ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Comparação de uma análise cefalométrica tridimensional realizada em 3T-RM comparada à TCFC: um estudo piloto em adultos



Neste Artigo de 2019, publicado na Progress in Orthodontics pelos autores Cinzia Maspero , Andrea Abate, Francesca Bellincioni, Davide Cavagnetto, Valentina Lanteri, Antonella Costa and Marco Farronato. Do Department of Orthodontics, UOC Maxillofacial and Dental Surgery, Fondazione IRCCS Ca’ Granda Ospedale Maggiore Policlinico, 20142 Milan, Italy e da University of Milan, Milan, Italy. Teve o objetivo de realizar um estudo preliminar de viabilidade e comparar a precisão e os recursos de diagnóstico de uma análise cefalométrica tridimensional já validada na TCFC com os de uma análise em ressonância magnética 3-T (3T-MRI) para avaliar se esta última pode fornecer uma qualidade comparável das informações, evitando a exposição à radiação.

Desde a introdução da tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) na odontologia, essa tecnologia permitiu análises cefalométricas tridimensionais sem distorção para diagnóstico de cirurgia ortodôntica e ortognática. No entanto, a TCFC está associada a uma exposição à radiação significativamente maior do que os exames bidimensionais de rotina tradicionais para diagnóstico ortodôntico, embora os protocolos de doses baixas reduzam acentuadamente a exposição à radiação ao longo do tempo.

A fim de testar a viabilidade da cefalometria tridimensional na RM-3T, 18 indivíduos (4 homens; 14 mulheres) com idade média de 37,8 ± DP 10,2, submetidos à TCCC maxilofacial e à 3T-RM maxilofacial para várias finalidades em 1 mês , foram selecionados do arquivo do Departamento de Odontologia e Cirurgia Maxilofacial da Fondazione Ospedale Policlinico Maggiore, IRCCS, Milano, Itália.

Uma análise cefalométrica tridimensional composta por dez pontos médios sagitais e quatro marcos bilaterais e 24 medições (11 angulares, 13 lineares) foi realizada em ambas as digitalizações, utilizando o Mimics Research® v. 17.0 (NV, Technologielaan 15, 3001 Leuven, Bélgica). A análise cefalométrica foi realizada duas vezes por dois ortodontistas independentes para cada exame, e cada ortodontista repetiu as medidas três semanas depois. A análise estatística foi realizada com o SPSS® 20.00 for Windows (IBM® Corporation, Sommers, NY, EUA). Um teste de Bland-Altman para cada valor cefalométrico foi realizado para avaliar a concordância entre os procedimentos. O coeficiente de correlação intraclasse (CCI) foi utilizado para avaliar a confiabilidade interobservador e intraobservador. O coeficiente de variação foi utilizado para avaliar a precisão.

Ambos os procedimentos mostraram boa confiabilidade, com ICCs intraobservadores médios de 0,977 / 0,971 para TCFC e 0,881 / 0,912 para RM. Os CCI inter observadores médios foram de 0,965 para TCFC e de 0,833 para RM. Uma análise de Bland-Altman para o traçado cefalométrico revelou uma faixa semelhante de concordância entre as duas modalidades; o intervalo de viés (média ± DP) foi de - 0,25–0,66 mm (0,174 ± 0,31) para distâncias e - 0,41–0,54 ° (0,12 ± 0,33) para ângulos.

Os autores concluiram que dentro da principal limitação deste estudo piloto, ou seja, a pequena amostra, foi possível afirmar que as medidas cefalométricas na RMN de 3T parecem possuir confiabilidade e repetibilidade adequadas e que mostram concordância satisfatória com os valores medidos nas TCFC. Um exame de ressonância magnética não expõe os pacientes à radiação ionizante e pode fornecer uma alternativa à TCCB para cefalometria tridimensional no futuro.

Link do Artigo na integra via Progress:

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Inclinação do plano oclusal: uma alternativa de tratamento usando ancoragem esquelética





Neste artigo de 2019, publicado pelo Dental Press Journal of Orthodontics, pelo Autor Marcel Marchiori Farret. Ds Fundação para Reabilitação das Deformidades Crânio-Faciais - FUNDEF, Curso de Especialização em Ortodontia (Lajeado/RS, Brazil) e Centro de Estudos Odontológicos Meridional - CEOM, Curso de Especialização em Ortodontia. Mostra protocolo de tramando do "Cant" inclinação latero/lateral do plano oclusal com ancoragem esquelética.

Um plano oclusal inclinado é a causa do sorriso não estético e também representa um desafio devido aos complexos procedimentos ortodônticos envolvidos em seu tratamento. A ancoragem esquelética permite o tratamento bem-sucedido dessa assimetria na maioria dos casos, com menor dependência da cooperação do paciente e reduzindo a necessidade de cirurgia ortognática. Diante dessa condição, o artigo teve como objetivo discutir os principais aspectos relacionados ao diagnóstico da inclinação do plano oclusal, plano de tratamento e mecânica ortodôntica utilizando ancoragem esquelética por mini-implantes ou miniplacas. Nesse contexto, cinco casos foram relatados, mostrando os principais detalhes relacionados à mecânica ortodôntica utilizada para corrigir o plano oclusal, evitando efeitos colaterais e alcançando com sucesso os objetivos do tratamento e a estabilidade a longo prazo.

Link do Artigo na integra via Scielo:

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Eficácia da ancoragem com dispositivos de ancoragem temporários durante a retração anterior superior: um ensaio clínico randomizado



Neste artigo de 2019, publicado pelo The Korean Journal of Orthodontics, pelos Autores Stéphane Barthélemi, Alban Desoutter, Fatoumata Souaré, Frédéric Cuisinier. Do Department of Orthodontics, University of Montpellier, Montpellier, France. Avaliou a eficiência da ancoragem proporcionada por dispositivos de ancoragem temporária (DATs) em casos de extração de pré molares superiores durante a retração dos dentes anteriores usando um aparelho fixo. 

Pacientes de 12 a 50 anos com má oclusão, para os quais foram indicadas extrações bilaterais de primeiros ou segundos pré molares superiores, foram incluídos no estudo e alocados aleatoriamente nos grupos TAD ou controle. A retração dos dentes anteriores foi realizada com ancoragem esquelética no grupo TAD e ancoragem convencional no grupo controle. Uma tomografia computadorizada (TC) foi realizada após o alinhamento dos dentes e uma segunda tomografia computadorizada foi realizada no final do fechamento do espaço de extração nos dois grupos. Uma superposição tridimensional foi realizada para visualizar e quantificar o movimento do primeiro molar superior durante a fase de retração, que foi o resultado primário, e a estabilidade do movimento TAD, que serviu como resultado secundário

Trinta e quatro pacientes (17 em cada grupo) foram submetidos à análise final. Os dois grupos mostraram uma diferença significativa no movimento dos primeiros molares superiores, com perda de ancoragem menos significativa no grupo TAD do que no grupo controle. Além disso, o movimento TAD mostrou apenas um leve movimento mesial no lado labial. No lado palatino, o movimento mesial da DAT foi maior. 

Os autores concluíram que em comparação com a ancoragem dentária convencional, os DATs podem ser considerados uma fonte eficiente de ancoragem durante a retração dos dentes anteriores superiores. As DAT permanecem estáveis ​​quando colocadas corretamente no osso durante a fase de retração anterior do dente.

Link do Artigo na intergra  via e-Kjo:

https://e-kjo.org/Synapse/Data/PDFData/1123KJOD/kjod-49-279.pdf



segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Precisão dos procedimentos de digitalização guiados por moldagens digitais do arco completo in vivo





Neste artigo de 2017, publicado no Journal of Orofacial Orthopedics, pelos Autores Moritz ZIMMERMANNChristina KOLLER, Moritz RUMETSCHAndreas ENDERAlbert MEHL. Do Department of Computerized Restorative Dentistry, Center of Dental Medicine, University of Zurich, Switzerland. Realizaram um estudo que avaliou a precisão dos procedimentos de varredura guiada em comparação com as técnicas de moldagens convencionais in vivo.

As estratégias de varredura específicas do sistema demonstraram influenciar a precisão das moldagens digitais do arco dentário completo. Procedimentos especiais de escaneamento guiado foram implementados nos sistemas de escaneamento intraoral específicos, com especial atenção ao fluxo de trabalho ortodôntico digital. 

Dois sistemas de varredura intraoral com procedimentos de varredura guiados do arco completo foram implementados (Cerec Omnicam Ortho; Ormco Lythos) sendo incluídos juntamente com uma técnica de moldagem convencional com material hidrocolóide irreversível (Alginato). Moldagens do arco completo foram realizadas três vezes cada, em cinco participantes (n = 15). As moldagens foram comparadas dentro dos grupos de teste usando um método de distância ponto a superfície após a melhor adequação do modelo (OraCheck). A precisão foi calculada usando os quantis (90% -10%) / 2 e a análise estatística com medidas repetidas one-way ANOVA e teste post-hoc de Bonferroni foram realizadas.

A técnica de moldagem convencional com Alginato mostrou menor precisão nas moldagens do arco  dentário completo com 162,2 ± 71,3 μm. Ambos os procedimentos de varredura guiada tiveram desempenho estatisticamente significativamente melhor do que a técnica de impressão convencional (p menor que 0,05). Os valores médios para o grupo Cerec Omnicam Ortho foram 74,5 ± 39,2 μm e para o grupo Ormco Lythos 91,4 ± 48,8 μm.

Os Autores concluíram que a precisão dos procedimentos de varredura guiada in vivo excedem em qualidade, as técnicas de moldagem convencionais com o material hidrocolóide irreversível, Alginato. Os procedimentos de escaneamento guiado podem ser altamente promissores para aplicações clínicas, especialmente para fluxos de trabalho ortodônticos digitais.

Link do Artigo na integra via Zurich Open Repository and Archive:

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Biomecânica com mini-implantes extra-alveolares






Neste artigo de 2019, publicado pela Dental Press Journal of Orthodontics, pelo Autor Marcio R. Almeida, Da Universidade Norte do Paraná, Curso de Mestrado Acadêmico em Ortodontia e Doutorado em Dentística (Londrina/PR, Brazil). Mostra diversas possibilidades e aplicabilidades biomecânicas com os recursos de ancoragem esquelética baseados nos mini implantes extra alveolares.

É inegável que a ancoragem extra-alveolar de mini-implantes revolucionou a Ortodontia. Do mesmo modo, o entendimento adequado da biomecânica de mini-implantes permitiu ampliar a gama de movimentos dentários como nunca antes visto na prática clínica. Entretanto, para produzir melhores tratamentos, principalmente no que diz respeito aos efeitos no plano oclusal, é importante estar ciente das inúmeras possibilidades de aplicação de sistemas de força baseados na ancoragem esquelética. Assim, este artigo tem como objetivo abordar, por meio de casos clínicos, a aplicação de conceitos biomecânicos extremamente relevantes para o emprego adequado de mini-implantes extra-alveolares.

Link do Artigo na Integra via Scielo:

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Um novo fio ortodôntico em liga de ß-Titânio



Neste artigo de 2018, publicado no The Kaohsiung Journal of Medical Sicences. Pelos Autores Hong-Po Chang, Yu-Chuan Tseng. Do Program of Dental Sciences, College of Dental Medicine, Kaohsiung Medical University, Kaohsiung, Taiwan e do Department of Dentistry (Orthodontics), Kaohsiung Municipal Hsiao-Kang Hospital, Kaohsiung, Taiwan.

Esta revisão de literatura investigou um fio ortodôntico  desenvolvido recentemente, composto de liga de ß-Titânio conhecida como “Gum Metal” e comparou suas propriedades com as dos fios convencionais. 

As propriedades interessantes do "Gum Metal" incluem um módulo de Young ultra baixo, comportamento elástico não linear, resistência ultra alta, tensão de alto rendimento, alta ductilidade e deformabilidade superplástica sem enrigecimento à temperatura ambiente. As características não-multifuncionais deste novo fio ortodôntico o tornam quase ideal para aplicações ortodônticas. 

Os resultados da revisão de literatura indicam o forte potencial de uso do fio GumMetal para melhorar e aprimorar a eficácia do tratamento ortodôntico.

Link do Artigo na Integra via ScienceDirect:

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Espessura de alinhadores ortodônticos transparentes após a termoformação e após 10 dias de exposição intra-oral: um estudo clínico prospectivo



Neste artigo de 2019, publicado pela Progress in Orthodontics, pelos Autores Rosaria Bucci, Roberto Rongo, Carmine Levatè, Ambrosina Michelotti, Sandro Barone, Armando Viviano Razionale and Vincenzo DAntò. Do Department of Neurosciences, Reproductive Sciences and Oral Sciences, University of Naples Federico II, via Pansini 5, 80131 Naples, Italy. Descreve um estudo realizado com Alinhadores transparêntes no ambiente intra oral.

Alinhadores Transparentes (AT) estão entre as terapias ortodônticas mais escolhidas para pacientes que necessitam de tratamento invisível. Estudos anteriores mostraram que o processo de termoformação e a complexidade do ambiente intraoral podem alterar as propriedades desses dispositivos. O objetivo do  estudo clínico prospectivo foi avaliar as alterações de espessura dos AT após 10 dias de uso intraoral. O objetivo secundário foi avaliar a reprodutibilidade do processo de termoformagem, em termos de espessura do alinhador.

Os AT de 18 pacientes consecutivos (13 mulheres, 5 homens, idade média de 28,8 ± 9,6 anos) foram estudados. Antes da exposição intraoral (T0), a espessura dos AT não utilizados foi medida em diferentes pontos oclusais em um modelo 3D com um software dedicado (Geomagic Qualify 2013; 3D Systems, Rock Hill, SC, EUA). Duas configurações de AT foram estudadas: alinhador passivo da maxila (P - sem movimento dos dentes; sem forma para implantes) e alinhador ativo da maxila (A - movimento dos dentes; forma para implantes e obturação). Os alinhadores utilizados foram devolvidos após 10 dias (T1) e as medidas de espessura foram repetidas. Foi aplicado um teste t de Student para dados emparelhados (T1 vs. T0) para comparar as espessuras de dispositivos usados ​​e não utilizados (o nível de significância após a correção de Bonferroni para comparação múltipla foi definido em p menor que 0,0014). Além disso, para estudar a reprodutibilidade do processo de termoformagem, os alinhadores P e A foram termoformados duas vezes e as espessuras dos dois dispositivos termoformados não utilizados foram comparadas por meio do teste t de Student para dados emparelhados (foi definido o nível de significância após a correção Bonferroni para comparação múltipla p menor que 0,0014) e erro de Dahlberg.

O processo de termoformação mostrou boa reprodutibilidade para as duas configurações do alinhador, com um erro máximo de Dahlberg de 0,13 mm. Após o uso intraoral, a espessura de P mostrou algumas alterações estatisticamente significativas, mas não clinicamente relevantes, em relação aos alinhadores não utilizados, enquanto A não apresentou alterações significativas.

Os autores concluíram que considerando as alterações de espessura, o processo de termoformação é confiável, tanto nas configurações de alinhador ativo quanto passivo. Além disso, os AT examinados mostraram boa estabilidade da espessura após o envelhecimento intraoral fisiológico em uma população de adultos saudáveis.

Link do Artigo na Integra via Progress in Orthodontics:




segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Avaliação in vitro da precisão e confiabilidade da sobreposição de modelo dental mandibular com baseado no voxel do registro da tomografia computadorizada de feixe cônico





Neste Artigo de 2019, publicado pelo The Korean Journal of Orthodontics. Pelos Autores Gaofeng HanJing LiShuo WangYan LiuXuedong Wang eYanheng Zhou. Department of Orthodontics, Peking University School and Hospital of Stomatology, Beijing, China e da National Engineering Laboratory for Digital and Material Technology of Stomatology, Beijing Key Laboratory of Digital Stomatology, Beijing, China.

Teve o objetivo de a avaliar a precisão e a confiabilidade de um método recém-projetado para alcançar a sobreposição de modelo dental mandibular, usando o registro da tomografia computadorizada de feixe cônico (CBCT) baseada em voxel.

Quatorze mandíbulas de crânios secos e seis dentes extraídos de pacientes com periodontite grave foram utilizados para estabelecer 14 modelos de movimentação dentária ortodôntica. O protocolo consistiu em duas etapas: na primeira, foi realizada a sobreposição da mandíbula à CBCT à base de voxel; a referência compreendia a porção externa da sínfise, estendendo-se ao primeiro molar. A imagem do modelo dental digitalizado a laser foi então integrada à imagem da TCFC para alcançar a sobreposição do modelo dental mandibular. Todo o processo levou aproximadamente 10 minutos. Seis pontos de referência foram atribuídos aos dentes para medir o deslocamento dentário, usando o deslocamento dentário nas mandíbulas digitalizadas a laser sobrepostas como padrão de referência. A precisão foi avaliada comparando-se as diferenças no deslocamento dentário com base no método e no padrão de referência. Dois observadores realizaram sobreposição para avaliar a confiabilidade.

Para os deslocamentos tridimensionais dos dentes, as diferenças entre o método e o padrão de referência não foram significativas nos grupos molar, pré-molar ou incisivo (p maior que 0,05). Os coeficientes de correlação intraclasse para as confiabilidade inter e intra-observador de todas as medidas foram maiores que 0,92.

Os Autores concluíram que o método de sobreposição do modelo dental mandibular com base no registro de voxel é preciso, confiável e pode ser realizado dentro de um período razoável de tempo in vitro, demonstrando potencial para uso em pacientes ortodônticos.

Link do Artigo na Integra via e-KJO:

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Avaliação 3-D das alterações dentoalveolares transversais e do comprimento da raiz dos primeiros molares superiores após expansão rápida ou lenta da maxila em crianças




Neste Artigo de 2019, publicado pela Dental Press Journal of Orthodontics, pelos Autores Helder Baldi Jacob, Gerson Luiz Ulema Ribeiro, Jeryl D. English, Juliana da Silva Pereira, Mauricio Brunetto. Da University of Texas Health Science Center at Houston School of Dentistry, Department of Orthodontics (Houston/ TX, USA) e Universidade Federal de Santa Catarina, Departamento de Ortodontia (Florianópolis/SC, Brazil).

Teve como  objetivo do estudo realizar um ensaio clínico randomizado comparando os efeitos da expansão rápida da maxila (ERM) e expansão lenta da maxila (ELM). O comprimento  da raiz dos primeiros molares superiores permanentes e a movimentação dentária através do alvéolo que foram estudados por meio da tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC).

Foram incluídos indivíduos com deficiências transversais maxilares entre 7 e 10 anos de idade. Utilizando expansores tipo Haas, e as crianças foram aleatoriamente divididas em dois grupos: ERM (19 indivíduos, idade média de 8,60 anos) e ELM (13 sujeitos, com média de idade de 8,70 anos).

Quanto a  cortical óssea, espessura vestibular e largura dentoalveolar diminuíram em ambos os grupos. No grupo ERM o maior decréscimo foi relacionado à espessura do osso distal (1,26mm), seguido pela espessura do osso mesial (1,09mm), largura alveolar (0,57mm) e cortical vestibular (0,19mm). No grupo ELM, a espessura do osso mesial diminuiu mais (0,87 mm) e a cortical vestibular diminuiu a menor (0,22 mm). A espessura do osso lingual aumentou nos grupos ERM e ELM (0,56 mm e 0,42 mm, respectivamente). A raiz mesial aumentou significativamente no grupo ERM (0,52mm) e no grupo ELM (0,40mm), possivelmente devido à formação incompleta do ápice radicular em T1 (antes da instalação dos expansores).

Os Autores concluíram que a expansão maxilar (ERM e ELM) não interrompe a formação das raízes e não mostra a reabsorção radicular apical de primeiro molar em pacientes jovens. Embora ligeiramente maiores no grupo ERM que no grupo ELM, ambos os protocolos de ativação mostraram espessura óssea vestibular semelhante e alterações da espessura do osso lingual, sem diferença significativa; e a ERM apresentou alterações ósseas corticais vestibulares similares às ELM.

Link do Artigo na Integra via Scielo:


segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Caracterizando forças que limitam na fase de alinhamento do tratamento ortodôntico



Neste artigo de 2018, publicado pela Angle Orthodontist, pelos Autores Christopher G. GibsonFeng-Chang LinCeib PhillipsAlex Edelman e Ching-Chang KoDepartment of Orthodontics, School of Dentistry, University of North Carolina, Chapel Hill, NC; Department of Biostatistics, University of North Carolina, Chapel Hill, NC e Department of Orthodontics, and Department of Oral and Craniofacial Health Sciences, School of Dentistry, University of North Carolina, Chapel Hill, NC. 

Descrevem as forças de atrito (FF) que limitam o deslizamento do fio na fase inicial do tratamento usando um novo termo, a “força constringente” (FC), e levantar a hipótese de que a FC é dependente de dois fatores: o comportamento hiperelástico dos arcos e o tipo específico de dente em desalinhamento geométrico presente.

Um dispositivo de laboratório que simula os quatro tipos distintos de desalinhamento (in-out, rotação, inclinação e degrau vertical) foi usado para acoplar com um aparato de teste da Instron. Dados incrementais da FC para os quatro tipos de desalinhamento foram registrados. Cada tipo teve cinco tentativas por incremento de severidade, a partir dos quais a FC obteve a média usando arcos de cobre-níquel-titânio (CuNiTi) de 0,016 polegadas.

Dois tipos de curvas de fricção foram obtidas: uma tradicional de resposta à função de degrau e uma resposta de regressão de potência. Para todos os tipos de desalinhamento, o aumento dos graus de irregularidade aumentou as respostas de regressão de potência e a FC. Um ponto de virada de severidade, exibido como um aumento súbito de FC, ocorreu para cada desalinhamento. O tipo de rotação de desalinhamento gerou o menor FC, enquanto o tipo de degrau vertical resultou no maior FC.

Os autores concluíram que os dados inferem em uma hipótese de que o tipo de má rotação com FC fraco pode atuar como um fator limitante na fase de alinhamento para desapinmhar os dentes vizinhos. Futuras investigações que busquem comparar dados clínicos e de bancada podem ajudar a explicar mais detalhadamente as restrições que impedem a resolução do alinhamento e os fatores que governam a capacidade de alinhar os dentes mal alinhados.

Link do Artigo na Integra via NCBI:


segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Estabilidade a longo prazo das dimensões dos arco maxilar e mandibular após utilizar expansão rápida da maxila e mecanoterapia edgewise em pacientes em crescimento




Neste artigo de 2019, publicado na Korean Journal of Orthodontics, pelos Autores Ki Beom KimRenee E. DoyleEustáquio A. AraújoRolf G. BehrentsDonald R. Oliver e Guilherme Thiesen. Do Department of Orthodontics, Saint Louis University, St. Louis, MO, USA. Teve como objetivo  avaliar a estabilidade a longo prazo da expansão palatina rápida (EPR), seguida de aparelhos edgewise fixos completos.

O estudo incluiu 67 pacientes tratados com EPR tipo Haas e terapia sem extração em uma única prática ortodôntica. Os modelos de série foram obtidos em três diferentes momentos: pré-tratamento (T1), após expansão e terapia com aparelho fixo (T2) e em longo prazo (T3). A duração média dos períodos T1-T2 e T2-T3 foi de 4,8 ± 3,5 anos e 11,0 ± 5,4 anos, respectivamente. Os modelos foram digitalizados, e as medidas computadas foram comparadas com dados de referência não tratados.

A maioria dos aumentos relacionados ao tratamento nas medidas do arco maxilar e mandibular foram estatisticamente significativos (p menor que 0,05) e maiores do que o esperado para os controles não tratados. Embora muitas medidas tenham diminuído após a contenção (T2-T3), os ganhos líquidos persistiram em todas as medidas avaliadas.

Os Autores concluíram que o uso da terapia deEPR seguida por aparelhos fixos edgewise é um método eficaz para aumentar as dimensões da largura do arco maxilar e mandibular em pacientes em crescimento.


Link do artigo na integra via e-KJO:




terça-feira, 30 de julho de 2019

Superposição de modelos digitais 3D da maxila, usando software de código aberto




Neste artigo de 2019, publicado pela Dental Press Journal of Orthodontics, pelos Autores Murilo Augusto Anacleto, Bernardo Quiroga Souki. Da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Programa de Pós-graduação em Odontologia (Belo Horizonte/MG, Brazil). Mostra a proservação e acompanhamento de uma finalização a longo prazo e sua avaliação através da utilização de sobreposição de modelos digitais.

Historicamente, seja para fins de pesquisa ou acompanhamento clínico, a avaliação ortodôntica dos movimentos dentais foi feita usando modelos de estudo de gesso e radiografias bidimensionais (2D). No entanto, novas fronteiras para o diagnóstico, planejamento e avaliação de resultados de tratamentos ortodônticos surgiram, devido às ferramentas digitais revolucionárias que permitem uma análise computadorizada tridimensional (3D) de movimentos dentais por meio de modelos digitais. No entanto, o software para análise 3D costuma ser caro, resultando em acesso limitado aos ortodontistas. O presente estudo teve como objetivo descrever, por meio de um caso clínico apresentado ao Board Brasileiro de Ortodontia e Ortopedia Facial, um método para a sobreposição de modelos digitais da maxila utilizando um software de código aberto para avaliação de movimentos dentais.

Os autores concluíram o artigo afirmando que a superposição de modelos digitais 3D permite uma análise interessante do movimento dentário que não pode ser realizada com os modelos convencionais de gesso. Ao mesmo tempo, a possibilidade de o operador selecionar regiões de interesse neste software de código aberto torna mais democrático o uso dessa nova tecnologia.

Link do Artigo na Integra via Scielo:

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Resultados da expansão rápida da maxila, de acordo com os níveis de maturação da sutura palatina



Neste artigo 2109, publicado na Progress in Orthodontics, pelos Autores Gülşilay Sayar e  Delal Dara Kılı; Do Department of Orthodontics, School of Dentistry, Istanbul Medipol University,  Unkapanı–Fatih/Istanbul, Turkey. Mostra um estudo comparativo de avaliação da sutura palatina mediana através de cortes tomograficos.

O estudo teve o objetivo comparar a relação entre resultados esqueléticos e dentários do tratamento da expansão rápida da maxila (ERM) em imagens de tomografia computadorizada por feixe cônico (TCFC) entre pacientes com pico pré-púbere (pré-pico) e pico pós-puberal (pós-pico). A hipótese nula foi a de que não houve diferença nos resultados do tratamento da ERM entre os grupos. 

Trinta e dois pacientes  foram submetidos ao protocolo de tratamento ERM e foram classificados de acordo com os níveis de maturação de sutura palatina mediana e, em seguida, divididos em dois grupos como pré-pico e pós-pico. As medidas esqueléticas e dentárias foram realizadas nas imagens de TCFC em T0 (estágio pré-tratamento) e em T1 (estágio pós-tratamento). O teste t pareado foi usado para avaliar os dados distribuídos normalmente e P menor que 0,05 foi considerado como nível de significância.

Houve diferenças significativas entre T0 e T1 dentro dos grupos, mas as mudanças entre os grupos de pacientes pré-pico e pós-pico não foram estatisticamente significantes.

Os autores concluir que  as Mudanças encontradas entre os dois grupos não foram significantes, e a hipótese nula foi excluída.

Link do Artigo na Integra via Progress in Orthodontics:

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Retração palatina em massa segmentada de dentes anteriores superiores: Um estudo com elementos finitos





Neste artigo de 2019, publicado pelo The Korean Journal of Orthodontics, pelos Autores Jae Hyun ParkYoon-Ah KookYukio KojimaSunock YunJong-Moon Cha. Do Arizona School of Dentistry & Oral Health, A.T. Still University, Mesa, AZ, USA; , Kyung Hee University, Seoul, Korea; Department of Orthodontics, The Catholic University of Korea, Seoul St. Mary’s Hospital, Seoul, Korea; Department of Mechanical Engineering, Nagoya Institute of Technology, Nagoya, Japan; Department of Orthodontics, School of Dentistry, Wonkwang University, Iksan, Korea; Wonkwang Dental Research Institute, School of Dentistry, Wonkwang University, Iksan, Korea. Mostra um estudo biomecâncio do fechamento de espaços através de elementos finitos.

O objetivo do estudo com elementos finitos foi esclarecer a mecânica do movimento dentário na retração palatina em massa segmentada de dentes anteriores superiores usando parafusos de ancoragem e braços de alavanca.

Um método de elementos finitos tridimensionais foi usado para simular os movimentos dentarios ortodônticos. A linha de ação da força foi variada alterando a altura do braço de alavanca e a posição do parafuso de ancoragem.

Quando a linha de ação da força passou pelo centro de resistência (CR), os dentes anteriores mostraram translação. No entanto, quando a linha de ação não era perpendicular ao longo eixo dos dentes anteriores, os dentes anteriores moviam-se corporalmente com uma intrusão inesperada, embora a força fosse transmitida horizontalmente. Para mover os dentes anteriores de corpo sem intrusão e extrusão, uma força descendente passando através do CR era necessária. Quando a linha de ação da força passou apical ao CR, os dentes anteriores inclinaram-se no sentido anti-horário durante a retração e, quando a linha de ação da força passou coronal ao CR, os dentes anteriores foram inclinados no sentido horário durante a retração.

Os autores concluíram que o padrão de movimento dos dentes anteriores mudou dependendo da combinação da altura do braço de alavanca e da posição do parafuso de âncoragem. No entanto, esse padrão pode ser imprevisível em situações clínicas, pois a direção do movimento nem sempre é igual à direção da força.

Link do Artigo na Integra via e-KJO:

terça-feira, 25 de junho de 2019

Análise retrospectiva por Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico das alterações de volume das vias aéreas após expansão rápida da maxila por baseada em ancoragem óssea versus os de apoio dentário





Neste artigo de 2019, publicado na Angle Orthodontist, pelos autores Golnaz Kavand; Manuel Lagrave`re; Katherine Kula; Kelton Stewart; Ahmed Ghoneima. Do Department of Orthodontics and Oral Facial Genetics, Indiana University School Dentistry, Indianapolis, IN, USA; Orthodontic Graduate Program, University of Alberta, Edmonton, Alberta, Canada; Department of Orthodontics and Oral Facial Genetics, Indiana University School of Dentistry, Indianapolis, IN, USA; Department of Orthodontics, Hamdan Bin Mohammed College of Dental Medicine (MBRU), Dubai, UAE; and Lecturer, Department of Orthodontics, College of Dental Medicine, Al-Azhar University, Cairo, Egypt. Mostra efeitos da expansão maxilar nas vias aéreas de pacientes submetidos a protocolos.

O estudo teve o objetivo de Comparar as alterações do volume das vias aéreas superiores após a expansão da maxila com aparelhos ancorados esqueléticamente com os apoiados em dentes em adolescentes, avaliando os efeitos dentoesqueléticos de cada modalidade de expansão.

Este estudo retrospectivo incluiu 36 adolescentes que possuiam mordida cruzada maxilar bilateral e expansão maxilar na base óssea (idade média: 14,7 anos) ou expansão maxilar com apoio dentário (idade média: 14,4 anos). Os indivíduos tiveram duas imagens de tomografia computadorizada de feixe cônico adquiridas, uma antes da expansão (T1) e uma segunda após um período de retenção de 3 meses (T2). As imagens foram orientadas e o volume tridimensional das vias aéreas e a expansão dentoesquelética foram medidos. Análise de variância foi usada para testar as diferenças entre os dois métodos de expansão para pré-tratamento, pós-tratamento e mudanças prepost. Testes t pareados foram usados para testar a significância das mudanças de preposamento dentro de cada método.

Ambos os grupos apresentaram aumento significativo apenas no volume da cavidade nasal e nasofaringe, mas não nos volumes da orofaringe e do seio maxilar. Largura intermolar e maxilar aumentou significativamente em ambos os grupos; no entanto, a inclinação vestibular dos molares superiores aumentou significativamente apenas no grupo dos apoiados em dentes. Não houve diferença significativa entre os grupos de expansão dentária e óssea, exceto pelo aumento significativamente maior na inclinação vestibular do primeiro molar superior direito após a expansão do dente.

Os autores concluir que nos adolescentes, tanto a ERM dentária quanto a óssea resultaram em aumento do volume da cavidade nasal e da nasofaringe, além de expansão das larguras intermolar e esquelética da maxila. No entanto, apenas os expansores de dentes causaram uma inclinação vestibular significativa dos molares superiores.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist: