ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Avaliação do dispositivo Forsus resistente à fadiga ancorado em miniplacas, em indivíduos na fase de crescimento portadores de Classe II esquelética: Um ensaio clínico randomizado





Neste artigo de 2019, publicado pela Angle Orthodontist, pelos Autores Sherif A. Elkordy; Amr M. Abouelezz; Mona M. S. Fayed; Mai H. Aboulfotouh, Yehya A. Mostafa. Do Department of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, Faculty of Dentistry, Cairo University, Cairo, Egypt e do Department of Pediatric Dentistry and Orthodontics, Faculty of Dentistry, University of Malaya, Malaysia. Teve o objetivo de avaliar o uso da ancoragem direta com miniplacas em conjunto com o dispositivo Forsus  resistente à fadiga (DFRF) no tratamento da má oclusão esquelética de Classe II.

Quarenta e oito meninas portadoras de Classe II esquelética foram alocadas aleatoriamente para o grupo Forsus plus miniplacas (FMP) (16 pacientes, idade 12,5 +- 0,9 anos), Forsus sozinho (FFRD; 16 pacientes, idade 12,1 +- 0,9 anos), ou o grupo controle não tratado  (16 sujeitos, idade 12,1 +- 0,9 anos). Após o nivelamento e o alinhamento, miniplacas foram inseridas na sínfise mandibular no grupo FMP. O DFRF foi inserido diretamente nas miniplacas do grupo FMP e nos arcos mandibulares no grupo FFRD. Os aparelhos foram removidos após atingir um relacionamento incisivo de borda a borda.

Os dados de 46 sujeitos foram analisados. O comprimento mandibular efetivo aumentou significativamente apenas no grupo FMP (4,05 +- 0,78). Os incisivos inferiores apresentaram uma proclinação significativa no grupo FFRD (9,17 +- 2,42) e uma retroclinização não significativa no grupo FMP (􏰀1,49 +- 4,70). A taxa de falha das miniplacas foi de 13,3%.

Os autores concluíram que o uso de miniplacas com o dispositivo Forsus  resistente à fadiga foi bem sucedido em aumentar o comprimento mandibular efetivo em indivíduos com má oclusão de Classe II no curto prazo. O dispositivo Forsus  resistente à fadiga ancorado com miniplaca eliminou a proclinação desfavorável dos incisivos inferiores em contraste com o Forsus utilizado de forma convencional.


Link do Artigo na Integra via Angle Orthodontist:




sexta-feira, 17 de maio de 2019

Resultados tridimensional do tratamento em pacientes portadores de Classe II tratados com o aparelho Herbst: Um estudo piloto




Neste artigo de 2013, publicado pelo American Journal of Orthodontics and  Dentofacial Orthopedics. Pelos Autores Megan LeCornu, Lucia H. S. Cevidanes, Hongtu Zhu, Chih-Da Wu, Brent Larson, and Tung Nguyen. Do Department Orthodontics and Pediatric Dentistry, University of Michigan, Ann Arbor, Michigan;  Department of Biostatistics, Gilling School of Global Public Health, University of North Carolina, Chapel Hill, University of Minnesota, Minneapolis.

Os objetivos deste estudo foram analisar as alterações esqueléticas tridimensionais em indivíduos com má oclusão de Classe II tratados com o aparelho de Herbst e compará-las com grupo controles Classe II tratados utilizando técnicas de sobreposição tridimensional.

Sete pacientes consecutivos tratados com Herbst e 7 controles Classe II tratados com elásticos de Classe II que atenderam aos critérios de inclusão tiveram tomografias computadorizadas de feixe cônico tomadas antes do tratamento, e após a remoção de Herbst ou no pós-tratamento para os controles. Modelos tridimensionais foram gerados a partir das imagens de tomografia computadorizada de feixe cônico, registrados nas bases cranianas anteriores, e analisados por meio de mapas de cores e medidas ponto-a-ponto.

Os pacientes tratados com Herbst demonstraram translação anterior dos côndilos e das  fossas glenoides (fossa anterior direita, 1,69 ± 0,62 mm; fossa anterior esquerda, 1,43 ± 0,71 mm; côndilo anterior direito, 1,20 ± 0,41 mm; côndilo anterior esquerdo, 1,29 ± 0,57 mm) enquanto o deslocamento posterior predominou nos controles (fossa anterior direita, -1,51 ± 0,68 mm; fossa anterior esquerda, -1,31 ± 0,61 mm; côndilo anterior direito, -1,20 ± 0,41 mm; côndilo anterior esquerdo, -1,29 ± 0,57 mm). Houve mais projeção anterior do ponto B nos pacientes com Herbst (2,62 ± 1,08 mm versus 1,49 ± 0,79 mm). O deslocamento anterior do ponto A foi mais predominante nos controles quando comparado aos pacientes com Herbst (1,20 ± 0,53 mm vs -1,22 ± 0,43 mm).

Os Autores concluíram que os  Pacientes moradores de Classe II tratados com o aparelho de Herbst demonstraram deslocamento anterior dos côndilos e fossas da glenoide juntamente com restrição maxilar quando comparados com os controles Classe II tratados; isso pode resultar em mais projeção anterior da mandíbula.

Link do Artigo na Integra via  NCBI:



quarta-feira, 15 de maio de 2019

15 de maio, dia Mundial da Saúde em Ortodontia - Iniciativa da World Federation of Orthodontists




15 de maio é o Dia Mundial da Saúde Ortodôntica, e a World Federation of Orthodontists, criou um logotipo especial e cartazes que irão estabelecer a identidade da marca desta celebração anual para a frente. O logotipo, disponível em uma variedade de formatos, está disponível para download (veja abaixo). Os membros da WFO usam este logotipo em todos os materiais promocionais para esta celebração. Clique nos cartazes ou veja a página do site em cartazes para obter mais informações.

O Comitê de Promoções da WFO composto pelo Dr. Nikhilesh Vaid, presidente; Dr. Ricardo Machado Cruz do Brasil e Dr. Yanheng Zhou da China avaliaram mais de 25 projetos voltados para criar um logotipo que simbolicamente representa o Dia Mundial da Saúde Ortodôntica.

O artista, Ananth Shankar,  renomado designer e cartunista, escreve sobre o logotipo escolhido:





"O Dia Mundial da Saúde Ortodôntica é comemorado por um logotipo que visa tornar-se um ícone facilmente reconhecido de cuidados ortodônticos em todo o mundo."

O Comitê Executivo da WFO escolheu o dia 15 de maio para o Dia Mundial de Saúde em Ortodontia, uma vez que marca a assinatura do estatuto da WFO em 1995 durante o IV Congresso Internacional de Ortodontia, em São Francisco. Dia Mundial da Saúde em Ortodontia é projetado para amarrar o passado e futuro da WFO juntos.



As organizações afiliadas foram encorajadas a planejar atividades neste dia com sua associação. Essas atividades podem ser de natureza promocional ou científica. Outras celebrações serão realizadas em todo o mundo.  


Maiores informações no site da World Federation of Orthodontists e do THE WORLD ORTHODONTIC HEALTH DAY:

http://www.wfo.org/about-wfo/world-orthodontic-health-day/



terça-feira, 14 de maio de 2019

Artigo Histórico: Evolução da Ortodontia - Recentes Desenvolvimentos
















Neste artigo de 1912, publicado na Revista Dental Cosmos, pelo autor Edward H. Angle, professor da Angle School of Orthodontia. Este artigo clássico da Ortodontia mostra as evoluções na aparatolgia Ortodontica desenvolvida pelo Dr. Angle e seus colaboradores, este artigo foi apresentado após o encontro da Sociedade dos alunos da Angle School of Orthodontia em 13 de setembro de 1911. O autor num trecho do artigo já mostra a preocupação com forças leves, e embasado na celebre pesquisa do Dr. Oppenhaim.


A expanção do arco dentario foi introduzida em 1728 por um grande dentista Francês, Fauchard, ocorreram inumeras modificações, que ajudaram no progresso, outros com poucas diferenças sem progressos e outros propiciando mecânicas ortodonticas absurdas.


O princípio do arco não foi alterado, mas suas melhorias foram em direção ao seu aperfeiçoamento, de modo que  seu refinamento, determinou um maior controle, melhor distribuição da força adquirida, não apenas para a circulação de dentes mal posicionados, mas para garantir a estabilidade da fixação. O resultado tem sido extremamente positivo tanto na sua eficiência, como na diminuição consideravelmente dos seus inconvenientes para o paciente.


O arco de expansão na sua forma atual, com os seus recursos auxiliares, constitui um aparelho ortodôntico tão simples e eficaz que é quase ideal, e tem sido amplamente propagada como todas as outras formas de aparelhos para movimentação dentária. Com isso temos o mais perfeito controle da ancoragem, e muito perfeito controle da força sobre os dentes em movimento, individualmente e coletivamente, para levar as suas coroas a uma relação adequada na linha de oclusão. Não é de admirar, então, que se tornou um item de confiança dos ortodontistas e um fator muito importante para uma Ortodontia maravilhosa que iniciou no passado, a poucos anos.


O movimento do dente é feito mais facilmente, de modo mais satisfatório, e com melhores resultados quando a pressão é muito suave, ao invés de uma força muito pronunciada empregado, a alguns anos, isto veio se tornando mais e mais evidente para o autor, e a exatidão dessa crença tem agora sido abundantemente comprovado pela pesquisa recente do trabalho notável do Dr. Albin Oppenhain de Viena, em seus experimentos elaborados em movimentos dos dentes de macacos. Estes experimentos foram totalmente relatados em um ciclo de palestras do Dr. Oppehaim em uma sessão fechada, da Angle Scholl of Orthodontia, e em um artigo cientifico sobre as pesquisas que em breve será publicado neste país, e deve despertar maior interesse, especialmente entre histologistas e ortodontistas.


Os três diâmetros das secções médias são 45 de uma polegada, 38 de uma polegada, e 30 de uma polegada (0,045 ", 0,038", 0,030 "). Os arcos de diâmetros mais pesados, que é 0,045 "e 0,038" destinam-se a ser utilizado em conexão com ligaduras de fio, precisamente da mesma forma do arco padrão de expansão do arco tipo E. As seções mais pesadas médias são feitas de ambos com metais preciosos e prata, níquel, assim como também as seções com rosca.


Os pinos, os tubos e os arcos muito delicados proporcionam uma maior precisão e são feitos em máquinas especiais. Os pinos e tubos telescópicos de perto são delicados, são de tamanho uniforme, diâmetro e furo. Uma das extremidades dos pinos é feita sob a forma de um gancho, que se encaixa com precisão no bisel da extremidade do tubo quando o pino está no lugar no tubo. É da maior importância que este gancho não deva ser deformado, e assim, tornar-se infectante. 

O ortodontista deve estudar o bloqueio e desbloqueio adequado do fio, para evitar ferir-lo. A outra extremidade dos pinos tem a forma de um rabo de peixe, com um bisel de faca por conveniência de fixar o arco do pino com solda. Uma parte da parede exterior de alguns dos tubos de forma crescente o torna mais estético. Isso não é necessário, mas muitas vezes serve como uma conveniência, dando acesso ao pino para a sua dobra, sem removê-lo completamente do tubo.


Na forma mais antiga do arco de expansão, o tamanho adequado para o encaixe do arco dentário foi adquirida totalmente por meio de porcas e retificação da seção intermediária e propicia a expansão necessária da arcada dentária. A medida em que um ou outro destes dois meios de alargamento é feito quase exclusivamente através das porcas e parafusos, em outros, principalmente por endireitar as curvas na seção intermediária. Ambos os recursos para o meio de controle mais perfeito do tamanho do aparelho. O parafuso de ajuste transversal, como o parafuso de ajuste fino microscópico, será sempre mais valiosa.


Os resultados da movimentação dentária e desenvolvimento ósseo, tem sido verdadeiramente notável, são suficientes, achamos que para despertar a surpresa e grande entusiasmo na mente dos ortodontistas. Esta técnica procura simular o melhor, pois é difícil prever as possibilidades de resultados, só com o tempo para se familiarizar com o plano de tratamento e dominar a técnica.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Movimento dentário humano induzido por tensões contínuas altas e baixas




Neste artigo de 2014, publicado pela Angle Ortohodontist, pelos autores Whitney N. DeForest; Jodi K. Hentscher-Johnson; Ying Liu; Hongzeng Liu; Jeffrey C. Nickel; Laura R. Iwasaki; do Departments of Orthodontics & Dento-facial Orthopedics and Oral & Craniofacial Sciences, University of Missouri-Kansas City UMKC SOD) , Kansas City, Mo. Mostra um estudo realizado para avaliar a eficiência biomecanica com níveis de força variáveis no procedimento de retração dos caninos superiores.

O estudo foi realizado com o intuito de comparar movimentos dentários tridimensionais resultantes de tensões relativamente mais elevadas e menores em um desenho de boca dividida.

Oito voluntários cujos primeiros pré-molares superiores foram removidos para tratamento ortodôntico participaram. Caninos superiores de cada indivíduo aleatoriamente foram retraídos por tensões constantes de 78 kPa e 4 kPa através de mecânica segmentar. Modelos de gesso representando 8-10 visitas por sujeito em mais de 84 dias e um microscópio de três eixos foram usados ​​para medir movimentos em série. A Estatística descritiva e modelagem linear mista foram aplicados para análise de dados.

Dentes movidos por 78 kPa apresentaram significativamente movimento distal mais rápido  (0,066 +- 0,020 milímetros / dia) em comparação com os dentes movidos por 4 kPa (0,031 +- 0,012 milímetros / dia). O movimento lateral e rotação distopalatal também foram significativamente mais rápidos (quatro vezes e 10 vezes, respectivamente) com a tensão mais elevada do que com  mais baixa. A Média de extrusão-intrusão, torque coroa, e de tip foram pequenos, oscilou, e não foram significativamente diferentes entre as tensões altas e baixas. Nenhuma fase atraso da movimentação dentária foi evidenciada.

Os autores concluíram que os Caninos superiores foram retraídos mais rápido com 78 kPa do que por 4 kPa. A Translação Controlada foi possível com 4 kPa, mas 78 kPa ultrapassou limitações do aparelho, fazendo com que ocorresse uma rotação distopalatal.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist, (Angle Orthod. 2014;84:102–108.):

terça-feira, 7 de maio de 2019

Estudo qualitativo fotoelástico do sistema de forças gerado pela mola “T” de retração com diferentes pré-ativações



Neste artigo de 2010, publicado pelo Dental Press Journal of Orthodontics, pelos autores Luiz Guilherme Martins Maia, Vanderlei Luiz Gomes, Ary dos Santos-Pinto, Itamar Lopes Júnior, Luiz Gonzaga Gandini Jr. Da da Disciplina de Ortodontia do curso de Odontologia da Universidade Tiradentes/SE; Do departamento de Prótese Removível e Materiais Odontológicos da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Uberlândia. Mestre e Doutor em Odontologia pela USP - Ribeirão Preto /SP; da Disciplina de Ortodontia do Departamento de Clínica Infantil da Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP.

Objetivou avaliar o sistema de forças gerado pela mola T utilizada para fechamento de espaços.

Por meio do método experimental fotoelástico, avaliou-se a mola T utilizada no fe- chamento de espaços com duas variações de pré-ativação em sua porção apical, sendo uma com 30º e a outra com 45º. As molas foram confeccionadas com fio retangular de titânio-molibdênio (TMA) de secção 0,017” x 0,025”, centralizadas no espaço interbraquetes de 27mm e ativadas em 5,0mm, 2,5mm e posição neutra. Para melhor confiabilidade dos resultados, os testes foram repetidos em três modelos fotoelásticos igualmente reproduzidos e confeccionados pelo mesmo operador. Para compreensão dos resultados, as franjas fotoelásticas visualizadas no polariscópio foram fotografadas e analisadas qualitativamente.

Por meio da análise qualitativa da ordem de franjas no modelo fotoelástico, notou-se que, nas extremidades de retração e anco- ragem, a mola T com 30º de ativação apical apresentou um acúmulo de energia discretamente maior para o sistema de forças liberado.

Concluiram que utilizando o método experimental fotoelástico para análise qualitativa do sistema de forças libera-do pela mola T centralizada e confeccionada com fio de TMA 0,017” x 0,025”,  observaram que:

1. O estado de tensão em toda a superfície radicular da mola T com pré-ativação preconizada por Souza et al. em 2003 mostrou-se discretamete maior quando comparado com a mola T com pré-ativação preconizada por Marcotte em 1993.

2. Com ativação de 2,5mm, a ordem de franjas exibiu uma tendência de movimento de inclinação controlada.

3. A ordem de franjas mostrou-se semelhante na ativação de 2,5mm para as pré-ativações de 30° e de 45°.

4. Com ativação de 5,0mm, a concentração de energia, ou de força, mostrou-se claramente maior em ambas as pré-ativações.


Referencias:

. Souza RS, Santos-Pinto A, Shimizu RI, Sakima MT, Gandini LG Jr. Avaliação do sistema de forças gerado pela alça T de retração, pré-ativada segundo o padrão UNESP-Araraquara. Rev Dental Press Ortod Ortop Facial. 2003 set-out;8(5):113-22

.  Marcotte MR. Biomecânica em Ortodontia. São Paulo: Ed. Santos; 1993.


Link do artigo na Integra via Scielo:

terça-feira, 30 de abril de 2019

Taxa de falha primária de 1680 mini-parafusos inferiores extra-alveolares "Buccal Shelf" inseridos na mucosa livre ou na gengiva inserida








Neste artigo de 2015, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Chris Chang ; Sean S.Y. Liu; W. Eugene Roberts. Da Private Practice, Beethoven Orthodontic Center, Hsinchu City, Taiwan. Apresenta um estudo que compara a taxa de insucesso inicial  (≤4 meses) de mini-parafusos extra-alveolares mandibulares buccal shelf (MBS) instalados em mucosa livre(ML)  ou gengiva inserida (GI).

No presente estudo, foram inseridos 1680 mini-parafusos MBS de aço inoxidável de 2 x 12-mm  em 840 pacientes (405 homens e 435 mulheres, com idade média, 16 ±5 anos). Todos os parafusos foram colocados o mais paralelo possível, lateralmente ao processo alveolar, entre  primeiro e segundo molares inferiores, próximo à junção mucogengival (abordagem extra-alveolar). As cabeças dos parafusos ficaram pelo menos 5 mm acima dos tecidos moles. Foram aplicadas cargas de 227g-397g com elásticos em cadeia para retrair o segmento  mandibular anterior durante pelo menos 4 meses. Os pacientes foram orientados como realizar a higiene oral de forma correta para controlar inflamação e a estabilidade dos mini-parafusos MBS foram testadas a cada consulta.

Os autores observaram que no total de 1680 miniparafusos, 121 falharam (7,2%): 7,31% estavam em ML e 6,85% em GI (diferença estatisticamente insignificante). As falhas foram unilaterais em 89 pacientes e bilaterais em 16. As falhas do lado esquerdo (9,29%) foram significativamente maiores (P< .001) em comparação com as do lado direito (5,12%). A idade média para pacientes com falha foi de 14 ± 3 anos.

Concluíram que os mini-parafusos MBS foram altamente bem sucedidos (aproximadamente 93%), mas não houve diferença significativa entre a colocação em MM ou GI. As falhas foram mais comuns do lado esquerdo do paciente e em pacientes adolescentes mais jovens. Tendo 16 pacientes com falhas bilaterais, sugere-se que uma pequena fração dos pacientes (1,9%) estão predispostos a falhas com este método. (Angle Orthod. 2015; 85: 905-910.)

PALAVRAS-CHAVE: Mandibular Buccal Shelf; Mini-parafusos; Ancoragem esquelética; Gengiva inserida; Mucosa alveolar; Ancoragem ortodôntica extra-alveolar

Nossos Agradecimentos pela tradução a Dra Nathalia Torres

Link do Artigo na integra via Angle Orthodontist:

terça-feira, 23 de abril de 2019

Luto na Ortodontia Brasileira - Com muito pesar, perdemos o Professor Dr. Sebastião Inetrlandi



Prof. Dr Sebastião Interlandi no inicio de sua carreira na Ortodontia

Prof. Dr Sebastião Interlandi com seu Amigo e Colega, o Professor Dr Décio Rodrigues (USP/Bauru)


Prof. Dr Sebastião Interlandi e sua Esposa Professora Dra 
Solange Fantini (USP/São Paulo) com o Prof. Dr. Ravindra Nanda (Universidade de Connecticut - EUA)




É com grande pesar que soubemos da inestimável perda na Ortodontia Brasileira e Mundial, faleceu  Professor Dr. Sebastião Interlandi, um dos pioneiros da nossa especialidade.  O único professor Emérito em Ortodontia da USP. Recebeu o título em novembro de 2002.

Foi contratado em 1957 como Professor Assistente da cadeira de Ortodontia e Odontopediatria, da Faculdade de Odontologia da USP, que naquela época constituíam uma só disciplina. Dr.  Sebastião  Interlandi,  após  2 anos de intensos estudos de Pós-Graduação em Ortodontia, com o título de “Master of  Science” pela Universidade  de  Saint Louis. Voltou  entusiasmado e  com  sua  vocação inata  para  a  docência, entabulava conversações com o Diretor da Faculdade de Odontologia, Dr. Adamastor Corrêa para a criação de um curso “Stricto  Sensu” ao  nível de  mestrado, em  Ortodontia.

Em 1966, o professor Sebastião Interlandi tornou-se o primeiro coordenador do curso de especialização em Ortodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (USP). Ao qual, mais tarde, se juntaria o título de Livre Docente concedido pela USP (1968). O ensino básico abrangia a técnica Edgewise e informações sobre outras técnicas ortodônticas. Em 1974 o curso foi credenciado junto ao Conselho Federal de Educação (CFE) como Mestrado em Odontologia, área de concentração em Ortodontia. Naquele mesmo ano, o professor Sebastião Interlandi concorreu a concurso público e alcançou o cargo de Professor Titular. 


Referencias Bibliográficas:

1- Dr. Décio Rodrigues Martins, Histórico da Ortodontia Paulista, Maringá, v. 9, n. 2, p. 18-20, mar./abr. 2004 

2-Oswaldo de Vasconcellos Vilella, O desenvolvimento da Ortodontia no Brasil e no mundo, Maringá, v. 12, n. 6, p. 131-156, nov./dez. 2007 

Links dos artigos que contam uma parte da Historia da Ortodontia no Brasil:




segunda-feira, 22 de abril de 2019

Decisão de tratamento em pacientes adultos com má oclusão de classe III: cirurgia versus ortodontia



Neste artigo de 2018, publicado pela Progress in Orthodontics, pelos Autores Sara Eslami, Jorge Faber, Ali Fateh, Farnaz Sheikholaemmeh, Vincenzo Grassia e Abdolreza Jamilian. Do Department of Orthodontics, Tehran Dental Branch, Craniomaxillofacial Research Center, Islamic Azad University, No 14, Pesiyan Ave., Vali Asr St., Tehran, Iran. Department of Orthodontics, Faculty of Health Science, University of Brasilia, Brasilia, Brazil. Craniomaxillofacial Research Center, Tehran Dental Branch, Islamic Azad University, Tehran, Iran.Multidisciplinary Department of Medical-Surgical and Dental Specialties, University of Campania ‘Luigi Vanvitelli’, Naples, Italy.

Discorre sobre uma das questões mais controversas no planejamento do tratamento de pacientes com má oclusão de classe III que é a escolha entre camuflagem ortodôntica e cirurgia ortognática. O objetivo do estudo foi delinear medidas diagnósticas em casos de classe III limítrofes para a escolha do tratamento adequado.

Telerradiografias de pré-tratamento de 65 pacientes exibindo classe esquelética moderada III foram analisadas. O grupo de camuflagem foi composto por 36 pacientes com idade média de 23,5 (DP 4,8), e o grupo de cirurgia foi composto por 29 pacientes com idade média de 24,8 anos (DP 3,1). O tratamento de camuflagem consistiu na vestibularização dos incisivos superiores e na retração dos incisivos inferiores, e o grupo cirúrgico foi corrigido pelo recuo da mandíbula, avanço maxilar ou cirurgia bimaxilar. O teste U de Mann-Whitney foi usado para comparar as variáveis entre os dois grupos. A análise discriminante stepwise foi aplicada para identificar as variáveis dentoesqueléticas que melhor separam os grupos.

O ângulo de H Holdaway e a avaliação de Wits foram capazes de diferenciar entre os pacientes adequados para camuflagem ortodôntica ou tratamento cirúrgico. Casos com um ângulo de Holdaway maior que 10,3 ° e avaliação de Wits maior que - 5,8 mm seriam tratados com sucesso por camuflagem, enquanto aqueles com ângulo Holdaway inferior a 10,3 ° e com avaliação Wits menor que - 5,8 mm podem ser tratados cirurgicamente . Com base nesse modelo, 81,5% dos pacientes foram devidamente classificados.

Os Autores concluíram que o ângulo H de Holdaway e a avaliação de Wits podem ser usados como um parâmetro diagnóstico crítico para determinar a modalidade de tratamento em casos limítrofes de classe III.

Link do Artigo na Integra via NCBI:

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Utilização de recursos 3D na rotina ortodôntica






Neste artigo publicado em 2019, na Revista Ortodontia SPO, pelo autor Marlos Loiola, do Programa de pós graduação a nível de Doutorado em Ciências Odontológicas (Ortodontia) – Unesp Araraquara

Mostra que nas últimas décadas, a Ortodontia vem passando por enormes transformações, principalmente com a incorporação de novos recursos digitais e tridimensionais nos campos do diagnóstico, planejamento e execução do tratamento. Inevitavelmente, o ortodontista contemporâneo terá que, paulatinamente, se familiarizar e incorporar na rotina clínica diária, tornando assim os tratamentos cada vez mais previsíveis e seguros – tanto para suas condutas quanto para o conforto e satisfação do paciente –, não deixando de ter a convicção de que sempre e independente do tipo de tecnologia, o conhecimento científico, clínico e técnico estarão pautados em estudos que nortearão o julgamento do profissional, que sempre estará à frente conduzindo esses novos recursos.

O artigo mostra e descreve diversas aplicações práticas da utilização de tecnologias digitais e tridimensionais dentro de uma rotina clinica do Ortodontista do século XXI. Artigo direto ao ponto da revista OrtodontiaSPO, que selecionou algumas das palestras do Congresso Brasileiro de Ortodontia de 2018 e a transformou em artigo escrito.

Link do Artigo via OrtoCiencia:





terça-feira, 16 de abril de 2019

Retração de caninos realizada com mini-implante e micro-osteoperfuração: Um ensaio clínico randomizado em boca dividida




Neste artigo de 2019, publicado na Angle Orthodontist, pelos autores Saritha Sivarajan; Jennifer Geraldine Doss; Spyridon N. Papageorgiou; Martyn T. Cobourne; Mang Chek Wey. Do Department of Pediatric Dentistry and Orthodontics, Faculty of Dentistry, University Malaya, Kuala Lumpur, Malaysia; Department of Community Oral Health and Clinical Prevention, Faculty of Dentistry, University Malaya, Kuala Lumpur, Malaysia; Clinic of Orthodontics and Pediatric Dentistry, Center of Dental Medicine, University of Zurich, Zurich, Switzerland; Center of Craniofacial Development and Regen- eration, Department of Orthodontics, King’s College, London, United Kingdom.

Teve o objetivo de realizar uma pesquisa  usando um desenho clínico randomizado em boca dividida, para avaliar o efeito da micro-osteoperforação (MOP) em regiões próximas a mini-implantes que apoiavam uma retração canina utilizando aparelhos fixos.

Trinta pacientes (sete do sexo masculino e vinte e três do sexo feminino) com idade média de 22,2 (3,72) anos foram randomizados em três grupos de retração canina: Grupo 1 (MOP 4-semanal maxila / 8-semanal mandíbula; n 1⁄4 10); Grupo 2 (MOP 8-semanalmente maxila / 12-semanal mandíbula; n 1⁄4 10) e Grupo 3 (MOP 12-semanal maxila / 4-semanalmente mandíbula; n 1⁄4 10) medido em intervalos de 4 semanas durante 16 semanas . Os pacientes também preencheram questionários sobre dor (escala Likert de 5 pontos) e o impacto da dor (Escala Visual Analógica). O desfecho primário foi a quantidade de retração canina ao longo de 16 semanas nos locais MOP (experimental) e não-MOP (controle).

A retração total média dos caninos foi de 4,16 (1,62) mm com MOP e 3,06 (1,64) mm sem a MOP. Após o ajuste das diferenças, todos os grupos MOP exibiram uma distalização canina significativamente maior do que o grupo controle: 0,89 mm a mais (intervalo de confiança de 95% [IC] 1⁄4 0,19 a 1,59 mm; P 1⁄4 .01) no MOP- 4 grupo, 1,08 mm a mais (IC 95% 1,44 a 0,68 mm; P 1,4 -1,00) no grupo MOP-8 e 1,33 mm a mais (IC 95% 1 a 4 0,55 a 2,10 mm; P 1 4,002) no grupo MOP-12. Todos os indivíduos relataram dor associada à MOP com 60%, classificando-a como moderada e 15% grave. O principal impacto dessa dor relatada foi relacionado à mastigação e fala.

O MOP pode aumentar a retração total canina suportada por mini-implantes ao longo de um período de observação de 16 semanas, mas é improvável que esta diferença seja clinicamente significativa.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:





segunda-feira, 1 de abril de 2019

Exposição cirúrgica aberta versus fechada em caninos que são tracionados no palato (Revisão)




Neste artigo de 2017, publicado pela Cochrane Database of Systematic Reviews, pelos autores Nicola Parkin, Philip E Benson, Bikram Thind, Anwar Shah, Ismail Khalil, Saiba Ghafoor. Da Oral Health and Development, School of Clinical Dentistry, University of Sheffield, Sheffield, UK. Department of Orthodontics and Maxillofacial Surgery, Solihull Hospital, Solihull, UK. The Windmill Orthodontics, Bedale, UK. Cochrane Oral Health, Division of Dentistry, School of Medical Sciences, Faculty of Biology, Medicine and Health, The University of Manchester, Manchester, UK.


Caninos tracionados palatinamente ou PDCs são caninos superiores permanentes, comumente conhecidos como "Olhos" dos dentes, que são tracionados no céu da boca. Isso pode causar falhas desagradáveis,  danos às raízes vizinhas (que podem ser tão severas que os dentes vizinhos são perdidos ou precisam ser removidos) e, ocasionalmente, resultam no desenvolvimento de cistos. As PDCs são uma anomalia dentária freqüente, presente em 2% a 3% dos jovens. O gerenciamento desse problema é demorado e caro. Envolve a exposição cirúrgica (descoberta) seguida por aparelhos fixos durante dois a três anos para alinhar o canino no interior da arcada dentária. Duas técnicas para expor caninos palatinos são usadas no Reino Unido: a técnica fechada e a técnica aberta. A técnica fechada envolve o descobrimento do canino, a fixação de um acessório e uma corrente de ouro e a sutura da mucosa palatina sobre o dente. O dente é então movido para a posição coberta pela mucosa palatina. A técnica aberta envolve o descobrimento do  canino e remoção do tecido palatino sobrejacente para deixá-lo descoberto. O ortodontista pode então ver a coroa do canino para alinhá-lo.

Os autores objetivaram Avaliar os efeitos de usar um método cirúrgico aberto ou fechado para expor os caninos que se deslocaram no céu da boca, em termos de sucesso e outros resultados clínicos e relatados pelo paciente.

O Especialista em Informação da Cochrane Oral Health pesquisou os seguintes bancos de dados: Cochrane Oral Health's Trials Register (até 24 de fevereiro de 2017), Cochrane Central Register de Ensaios Controlados (CENTRAL) (na Biblioteca Cochrane, 2017, Issue 1), MEDLINE Ovid (1946 a 24 Fevereiro de 2017) e Embase Ovid (1980 a 24 de fevereiro de 2017). O Registro de Ensaios Contínuos dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA (ClinicalTrials.gov) e a Plataforma Internacional de Registros de Ensaios Clínicos da Organização Mundial de Saúde foram procurados para os testes em andamento. Nenhuma restrição foi colocada no idioma ou data de publicação ao pesquisar os bancos de dados eletrônicos.

Foram incluídos ensaios clínicos randomizados e quase-randomizados que avaliaram jovens que receberam tratamento cirúrgico para corrigir PDCs superiores. Não houve restrição de idade, apresentando má oclusão ou tipo de tratamento ortodôntico ativo realizado. Incluiram caninos tracionados unilateral e bilateralmente.

Dois revisores independentemente examinaram os resultados das buscas eletrônicas, extraíram os dados e avaliaram o risco de viés nos estudos incluídos. Tentaramo entrar em contato com os autores do estudo para a falta de dados ou esclarecimentos, quando viável. Seguiram as diretrizes estatísticas do Manual Cochrane para Revisões Sistemáticas de Intervenções para a síntese de dados.

Incluíram três estudos, envolvendo 146 participantes. Dois estudos foram avaliados como estando em alto risco de viés.

O principal achado da revisão foi que as duas técnicas podem ser igualmente bem-sucedidas na exposição de PDCs (razão de risco (RR) 0,99, intervalo de confiança de 95% (IC) de 0,93 a 1,06; três estudos, 141 participantes analisados, evidências de baixa qualidade).

Uma falha cirúrgica foi devida ao traciomento da corrente de ouro (grupo fechado). Um estudo relatou complicações após a cirurgia e encontrou dois no grupo fechado: uma infecção pós-operatória que exigia antibióticos e dor durante o alinhamento do canino à medida que a corrente de ouro penetrava no tecido gengival do palato.

Não foi possível reunir dados para a estética dentária, dor e desconforto relatados pelo paciente, saúde periodontal e tempo de tratamento; no entanto, estudos individuais não encontraram diferenças entre as técnicas cirúrgicas (evidência de baixa a muito baixa qualidade).

Os autores concluíram que as evidências sugerem que nem a técnica cirúrgica aberta ou fechada para a exposição dos caninos superiores palatinos superiores em nenhum dos desfechos incluídos nesta revisão; no entanto, consideraram a evidência como de baixa qualidade, com dois dos três estudos incluídos sendo de alto risco de viés. Isso sugere a necessidade de mais estudos de alta qualidade. Três ensaios clínicos em andamento foram identificados e espera-se que estes produzam dados que possam ser agrupados para aumentar o grau de certeza desses achados.


Link do artigo na integra via Cochrane:

https://www.cochranelibrary.com/cdsr/doi/10.1002/14651858.CD006966.pub3/epdf/full


sábado, 30 de março de 2019

Estudo retrospectivo do tratamento da Classe II na de dentadura mista






Este artigo de 2016, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Heesoo Oh; Sheldon Baumrind; Edward L. Korn; Steven Dugoni; Roger Boero; Maryse Aubert; Robert Boyd. Do Department of Orthodontics, University of the Pacific, Arthur A. Dugoni School of Dentistry, San Francisco, California. Apresenta um estudo com o objetivo de avaliar a efetividade do tratamento precoce das maloclusões de Classe II moderadas e graves na dentição mista.

Foram avaliados três grupos de indivíduos com maloclusão de Classe II neste estudo retrospectivo: um grupo de tratamento precoce (EarlyTx) com idade entre 7 e 9,5 anos (n = 54), um grupo de tratamento tardio (LateTx), cuja primeira visita ortodôntica ocorreu entre 12 e 15 anos (n = 58), e um grupo de Classe II (UnTx) não tratado para avaliar a comparabilidade do pré-tratamento dos dois grupos tratados (n = 51). Treze análises cefalométricas convencionais foram avaliadas para cada grupo, e a gravidade da Classe II de molar foi medida nos modelos de estudo dos grupos EarlyTx e LateTx. Foi utilizado para o tratamento da Classe II na dentição mista na fase inicial (fase 1), um aparelho superior 4x2 e um arco lingual inferior. 

O objetivo da fase 1 foi a correção completa da má oclusão, que seria a obtenção de uma relação molar Classe I, redução da discrepância do maxilar esquelética, sobressaliência e sobremordida ideal, alinhamento correto dos incisivos e comprimento e largura adequada do arco. Após o tratamento da fase 1, as contenções foram entregues e os pacientes foram avaliados regularmente a cada 2 a 4 meses, para monitorar o crescimento e desenvolvimento oclusal dos pacientes e para preservar os ganhos obtidos no tratamento da fase 1. Após a erupção dos segundos molares permanentes, os pacientes que se submeteram ao tratamento da fase 1 foram reavaliados para decidir o tratamento posterior. O tratamento da fase 2 variou de aparelhos fixos parciais, em um único arco a aparelhos fixos completos em ambos os arcos, com ou sem exodontias.

Foi observado a correção da classe II bem sucedida em aproximadamente três quartos dos dois grupos. Os pacientes do grupo EarlyTx tiveram menos exodontias do que os pacientes LateTx (5,6% vs 37,9%, P< 0,001) e passaram menos tempo em tratamento na dentição permanente que os pacientes pertencentes ao LateTx (1,7 ± 0,8 vs 2,6 ± 0,7 anos, P < 0,001). Com o tempo de supervisão incluído, o grupo EarlyTx teve tempo de tratamento e média de visitas maior que o grupo LateTx (53.1 ± 18. 8 vs 33.7 6±8.3, P < .0001). Observou-se também que 55% dos casos com exodontias do grupo LateTx envolveram a remoção dos primeiros pré-molares e terminaram em relação molar Classe II.

Os autores concluíram que o tratamento precoce na dentição mista foi eficaz para correção das más oclusões de Classe II. (Angle Orthod., 2017; 87: 56-67)

PALAVRAS-CHAVE: Má oclusão Classe II; Dentição mista; Tratamento precoce; Estudo retrospectivo

Créditos da Tradução para Dra Nathalia Torres

Link do Artigo na Integra Via Angle Orthodontist:

http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/012616-72.1