ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Coluna OrtoTecnologia - Distalização em massa dos setores laterais com o arco seccional “Z”


A má-oclusão de classe II é frequente na população que procura tratamento ortodôntico. É caracterizada por alterações no sentido anteroposterior, podendo ser esquelética e/ou dentoalveolar. A distalização do molar superior pode ser um complemento de uma ação ortopédica prévia ou solução efetiva para a correção da classe II. O objetivo deste trabalho foi apresentar o mecanismo de ação do arco seccional “Z”, relatando alguns casos clínicos tratados com este dispositivo, confeccionado com fio Elgiloy azul associado a elásticos intermaxilares, promovendo a distalização dos segmentos posteriores e tornando o tratamento desse tipo de dismorfose uma tarefa menos árdua para o ortodontista.




Nossos agradecimentos ao Prof. Paulo Tomé por nos apresentar mais uma excelente solução para o tratamento da Classe II ... Uma grande satisfação.

Mais informações sobre a coluna OrtoTecnologia:

http://www.ortociencia.com.br/Artigo/Index/21784

segunda-feira, 30 de março de 2015

Mini-implantes vs aparelhos funcionais fixos para o tratamento de pacientes adultos jovens do sexo feminino com má oclusão de Classe II: Um ensaio clínico prospectivo






Neste artigo de 2012, publicado no Angle Orthodontist, pelos autores Madhur Upadhyay; Sumit Yadav; K. Nagaraj; Flavio Uribe; Ravindra Nanda; do Departmentof Craniofacial Sciences, University of Connecticut, Health Center, Farmington; Department of Orthodontics, KLE University, Belgaum, India; Mostra um estudo comparativo dos efeitos estéticos e biomecanicos no protocolo de tratamento da classe II 1ª divisão tratados com mini-implantes associados a extrações de primeiros prés e a terapia com propulsor mandibular. Um excelente estudo !!!

Este estudo foi realizado com o intuito de  comparar os efeitos do tratamento de retração dos dentes anteriores superiors com mini-implantes de ancoragem em adultos jovens com Classe II divisão 1 de Angle, submetidos a extração dos primeiros pré-molares superiores com pacientes similares tratados por um aparelho funcional fixo.

Trinta e quatro adultos jovens do sexo feminino com (idade média de 16,5 + - 3,2 anos, overjet mm> = 6) com má oclusão de Classe II divisão 1, foram divididos em dois grupos: grupo 1 (G1), em que a correção do overjet foi obtida com um aparelho funcional fixo (FFA) e o grupo 2 (G2), na qual os primeiros pré-molares superiores foram extraídos, seguido por fechamento do espaço com mini-implnates como unidades de ancoragem. Alterações do tecido dento esqueléticos e tegumentares foram analisadas em telerradiografias tomadas antes (T1) e após (T2) a correção do overjet.

Ambos os métodos foram úteis na melhora da sobressaliência e relações interincisal. Movimentos de extrusão e mesialisação do molar inferior, juntamente com menor proclinação incisivo, foram observados em G1. G2 mostraram distalização e intrusão do molar superior. O ângulo de Nasio-labial tornou-se mais obtuso no G2, enquanto protrusão do lábio inferior foi observado para G1.

Os autores concluiram que: Os dois protocolos de tratamento, são adequados para a compensação dentária da má oclusão de Classe II, mas não para corrigir a discrepância esquelética. Houve diferenças significativas nos efeitos do tratamento dentário  e dos tecidos moles entre os dois protocolos de tratamento.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

quarta-feira, 18 de março de 2015

Medidas cefalométricas de imagens 3D reconstruídas em comparação com imagens 2D convencionais







Neste artigo de 2011, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Natalia Zamora; Jose M. Llamas; Rosa Cibrian; Jose L. Gandia; Vanessa Paredes; do Department of Orthodontics, Faculty of Medicine and Dentistry, University of Valencia, Valencia, Spain; Department of Physiology, Faculty of Medicine and Dentistry, University of Seville, Seville, Spain. Mostra um estudo comparativo entre as mensurações cefalometricas em imagens 3D e 2D no diagnostico em Ortodontia.  

Este estudo foi realizado com intuito de avaliar se os valores das diferentes medidas tomadas em reconstruções com três dimensões(3D) de tomografia computadorizada cone-beam (CBCT) são comparáveis ​​com as imagens tomadas em duas dimensões (2Dde telerradiografias laterais convencionais (LCR) e para examinar se existem diferenças entre os diferentes tipos de softwares para CBCT ao tomar essas medidas.

Oito pacientes foram selecionados, que ambos tinham uma LRC e um CBCTAs reconstruções 3D de cada paciente na CBCT foram avaliadas através de dois diferentes pacotes de softwareNemoCeph 3D e InVivo5Um observador fez 10 medidas angulares e 3  lineares em cada um dos três tipos de registros em duas ocasiões diferentes.

A confiabilidade intra observadores foi alta, exceto para o plano mandibular e cone facial (do LCR), a distância Na-Ans (usando NemoCeph 3D), e cone facial e a distância Ans-Me (usando InVivo5). Diferenças estatisticamente significativas foram encontradas para as medições angulares e lineares entre o LCR ea CBCTs para qualquer medição, e os níveis de correlação foram elevados para todas as medições.

Não houve diferença estatisticamente significativa encontrada entre as medidas angulares e lineares tomadas com a LCR, e as realizadas com a CBCTNem houve qualquer diferença estatisticamente significativa entre as medidas angulares e lineares usando os dois pacotes de software CBCT.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

segunda-feira, 16 de março de 2015

Fios ortodônticos: conhecer para otimizar a aplicação clínica


Neste artigo de 2009, publicado pela Revista Dental Press, pelas autoras Cátia Cardoso Abdo Quintão, Ione Helena Vieira Portella Brunharo; da disciplina de Ortodontia da Faculdade de Odontologia da UERJ - Rio de Janeiro. Resume as principais características dos fios utilizados em Ortodontia, em relação ao histórico, propriedades mecânicas e aplicação clínica, de acordo com fases específicas de tratamento.


O bom ortodontista deveria possuir a habilidade manual de um artesão e o conhecimento profundo da ciência ortodôntica. Porém, o profissional poderia se questionar: “Estudar fios ortodônticos melhoraria a habilidade manual do ortodontista, ou aumentaria a sua clientela?”. Se apenas a habilidade manual bastasse, grandes artesãos seriam excelentes ortodontistas. Portanto, o conhecimento a respeito de fios ortodônticos permite ao profissional realizar movimentos maiseficientes e evitar danos aos dentes e tecidos de suporte.


A mecânica ortodôntica é baseada no princípio da acumulação de energia elástica e transformação dessa energia em trabalho mecânico, por meio da movimentação dos dentes. Cada ajuste do aparelho armazena e controla o mecanismo de transferência e distribuição das forças. Um ótimo controle do movimento dentário requer a aplicação de um sistema de forças específico, que é devidamente guiado por meio de acessórios, tais como os fios ortodônticos.


Desde quando os primeiros profissionais vislumbraram a possibilidade de promover a movimentação dentária, essa era obtida pelo apoio dos dentes nos fios. Edward Angle foi, indubitavelmente, o patrono da Ortodontia mundial. A especialidade foi a primeira reconhecida pela Odontologia e comemorou 100 anos no congresso da American Association of Orthodontists (AAO), em Chicago/EUA, no ano de 2000. Inicialmente, em 1887, Edward Angle utilizava ligas de níquel-prata para acessórios ortodônticos. Posteriormente, as substituiu pelas ligas de cobre, níquel e zinco, sem prata. Finalmente, as ligas de ouro passaram a ser as de sua escolha.


Até o início da década de 1930, a liga de ouro (tipo IV) foi a mais empregada na fabricação de acessórios ortodônticos. O ouro de 14 a 18 quilates foi rotineiramente utilizado, naquela época, para fios, bandas, ganchos e ligaduras, assim como as bandas e os arcos de irídio-platina. A vantagem das ligas de ouro residia no fato de serem tratadas termicamente, de forma a variar sua rigidez em cerca de 30%, e possuírem excelente resistência à corrosão. No Brasil, as ligas de ouro foram utilizadas pelos pioneiros da Ortodontia brasileira, professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro, até o início da década de 1950.


Os aços inoxidáveis foram introduzidos na Ortodontia em 1929, quando a empresa americana Renfert Company começou a vender fios dessa liga, produzida pela empresa alemã Krupp. No Congresso da AAO de 1931, Norris Taylor e George Paffenbarger introduziram o aço como substituto ao ouro, alegando possuir maior resiliência e menor possibilidade de rompimento sob tensão. Em 1933, o fundador da empresa Rocky Mountain, Archie Brusse, sugeriu o primeiro sistema de aplicação clínica do aço inoxidável em Ortodontia, durante o encontro da Sociedade Americana, na cidade de Oklahoma. A partir de então, a rivalidade entre o ouro e o aço se iniciou formalmente. Fatores econômicos, indubitavelmente, influenciaram, em todo o mundo, esta vasta aceitação do aço em relação ao ouro.


Foi a Elgin Watch Company que, na década de 40, desenvolveu a liga de cobalto-cromo composta por cobalto (40%), cromo (20%), prata (16%) e níquel (15%), primeiramente utilizada na fabricação de molas para relógios. Na década de 60, as ligas de cobalto-cromo foram introduzidas na Ortodontia e patenteadas como Elgiloy®, pela Rocky Mountain Orthodontics.


A liga de beta-titânio tem sido utilizada como material estrutural desde 1952. Porém, até 1979, a tecnologia de trefilação não permitia a fabricação de fios com secções transversais compatíveis com as aplicadas em Ortodontia. Em 1977, a fase beta do titânio foi estabilizada à temperatura ambiente. As primeiras aplicações clínicas dessa liga para a Ortodontia ocorreram na década de 80, quando uma forma diferente de titânio, chamado “de alta temperatura”, foi sugerida. A partir de então, ganharam vasta aceitação clínica e popularidade, sendo comercialmente disponibilizados como “TMA” (titanium molybdenum alloy) e, durante muitos anos, apenas uma empresa possuía o direito de fabricação. Atualmente, o mercado oferece um maior número de marcas comerciais.


Em 1963, as ligas de níquel-titânio foram desenvolvidas no Laboratório Naval Americano, em Silver Springs – Maryland, pelo pesquisador Willian Buehler. Ele observou pela primeira vez o chamado “efeito memória de forma” desse material. Não havia ainda aplicação dessa liga na Ortodontia. Em 1972, a Unitek Corporation produziu essa liga para uso clínico, sob o nome comercial de Nitinol®, composta por 55% de níquel e 45% de titânio, numa estrutura equiatômica. Entretanto, naquela época, a liga não possuía efeito memória de forma ou superelasticidade. Mesmo assim, foi considerada como um avanço para a obtenção de forças leves sob grandes ativações. Em 1976, váriasmarcas de fios de níquel-titânio foram colocadas no mercado ortodôntico e os mesmos foram caracterizados como materiais de alta recuperação elástica e baixa rigidez, ganhando vasta aceitação clínica por essas propriedades. Não apresentavam, entretanto, efeitos de termoativação nem superelasticidade.


As ligas termodinâmicas de níquel-titânio surgiram, para fins comerciais, na década de 90. Além das propriedades de recuperação elástica e resiliência dos fios superelásticos, os fios de níqueltitânio termodinâmicos possuem a característica adicional da ativação pela temperatura bucal.


Como o tratamento ortodôntico estende-se por vários meses, a aparência da aparelhagem é avaliada pelos pacientes como um fator significativo a ser considerado. A demanda pela estética fez com que diversas empresas começassem a produzir, no final da década de 70, braquetes não-metálicos, de policarbonato ou cerâmicos. Atualmente, os braquetes estéticos representam uma realidade na clínica ortodôntica, oferecendo uma alternativa aos metálicos. Entretanto, o mesmo não ocorreu em relação aos fios estéticos, que foram pouco relatados na literatura ortodôntica até meados da primeira década do século XXI.


Muitos ortodontistas escolhem determinados fios ortodônticos com base em impressões clínicas. O ideal, entretanto, seria que a utilização deles estivesse diretamente relacionada ao conhecimento de suas propriedades mecânicas. Na época em que a grande maioria dos ortodontistas utilizava apenas arcos de aço inoxidável com módulos de elasticidade praticamente idênticos para o mesmo diâmetro, a ferramenta mais comumente utilizada para dosar a quantidade de força aplicada era a variação da secção transversal do fio. Com a introdução de novas ligas no mercado que apresentam diferentes propriedades mecânicas, assim como ligas de níquel-titânio e betatitânio, o ortodontista passou a dispor de variáveis adicionais para obter o controle sobre a magnitude da força aplicada.


A utilização de arcos cujas dimensões podem permanecer constantes enquanto suas propriedades mecânicas são alteradas, a fim de atingir aquelas desejadas em determinada fase do tratamento, em teoria, poderia levar a uma menor quantidade de trocas de arco. Porém, para desempenhar esse papel de forma satisfatória, é preciso saber se o arco em questão apresenta a durabilidade necessária para permanecer na cavidade bucal por um período igual ou maior do que a média de permanência dos arcos utilizados até então.


Conhecer cientificamente os fios ortodônticos é tarefa árdua e longa. O tema, entretanto, se torna fascinante na medida em que possibilita ao profissional escolher o melhor protocolo de tratamento para o paciente, realizando tratamentos mais eficazes, mais rápidos, de menor custo e com menor possibilidade de causar danos aos dentes e tecidos de suporte. O mais importante advento do conhecimento de fios, entretanto, reside no fato de permitir ao ortodontista optar por materiais com segurança na escolha, sem se deixar influenciar apenas por recursos de propagandas.




Link do artigo na integra via Scielo:


domingo, 15 de março de 2015

Pensamento da Semana



Nenhum homem bem estruturado e sadio é capaz de realizar grandes feitos. É necessário a dificuldade, o desespero e a inquietude.


Adaptado do bushido (código samurai)

quinta-feira, 12 de março de 2015

Ancoragem Zigomática numa retração em massa no tratamento de uma severa Classe II 1ª Divisão








Neste artigo de 2005, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Nejat Erverdi e Ahu Acar, do Departmento de Ortodontia, da Faculdade de Odontoloiga, Marmara University, Nisantasi, Istanbul, Turquia. Mostra mais uma aplicação das Mini placas numa retração Ortodontica, em um caso limitrofe.


O controle da ancoragem é um dos aspectos mais importantes do tratamento ortodôntico. Ancoragem moderada é relativamente fácil de gerenciar com alguns aparelhos intra-orais e procedimentos biomecânicos. Por outro lado, os casos que requerem ancoragem máxima necessitam de apoio extraoral para reforçar a ancoragem. Em alguns casos, a ancoragem de 100% tem de ser mantido, sendo denomindada uma ancoragem absoluta.


É difícil e muitas vezes impossível ter a ancoragem absoluta obtida por métodos convencionais, tais como aplicação de força extra-oral. Atualmente, os profissionais buscam alternativas em protocolos de ancoragem, que não incorporam aparelhos extrabucais e que não requerem a cooperação do paciente.


Os recentes estudos desenvolvidos no campo da osseointegração tornaram possível o uso de implantes para ancoragem ortodôntica. Wehrbein et al, Bernhart et al, Triaca et al, Tosun et al, e Keles et al, todos com o uso implantes palatinos, utilizados para alcançar ancoragem absoluta e relataram os resultados bem sucedidos.


Alguns outros pesquisadores têm utilizado implantes dentários na ancoragem ortodôntica. O termo ancoragem esquelética tornou-se popular depois das miniplacas de titânio e microparafusos que começaram a ser usados. Na ncoragem em tratamento de mordida aberta esquelética, Erverdi et al e Sherwood et al, utilizados na fixação propiciada por miniplacas de titânio, que foram colocados na região zigomática. Clerck et al utilizaram ancoragem zigomática durante uma retração de dentes anteriorea na maxila. Seus relatos sugerem que os zigomáticos servem como um local útil para a obtenção de ancoragem ortodôntica absoluta.


No caso apresentado, ocorreu uma retração em massa de seis dentes anteriores realizada com fixação zigomática. Em uma tentativa de atingir o movimento corporal do segmento anterior, a força de retração foi aplicada aproximadamente ao nível de centro de resistência do segmento anterior. A paciente tinha 24 anos de idade, mulher que apresentava uma má oclusão de Classe II divisão 1. Suas principais queixas eram uma aparência facial se estática e um sorriso gengival. Sua anamnese não mostrou nenhuma contra-indicação de tratamento ortodôntica.


Neste caso, o ideal da estética facial pode ser atingida através de uma intervenção cirúrgica, o que implicaria numa impactação da maxila e avanço mandibular. Entretanto, a paciente rejeitou fortemente esta opção, se opós e exigiu uma alternativa de tratamento, o que implicaria no uso de um aparelho extra-oral. Com a adoção deste plano de tratamento, extrações de primeiros pré-molares superiores e a retração em massa de seis dentes anteriores, era possível tratar os dentes para uma oclusão aceitável, mas o perfil foi influenciado apenas de forma limitada, com a mandíbula que ficou numa posição retrognata.


Os autores concluiram que a retração em massa dos seis dentes anteriores utilizando ancoragem zigomática óssea é um método eficiente para a correção de um problema de sobressaliência severa.


Link do artigo a integra via Angle Orthodontist:


segunda-feira, 9 de março de 2015

O uso do sobrearco na correção da sobremordida profunda





Neste artigo de 2006, publicado pela Revista Dental Press, pelos autores Marcio Rodrigues de Almeida; Renato Rodrigues de Almeida; Renata Rodrigues de Almeida-Pedrin; da do Curso de Especialização da Faculdade de Odontologia de Lins - UNIMEP; do Departamento de Ortodontia e Odontopediatria da Faculdade de Odontologia de Bauru-USP; da Universidade Cidade de São Paulo UNICID- São Paulo. Mostra casos clínicos, demonstrando a manipulação de um arco de intrusão de incisivos (sobrearco), bem como os efeitos desta abordagem terapêutica.


A mordida profunda se caracteriza por apresentar um trespasse vertical acentuado entre os dentes anteriores.


Esta situação que acomete jovens e adultos pode resultar da irrupção excessiva dos incisivos superiores ou inferiores, da falta de desenvolvimento vertical dentoalveolar posterior e da deficiência esquelética anterior vertical. A sobremordida que apresenta um erro esquelético tipicamente é conhecida como Síndrome da Face curta (hipodivergente) predominando um maior crescimento da altura facial posterior sobre a anterior. O estudo por meio de implantes proposto por Björk clarificou o crescimento maxilomandibular vertical em pacientes hipodivergentes, onde os acompanhou longitudinalmente por 6 anos. Evidenciou que o crescimento condilar se expressa para cima e para anterior e a direção de irrupção dos dentes inferiores assume um padrão mesial, denotando um giro da mandíbula no sentido anti-horário.

Por outro lado quando o maior componente envolvido for dentoalveolar, os dentes ântero-inferiores podem estar envolvidos, assim como os molares inferiores. Um ponto importante e muito polêmico diz respeito à forma de correção das sobremordidas. Como salientado por Burstone, frente a esta má oclusão deve-se inicialmente reconhecer a sua natureza para posteriormente aplicar uma terapêutica correta. Segundo Bennett e McLaughlin, clinicamente pode-se corrigir a mordida profunda por meio da A) extrusão posterior, B) verticalização dos molares, C) vestibularização dos incisivos e da intrusão dos incisivos.

A intrusão dos incisivos permite a correção da sobremordida com melhor controle dos efeitos secundários observados na região posterior. O mecanismo de intrusão pode ser realizado utilizando o Arco Base de Ricketts, o arco de Intrusão de Burstone, o arco de três peças, alavancas (cantilevers) e sobrearcos, como ilustrado nas figuras.


Na mecânica de intrusão dos dentes anteriores é de primordial importância utilizar forças de baixa magnitude e de longa duração. A força de baixa magnitude permite intruir os incisivos de modo que não ocorra reabsorção radicular extensa. Os ortodontistas, em geral, denotam um certo receio quando se fala em movimento de intrusão, pois certamente se mal controlado é um movimento que se direciona contrariamente ao alvéolo, podendo causar reabsorção no ápice.


Para explicar melhor a afirmação anterior, Costopoulos e Nanda compararam dois grupos tratados, sendo um com mecânica fixa que serviu de controle e outro com intrusão de incisivos em jovens que apresentavam sobremordida. Após 4 meses de estudo, observaram que o grupo que sofreu intrusão com um arco de TMA e força de 15 gramas por dente apresentou radiograficamente 0,6mm de reabsorção enquanto que o grupo controle (aparelho fixo) demonstrou 0,2mm. Concluíram que a mecânica de intrusão propiciou uma reabsorção discreta quando comparada àquela observada no tratamento fixo convencional. Não houve correlação com a quantidade de intrusão e a de reabsorção. Para intrusão de incisivos recomenda-se uma força de 25 a 30 gramas. Além do controle da magnitude de força e da sua constância, Burstone cita como fatores importantes que devem ser levados em consideração os seguintes itens:1) Uso de pontos de contato para aplicação da força; 2) Seleção do ponto de aplicação da força; 3) Intrusão seletiva (caninos x caninos + incisivos); 4) Controle dos efeitos colaterais da mecânica.


O sistema de intrusão dos incisivos gera um momento nos molares de ancoragem promovendo a inclinação distal da coroa e uma pequena extrusão. Para minimizar estes efeitos pode-se utilizar a barra transpalatina como reforço da ancoragem no arco superior e o arco lingual de Nance no inferior. A associação de um aparelho extrabucal também contribui para melhorar a inclinação radicular dos molares.



Link do artigo na integra via Dental Press:


sexta-feira, 6 de março de 2015

Historia da Ortodontia - Calvin Case
























Calvin Suveril Case (1847-1923) formou-se em Odontologia em 1871 e em Medicina em 1884. Foi um dos primeiros profissionais a tentar realizar com a ortodontia a movimentação de corpo dentário com o controle de aparelhos, e a utilizar fios (.016" e ,018" ouro), e também em conjunto com Henry Baker, foram os primeiros a utilizar elásticos Classe II para correção Ortodontica, com um trabalho apresentado no congresso da Columbia Dental Association em 1893, no qual expos casos tratados com ortodontia associada a elásticos intermaxilares.


Ele também acreditava que, embora os arcos dentários pudessem ser expandidos para acomodar todos os dentes, isso não poderia garantir uma estabilidade a longo prazo. Sendo um dos defensores da “rational school” a qual ele se inseria se opunham, dessa forma, à teoria do criacionismo e da perfeição do homem, defendida pela “new school” de Angle.


Embora não possuísse um volume suficiente de pesquisas para subsidiar suas idéias, Case era um dos maiores anatomistas da época, afirmava que as contraposições à filosofia de Angle eram pelo fato da inabilidade de se expandir o osso basal, da limitação em se expandir o osso alveolar e pelo fato de muitas das más oclusões ocorrerem em virtude da discrepância basal maxilo-mandibular, não podendo, dessa forma, serem resolvidas em pacientes sem crescimento.


Ele defendia exodontias para corrigir deformidades faciais, embora menos do que 10% dos seus pacientes possuíam esta indicação, pois ele não acreditava que o paciente deveria ser tratado sob um modelo único, e que em alguns casos, a exodontia se fazia necessária. Ao fazer esta proposta de tratamento, incorreu na ira de Angle e seus discípulos. Case no outono de 1911 juntamente a Cryer, Dewey, Ferris, Buckley, Bowman y Hinman, na Reunião Anual da National Dental Association em Chicago, participaram de um debate que veio a ser conhecido como o "Grande Debate da Extração". Desde então se aceitam as extrações como um recurso terapêutico, imprescindível em muitos casos.


Calvin Case, criticava também no método de Angle, um certo descuido no relacionamento dos dentes com a face, isto é, no perfil facial. Outra crítica feita por Case e outros profissionais era que, embora a maloclusão fosse um problema tridimensional, no sistema de Angle somente os desvios antero-posteriores foram levados em consideração, condenando Angle por produzir "faces feias".


Angle inventou e patenteou inúmeros dispositivos para terapia ortodôntica. Em 1890, construiu um aparelho ortodôntico que denominou de arco "E", que consistia de um arco vestibular pesado de expansão unido por soldas a duas bandas parafusadas nos dois primeiros molares. Tal aparelho era vendido montado em cartões, deste modo, o dentista realizava soldagens simples, e instalava-o no paciente. Angle foi muito criticado por isso, principalmente pelo Dr. Calvin Case, que acreditava que os aparelhos deveriam ser feitos pelo ortodontista de forma personalisada para cada paciente.




Link de um artigo de 1904 do Dr. Calvin Case publicado pela Dental Cosmos:


terça-feira, 3 de março de 2015

Aparelho Funcional Estético Híbrido (AHF): Uma Proposta na Ortodontia Funcional

Neste artigo de 2013, publicado no Case Reports in Dentistry, pelo autor Christos Livas, do Department of Orthodontics, University of Groningen, University Medical Center Groningen, Hanzeplein,  Groningen, Holanda. Mostra a concepção de um aparato ortodontico removível bi maxilar estéticos confeccionado com folha de poliuretano e acrílico. 

Na ortodontia moderna, a estética parece ter uma influência decisiva sobre as preferências aparelho ortodôntico e aceitabilidade do mesmo. Este artigo relata a aplicação antecipada de um dispositivo funcional recentemente surgiu com a estética melhorada de tratamento da Classe II. Perspectivas do paciente e considerações técnicas foram discutidas juntamente com recomendações no desenvolvimento de design. O autor afirma que a utilização de aparelhos à base de material termoplástico pode atender tanto as exigências terapêuticas com estéticas em grupos etários mais jovem.

Como o título indica, AHF, este aparelho destina-se a integrar a estética com tratamento ortodôntico funcional. A concepção vem de um dupla placa, que consiste em peças termoplásticas e de acrílico. O componente superior é formado uma placa de vácuo, feito de folha de polietileno transparente, dura-elástica com e 2 milímetros de espessura, dotado com uma barra de avanço de acrílico posicionado na região palatina anterior. Do mesmo modo, a placa inferior é construída por um material termoplástico da mesma largura que cobre totalmente os seis dentes anteriores.


  



O autor concluiu que, utilizando um dispositivo funcional novo e posteriormente  aparelhos fixos, a discrepância esquelética sagital de uma jovem foi corrigida. Este protocolo auxiliar de desenvolvimento precisa  de testes clínicos necessários para aumentar as características técnicas e de elucidar a eficiência do tratamento e os efeitos do aparelho AHF. No conjunto, os materiais termoplásticos podem ser potencialmente utilizado na fabricação dos aparelhos ortodôntico funcionais.


Link do artigo na integra via ncbi:

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

EFEITO DA TERAPIA LASER DE BAIXA POTÊNCIA NO AUMENTO DA VELOCIDADE DA MOVIMENTAÇÃO ORTODÔNTICA.


Dissertação apresentada como parte dos requisitos para obtenção do Grau de Mestre Profissional em Lasers em Odontologia, pelo Dr. RODRIGO RAMOS VIEIRA, no INSTITUTO DE PESQUISAS ENERGÉTICAS E NUCLEARES FACULDADE DE ODONTOLOGIA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO.

Esta dissertação avaliou o efeito da terapia com laser de baixa potência na movimentação ortodôntica de caninos superiores, bem como seu efeito analgésico após as ativações. Foi utilizado, também, braços de alavanca acoplados aos brackets dos caninos para realizar translação (movimento de corpo) dos caninos superiores através do seu centro de resistência, durante a retração, e tornamos mais curto o intervalo entre as consultas a fim de maximizar o tratamento ortodôntico.


Sete pacientes foram selecionados para o estudo com indicação de exodontias dos 1os pré-molares superiores. Os dentes foram distalizados por meio de uma mola de NiTi (Níquel-Titânio) presa nos brackets dos caninos até os mini-implantes, que exerceram uma ancoragem absoluta e temporária. O laser de diodo de 780nm (GaAlAs) foi aplicado pontualmente com 10 pontos ao longo das fibras periodontais do canino (5 vestibulares e 5 palatinos). O protocolo de irradiação foi de 5J/cm2, durante 10 segundos por ponto, totalizando 2J de irradiação. A velocidade de retração dos caninos do lado irradiado foi significativamente maior em 4 dos 7 pacientes, no grupo onde não se observava pigmentação melânica gengival.




Durante a pesquisa nenhum paciente sentiu dor após as ativações. Futuras investigações devem ser realizadas a fim de proporcionar um efeito positivo da laserterapia no aumento da velocidade de movimentação dentária em pacientes com pigmentação melânica gengival. Mesmo assim, nossos resultados sugerem que o laser pode acelerar significativamente a movimentação dentária.


http://www.ipen.br/conteudo/upload/200905061151500.MPLO%202009%20Dissertacao%20Rodrigo%20Vieira.pdf

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Avaliação de fricção de braquetes autoligaveis estéticos




Neste artigo publicado em 2010, pela Angle Orthodontist pelos autores John C. Voudouris; Christos Schismenos; Kresimir Lackovic; Mladen M. Kuftinec; do Department of Orthodontics, New York University, College of Dentistry, Nova Iorque. Faz um estudo do atrito gerado com os braquetes auto-ligáveis estéticos de varias marcas disponíveis no mercado.

Este estudo foi realizado com intuito de testar as forças de atrito (FRS) gerada entre vários arcos Ortodonticos (1) Interação Braquetes auto-ligaveis (ISL) (2) Braquetes ligados convencionalmente(CL).

forças de atrito produzidas entre três diferentes combinações de arco e os braquetes auto-ligáveis(SL) (cerâmica e metal no slot ou todo em metal) e braquetes de CL (metal ou cerâmica), foram avaliados em um ambiente seco. Os três tipos de braquetes testados foram ISL In-Ovation - C, In-Ovation-R, e Damon 3. Os três Braquetes CL foram Mystique com Neo Clip, clarity, e Ovation. Cada braquete foi testado com fios 0,020", 0,019 X 0,025" e 0,018X0,018" revestido.

Os brauetes ISL geralmente apresentaram as menores forças de atrito, independentemente do material e do tamanho do fio, e os braquetes CL apresentaram consistentemente maior forças de atrito. Mystique, Neo Clip produziram menor atrito de todos os braquetes. Os braquetes In-Ovation-C demonstraram menor resistência ao atrito do que os braquetes SL In-Ovation-R e Damon3 , bem como os braquets CL Clarity e Ovation.

Os braquetes ISL cerâmicos produziram menor atrito de todos os braquetes auto-ligáveis. Os Braquetes CL cerâmicos produziram o maior atrito.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Ortodontia em Luto - Perdemos o Prof. Dr. Charles Burstone - 10/02/2015


A Ortodontia no dia 10/02/2015, perdeu um dos seus grandes Icones, o Professor Dr. Charles Burstone. Que desenvolveu e aperfeiçoou a Biomecânica Ortodontica baseada numa filosofia de tratamento com aparatologia associada a arcos segmentados....

Ele formou em odontologia em 1950, na Universidade de Washington em St. Louis.  Dr. Burstone começou sua carreira na ortodontia, completando seu mestrado em 1955. Nesse mesmo ano, tornou-se professor assistente no Departamento de Ortodontia da Universidade de Indiana. Em 1970 tornou-se professor da cadeira de Ortodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade de Connecticut e em 1971, também professor do departamento de Engenharia Mecânica da mesma Universidade. Em 1994 tornou-se Professor Emérito do Departamento de Ortodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade de Connecticut. Onde Publicou inúmeros Artigos, Capítulos e Livros.

Agora ficou todo seu legado e nossas reverencias a suas inestimáveis contribuições voltadas a Ciência Ortodontica.

Link sobre a Biografia do Professor Charles Burstone:




quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Influência dos imunossupressores no metabolismo ósseo e movimento dentário: revisão de literatura




Neste artigo de 2009, publicado pela Revista Odonto Ciência da PUC Rio Grande do Sul, pelos autores Rogério Lacerda dos Santos; Renato Torres Gonçalves; Marco Aurélio Martins; Margareth Maria Gomes de Souza; do Instituto Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro; Discute a influência dos imunossupressores no metabolismo ósseo e movimento dentário em Ortodontia. Tema interessante.

O movimento ortodôntico é dependente da capacidade das células do periodonto de reagir ao estímulo mecânico. A ativação e o recrutamento osteoclástico devem ser induzidos na zona adjacente ao lado de pressão do tecido periodontal para que ocorra o movimento dentário. A remodelação óssea e o deslocamento dentário ocorrem por meio de processo inflamatório envolvendo osteoclastos, osteoblastos, neuropeptídeos, citocinas, fatores nucleares e alterações na inervação e vascularização local.

Recentemente, um fator intermediário, receptor ativador do fator nuclear (NF-kappaB) ligante (RANKL), presente na superfície dos osteoblastos foi encontrado, sendo o mes-mo responsável pela indução de osteoclastogênese, juntamente com seus receptores celulares, receptor ativador de NF-kappaB (RANK) e receptor osteoprotegerina (OPG), constituindo um novo sistema de citocinas. RANKL, produzido por células de linhagem osteoblástica e por linfócitos T ativados, é o fator essencial para a formação, fusão, ativação e sobrevivência dos osteoclastos, resultando na reabsorção óssea. RANKL ativa seus receptores específicos, RANK localizados em osteoclastos e células dendríticas, e sua sinalização em cascata envolve a estimulação dos percursos c-jun, NF-kappaB, e serina/treonina quinase PKB/Akt.

Os efeitos da RANKL são contrabalanceados através da OPG que atua como um receptor solúvel neutralizador.RANKL e OPG são regulados por vários hormônios (glicocorticóides, vitamina D, estrogênio), citocinas (fator necrose tumoral alfa, interleucinas 1, 4, 6, 11 e 17), e vários fatores de transcrição mesenquimal (tais como cbfa-1). OPG também é produzida por células do ligamento periodontal humano, fibroblastos gengivais, células pulpares e células epiteliais e evidenciou ser um fator fundamental para inibição de diferenciação e ativação de osteoclastos na remodelação óssea alveolar durante a movimentação ortodôntica. Recentes estudos clínicos confirmaram que ambos RANKL e OPG podem ser detectados em fluído crevicular gengival humano (GCF) e observaram que se RANKL aumenta OPG estará diminuído durante o movimento ortodôntico.

Anormalidades do sistema RANKL/OPG implicam na patogênese da osteoporose pós-menopausa, artrite reumatóide, doença de Paget, doença periodontal, tumores ósseos benignos e malignos, metástases ósseas e hipercalcemia, enquanto a administração do OPG demonstrou prevenir ou atenuar esses transtornos em modelos animais. Excesso ou defeito na produção de RANKL, RANK e OPG exibem os extremos de fenótipos esqueléticos – osteoporose e osteopetrose. A descoberta e caracterização de RANKL, RANK e OPG somados a estudos posteriores alteraram os conceitos de metabolismo ósseo e cálcio, e levaram a melhor compreensão da patogênese das doenças ósseas metabólicas em busca de medicamentos que poderão constituir a base de estratégias terapêuticas inovadoras.

Existem medicamentos capazes de afetar o metabolismo ósseo e a taxa de movimento dentário. Alguns desses medicamentos são os imunossupressores que afetam a síntese de citocinas e são inibidores da calcineurina-fosfatase (ciclosporina e tacrolimus) sendo responsáveis, em parte, pela maior sobrevida dos pacientes transplantados e pela redução na dose de glicocorticóides. Porém, à semelhança dos glicocorticóides, os inibidores da calcineurina-fosfatase também provocam diminuição da massa óssea, sendo que a maior perda óssea ocorre nos primeiros 6 meses após o transplante, quando a terapêutica imunossupressora é mais agressiva. Apesar da tendência atual recomendar a menor dose total de imunossupressores, muitos pacientes transplantados ainda desenvolvem fraturas como complicação.

As drogas imunossupressoras podem ser agrupadas em biológicas e químicas conforme seu local de ação e seus efeitos nos linfócitos. Os imunossupressores mais usados atualmente são os que afetam a síntese de citocinas (glicocorticóides, ciclosporina-CsA, tacrolimus-FK506, Sirolimus-RAPA) e os que afetam a síntese de nucleotídeos (azatioprina, micofenolato mofetil). Ao longo dos últimos anos, com o crescente uso de imunossupressores, têm-se questionado a ação destes medicamentos sobre o metabolismo ósseo.

Pode-se concluir que os imunossupressores que afetam a síntese de citocinas (glicocorticóides, ciclosporina-CsA, tacrolimus-FK506 e Sirolimus-RAPA) interferem no metabolismo ósseo e podem causar maior movimentação dentária. É possível tratar ortodonticamente pacientes subme-tidos à terapia imunossupressora de manutenção com efeitoscolaterais mínimos, desde que monitorados por acompanha-mento médico a partir de exames de densitometria óssea.


Link do artigo na integra via revistas eletronicas PUCRS: