ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Aparelho Herbst: Protocolos de tratamento precoce e tardio








Neste artigo de 2005, publicado pela Revista Dental Press, pelos Autores Omar Gabriel da Silva Filho, Carlos Alberto Aiello, Marcelo Veloso Fontes; do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais, Universidade de São Paulo (HRAC/USP), Bauru - São Paulo. Discorre sobre os protocolos de tratamento precoce e tardio para a correção da deficiência mandibular com o aparelho Herbst.


O aparelho Herbst consiste num aparelho intrabucal de ancoragem intermaxilar recíproca. Isso implica que a ação do aparelho em avançar a mandíbula provoca uma reação igual e contrária no arco dentário superior. Assim, a instalação do mecanismo Herbst induz uma força superior e posterior nos dentes superiores (reação) e uma força inferior e anterior nos dentes inferiores (ação). A utilização de uma ancoragem pesada tem pretensões de transformar a ação do mecanismo telescópico em resposta ortopédica (remodelação da ATM e aumento no comprimento mandibular) e neutralizar a força de reação. Neste contexto, o planejamento da ancoragem retoma o propósito de minimizar o efeito ortodôntico em benefício do ganho ortopédico quando da adaptação do mecanismo telescópico bilateral responsável pelo avanço mandibular contínuo.


O que fica claro na literatura é que o aparelho Herbst, depois da sua reintrodução e crescente popularidade na Ortodontia, ganhou diferentes versões. A ancoragem original prevê uma estrutura metálica fixa em ambos os arcos dentários. Uma das possibilidades de ancoragem metálica fixa é o apoio no maior número de dentes posteriores mediante o emprego de uma armação metálica fundida ou sua estrutura mais próxima, que corresponde à armação metálica soldada usando bandas como elemento de união intra-arcos. Tendo como um dos motivos a fragilidade estrutural nos locais de solda, pontos de constante quebra, a estrutura metálica soldada também tem sido substituída pelo esplinte de acrílico cobrindo toda a extensão dos arcos dentários. O esplinte pode ser colado somente no arco dentário inferior ou em ambos os arcos dentários, e até mesmo ser removível inferior, ou removível em ambos os arcos dentários. As ancoragens alternativas pendentemente do protocolo de tratamento, se instalado na dentadura mista ou na dentadura permanente.


O aparelho baseia-se numa adaptação do aparelho expansor fixo tipo Haas, usado previamente à instalação do mecanismo telescópico, e com familiaridade pelos autores, para a descompensação transversal da maxila. O apoio mucoso de resina acrílica delineia a abóbada palatina enquanto que a barra de conexão contorna o arco dentário superior em sua maior extensão, ou pelo menos até o seu limite palatino posterior. Depois de instalado o aparelho de ancoragem superior, o parafuso expansor é acionado até a descompensação transversal da maxila, para a correção da deficiência transversal presente com freqüência na má oclusão Classe II, divisão 1.


A ancoragem inferior, puramente dentária e metálica, tenta recrutar o maior número de dentes possível. Os dentes de ancoragem são unidos por um arco lingual de Nance modificado pela extensão vestibular, que parte do primeiro molar, em direção anterior, para receber o dispositivo que fixa o pistão ou êmbolo do mecanismo telescópico e é interrompida na região de canino, quando é soldada no arco lingual.


Toda mecanoterapia vislumbra um objetivo definido e baseia-se numa estratégia de ação coerentemente planejada levando em consideração características como: morfologia da má oclusão, gravidade do problema, estágio do desenvolvimento oclusal, idade e cooperação do paciente, formação profissional e, finalmente, a própria expectativa do paciente e familiares no tocante aos resultados do tratamento. Isso se aplica também para a má oclusão Classe II, cujo universo terapêutico abrange uma infinidade de aparelhos, bem como épocas diferentes de intervenção, não raro desafiando a concepção morfogenética ao se recorrer aos aparelhos de efeito ortopédico sobre o crescimento mandibular, uma vez que cerca de 70% das más oclusões Classe II apresentam deficiência mandibular. De um modo geral pode-se resumir em dois os inúmeros protocolos de tratamento para a má oclusão de Classe II, considerando-se a época de tratamento. O tratamento precoce, em duas fases, e o tratamento tardio, em uma única fase.


A indiscutível superioridade do aparelho Herbst em relação aos aparelhos removíveis da Ortopedia Funcional dos Maxilares reside no fato de ser fixo e, conseqüentemente, desencadear o avanço contínuo da mandíbula. Por isto, nenhum outro dispositivo dito ortopédico supera o aparelho Herbst no que se refere a tirar da mandíbula seu potencial máximo de crescimento induzido. As imagens da ATM, quer por ressonância eletromagnética, radiografias convencionais ou histologia, dão demonstração cabal do potencial de remodelação da ATM frente ao deslocamento contínuo do côndilo em direção à eminência articular. As pesquisas justificam o reposicionamento do côndilo dentro da fossa articular pelo crescimento condilar e pela remodelação da fossa articular. Isso não parece ser pura contaminação pelo entusiasmo que o aparelho fixo tem despertado em países que tradicionalmente cultivam aparelhos ortopédicos funcionais removíveis. Artigo recente em periódico nacional resume a literatura pertinente ao comportamento da ATM frente ao uso dos aparelhos ortopédicos.


Assim como os aparelhos de avanço mandibular intermitente, além de potencializar o crescimento mandibular, o aparelho de Herbst induz as nem sempre bem-vindas alterações ortodônticas, que podem alcançar mais de 50% do efeito total do aparelho. As alterações ortodônticas podem ser consideradas “perda de ancoragem” e incluem: distalização e intrusão dos molares superiores, verticalização dos incisivos superiores, vestibularização dos incisivos inferiores e extrusão e mesialização dos molares inferiores.



Link do artigo na integra via Scielo:


quinta-feira, 24 de julho de 2014

Efeitos biomecânicos do aparelho funcional fixo sobre as estruturas craniofaciais







Neste artigo de 2009, punlicado pela Angle Orthodonthist, pelos autores Priyankar Panigrahi; Varadarajan Vineeth; do Department of General and Specialist Dental Practice, College of Dentistry, University of Sharjah, Sharjah, United Arab Emirates e do Department of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, Coorg Institute of Dental Science, Coorg, Karnataka, India. Mostra mais um estudo que utiliza o método do elementos finitos no estudo da biomecânica ortodontica.


Este estudo avaliou o deslocamento e distribuição de tensões sobre as estruturas craniofaciais associadas com a terapia funcional fixo.


Um modelo de elementos finitos do crânio humano foi construído a partir de imagens seqüenciais de tomografia computadorizada em intervalos de 2 mm, utilizando um crânio humano adulto seco. Neste estudo, linear, elementos finitos de quatro nodal, tetramesh e triangular foram utilizadas com seis graus de liberdade em cada um dos seus nós.


A mandíbula inteira mudou antero inferiormente. Seu deslocamento máximo foi observado em regiões da sinfise e da sifise média. O processo pterigóide foi deslocado em uma direção pósterior. O deslocamento ânterior da dentição mandibular foi mais pronunciada na região do incisivo, enquanto a dentição maxilar foi deslocado postero superiormente. A dentição toda sofreu tração, exceto os dentes posteriores superiores. O esforço de tração também foi demonstrado no ponto A, os processos pterigóides e a mandíbula, e a mínima compressão ao stress foi demonstrado na espinha nasal anterior. Máxima tensão de tração ocorreu na região do pescoço e da cabeça condilar.


Os autores concluiram que a terapia funcional fixa, provoca um deslocamento pósterior da dentição maxilar e processos pterigóides e, portanto, pode contribuir para a correção da má oclusão de Classe II. O deslocamento foi mais acentuado na região dentoalveolar em relação ao deslocamento do esqueleto. Todas as estruturas dentoalveolares sofreram tração, exceto espinha nasal anterior e os dentes superiores posteriores.




Link do artigo na integrs via Angle Orthodonist:


quarta-feira, 23 de julho de 2014

A extração de segundos molares superiores para o tratamento da Classe II






Neste artigo de 2010, publicado pelo Dental Press Journal Orthodontics, pelos autores, Maurício Barbieri Mezomo, Manon Pierret, Gabriella Rosenbach, Carlos Alberto E. Tavares. do curso de Odontologia da UNIFRA – Santa Maria/RS, do curso de Especialização em Ortodontia da ABO-RS. Apresenta uma abordagem alternativa para o tratamento ortodôntico das más oclusões de Classe II.
  
A proposta de extração de dentes permanentes como parte do tratamento ortodôntico gerou opiniões divergentes desde seu início, com Angle e Tweed. Atualmente, é rotina no planejamento ortodôntico a extração de pré-molares, principalmente os primeiros. Tais exodontias são indicadas em casos de apinhamento, biprotrusão e presença de perfil esteticamente desagradável (quando se torna benéfica a retração dos dentes anteriores). Esses dentes estão próximos do centro de cada quadrante da arcada e, normalmente, estão próximos do local do apinhamento. Entretanto, em algumas situações a extração de outros dentes pode ser mais apropriada e vantajosa. 

As extrações de molares não são recentes. Chapin, em 1939, já sugeria a remoção desses dentes como alternativa à remoção de pré-molares. Diversos autores têm sugerido a remoção do segundo molar superior para a correção da má oclusão de Classe II, 1a divisão, com excessiva inclinação vestibular dos incisivos e sem diastemas, com mínima sobressaliência e presença dos terceiros molares em boa posição e forma adequada. Casos de pacientes com padrão facial dolicocefálico, tendência de crescimento vertical e necessidade de distalização dos primeiros molares são especialmente beneficiados pela extração dos segundos molares, pois a tendência de abertura da mordida é diminuída.
Os segundos molares também podem ter indicação de extração no caso de apresentarem patologias (erupção vestibular, anomalias de coroa ou raiz, anquilose, cáries ou restaurações extensas e defeitos no esmalte), sendo substituídos pelos terceiros molares saudáveis. 

As conclusões da maioria dos estudos coincidem em relação ao momento oportuno para se proceder às extrações, os melhores resultados são obtidos quando os segundos molares são removidos e os terceiros molares estão num estágio de desenvolvimento em que a coroa está totalmente desenvolvida, com pouca ou nenhuma formação radicular.
Após a extração dos segundos molares superiores, segue-se a distalização dos primeiros molares da mesma arcada, para que seja obtida uma relação de Classe I. Alguns autores relataram que esse movimento de distalização é mais fácil quando realizada a remoção do segundo molar.
Um dos objetivos de qualquer tratamento ortodôntico é a estabilidade dos resultados obtidos no final da terapia. Os autores concordam que a extração de segundos molares promove uma estabilidade não observada em outras formas de tratamento. Como não há necessidade de fechamento de espaço com essa modalidade de tratamento, não há problema da recidiva de reabertura de espaços no meio da arcada. Alguns autores, comparando grupos com e sem a extração dos segundos molares, relacionaram a estabilidade dos resultados ao fato de não ocorrer vestibularização dos incisivos inferiores no grupo que sofreu extração, em contraste com o que ocorreu com o outro grupo.

A supraerupção do segundo molar inferior pode ocorrer enquanto se aguarda a erupção do terceiro molar superior, esse problema está principalmente relacionado à porção distal desses dentes, a qual não possui contato com o primeiro molar superior. O uso de aparelho fixo ou arco lingual, bem como de uma placa removível, previne esse movimento indesejado do segundo molar inferior.
Quando a terapia ortodôntica é concluída, o terceiro molar, que assumirá a posição previamente ocupada pelo segundo molar extraído, geralmente não está irrompido. Após a erupção desse dente, e não estando ele em uma posição considerada ideal para a obtenção de uma oclusão satisfatória do ponto de vista funcional, torna-se necessário que seja retomada a terapêutica ortodôntica, com a finalidade de se conseguir bons resultados. 

A cooperação do paciente é importante durante o tratamento ortodôntico, pois o mesmo exige sua participação em todos os aspectos. Nos casos em que há necessidade de distalização do primeiro molar superior, o uso do aparelho extrabucal exige muito sua colaboração, principalmente na fase inicial do tratamento. Considerando esse fator, alguns autores propuseram o uso de mecanismos intrabucais para distalização do primeiro molar, não sendo crucial a colaboração do paciente. 

Um dos grandes riscos dessa alternativa de tratamento é a não-erupção do terceiro molar ou formação radicular inadequada desse dente.


As contraindicações, que vão exatamente na direção oposta aos critérios necessários para a extração de segundos molares, podem ser: presença de terceiros molares com raízes pequenas ou mal formadas, terceiros molares com tamanho excessivamente grande, ausência de terceiros molares, a possibilidade de terceiros molares envolvendo a área sinusal, terceiros molares posicionados horizontalmente, ausência congênita de pré-molares ou incisivos, severa deficiência de espaço e possibilidade de falha na erupção dos terceiros molares. Também são contraindicadas em pacientes com severa deficiência de espaço anterior, com mínimo problema de espaço ou com pronunciada protrusão dos incisivos. 

Considerações Finais dos Autores
A extração dos segundos molares superiores, quando corretamente indicada, é uma alterna- tiva de tratamento benéfica para os pacientes, pois poderá até diminuir o tempo de tratamen- to e simplificar a mecanoterapia. Entretanto, é imprescindível que se utilizem os recursos diagnósticos disponíveis, para que se faça uma correta seleção dos casos que serão submetidos a essa terapia.
Nos casos clínicos apresentados no presente artigo, a exodontia dos segundos molares foi realizada para facilitar a distalização dos primeiros molares superiores, com consequente correção da Classe II nos pacientes sem crescimento facial. Já a exodontia dos primeiros pré-molares foi realizada para a melhora do perfil facial e correção da discrepância anterior das arcadas, seja pelo severo apinhamento ou pela protrusão exagerada dos incisivos inferiores.
Os casos clínicos servem como exemplos de como um bom diagnóstico, aliado a um paciente colaborador, pode resultar em um tratamento cujos objetivos de melhoria na estética e função sejam atingidos de forma favorável.

Link do artigo na Integra via Scielo:
http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v15n3/12.pdf




terça-feira, 22 de julho de 2014

Colagem em Superfícies de Amálgama, Ouro e Porcelana

Este artigo publicado em 2002, no J Bras Ortodon Ortop Facial, os Autores: Sérgio VIEIRA, Armando SAGA, William WIELER e Hiroshi MARUO do Programa de Pós-Graduação em Odontologia – Mestrado em Ortodontia – PUC-PR; buscaram realizar uma revisão dos materiais e das técnicas mais recentes para colagens de acessórios ortodônticos, trazendo ao ortodontista condições de realização de colagens eficientes em superfícies artificiais, como amálgama, ouro e porcelana.





 Com base na literatura pertinente consultada, chegou-se às seguintes conclusões: 


  1. é possível realizar colagens ortodônticas e cientes em restaurações de amálgama e à superfície de porcelana;  
  2. há necessidade de mais estudos para que se possa obter colagem em ouro clinicamente aceitável; 
  3. o preparo de superfície metálica ou de porcelana pelo jateamento apresenta características retentivas superiores às realizadas com ponta diamantada; 
  4. o material que apresentou maior resistência à tração (Mpa), para colagens ortodônticas em restaurações de amálgama, foi o Super- bond C&B (Metabond C&B); 
  5. a resina Concise com aplicação intermediária de All-Bond 2 Primers A+B também foi efetiva para colagem em restaurações de amálgama; 
  6. independentemente do preparo da superfície de porcelana, o silano aumentou a resistência de colagem; 
  7. o ácido hidrofluorídrico é mais efetivo que o jateamento para a asperização da superfície da porcelana, porém apresenta riscos quanto à sua utilização devido ao seu grande potencial corrosivo; 
  8. a utilização do ácido hidrofluorídrico e a remoção do glaze aumentaram o índice de fraturas da superfície da porcelana.
Para ler o artigo completo clique aqui


 J Bras Ortodon Ortop Facial, Curitiba, v.7, n.41, p.415-424, set./out. 2002.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Um método de sobreposição da arcada dentária inferior usando Tomografia Computadorizada cone beam 3D e modelo ortodôntico digital 3D







Neste artigo de 2012, publicado pelo THE KOREAN JOURNAL of ORTHODONTICS, pelos autores Tae-Joon Park, Sang-Hyun Lee e Ki-Soo Lee; do  Department of Orthodontics, Graduate School, Kyung Hee University School of Dentistry, Seoul, Korea. Mostra um estudo que procura mostrar a viabilidade e aplicação de dois métodos de sobreposição dos modelos digitais em imagens tomográficas.

O objetivo deste estudo foi desenvolver um método de superposição de imagens imagens em 3 dimensões (3D) do arco inferior usando tomografia computadorizada de feixe cônico  (CBCT) e  modelagem ortodôntica 3D digital.

Imagens 3D de TCFC foram adquiridas pela substituição da parte dental das imagens em 3D com imagens tomográficas odontológicas precisas de um modelo 3D digital ortodôntico. As imagens foram adquiridas antes e após o tratamento. Para a sobreposição, dois métodos de sobreposição foram concebidos. Sobreposição de superfície foi baseada na estrutura da mandíbula por emparelhamento de superfície-a-superfície (método de melhor ajustamento) osso basal. O plano de superposição foi baseado em estruturas anatômicas (forame mental e lingual). Para a avaliação, 10 pontos de referência, incluindo dentes e as estruturas anatômicas foram atribuídos, e sobreposições e as medições foram realizadas 30 vezes para determinar o método mais reprodutível e confiável.

Todos os marcos demonstraram que o método de sobreposição de superfície produziram valores de coordenadas relativamente mais consistentes. As distâncias médias dos valores dos pontos de referência medidos a partir do meio, foram estatisticamente significativamente mais baixos com o método sobreposições superfície.

Os autores concluíram que entre os dois métodos de sobreposição concebidos para a avaliação das alterações 3D no arco inferior, a sobreposição de superfície foi o método mais simples, reprodutível e confiável.

Link do Artigo na Integra voa e-KJO:

domingo, 20 de julho de 2014

terça-feira, 15 de julho de 2014

Retração de caninos superiores com braquetes auto-ligáveis e convencionais





Neste artigo de 2011, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Maurıcio Mezomo; Eduardo S. de Lima; Luciane Macedo de Menezes; Andre Weissheimer; Susiane Allgayer; Department of Orthodontics, Centro Universitario Franciscano, Santa Maria–RS, Brazil; Department of Orthodontics, Pontificia Universidade Catolica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre–RS, Brazil. Compara os efeitos da retração entre os braquetes convencionais e os autoligáveis.

Este estudo foi realizado com o intuito de medir o fechamento de espaço durante a retração dos caninos superiores permanentes com os braquetes auto-ligáveis e convencionais.

Quinze pacientes que necessitavam de retração dos caninos para os locais de extração dos pré-molares, como parte do seu tratamento ortodôntico concluído foram selecionados para este estudo. Em um projeto de boca dividida aleatoriamente, a retração dos caninos superiores foi realizada por meio de uma cadeia elastomérica com 150 g de força. As avaliações foram realizadas em modelos de gesso (T0, inicial, T1, 4 semanas, T2, 8 semanas, T3, 12 semanas). A quantidade de movimento e a rotação dos caninos, bem como perda de ancoragem dos molares superiores foram avaliados primeiro.

Não houve diferença entre os braquetes auto-ligaveis e convencionais em relação ao movimento distal dos caninos superiores e mesialização dos primeiros molares. A rotação dos caninos superiores foram minimizados com braquetes auto-ligaveis.

O movimento distal dos caninos superiores e perda de ancoragem dos primeiros molares foram semelhantes em ambos os braquetes convencionais e auto-ligaveis. A rotação dos caninos superiores durante a mecânica de deslizamento foi minimizado com os braquetes auto-ligaveis.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/062510-348.1

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Alterações dimensionais dos seios maxilares e do espaço aéreo faríngeo em pacientes Classe III submetidos à cirurgia ortognática bimaxilar




Neste artigo de 2013, publicado na Angle Orthodontist, pelos Autores Eleni Panou; Melih Motro; Mustafa Ates; Ahu Acar; Nejat Erverdi, do Department of Orthodontics, School of Dentistry, University of Marmara, Istanbul, Turkey; Mostra um estudo realizado com tomografias, que avalia mudanças volumétricas das vias aéreas em pacientes submetidos a cirurgias ortognáticas.

O estudo foi realizado com o objetivo de avaliar a via aérea faríngea e alterações de volume do seio maxilar após a cirurgia recuo mandibular combinado com avanço maxilar e / ou cirurgia de impactação.

Foram selecionados dezessete pacientes Classe III esquelética (11 do sexo feminino e 6 do masculino) que necessitaram de cirurgia ortognática bimaxilar. Mensurações volumétricas foram realizadas usando tomografia computadorizada de feixe cônico (CBCT) verificada no pré-operatório e 3,9 +- 0,87 meses de pós-operatório. Todos os exames tomográficos foram avaliados e analisados ​​utilizando o software Mimics 14.0. Volumes pré-operatórios e pós-operatórios de vias aéreas faríngea e dos seios maxilares, nas relações entre as quantidades de movimento cirúrgico dos maxilares e nos volumes acima foram avaliados estatisticamente.

 A área do espaço aéreo faríngeo não apresentaram mudanças significativas, exceto para os volumes mais baixos e totais de vias faríngea em homens, no qual se observou uma diminuição significativa (6 4196,27 +- 2061,11 mm3 e 3375,53 +- 3624,67 mm3, respectivamente). Nenhuma mudança significativa foi observada na área transversal mínima das vias aéreas faríngeas. Houve uma diminuição significativa no volume dos seios maxilares após a cirurgia em 3448,09  +-3315,56 mm3. Não foi encontrada correlação entre a quantidade de movimento no esqueleto e da mudança no volume de aéreo faríngeo ou seios maxilares.


Os autores concluíram que houve uma diminuição significativa apenas nos volumes aéreos faríngeos inferiores e totais em homens e uma diminuição significativa no volume dos seios maxilares.

Link do aritgo na integra via Angle Orthodontist:

http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/100212-777.1

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Luto na Ortodontia - Faleceu o Prof. Dr. Donald H. Enlow


A Ortodontia mundial está de luto. Faleceu o Prof. Dr. Donald H. Enlow, um grande nome ligado ao estudo do crescimento e desenvolvimento crânio facial, nos deixou um legado único com seus estudos e publicações. Que com certeza serviram de inspiração e bases solidas para criação e desenvolvimento de muitas das terapêuticas e métodos de diagnósticos usados na rotina da clinica Ortodontia. Nossa reverencia a este gênio e ao mesmo tempo condolências a todos os seus familiares.

Donald Enlow, foi Professor Emérito da Faculdade de Medicina Dentária da  Case Western Reserve University, deixou um legado para os pesquisadores e estudantes interessados ​​em antropologia, ortodontia e outras estruturas ósseas por meio de uma coleção de cerca de 100 mil slides sobre a morfologia óssea e histologia.

Enlow, foi homenageado  por suas contribuições ao longo da vida à odontologia e ortodontia na Faculdade de Odontologia da Universidade de Nova York, que realizou o "Donald H. Enlow Internacional Research Symposium:. Uma abordagem interativa voltada a biologia do esqueleto". A conferência também comemorou o 50 º aniversário do primeiro artigo publicado por Enlow, "Um Estudo Comparativo de fósseis e tecidos ósseos recentes" (Texas Journal of Science, 1957), que continua a ser uma fonte de referência importante na biologia óssea comparada e paleontologia.

Naquela época, a escola de Odontologia da UNY começou a postar alguns slides da vasta coleção do Prof. Enlow e torná-la acessível ao público, através da Biblioteca Digital Donald H. Enlow. Estão disponíveis cerca de 25.000 slides produzidas por seus alunos de doutorado de 1955-1990. A amplitude da coleção abrange imagens do tecido ósseo de cada grupo de vertebrados dos peixes aos mamíferos e vertebrados fósseis desde os primeiros períodos geológicos através dos tempos até o presente.

Com mais de 50 anos, a pesquisa de Enlow era focada no processo de remodelação óssea, que regula o crescimento. Ele descobriu que pode particularmente afetar a estrutura facial de modo que seu desenvolvimento possa ser compreendida em detalhes. Enlow foi o autor de The Human Face (1968), que detalha a pesquisa. Manual de Crescimento Facial, publicado pela primeira vez em 1975, continua a ser usado na educação Ortodontia.

Um dos principais resultados dos estudos  na sua carreira, foi que o osso se adapta às circunstâncias da estrutura de um animal no processo de evolução. Outra constatação é que de todos os antigos fósseis ósseos de dinossauros  eram surpreendentemente similar ao tecido ósseo humano. Estes resultados vieram da observação de centenas de espécies fósseis ao longo dos últimos 500 milhões de anos.

. Fonte da biografia do Prof. Dr. Donald Enlow, na Case Western University:


. Link da Donald H. Enlow Digital Image Library:


. Um dos artigos clássicos do Prof. Dr. Donald Enlow, com os Profs. Moyers e McNamara:







Influência da posição do lábio inferior na atratividade percebida da proeminência do queixo



Neste artigo de 2013, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Faranak Modarai; Jane Catalina Donaldson; Farhad B. Naini; do Department of Orthodontics, Kingston Hospital and King’s College London Dental Institute, London, Biostatistics & Research Methods Centre, King’s College London Dental Institute, London, Department of Ortho- dontics, Kingston and St George’s Hospitals & St George’s Medical School, London. Mostra um estudo realizado com imagens manipuladas a nível do mento para avaliar a percepção estética em leigos e Ortodontistas.

O artigo descreve um estudo com o objetivo de avaliar a influência da proeminência lábio inferior em diferentes graus de proeminências de queixo no plano sagital e determinar se destaque lábio inferior afeta o desejo percebido para cirurgia. Avalia as diferenças de preferência entre ortodontistas e leigos, bem como o efeito da idade, gênero e etnia dos observadores sobre a percepção da atratividade e desejo para a cirurgia.

Uma silhueta de uma imagem idealizada de perfil foi criada. A imagem foi manipulada para criar seis imagens demonstrando diferentes graus de retrogenia e progenia alterada em incrementos de 4 milímetros de -12 milímetros a +12 milímetros e seis imagens que demonstravam queixo e lábio inferior destaque em incrementos de 4 milímetros de -12 milímetros a +12 milímetros. Uma centena de leigos e 30 ortodontistas classificaram as imagens desde os mais para o menos atraente. Uma duplicata de uma das imagens foi utilizada de modo a avaliar a confiabilidade intra-examinadores.

A quantidade e a direção do queixo na posição sagital e a proeminência do lábio inferior revelaram ter um efeito significativo no nível de imagem. A protrusão do queixo foi menos atraente do que a retrusão e a cirurgia foi desejada com mais freqüência para essas imagens. O sentido geral do parecer foi o mesmo para leigos e ortodontistas.

Os autores concluíram que a proeminência do queixo observada em um paciente prognata era considerado menos atraente do que o a proeminência do lábio inferior combinada com a proeminência do queixo observada em um paciente com prognatismo mandibular. Em perfis com um queixo mais proeminentes era o preferido uma posição mais protrusiva lábio inferior. Quando o queixo era retrusivo, uma posição normal lábio inferior era o preferido que o lábio retrusivo.

Link do artigo na Integra via Angle Orthodontist:

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Comparação da retração de canino superior com mecânica de deslize e uma mola de retração: uma análise tridimensional com implante ortodontico palatino


Neste artigo de 2004, publicado pelo European Journal of Orthodontics, pelos autores Kazuo Hayashi, Jun Uechi, Masaru Murata; Itaru Mizoguchi; do Department of Orthodontics, Department of Oral Surgery, School of Dentistry, Health Sciences University of Hokkaido, Japão; Mostra um estudo tridmencional comparando a eficiência da retração com molas construidas no fio em relação as molas Niti.


O objetivo deste estudo foi comparar a retração do canino superior com uma mecânica de deslize usando molas de retração de caninos construida idealizada por Ricketts e molas Niti, utilizando um implante ortodontico palatino como uma referência para medição.


Oito pacientes (três homens e cinco mulheres) foram examinados. Casos que necessitavam fixação(ancoragem) posterior máxima, os implantes osseointegrados palatinos foram utilizados. Para analisar o movimento do dente, as impressões do arco superior foram feitas em cada momento e expressos em gesso. Uma varredura de superfície tridimensional (3D) da superfície do sistema foi realizada utilizando um feixe de laser que foi usado para medir a série de modelos de gesso.


Os resultados  sugeriram que a força de retração canino de 1 N foi mais ou menos eficaz, não só para mecânica de deslize, mas também para a mola de retração, no entanto, a abordagem de mecânica de deslize foi superior em relação a mola de retração em relação ao controle de rotação dentaria.




Link do artigo na integra via ejo oxfordjournals:


terça-feira, 8 de julho de 2014

Aparelho Fixo Parcial 4 x 2 na dentadura mista: quantas indicações!





Neste Artigo de 2008, publicado pela Revista Dental Press, pelos autores Camilo Massa, Bruno Albuquerque, Sandra Fausta; da especialização em Ortodontia pelo HGeR e da Graduação e Especialização em Ortodontia da FOC - Pernambuco. Cita as situações em que deve ser evitada a mecânica 4 x 2 e apresentar diversas indicações clínicas desta terapia, ilustrando sua eficácia com casos tratados.


Prevenção é um conceito unânime na área de saúde e a Ortodontia, dentro deste contexto, também valoriza a idéia de diagnóstico e tratamento precoce. Devido à alta prevalência de más oclusões na dentadura mista, esta fase é reconhecida como a melhor época para se interceptar problemas que interferem no crescimento e desenvolvimento do complexo dento-maxilar e provoquem alteração na guia de erupção dos dentes permanentes”.


Dentre os procedimentos interceptativos, o aparelho fixo parcial 4 x 2 apresenta um grande leque de aplicações na fase da dentadura mista, desde que indicado em situações criteriosamente
selecionadas.


Segundo Moyers, existe uma percepção errada dos objetivos de um tratamento precoce devido à dificuldade de definí-los claramente. Isso leva a tratamentos desnecessários, iatrogenias, tempo elevado de mecanoterapia e desgaste na relação paciente –profissional. Não são poucos os relatos de casos em que um determinado profissional iniciou um tratamento fixo parcial na dentadura mista, o cliente entrou no segundo período transitório e por uma lógica irracional o ortodontista mantém a aparatologia e segue colando os braquetes nos dentes que vão erupcionando. Após erupção de todos os dentes, aí é que irá começar a ortodontia corretiva de fato.

Quanto tempo perdido! Não é o aparelho que deve esperar pelo dente mas, o inverso. Tais condutas devem ser evitadas. Moskowitz acredita que a prática da Ortodontia interceptadora deve obedecer alguns princípios, dentre eles:

1 - Definição dos objetivos de tratamento;
2 - Determinação dos casos que não devam ser tratados precocemente;
3 - Seleção de casos apropriados para o tratamento inteceptativo.

COTRA-INDICAÇÕES

Apinhamento primário temporário


Apinhamento primário é toda irregularidade na região dos incisivos, provocadas por falta de espaço e manifestada no primeiro período transitório da dentadura mista. Quando os incisivos permanentes apresentam irregularidades de posição, mas irrompem na linha do rebordo alveolar esse apinhamento é denominado de temporário. Ele faz parte do desenvolvimento normal da oclusão, sendo responsável por ganho secundário de espaço através de aumento da distância intercaninos. É freqüente e auto-corrigível. O nivelamento 4 x 2 além de desnecessário,
poderia interferir nesse processo fisiológico. Silva Filho et al., e Silva Filho recomenda: na dúvida, em apinhamento primário, aguarde e reavalie!


“Fase do patinho feio”

Guedes Pinto define como uma fase normal transitória do desenvolvimento da oclusão, caracterizada por um diastema inter-incisivos e inclinação distal da coroa dos incisivos laterais superiores, com ápices convergentes, provocada pela proximidade destes com a coroa do canino permanente intra-ósseo. De acordo com Broadbent, ocorre a partir do período inter-transitório, dura de 3 a 4 anos e se auto corrige com a erupção dos caninos superiores.

Situações em que os benefícios não justificam a abordagem

Moyers contra-indica a intervenção precoce nas seguintes situações:


- A intervenção precoce só aumentaria tempo e custo do tratamento em troca de um benefício mínimo;
- Melhores resultados puderem ser obtidos em outra época;
- Imaturidade da criança inviabiliza o tratamento.


MOMENTO IDEAL
É pertinente lembrar que não está se trabalhando em dentadura permanente, com os 28 ou 32 dentes presentes na cavidade bucal. No período inter-transitório da dentadura mista, além dos dentes erupcionados, soma-se os caninos, pré-molares, segundos e terceiros molares permanentes intra-ósseos, totalizando 44 dentes. O momento ideal de iniciar a mecânica com aparelho 4 x 2 é no final do primeiro período transitório, quando os incisivos já terminaram sua irrupção ativa e início do intertransitório, quando o canino permanente ainda está distante do ápice dos incisivos laterais superiores.


CRITÉRIOS DA MONTAGEM DO APARELHO
A maior preocupação em uma mecânica de aparelho fixo parcial 4 x 2 na dentadura mista seria o risco de jogar a raiz dos incisivos laterais ao encontro dos caninos. É imprescindível a tomada de radiografias periapicais dessa região para se determinar o grau de proximidade entre eles. Entretanto, mesmo com um diagnóstico preciso e instalando a aparatologia em época oportuna, alguns critérios devem ser respeitados durante a montagem do aparelho. A técnica de escolha nesses casos deveria ser a de Edgewise, uma vez que os acessórios do Straight Wire apresentam angulações embutidas que tendem a colocar a coroa para mesial e a raiz, de maneira indesejável na dentadura mista, para distal.


INDICAÇÕES

Abertura de espaço, seguida ou não de tracionamento de incisivo incluso

A retenção de dentes anteriores inclusos ocorre em 1 a 2% dos pacientes que procuram o ortodontista21. Uma prevalência que pode ser considerada baixa, porém importante, dado o caráter estético e psicológico que acompanha este tipo de problema. As causas são as mais variadas tais como: Odontomas; cistos dentígeros; traumatismos em dentes decíduos, levando à dilaceração coronária, ou radicular; anquilose dentária; posicionamento ectópico; dentes supranumerários; retenção prolongada ou perda precoce dos decíduos; e discrepância negativa de modelo.


Fechamento de diastema inter-incisivos, objetivando ganho de espaço para erupção dos incisivos laterais superiores

Vichi et al. em estudo com amostragem de 2.400 adultos jovens encontrou uma predominância absoluta de diastemas pela presença do freio labial anômalo (73,6%), seguido de diastemas por anomalia de localização, de posição e de direção, geralmente de incisivos laterais (8,5%).


Alinhamento e Nivelamento em Apinhamento Definitivo Ambiental

Silva Filho et al. define o apinhamento primário como sendo toda irregularidade presente na disposição dos incisivos permanentes, devido à discrepância dente versus osso negativa, manifestado no primeiro período transitório da dentadura mista. O apinhamento primário se divide em temporário ou definitivo. O definitivo é uma falta de espaço mais severa que o temporário, quando os incisivos irrompem completamente fora do rebordo alveolar, por lingual ou por vestibular, sem haver espaço disponível para o seu alinhamento no arco. É classificado também desta maneira os casos onde os incisivos estão na linha do rebordo alveolar, às custas da esfoliação de dente decíduo diferente do seu antecessor. O apinhamento definitivo por sua vez pode ser classificado em genético ou ambiental. O apinhamento definitivo ambiental é quando existe discrepância entre o tamanho dentário e a forma do arco. Poderá ocorrer em ambos os arcos, mas manifesta-se preferencialmente na maxila.


Retração ântero-superior associado à correção precoce de Padrão II com protrusão dentária superior


Almeida et al. recomenda iniciar o tratamento da Classe II no segundo período transitório, apresentando como vantagens o fato de constituir um período ativo de irrupção dentária, podendo-se tirar proveito do grande potencial de desenvolvimento vertical dento-alveolar e muitas vezes, esta fase coincidir com o período de maior aceleração na velocidade de crescimento corporal e facial. Silva Filho corrobora com este protocolo ao afirmar que em sua experiência com
Ortopedia Funcional, a época para o início de tratamento da Classe II, por deficiência mandibular tem sido guiada pela idade óssea, coincidindo com a curva ascendente do crescimento circumpuberal, não iniciando antes do segundo período transitório da dentadura mista. Elege, entretanto, o período intertransicional para tratar as deficiências mandibulares acima da média, baseado no alívio psico-social e risco de traumatismos dos incisivos superiores. A desvantagem é a contenção prolongada. Mcnamara também defende o tratamento precoce , no início da dentição mista em casos que apresentam graves problemas esqueléticos e neuro-musculares .


Protrusão de incisivos superiores em má oclusão Classe II div. 2, liberando crescimento mandibular ou criando trespasse horizontal para permitir avanço mandibular ortopédico

Existe quase um consenso na literatura com relação à escolha do segundo período transitório da dentadura mista, coincidindo com o surto de crescimento circumpuberal, como o melhor momento para se tratar um Padrão II deficiência mandibular.

Entretanto, muitos casos tratados com ortopedia funcional dos maxilares, necessitam de uma fase ortodôntica prévia, no início da dentadura mista. Cerca de 30% das más oclusões de Classe II por deficiência mandibular apresentam os incisivos superiores retroinclinados. McNamara sugere, nesses casos, um arco base de intrusão modificado para projeção , devendo este passar 2 a 3mm à frente dos acessórios dos incisivos.


Correção de sobremordida profunda no segundo período transitório, na época de erupção dos caninos permanentes superiores


A sobremordida profunda é encontrada freqüentemente na clínica ortodôntica. Ela pode ser tratada por intrusão dos dentes anteriores, extrusão dos dentes posteriores ou um combinação de ambos. A intrusão dos incisivos superiores deve ser o tratamento eleito em indivíduos com sorriso gengival, falta de selamento labial, lábio superior curto e padrão de crescimento vertical. Nos pacientes Classe II que apresentam um trespasse horizontal aumentado é comum toda a bateria anterior estar extruída. Nessas situações Burstone e Koenig recomenda a intrusão seletiva dos incisivos e só depois realiza a dos caninos com uso de um braço de alavanca. Embora efetiva, esta é uma mecânica que despende tempo de tratamento considerável, e necessita de excelente controle de ancoragem, uma vez que a maioria desses pacientes são dolicocéfalos e deve-se evitar a extrusão posterior com AEB.


Correção de Mordida Aberta Anterior após o primeiro período transitório da dentadura mista


Na dentadura mista, a prevalência de mordida aberta anterior pode alcançar até 18,5%. De etiologia diversa, o tratamento é interdisciplinar. A nós ortodontistas cabe normalizar as alterações morfológicas. Dentre essas dá-se prioridade à correção transversa, quase sempre presente, preferencialmente através de uma disjunção maxilar. Tal procedimento leva a extrusão dos molares e rotação mandibular horária, sendo recomendado o uso de mentoneira vertical em pacientes dolicocéfalos. A fase seguinte seria o impedimento mecânico, com grade fixa ou removível, à freqüente interposição lingual. Para muitos autores, o melhor momento para se intervir seria no início da dentadura mista, uma vez que o padrão de crescimento se manifesta precocemente e por constituir um período de irrupção ativa dos incisivos.


CONCLUSÃO


Diante do exposto, pode-se concluir que o aparelho fixo parcial 4 x 2 apresenta um grande leque de indicações na fase de dentadura mista. Dentre elas, pode-se citar:


1 - Abertura de espaço, seguida ou não de tracionamento de incisivo incluso;
2 - Fechamento de diastema inter-incisivos, objetivando ganho de espaço para erupção dos incisivos laterais superiores;
3 - Alinhamento e nivelamento em Apinhamento Definitivo Ambiental;
4 - Retração ântero-superior associado à correção precoce de Padrão II com protrusão dentária superior severa;
5 - Protrusão de incisivos superiores em Cl. II div. 2, liberando crescimento mandibular ou criando trespasse horizontal para permitir avanço mandibular ortopédico;
6 - Correção de sobremordida profunda no segundo período transitório, na época de erupção dos caninos superiores;
7 - Correção de Mordida Aberta Anterior após o primeiro período transitório da dentadura mista.


Link do artigo na integra via Dental Press:


segunda-feira, 7 de julho de 2014

Validade da superposição palatina tridimensional de modelos digitais, em casos tratados com expansão rápida da maxila e mascaras de protração maxilar



Neste artigo de 2012, publicado pelo The Korean Journal of Orthodontics, pelos autores Jin-Il Choi, Bong-Kuen Cha, Paul-Georg Jost-Brinkmann, Dong-Soon Choi, In-San Jang; do Departament of Orthodontics, College of Dentistry, Gangneung-Wonju National University, Gangneung, Korea;  Departament of Orthodontics, Dentofacial Orthopedics and Pedodontics, Center for Dental and Craniofacial Sciences, Charité- Universitätsmedizin, Berlin, Germany; Mostra um estudo que compara os modelos digitais tridimensionais através de um superposição com o objetivo de avaliar os resultados da disjunção maxilar associada a protração.

O propósito deste estudo foi avaliar a validade do método de sobreposição tridimensional (3D) de modelos digitais em pacientes que receberam o tratamento com expansão rápida da maxila (ERM) associada a protração maxilar.

O material consistiu de modelos dentários digitais superiores pré e pós-tratamento além de cefalogramas laterais de 30 pacientes, que foram submetidos a RME e tratamento protração maxilar. Os modelos digitais foram sobrepostas utilizando o palato como uma área de referência. O movimento do incisivo central superior e primeiro molar foi medido nos cefalogramas sobrepostos e nos modelos 3D digitais. Para determinar se existia alguma diferença entre as duas técnicas de medição, as  correlação intra-classe (ICC) e Bland-Altman foram analisados.

As medições de sobreposição dos modelos 3D digitais e cefalogramas mostrou uma correlação muito alta em relação a direção ântero-posterior (ICC, 0,956 para 0,941 incisivo central e para primeiro molar) e uma correlação moderada na direção vertical (ICC, 0,748 para incisivo central e 0,717 para primeiro molar). 

Os autores concluíram que o método de sobreposição de modelos 3D utilizando o palato como um a área de referência é clinicamente confiável para avaliar a movimentação dentária antero-posterior assim como a sobreposição cefalométrica, mesmo nos casos tratados com aparelhos ortopédicos, tais como RME e mascaras de protração maxilar.

Link do artigo na integra via e-kjo:

domingo, 6 de julho de 2014

Pensamento da Semana



"Inspiração vem dos outros. Motivação vem de dentro de nós !"


Junior Montalvão