ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Ação dos expansores rápidos da maxila dento suportados versus esqueleto suportados no final da adolescencia






Neste artigo de 2015, publicado na Angle Orthodontist, pelos autores Lu Lin; Hyo-Won Ahn; Su-Jung Kim; Sung-Chul Moon; Seong-Hun Kim; Gerald Nelson.  Do Departmento de Ortodontia da Faculdade de Odonbtologia, Kyung Hee University, Seoul, Korea e da Divisão de Ortodontia, Departmento de ciencia Orofacial, University of California–San Francisco, San Francisco, California. Compara os efeitos dento esqueléticos de dois tipos de expansões, dento suportado e esqueleto suportado.

O estudo foi realizado com o intuito de avaliar os efeitos imediatos da expansão rápida da maxila (ERM) nas alterações transversais esqueléticas e dentoalveolares com expansores ósseos (Expansor C) e do tipo dento suportado, com tomografia computadorizada de feixe cone (TCFC) em adolescentes tardios.

Uma amostra de 28 pacientes do sexo feminino adulta tardia, foi dividida em dois grupos de acordo com o tipo de expansor: osso (expansor C, n=15, idade = 18,1 6 +- 4,4 anos) e o dentário (hyrax , bandas em pré-molares e molares, n = 13, idade=17,4 +- 3,4 anos). As varreduras de TCFC foram tomadas com tamanho de voxel de 0,2 mm antes do tratamento (T1) e 3 meses após o RME (T2). A expansão transversa esquelética e dentária, inclinação alveolar, eixo dentário, altura vertical do dente e deiscência bucal foram avaliadas em pré-molares e molares superiores. Testes estatísticos fora realizados.
 

O grupo do expansor  C produziu maior expansão esquelética, exceto na região do primeiro pré-molar, que apresentava pouca inclinação vestibular do osso alveolar. O grupo Hyrax teve maior inclinação vestibular do osso alveolar e dos eixos dentários, exceto na região do segundo molar. A expansão dentária no nível do ápice foi similar nos dentes com bandas (no primeiro pré-molar e no primeiro molar). As mudanças de altura vertical foram evidentes no segundo pré-molar no grupo hyrax. A deiscência vestibulares significativas ocorreram no primeiro pré-molar no grupo hyrax .Não houveram diferenças significativas entre os tipos de dentes para quaisquer variáveis ​​no grupo expansor de C.

Os autores concluíram que  para os pacientes no final da adolescência, os expansores ossos produziram maiores efeitos ortopédicos e menores efeitos colaterais dentoalveolares em comparação com os expansores de hyrax.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:



 
 

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Tratamento compensatório da mordida aberta anterior esquelética em pacientes adultos: Utilizando batentes posteriores




O presente artigo de 2016, publicado pelo Angle Orthodontist, pelos autores Arturo Vela-Hernandez; Rocio Lopez-Garcıa; Veronica Garcıa-Sanz; Vanessa Paredes-Gallardo; Felicidad Lasagabaster-Latorre. Do Department of Orthodontics, University of Valencia, Ortodoncia 5ª Planta, Clınica Odontologica UV, C/Gasco Oliag n 81, Valencia, Valencia 46010 Spain. Apresenta um estudo da eficiência do uso de batentes de resina aplicados nos dentes posteriores para correção da mordida aberta anterior em adultos.

Este artigo objetiva avaliar a efetividade dos batentes posteriores na correção da mordida aberta anterior em adultos, sua influência na intrusão dos molares, analisar as alterações ósseas e dentárias, e estabilidade do tratamento a longo prazo. 

A amostra consistiu em 93 cefalogramas laterais de 31 pacientes com mordida aberta anterior dentária e esquelética. Os pacientes receberam tratamento ortodôntico com aparelho Tip-Edge Plus (TP Orthodontics Inc, La Porte, Ind), e batente de resina nos molares superiores. Foram utilizados arcos 0.014” de níquel-titânio (NiTi) para alinhar e nivelar os arcos superiores e inferiores, seguidos por arcos 0.016 × 0.022” NiTi para definir a forma do arco e nivelar o plano oclusal, enquanto os batentes de resina continuavam ativos. Arcos 0.021 × 0.025” de aço inoxidável, foram introduzidos no slot auxiliar combinado com arcos de 0.016” NiTi, para obter o torque e inclinação ideais. Em seguida, os batentes de resina foram removidos. Na fase de finalização, foram utilizados arcos 0.016” NiTi com elásticos verticais posteriores para intercuspidação. Elásticos anteriores não foram utilizados durante o tratamento. Ao final do tratamento, foram instaladas contenções fixas de caninos a caninos superiores e inferiores. As contenções removíveis superiores e inferiores foram ajustadas para evitar contatos prematuros anteriores, e orientadas uso noturno. As análises cefalométricas foram realizadas em tomadas radiográficas antes do tratamento (T1), após tratamento (T2), e após um período de contenção (T3), que foram analisadas ​​e comparadas.

