ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

terça-feira, 24 de maio de 2016

Análise por elementos finitos tridimensionais da distribuição de tensões oclusais em crânio humano com extrações de pré-molares




Neste artigo de 2013, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Dong-Soon Choi; Bong-Kuen Cha; Insan Jang; Kyung-Hwa Kang; Sang-Cheol Kim; Do Department of Orthodontics, School of Dentistry & Dental Research Institute, Seoul National University, Seoul, Korea; Division of Orthodontics, Ewha Womans’ University Mokdong Hospital, Seoul, Korea, Department of Orthodontics, School of Dentistry & Dental Research Institute, Seoul National University, Seoul, Korea. Mostra um estudo com simulação em metodo de elementos finitos em cranio associado a terapia ortodontica associada a exodontia de pré-molares.

O estudo foi realizado com intuito de analisar o efeito do tratamento ortodôntico com extração de pré-molares na distribuição de tensões de forças oclusais em crânio humano.

Um modelo de elementos finitos tridimensionais EF) foi construído com base nos dados da tomografia computadorizada, e serviu como modelo de pré-tratamento. Para o modelo de oclusão de extração simulando pos tratamento ortodontico, o primeiro molar foi removido no modelo pré-tratamento, e os segmentos anterior e posterior foram reposicionados. A distribuição de tensões foi avaliada por análise EF 3D em ambos os modelos sob a simulação de 1000 N para as forças oclusais e 400 N para a força músculo masseter.

As tensões oclusais foram concentradas no osso alveolar próximo aos dentes, a crista da infra-zigomática, o processo frontal, o processo temporal do osso zigomático, o arco infra-orbital, a região da abertura piriforme, e a placa pterigoide em ambos os modelos. A tensão de Von Mises na área da placa pterigoide foi menor no modelo de extração (3,53 MPa) do que no modelo de pré-tratamento (5,57 MPa), enquanto que a tensão no processo frontal da maxila foi maior no modelo de extração (2,32 MPa) do que no modelo pré-tratamento (2,16 MPa).

Os autores concluiram que os resultados indicaram que as forças oclusais foram transferidas através das trajetórias de stress maxilo-nasal, maxilo zigomatica e maxilo pterigoidal , e que a distribuição de tensões foi movida mais para a frente com o tratamento ortodôntico, com extração de pré-molares.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Reprodutibilidade da identificação de referência na mandíbula e dentes em imagens tridimensionais - Um estudo preliminar dos métodos experimentais em comparação com aqueles baseados em definições cefalométricas.



Neste artigo de 2011, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Mariko Fuyamada; Hiroyuki Nawa; Momoko Shibata; Kazuhito Yoshida; Yoshitaka Kise; Akitoshi Katsumata; Eiichiro Ariji; Shigemi Goto; do Department of Orthodontics and Pediatric Desntistry, Aichi-Gakuin University School of Dentistry, Nagoya, Japan; Department of Oral and Maxillofacial Radiology, Aichi-Gakuin University School of Dentistry, Nagoya, Japan
  

Este estudo foi realizado com o intuito de comparar a reprodutibilidade da identificação de um ponto de referência em três dimensões (3D) em imagens de tomografia cone-beam computadorizada (CBCT) entre procedimentos baseados em definições tradicionais cefalométricas (procedimento 1) e aquelas com experimentalmente proposta para imagens 3D (procedimento 2).

As estruturas de crânios secos humanos foram digitalizados utilizando CBCT. O volume de dados adquiridos foram transferidos para um computador pessoal, e as imagens 3D foram reconstruídas. Dezoito dentistas avaliaram nove marcos relacionados aos maxilares e os dentes quatro vezes: mento (Me), pogônio (Po), superior-1 (U1), inferior-1 (L1), canto superior esquerdo-6 (U6), inferior esquerdo-6 (L6), goníaco (Go), côndilo (Cd), e processo coronóide (Cp). As confiabilidades dos traçados dos dois procedimentos foram comparados, calculando os desvios-padrão (SDs) em três componentes (x, y, e z) de coordenadas e os volumes de 95% de confiança.

