ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Quer estudar Ortodontia nos Estados Unidos? Você pode.


     Lembro quando terminei a especialização e via fotos das grandes universidades americanas... Conhecer uma programa americano era um sonho, mas muuuuito distante. 

   Com o tempo, tivemos convites para visitar algumas universidades do mundo e participamos de alguns cursos feitos para brasileiros lá fora. 

O que resultou tudo isso? 

Juntamos tudo de bom que vimos em todas essas oportunidades para oferecer o mais incrível curso em uma das mais importantes universidades americanas, dentro do departamento de ortodontia: Universidade de Houston, no Texas-EUA.

Por que Houston?
A cidade de Houston é incrível! Uma mistura futurística com o Space Center (Houston, we have a problem!) com o passado do velho oeste americano. 

Com direito a barzinho com música country, dança, jogos e cerveja.



Unindo passeio,  estudo e todas as experiências que a cidade pode dar.




O centro médico de Houston, onde fica a faculdade de Odontologia, é uma grande atração e o maior do mundo! 

Aproximadamente 10 milhões de pacientes atendidos por ano e mais 105 mil pessoas trabalham ou estudam lá! 

Alguns dos colegas e investiram nesse sonho em 2018. Sul, sudeste, centro-oeste, norte e nordeste. Todas as regiões do Brasil com representntes nesta turma fantástica.


Todo  o curso dentro da sala de reuniões do departamento. Um curso oficial da universidade! Com diploma oficial. Na foto abaixo, pausa para almoço fornecido pelo curso, mas não paramos de discutir a nossa especialidade.


Se você ficou interessado para participar deste programa, agende para novembro de 2020 e fique ligado no site de cursos da Ortodontia Contemporânea. Siga a Ortodontia Contemporânea nas redes sociais e estaremos juntos lá!

Aos colegas que foram em 2018 e à Orthometric que nos apoiou de forma determinante para o sucesso, nosso muito obrigado!




segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Implantes extra alveolares: Aço ou Titânio? Gengiva inserida ou mucosa?

Há algum tempo que os implantes infrazigomáticos tem sido usados na ortodontia e isso foi popularizado pelo taiwanês Chris Chang. Seu canal do youtube rapidamente levou sua técnica a milhares de colegas ao redor do mundo. Naquele momento, no Brasil, não tínhamos os implantes de aço inoxidável, os preconizados,  e muitos se perguntavam se poderíamos usar os implantes de titânio.  Agora, o próprio Dr. Chang tenta responder essa pergunta:


Um estudo do Dr. Chris Chang, Joshua Lin e Eugene Roberts objetivou comparar as taxas de falha para parafusos de aço inoxidável e de ligas de titânio colocados na crista infrazigomática (IZC).

Eles usaram total de 386 pacientes consecutivos (76 homens, 310 mulheres; idade média de 24,3 anos, variando de 10,3 a 59,4 anos) que receberam IZC (aço inoxidável ou Ligas de titânio) por meio de um estudo duplo-cego de boca dividida. 
Os implantes ósseos penetraram na gengiva (GENGIVA INSERIDA) ou na mucosa móvel (MM) com 5 mm distante dos tecidos moles. Todos os implantes ósseos foram imediatamente carregados e reativados mensalmente com 397 g aplicadas diretamente no arco superior bilateralmente por 6 meses para retrair a maxila para corrigir a Classe II ou protrusão bimaxilar. Eles acharam,  dos 772 dispositivos, 49 (6,3%) falhas: 27 aço inoxidável  (7,0%) e 22 Ligas de titânio (5,7%). A diferença de 1,3% não foi estatisticamente significativa (P 1⁄4.07). Não houve relação significativa entre falhas de aço inoxidável  ou Ligas de titânio em relação a (1) lado direito vs lado esquerdo, (2) unilateral vs bilateral, ou (3) idade versus fracasso. Significativamente (P, .05) houve aumento nas taxas de falha observadas para os parafusos aço inoxidável  em apenas dois subgrupos: local gengiva inserida (7,4%) e lado direito (7,8%). Falha unilateral ocorreu em 21 pacientes (5,4%), e falhas bilaterais ocorreram em 14 do total de 772 pacientes (1,8%).

                   
Conclusões: A taxa global de sucesso de 93,7% indica que tanto o aço inoxidável quanto o  de titânio são clinicamente aceitáveis para os implantes ósseos IZC.
􏰁Os parafusos de aço colocados na gengiva inserida e no lado direito apresentaram uma taxa de falha leve, mas significativamente maior (P, .05) em comparação com os de titânio.
􏰁Nenhum dos 772 IZC fraturou ou resultou em dor significante.

Para o artigo na íntegra, accesse esse link para a Angle Orthodontist. Não esqueça de fazer uma doação e ajudar a manter essa revista incrível gratuita.


segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Efeito da interação entre o braquete e o arco na movimentação dentária anterior em mecânica de deslizamento: Um estudo tridimensional de elementos finitos





Neste artigo de 2012, publicado no Journal of Dental Biomechanics, pelos autores Jun-ya Tominaga, Pao-Chang Chiang, Hiroya Ozaki, Motohiro Tanaka, Yoshiyuki Koga, Christoph Bourauel e Noriaki Yoshida; do School of Dentistry, Rheinische Friedrich-Wilhelms-University Bonn, Bonn, Germany e do Department of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, Nagasaki University Graduate School of Biomedical Sciences, Nagasaki, Japan. Mostra um estudo da biomecânica ortodôntica, que determina o tamanho ideal de um braço de força para retração ortodôntica anterior com auxilio do método dos elementos finitos.

O objetivo deste estudo foi o de avaliar o efeito da ação dos movimento dentário anterior entre o braquete e o arco ortodontico  submetido à força de retração com vários comprimentos de braços de força numa mecânica de deslizamento.

Um estudo tridimensional com o método dos elementos finitos foi utilizado para simular a retração em massa dos dentes anteriores na mecânica de deslizamento. Os deslocamentos do incisivo superior e as deformações do arco ortodôntico foram calculados no momento de aplicação da força de retração.


Quando não ocorria a ativação, o movimento corporal obtido com o braço de força com 5,0 mm de comprimento . No caso de uma ativação, o movimento corporal foi observado com braço de força com 11,0 mm de comprimento.

Numa situação clínica real, a ativação entre braquete / arco ortodontico e a torção do arco no slot do braquete deve ser  levada em consideração para se determinar a distância do braço de força e desta forma, conseguir um movimento  dentário anterior eficaz.

Link do artigo na integra via ncbi:

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Alterações iniciais pós-tratamento das suturas circumaxilares em pacientes jovens tratados com expansão rápida da maxila




Neste artigo publicado em 2011, pela Angle Orthodothist, pelos autores Rosalia Leonardi; Edoardo Sicurezza; Alice Cutrera; Ersilia Barbato; do Department of Orthodontics, School of Dentistry,University of Catania, Catania, Italy e do Department of Orthodontics, School, of Dentistry,University La Sapienza of Rome, Rome, Italy. Mostra um estudo com tomografia computadorizada das alterações na sutura maxilar em pacientes tratados com o protocolo da expansão rápida da maxila.


Este estudo foi realizado para testar a hipótese de que as suturas circumaxilares não mostram o deslocamento ósseo em resposta à terapia da expansão rápida da maxila (ERM).


O grupo era composto de oito pacientes em crescimento (dois do sexo masculino e seis do feminino) com má oclusão Classe I de Angle, mordida cruzada posterior bilateral, deficiência maxilar transversal, abóbada palatina profunda, e apinhamento dentário no início do tratamento. Um expansor Hyrax palatal foi utilizado para cada paciente, e protocolo de ativação necessário o parafuso para ser aberto três vezes por dia (0,25 mm por volta) em uma média de 18 dias para todas as disciplinas. Exames com tomografia computadorizada multislice (TC) foram realizados antes de expansão rápida da maxila (T0 tempo) e novamente no final da fase de expansão ativa (tempo T1), sem retirar o expansor. As medições foram realizadas diretamente sobre a imagem utilizando o programa CT OsiriX Imaging. Os dados foram analisados estatisticamente através do teste de Wilcoxon.


Todas as medidas mostraram um aumento linear entre T0 e T1 e a RME determinou um alargamento da sutura, no entanto, longe das suturas da maxila que apresentaram um menor grau de desarticulação.


A hipótese do estudo foi rejeitada. O tratamento precoce com RME produziu um deslocamento significativo de abertura da sutura óssea circumaxilar. A quantidade de mudanças de pontos depende de diferentes fatores relacionados às particularidades e variaveis entre as diferentes suturas, mostrando que as suturas que se articulam diretamente com a maxila enfrentam uma maior influência pela RME em comparação com aquelas localizadas mais distantes.



Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:


terça-feira, 13 de novembro de 2018

Localização do centro de resistência dos dentes anteriores superiores submetidos a retração pelo retrator duplo J ancorado em microparafusos palatinos















Neste artigo de 2010, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Hyoung-Jun Jang; Won-Jong Roh; Bo-Hoon Joo; Ki-Ho Park; Su-Jung Kim; Young-Guk Park; School of Dentistry and Department of Orthodontics, Kyung Hee University, Seoul, Coreia do Sul; Mostra um belo estudo realizado com o método dos elementos finitos, para determinar o posicionamento ideal dos micro parafusos ortodonticos para viabilisar a mecanoterapia de retração ortodontica.


Este estudo foi realizado com o objetivo de localizar o centro de resistência dos seis dentes anteriores superiores retraidos pelo Retrator Duplo J (DJR) e desta forma, encontrar a posição ideal para os microparafusos palatinos.


Modelos de elementos finitos tridimensionais (3D) com 12 dentes e com os dois primeiros pré-molares extraídos. A DJR foi modelada como um elemento em 3D beam. Os mini-implantes foram inseridos sagitalmente entre o segundo pré-molar e primeiro molar, e a posição vertical dos miniparafusos foram estabelecidos em cinco condições: 6, 7, 8, 9 e 10 milímetros apicalmente a partir da linha cervical do primeiro molar. O comprimento do braço de alavanca para retração foi determinada de acordo com a posição do microparafuso, para que a direção da força de retração seja paralela ao plano oclusal maxilar. O método dos elementos finitos 3D foi utilizado para determinar a localização do centro de resistência dos dentes anteriores, visualizando o deslocamento dos dentes e distribuição das tensões.


Os miniparafusos ficaram localizados apicalmente, o estresse se dissipou na região do ápice da raiz e ao osso alveolar adjacente. Os microparafusos localizados apartir dos 8 mm, determinaram a retração do corpo - pois já possibilitava o paralelismo com o DJR.


Neste estudo, o centro de resistência dos seis dentes anteriores superiores retraidos pelo DJR com microparafusos palatal foi estimado em 12,2 milímetros apicalmente a partir da borda incisal do incisivo central.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:


segunda-feira, 29 de outubro de 2018

A análise quantitativa das superfícies da base de braquetes cerâmicos através de um sistema de imagiologia tridimensional





Neste artigo de 2013, publicado pelo Angle Orthodontist, pelos autores Da-Young Kang; Sung-Hwan Choi; Jung-Yul Cha; Chung-Ju Hwang; Do Department of Orthodontics, College of Dentistry, Yonsei University, Seoul, Korea; Department of Orthodontics, Institute of Cranio- facial Deformity Center, College of Dentistry, Yonsei University, Seoul, Korea. Mostra um estudo realizado com base de diversos braquetes cerâmicos comparados com um metálico.

Este trabalho teve o objetivo de estudar as características estruturais tridimensionais de três tipos de bases de braquetes cerâmicos mecanicamente fixados.

Braquetes, um tipo de aço inoxidável (MicroArch, Tomy, Tóquio, Japão) e três tipos de cerâmico incisivo central superior direito Cristalina MB (Tomy), INVU (TP Orthodontics, La Porte, Ind) e Inspire Ice (Ormco, Glendora, Calif), foram testados para comparar e analisar quantitativamente diferenças nas características da superfície de cada base de braquete cerâmico usando microscopia eletrônica de varredura (MEV), uma imagem tridimensional profiler superfície óptica (3D) e tomografia microcomputed (micro-CT). Uma análise de variância foi utilizada para encontrar diferenças nos valores de rugosidade superficial da base dos braquetes e áreas de superfície entre os dois grupos de acordo com projetos de base. 

O SEM revelou que cada braquete exibiu uma textura de superfície única (MicroArch, malha dupla; Cristalina MB, irregular; INVU, malha única; Inspire Ice, talão de bola). Com um perfilador superfície óptica 3D, o braquete de aço inoxidável apresentou valores de rugosidade superficial significativamente mais elevados. Cristalina MB tiveram significativamente valores maiores de rugosidade superficial do que Inspire Ice. Micro-CT demonstrou que braquetes de aço inoxidável apresentaram maiores áreas de superfície de base braquete da unidade.  Entre os braquetes cerâmicos, INVU apresentou maior área de superfície da base do braquete todo, e Cristalina MB mostrou uma superfície significativamente maior unidade de braquete de base do Inspire Ice.

Os autores concluíram que as características da rugosidade das superfícies dos braquetes apresentaram os maiores valores de rugosidade superficial e de superfície na base do braquete da unidade nos braquetes cerâmicos, o que contribui para o aumento mecanicamente retentiva braquete força de ligação.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Estabilidade de mini placas de um sistema de ancoragem Ortodontica no Zigomático









Neste artigo de 2008, publicado na Angle Orthodontist, pelos autores Firdevs Veziroglu; Sina Uckan; Utku Ahmet Ozden; Ayca Arman; do Department of Oral and Maxillofacial Surgery and Department of Orthodontics, School of Dentistry, Baskent University, Ankara, Turquia. Mostra mais um belo estudo através do metodo de elementos finitos para avaliar a estabilidade das min placas ortodonticas no osso zigomático.


Este estudo buscou avaliar as propriedades biomecânicas de uma mini placa Standard com outra de novo design, para sistema de ancoragem ortodôntica.


Um modelo tridimensional da porção posterior da maxila, incluindo o zigomático, foi preparado. Inserção das mini placas standard e novo design, foi simulada num modelo tridimensional. O efeito de 200 g de força ortodôntica na placa, parafusos, e do osso zigomático foi avaliada em modelos tridimensionais através da análise de elementos finitos. Para determinar a distribuição de força, tensão Von Mises, principal máxima e mínima de estresse, e máximo em capital e mínimo valores de deformação elástica foram avaliados.


Em todos os modelos de placas, uma maior tensão ocorreu no local onde a unidade de aplicação de força foi anexada ao osso por parausos.


A alteração da configuração da placa não afetou a distribuição de tensões nas mini-placas com novo design. Para equalizar a distribuição de força, será necessário ser projetada um nova placa para mudar a localização da a unidade de aplicação de força.




Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:


terça-feira, 9 de outubro de 2018

Historia da Ortodontia - 1º Meeting da Angle Society of Orthodontists



   
Abaixo, trechos do discurso que o Dr. Edward H. Angle fez na abertura do 1º Meeting da Angle Society em junho de 1922, publicado posteriormente na Angle Orthodontist:


“Esta é a nossa primeira reunião anual, que será de grande valor para nós e para a humanidade, na proporção da seriedade, sinceridade e espírito de progresso que levamos a ela. Vamos fazer com que este ato se destaque no progresso da ortodontia. Ou devemos gastar este tempo precioso, como em tantas outras sociedades é gasto? Em conversa inútil,  demonstração de orgulho e auto-promoção, em intrigas políticas, na escuta de trabalhos inconsequentes e realizados com descuido, embasados em teorias não comprovadas. Alguns destes trabalhos, infelizmente ainda são largamente publicados na literatura voltada a ortodontia, mas nenhuma ciência jamais foi empurrada para a frente com estes tipos de trabalhos...”
“As coisas que perduram na ortodontia são aquelas fáceis de explicar e de entender, para desta forma, ser dominada e ser feita com benefício prático apenas com a aplicação eterna do pensamento, da razão e a partir de princípios básicos. Apartir dai isto passa a ser constantemente aplicado...”
“Quando você conhece a história inteira de ortodontia, como eu conheço e como vocês estão conhecendo, perceberão que o progresso da verdadeira ortodontia jamais foi conseguido por homens “bitolados”, com a eterna visão rígida de um único ideal. Deste modo, progresso algum foi alcançado em qualquer área da ciência...”
“Deve ser a nossa missão, individual e coletiva, em todos os nossos atos e somando todos os nossos esforços, manter o navio da ortodontia sempre navegando no seu verdadeiro curso. Que nenhum membro desta sociedade nunca seja conhecido como adormecido ou desistente...”
“Eu me pergunto se vocês percebem a importância das suas responsabilidades: Em manter elevados os ideais no seu trabalho como indivíduos e como membros desta sociedade, nesta fase especial na história da ortodontia..."

Edward Hartley Angle

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist :

http://www.angle.org/doi/pdf/10.1043/0003-3219%281931%29001%3C0008%3AFMOTEH%3E2.0.CO%3B2

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Tratamento de uma Classe II associada a mordida aberta e um incisivo central superior anquilosado







Neste artigo de 2011, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Dong-Hyun Hwang; Ki-Ho Parkb; Yong-Dae Kwon; Su-Jung Kim; do Department of Orthodontics, Graduaate School, Kyung Hee University, Seoul, Korea e do Department of Oral & Maxillofacial Surgery, Kyung Hee University Dental Hospital, Seoul, Korea. Mostra a aplicação de um sistema de intrusão ancorado em mini implantes e um procedimento de corticotomia para o tracionamento de um incisivo central anquilosado.

Dentes anquilosados em pacientes em crescimento, podem causar incômodos e problemas dentoalveolares, por isso necessitam de cuidados especiais para a realização de uma terapêutica a longo prazo resultados estéticos e funcionais.
A várias modalidades de tratamento para os dentes anquilosados, que incluem a reabilitação após a extração, luxação extrusiva cirúrgica, osteotomia segmentar individual ou a corticotomia e distração osteogênica alveolar.
Este artigo descreve um caso de um menino de 13 anos de idade com mordida aberta anterior complicada por um incisivo central superior anquilosado que foi movimentado pela corticotomia facilitada com tratamento ortodôntico.
CONCLUSÕES

. O paciente em questão tinha mordida aberta induzida por etiologias complexas, como um padrão hiperdivergente esquelético, um dente anquilosado e hábitos anormais (deglutição atípica e respiração bucal). Portanto, vários fatores tiveram que ser considerados ao tratar o paciente.
. A anquilose dentária e a mordida aberta esquelética são difíceis de tratar e os resultados são incertos.
. Corticotomias individuais e aplicação mini parafusos aumentam a eficiência de tratamento para mordida aberta e anquilose dentaria.
Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:
http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/102010-578.1

terça-feira, 2 de outubro de 2018

A Ortodontia perdeu um Icone: Professor Dr William Prtoffit (1936-2018)








A Ortodontia, ficou órfã de um dos seus grandes nomes. Faleceu o Professor Dr. William R. Proffit, nascido em 1936, era natural da Carolina do Norte - Estados Unidos, recebeu seu treinamento odontológico na Universidade da Carolina do Norte, doutorado em fisiologia pela Faculdade de Medicina da Virgínia e mestrado em Ortodontia pela Universidade de Washington. Depois de servir como Pesquisador no Instituto Nacional de Pesquisa Odontologia, ele se juntou ao corpo docente da Universidade de Kentucky em 1965, atuando como o primeiro chefe da cadeira do departamento de ortodontia lá. De 1973 a 1975, foi professor de Ortodontia e chefe da cadeira do departamento de Odontopediatria na Universidade da Flórida.

Desde 1975,  atuou como professor no Departamento de Ortodontia da Faculdade de Odontologia da UNC, e foi chefe de departamento até julho de 2001. Em 1992, ele foi professor Kenan, um professor de destaque na universidade. Ele foi autor do Livro Ortodontia Contemporânea, publicada em diversas edições e em nove idiomas, foi coautor de três livros sobre problemas dentofaciais severos, incluindo o Tratamento Contemporâneo da Deformidade Dentofacial, publicado em 2002.

Outras publicações incluem mais de 180 artigos científicos em revistas cientificas e em mais de 50 capítulos de livros e contribuições convidadas. Ele era um diplomata do American Board of Orthodontics, e lecionou amplamente nos EUA e no exterior. O reconhecimento da pesquisa inclui o Prêmio Norton Ross da American Dental Association pela excelência em pesquisa clínica, o Prêmio Callahan da Ohio Dental Association por realizações de pesquisa e o Prêmio American Journal of Orthodontics Dewel três vezes (com co-autores) pelo melhor trabalho de pesquisa clínica do ano. Ele recebeu o Prêmio Jarabak da AAO por excelência de ensino em 1999, a Associação Meridional de Distúrbios em Ortodontia da Southern Association em 2001, o Meritious Achievement Award da North Carolina Dental Society em 2002 e o Prêmio Ketcham da American Board of Orthodontics em 2005.


Fonte de Biografia:

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Efeitos da grade palatina e esporões linguais utilizados no início do tratamento da mordida aberta anterior: Um estudo clínico prospectivo e randomizado




O presente artigo de 2016, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Juliana S. Leite; Luciano B. Matiussi; Anne C. Salem; Maria G. A. Provenzano; Adilson L. Ramos; do Departmento de Odontologia, da Universidade Estadual de Maringá, Maringá, Brasil. Apresenta os efeitos obtidos com uso de grade palatina e esporões linguais, instalados no inicio do tratamento de mordida aberta anterior.

Este artigo descreve o tratamento de pacientes selecionados que portavam hábitos de sucção não nutritiva e / ou língua, na faixa etária de 5 anos a 10 anos idade, apresentando mordida aberta anterior no estágio de dentição mista. E teve como objetivo, avaliar a correção do overbite com uso de grade palatina e esporão lingual no tratamento precoce da mordida aberta anterior na dentição mista, bem como a sua influência sobre as medidas cefalométricas dentárias e esqueléticas.

Os pacientes selecionados apresentavam mordida aberta anterior e uma idade média de 8,23 anos. Eles foram divididos em três grupos por sorteio: controle (n = 13), grade palatina (n = 13), e uso de esporão lingual (n = 13). Os dados da telerradiografia lateral foram obtidas no início do tratamento, após 6 meses, e depois de 1 ano. A análise cefalométrica foi realizada pelo programa Cef-X, registrando os valores de SNA, SNB, ANB, SGn OGn, 1.PP, IMPA, ângulo nasolabial, overbite e overjet.

Após 6 meses e, em seguida, 1 ano iniciada a terapêutica, observou-se que  todos os grupos apresentaram melhora na overbite. Desta forma, os grupos de grade palatina e uso de esporão apresentaram overbite positivo. Em relação ás medidas cefalométricas, não houve mudança significativa ao longo do período analisado.

Os autores concluíram que a grade palatina e esporões são simples e eficazes para o tratamento de mordida aberta anterior, com a vantagem dada à grade palatina. 

Link do artigo na integra:




Colaboração:

Nathalia Torres

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Uma forma de determinar a osteotomia cirurgica assistida para expansão rápida da maxila em fenda palatina. Abordagem num modelo de elementos finitos




Neste artigo de 2011, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Pawan Gautam; Linping Zhao; Pravin Patel; do Craniofacial Center,University of Illinois at Chicago, Chicago; Mostra um estudo realizado em simulação com elementos finitos em crânio com procedimentos de cirurgia ortognática.


Este estudo foi realizado com o intuito de avaliar o padrão de estresse no esqueleto craniofacial em um paciente com um deformidade com fissura unilateral do palato secundário e alvéolos em resposta a várias técnicas de cirurgia assistida para expansão rápida da maxila (ERMAC).

Três modelos específicos de crânios de pacientes específicos compósitos foram desenvolvidos para análise em elementos finitos do modelo. Os detalhes do procedimento de modelagem foram descritos na parte I desta série. A análise dos elementos finitos foram realizadas em cada modelo com uma técnica ERMAC especificada, em combinação com RME usando Abaqus (6.7).

A forma ideal de cirurgia para uma ERMAC em pacientes com fissura unilateral com deformidade do palato secundário e alvéolos, seria uma LeFort I, unilateral completa com disjunção do pterigóide em combinação com a divisão palatina, seguido pela osteotomias com secção palatina isolada e dos pilares zigomático.

Uma técnica mais invasiva para ERMAC pode reduzir significativamente o problema. No entanto, este benefício deve ser pesado contra o risco de aumentar as complicações associadas com cirurgias mais extensas. Quando uma técnica cirúrgica mais conservadora é selecionada, é preferível realizar uma divisão palatina mediana ao invés de osteotomias nos pilares zigomáticos, como indicado pela distribuição de tensão-padrão de deslocamento e associados a técnicas de ERMAC diferentes.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist: