina aplicados nos dentes posteriores para correção da mordida aberta anterior em adultos.

Este artigo objetiva avaliar a efetividade dos batentes posteriores na correção da mordida aberta anterior em adultos, sua influência na intrusão dos molares, analisar as alterações ósseas e dentárias, e estabilidade do tratamento a longo prazo. 

A amostra consistiu em 93 cefalogramas laterais de 31 pacientes com mordida aberta anterior dentária e esquelética. Os pacientes receberam tratamento ortodôntico com aparelho Tip-Edge Plus (TP Orthodontics Inc, La Porte, Ind), e batente de resina nos molares superiores. Foram utilizados arcos 0.014” de níquel-titânio (NiTi) para alinhar e nivelar os arcos superiores e inferiores, seguidos por arcos 0.016 × 0.022” NiTi para definir a forma do arco e nivelar o plano oclusal, enquanto os batentes de resina continuavam ativos. Arcos 0.021 × 0.025” de aço inoxidável, foram introduzidos no slot auxiliar combinado com arcos de 0.016” NiTi, para obter o torque e inclinação ideais. Em seguida, os batentes de resina foram removidos. Na fase de finalização, foram utilizados arcos 0.016” NiTi com elásticos verticais posteriores para intercuspidação. Elásticos anteriores não foram utilizados durante o tratamento. Ao final do tratamento, foram instaladas contenções fixas de caninos a caninos superiores e inferiores. As contenções removíveis superiores e inferiores foram ajustadas para evitar contatos prematuros anteriores, e orientadas uso noturno. As análises cefalométricas foram realizadas em tomadas radiográficas antes do tratamento (T1), após tratamento (T2), e após um período de contenção (T3), que foram analisadas ​​e comparadas.

Os autores observaram alterações dentárias e esqueléticas significativas após o tratamento. Uma média de 1 mm de intrusão dos molares; além de 1,44 e 1,57 mm de extrusão dos incisivos inferiores e superiores, respectivamente; e observou-se uma média de 3,98mm de aumento da sobremordida. O ângulo do plano mandibular mostrou uma redução média de 1,198° e houve uma diminuição na altura facial de 0,7 mm. A duração total do tratamento foi uma média de 17,2 meses (DP 4,2, variação de 12-28 meses), e os batentes de resina foram utilizados em média de 14,2 meses (DP 4,4, faixa 9-21 meses). Foi observada uma leve tendência de recidiva, no entanto a estabilidade a longo prazo foi considerada aceitável.

Os autores concluíram que os batentes de resina posteriores, são uma alternativa terapêutica eficaz para a correção de até 3.98mm mordida aberta anterior em adultos. Os resultados permanecem significativamente estáveis ​​durante o período de contenção. (Angle Orthod., 2017; 87: 33-40)


PALAVRAS-CHAVE: Mordida aberta; Acumular; Intrusão molar

Nossos Agradecimentos a Dra Nathalia Torres pela colaboração e Tradução.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist: