ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Avaliação dos fatores relacionados ao sucesso da expansão rápida do palato assistida por mini-implantes





Neste artigo de 2020, publicado na Angle Orthodontist, pelos Autores Cibele B. Oliveira; Priscila Ayub; Fernanda Angelieri; Wilson H. Murata; Selly S. Suzuki; Dirceu B. Ravelli; Ary Santos-Pinto. Do department of Pediatric Dentistry, São Paulo State University (UNESP), School of Dentistry, Araraquara, Brazil e do Department of Orthodontics, São Leopoldo Mandic School and Dental Institute, Campinas, São Paulo, Brazil. Avaliou se o sucesso da expansão palatina assistida por mini-implante (MARPE), realizada em pacientes com maturação óssea avançada, se estaria relacionado a fatores como maturação da sutura palatina mediana (MPS), idade, sexo ou ancoragem do mini-implante bicortical.

Vinte e oito tomografias computadorizadas de feixe cônico (TCFC) de adultos e adolescentes pós-púberes tratados pelo MARPE foram incluídos na amostra. Imagens de TCFC antes (T0) e após a expansão (T1) foram usadas para avaliar as alterações esqueléticas e o sucesso ou fracasso do MARPE. Imagens axiais de MPS foram extraídas de T0 e classificadas em um dos cinco estágios de maturação. A correlação entre o sucesso do MARPE e os fatores de idade, sexo, maturação da MPS e ancoragem do mini-implante bicortical foi investigada.

Apenas a idade apresentou correlação negativa estatisticamente significativa com o sucesso do MARPE e todas as medidas esqueléticas. Observou-se uma taxa de sucesso de 83,3% entre indivíduos de 15 a 19 anos, 81,8% de 20 a 29 anos e 20% de 30 a 37 anos. A maturação do MPS apresentou correlação negativa com o efeito de expansão. Indivíduos com estágio B ou C de maturação da MPS apresentaram 100% de sucesso, seguidos do estágio D (62,5%) e estágio E (58,3%).

Com o aumento da idade, houve uma diminuição no sucesso do MARPE e nos efeitos esqueléticos da expansão maxilar. Sexo e ancoragem com mini-implante bicortical não se mostraram fatores relevantes. Não houve correlação entre a maturação da MPS e o sucesso do MARPE; entretanto, observou-se que todos os casos de falha do MARPE foram classificados como estágio D ou E de maturação da MPS.

Link do artigo na integra via Meridian:

https://meridian.allenpress.com/angle-orthodontist/article/doi/10.2319/051420-436.1/449913/Evaluation-of-factors-related-to-the-success-of

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Ortodontia em Luto - Perdemos o Professor Dr. Hugo Trevisi






 




Ontem 11/01/21 a Ortodontia mundial perdeu um dos seus grandes nomes, o Professor Dr Hugo Trevisi, a vitima de complicações em decorrência a COVID-19.

O Professor Hugo, foi um dos criadores e desenvolvedores da Técnica MBT, representante de destaque da Ortondontia Brasileira no Cenário Interncaional. Clinico atuante, trabalhava nos seus cursos e atendia na clinica privada na cidade de Presidente Prudente em São Paulo. O professor Hugo Trevisi participou de diversos eventos da Ortodontia Contemporânea. Inclusive homenageado pelo grupo dos alunos e ex-alunos (ALUMNI). Onde muitos amigos e admiradores.

Deixará muitas saudades pela simplicidade e humildade no trato and riquíssimo conhecimento compartilhado. Suas obras o eternizarão nos nossos corações e nas nossas aplicações clínicas diarias. Nossos sinceros sentimentos a Família e aos amigos de trabalho.

Encontro do Professor Trevisi e ALUMNI:

http://www.ortodontiacontemporanea.com/2016/08/filosofia-mbt-com-o-professor-dr-hugo.html



Depoimento do Professor Hugo Trevisi no Curso Avançado para Especialisatas




"Nas décadas de 80 e 90, o professor Trevisi coordenou inúmeros cursos para brasileiros, nos Estados Unidos, enfocando a técnica Straight Wire, divulgando e preparando, nesse campo, muitos professores patrícios. Dessa maneira, a técnica com aparelhos pré-ajustados teve condições de desenvolver-se, no Brasil, de maneira significativa.

A trajetória de vida profissional do professor Trevisi, com certeza, foi pautada por sacrifícios pessoais, dedicação contínua e desprendimento, os quais são fatores fundamentais para o sucesso pessoal e, principalmente, para a contribuição científica decorrente, em prol das coletividades, brasileira e internacional, no campo ortodôntico.

O emérito professor ministra, de maneira incansável, cursos por todas as regiões deste planeta, divulgando os seus conhecimentos e demonstrando a presença brasileira na estrutura de uma filosofia de tratamento internacional (Filosofia de tratamento MBT), engrandecendo a Ortodontia, como ciência, de uma maneira insofismável.

OprofessorTrevisifundouumcentrodeestudosortodônticos(referênciano Brasil), na cidade de Presidente Prudente, coordena um curso de especialização na regional da APCD e desenvolve trabalhos importantes na área específica.

A técnica Ortodôntica Versátil MBT e o Aparelho Autoligado SmartClip foram idealizados pelos professores J. Bennett, Richard McLaughlin e Hugo Trevisi. Esta tecnologia, que dá sustentação à filosofia de tratamento MBT, é de importância capital para a formação dos ortodontistas, uma vez que os autores conseguiram facilitar o trabalho de correção das más oclusões dentárias, produ- zindo uma biomecânica compatível com os níveis científicos atualizados e com possibilidades de alcance das metas ideais de tratamento.

Este fato e o trabalho dos autores supra-citados, por si só, recomendam o nome do professor Trevisi como um dos profissionais de relevo dentro da ciência de Angle. Estamos apresentando, formalmente, nesta entrevista, um digno e ilus- tre companheiro das lides ortodônticas neste Brasil, que a nosso ver, representa uma personalidade marcante na história da Ortodontia brasileira."

Prof. Dr. Julio Wilson Vigorito

Entrevista concedida a revista Dental Press em 2006:

https://www.scielo.br/pdf/dpress/v11n5/a03v11n5.pdf



quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Fios e braquetes: o movimento em evolução















Artigo Publicado na edição comemorativa de 50 anos da Revista da Sociedade Paulista de Ortodontia OrtoSPO.
Como os novos materiais e a compreensão dos conceitos biomecânicos contribuíram para a evolução dos dispositivos ortodônticos.

Colaboração: Marlos Loiola e Hugo Trevisi


Por Adilson Fuzo e João de Andrade Neto


Protagonistas da movimentação dentária na Ortodontia atual, fios ortodônticos e braquetes acompanham a evolução secular da especialidade. Desde 1728, quando o francês Pierre Fauchard relatou o primeiro método de movimentação dentária através de uma tira de metal perfurada, as mudanças alcançaram a concepção dos dispositivos e os materiais utilizados. O entendimento correto da biomecânica, aliado às novas descobertas tecnológicas, revolucionou os tratamentos realizados com aparelhos ortodônticos.
Fauchard inventou um aparelho que chamou de “bandeou”, que utilizava uma tira em forma de ferradura, onde os dentes mal posicionados eram presos por meio de fibras e, assim, se deslocavam. Depois, ao longo do século 18, diversos autores desenvolveram técnicas de formas isoladas através de experiências clínicas, com a utilização de aparelhos de borracha, de prata e de metais, como bronze, e até madeira. “Até aquele momento, cada um enxergava as más-oclusões e tratava de acordo com suas perspectivas, conhecimentos e experiências clínicas. Era como se fossem formações e pontos de vistas diferentes, mas com soluções”, conta o mestre em Ortodontia Marlos Loiola.
A errática linha evolutiva da Ortodontia só passou a contar com um eixo consistente a partir de 1899, quando Edward H. Angle apresentou sua famosa classificação das más-oclusões. Angle ficou marcado na história da especialidade por contribuir em diversos aspectos da compreensão da biomecânica, assim como pelos aparelhos que desenvolveu.

O primeiro dispositivo importante foi o arco em E, descrito em 1890. O aparelho era simples e proporcionava bom alinhamento dos dentes pelo uso de bandas nos molares, com tubos vestibulares rosqueados e arco de expansão, também rosqueado, para conexão com os tubos. Isso aumentava o perímetro do arco e, assim, era possível obter espaço e posicionar os dentes.

Angle imaginava que este era o primeiro mecanismo que controlava e distribuía as forças de maneira fisiológica, realizando movimentos dentários que respeitassem os tecidos envolvidos. Mas, ainda não era possível obter o controle das rotações. Desta forma, em 1916, Angle desenvolveu o aparelho de arco de cinta, que tinha um delicado bloco de metal soldado às bandas. O dispositivo foi denominado “braquete” pelo autor. Também conhecido como “ribbon arch”, o aparelho conseguiu individualizar acessório por acessório, além de apresentar encaixes verticais no sentido oclusogengival. Nele, arcos retangulares eram colocados passivamente e por meio de dobras. Desta forma, os arcos com retificação assumiam a forma ideal e alinhavam os dentes. A partir daí, as forças passaram a ser transmitidas aos dentes por intermédio dos braquetes.

Ao longo desse período de desenvolvimento, os metais utilizados também passaram por uma evolução. Ele utilizava ligas de níquel-prata para confeccionar acessórios ortodônticos, o que dava um volume maior aos dispositivos. Depois, fez a substituição por ligas de cobre, níquel e zinco sem prata. Até que, posteriormente, passou a escolher as ligas de ouro.
No final de sua carreira, em 1928, Angle apresentou o aparelho Edgewise (arco de canto), certamente uma de suas mais importantes contribuições para a Ortodontia. O aparelho também fazia uso de arcos retangulares presos às canaletas por meio de ligaduras metálicas, de modo que permitia a movimentação do elemento dentário em todas as direções. Os primeiros braquetes já eram confeccionados em ouro maleável, com fácil deformação. O Edgewise permitia a execução da movimentação dos dentes em todas as direções.
O domínio do Edgewise só voltou a ser impactado com a chegada do aparelho Straight-Wire, desenvolvido por Lawrence F. Andrews em 1970. Analisando possíveis melhorias em relação ao conceito do Edgewise, Andrews incorporou as “dobras” necessárias para movimentar os dentes nas direções desejadas no desenho dos braquetes, de forma mais previsível e em menos tempo. Na tentativa de aperfeiçoar ainda mais o aparelho, foram desenvolvidas séries de braquetes Straight-Wire para casos com extração, seguindo os conceitos de angulação, torque e antirrotação, que buscavam anular os efeitos colaterais dos movimentos de translação. Andrews preconizou, ainda, três especificações de torque diferentes para os incisivos superiores e inferiores. O aparelho passou, então, a conter várias prescrições.

Desde então, as novidades mais notáveis são de materiais, em especial para os braquetes. A Ortodontia estética ganha destaque e, com ela, os braquetes de porcelana e os cerâmicos, também conhecidos como safira. Eles têm forte apelo junto aos pacientes adultos, que passaram a representar uma parcela relevante nos atendimentos, por conta da estética.

À primeira vista, a evolução dos fios e braquetes se confunde com a trajetória da própria Ortodontia. No entanto, as últimas décadas ofereceram outros dispositivos que potencializaram o arsenal do ortodontista, como os alinhadores estéticos, os mini-implantes, as miniplacas etc., ampliando as possibilidades de tratamento. Somam-se a esse quadro as técnicas cirúrgicas de aceleração do tratamento e as tecnologias digitais, cada vez mais presentes. Diante disso, a evolução da Ortodontia abre perspectivas ainda mais animadoras para o futuro. Qual será o próximo advento a nos surpreender?


Link do artigo na integra via Ortociencia:

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Efeito da presença de braquetes ortodônticos em escaneamentos intraorais

 



Neste artigo de 2021, publicado na Angle Orthodontist, pelos autores Sung-Ja Kang; Youn-Ju Kee; Kyungmin Clara Lee. Do department of Orthodontics, School of Dentistry, Chonnam National University, Gwangju, Korea.  Teve o objetivo de avaliar o efeito dos braquetes ortodônticos colados nas superfícies dos dentes em escaneamentos intraorais. Uma vez que a necessidade de escaneamento intraoral na presença de braquetes tem aumentado para monitorar a movimentação dentária durante o tratamento ortodôntico. 

Exames intraorais foram realizados em 30 pacientes usando scanners iTero e Trios antes e após a colagem dos braquetes. Os dois conjuntos de escaneamentos intraorais de cada paciente e escaneamentos intraorais com e sem braquetes foram sobrepostos usando um algoritmo de melhor ajuste, e uma análise de superfície tridimensional (3D) foi realizada. Em cada sobreposição, as discrepâncias nos eixos 3D e medidas da largura do arco nas regiões incisivos e molares foram comparadas. Além disso, a faixa de distorção ao redor dos braquetes foi avaliada nas seções transversais de cada sobreposição.

As discrepâncias gerais entre os escaneamentos intraorais com e sem braquetes estavam dentro de 0,30 mm. As discrepâncias da largura do arco na região molar foram maiores do que na região dos incisivos, mas as diferenças não foram estatisticamente significativas (P= .972 para o iTero; P =.960 para Trios). Os cortes transversais dos exames intraorais sobrepostos com e sem braquetes mostraram que os desvios estavam dentro de 0,40 mm no corte horizontal e de 0,35 mm no corte vertical ao redor dos braquetes.

Os autores concluiram que a acurácia dos escaneamentos intraorais, mesmo na presença de braquetes, é clinicamente aceitável, e as regiões além de 0,50 mm ao redor dos braquetes devem ser utilizadas para sobreposição nas imagens sem braquetes.

Link do artigo na integra via Meridian:

https://meridian.allenpress.com/angle-orthodontist/article/91/1/98/444147/Effect-of-the-presence-of-orthodontic-brackets-on

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Contenção lingual inovadora de níquel-titânio personalizada por CAD / CAM versus contenção lingual padrão de aço inoxidável: um ensaio controlado randomizado

 



Neste artigo de 2020, publicado pelo The Korean Journal of Orthodontics, pelos autores Emilie Gelin; Laurence Seidel; Annick Bruwier; Adelin Albert; Carole Charavet. Do Department of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, University Hospital of Liège, Liège, Belgium e do Department of Biostatistics and Medico-economic Information, University Hospital of Liège, University of Liège, Liège, Belgium. Compara as contenções de nitinol personalizadas em projetos auxiliado por computador e manufatura auxiliada por computador (CAD / CAM) com contenções fixas de aço inoxidável padrão durante um período do estudo de 12 meses.

O ensaio clínico randomizado (RCT) foi conduzido em 62 pacientes alocados aleatoriamente em um grupo controle que utlizaram contenções de aço inoxidável ou no grupo de teste que receberam contenções de níquel-titânio personalizados por  CAD / CAM. Quatro momentos foram definidos: colocação da contenção (T0) e consultas de acompanhamento de 1 mês (T1), 6 meses (T2) e 12 meses (T3). Em cada ponto de tempo, o índice de irregularidade de Little (LII) (desfecho primário) e as medições de estabilidade dentária, como largura intercaninos, foram registrados, além da avaliação dos parâmetros periodontais. Medidas radiológicas como o ângulo dos incisivos com plano mandibular  (IMPA) foram registradas em T0 e T3. Os eventos de falha (integridade do fio ou descolamento) foram avaliados em cada momento.

De T0 a T3, o LII e outras medidas dentarias não mostraram diferenças significativas entre os dois grupos. Os dados dos parâmetros periodontais permaneceram estáveis durante o período de estudo, exceto para o índice gengival, que foi leve, mas significativamente, maior no grupo teste em T3 (p = 0,039). O ângulo IMPA não apresentou diferença intergrupos. Os dois grupos não mostraram diferenças significativas nos eventos de descolamento.

Os autores concluiram que no RCT conduzido por um período de 12 meses não foi demonstrado nenhuma diferença significativa entre as contenções linguais de níquel-titânio personalizadas por CAD / CAM e contenções linguais padrão de aço inoxidável em termos de estabilidade dentária anterior e estabilidade de fixação da contenção. Ambas as contenções parecem ser igualmente eficazes na manutenção da saúde periodontal.

Link do artigo na integra via KJO:

http://new.kjo.or.kr/journal/view.html?doi=10.4041/kjod.2020.50.6.373


segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Mecanocomportamento e comprimento do ramo mandibular em diferentes fenótipos faciais

 




Neste artigo de 2020, publicado na Angle Orthodontist, pelos autores Paige Covington Riddle; Jeffrey C. Nickel; Ying Liu; Yoly M. Gonzalez; Luigi M. Gallo; R. Scott Conley; Robert Dunford; Hongzeng Liu; Laura R. Iwasaki. Do Department of Orthodontics, School of Dentistry, Oregon Health & Science University, Portland, Oregon, USA; and Research Associate Professor, Department of Oral Diagnostic Sciences, University at Buffalo, School of Dental Medicine, Buffalo, New York, USA. Department of Biostatistics and Epidemiology, College of Public Health, East Tennessee State University, Johnson City, Tennessee, USA. Department of Oral Diagnostic Sciences, University at Buffalo,School of Dental Medicine, Buffalo, NewYork, USA. Physiology and Biomechanics of the Masticatory System, Dental School, Faculty of Medicine, University of Zurich, Zurich, Switzerland. University of Buffalo Microbiome Center, School of Dental Medicine, Buffalo, New York, USA e do Department of Orthodontics, School of Dentistry, Oregon Health & Science University, Portland Oregon, USA. Buscaram testar a hipótese de que os escores de mecanocomportamento (MBS) foram correlacionados com os comprimentos do ramo mandibular (Co-Go) e diferiram entre os fenótipos faciais.

Os pacientes deram consentimento informado para participar. Co-Go (mm), ângulos do plano mandibular (SN-GoGn, º) e anatomia tridimensional foram derivados de radiografia cefalométrica ou tomografia computadorizada de feixe cônico. As densidades de energia (ED) da articulação temporomandibular (TMJ) (mJ / mm3) foram medidas usando estereometria dinâmica e fatores de trabalho (DF) (%) foram medidos a partir da eletromiografia, para calcular MBS (1⁄4 ED2 3 DF, 􏰁 mJ 􏰃2% ) para cada ATM. mm3 Regressões polinomiais, análise de cluster K-médias e análise de variância (ANOVA) com testes post-hoc de Tukey foram empregadas.

Cinquenta mulheres e 23 homens produziram dados completos. As regressões polinomiais mostraram que o MBS estava correlacionado com Co-Go (mulheres, R2 1⁄4 0,57; homens, R2 1⁄4 0,81). A análise de agrupamento identificou três grupos (P< 0,001). Sujeitos dolicofaciais, com Co-Go normalizado mais curto, agrupados em dois subgrupos com MBS baixo e alto em comparação com sujeitos braquifaciais com Co-Go mais longo. SN-GoGn foi significativamente maior (P< 0,03) nos subgrupos dolicofaciais combinados (33,0 +- 5,98) em comparação com o grupo braquifacial (29,8 +- 5,58).

Os Autores concluiram que o MBS correlacionou-se com Co-Go dentro dos sexos e diferiu significativamente entre indivíduos braquifaciais e dolicofaciais.

Link do artigo na integra via Meridian:

https://meridian.allenpress.com/angle-orthodontist/article/90/6/866/443963/Mechanobehavior-and-mandibular-ramus-length-in

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Extração dupla vs única de dentes decíduos no tratamento interceptivo de caninos deslocados palatinamente: Um ensaio clínico randomizado

 




Neste artigo de 2020, publicado na Angle Orthodontist,  pelos Autores Sigurd Hadler-Olsen; Anders Sjo ̈gren; Jeanett Steinnes; Mari Dubland; Napat Limchaichana Bolstad; Pertti Pirttiniemi; Heidi Kerosuo; Raija La ̈hdesmaki. Da Public Dental Health Service Competence Centre of Northern Norway, Tromsø, Norway; Institute of Clinical Dentistry, Faculty of Health Sciences, UiT The Arctic University of Norway, Tromsø, Norway; Unit of Oral Health Sciences, Faculty of Medicine, University of Oulu, Oulu, Finland; Compara o impacto das extrações de caninos decíduos e primeiros molares decíduos com extrações apenas de caninos decíduos em relação à correção de caninos deslocados palatinamanete (PDCs).

Trinta e duas crianças com idades entre 9,5-13,5 anos com 48 PDCs foram alocadas aleatoriamente no grupo de extração dupla (DEG) ou no grupo de extração única (SEG). Os exames clínicos e radiográficos foram realizados no início do estudo e em intervalos de 6 meses até o canino emergir ou o tratamento ortodôntico ser iniciado. As medidas adotadas foram: surgimento de canino superior (sim / não), surgimento de canino superior em uma posição favorável (sim / não), e canino superior com mudança posicional (angulação e setor). Fatores que influenciam o surgimento do PDC foram analisados por meio de regressão logística.

No DEG, 64% (16/25) dos caninos emergiram na cavidade oral vs 78% (18/23) no SEG (P 1⁄4 .283). A posição favorável do PDC no final do ensaio foi observada em 64% (16/25) do DEG vs 57% (13/23) do SEG (P = .600). Movimento distal significativo de PDCs foi registrado no DEG e SEG, embora nenhuma diferença significativa foi observada entre os grupos. Os preditores significativos de emergência canina foram angulação canina inicial (Ângulo A) (P = .008) e condições de espaço em T0 (P = .030).

Os autores concluíram que os procedimentos de extração de dente decíduo duplo ou único são equivalentes no apoio à erupção do PDC na cavidade oral e em uma posição favorável na arcada dentária. Angulação canina inicial e avaliações de espaço podem ser usadas como preditores de erupção do PDC bem-sucedida.

Link do artigo na integra via Meridian:

https://meridian.allenpress.com/angle-orthodontist/article/90/6/751/441229/Double-vs-single-primary-tooth-extraction-in


segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Tratamento interceptivo na displasia ectodérmica usando um aparelho ortodôntico/protético modular inovador: Um relato de caso com acompanhamento de 10 anos

 


Neste artigo de 2018, publicado pelo European Journal of Paediatric Dentistry, pelos Autores D. Celli, A. Manente, C. Grippaudo, M. Cordaro. Da School of Orthodontics, Catholic University of the Sacred Heart, Rome, Italy. Private Practice in Pescara, Italy. ** Private Practice in Pescara, Italy, Fondazione Policlinico Universitario A. Gemelli IRCCS, Rome Università Cattolica del Sacro Cuore Dental Institute, Head and Neck Department. Relata  O tratamento de um caso complexo de displasia ectodérmica hipoidrótica (DEH) com oligodontia severa.

Um menino de 6 anos com DEH foi tratado com aparelho ortodôntico / protético modular. O dispositivo foi feito sob medida e consistia em duas partes, superior e inferior, que foram parcialmente removíveis e parcialmente fixadas. O paciente foi preparado para receber implantes dentários para reabilitação oral definitiva. O tratamento foi iniciado com aparelho removível de resina acrílica polimerizada com parafuso expansor na maxila e na mandíbula. A seguir, um aparelho modular ortodôntico / protético inovador foi confeccionado na maxila e na mandíbula, fixado com bandas nos primeiros molares permanentes, com parafuso expansor e parafuso telescópico que acompanham e sustentam os dentes protéticos de resina durante a expansão ortopédica. Os dentes protéticos de resina eram removíveis da estrutura metálica fixa deste aparelho. O paciente foi acompanhado por 10 anos desde o início do tratamento.

Os autores concluíram que o aparelho modular  descrito e a abordagem terapêutica mostraram-se eficientes e duráveis no alcance de diversos objetivos no tratamento de um caso complexo de DEH. Os objetivos não eram apenas ortodônticos, mas também protéticos e psicológicos.

Link do artigo na integra via Ejpd:

https://ejpd.eu/EJPD_2018_19_4_11.pdf


segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Uma comparação da precisão de imagens tridimensionais adquiridas por 2 scanners digitais intraorais: efeitos da irregularidade dentária e direção do escaneamento

 



Neste artigo de 2016, publicado no The Korean Journal of Orthodontics, pelos autores Ji-won AnhJi-Man Park; Youn-Sic ChunMiae KimMinji Kim do Department of Orthodontics, Graduate School of Clinical Dentistry, Ewha Womans University, Seoul, Korea; Department of Prosthodontics and Dental Research Institute, Seoul National University Gwanak Dental Hospital, Seoul, Korea e do Department of Pediatric Dentistry, Graduate School of Clinical Dentistry, Ewha Womans University, Seoul, Korea. Teve o objetivo de comparar a precisão de imagens tridimensionais (3D) adquiridas com os scanners digitais intraorais iTero® (Align Technology Inc., San Jose, CA, EUA) e Trios® (3Shape Dental Systems, Copenhagen, Dinamarca) , e avaliar os efeitos da gravidade das irregularidades dentárias e da sequência de digitalização na precisão.

Os modelos de arcada dentária foram confeccionados com diferentes graus de irregularidade dentária e divididos em 2 grupos com base na sequência de varredura. Para avaliar sua precisão, as imagens foram sobrepostas e um algoritmo de sobreposição otimizado foi empregado para medir qualquer desvio 3D. O teste t, o teste t pareado e ANOVA de uma via foram realizados (p <0,05) para análise estatística.

Os sistemas iTero® e Trios® não mostraram diferença estatisticamente significativa na precisão entre os modelos com diferentes graus de irregularidade dentária. No entanto, houve diferenças estatisticamente significativas na precisão dos 2 scanners quando os pontos de início da digitalização eram diferentes. O scanner iTero® (desvio médio, 29,84 ± 12,08 mm) se mostrou menos preciso do que o scanner Trios® (22,17 ± 4,47 mm).

Os autores concluiram que a precisão das imagens 3D diferia de acordo com o grau de irregularidade do dente, sequência de varredura e tipo de scanner. No entanto, do ponto de vista clínico, ambos os scanners foram altamente precisos, independentemente do grau de irregularidade do dente.

Link do artigo na integra via E-KJO:

https://e-kjo.org/journal/view.html?uid=171&vmd=Full

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Variabilidade do tamanho do slot em braquetes ortodônticos

 


Neste artigo de 2019, publicado pelo Clinical and Experimental Dental Research, pelos Autores Clémentine Lefebvre;  Hassan Saadaoui; Jean-Marc Olive; Stéphane Renaudin; Fabienne Jordana. Do Dental Faculty, University of Nantes, Nantes, France; Paul Pascal Research Center (CRPP), CNRS (UPR 8641), University of Bordeaux, Pessac, France e Institute of Mechanical Engineering - UMR 5295, CNRS, University of Bordeaux, Talence, France. Teve o objetivo de avaliar se a precisão das informações incorporadas aos braquetes é um fator determinante para a eficácia do torque aplicado aos dentes. O estudo foi comparou as dimensões das canaletas de um braquete com os valores nominais anunciados pelo fabricante.

Um total de 730 braquetes centrais direitos superiores fabricados por sete empresas (Dentsply Gac, American Orthodontics, Rocky Mountain Orthodontics, GC Orthodontics, 3M Unitek e Dentaurum) foram estudados. A amostra incluiu canaletas de 0,018 × 0,025 e 0,022 × 0,028 pol., De metal e cerâmica, braquetes convencionais e autoligáveis. As imagens foram obtidas com um microscópio óptico Olympus BX51. As dimensões da canaleta foram medidas na base e na face em ambos os lados mesial e distal usando o software ImageJ. Os dados foram analisados usando Wilcoxon, testes de sinais, ANOVA de dois e três fatores e testes de Tukey. O coeficiente de correlação intraclasse foi empregado para avaliar a variabilidade intra e interobservador. O limite de significância estatística foi p ≤ 0,05.

A análise estatística mostrou que as dimensões do slot de 90% a 97% dos braquetes estudados eram significativamente diferentes dos valores nominais. Em geral, o tamanho do slot era superdimensionado, com um tamanho de face maior que o tamanho de base. A comparação entre os lados mesial e distal mostrou que até 45% dos braquetes eram significativamente assimétricos. O fabricante teve um efeito significativo para as larguras da base e da face (p = 0,0001) e para o comprimento (p = 0,003).

Este estudo mostrou que uma grande proporção dos braquetes medidos exibiam imprecisões dimensionais quando comparados com os valores declarados. Clinicamente, o sobredimensionamento da canaleta e a divergência das paredes da canaleta causam um aumento da folga da ranhura do fio, induzindo uma perda de controle do binário. Os profissionais não podem confiar totalmente na precisão dos aparelhos usados e devem estar cientes de que ajustes podem ser necessários nos estágios de finalização do tratamento.

Link do artigo na integra via NCBI:

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6820806/pdf/CRE2-5-528.pdf

terça-feira, 3 de novembro de 2020

Distribuição de frações de volume ósseo dos trabéculados mandibulares em relação aos diferentes intervalos de micro-osteoperfuração para acelerar o movimento ortodôntico dentário: um ensaio clínico randomizado



Neste artigo de 2020, publicado na Angle Orthodontist, pelos autores Ng Heng Khiang Teh; Saritha Sivarajan; Muhammad Khan Asif; Norliza Ibrahim; Mang Chek Wey. Do Department of Pediatric Dentistry and Orthodontics, Faculty of Dentistry, University Malaya, Kuala Lumpur, Malaysia. Department of Oral and Maxillofacial Clinical Sciences, Faculty of Dentistry University Malaya, Kuala Lumpur, Malaysia. Investigou o efeito da micro-osteoperfuração (MOP) com distribuição horizontal e vertical da fração de volume ósseo das trabéculas mandibulares em relação a diferentes intervalos MOP durante a retração do canino.

Este ensaio clínico prospectivo, randomizado, prospectivo e randomizado, com boca dividida, incluiu 30 participantes saudáveis com 18 anos ou mais, randomizados em três grupos de intervalos MOP diferentes (4, 8 e 12 semanais). Imagens de tomografia computadorizada de feixe cônico foram obtidas para avaliar a fração de volume ósseo (volume ósseo sobre o volume total ou VB / VC).

VB / VC foi significativamente reduzido (diferença média: 9,79%, desvio padrão [SD]: 11,89%; intervalo de confiança de 95% [IC]: 4,77, 14,81%; P, 0,01) e retração canina aumentada (diferença média: -1,25 mm / 4 meses, SD: 0,79 mm; IC 95%: -1,59, -0,92 mm; P, 0,01) com MOP, em comparação com locais de controle. MOP mudou significativamente os padrões verticais e horizontais das trabéculas ósseas com valores mais baixos próximos aos locais de intervenção. Apenas o grupo de intervalo MOP de 4 semanas mostrou diminuição significativa no VB / VC (diferença média: 14,73%, SD: 12,88%; IC 95%: 3,96, 25,50%; P 1⁄4 0,01), apesar do aumento significativo na taxa de retração canina para todos os grupos de intervalo. Com o uso de MOP, VB / VC apresentou correlação inversa com a taxa de retração canina (r 1⁄4 -0,425; P 1⁄4 .04).

Os autores concluiram que a fração de volume do osso trabecular alveolar mandibular foi reduzida e a taxa de movimentação dentária ortodôntica aumentou com a MOP, especialmente no intervalo de 4 semanas. No entanto, este efeito foi limitado à região interdental imediata do MOP.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

https://meridian.allenpress.com/angle-orthodontist/article/90/6/774/443056/Distribution-of-mandibular-trabeculae-bone-volume

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Avaliação das alterações de crescimento induzidas por aparelhos funcionais em crianças com má oclusão de Classe II: sobreposição de cefalogramas laterais em estruturas estáveis

 


Neste artigo de 2020, publicado pelo The Korean Journal of Orthodontics, pelos Autores Eunhye Oh, Sug-Joon Ahn,  Liselotte Sonnesen. Da Section of Orthodontics, Department of Odontology, Faculty of Health and Medical Sciences, University of Copenhagen, Copenhagen, Denmark e do Department of Orthodontics, School of Dentistry, Seoul National University, Seoul, Korea. Teve o objetivo de Comparar as alterações dentoalveolares, esqueléticas e rotacionais de curto e longo prazo avaliadas pelo método estrutural de sobreposição de Björk entre crianças com má oclusão de Classe II tratadas por aparelhos funcionais e controles pareados não tratados. 

Setenta e nove crianças pré-púberes ou púberes (idade média, 11,57 ± 1,40 anos) com má oclusão de Classe II foram incluídas. Trinta e quatro crianças foram tratadas com um ativador casquete  de tração alta  (ativador Z), enquanto 28 foram tratadas com um ativador sem casquete de tração (E-ativador). Dezessete crianças não tratadas foram incluídas como controles. Os cefalogramas laterais foram obtidos antes do tratamento (T1), após o tratamento com aparelho funcional (T2) e após contenção na fase pós-púbere (T3). Mudanças de T1 para T2 e de T1 para T3 foram comparadas entre os grupos tratados e o grupo de controle usando análise de regressão linear múltipla.

Em relação aos achados no grupo controle em T2, a relação sagital da mandíbula (subespinal e násio-pogônio, p <0,001), prognatismo maxilar (sela-násio-subespinal, p <0,05) e crescimento condilar (p <0,001) exibiu melhorias significativas nos grupos do ativador Z e E, que também mostraram um aumento significativo na retração dos incisivos superiores (p <0,001) e diminuição da sobressaliência (p <0,001). Apenas o grupo E-ativador exibiu rotação significativa para trás da maxila em T2 (p <0,01). As melhorias na relação sagital da mandíbula (p <0,01) e relação dentária (p <0,001) permaneceram significativas em T3. O crescimento condilar e as rotações da mandíbula não foram significativas em T3. 

Os Autores concluíram que o tratamento com aparelhos funcionais em crianças com má oclusão de Classe II pode melhorar significativamente a relação sagital da mandíbula e as relações dentais a longo prazo.


Link do artigo na integra via E-KJO:

https://e-kjo.org/journal/view.html?uid=1883&vmd=Full

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Como a cirurgia ortognática bimaxilar altera as dimensões dos seios maxilares e do espaço aéreo faríngeo?

 





Neste artigo de 2020, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Luiza Roberta Bin; Liogi Iwaki Filho; Amanda Lury Yamashita; Gustavo Nascimento de Souza Pinto; Rui Amaral Mendes; Adilson Luiz Ramos; Isolde Terezinha dos Santos Previdelli; Lilian Cristina Vessoni Iwaki. Do Department of Dentistry, State University of West Parana, Cascavel, Parana, Brazil, Department of Dentistry, State University of Maringa, Maringa, Parana, Brazil, Department of Oral Diagnosis, Area of Oral Radiology, Piracicaba Dental School, University of Campinas, Piracicaba, Sao Paulo, Brazil, Department of Oral and Maxillofacial Medicine and Diagnostic Sciences, Case Western Reserve University, Cleveland, Ohio; and Center for Research in Higher Education Policies, Porto, Portugal, Department of Statistics, State University of Maringa, Maringa, Parana, Brazil. Avalia as alterações no seio maxilar (MS) e no espaço aéreo faríngeo (PAS) após cirurgia ortognática bimaxilar por meio de tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC).

As imagens de TCFC de 48 pacientes foram divididas em dois grupos: grupo 1: avanço maxilar e recuo mandibular (n 1⁄4 24); grupo 2: avanço maxilomandibular (n 1⁄4 24). As TCFCs foram adquiridas 1 a 2 meses no pré-operatório e 6 a 8 meses no pós-operatório. Um teste kappa foi usado para determinar a concordância intra e interexaminador. As medidas de área, volume e lineares de MSs e PASs obtidas antes e após a cirurgia foram comparadas usando um modelo misto (P menor que 0,05).

Todas as variáveis do MS apresentaram reduções pós-cirúrgicas significativas em ambos os grupos, exceto o comprimento do MS, que apresentou aumento significativo no grupo 2. O volume e a área axial mínima de PAS apresentaram aumentos pós-cirúrgicos estatisticamente significativos em ambos os grupos (P menor 0,05).

Os autores concluiram que apesar da redução do MS e do aumento da PAS, os resultados indicaram que a via aérea não foi afetada negativamente após o avanço maxilomandibular e o avanço maxilar com recuo mandibular.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

https://meridian.allenpress.com/angle-orthodontist/article/90/5/715/438643/How-does-bimaxillary-orthognathic-surgery-change

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Impacto da distalização dos molares com alinhadores transparentes na dimensão vertical da oclusão: Um estudo retrospectivo

 



Neste artigo de 2019, publicado pela BMC Oral Health, Pelos Autores Silvia Caruso , Alessandro Nota , Shideh Ehsani , Elena Maddalone , Kenji Ojima and Simona Tecco. Do Department of Life, Health and Environmental Sciences, University of L’Aquila, Piazzale Salvatore Tommasi 1, 67100 L’Aquila, Coppito, Italy, Dental School, Vita-Salute University and IRCCS San Raffaele Hospital, Via Olgettina, 58, 20132 Milan, Italy e Private Practice of Orthodontics, Tokyo, Japan. Estuda uma estratégia comum no tratamento sem extração da relação molar em Classe II, a distalização dos molares superiores, que poderia aumentar a altura facial inferior e causar rotação mandibular no sentido horário. O objetivo deste estudo retrospectivo foi analisar os efeitos na dimensão dentoesquelética vertical de adultos jovens tratados com distalização sequencial com alinhadores ortodônticos.

Foram analisadas radiografias cefalométricas laterais de 10 indivíduos (8 mulheres 2 homens; idade média de 22,7 ± 5,3 anos) tratados com distalização sequencial de molares superiores com alinhadores ortodônticos (Invisalign, Align Technology, San Josè, Califórnia, EUA).

Não foi observada diferença estatisticamente significativa para o desfecho primário SN-GoGn entre T0 e T1 e foi registrada uma variação média de 0,1 ± 2,0 graus. Diferenças estatisticamente significativas foram encontradas na posição linear dos molares superiores (6-PP, 7-PP), o parâmetro de relação de classe molar (RM) e a inclinação do incisivo superior (1 ^ PP) com pelo menos p <0,01.

Os Autores concluíram que a distalização dos molares superiores com alinhadores ortodônticos garantem um excelente controle da dimensão vertical representando uma solução ideal para o tratamento de indivíduos hiperdivergentes ou com mordida aberta. Também permite um excelente controle do torque incisal sem perda de ancoragem durante o procedimento ortodôntico.

Link do artigo na Integra via NCBI:

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6692944/pdf/12903_2019_Article_880.pdf

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Relação entre a profundidade das vias aéreas faríngeas e a condição de ventilação após cirurgia de recuo mandibular: Um estudo computacional dinâmico dos fluidos

 


Neste artigo de 2020, publicado na Orthodontics Craniofacial Reserach, pelos autores Yoshito Shirazawa , Tomonori Iwasaki, Kazuhiro Ooi, Yutaka Kobayashi, Ayaka Yanagisawa-Minami, Yoichiro Oku,  Anna Yokura, Yuusuke Ban,  Hokuto Suga, Shuichi Kawashiri, Youichi Yamasaki. Do Department of Pediatric Dentistry, Graduate School of Medical and Dental Sciences, Kagoshima University, Kagoshima City, Japan e do Department of Oral and Maxillofacial Surgery, School of Medical Science, Kanazawa University Graduate, Kanazawa City, Japan.  Teve como objetivo determinar a profundidade ântero-posterior (APD) da via aérea faríngea (PA) onde a obstrução pós-operatória da PA foi predita, usando dinâmica de fluidos computacional (CFD), a fim de prevenir a apneia obstrutiva do sono após cirurgia de recuo mandibular.

Dezenove pacientes portadores de Classe III esquelética (8 homens; idade média, 26,7 anos) que necessitaram de cirurgia de recuo mandibular possuíam  imagens de tomografia computadorizada realizadas antes e 6 meses após a cirurgia.

O APD de cada local dos quatro planos transversais de referência (via aérea retropalatal [AR], segunda via aérea cervical vertebral, via aérea orofaríngea e terceira via aérea vertebral cervical) foram medidos. A pressão negativa máxima (Pmáx) do PA foi medida na inspiração usando CFD, com base em um modelo de PA tridimensional. As diferenças entre locais foram determinadas usando análise de variância e o teste de Friedman com correção de Bonferroni. A relação entre APD e Pmax foi avaliada por coeficientes de correlação de Spearman e análise de regressão não linear.

O menor local de PA foi o RA. Pmax foi significativamente correlacionado com o APD do RA (rs = 0,628, P <0,001). A relação entre Pmax e o APD-RA foi ajustada a uma curva, que mostrou uma relação inversamente proporcional da Pmax com o quadrado do APD-RA. A Pmax aumentou substancialmente, mesmo com uma ligeira redução do APD-RA. Em particular, quando o APD-RA era de 7 mm ou menos, a Pmax aumentou muito, sugerindo que a obstrução PA era mais provável de ocorrer.

Os resultados deste estudo sugerem que APD-RA é um preditor útil de boa ventilação PA após a cirurgia.

Link do Artigo na Integra via OnLinelibrary Wiley:

https://onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.1111/ocr.12371