ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

domingo, 21 de dezembro de 2014

Feliz Natal!


Amigos Ortodontistas,

Celebramos juntos mais um final de ano. Gostaríamos de oferecer os nossos mais sinceros votos de prosperidade e felicidade para todos os 19 mil, quinhentos e noventa e nove colegas que tem tornado a Ortodontia Contemporânea esse importante ponto de convergência de técnicas e filosofias ortodônticas. Que em cada um dos 2 milhões, vinte e sete mil, trezentos e sessenta e um acessos ao nosso site, você tenha aprendido, se inspirado ou até mesmo apenas sonhado com uma carreira melhor e mais prazerosa. Esse sempre foi o nosso sonho e pretendemos contagiar você.

Equipe Ortodontia Contemporânea.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Desmistificando os braquetes autoligáveis


Neste artigo de 2011, publicado pelo Dental Press Journal Orthodontics, pelos autores Renata Sathler, Renata Gonçalves Silva, Guilherme Janson, Nuria Cabral Castello Branco, Marcelo Zanda, do programa de doutorado do Departamento de Odontopediatria, Ortodontia e Saúde Coletiva da Faculdade de Odontologia de Bauru-USP - São Paulo; Busca os mais novos estudos a respeito dos aparelhos autoligáveis atualmente utilizados nos tratamentos ortodônticos, confirmando ou retificando as especulações vigentes.


Introduzidos no início do século 20, os braquetes autoligáveis não são novidade na Ortodontia. O conceito de braquetes sem ligaduras surgiu na década de 30 com o aparelho Russell Lock, que foi uma tentativa de alcançar eficiência clínica associada à redução do tempo gasto com a ligação dos braquetes. Esse aparelho possuía um sistema de porca e parafuso que criava uma quarta parede na cana- leta do braquete. A ativação do aparelho variava de acordo com o maior grau de aperto do sistema.

A idéia de um sistema sem ligadura foi refinada por Wildman com a introdução do aparelho Edgelok, em 1972 (Ormco©, Glendora, Califórnia). O mecanismo para ligar o arco envolvia uma parede de deslize vertical, posicionada por vestibular na porção superior do braquete. Quando esse dispositivo vertical era fechado, a canaleta do braquete era convertida em um tubo de quatro paredes.

Por causa de sua grande aceitação e pela demanda estética dos dias atuais, braquetes autoligáveis linguais e autoligáveis estéticos foram desenhados para atender essas necessidades. Assim, a partir de 2001, foram criados braquetes linguais com o sistema autoligável, como o Evolution. Seguindo o padrão estético, surgiram os braquetes Oyster, que são confeccionados a partir de matrizes resinosas com reforço de fibra de vidro. Mais recentemente, surgiu o In-Ovation C, braquetes autoligáveis translúcidos cerâmicos.

A mais tradicional classificação dos braquetes autoligáveis divide esses acessórios em três tipos, de acordo com o grau de pressão do sistema aplicado ao fio. Eles podem ser ativos, quando o sistema pressiona o fio dentro da canaleta; passivos, quando o sistema permite liberdade do fio na canaleta; ou interativos, quando os braquetes autoligáveis exercem pressão em fios mais espessos, mas permitem liberdade de fios menos calibrosos. Quando o sistema de braquetes ativo é utilizado, o atrito é muito maior do que quando se utiliza o sistema de bra- quetes passivos. Alguns exemplos de braquetes do sistema ativo são: In-Ovation R, Speed e Time.

Níveis muito baixos de atrito com os aparelhos autoligáveis têm sido claramente demons- trados e quantificados em trabalhos de diversos autores. Essa grande concordância na literatura sobre o fato de os autoligáveis produzirem menor atrito durante a movimentação ortodôntica, quando comparados com os braquetes convencionais, está diretamente ligada ao fato de que os braquetes autoligáveis dispensam o uso de ligaduras. Sabe-se que as ligaduras metálicas produzem entre 30% e 50% do atrito promovido por ligaduras elásticas. Essas, quando amarradas em formato de “8”, aumentam o atrito entre 70% e 220%, se comparadas com o formato de “O”. Portanto, o dispositivo que dispensa o uso dessas ligaduras gera, indiscutivelmente, menores níveis de atrito.

Braquetes autoligáveis promovem menor acúmulo de placa quando comparados com os convencionais. E, na maioria dos pacientes, os dentes colados com autoligáveis apresentaram menor número de bactérias na placa. Esses resultados estão vinculados ao método de ligação dos acessórios: no caso dos convencionais, as ligaduras elásticas, que retêm mais placa bacteriana.

Não há evidência que suporte diferenças de reabsorção radicular entre braquetes autoligáveis e convencionais. Em estudo comparativo, Pandis et al. demonstraram ligação entre o tempo de tratamento e a reabsorção radicular, mas não houve diferença entre os grupos tratados com autoligáveis ou com convencionais.


Em geral, os autoligáveis mostram excelente desempenho in vitro com fios menos calibrosos. Entretanto, quando fios mais espessos são utilizados, como 0,016”x0,022” ou 0,019”x0,025”, não há diferença quando comparados com os convencionais.

De certa forma, a grande diferença apresentada por autoligáveis no que diz respeito ao menor tempo de tratamento, menor número de visitas e menor desconforto ao paciente está ligada ao uso de fios de última geração, como os fios de Copper Niti. Afora isso, em estudo in vivo comparativo do SmartClip com o convencional amarrado com elásticos ou amarrio, usando os fios Damon (0,014” e 0,016”x0,025” CuNiTi), não houve diferença na efetividade em reduzir o apinhamento. Em estudo in vivo semelhante, agora com braquetes Damon, os convencionais alcançaram melhores índices de correção que o Damon, e houve mais falha dos braquetes Damon quando comparados aos convencionais.

De acordo com o Dr. Robert Keim, editor do Journal of Clinical Orthodontics, o futuro da Ortodontia terá seu foco em três áreas: imagens tridimensionais (3D), mini-implantes e braquetes autoligáveis. No entanto, Keim atentou que precisamos avaliar as evidências científicas antes de aceitarmos as instruções dos fabricantes sobre o sistema autoligável. Infelizmente, a evidência da maioria dos relatos é pequena.

Embora os aparelhos autoligáveis possam ter grande impacto na Ortodontia, devemos estar cientes quanto às suas reais vantagens, considerando todos os fatores inerentes à sua mecânica de atuação. Apesar da euforia inicial a respeito dos autoligáveis, uma Odontologia baseada em evidências deve prevalecer. Ainda são necessários estudos para avaliar o efeito da expansão promovida por esse tipo de tratamento, para assim evitarmos mais um capítulo sobre recidiva na história da Ortodontia. Deve-se ter em mente que os autoligáveis são apenas uma nova ferramenta, sendo mais uma opção para o clínico e para o paciente ortodôntico.

Link do artigo na integra via Scielo:

http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v16n2/a06v16n2.pdf

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Informações importantes para o Ortodontista Clínico




www.ortodontiacontemporanea-academia.com

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Whatsapp: [71]8875.2226 
Site: www.ortodontiacontemporanea-academia.com (presencial - único não gratuito)
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Entrevista com o Professor Dr. Seong-Hun Kim - Parte 3


BLOG Ortodontia Contemporânea tem a grande honra de dividir com os leitores que nos seguem diariamente, a 3ª parte da entrevista, concedida pelo Ortodontista, Pesquisador e Professor, Dr. Seong-Hun Kim da Universidade de Kyung Hee, em Seul, na Coréia. Que gentilmente vem dividindo conosco nestes dias, novos conceitos ligados a Corticotomia, ao tratamento Ortodontico Acelerado, inclusive a engenharia tecidual que associa enxertos ósseos a corticotomia em "áreas críticas". Acompanhem aqui, mais esta valiosa difusão de conhecimento ....


Marlos Loiola - O que vocês acham de associar este procedimento a outros recursos, como Braquetes auto-ligádos, fios superelasticos ou termoativados e terapia com laseres de baixa potência?




Dr. Seong-Hun Kim - O nosso estudo (Kim SJ et al., 2009) sobre os efeitos combinados de Corticotomia e Laserterapia de baixa potência, sobre a taxa de movimento do dente e da remodelação paradentária, demonstrou que os indices de movimento de caninos a segundos pré-molares com corticotomia foram maiores num nivel de 2,08 vezes que no grupo de terapia a laser, mas 0,52 vezes menor nível no grupo com laserterapia + Corticotomia do que no grupo controle.

A Laserterapia de Baixa Intencidade periódica após a Corticotomia em torno de um dente diminuiu a taxa de movimento do dente e atividade de remodelação alveolar. Portanto, laserterapia de baixa potencia deve ser usada com cuidado em combinação com a corticotomia.



O fio superelástico é um elemento chave, ao se  ecaixar um fio retangular NiTi com tamanho 0.018X0.025" aplica-se uma carga com força ortodontica pesada imediata, o que propicia uma leitura das prescrições dos acessórios.





Marlos Loiola - Numa ultima publicação sua e dos seus colaboradores em 2011 no AJO-DO, vocês demonstram um procedimento de corticotomia numa paciente classe III com necessidade de descompensação para preparo Ortodontico-Cirurgico. Neste caso a corticotomia foi associada a um enxerto e membrana, foi demonstrado no artigo uma formação de tecido ósseo. Explique este processo e como anda a casuística da sua equipe em relação a tal procedimento.



Dr. Seong-Hun Kim - O tratamento de corticotomia com aumento combinado, proporcionou uma descompensação eficaz dos incisivos inferiores em pacientes portadores de Classe III esquelética, mantendo a espessura do osso vestibular e sem quaisquer efeitos secundários periodontais. Esta técnica reduz ou elimina o risco de se mover as raízes através da placa vestibular durante a descompensação, com o risco associado de recessão gengivais. O nosso estudo retrospectivo (.. Ahn et ai, Lee et al, AJODO no prelo) mostrou uma proclinação significativa dos incisivos inferiores foi demostrado depois da descompensação (P <0,001; IMPA 10.45 °, 10,74 ° ISPA), enquanto que a espessura do osso alveolar aumentou 1,56 milímetros no ápice da raiz e 1,98 milímetros no nível do ponto B (P <0,001). Não houve recessão gengival, independentemente do grau de proclinação dos incisivos inferiores. Dois tipos de padrão de aumento ósseo foram evidentes. Um foi caracterizado por um aumento na espessura do osso alveolar vestibular com um aumento concomitante na altura da crista alveolar. O outro mostrou um aumento da espessura alveolar no ponto B, sem um aumento da altura da crista alveolar.


O procedimento de SOO é como se segue: Imediatamente após a colagem de braquetes, a espessura total dos retalhos vestibulares foram rebatidos usando uma incisão sulcular. Uma incisão vertical para liberação foi feita na área  de pré-molares, conforme necessário. Decorticação foi realizada com a utilização de uma broca esférica Nº 2 em uma peça de mão de alta velocidade ou com dispositivos cirúrgicos piezoeléctricos. Ranhuras verticais foram feitas no espaço interradicular, no meio caminho entre as saliências radiculares que se estendem a partir de um ponto de 2 a 3 mm abaixo da crista ossea a um milímetro além dos ápices das raízes. Estas corticotomias verticais, então, foram conectadas com corticotomias horizontais apicais na extremidade da raiz.

Sangramento suficiente na área decorticada é observado, e, em seguida, os materiais de enxerto ósseo são colocados. Enxerto mineral ósseo mineralizado e desproteinizado bovino foi utilizado para o de aumento alveolar  e as papilas interdentais foram reposicionadas e suturadas com nylon 5-0 ou 6-0 com suturas verticais por eversão. É crítico alcançar o fechamento primário para proteger o material do enxerto ósseo.


Após o retalho reposicionado, uma força ortodontica pesada e imediata é aplicada, com um fio de NiTi 0,018 X 0,025 inserido. Em casos de dentição severamente comprometida com alvéolos finos, A AOO como o único procedimento é insuficiente para a descompensação. A utilização de enxertos ósseos combinados com regeneração tecidual guiada pode servir como um recurso para a formação do coágulo e de estabilização.


Marlos Loiola - Vocês realizam um curso teórico/prático com cirurgia ao vivo no departamento de ortodontia da Universidade de Kyung Hee. Nos explique um pouco mais sobre este evento.
  
Dr. Seong-Hun Kim - O  Curso Internacional de Ortodontia Cirurgica Acelerada (“Speedy”) Kyung Hee, com cirurgia ao vivo é realizada no Kyung Hee University Dental Hospital  em Seul, na Coréia.

Alguns amigos que vieram nos visitar aqui na Coréia para participar deste curso e alguns outros amigos estão agora atendendo. 

Como todos sabemos, este curso inovador de SSO é essencialmente voltado para Periodontistas, Cirurgiões BucoMaxiloFaciais e Ortodontistas que estão buscando uma nova forma de resolver problemas com possíveis complicações em pacientes adultos e com uma opção cirúrgica sem anestesia geral.

No Primeiro curso da KIFOC (4 a 6 de junho de 2010), 15 participantes de 6 países desfrutaram de palestras, observação de cirurgia ao vivo,  completamente juntos com discussões por três dias inteiros, sobre ortodontia, implantes contemporâneos e tratamentos ortodônticos com corticotomia assistida.


No segundo curso, no 1º dia, vamos nos concentrar em mini placas ortodônticas, com duas peças parciais osseointegradas “C-implantes” e aplicação da placa palatina com inovações em tratamentos simples vestibular e lingual através de palestras e curso com Typodont e hands-on.


2º Dia, nós vamos lidar com vários tipos de tratamento ortodôntico, corticotomias assistidas desenvolvidas pelaos cursos nas faculdades, tais como “corticision” corticotomia em janela, para protração de molar, ortodontia cirúrgica “Speedy” para protrusão bimaxilar ou mordida aberta ou correção com compensações sem cirurgia ortognática.



3º dia - Será coberto com cirurgias ao vivo, sem anestesia geral e com discussão sobre os procedimentos cirúrgicos dos casos e dicas clínicas.


Durante o curso, os participantes podem desfrutar das belas paisagens coreanas e da deliciosa comida com jantares emocionantes.




Espero que estas informações sejam úteis para apreciação dos amigos brasileiros que se interessarem em  realizar o nosso curso.


terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Entrevista com o Professor Dr. Seong-Hun Kim - Parte 2


BLOG Ortodontia Contemporânea tem a grande honra de dividir com os leitores que nos seguem diariamente, a 2ª parte da entrevista, concedida pelo Ortodontista, Pesquisador e  Professor Dr. Seong-Hun Kim da Universidade de Kyung Hee, em Seul, na Coréia. Que gentilmente vem dividindo conosco nestes dias, novos conceitos ligados a Corticotomia, ao tratamento Ortodontico Acelerado, inclusive a engenharia tecidual que associa enxertos ósseos a corticotomia em "áreas críticas". Acompanhem aqui, mais esta valiosa difusão de conhecimento .... 

Marlos Loiola - Gostaria que o doutor nos relate,  como vem realizando a corticotomia com o objetivo de acelerar e otimizar  a Terapêutica Ortodontica ativa. Hoje qual é o tempo médio de um tratamento ortodôntico com 04 extrações de pré molares em um paciente submetido a corticotomia?


Dr. Seong-Hun Kim - Primeiro, descreveremos brevemente os procedimentos de SSO. Na maxila, a Corticotomia palatal e Vestibular são realizadas e  na mandíbula, a osteotomia segmentar anterior rápida (SASO) é realizada, em vez da corticotomia. (Chung et al., 2009, Choo HR et al., 2011., Kim SH et al ., 2009)


Corticotomia Palatal:


A cirurgia é realizada no ambulatório em 2 etapas. Corticotomias Bilaterais verticais e horizontais maxilares são executadas no lado palatino entre os primeiros e segundos pré-molares superiores durante a primeira fase. É realizada no lado vestibular com uma incisão mucoperióstal e elevação na crista alveolar de 3 mm acima os ápices dos dentes.







Corticotomia Vestibular



Duas a três semanas mais tarde, numa segunda fase, a corticotomia é realizada nos lados vestibulares. A corticotomia horizontal é realizada a partir do ápice do premolar para o sitio contralateral do pré-molar. A força rotineiramente usada para retrair o segmento anterior após corticotomia perisegmental é e 500-900 grs por lado. A força é aplicada durante 4 a 6 meses. A quantidade e velocidade da retração segmentar pode depender mais qualidade de tecido ósseo dos pacientes do que a força de retração utilizada.






Corticotomia Inferior Anterior e Osteotomia Segmentar Aterior



Em contraste as corticotomias superiores perisegmentais, as corticotomias inferiores com tração ortopédica são mais limitadas por causa das pequenas quantidades de osso esponjoso disponíveis, e em função de um osso cortical mais espesso, e um design complex do aparelho necessário para tração lingual.

 

Os procedimentos cirúrgicos para  ASO são descritos como se segue abaixo:

A incisão é feita através da mucosa do canino de um lado ao canino contralateral. Em seguida, o retalho é rebatidao inferiormente a uma área abaixo dos apices doss pré-molares. As linhas de design horizontal da osteotomia, são paralelas ao plano oclusal e pelo menos 3 mm inferior aos ápices dos caninos, que corre verticalmente ao longo do eixo longitudinal dos primeiros pré-molares.

Usando uma broca maior que 2 mm de diâmetro, as osteotomias horizontais são aprofundadas e alargadas a partir da cortical vestibular, mas não perfurantes. Os primeiros pré-molares são extraídos e após o procedimento, as superfícies das raizes podem ser identificadas, na sequência as osteotomias verticais são realizadas através da cortical vestibular.

As osteotomias verticais são realizadas com brocas nos alveolos das unidades extraídas, a remoção da quantidade de osso necessário para atingir a retração planejada. Após completar a osteotomia vertical, a osteotomia horizontal é completada através da perfuração cuidadosa da cortical lingual. O segmento anterior é, então, fraturado, reposicionado, e é fixado com uma placa óssea e parafusos.

Osteotomia segmentar anterior  rápida “Speedy (SASO), é uma modificação da técnica ASO, que oferece diversas vantagens sobre a técnica ASO convencional:

1) Precisa, baixo risco na osteotomia, pois utiliza um dente como um guia e após o procedimento a extração do dente é realizada

2) Não há necessidade de tratamentos ortodôntico pré-cirúrgico, assim, alcança a melhoria imediata do perfil lateral de pacientes que procuram tratamento,

3) redução do tempo de cirurgia e edema pós-operatório, pelo uso de ferramentas de corte eletrocirúrgicos

4) Uso de anestesia local apenas o que elimina custos com sala de cirurgia e tempo de anestesista.


Uma ilustração esquemática da arquitetura vascular na região maxilar anterior. A circulação colateral permitido Osteotomias interdentais e subapical antéro-maxilares, sem comprometer fornecimento de sangue intra-ósseo e intrapulpar. Reproduzido, com permissão, a partir de Bell, Am J Orthod 57:158, 1970. BD. Ilustração esquemática do projeto de corticotomia perisegmental para a retração anterior. Largura da corticotomia deve ser suficiente para permitir o movimento segmentar ser concluído antes do contato com a cortical. Reproduzido com a permissão de Chung. (Chung et al. Tratamento Cirúrgico Ortodôntico Speedy. J Oral Surg Maxillofac 2009).

A - Ilustrações esquemáticas da miniplaca C-palatal, B - retração do segmento anterior usando o afastados C-palatal e C – Placa/mecânica combinados após retração.

Na Ortodontia Cirurgica Rápida (Speedy surgical orthodontics), o fechamento do segmento maxilar retraído é frequentemente alcançado dentro de 3 a 6 meses após a corticotomia perisegmental. Portanto, os movimentos dentários ortodônticos imediatamente após a retração ortopédica muitas vezes ocorrem dentro do tempo influenciado pelo fenômeno regional acelerado. Geralmente, a duração média do tratamento ortodôntico com extração de 04 pré-molares em pacientes submetidos a SSO é de 12-15 meses.


Marlos Loiola - Quanto tempo após o procedimento cirúrgico pode iniciar uma retração ou intrusão na região operada ?

Dr. Seong-Hun KimA colagem de braquetes é tipicamente feita na semana anterior a corticotomia. No entanto, a variação pode ocorrer até 1 a 2 semanas após a cirurgia. Em todos os casos, a iniciação da força ortodôntica não deve ser retardada mais que 2 semanas após a cirurgia. Um atraso maior vai deixar de aproveitar ao máximo o período de tempo que o RAP está ocorrendo. Período de RAP é geralmente de 4 a 6 meses, após isso os movimentos de acabamento pode ocorrer com uma velocidade normal. Dada esta "janela" limitada de movimento rápido, o ortodontista precisará avançar nos tamanhos de arco rapidamente, até atingir o arco com maior espessura possível.



Marlos Loiola - Hoje quais são os casos em que vocês indicam e contra indicam a corticotomia? 


Dr. Seong-Hun Kim - Ela pode ser usada na maioria dos casos onde a terapia tradicional com aparelho ortodôntico fixo é utilizado. Tem sido demonstrada ser eficaz quando a quantidade de movimento  dentario antecipado é significativamente grande e no qual necessita exceder os limites anatómicos. No entanto, se o paciente possuir uma doença periodontal progressiva, deve ser avaliado. Alguns casos entre eles os que necessitem de enxerto de tecido conjuntivo podem precisar de uma pré-corticotomia.



segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Entrevista com o Professor Dr. Seong-Hun Kim - Parte 1




O BLOG Ortodontia Contemporânea tem a grande honra de dividir com os leitores que nos seguem diariamente, mais uma entrevista, com um pesquisador de renome Internacional o Professor Dr. Seong-Hun Kim da Universidade de Kyung Hee, em Seul, na Coréia. Que gentilmente irá dividir conosco nestes  03 dias novos conceitos ligados a Corticotomia, ao tratamento Ortodontico Acelerado, inclusive a engenharia tecidual que associa enxertos ósseos  a corticotomia em "áreas críticas". Acompanhem aqui, mais esta valiosa difusão de conhecimento .... 


Marlos Loiola -  Dr. Seong-Hun Kim, conte-nos um pouco sobre a sua carreira na Ortodontia, pós-graduações, ensino, trabalhos realizados e publicados.

Dr. Seong-Hun Kim (DMD, MSD, PhD) -  Sou Professor Associado e membro da cadeira do Departamento de Ortodontia da Faculdade de Odontologia, da Universidade de Kyung Hee, em Seul, na Coréia. Sou também  professor assistente visitante da Divisão de Ortodontia, do Departamento de Ciências Orofaciais da Universidade da Califórnia, São Francisco (UCSF) e professor visitante associado do Departamento de Ortodontia do Hospital Nacional de Odontologia e Estomatologia em Ho Chi Minh City, Vietnã. 

Recebi o  titulo de especialista em Ortodontia e MS (Mestrado) no Departamento de Ortodontia da Faculdade de Odontologia da Kyung Hee University, Seoul, Coréia do Sul, e doutorado no Departamento de Ortodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade Nacional de Seul, Seul, Coréia. 

Fui professor assistente da Divisão de Ortodontia da Universidade Católica da Coréia, Hospital Uijongbu de Santa Maria e Escola de Pós-Graduação em Ciências Odontológicas Clínica.

Atualmente sou o diretor da Associação Coreana de Ortodontistas, Editor  no Jornal coreano de Ortodontia (Revista SCIE), na área de Casos Clínicos em Seul, na Coréia e também faço parte do conselho revisor editorial do American Journal of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, The Angle Orthodontist, Orthodontics and Craniofacial Research, Saudi Medical Journal, International Journal of Oral and Maxillofacial Implants (SCI journal), and World Journal of Orthodontics. Sou membro da World Federation of Orthodontists (WFO) e Sociedade Coreana de Ortodontia acelerada (KSSO).

Ministro palestras e apresento seminários nos Estados Unidos e internacionalmente sobre novos tipos de dispositivos temporários de ancoragem esquelética relacionados com tratamentos ortodônticos e métodos de engenharia de tecidos em diversos  casos anatomicamente complexos. Também ensino e leciono na Faculdade de Odontologia da UCSF sobre ortodontia e implantes, sou  autor de cinco livros internacionais e mais de 120 artigos científicos nacionais e internacionais  sobre o tema.


Marlos Loiola - O que vem a ser a Corticotomia?

Dr. Seong-Hun Kim -  A corticotomia é definida como um procedimento cirúrgico em que apenas o osso cortical é cortado, perfurado, ou mecanicamente alterado enquanto osso medular não é alterado. Isto vai em contraste com uma osteotomia, que é definido como um corte cirúrgico através de ambos os ossos cortical e medular.

Heinrich Kole (1959) descreveu pela primeira vez a moderna corticotomia facilitando a ortodontia. Ele interpretou o movimento dentário rápido sendo atribuível ao movimento do "bloco ósseo" após a cirurgia corticotomia. Ele considerava que a espessura da camada mais densa de osso cortical gerava mais a resistência ao movimento de dente. Contudo, um estudo Wilcko et al. (2001), mostrou que o movimento rápido do dente não foi o resultado do movimento do bloco ósseo, mas sim um processo transiente de desmineralização / remineralização localizado no invólucro do osso alveolar consistente com o padrão de cicatrização de feridas do RAP. Num esforço para aumentar os volumes ósseos após a aplicação de forças ortodônticas, eles também sugerem a utilização de osso em partículas de enxerto em combinação com os procedimentos descorticação.

Expandindo o campo corticotomia, o novo conceito da "Speedy ortodontia cirúrgica (SSO)", envolve uma corticotomia perisegmental, uma miniplaca C-palatal e um afastador C-palatal como componentes essenciais no tratamento de protrusão maxilar em adultos foi introduzido pelo Dr. Kyu-Rhim Chung, antigo presidente da Associação Coreana de Ortodontia e meu chefe.





Dr. Kyu-Rhim Chung

Embora ambas, a “Speedy” ortodontia cirúrgica e a corticotomia facilitadora a ortodontia utilisarem uma corticotomia perisegmental, a técnica anterior, o bloco ósseo corticotomizado inclui 6 dentes anteriores em vez de um único dente. Mais importante, a “Speedy” ortodontia cirúrgica pode induzir a um efeito de flexão óssea, aplicando uma força ortopédica pesada contra um dispositivo de ancoragem esquelética palatal temporária. 

Outra parte do novo conceito para a corticotomia é a “Speedy” ortodontia osteogênica (SOO). Que é uma técnica valiosa para a descompensação dos dentes anteriores inferiores em pacientes Classe III submetidos à terapia de ortognática. Que será ainda descrito na oitava pergunta desta entrevista.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Análise da retração palatina em massa associada a um retrator C-lingual em uma mini-placa palatal




Neste artigo de 2011, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Jun-Shik Kim; Seong-Hun Kim; Yoon-Ah Kook; Kyu-Rhim Chung; Gerald Nelson; do  Department of Orthodontics, College of Dentistry, Kyung Hee University, Seoul, Korea; Division of Orthodontics, The Catholic University of Korea, Seoul, Korea; Department of Orofacial Science, Division of Orthodontics, The University of California San Francisco, San Francisco, California.

Este estudo foi realizado com o objetivo de analisar os resultados do emprego  de dispositivos palatinos temporários de ancoragem esquelética (TSADs) como fonte exclusiva de ancoragem para retração em massa dos dentes antero superiores.

A pesquisa clínica retrospectiva foi embasada por relatos de casos preliminares, sendo realizada comparando radiografias cefalométricas pré-tratamento com as tomadas pós retração em massa dos seis dentes anteriores. A amostra consistiu de 35 pacientes pós crescimento, com uma idade média de 22,9 anos. O período de retração média foi de 10 meses (variação de 6-15 meses).  Um total de 35 placas C-palatais  (C-plates) foram utilizadas como a única fonte de ancoragem para retração anterior superior com o afastador C-lingual (C-retractor), eliminando assim a necessidade de acessórios colados ou  bandados em dentes de ancoragem. As telerradiografias foram analisadas e as diferenças das variávies entre pré e pós retração, incluíam relações de tecido esquelético, dentário, e mole.

Foi alcançada uma significativa retração de incisivos e caninos  em todos os pacientes, e os dentes superiores posteriores não mostraram movimentação mesial significativa  durante o período de retração. De acordo com o comprimento do braço de alavanca do C-retractor, o movimento dos dentes mostraram diferentes direções.

Os autores concluiram que a retração em massa dos seis dentes anteriores ocorreu com um bom torque e controle de intrusão eficaz  usando TSADs palatais como a única fonte de ancoragem.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/100110-574.1

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Historia da Ortodontia - Protocolo para Cirurgia Ortognática









 
Em 1903, o professor Edward Hartley Angle publicou, no periódico científico Dental Cosmos, um artigo que descrevia detalhadamente uma técnica cirúrgica bem elaborada para a época, e voltada a correção de uma má formação esquelética de Classe III em um paciente, sendo apresentada no metting anual de Ortodontia que sua sociedade organizava. 



Neste artigo, o autor relatou que o procedimento foi desenvolvido pelo jovem cirurgião V. P. Blair, que produziu cirurgicamente duas fraturas em segmentos simétricos bilaterais da mandíbula, reposicionando os segmentos em uma relação de Classe I, corrigindo, desta forma, a desarmonia daquela estrutura óssea. 






O Dr. Blair teve o cuidado prévio de simular a cirurgia em um modelo de gesso e mostrar o possível resultado ao paciente. Feito isso, o cirurgião construiu splints que serviram de guias cirúrgicos e de fixação pós-operatória. 



 O Dr. Angle ficou bem impressionado com técnica apresentada e pelo o resultado obtido, tanto a nível de estrutura óssea como nas linhas de expressão facial. Neste artigo, o Dr. Angle demonstrou grande interesse pelo protocolo descrito, finalizando o artigo relatando que “O futuro desta cirurgia será um complemento científico da minha especialidade – a Ortodontia”.