ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Controle dos incisivos inferiores com o Herbst combinado e totalmente personalizado para um aparelho lingual - um estudo piloto


Neste artigo de 2010, publicado pelo Wiechmann et al. Head & Face Medicine, pelos autores Dirk Wiechmann, Rainer Schwestka-Polly, Hans Pancherz, Ariane Hohoff; do Department of Orthodontics, Westfälische Wilhelms-Universität Münster - Alemanha. Mostra um estudo feito com auxilio dos modelos digitais do efeito do Herbst associado ao aparelho lingual Incognito sobre o posicionamento final dos incisivos inferiores.

O aparelho Herbst induz a tradicional vestibularização dos incisivos inferiores independente do sistema de ancoragem utilizado. Os efeitos do Herbst como elemento auxiliar de um aparelho lingual totalmente personalizado (LO) Incognito (3 M) não foi analisada e ainda. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito sobre a vestibularização so incisivo inferior utilizando este dispositivo de Herbst-LO.

Estudo retrospectivo. Os critérios de inclusão: a) Classe II ≥ 5 mm relação molar, b) Herbst ≥ 9 meses no local e, c) terminaram o tratamento ativo. posição do incisivo foi medido em modelos digitais antes do tratamento, sobre a configuração de destino digital e em modelos digitais modelos obtidos no dia da descolagem. Todas as medições foram realizadas pelo mesmo pesquisador.

Doze pacientes (8 mulheres, 4 homens) dos 632 casos tratados com o aparelho lingual foram incluídos no estudo. A medição do erro foi calculada com a fórmula de Dahlberg's que foi de 0,2 °. Em sete casos havia sido planejado (Configuração da meta) verticalização dos incisivos inferiores (CCR), e cinco casos vestibularização (sentido horário). Não houve diferença estatística (p 0.05) between planned incisor rotations of the target setup and" style="background-color: rgb(255, 255, 255); ">> 0,05) entre as rotações incisivo prevista da instalação de destino e alcançado rotações incisivo no dia do descolamento. A média geral de diferença foi de 2,2 ° ± 1,0 °.

Os autores concluiram que a combinação Incognito-Herbst é o primeiro conjunto  com Herbst que promove total controle sobre o movimento incisivo. Usando este sistema, a perda de ancoragem ou o ganho de fixação é independente do tratamento com o Herbst.

Ele depende apenas da posição dos dentes planejada do destino individual instalação.


Link do artigo na integra via head-face-med:

sábado, 24 de janeiro de 2015

No Curso Avançado para Especialistas da Academia da Ortodontia Contemporânea, um modulo dedicado a Ortodontia Estética com uma excelente aula teórica com "Hands On" abordando a Ortodontia Lingual com o Prof. Dr. Marcos Prieto










Informações sobre a Turma 2015 do Curso Avançado:

www.ortodontiacontemporanea-academia.com


sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Ultimo modulo da turma 2014 do Curso Avançado para Especialistas da Academia da Ortodontia Contemporânea

Credenciamento Invisalign com o Diretor Clinico no Brasil, Prof Dr. Mauricio Casa !




Alinhadores estéticos com o Prof. Dr. Wilson Murata !






Maiores Informações para a turma 2015:

www.ortodontiacontemporanea-academia.com

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Modelos digitais vs modelos de gesso obtidos por moldegens com alginato e materiais substitutos ao alginato


Neste artigo de 2010, publicado pelo Angle Orthodontist, pelos autores Gilda Torassian; Chung How Kau; Jeryl D. English; John Powers; Harry I. Bussa; Anna Marie Salas-Lopez; John A. Corbett; do Department of Orthodontics, University of Texas Health Science Center at Houston, Houston, Texas; do Department Chair, Department of Orthodontics, University of Alabama, Birmingham; Avalia os modelos de gesso tradicionais obtidos com alginatos e outros materiais de moldagem.

Este estudo compara a estabilidade dimensional de quatro materiais de impressão ao longo do tempo e comparar aos modelos digitais OraMetrix vs modelos de gesso tradicional.


Dois alginatos tradicionais (identic e imprEssix) e dois substitutos de alginato (Alginot FS e position PentaQuick) foram usados para tomar várias impressões de um Typodont maxilar. Quinze impressões para cada material foram tomados e evazados com gesso em três momentos: 72 horas, 120 horas, e uma semana. Cinco impressões de cada material foram retiradas e foram enviados para OrthoProof para a reprodução do modelo digital de 72 horas. Os modelos digitais foram, então, integrados com o software OraMetrix. Modelos de gesso e digitais foram medidos nas dimensões ântero-posterior, transversal e vertical. Os modelos Typodont controle e gesso foram medidos com paquímetro digital, e os modelos digitais foram medidas utilizando o software OraMetrix.


Alterações estatisticamente significativas foram encontradas para os modelos replicados de material de impressão idêntico em todas as três dimensões, por 72 horas. Alterações estatisticamente significativas foram observadas em impressões imprEssix nas dimensões vertical e intercaninas. Os modelos digitais foram significativamente menores em todas as dimensões em comparação com modelos de gesso e ao controle.

O material de moldagem Identic apresentou uma variação estatisticamente e clinicamente significativos em todas as dimensões dentro de 72 horas e, portanto, não deve ser usado se as impressões não vão ser despejado imediatamente. Substitutos de alginato foram dimensionalmente estável durante um período prolongado. Os modelos digitais produzidos pela OraMetrix não foram clinicamente aceitáveis em comparação com modelos em gesso.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/072409-413.1

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Fio de Latão: uma alternativa para o clínico geral no tratamento de molares ectópicos semi-irrompidos





Neste artigo de 2008, publicado pela Revista da Associação Brasileira de Odontologia Nacional, pelos autores Hiroshi Maruo, Cláudio Vinícius Sabatoski, Marcos Adriano Sabatoski, Ivan Toshio Maruo, Orlando Tanaka; da Graduação e Pós-Graduação em Odontologia – Ortodontia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). Mostra, através da apresentação de casos clínicos, a eficiência do fio de latão, empregado isoladamente ou associado ao aparelho ortodôntico, na desimpactação e verticalização de molares ectópicos semi-irrompidos.


A Ortodontia não se constitui apenas de procedimentos complexos. Muitas vezes, pequenas intervenções podem minimizar o desenvolvimento de problemas oclusais que, com o tempo, transformarse-iam em grandes desvios, acarretando sérias dificuldades de tratamento. Desta maneira, intervenções simples, porém de grande importância para a prevenção do estabelecimento de maloclusões, podem e devem ser realizados por profissionais que não sejam especialistas em Ortodontia, desde que suficientemente treinados e com conhecimentos básicos de crescimento e desenvolvimento craniofacial, biogênese da dentição e etiologia da maloclusão.


Nesta linha de pensamento, um problema freqüentemente observado nos consultórios de Ortodontia e que poderia ser tratado preventivamente pelo clínico geral são dentes ectópicos semi-irrompidos ou impactados.


Segundo Cossman, erupção ectópica pode ser definida como um dente irrompido ou tentando irromper em uma posição ou lugar que não seja o normal. Os principais fatores etiológicos são a morfologia dentária, o desenvolvimento dentário e a correlação entre crescimento ósseo e erupção dentária.


Morfologicamente, os dentes ectópicos podem ser, significantemente, maiores que o normal e a superfície mesial do primeiro molar permanente superior se encaixa perfeitamente na superfície distal do segundo molar superior decíduo, favorecendo a sua impactação.


O descompasso entre o crescimento ósseo e erupção dentária também pode constituir um importante fator etiológico, uma vez que a falta de desenvolvimento e crescimento da maxila e mandíbula, limitando o aumento do comprimento das arcadas dentárias pode ocasionar a erupção ectópica por falta de espaço.


Segundo Interlandi, Moyers, Paiva Lino, Guedes Pinto e Carranza as conseqüências da erupção ectópica são impactação dentária, reabsorção radicular, perda precoce de molares decíduos, diminuição do comprimento do arco, apinhamento dentário e pericoronarite.


O diagnóstico não é complexo, sendo feito através da análise clínica dos pontos de contatos interproximais dos dentes em erupção e da avaliação do posicionamento dentário e do estágio de rizogênese em radiografias panorâmicas e periapicais. É importante ressaltar que a precocidade do diagnóstico possibilita um tratamento mais simples e eficiente, uma vez que o potencial de erupção é maior em dentes com rizogênese incompleta. Daí a importância de se informar e instruir o clínico geral acerca da relevância da abordagem precoce destes desvios na biogênese da oclusão, uma vez que, na maioria das vezes, são eles os primeiros a ter contato com o paciente.


Para a adaptação e a ativação do fio de latão são seguidas as seguintes etapas:

1- Toma-se um segmento de fio de latão de aproximadamente 10 cm de comprimento e com o diâmetro podendo variar de 0,6 a 0,9 mm;


2- Com o auxílio de um alicate 139, contorna-se um semicírculo em uma das extremidades do fio;


3- Com o auxílio do alicate 110, pressiona a extremidade do semicírculo, para facilitar a passagem do fio de latão sob o ponto de contato;


4- Ainda com o alicate 110, introduz-se o fio de latão, de vestibular para lingual, sob o ponto de contato;


5- Volta-se a extremidade do fio de lingual para vestibular e une-se as duas extremidades;


6- As extremidades são tracionadas e torcidas lentamente, forçando o fio ao redor do ponto de contato;


7- Por fim, corta-se o excesso de fio e, com um calcador de banda, acomoda-se a ponta de maneira que não traumatize a bochecha ou a gengiva e não interfira na oclusão.



O fio deve ser ativado a cada 15 dias, torcendo novamente o fio sempre no mesmo sentido. Com este procedimento, o dente é desimpactado gradativamente e, de acordo com o seu potencial, continua o movimento eruptivo.


Durante o processo de desimpactação, o fio de latão pode soltar-se devido à perda do contato interproximal. Nestas situações, deve-se aguardar o restabelecimento do contato, que ocorre no período de duas a quatro semanas, para recolocar o fio de latão e continuar as ativações.



CONCLUSÃO


Com a avaliação dos resultados obtidos nos casos clínicos apresentados, pode-se concluir que a utilização do fio de latão, para desimpactação de molares ectópicos semi-irrompidos, mostrou-se eficaz nos casos de rizogênese incompleta e, portanto com maior potencial de erupção. Porém, nos casos de rizogênese completa, o fio de latão precisou ser associado ao aparelho ortodôntico fixo, a fim de se obter a verticalização e o estabelecimento do correto ponto de contato.



Link do artigo na integra via ABO:


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Estabilidade de mini placas de um sistema de ancoragem Ortodontica no Zigomático









Neste artigo de 2008, publicado na Angle Orthodontist, pelos autores Firdevs Veziroglu; Sina Uckan; Utku Ahmet Ozden; Ayca Arman; do Department of Oral and Maxillofacial Surgery and Department of Orthodontics, School of Dentistry, Baskent University, Ankara, Turquia. Mostra mais um belo estudo através do metodo de elementos finitos para avaliar a estabilidade das min placas ortodonticas no osso zigomático.


Este estudo buscou avaliar as propriedades biomecânicas de uma mini placa Standard com outra de novo design, para sistema de ancoragem ortodôntica.


Um modelo tridimensional da porção posterior da maxila, incluindo o zigomático, foi preparado. Inserção das mini placas standard e novo design, foi simulada num modelo tridimensional. O efeito de 200 g de força ortodôntica na placa, parafusos, e do osso zigomático foi avaliada em modelos tridimensionais através da análise de elementos finitos. Para determinar a distribuição de força, tensão Von Mises, principal máxima e mínima de estresse, e máximo em capital e mínimo valores de deformação elástica foram avaliados.


Em todos os modelos de placas, uma maior tensão ocorreu no local onde a unidade de aplicação de força foi anexada ao osso por parausos.


A alteração da configuração da placa não afetou a distribuição de tensões nas mini-placas com novo design. Para equalizar a distribuição de força, será necessário ser projetada um nova placa para mudar a localização da a unidade de aplicação de força.




Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:


segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Efeitos transversais da expansão rápida da maxila em pacientes com má oclusão de Classe II: avaliação por Tomografia Computadorizada Cone-Beam





Neste artigo de 2010, publicado pelo Dental Press Journal of Orthodontics, pelos autores Carolina Baratieri, Lincoln Issamu Nojima, Matheus Alves Jr., Margareth Maria Gomes de Souza, Matilde Gonçalves Nojima; do Programa de Pós-Graduação do Departamento de Ortodontia da UFRJ - Rio de Janeiro. Avalia por meio de Tomografia Computadorizada Cone-Beam (TCCB) os efeitos transversais, imediatos e após o período de contenção, da expansão rápida da maxila (ERM) em pacientes com má oclusão de Classe II.

As má oclusões de Classe II, divisão 1, estão fortemente associadas a problemas transversais, apresentando largura maxilar significativamente reduzida quando comparada à de indivíduos com oclusão normal. No entanto, seu diagnóstico muitas vezes passa despercebido ao exame clínico, pois a deficiência transversal é camuflada pelo próprio padrão esquelético da Classe II. Assim, os dentes superiores ocluem em região mais anterior da mandíbula, mais estreita, mostrando a maxila com desenvolvimento aparentemente normal no sentido transversal, mesmo na presença de deficiência transversal.

Para compensar essa deficiência esquelética e da base alveolar, os molares superiores encontram-se inclinados para vestibular. Por essa razão, deve ser considerada a realização da expansão rápida da maxila (ERM) no tratamento de pacientes com má oclusão de Classe II, divisão 1.

A ERM tem sido o tratamento de escolha por muitos ortodontistas para a correção de atresia maxilar esquelética em pacientes em crescimento. A característica fundamental da ERM refere-se ao fato de a força aplicada aos dentes e aos processos alveolares, através da ativação do parafuso expansor, promover a abertura da sutura palatina mediana. A estabilidade da expansão esquelética também é parte fundamental do tratamento, o que faz a fase de contenção tão importante quanto a fase ativa15, devendo o aparelho disjuntor permanecer no local por pelo menos três meses. O aparelho disjuntor de Haas é um dos aparelhos mais utilizados na prática ortodôntica, no qual o parafuso é envolvido por um bloco de acrílico sobre as paredes laterais do palato, aumentando a ancoragem, potencializando o efeito ortopédico e diminuindo o efeito ortodôntico.

Apesar de haver inúmeros artigos sobre os efeitos da expansão rápida da maxila com o aparelho expansor de Haas, a literatura ainda é escassa em estudos que avaliem os efeitos transversos em pacientes com má oclusão de Classe II. O objetivo deste estudo foi avaliar, por meio da Tomografia Computadorizada Cone-Beam, os efeitos transversais dentários e esqueléticos provocados, imediatamente e após seis meses de contenção, pela expansão rápida da maxila com o expansor de Haas em pacientes com má oclusão de Classe II.

Este estudo clínico prospectivo foi realizado na clínica do Departamento de Ortodontia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foram selecionadas 17 crianças (8 meninos e 9 meninas, médias de idade de 10,67 anos e 10,05 anos, respectivamente) com má oclusão de Classe II, divisão 1, e deficiência transversal esquelética da maxila. Os critérios de inclusão foram: idade de 7 a 12 anos; relação molar de Classe II (uni ou bilateral) e esquelética (ANB ≥ 4º)21; deficiência transversal esquelética da maxila (distância do ponto J à linha facial frontal > 12mm)20; e ainda não ter atingido o pico da curva do surto de crescimento puberal.

Até recentemente, o método de avaliação mais preciso dos efeitos transversais provocados após a ERM eram as radiografias cefalométricas posteroanteriores. As dificuldades inerentes à técnica não permitem, muitas vezes, a localização e identificação correta das estruturas craniofaciais. Já as Tomografias Computadorizadas Cone-Beam (TCCB), além de permitirem a visualização tridimensional de todo o complexo craniofacial, possibilitam medições precisas e fiéis das alterações provocadas pela ERM, devido à ausência de sobreposições de imagens e distorções de tamanho.

A abertura da sutura palatina mediana foi clinicamente confirmada em todos os pacientes com a abertura do diastema interincisivos do terceiro ao quinto dia após o início da ativação do aparelho expansor, e visualizada na imagem tomográfica realizada em T2. A média de abertura do parafuso foi de 7mm (mínimo de 5,6mm e máximo de 9mm). Durante o período de contenção, um paciente voltou sem o aparelho, sendo substituído por placa de contenção removível, porém os dados de T3 não foram computados.

Conclusão

Os pacientes com má oclusão de Classe II avaliados obtiveram aumento significativo da dimensão transversa, tanto esquelético quanto dentário, sem causar alterações nos molares de ancoragem. O período de seis meses de contenção com aparelho expansor de Haas permitiu manter o ganho transversal esquelético e o retorno da inclinação dentoalveolar inicial.


Link do artigo na integra via Scielo:

http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v15n5/11.pdf

domingo, 11 de janeiro de 2015

Pensamento da Semana



"Procure a sabedoria e aprenda a escrever os capítulos mais importantes de sua história nos momentos mais difíceis de sua vida."

Augusto Cury


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

A versatilidade clínica do arco utilidade













Prof. Dr. Márcio Figueiredo 

Neste artigo de 2008, publicado pela revista Dental Press, pelos autores Márcio Antonio de Figueiredo, Claudia Tebet Peyres de Figueiredo, Masato Nobuyasu, Gervásio Yoshio Gondo, Danilo Furquim Siqueira; da UMESP - São Paulos, UNOESTE - Presidente Prudente e APCD de Ourinhos - São Paulo. Que mostra todas as aplicações do arco utilidade de Ricketts, vai desde sua construção, modificações e aplicações em diferentes situações clinicas.


O arco utilidade é parte integrante da mecânica ortodôntica utilizada na “Ciência Bioprogressiva” de Ricketts. A palavra “Bioprogressiva” surgiu da união do prefixo “Bio” - abreviação de Biologia e se refere ao cuidado que a mecânica ortodôntica empregada tem com os processos biológicos envolvidos em um tratamento ortodôntico - e “Progressiva”, por refletir a seqüência lógica e progressiva utilizada na montagem dos aparelhos e conseqüente movimentação dos dentes.


Dentro desta ciência, o arco utilidade é, provavelmente, o dispositivo mais conhecido e utilizado, sendo confeccionado com o fio quadrado 0,016” x 0,016” Elgiloy azul. Segundo Miksic, Slaj e Mestrovic, este fio é composto por uma liga de cromo-cobalto, o que facilita a confecção de dobras. Este arco, em conjunto com braquetes de canaleta 0,018” x 0,030”, começou a ser utilizado por Ricketts no tratamento ortodôntico/ortopédico facial em 1960.


De acordo com McNamara Jr., o arco utilidade é eficiente para intruir e, especialmente, efetivo para retruir ou avançar os incisivos superiores e inferiores. O mesmo autor salientou que uma das dificuldades para o tratamento das discrepâncias ântero-posteriores (particularmente a má oclusão do tipo Classe II de Angle) é a interferência vertical anterior. Nestes casos, o arco utilidade pode ser utilizado para intruir os incisivos, favorecendo a correção ortopédica, ou mesmo cirúrgica, da má oclusão. Segundo Sellke a correção do trespasse vertical antes do horizontal é um importante princípio do tratamento bioprogressivo.


Este conceito está baseado na convicção de que uma mordida profunda pode “travar” e impedir o relacionamento normal entre a maxila e a mandíbula, durante o crescimento. Baseando-se nesta idéia, o arco utiliutilidade, juntamente com o quadrihélice de Ricketts, pode ser utilizado no início do tratamento para “destravar” a oclusão, fornecendo condições morfológicas adequadas para que a mandíbula possa se desenvolver normalmente. Entretanto, algumas vezes, pode ser utilizado também nos estágios tardios do tratamento.


A técnica Bioprogressiva está baseada no fato de que o arco dentário é constituído por setores distintos, cada um dos quais possui características próprias com relação aos aspectos anatômicos, funcionais e estéticos. O setor dos incisivos constitui-se de dentes com raízes unirradiculares e de pequeno diâmetro, cujas bordas incisais tornam estes dentes aptos para realizar a função de corte dos alimentos, além de cumprirem um importante papel estético e fonético. Já os molares são multirradiculares, com a face oclusal destinada à trituração dos alimentos e com o diâmetro das raízes maior que o dos incisivos.


Segundo Ricketts, a força de erupção dos dentes é estimada em, aproximadamente, 0,2g a 0,3g por mm2, ou seja, 1/5 da quantidade de força comumente empregada para movimentar um dente. Teoricamente, o dobro desta força (0,4g a 0,6g/mm2) impede a erupção dos dentes e o triplo desta força (0,6g a 0,9 g/mm2) intrui os dentes.


Otto, Anholm e Engel demonstraram ser possível, tanto em crianças como em adultos, o movimento de intrusão dos incisivos com a técnica Bioprogressiva, utilizando-se o arco utilidade. Os pesquisadores não encontraram nenhuma correlação entre idade, maturação esquelética, padrão facial e intrusão, sendo que, neste estudo, a maior intrusão obtida foi de 5,5mm em uma paciente do gênero feminino com 32 anos de idade.


O arco utilidade promove a intrusão dos incisivos por meio de um sistema de alavanca que produz uma pressão leve e contínua, em torno de 60 a 80 gramas para os quatro incisivos inferiores. Visto que força por unidade de área é definida como pressão, a terapia Bioprogressiva advoga a utilização de 100 gramas de força por centímetro quadrado de raiz exposta ao movimento, sendo que esta força pode ser multiplicada por dois quando a ancoragem cortical for o objetivo da mecânica, ou dividida por 2 quando os dentes serão movimentados pela cortical óssea. Isto significa que a força aplicada varia, dependendo do tamanho da raiz envolvida no movimento e da direção do movimento planejado.


A análise da superfície radicular determina os valores utilizados para o movimento dos dentes no sentido ântero-posterior. Quando um dente do setor anterior é movimentado neste sentido, a superfície radicular que enfrentará o movimento é a vestibular ou a palatina. Entretanto, quando o mesmo movimento se realiza no segmento posterior, as superfícies radiculares envolvidas são a mesial e a distal.


O arco utilidade é confeccionado com fio Elgiloy azul 0,016” x 0,016” fornecido pelos fabricantes em formato de varetas. Esta liga foi desenvolvida pela Elgin Watch Company e contém 40% de cobalto, 20% de cromo, 15% de níquel, 15,8% de ferro, 7% de molibdênio, 2% de manganês, 0,16% de carbono e 0,04% de berílio. Introduzida no mercado pela Rocky Mountain Orthodontics (Denver, Colorado, EUA), esta liga é fabricada em quatro têmperas, diferenciadas uma das outras pelas cores azul, amarelo, verde e vermelho em suas extremidades. Para confecção do arco utilidade, o fio indicado é o de ponta azul 0,016” x 0,016” sem tratamento térmico. Este fio tem a capacidade de gerar 2.000 gramas de força por milímetro quadrado, suficiente para movimentar um molar. Esta força pode ser diminuída, aumentando-se a distância do fio por meio de braços de alavanca. O limite elástico proporcional do fio Elgiloy azul 0,016” x 0,016” a uma distância de 25mm é de 80 gramas, e a 30mm uma dobra permanente não ocorre até ultrapassar 70 gramas.


Os tipos mais comuns de arco utilidade são: arco utilidade básico, arco utilidade de retração e arco utilidade de avanço. O arco utilidade básico pode ser utilizado para manter espaço, ganhar espaço (verticalização de molares e expansão dentoalveolar), ancorar os molares e intruir os incisivos.


O arco utilidade é um aparelho extremamente versátil, com inúmeras possibilidades clínicas, sendo capaz de intruir, extruir, avançar ou retrair os incisivos superiores e inferiores; manter, diminuir ou aumentar o espaço no arco inferior; além de ancorar os molares inferiores. Entretanto, uma das maiores vantagens de seu uso consiste na correção de más oclusões do tipo Classe II, com mordida profunda e em fase de crescimento. Esta vantagem não está relacionada com o efeito mecânico de intrusão, mas com a resposta biológica que esta mecânica pode acarretar no crescimento facial.




Link do Artigo na Integra via Scielo:



Link da Clinica do Dr. Márcio Antonio Figueiredo:

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Abertura das suturas circumaxilares por expansão rapida da maxila alternada por constricção




Neste artigo de 2009, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Yu-Chi Wang; Peter M.S. Chang; Eric Jein-Wein Liou; do Department of Orthodontics and Craniofacial Dentistry, Gung Memorial Hospital, Taipei, Taiwan; Mostra esta interessante manobra na disjunção maxilar.


Este artigo buscou analisar quantitativamente a sutura circumaxilar após sua abertura através da expansão rápida maxilar e sua constrição.


Doze gatos foram aleatoriamente agrupadas em dois grupos iguais com 1 semana de expansão rápida da maxila (RME) (1 mm / dia) ou 5 semanas de Expansão rápida da maxila aternada pela constricção (Alt-RAMEC) (1 mm / dia). Ao final do experimento, o esqueleto craniofacial de cada gato foi recolhida. Cada sutura circumaxilar foram, então, analisadas em três sítios com 0,5mm por sonda periodontal.


Cinco semanas de Alt-RAMEC abriram as suturas circumaxilar significativamente superior a 1 semana da RME. Isso afetou as suturas circumaxilar articulando diretamente a maxila.


Os autores concluiram que a Expansão rápida da Maxila alternada com a constricção Alt-RAMEC abre tanto a sagitalmente com coronalmente as suturas circumaxilares quantitativamente mais do que as convencionais expansões rápidas da maxila RME. No entanto, mais de 5 semanas de Alt-RAMEC seriam necessários para aumentar a abertura do coronalmente as suturas circumaxilares.



Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:


terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Avaliação da assimetria mandibular em pacientes portadores de mordida cruzada posterior unilateral e bilateral utilizando tomografia computadorizada cone-beam






Neste artigo de 2011, publicado na Angle Orthodontist, pelos autores Ilknur Veli; Tancan Uysal; Torun Ozer; Faruk Izzet Ucar; Murat Eruz do Department of Orthodontics, Faculty of Dentistry, Dicle University, Diyarbakir, Turkey; DepartmentofOrthodontics,Facultyof Dentistry, Izmir Katip Celebi University, Izmir, Turkey; Department of Pediatric Dentistry and Orthodontics, College of Dentistry, King Saud University, Riyadh, Saudi Arabia ; Mostra um estudo realizado com reconstrução anatomica 3d para avaliação da assimetria mandibular.

Este estudo foi realizado com intuito de testar as hipóteses: (1) De que não há diferença na assimetria mandibular entre o lado da mordida cruzada e com o lado norma em um grupo de mordida cruzada unilateral (UCG) e entre os lados direito e esquerdo em um grupo de mordida cruzada bilateral (BCG) e um grupo controle (CG ) e (2) Que não há diferença significativa na assimetria mandibular entre os grupos de mordida cruzada e o grupo controle.

As tomografias computadorizadas cone-beam  de três grupos foram estudadas: (1) 15 pacientes (6 do sexo masculino, 9 do sexo feminino, com idade média: 13,51 +- 2,03 anos) com mordida cruzada posterior unilateral; (2) 15 pacientes (8 do sexo masculino , 7 do sexo feminino, com idade média: 13,36 +- 2,12 anos) com mordida cruzada posterior bilateral, e (3) 15 pacientes (8 do sexo masculino, 7 feminino, com idade média: 13,46+- 1,53 anos) como grupo controle. Quatorze parâmetros (oito lineares, três de superfície, e três volumétricos) foram medidos. Comparações dos lados foram analisados nas amostras com teste t pareado, e para a comparação entre os grupos, a análise de variância (ANOVA) e teste de Tukey foram usados ​​no nível P< 0,05.