Os autores observaram alterações dentárias e esqueléticas significativas após o tratamento. Uma média de 1 mm de intrusão dos molares; além de 1,44 e 1,57 mm de extrusão dos incisivos inferiores e superiores, respectivamente; e observou-se uma média de 3,98mm de aumento da sobremordida. O ângulo do plano mandibular mostrou uma redução média de 1,198° e houve uma diminuição na altura facial de 0,7 mm. A duração total do tratamento foi uma média de 17,2 meses (DP 4,2, variação de 12-28 meses), e os batentes de resina foram utilizados em média de 14,2 meses (DP 4,4, faixa 9-21 meses). Foi observada uma leve tendência de recidiva, no entanto a estabilidade a longo prazo foi considerada aceitável.

Os autores concluíram que os batentes de resina posteriores, são uma alternativa terapêutica eficaz para a correção de até 3.98mm mordida aberta anterior em adultos. Os resultados permanecem significativamente estáveis ​​durante o período de contenção. (Angle Orthod., 2017; 87: 33-40)


PALAVRAS-CHAVE: Mordida aberta; Acumular; Intrusão molar

Nossos Agradecimentos a Dra Nathalia Torres pela colaboração e Tradução.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Borda WALA e sua determinação como ponto de referência no tratamento ortodôntico




Neste artigo de 2008, publicado pela Revista Dental Press, pelos autores Alberto Consolaro, Gastão Moura Neto, Milton Santamaria Jr.; da FOB-USP e pós-graduação da FORP-USP, SPO-Botucatu; Mostra a impotância desta referência na determinação do arco dental ideal.


A Borda Wala foi identificada, inicialmente por Andrews e Andrews, em 1995, como uma estrutura anatômica constituída pela proeminência espacial mais externa da face vestibular da mandíbula. Clinicamente, quando analisada sem o estiramento das bochechas e do lábio inferior, corresponde a uma linha rosa-brancacenta cujo limite inferior geralmente corresponde à linha ou
junção mucogengival inferior, ou seja, o limite entre a gengiva e a mucosa alveolar.


Quando durante a sua observação há o estiramento das bochechas e do lábio inferior esta linha acentua-se mais ainda, especialmente por ressaltar sua coloração branca. Provavelmente a cor rosa-brancacenta da Borda Wala decorre da transparência da fina mucosa gengival que recobre a proeminência óssea subjacente. Quando ocorre o estiramento das partes moles a ela relacionadas, provavelmente, ocorre uma isquemia que acentua mais ainda a coloração branca e seu delineamento visual.


Em seus escritos, Andrews e Andrews pontificam o conceito da Borda Wala ora incluindo os tecidos moles em sua constituicão, ora considerando apenas as estruturas ósseas, ora referindo-se a ela como uma linha espacial de delimitação mais externa da mandíbula em sua face vestibular.


A identificação da Borda Wala por parte de Andrews e Andrews procurou atender à necessidade de se encontrar uma estrutura anatômica estável que determinasse o contorno ideal do arco mandibular sem se deixar influenciar por fatores externos e internos. Esta estrutura estável no tempo e no espaço serve como ponto de referência para se calcular angulações do longo eixo dentário, orientar prescrições de braquetes e outros parâmetros importantes para o diagnóstico, tecnologia e terapêutica ortodôntica e ortopédica.


A determinação da Borda Wala, em geral, se faz em modelos de gesso cujas moldagens incluíram as inserções dos tecidos moles abaixo da linha mucogengival, moldagens essas chamadas ortodônticas e realizadas com moldeiras extendidas apropriadas para se atingir esses objetivos. Além disso, o ortodontista precisa ter treinamento apropriado para conseguir esses resultados nos procedimentos de moldagem, apesar de aparentemente serem considerados procedimentos de pequena complexidade.


Em planejamentos de casos e de pesquisas em que relevam-se a Borda Wala, as inserções musculares e os freios como referências anatômicas, o tipo de modelo de gesso e a técnica de sua confecção devem ser considerados um fator muito importante.

A Borda Wala chamou inicialmente a atenção do professor Doutor Lawrence F. Andrews quando uma de suas profissionais protéticas o questionou se deveria ou não remover dos seus modelos, via recorte manual, aquela estrutura mais proeminente. A partir deste acontecimento, Andrews percebeu a constante presença da estrutura e sua estabilidade estrutural, estabelecendo, a partir de então, este conceito em seu Syllabus of Andrews philosophy and techniques, em 1995. O nome Borda Wala advém da conjunção das iniciais dos pesquisadores que a revelaram como estrutura anatômica a ser considerada: Willians Andrews e Lawrence Andrews.


A movimentação ortodôntica de dentes em contato e/ou através das corticais tende a intensificar as forças no ligamento periodontal, pois falta elasticidade a estas estruturas.


A falta de uma deflexão óssea nas corticais, em decorrência de sua rigidez, faz com que toda força aplicada sobre o dente se restrinja ao ligamento periodontal.


Nesta situação, aumenta-se a chance de lesar a camada de cementoblastos na superfície radicular, por excesso de compressão do ligamento periodontal. Nas áreas radiculares sem cementoblastos iniciam-se as reabsorções dentárias.


Apenas quando a força aplicada se dissipar e os cementoblastos vizinhos recomporem a camada cementoblástica, teremos o reparo da superfície radicular, às custas da deposição de novo cemento e a volta à normalidade na região.


A cada reativação do aparelho todo este processo se reinicia. Ao final da movimentação dos dentes em contato e/ou através das corticais, a perda de estrutura radicular pode ser significante.


As abordagens sobre a Borda Wala cada vez mais induzem os autores a pesquisar, pois vários aspectos ainda estão para ser definidos, com metodologias adequadas e aplicação de rigor científico.


Para avaliarmos a influência das terapêuticas ortodônticas e ortopédicas sobre a Borda Wala os autores acreditamo ser necessário estabelecer critérios e métodos mais precisos para o seu delineamento. Além disso, se a região da Borda Wala for modificada durante a confeção dos modelos de gesso, especialmente os zocalados, os resultados destas avaliações realizadas devem ser questionados.




segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Morfometria tridimensional (3D) da face




Neste artigo de 2010, publicado pela Dental Press Journal Orthodontics, pelos autores Márcio de Menezes, Chiarella Sforza; do Departamento de Morfologia Humana e Ciências Biomédicas da Universidade de Milão, Itália. Mostra mais uma inovação de diagnóstico na Ortodontia Contemporânea.

Como a antropometria facial desempenha um papel importante no diagnóstico de diversas síndromes, diferentes áreas que trabalham com as estruturas da face (Odontologia, Cirurgia Plástica e Craniomaxilofacial, Otorrinolaringologia) estão cada vez mais interessadas por novas tecnologias que promovam um correto diagnóstico e preparação do plano de tratamento de pacientes que serão submetidos a tratamentos ortodônticos, cirurgias ortognáticas, cirurgias plásticas da face, diagnóstico de malformações congênitas ou adquiridas e pesquisas morfométricas.


A marcação de pontos craniométricos representa uma ligação entre a antropometria convencional e a digital: a antropometria convencional identifica os pontos faciais e, através deles, realiza medições utilizando paquímetros, réguas cefalométricas, etc. Fundamentalmente, a antropometria digital capta as posições dos pontos identificados na face, e usa as coordenadas X, Y e Z para cálculos baseados na geometria euclidiana: distâncias lineares e ângulos. Associados com as medidas clássicas, cálculos matemáticos e geométricos permitem análises mais complexas como estimativas de volume, área da superfície, análises de simetria, avaliação de formas, utilizando os mesmos pontos já computados.

Dois grupos principais de instrumentos podem ser utilizados na antropometria facial em 3D: instrumentos de contato (digitalizadores eletromagnéticos e eletromecânicos, sondas ultrassônicas) e instrumentos ópticos ou de não-contato (laser scanner, instrumentos óptico-eletrônicos, topografia Moiré, estereofotogrametria). Todos esses instrumentos não são invasivos e nem nocivos, não provocando dor ou desconforto aos pacientes. Entretanto, ambas as modalidades desses instrumentos possuem vantagens e limitações que devem ser consideradas de acordo com os problemas a serem investigados e os recursos disponíveis.

Um método de análise morfométrica quantitativa ideal para a avaliação de pacientes deve:
• ser não-invasivo;
• ser de baixo custo;
• ser rápido (obtenção das informações através de uma técnica simples e que promova captação e armazenamento dos dados digitais tridimensionais da morfologia facial);
• possibilitar a criação de um banco de dados;
• possibilitar a visualização, simulação e análise quantitativa do tratamento.


As sondas ultrassônicas e os digitalizadores eletromagnéticos ou eletromecânicos estão entre os mais utilizados. O método de ultrassom é amplamente adotado em exames de pré-natal e a utilização de imagens intrauterinas e reconstruções 3D da face do feto está se tornando uma prática comum. Entretanto, a sua aplicação no pós-natal é limitada, sendo somente para avaliação da espessura do tecido mole que recobre a face. Digitalizadores eletromagnéticos e eletromecânicos fornecem as coordenadas tridimensionais dos pontos de referência demarcados previamente na face, que correspondem diretamente às estruturas anatômicas e antropométricas dos indivíduos analisados, ou seja, as coordenadas são obtidas ponto por ponto.


Os métodos mais utilizados dessa categoria são os lasers scanners e os sistemas de esterofotogrametria. O laser scanner ilumina a face com uma luz laser de baixa potência e, assim, câmeras digitais captam a luz refletida; as informações de profundidade são obtidas por meio de triangulação geométrica. Os sistemas de estereofotogrametria, que vêm sendo amplamente estudados e aplicados, utilizam fontes de luz padrão ou convencionais para iluminar a face, e duas ou mais câmeras fotográficas sincronizadas salvam as imagens utilizando diferentes angulações. A calibração prévia do sistema fornece informações matemáticas necessárias para a reconstrução estereoscópica da face. O sistema pode, também, registrar a textura facial e combinar as informações tridimensionais com uma precisa reprodução de todas as características faciais.


Instrumentos ópticos não necessitam de contato com a pele dos pacientes, o que elimina o risco de compressão cutânea, evitando danos ou erros na mensuração.



Link do artigo na integra via Scielo: