ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Expansão rápida da maxila ancorada em implantes – uma nova proposta para expansão ortopédica na dentadura permanente





Neste artigo de 2007, publicado pela Revista Dental Press, pelos autores Daniela Gamba Garib, Ricardo de Lima Navarro, Carlos Eduardo Francischone, Paula Vanessa Pedron Oltramari; da Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo; da Universidade Cidade de São Paulo – UNICID – São Paulo; do Curso de Ortodontia Preventiva e Interceptora da PROFIS – Bauru e do curso de especialização em Ortodontia da Prevodonto - Centro de Estudos - Rio de Janeiro. Apresenta um método para expansão ortopédica da maxila, na dentadura permanente, utilizando implantes como ancoragem.


Ao se executar o procedimento de expansão rápida da maxila (ERM), com finalidade de corrigir a atresia do arco dentário superior, o principal efeito almejado pelo ortodontista consiste na abertura da sutura intermaxilar e conseqüente incremento transversal da base óssea superior. Porém, concomitantemente a este desejável efeito ortopédico, a ERM inevitavelmente redunda em um efeito ortodôntico de movimentação dentária vestibular, uma vez que os expansores ancoram-se diretamente sobre os dentes superiores. Portanto, parte da abertura do parafuso expansor, visando o aumento em largura da maxila, dissipa-se com a movimentação dos dentes de ancoragem para vestibular. Estima-se que o efeito ortodôntico corresponda, em média, a 50% da quantidade de abertura do parafuso expansor, durante as fases de dentadura decídua e mista, e cerca de 2/3 da quantidade de expansão, durante a dentadura permanente. Isto corresponde a dizer que, com o aumento da idade e com o aumento da resistência óssea e sutural, espera-se um maior efeito dentário, em detrimento da separação intermaxilar.


Após a descoberta da osseointegração e introdução dos implantes de titânio como solução protética na Odontologia, por Branenmark, vários autores passaram a utilizar os implantes osseointegráveis como dispositivos de ancoragem para a movimentação ortodôntica. Os bons resultados, constatados em estudos experimentais aplicando-se forças ortodônticas e suaves sobre os implantes, encorajaram a sua utilização também para propósitos ortopédicos. Assim, os implantes foram utilizados com a finalidade de ancoragem para Ortopedia Facial (protração maxilofacial), recebendo forças intensas, e demonstraram boa estabilidade em animais. No final da década de 90, Parr et al. estudaram a expansão sutural utilizando implantes osseointegrados em coelhos. Estes autores reportaram uma expansão da sutura nasal mediana de 5,2 a 6,8mm, aplicando-se forças de 100 a 300g em implantes colocados bilateralmente a esta sutura, externamente à face média. Recentemente, em 2004, Harzer et al. indicaram a expansão rápida da maxila assistida cirurgicamente com ancoragem sobre implantes no palato, com o intento de evitar a inclinação dos dentes pósterosuperiores para vestibular, assim como evitar reabsorção óssea e radicular nestas regiões.


Ao ancorar o aparelho expansor sobre implantes intra-ósseos inseridos no palato, o efeito esperado durante a ERM consiste na prevenção do efeito dentário representado pela movimentação vestibular dos dentes posteriores. Estudos prévios demonstraram que os dentes que ancoram o aparelho são movimentados para vestibular, com componentes de inclinação e translação associados, durante a ERM convencional. Transferir a ancoragem de elementos passíveis de movimentação, como os dentes, para elementos absolutamente rígidos e imutáveis posicionalmente, como os implantes, redundaria em vantagens incontestáveis.


Além das diversas vantagens biológicas da expansão com ancoragem absoluta, também se deve destacar uma interessante vantagem operacional. Com o desenho do aparelho incluindo bandas apenas nos primeiros molares superiores, após o período convencional de contenção e neoformação óssea na região da sutura palatina mediana, o nivelamento superior pode ser iniciado sem a necessidade de remoção do expansor. O próprio aparelho expansor poderia ser mantido como ancoragem prolongada, concomitantemente à mecanoterapia com aparelhos fixos, dispensando o uso das placas removíveis de contenção.


CONCLUSÕES


Após idealização deste novo sistema de ancoragem, como próximo deverão ser realizados estudos experimentais com a finalidade de atestar sua aplicabilidade clínica. Questões como velocidade da ativação do parafuso, estabilidade dos implantes diante de forças ortopédicas expansoras e o protocolo para adequada inserção dos parafusos devem ainda ser melhor elucidadas.



Link do artigo na integra via Scielo:


terça-feira, 29 de julho de 2014

Condições de carga ideal para movimentação controlada de dentes ateriores na mecânica de deslize




Neste artigo de 2009, publicado na Angle Orthodontist, pelos autores Jun-ya Tominaga; otohiro Tanaka; Yoshiyuki Koga; Carmen Gonzales; Masaru Kobayashi; Noriaki Yoshida; do Departmento de Ortodontia e ortopedia dentofacial, Nagasaki University Graduate School of Biomedical Sciences, Nagasaki, Japão. Mostra mais um belo estud realizado com o método de elementos finitos.


Este estudo foi realizado com o intuito de se determinar as condições de carga, como a altura ideal da força de retração no braço de força e sua posição no arco na mecânica de deslize.


A método dos elementos finitos (FEM) 3D, foi usado para simular uma retração em massa de dentes anteriores numa mecânica de deslizamento. O grau de inclinação vestíbulo-lingual dos incisivos centrais superiores foi calculado quando a força de retração foi aplicada em diferentes alturas de braços de força por mesial ou distal ao canino.


Quando o braço de força foi colocado à mesial do canino, ao nível de 0 mm (do nível do slot), foi observado que coroa do incisivo foi "jogada" de forma descontrolada para lingual, foi observado que o segmento anterior do arco foi deformado para baixo. Numa altura do braço de força de 5,5 mm, o movimento de corpo foi produzido e os arcos foram menos deformados. Quando a altura do braço força excedeu 5,5 mm, o segmento anterior do arco foi levantado para cima e a raiz "jogada" para a lingual. Quando o braço de força foi colocado distal ao canino, a coroa foi para a lingual até um nível de 11,2 mm.


A colocação de braço de força em um arco entre o incisivo lateral e canino permite aos ortodontistas manter um melhor controle dos dentes anteriores na mecânica de deslizamento. Ambos os princípios biomecânicos associados com o centro de resistência do dente e da deformação do arco deve ser tomado em consideração para a previsão e planejamento ortodôntico do movimento dentario.




Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:


segunda-feira, 28 de julho de 2014

Curso de Imersão em Sistemas AutoLigados

A Academia da Ortodontia Contemporânea teve o seu primeiro curso de Imersão em sistemas com Braquetes Autoligados. Aconteceu em Salvador, contando com nomes consagrados da Ortodontia Brasileira. Com os Professores Liliana Maltagliatti, Eduardo Macluf, Hugo Trevisi e Julio Gurgel. Que compartilharam seus conhecimentos com colegas Ortodontistas da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernanbuco, Natal, Espirito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.





Informações: www.ortodontiacontemporanea-academia.com

domingo, 27 de julho de 2014

Pensamento da Semana






Ao navegar pelo resto de sua vida, seja aberto à colaboração. 
Outras pessoas e idéias de outras pessoas são muitas vezes 
melhores do que as suas. Encontre um grupo de pessoas 
que desafiam e inspiram, passe muito tempo com eles, e 
isso vai mudar a sua vida. 

Amy Poehler

sábado, 26 de julho de 2014

As características morfológicas que influenciam as estratégias de extração para as maloclusões de classe II de Angle primeira divisão.


Figura acima retirada do livro do Dr. Edward Angle como ilustração

Este artigo publicado na revista Progress in Orthodontics 2014, 15:44, pelos autores Yongwen Guo, Xianglong Han, Hui Xu, Dongqing Ai, Huan Zeng and Ding Bai, versa sobre os fatores que influenciam nas opções de exodontias para tratamento da classe II, primeira divisão. Abaixo coloco o link para o artigo completo. Boa leitura!



Decisões de extração adequadas e estratégias bem concebidas beneficiará, sem dúvida, os pacientes e ortodontistas para alcançar estética facial e oclusão estável. Em relação ao tratamento das maloclusões de Classe II divisão 1 de Angle, existem várias decisões de extração, incluindo extrações de quatro primeiros pré-molares, dois pré-molares superiores e dois segundos pré-molares inferiores, dois pré-molares superiores, dois pré-molares superiores, mais um incisivo inferior. Em raros casos, estratégias especiais são usadas, como por exemplo extrações de molares.

Portanto, este estudo foi retrospectivamente projetado para fornecer evidência científica para as decisões de extração nas maloclusões de Classe II divisão 1 de Angle. Foram coletados 110 casos de má oclusão de Classe II divisão 1 de Angle tratados por quatro estratégias diferentes de extração, em comparação as características morfológicas iniciais de pacientes diagnosticados e tratados por um ortodontista experiente com o princípio da simplicidade que envolve quatro diferentes tipos de estratégias de extração, e analisada a correlação estas características. 

Métodos: Cento e dez amostras de classe II divisão 1 de Angle com bons resultados faciais e oclusais após o tratamento ortodôntico foram selecionados e divididos em quatro grupos de acordo com diferentes padrões de extração. Para cada caso, foram analisados ​​os modelos de pré-tratamento e as radiografias laterais. As variáveis ​​significativas de modelos e estruturas craniofaciais de cada grupo foram identificadas através da comparação das medições utilizando a análise de variância (ANOVA).

Resultados: relação molar, apinhamento anterior,  índice de Bolton anterior, e overjet medido a partir de modelos, bem como a ANS-Xi-Pm, NBA-PtGn, Li-NsPog ', U1-NPog e L1-NPog medido a partir de radiografias laterais foram estatisticamente significativo. A análise de regressão logística binária revelou que apinhamento anterior, relação molar e padrão de crescimento foram os três fatores de influência mais relevantes com impacto em declínio contribuindo para as decisões de extração de Classe II divisão 1 maloclusões de Angle. 

Conclusões: 

1. Maloclusões de classe II de Angle divisão 1 apresentam várias características morfológicas. Ortodontistas devem considerar de forma abrangente os efeitos recíprocos de vários fatores na escolha de diferentes estratégias de extração para as maloclusões de classe II de Angle.

2. Extrações de apenas dois pré-molares superiores pode ser sugerido para casos que apresentavam relação distal molar grave, mais de uma cúspide, padrão de crescimento horizontal, apinhamento suave dos dentes anteriores inferiores, bem como grande sobressaliência, mais do que 7 mm. Além disso, a extração extra de um incisivo inferior também deve ser considerada se o índice de Bolton anterior for significativamente maior do que o normal. 

3. Extrações de quatro primeiros pré-molares poderia ser sugerido para casos com apinhamento severo dos dentes anteriores inferiores, relação molar distal leve, padrão de crescimento vertical, bem como significativo proeminência do lábio inferior, enquanto que extrações de dois pré-molares superiores e dois segundos pré-molares inferiores são indicadas para pacientes com apinhamento moderado dos dentes anteriores inferiores, moderada relação molar distal menos de uma cúspide, padrão médio de crescimento, e menos proeminência labial inferior.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Aparelho Herbst: Protocolos de tratamento precoce e tardio








Neste artigo de 2005, publicado pela Revista Dental Press, pelos Autores Omar Gabriel da Silva Filho, Carlos Alberto Aiello, Marcelo Veloso Fontes; do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais, Universidade de São Paulo (HRAC/USP), Bauru - São Paulo. Discorre sobre os protocolos de tratamento precoce e tardio para a correção da deficiência mandibular com o aparelho Herbst.


O aparelho Herbst consiste num aparelho intrabucal de ancoragem intermaxilar recíproca. Isso implica que a ação do aparelho em avançar a mandíbula provoca uma reação igual e contrária no arco dentário superior. Assim, a instalação do mecanismo Herbst induz uma força superior e posterior nos dentes superiores (reação) e uma força inferior e anterior nos dentes inferiores (ação). A utilização de uma ancoragem pesada tem pretensões de transformar a ação do mecanismo telescópico em resposta ortopédica (remodelação da ATM e aumento no comprimento mandibular) e neutralizar a força de reação. Neste contexto, o planejamento da ancoragem retoma o propósito de minimizar o efeito ortodôntico em benefício do ganho ortopédico quando da adaptação do mecanismo telescópico bilateral responsável pelo avanço mandibular contínuo.


O que fica claro na literatura é que o aparelho Herbst, depois da sua reintrodução e crescente popularidade na Ortodontia, ganhou diferentes versões. A ancoragem original prevê uma estrutura metálica fixa em ambos os arcos dentários. Uma das possibilidades de ancoragem metálica fixa é o apoio no maior número de dentes posteriores mediante o emprego de uma armação metálica fundida ou sua estrutura mais próxima, que corresponde à armação metálica soldada usando bandas como elemento de união intra-arcos. Tendo como um dos motivos a fragilidade estrutural nos locais de solda, pontos de constante quebra, a estrutura metálica soldada também tem sido substituída pelo esplinte de acrílico cobrindo toda a extensão dos arcos dentários. O esplinte pode ser colado somente no arco dentário inferior ou em ambos os arcos dentários, e até mesmo ser removível inferior, ou removível em ambos os arcos dentários. As ancoragens alternativas pendentemente do protocolo de tratamento, se instalado na dentadura mista ou na dentadura permanente.


O aparelho baseia-se numa adaptação do aparelho expansor fixo tipo Haas, usado previamente à instalação do mecanismo telescópico, e com familiaridade pelos autores, para a descompensação transversal da maxila. O apoio mucoso de resina acrílica delineia a abóbada palatina enquanto que a barra de conexão contorna o arco dentário superior em sua maior extensão, ou pelo menos até o seu limite palatino posterior. Depois de instalado o aparelho de ancoragem superior, o parafuso expansor é acionado até a descompensação transversal da maxila, para a correção da deficiência transversal presente com freqüência na má oclusão Classe II, divisão 1.


A ancoragem inferior, puramente dentária e metálica, tenta recrutar o maior número de dentes possível. Os dentes de ancoragem são unidos por um arco lingual de Nance modificado pela extensão vestibular, que parte do primeiro molar, em direção anterior, para receber o dispositivo que fixa o pistão ou êmbolo do mecanismo telescópico e é interrompida na região de canino, quando é soldada no arco lingual.


Toda mecanoterapia vislumbra um objetivo definido e baseia-se numa estratégia de ação coerentemente planejada levando em consideração características como: morfologia da má oclusão, gravidade do problema, estágio do desenvolvimento oclusal, idade e cooperação do paciente, formação profissional e, finalmente, a própria expectativa do paciente e familiares no tocante aos resultados do tratamento. Isso se aplica também para a má oclusão Classe II, cujo universo terapêutico abrange uma infinidade de aparelhos, bem como épocas diferentes de intervenção, não raro desafiando a concepção morfogenética ao se recorrer aos aparelhos de efeito ortopédico sobre o crescimento mandibular, uma vez que cerca de 70% das más oclusões Classe II apresentam deficiência mandibular. De um modo geral pode-se resumir em dois os inúmeros protocolos de tratamento para a má oclusão de Classe II, considerando-se a época de tratamento. O tratamento precoce, em duas fases, e o tratamento tardio, em uma única fase.


A indiscutível superioridade do aparelho Herbst em relação aos aparelhos removíveis da Ortopedia Funcional dos Maxilares reside no fato de ser fixo e, conseqüentemente, desencadear o avanço contínuo da mandíbula. Por isto, nenhum outro dispositivo dito ortopédico supera o aparelho Herbst no que se refere a tirar da mandíbula seu potencial máximo de crescimento induzido. As imagens da ATM, quer por ressonância eletromagnética, radiografias convencionais ou histologia, dão demonstração cabal do potencial de remodelação da ATM frente ao deslocamento contínuo do côndilo em direção à eminência articular. As pesquisas justificam o reposicionamento do côndilo dentro da fossa articular pelo crescimento condilar e pela remodelação da fossa articular. Isso não parece ser pura contaminação pelo entusiasmo que o aparelho fixo tem despertado em países que tradicionalmente cultivam aparelhos ortopédicos funcionais removíveis. Artigo recente em periódico nacional resume a literatura pertinente ao comportamento da ATM frente ao uso dos aparelhos ortopédicos.


Assim como os aparelhos de avanço mandibular intermitente, além de potencializar o crescimento mandibular, o aparelho de Herbst induz as nem sempre bem-vindas alterações ortodônticas, que podem alcançar mais de 50% do efeito total do aparelho. As alterações ortodônticas podem ser consideradas “perda de ancoragem” e incluem: distalização e intrusão dos molares superiores, verticalização dos incisivos superiores, vestibularização dos incisivos inferiores e extrusão e mesialização dos molares inferiores.



Link do artigo na integra via Scielo:


quinta-feira, 24 de julho de 2014

Efeitos biomecânicos do aparelho funcional fixo sobre as estruturas craniofaciais







Neste artigo de 2009, punlicado pela Angle Orthodonthist, pelos autores Priyankar Panigrahi; Varadarajan Vineeth; do Department of General and Specialist Dental Practice, College of Dentistry, University of Sharjah, Sharjah, United Arab Emirates e do Department of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, Coorg Institute of Dental Science, Coorg, Karnataka, India. Mostra mais um estudo que utiliza o método do elementos finitos no estudo da biomecânica ortodontica.


Este estudo avaliou o deslocamento e distribuição de tensões sobre as estruturas craniofaciais associadas com a terapia funcional fixo.


Um modelo de elementos finitos do crânio humano foi construído a partir de imagens seqüenciais de tomografia computadorizada em intervalos de 2 mm, utilizando um crânio humano adulto seco. Neste estudo, linear, elementos finitos de quatro nodal, tetramesh e triangular foram utilizadas com seis graus de liberdade em cada um dos seus nós.


A mandíbula inteira mudou antero inferiormente. Seu deslocamento máximo foi observado em regiões da sinfise e da sifise média. O processo pterigóide foi deslocado em uma direção pósterior. O deslocamento ânterior da dentição mandibular foi mais pronunciada na região do incisivo, enquanto a dentição maxilar foi deslocado postero superiormente. A dentição toda sofreu tração, exceto os dentes posteriores superiores. O esforço de tração também foi demonstrado no ponto A, os processos pterigóides e a mandíbula, e a mínima compressão ao stress foi demonstrado na espinha nasal anterior. Máxima tensão de tração ocorreu na região do pescoço e da cabeça condilar.


Os autores concluiram que a terapia funcional fixa, provoca um deslocamento pósterior da dentição maxilar e processos pterigóides e, portanto, pode contribuir para a correção da má oclusão de Classe II. O deslocamento foi mais acentuado na região dentoalveolar em relação ao deslocamento do esqueleto. Todas as estruturas dentoalveolares sofreram tração, exceto espinha nasal anterior e os dentes superiores posteriores.




Link do artigo na integrs via Angle Orthodonist:


quarta-feira, 23 de julho de 2014

A extração de segundos molares superiores para o tratamento da Classe II






Neste artigo de 2010, publicado pelo Dental Press Journal Orthodontics, pelos autores, Maurício Barbieri Mezomo, Manon Pierret, Gabriella Rosenbach, Carlos Alberto E. Tavares. do curso de Odontologia da UNIFRA – Santa Maria/RS, do curso de Especialização em Ortodontia da ABO-RS. Apresenta uma abordagem alternativa para o tratamento ortodôntico das más oclusões de Classe II.
  
A proposta de extração de dentes permanentes como parte do tratamento ortodôntico gerou opiniões divergentes desde seu início, com Angle e Tweed. Atualmente, é rotina no planejamento ortodôntico a extração de pré-molares, principalmente os primeiros. Tais exodontias são indicadas em casos de apinhamento, biprotrusão e presença de perfil esteticamente desagradável (quando se torna benéfica a retração dos dentes anteriores). Esses dentes estão próximos do centro de cada quadrante da arcada e, normalmente, estão próximos do local do apinhamento. Entretanto, em algumas situações a extração de outros dentes pode ser mais apropriada e vantajosa. 

As extrações de molares não são recentes. Chapin, em 1939, já sugeria a remoção desses dentes como alternativa à remoção de pré-molares. Diversos autores têm sugerido a remoção do segundo molar superior para a correção da má oclusão de Classe II, 1a divisão, com excessiva inclinação vestibular dos incisivos e sem diastemas, com mínima sobressaliência e presença dos terceiros molares em boa posição e forma adequada. Casos de pacientes com padrão facial dolicocefálico, tendência de crescimento vertical e necessidade de distalização dos primeiros molares são especialmente beneficiados pela extração dos segundos molares, pois a tendência de abertura da mordida é diminuída.
Os segundos molares também podem ter indicação de extração no caso de apresentarem patologias (erupção vestibular, anomalias de coroa ou raiz, anquilose, cáries ou restaurações extensas e defeitos no esmalte), sendo substituídos pelos terceiros molares saudáveis. 

As conclusões da maioria dos estudos coincidem em relação ao momento oportuno para se proceder às extrações, os melhores resultados são obtidos quando os segundos molares são removidos e os terceiros molares estão num estágio de desenvolvimento em que a coroa está totalmente desenvolvida, com pouca ou nenhuma formação radicular.
Após a extração dos segundos molares superiores, segue-se a distalização dos primeiros molares da mesma arcada, para que seja obtida uma relação de Classe I. Alguns autores relataram que esse movimento de distalização é mais fácil quando realizada a remoção do segundo molar.
Um dos objetivos de qualquer tratamento ortodôntico é a estabilidade dos resultados obtidos no final da terapia. Os autores concordam que a extração de segundos molares promove uma estabilidade não observada em outras formas de tratamento. Como não há necessidade de fechamento de espaço com essa modalidade de tratamento, não há problema da recidiva de reabertura de espaços no meio da arcada. Alguns autores, comparando grupos com e sem a extração dos segundos molares, relacionaram a estabilidade dos resultados ao fato de não ocorrer vestibularização dos incisivos inferiores no grupo que sofreu extração, em contraste com o que ocorreu com o outro grupo.

A supraerupção do segundo molar inferior pode ocorrer enquanto se aguarda a erupção do terceiro molar superior, esse problema está principalmente relacionado à porção distal desses dentes, a qual não possui contato com o primeiro molar superior. O uso de aparelho fixo ou arco lingual, bem como de uma placa removível, previne esse movimento indesejado do segundo molar inferior.
Quando a terapia ortodôntica é concluída, o terceiro molar, que assumirá a posição previamente ocupada pelo segundo molar extraído, geralmente não está irrompido. Após a erupção desse dente, e não estando ele em uma posição considerada ideal para a obtenção de uma oclusão satisfatória do ponto de vista funcional, torna-se necessário que seja retomada a terapêutica ortodôntica, com a finalidade de se conseguir bons resultados. 

A cooperação do paciente é importante durante o tratamento ortodôntico, pois o mesmo exige sua participação em todos os aspectos. Nos casos em que há necessidade de distalização do primeiro molar superior, o uso do aparelho extrabucal exige muito sua colaboração, principalmente na fase inicial do tratamento. Considerando esse fator, alguns autores propuseram o uso de mecanismos intrabucais para distalização do primeiro molar, não sendo crucial a colaboração do paciente. 

Um dos grandes riscos dessa alternativa de tratamento é a não-erupção do terceiro molar ou formação radicular inadequada desse dente.


As contraindicações, que vão exatamente na direção oposta aos critérios necessários para a extração de segundos molares, podem ser: presença de terceiros molares com raízes pequenas ou mal formadas, terceiros molares com tamanho excessivamente grande, ausência de terceiros molares, a possibilidade de terceiros molares envolvendo a área sinusal, terceiros molares posicionados horizontalmente, ausência congênita de pré-molares ou incisivos, severa deficiência de espaço e possibilidade de falha na erupção dos terceiros molares. Também são contraindicadas em pacientes com severa deficiência de espaço anterior, com mínimo problema de espaço ou com pronunciada protrusão dos incisivos. 

Considerações Finais dos Autores
A extração dos segundos molares superiores, quando corretamente indicada, é uma alterna- tiva de tratamento benéfica para os pacientes, pois poderá até diminuir o tempo de tratamen- to e simplificar a mecanoterapia. Entretanto, é imprescindível que se utilizem os recursos diagnósticos disponíveis, para que se faça uma correta seleção dos casos que serão submetidos a essa terapia.
Nos casos clínicos apresentados no presente artigo, a exodontia dos segundos molares foi realizada para facilitar a distalização dos primeiros molares superiores, com consequente correção da Classe II nos pacientes sem crescimento facial. Já a exodontia dos primeiros pré-molares foi realizada para a melhora do perfil facial e correção da discrepância anterior das arcadas, seja pelo severo apinhamento ou pela protrusão exagerada dos incisivos inferiores.
Os casos clínicos servem como exemplos de como um bom diagnóstico, aliado a um paciente colaborador, pode resultar em um tratamento cujos objetivos de melhoria na estética e função sejam atingidos de forma favorável.

Link do artigo na Integra via Scielo:
http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v15n3/12.pdf




terça-feira, 22 de julho de 2014

Colagem em Superfícies de Amálgama, Ouro e Porcelana

Este artigo publicado em 2002, no J Bras Ortodon Ortop Facial, os Autores: Sérgio VIEIRA, Armando SAGA, William WIELER e Hiroshi MARUO do Programa de Pós-Graduação em Odontologia – Mestrado em Ortodontia – PUC-PR; buscaram realizar uma revisão dos materiais e das técnicas mais recentes para colagens de acessórios ortodônticos, trazendo ao ortodontista condições de realização de colagens eficientes em superfícies artificiais, como amálgama, ouro e porcelana.





 Com base na literatura pertinente consultada, chegou-se às seguintes conclusões: 


  1. é possível realizar colagens ortodônticas e cientes em restaurações de amálgama e à superfície de porcelana;  
  2. há necessidade de mais estudos para que se possa obter colagem em ouro clinicamente aceitável; 
  3. o preparo de superfície metálica ou de porcelana pelo jateamento apresenta características retentivas superiores às realizadas com ponta diamantada; 
  4. o material que apresentou maior resistência à tração (Mpa), para colagens ortodônticas em restaurações de amálgama, foi o Super- bond C&B (Metabond C&B); 
  5. a resina Concise com aplicação intermediária de All-Bond 2 Primers A+B também foi efetiva para colagem em restaurações de amálgama; 
  6. independentemente do preparo da superfície de porcelana, o silano aumentou a resistência de colagem; 
  7. o ácido hidrofluorídrico é mais efetivo que o jateamento para a asperização da superfície da porcelana, porém apresenta riscos quanto à sua utilização devido ao seu grande potencial corrosivo; 
  8. a utilização do ácido hidrofluorídrico e a remoção do glaze aumentaram o índice de fraturas da superfície da porcelana.
Para ler o artigo completo clique aqui


 J Bras Ortodon Ortop Facial, Curitiba, v.7, n.41, p.415-424, set./out. 2002.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Um método de sobreposição da arcada dentária inferior usando Tomografia Computadorizada cone beam 3D e modelo ortodôntico digital 3D







Neste artigo de 2012, publicado pelo THE KOREAN JOURNAL of ORTHODONTICS, pelos autores Tae-Joon Park, Sang-Hyun Lee e Ki-Soo Lee; do  Department of Orthodontics, Graduate School, Kyung Hee University School of Dentistry, Seoul, Korea. Mostra um estudo que procura mostrar a viabilidade e aplicação de dois métodos de sobreposição dos modelos digitais em imagens tomográficas.

O objetivo deste estudo foi desenvolver um método de superposição de imagens imagens em 3 dimensões (3D) do arco inferior usando tomografia computadorizada de feixe cônico  (CBCT) e  modelagem ortodôntica 3D digital.

Imagens 3D de TCFC foram adquiridas pela substituição da parte dental das imagens em 3D com imagens tomográficas odontológicas precisas de um modelo 3D digital ortodôntico. As imagens foram adquiridas antes e após o tratamento. Para a sobreposição, dois métodos de sobreposição foram concebidos. Sobreposição de superfície foi baseada na estrutura da mandíbula por emparelhamento de superfície-a-superfície (método de melhor ajustamento) osso basal. O plano de superposição foi baseado em estruturas anatômicas (forame mental e lingual). Para a avaliação, 10 pontos de referência, incluindo dentes e as estruturas anatômicas foram atribuídos, e sobreposições e as medições foram realizadas 30 vezes para determinar o método mais reprodutível e confiável.

Todos os marcos demonstraram que o método de sobreposição de superfície produziram valores de coordenadas relativamente mais consistentes. As distâncias médias dos valores dos pontos de referência medidos a partir do meio, foram estatisticamente significativamente mais baixos com o método sobreposições superfície.

Os autores concluíram que entre os dois métodos de sobreposição concebidos para a avaliação das alterações 3D no arco inferior, a sobreposição de superfície foi o método mais simples, reprodutível e confiável.

Link do Artigo na Integra voa e-KJO:

domingo, 20 de julho de 2014

terça-feira, 15 de julho de 2014

Retração de caninos superiores com braquetes auto-ligáveis e convencionais





Neste artigo de 2011, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Maurıcio Mezomo; Eduardo S. de Lima; Luciane Macedo de Menezes; Andre Weissheimer; Susiane Allgayer; Department of Orthodontics, Centro Universitario Franciscano, Santa Maria–RS, Brazil; Department of Orthodontics, Pontificia Universidade Catolica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre–RS, Brazil. Compara os efeitos da retração entre os braquetes convencionais e os autoligáveis.

Este estudo foi realizado com o intuito de medir o fechamento de espaço durante a retração dos caninos superiores permanentes com os braquetes auto-ligáveis e convencionais.

Quinze pacientes que necessitavam de retração dos caninos para os locais de extração dos pré-molares, como parte do seu tratamento ortodôntico concluído foram selecionados para este estudo. Em um projeto de boca dividida aleatoriamente, a retração dos caninos superiores foi realizada por meio de uma cadeia elastomérica com 150 g de força. As avaliações foram realizadas em modelos de gesso (T0, inicial, T1, 4 semanas, T2, 8 semanas, T3, 12 semanas). A quantidade de movimento e a rotação dos caninos, bem como perda de ancoragem dos molares superiores foram avaliados primeiro.

Não houve diferença entre os braquetes auto-ligaveis e convencionais em relação ao movimento distal dos caninos superiores e mesialização dos primeiros molares. A rotação dos caninos superiores foram minimizados com braquetes auto-ligaveis.

O movimento distal dos caninos superiores e perda de ancoragem dos primeiros molares foram semelhantes em ambos os braquetes convencionais e auto-ligaveis. A rotação dos caninos superiores durante a mecânica de deslizamento foi minimizado com os braquetes auto-ligaveis.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/062510-348.1

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Alterações dimensionais dos seios maxilares e do espaço aéreo faríngeo em pacientes Classe III submetidos à cirurgia ortognática bimaxilar




Neste artigo de 2013, publicado na Angle Orthodontist, pelos Autores Eleni Panou; Melih Motro; Mustafa Ates; Ahu Acar; Nejat Erverdi, do Department of Orthodontics, School of Dentistry, University of Marmara, Istanbul, Turkey; Mostra um estudo realizado com tomografias, que avalia mudanças volumétricas das vias aéreas em pacientes submetidos a cirurgias ortognáticas.

O estudo foi realizado com o objetivo de avaliar a via aérea faríngea e alterações de volume do seio maxilar após a cirurgia recuo mandibular combinado com avanço maxilar e / ou cirurgia de impactação.

Foram selecionados dezessete pacientes Classe III esquelética (11 do sexo feminino e 6 do masculino) que necessitaram de cirurgia ortognática bimaxilar. Mensurações volumétricas foram realizadas usando tomografia computadorizada de feixe cônico (CBCT) verificada no pré-operatório e 3,9 +- 0,87 meses de pós-operatório. Todos os exames tomográficos foram avaliados e analisados ​​utilizando o software Mimics 14.0. Volumes pré-operatórios e pós-operatórios de vias aéreas faríngea e dos seios maxilares, nas relações entre as quantidades de movimento cirúrgico dos maxilares e nos volumes acima foram avaliados estatisticamente.

 A área do espaço aéreo faríngeo não apresentaram mudanças significativas, exceto para os volumes mais baixos e totais de vias faríngea em homens, no qual se observou uma diminuição significativa (6 4196,27 +- 2061,11 mm3 e 3375,53 +- 3624,67 mm3, respectivamente). Nenhuma mudança significativa foi observada na área transversal mínima das vias aéreas faríngeas. Houve uma diminuição significativa no volume dos seios maxilares após a cirurgia em 3448,09  +-3315,56 mm3. Não foi encontrada correlação entre a quantidade de movimento no esqueleto e da mudança no volume de aéreo faríngeo ou seios maxilares.


Os autores concluíram que houve uma diminuição significativa apenas nos volumes aéreos faríngeos inferiores e totais em homens e uma diminuição significativa no volume dos seios maxilares.

Link do aritgo na integra via Angle Orthodontist:

http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/100212-777.1