Todas as 27 SDs para o procedimento 2 foram de menos de 1 mm, e apenas cinco deles superior a 0,5 mm. As variações foram significativamente diferentes entre os dois procedimentos, e os SDs do procedimento 2 foram menores que os do procedimento 1 em 21 componentes de coordenadas. Os volumes elipsóide também foram menores para o procedimento 2 do que para o procedimento 1, embora uma diferença significativa não foi encontrada.

Definições determinadas estritamente com as três imagens seccionais, como para o procedimento 2, foram necessários para a confiabilidade suficiente na identificação de o ponto de referência relacionados com os ossos maxilares e dentes.


Link do Artigo na Integra via Angle Orthodontist:




segunda-feira, 9 de maio de 2016

Tratamento Ortodontico combinado com distração osteogênica mandibular e mudanças no sistema estomatognático












Neste artigo de 2008, publicado na Angle Orthodontist, pelos autores Aya Maeda; Kazuhisa Soejima; Mikinori Ogura; Haruhito Ohmur; Kazumasa Sugihara; Shouichi Miyawaki; das Universidades de Kagoshima e Miyazaki no Japão. A grande polêmica em torno da distração osteogênica são as alterações que todo o sistema estomatognático possa sofrer após o procedimento realizado.


Foi Realizado um tratamento ortodôntico combinado com distração osteogênica mandibular bilateral em um paciente de 15 anos de idade que queria uma correção de uma deficiência de queixo e uma protrusão lábial superior. O paciente possuia uma maloclusão Classe II 1ª Divisão de Angle, com retrusão mandibular, um angulo de plano mandibular baixo.


Inicialmente, um quad-helix foi utilizado para corrigir a mordida cruzada bilateral na região de pré-molar. Mais tarde, foi montada uma aparatologia fixa edgewise nos arcos maxilar e mandibular. Após 3 dias, uma distração osteogênica mandibular foi realizada.


Durante e após a distração, a mordida aberta entre os arcos superior e inferior foi corrigida utilizando elásticos. O tempo total do tratamento com o aparelho edgewise foi de 14 meses. Foi alcançada uma relação equelética Classe I, um bom perfil facial, e uma melhor intercuspidação dos dentes foram alcançados com o tratamento.


Foi realizada uma avaliação eletromiográfica (EMG) da atividade do músculo masseter e temporal anterior. O aumento da área de contato oclusal após o tratamento, pode ter contribuído para o aumento na atividade muscular e do vigor da oclusão. O caso relatado no artigo sugeriu que com o tratamento ortodôntico combinado com a distração osteogênica mandibular em um paciente com retrusão mandibular no período final do crescimento pode ser eficaz para melhorar a função do sistema estomatognático.




Link do artigo na integra na Anlge Orthodontics:


quinta-feira, 5 de maio de 2016

Próximo encontro do ALUMNI da Ortodontia Contemporânea

 Aprender sempre ... De portas abertas para os colegas e amigos !

Maiores Informações: Clique aqui

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Professor Wendel Shibasaki presente no Congresso da Associação Americana de Ortodontia que aconteceu em Abril de 2016





O Professor Wendel Shibasaki do Grupo Ortodontia Contemporânea participou do Congresso da Associação Americana de Ortodontia que foi realizado em Orlando no Orange County Convention Center. Pôde presenciar e assistir as diretrizes de pesquisas que vem sendo realizadas alem dos resultados das diversas aplicações clinicas de diversos métodos terapêuticos no campo da Ortodontia. O professor também levou um trabalho da equipe que faz parte, do Departamento de Ortodontia da UNESP-Araquara

Num evento tão importante é sempre salutar encontrar e reencontrar colegas, amigos e professores nos intervalos das palestras. Grandes nomes presentes.


Próximo encontro em San Diego - California em 2017!





















segunda-feira, 2 de maio de 2016

Validade da superposição palatina de modelos digitais em 3 dimensões nos casos tratados com expansão rápida da maxila e protração maxilar




Neste artigo de 2012, publicado pelo Korean Journal of Orthodontics, pelos autores Jin-Il Choi, Bong-Kuen Cha, Paul-Georg Jost-Brinkmann, Dong-Soon Choi, In-San Jang; Do Department of Orthodontics, College of Dentistry, Gangneung-Wonju National University, Gangneung, Korea e do Department of Orthodontics, Dentofacial Orthopedics and Pedodontics, Center for Dental and Craniofacial Sciences, Charité - Universitätsmedizin, Berlin, Germany. Mostra um estudo no qual se observou os efeitos de uma terapia Ortodontica com protração maxilar, através das sobreposições de modelos digitais 3D.

O objetivo deste estudo foi avaliar a validade do método de superposição tridimensional (3D) com modelos digitais em pacientes que receberam tratamento com expansão rápida da maxila (ERM) e protração maxilar com mascara facial.

A amostra consistia de modelos de gesso maxilares e telerradiografias em norma lateral de 30 pacientes em pré e pós-tratamento, que foram submetidos à ERM e tratamento protração maxilar com mascara facial. Os modelos digitais foram sobrepostos usando o palato como área de referência. O movimento do incisivo central superior e do primeiro molar foi medida nos cefalogramas sobrepostos e nos modelos digitais em 3D. Para determinar se existia alguma diferença entre as duas técnicas de mensuração, foram feitas analises estatísticas de correlação intra-classe.

As medições nos modelos digitais em 3D e cefalogramas mostraram uma correlação muito alta, no sentido ântero-posterior (ICC, 0,956 para incisivo central e 0.941 para o primeiro molar) e uma correlação moderada na direção vertical (ICC, 0.748 para incisivo central e 0.717 para o primeiro molar).

Os autores concluíram que o método de superposição modelos 3D usando o palato como uma área de referência é clinicamente confiável para avaliar o movimento dentário ântero-posterior assim como  a sobreposição cefalométrica, mesmo em casos tratados com aparelhos ortopédicos, tais como a RME e protração maxilar.

Link do artigo na Integra via e-KJO:

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Professora Lucineide Lima do Grupo Ortodontia Contemporânea em um Curso de Educação Continuada no Departamento de Ortodontia University of Connecticut






A Professora Lucineide Lima do Grupo Ortodontia Contemporânea participou com um grupo de colegas Ortodontistas Brasileiros, Russos e Árabes.  No mês de Abril de 2016 do Curso de Educação Continuada no Departamento de Ortodontia da University of Connecticut. Sempre importante buscar a atualização na nossa Especialidade e poder com isso compartilhar com os nossos alunos e também aplicar este conhecimento nos pacientes. Podendo observar e absorver o que vem se desenvolvendo em centros respeitados como Connecticut, berço da Biomecânica Mundial. O curso teve como um dos responsáveis no Brasil o Professor Dr. Marcio Almeida. E como Organizadores e palestrantes do Departamento de Ortodontia da Universidade de Connecticut os Professores Doutores Ravindra Nanda e Flavio Uribe. 







segunda-feira, 25 de abril de 2016

Localização do centro de resistência dos dentes anteriores superiores submetidos a retração pelo retrator duplo J ancorado em microparafusos palatinos















Neste artigo de 2010, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Hyoung-Jun Jang; Won-Jong Roh; Bo-Hoon Joo; Ki-Ho Park; Su-Jung Kim; Young-Guk Park; School of Dentistry and Department of Orthodontics, Kyung Hee University, Seoul, Coreia do Sul; Mostra um belo estudo realizado com o método dos elementos finitos, para determinar o posicionamento ideal dos micro parafusos ortodonticos para viabilisar a mecanoterapia de retração ortodontica.


Este estudo foi realizado com o objetivo de localizar o centro de resistência dos seis dentes anteriores superiores retraidos pelo Retrator Duplo J (DJR) e desta forma, encontrar a posição ideal para os microparafusos palatinos.


Modelos de elementos finitos tridimensionais (3D) com 12 dentes e com os dois primeiros pré-molares extraídos. A DJR foi modelada como um elemento em 3D beam. Os mini-implantes foram inseridos sagitalmente entre o segundo pré-molar e primeiro molar, e a posição vertical dos miniparafusos foram estabelecidos em cinco condições: 6, 7, 8, 9 e 10 milímetros apicalmente a partir da linha cervical do primeiro molar. O comprimento do braço de alavanca para retração foi determinada de acordo com a posição do microparafuso, para que a direção da força de retração seja paralela ao plano oclusal maxilar. O método dos elementos finitos 3D foi utilizado para determinar a localização do centro de resistência dos dentes anteriores, visualizando o deslocamento dos dentes e distribuição das tensões.


Os miniparafusos ficaram localizados apicalmente, o estresse se dissipou na região do ápice da raiz e ao osso alveolar adjacente. Os microparafusos localizados apartir dos 8 mm, determinaram a retração do corpo - pois já possibilitava o paralelismo com o DJR.


Neste estudo, o centro de resistência dos seis dentes anteriores superiores retraidos pelo DJR com microparafusos palatal foi estimado em 12,2 milímetros apicalmente a partir da borda incisal do incisivo central.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:


segunda-feira, 18 de abril de 2016

RECUPERADORES DE ESPAÇO E SUA APLICAÇÃO CLÍNICA


















Neste artigo de 2002, publicado pela Revista da Faculdade de Odontologia de Lins, pelos autores RENATO RODRIGUES DE ALMEIDA, RENATA RODRIGUES DE ALMEIDA-PEDRIN, MARCIO RODRIGUES DE ALMEIDA, FERNANDO PEDRIN CARVALHO FERREIRA, PATRÍCIA CIOCCHI MARQUES RODRIGUES DE ALMEIDA; do curso de especialização em Ortodontia da Faculdade de Odontologia de Lins/UNIMEP; Mostra uma revisão da literatura tecendo considerações sobre a etiologia da perda de espaço e a aplicação clínica dos aparelhos recuperadores de espaço.


O cirurgião dentista clínico geral e, principalmente, o odontopediatra são os profissionais que têm o primeiro contato com as crianças numa fase ainda precoce e cabe a eles diagnosticar, intervir nos casos mais simples e, nos mais complexos de más oclusões, discutir ou encaminhar o paciente para uma avaliação com um profissional especializado, o ortodontista.

O desequilíbrio da oclusão começa na passagem da dentadura decídua para a mista, e uma quantidade alarmante de desvios de normalidade acontece na fase inicial do primeiro período transitório, na época de irrupção dos primeiros molares permanentes.

A etiologia dessas alterações geralmente é de causas multifatoriais, como cáries, abscessos, supranumerários, anquiloses e irrupção ectópica dos primeiros molares permanentes.

As cáries dentárias, principalmente as interproximais, são responsáveis pela redução do comprimento do arco dentário, além de provocarem, muitas vezes, a extração prematura de dentes decíduos, com a conseqüente perda de espaço devido à quebra de equilíbrio dentário e com a inclinação dos dentes adjacentes para o espaço da extração.

A presença de dentes supranumerários na região ântero-superior está diretamente relacionada à retenção prolongada dos incisivos permanentes, impedindo sua irrupção normal e favorecendo, assim, a inclinação axial dos dentes adjacentes, com acentuada perda de espaço.

Ao contrário do que possa parecer, os dentes decíduos anquilosados geralmente apresentam uma reabsorção radicular fisiológica semelhante aos decíduos não afetados. O sinal mais marcante e evidente de anquilose é o posicionamento de um ou mais dentes aquém do plano oclusal. Outro indicativo é a perda de espaço por inclinação de dentes contíguos.

A incidência da ectopia dos primeiros molares atinge de 2 a 4% da população infantil, ocorrendo com maior freqüência na maxila e em portadores de fissura palatina do tipo pós-forame incisivo. Dependendo do grau de impacção, pode ser reversível ou irreversível. No tipo reversível, o primeiro molar permanente quase sempre apresenta autocorreção e irrompe normalmente, mas deixa como seqüela uma reabsorção atípica na face distal do segundo molar decíduo, que pode permanecer na cavidade bucal até a época da sua esfoliação normal. Nesse tipo de ectopia, não é necessária intervenção precoce, já que o dente faz sua irrupção normalmente na cavidade bucal. Na irrupção ectópica irreversível, o primeiro molar permanente mantém contato íntimo com a superfície distal do segundo molar decíduo na região cervical, provocando reabsorção e exfoliação precoce desse dente, com perda total de espaço para o sucessor permanente (segundo pré-molar).

Nos casos de reabsorção extensa com perda do dente decíduo, cáries nas faces proximais, abscessos ou outros fatores que implicam na perda de espaço, os aparelhos recomendados são os recuperadores de espaço – que podem ser removíveis ou fixos – para as regiões ânterosuperior, posterior e inferior.

APARELHO REMOVÍVEL

Mola simples: placa de resina acrílica com grampos de retenção Adams, auxiliares e arco vestibular de Hawley como elementos estabilizadores, e como componente ativo, mola simples ou digital confeccionada com fio de aço inoxidável de 0,6 mm de diâmetro.

Indicação: indicado para recuperar espaço nas regiões anterior, posterior, superior e inferior.
Ativação: a ativação é realizada no helicóide e deve ser de, aproximadamente, metade da face incisal do dente correspondente, a cada 15 ou 21 dias, até se obter o espaço desejado.
Mola de Benac: placa de resina acrílica com grampos de retenção Adams, auxiliares e arco vestibular de Hawley como elementos estabilizadores, e como componente ativo, a mola de Benac construída com fio de aço inoxidável de 0,8 ou 0,9 mm de diâmetro.

Indicação: a indicação do aparelho está restrita às regiões posterior superior ou inferior, devido ao diâmetro do fio.

Ativação: a ativação não deve ultrapassar a metade do diâmetro mesiodistal do dente em questão, com controle de 15 a 21 dias até se obter o espaço desejado.


APARELHO FIXO

Indicado nos casos que necessitam de um movimento maior do dente e para pacientes não colaboradores com o aparelho removível.
Mola de secção aberta
Componentes: braquetes colados nos dentes adjacentes à perda de espaço, fio ortodôntico de aço inoxidável de 0,5 mm de diâmetro e mola de secção aberta.
Indicação: para as regiões anterior e posterior, pois é um tipo de ancoragem intrabucal, intramaxilar e recíproca.

Ativação: deve ser cortado um pedaço de mola correspondente ao espaço de mesial a mesial dos braquetes mais 4 ou 5 mm aproximadamente.

Exemplo: se o espaço entre os braquetes for de 15 mm, cortamos um segmento de mola com 19 ou 20 mm, para que fique comprimida quando corretamente instalada. A força liberada pelo aparelho será sempre recíproca e contínua, e o controle deve ser mensal, quando o segmento de mola será substituído por outro, e assim sucessivamente, até haver a recuperação do espaço desejado.

Com este trabalho, os autores enfocaram a etiologia e os diversos tipos de recuperadores de espaço à disposição para que os profissionais os usem em seus pacientes. Há, evidentemente, outros tipos de aparelhos distalizadores de dentes, principalmente dos primeiros molares permanentes, que são ferramentas mais complexas e de uso rotineiro na clínica ortodôntica. Entre eles citamos o Jones Jig e o Pêndulo, que são aparelhos fixos e que não dependem da Cooperação do paciente, mas requerem o controle do ortodontista.

Link do artigo na integra via UNIMEP:

terça-feira, 12 de abril de 2016

Efeito inicial do arco de multiloop edgewise no arco mandibular em indivíduos com maloclusão Classe III. Um estudo de elemento finito tridimensional




Neste artigo de 2008, publicado no European Journal of Orthodontics; pelos autores Seung-Hak Baek , Soo-Jung Shin , Sug-Joon Ahn and Young-Il Chang; do Department of Orthodontics, School of Dentistry, Dental Research Institute, Seoul National University, South Korea; Mostra um estudo biomecânico realizado com o metodo dos elementos finitos em simulação com o uso de elásticos classe III.
O objetivo deste estudo foi comparar o efeito de um arco de múltiloop edgewise(MEAW) com um simples arco ideal (IA) sobre o movimento distal em massa do arco dentario mandibular.

Um modelo tridimensional em elemento finito (3D FEM) da dentição mandibular, sem os terceiros molares permanentes, foi construído incluindo a membrana periodontal (PDM), o osso alveolar, com braquete edgewise standard (0.018 × 0,025 polegadas) com fio de aço inoxidável IA (0,016 polegadas x 0,022), e MEAW (0,016 x 0,022 polegadas). A distribuição do stress e deslocamento da dentição mandibular foram analisadas com o uso de elásticos intermaxilares Classe III (300 g / lateral) e 5 tip-backs em volta do primeiro pré-molar ao segundo molar foram aplicados para o IA e os MEAW para um movimento distal em massa da dentição mandibular.

Comparado com o IA, a discrepância na quantidade de movimentação dos dentes. O movimento com o MEAW foi mais uniforme e equilibrado. Houve deslocamento vertical mínimo ou rotação dos dentes com a MEAW quando comparado com o IA.

O MEAW parece ter vantagens para movimento distal em massa do arco dentario mandibular.


Link do artigo na Integra via EJO Oxfordjournals:

segunda-feira, 28 de março de 2016

Simulação 3D de Cirurgia Ortognática Usando fusão de imagens






Neste artigo de 2009, publicado no Seminars in Orthodontics; pelos autores Stephen A. Schendel and Chris Lane; da Division of Plastic Surgery, Stanford University Medical Center, Palo Alto, CA and Professor of Radiology & Imaging Science, University of Louisville School of Dentistry, Louisville, KY. Mostra o metodo contemporaneo de previsibilidade de resultados em cirurgias Ortognáticas baseadas em fusão de imagens digitais, tomografias computadorizadas e VTOs computadorizados.

A adoção de protocolos de imagem 3D e do poder da Internet estão se movendo para o diagnóstico, planejamento, tratamento e ensino, como paradigma para próxima geração no que tange os cuidados voltados para saúde. A Fusão de imagens combinando tomografia computadorizada (TC) de feixe cônico, tomografia computadorizada (CBCT), ressonância magnética (MRI) e imagem de superfície, permite a geração de um paciente eletrônicos no mundo real, o que amplia o potencial para o cuidado do paciente de verdade. O paciente virtual pode então ser estudado e nele ser desenvolvidos protocolos de tratamento, que é especialmente importante em cirurgia ortognática.

A Fusão de imagens envolve a combinação de imagens de diferentes modalidades para criar um registro virtual de um indivíduo chamado de reconstrução anatômica do paciente específico (Psar). Este pode então ser usada para realizar a cirurgia virtual e estabelecer um plano de tratamento definitivo e objetivo para a correção da deformidade facial. O resultado final é melhorar o atendimento ao paciente e diminuição de despesas.

Em relação à construção de superfície 3D, uma imagem de superfície tem dois componentes, a geometria do rosto e as informações de cor, ou mapa de textura que é matematicamente aplicados às informações de forma.

Conclusão


Avanços em imagem de computador têm revolucionado o tratamento das deformidades dentofaciais e cirurgia ortognática. O uso da tecnologia de fusão de imagens permite agora a criação de PSARs em uma base rotineira. Um plano de diagnóstico e tratamento mais abrangente e desta forma, ser obtido um planejamento virtual em ortodontia e cirurgia. No final, os resultados do tratamento são melhorados.


Link do artigo na integra via biomigviz:

http://biomigviz.files.wordpress.com/2009/06/3d_orthognathic_surgery_simulation_using.pdf