De acordo com as comparações dos lados, não houve diferença estatisticamente significativa  encontrada na UCG. Houve diferenças estatisticamente significativas na hemi mandibula (P = 0,008) e ramo (P = 004) volumes para a BCG e em altura do ramo (P = 0,024) e comprimento do corpo (P = 0,021) para o CG. Comparações intergrupos revelou diferenças significativas na  hemi mandibula (P= 0,002) e volume corporal (P< 0,001) para o lado normal em relação aos lados UCG  e deixou os outros grupos, e em unidade de comprimento angular (P = .025) e largura condilar  (P = .007) para o lado da mordida cruzada UCG e os lados direito dos outros grupos.

Conclusões dos Autores: 

Ao contrário da UCG, nos grupos CG e BCG foram encontrados para assimetria lateral-especifica. Componentes esqueléticos da mandíbula tiveram uma assimetria significativa entre os grupos mordida cruzada e o CG.


Link do artigo na Integra via Angle Orthodontist:

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Pesquisa biomecânica através do metodo de elementos finitos da posição do centro de resistência dos incisivos superiores





Neste artigo de 2007, publicado pelo European Journal of Orthodontics, pelos autores S. Reimann , L . Keilig , A. Jäger and Christoph Bourauel; do Department of Orthodontics, University of Bonn, Alemanha; Mostra mais um estudo da Ortodontia Contemporânea sobre Biomecânica Ortodontica e centro de resistência dos incisivos realizado pelo metodo dos elementos finitos.

A posição do centro de resistência (CR) é um parâmetro essencial em matéria de planeamento de movimentos ortodônticos aplicados ao dente. Na presente pesquisa, o CR combinado dos quatro incisivos superiores foi determinado numericamente usando o método de elementos finitos (FE).

Baseado em informações de três dados dimensionais comercialmente disponíveis do conjunto de uma maxila, incluindo todos os 16 dentes,  bem como conhecer e determinar os parâmetros anteriores do material, modelos  elementos finios FE dos incisivos superiores e as estruturas de apoio e dentes ao seu redor foram gerados.

No sistema de FE, o modelo do segmento anterior  foi carregado com torques de 10 Nmm em cada um dos incisivos. O modelo FE indicou que os incisivos individualmente foram movidos de forma independente, embora fossem bloqueados com um fio de aço de dimensão 0,46 × 0,65 milímetros. Os CRs individuais foram localizados 5 mm na distal e 9 e 12 mm a apical dos braquetes dos centrais e dos laterais.

Assim, a visão clássica de um CR combinado com o segmento anterior foi desmentido e o planejamento dos movimentos ortodônticos dos incisivos superiores deve deixar de ser feita com base nesse conceito.


Link do artigo na integra via EJO Oxfordjournals:

http://ejo.oxfordjournals.org/cgi/reprint/29/3/219

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Um novo ano brilhante!



Desejamos um ano de prosperidade e muitos ganhos profissionais. 

Contem com a Ortodontia Contemporânea!

domingo, 21 de dezembro de 2014

Feliz Natal!


Amigos Ortodontistas,

Celebramos juntos mais um final de ano. Gostaríamos de oferecer os nossos mais sinceros votos de prosperidade e felicidade para todos os 19 mil, quinhentos e noventa e nove colegas que tem tornado a Ortodontia Contemporânea esse importante ponto de convergência de técnicas e filosofias ortodônticas. Que em cada um dos 2 milhões, vinte e sete mil, trezentos e sessenta e um acessos ao nosso site, você tenha aprendido, se inspirado ou até mesmo apenas sonhado com uma carreira melhor e mais prazerosa. Esse sempre foi o nosso sonho e pretendemos contagiar você.

Equipe Ortodontia Contemporânea.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Desmistificando os braquetes autoligáveis


Neste artigo de 2011, publicado pelo Dental Press Journal Orthodontics, pelos autores Renata Sathler, Renata Gonçalves Silva, Guilherme Janson, Nuria Cabral Castello Branco, Marcelo Zanda, do programa de doutorado do Departamento de Odontopediatria, Ortodontia e Saúde Coletiva da Faculdade de Odontologia de Bauru-USP - São Paulo; Busca os mais novos estudos a respeito dos aparelhos autoligáveis atualmente utilizados nos tratamentos ortodônticos, confirmando ou retificando as especulações vigentes.


Introduzidos no início do século 20, os braquetes autoligáveis não são novidade na Ortodontia. O conceito de braquetes sem ligaduras surgiu na década de 30 com o aparelho Russell Lock, que foi uma tentativa de alcançar eficiência clínica associada à redução do tempo gasto com a ligação dos braquetes. Esse aparelho possuía um sistema de porca e parafuso que criava uma quarta parede na cana- leta do braquete. A ativação do aparelho variava de acordo com o maior grau de aperto do sistema.

A idéia de um sistema sem ligadura foi refinada por Wildman com a introdução do aparelho Edgelok, em 1972 (Ormco©, Glendora, Califórnia). O mecanismo para ligar o arco envolvia uma parede de deslize vertical, posicionada por vestibular na porção superior do braquete. Quando esse dispositivo vertical era fechado, a canaleta do braquete era convertida em um tubo de quatro paredes.

Por causa de sua grande aceitação e pela demanda estética dos dias atuais, braquetes autoligáveis linguais e autoligáveis estéticos foram desenhados para atender essas necessidades. Assim, a partir de 2001, foram criados braquetes linguais com o sistema autoligável, como o Evolution. Seguindo o padrão estético, surgiram os braquetes Oyster, que são confeccionados a partir de matrizes resinosas com reforço de fibra de vidro. Mais recentemente, surgiu o In-Ovation C, braquetes autoligáveis translúcidos cerâmicos.

A mais tradicional classificação dos braquetes autoligáveis divide esses acessórios em três tipos, de acordo com o grau de pressão do sistema aplicado ao fio. Eles podem ser ativos, quando o sistema pressiona o fio dentro da canaleta; passivos, quando o sistema permite liberdade do fio na canaleta; ou interativos, quando os braquetes autoligáveis exercem pressão em fios mais espessos, mas permitem liberdade de fios menos calibrosos. Quando o sistema de braquetes ativo é utilizado, o atrito é muito maior do que quando se utiliza o sistema de bra- quetes passivos. Alguns exemplos de braquetes do sistema ativo são: In-Ovation R, Speed e Time.

Níveis muito baixos de atrito com os aparelhos autoligáveis têm sido claramente demons- trados e quantificados em trabalhos de diversos autores. Essa grande concordância na literatura sobre o fato de os autoligáveis produzirem menor atrito durante a movimentação ortodôntica, quando comparados com os braquetes convencionais, está diretamente ligada ao fato de que os braquetes autoligáveis dispensam o uso de ligaduras. Sabe-se que as ligaduras metálicas produzem entre 30% e 50% do atrito promovido por ligaduras elásticas. Essas, quando amarradas em formato de “8”, aumentam o atrito entre 70% e 220%, se comparadas com o formato de “O”. Portanto, o dispositivo que dispensa o uso dessas ligaduras gera, indiscutivelmente, menores níveis de atrito.

Braquetes autoligáveis promovem menor acúmulo de placa quando comparados com os convencionais. E, na maioria dos pacientes, os dentes colados com autoligáveis apresentaram menor número de bactérias na placa. Esses resultados estão vinculados ao método de ligação dos acessórios: no caso dos convencionais, as ligaduras elásticas, que retêm mais placa bacteriana.

Não há evidência que suporte diferenças de reabsorção radicular entre braquetes autoligáveis e convencionais. Em estudo comparativo, Pandis et al. demonstraram ligação entre o tempo de tratamento e a reabsorção radicular, mas não houve diferença entre os grupos tratados com autoligáveis ou com convencionais.


Em geral, os autoligáveis mostram excelente desempenho in vitro com fios menos calibrosos. Entretanto, quando fios mais espessos são utilizados, como 0,016”x0,022” ou 0,019”x0,025”, não há diferença quando comparados com os convencionais.

De certa forma, a grande diferença apresentada por autoligáveis no que diz respeito ao menor tempo de tratamento, menor número de visitas e menor desconforto ao paciente está ligada ao uso de fios de última geração, como os fios de Copper Niti. Afora isso, em estudo in vivo comparativo do SmartClip com o convencional amarrado com elásticos ou amarrio, usando os fios Damon (0,014” e 0,016”x0,025” CuNiTi), não houve diferença na efetividade em reduzir o apinhamento. Em estudo in vivo semelhante, agora com braquetes Damon, os convencionais alcançaram melhores índices de correção que o Damon, e houve mais falha dos braquetes Damon quando comparados aos convencionais.

De acordo com o Dr. Robert Keim, editor do Journal of Clinical Orthodontics, o futuro da Ortodontia terá seu foco em três áreas: imagens tridimensionais (3D), mini-implantes e braquetes autoligáveis. No entanto, Keim atentou que precisamos avaliar as evidências científicas antes de aceitarmos as instruções dos fabricantes sobre o sistema autoligável. Infelizmente, a evidência da maioria dos relatos é pequena.

Embora os aparelhos autoligáveis possam ter grande impacto na Ortodontia, devemos estar cientes quanto às suas reais vantagens, considerando todos os fatores inerentes à sua mecânica de atuação. Apesar da euforia inicial a respeito dos autoligáveis, uma Odontologia baseada em evidências deve prevalecer. Ainda são necessários estudos para avaliar o efeito da expansão promovida por esse tipo de tratamento, para assim evitarmos mais um capítulo sobre recidiva na história da Ortodontia. Deve-se ter em mente que os autoligáveis são apenas uma nova ferramenta, sendo mais uma opção para o clínico e para o paciente ortodôntico.

Link do artigo na integra via Scielo:

http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v16n2/a06v16n2.pdf