ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

domingo, 31 de agosto de 2014

Pensamento da Semana



"Na vida, não vale tanto o que temos, nem tanto importa  o que somos. Vale o que realizamos com aquilo que possuímos, e acima de tudo, importa o que fazemos de nós!"


Chico Xavier

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Avaliação 3D das vias aéreas superiores


Foi publicado na ultima edição da Revista Cientifica da Sociedade Paulista de Ortodontia o artigo "Avaliação 3D das vias aéreas superiores" da coluna OrtoTecnologia. Que mostra os novos recursos tecnológicos disponíveis para avaliar as vias aéreas superiores. Região de extremo interesse para o ortodontista. Visto que as alterações decorrentes deste sistema, desvios de crescimento das estruturas maxilo faciais poderão acontecer.

Os primeiros estudos relacionando alterações da função respiratória e o crescimento craniofacial datam do século XIX. As estruturas da orofaringe e nasofaringe são apresentadas como importantes no cres- cimento e no desenvolvimento orodental, e demonstram relação entre vários padrões de má-oclusão e variações no tamanho e na forma da via aérea orofaríngea, causada pela orientação do palato e/ou posição da língua. 

Os métodos até então utilizados para análise dessas estruturas se baseiam em radiografias tradicionais, que possuem severas limita- ções como a sobreposição das imagens, distorções, dificuldades de identificação dos marcos, devido às diferenças de ampliação e impos- sibilidade de avaliação volumétrica. A capacidade de realizar medições precisas de várias áreas transversais, reconstruções tridimensionais (3D) e medições volumétricas das vias aéreas superiores são algumas das vantagens da tecnologia da tomografia computadorizada (TC). 

O objetivo deste artigo foi revisar a literatura científica recente sobre a análise tridimensional e volumétrica das vias aéreas superiores, e sua utilização na prática clínica. Muitos estudos mostram a precisão e a confiabilidade das mensurações das vias aéreas através de imagens volumétricas digitais da tomografia computadorizada de feixe cônico, o que faz dessa metodologia um importante avanço no diagnóstico das condições de anormalidade das estruturas da orofaringe e nasofaringe. 

Link da Revista Ortodontia da SPO:


quinta-feira, 28 de agosto de 2014

A relação entre o crescimento mandibular e a maturação esquelética em jovens brasileiras melanodermas




Neste artigo de 2010, publicado pelo Dental Press Journal Ortodontics, pelos autores Irene Moreira Serafim, Gisele Naback Lemes Vilani, Vânia Célia Vieira de Siqueira; Do Mestrado em Ortodontia pela PUC/Minas e da disciplina de Ortodontia da Faculdade de Odontologia de Piracicaba - Unicamp; Avalia o grau de correlação existente entre o crescimento mandibular e a maturação esquelética em jovens brasileiras melanodermas.


O conhecimento dos eventos relacionados ao crescimento e ao desenvolvimento craniofacial, mostra-se de suma importância na Ortodontia, pois a eleição de uma meta terapêutica que atue durante o crescimento maxilomandibular deve apoiar-se na avaliação da maturação esquelética do paciente. Constitui uma importante informação para o ortodontista, como um meio auxiliar na prevenção, no diagnóstico, no planejamento e no tratamento precoce das anomalias, uma vez que o sucesso ou fracasso do tratamento ortodôntico relaciona-se diretamente ao crescimento e desenvolvimento craniofacial.

Os métodos frequentemente utilizados para identificação da maturação esquelética englobam a idade cronológica, a dentária, a estatura, o peso, as manifestações das características sexuais secundárias e a avaliação do desenvolvimento de centros de ossificação. Contudo, os quatro primeiros métodos mostraram-se pouco eficazes, enquanto a avaliação da idade óssea, utilizando,
principalmente, radiografias de mão e punho, representa o registro mais fiel da idade esquelética.
Encontra-se bem estabelecida na literatura a estreita relação existente entre a idade em que ocorre a maior taxa de crescimento corporal e o período de mineralização de centros de ossificação presentes na mão e no punho.

Algumas investigações comprovaram a existência de um surto de crescimento facial e consideraram a época de sua ocorrência, de um modo geral, coincidente à do surto de crescimento em estatura. Outras pesquisas concordaram com essa correlação, mas, durante uma avaliação em meninos, o surto de crescimento em estatura ocorreu discretamente antes do facial, e o surto de crescimento estatural nas meninas ocorreu anteriormente ao incremento máximo da mandíbula. As pesquisas indicaram que os aumentos e diminuições na velocidade de maturação esquelética são acompanhados por aumentos e diminuições semelhantes, em alguns aspectos do crescimento da face, particularmente da mandíbula.


A maioria dos autores mostrou-se unânime em afirmar que a avaliação da radiografia da mão e punho representa o método mais utilizado para observação da idade óssea, bem como da maturação esquelética. Outros estudos, no entanto, utilizaram o grau de pneumatização do seio frontal como método para avaliação esquelética, observando que essa estrutura anatômica apresentou correlação com a maturidade esquelética avaliada por meio das radiografias de mão e punho.


No presente estudo, buscou-se correlacionar as modificações na falange proximal do 3º dedo e na epífise distal do rádio, avaliadas nas radiografias de mão e punho, com a pneumatização do seio frontal, avaliada nas telerradiografias obtidas em norma lateral e com o incremento anteroposterior da mandíbula.


Para avaliação do crescimento puberal, utilizou-se as radiografias de mão e punho devido ao grau de fidelidade que essa área proporciona. Escolheu-se a metodologia de Eklöf e Ringertz, pois esse método mostrou-se adequado para a avaliação de pacientes brasileiros, confiável e facilmente reproduzível por diferentes examinadores, por utilizar parâmetros bem definidos.


O presente estudo indicou que o início do surto de crescimento puberal iniciou entre 9 e 10 anos, com o pico aos 12 anos, sugerindo uma possível precocidade das jovens melanodermas em sua maturidade esquelética, estando de acordo com os resultados obtidos em estudos prévios. Pesquisas avaliando jovens leucodermas mostraram que o início do surto de crescimento puberal ocorreu na idade média de 10,5 anos e o pico de velocidade de crescimento puberal aconteceu em média 2 anos após o início do surto ou mais tardio, entre 13 e 14 anos de idade.




Conclusões


De acordo com as características da amostra avaliada, com a metodologia empregada e com os resultados e as informações obtidas, concluiu-se que ocorreu uma correlação altamente significativa entre os centros de ossificação observados na radiografia de mão e punho e as medidas cefalométricas representativas do crescimento mandibular (r = 0,777). Apesar de estatisticamente significativa, ocorreu uma baixa correlação entre a pneumatização do seio frontal e os eventos da maturidade esquelética (r = 0,306), assim como a relação entre a pneumatização do seio frontal e as medidas cefalométricas representativas do crescimento mandibular (r = 0,218).




Link do artigo na Integra via Scielo:


quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Análise do Desempenho de Alça Planar de Retração Ortodôntica através do Método dos Elementos Finitos




Neste artigo publicado pelos autores Marcelo A. Ferreira, Célio Kikuo Kato, Marco Antônio Luersen, Paulo César Borges; do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica e Informática Industrial (CPGEI), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Brasil, Departamento Acadêmico de Mecânica (DAMEC), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Brasil; Analisa, através da técnica de simulação numérico-computacional denominada Método dos Elementos Finitos (MEF), o desempenho de uma alça planar de retração ortodôntica confeccionada com liga de titânio-molibdênio (TMA) e com secção transversal retangular 0,406 mm x 0,559 mm (0,016 x 0,022-polegadas).


Molas são componentes constituídos de materiais elásticos os quais sofrem deformação sob a ação de uma carga, armazenando assim energia potencial. Ao retornarem às suas formas iniciais, depois da retirada da carga, restituem a energia previamente armazenada.


Na área médica, mais especificamente em odontologia, na especialidade da Ortodontia, molas (ou alças retráteis) são meios auxiliares na correção das más-oclusões, através da mecânica ortodôntica denominada edgewise. Elas são utilizadas para aproximar ou afastar dentes entre si. Essas molas também podem assumir variadas conformações, como exemplo as molas em espiral ou as molas em forma de alças. Elas produzem forças e momentos que são responsáveis pela alteração da inclinação das raízes, provocando assim o fechamento ou a criação de espaços entre os dentes, de maneira controlada. As alças podem ser utilizadas de maneira setorizada ou isolada em cada um dos quadrantes do arco dentário (abordagem seccional), como também na mecânica segmentada dos arcos (MSA). Os exemplos mais comuns de sua utilização são: I) distalização de caninos ao sítio de extração (apinhamento severo); II) retração em massas. As alças são capazes de produzir momentos de força com diferentes intensidades, conforme os objetivos do tratamento estabelecido. Desta forma poderão constituir um diferencial de momentos de força, produzindo maior intensidade em um dos extremos da alça e menor em outro.


Esse diferencial entre os momentos irá determinar o tipo de movimento resultante das raízes dos dentes onde a alça se apóia. Assim sendo, o sistema de forças atuante dependerá da conformação mecânica dada à alça (geometria). Na MSA as forças e momentos de força serão regulados conforme os requerimentos de ancoragem, que podem ser: a) retração do segmento anterior (incisivos e caninos) em direção ao sítio de extração, com pouca movimentação dos posteriores; b) protração do segmento posterior (molares e pré-molares mesializam em direção ao sítio de extração enquanto os anteriores pouco se movimentam; c) ambos os grupos de dentes, anterior e posterior, movimentam-se para o sítio da extração; d) retração isolada dos caninos, em casos de apinhamento anterior.


Há diversas maneiras de se fechar espaços através da movimentação dentária, seja através de uma mecânica de deslizamento, onde os dentes deslizam através de um arco metálico, impulsionados por meio de correntes elásticas, fios de amarrilho ou ainda molas tipo coil (espiralada). Nesses casos a eficiência do deslizamento dependerá do coeficiente de atrito criado pelo contato do fio metálico e a base da canaleta de deslizamento do braquete. Outra maneira é através de alças ortodônticas onde o apoio se dá entre dois extremos, um tubo molar (posterior) e um braquete de canino (anterior). Entre estes dois apoios a alça é ativada, logo sem atrito.


Uma das grandes vantagens da simulação computacional via MEF está no fato de poder simular diversas situações com uma determinada geometria, podendo-se alterá-la a fim de se chegar àquela que demonstra um melhor sistema de forças, mesmo antes de testá-la experimentalmente. O protótipo estudado mostrou produzir níveis de força compatíveis com os limites biológicos descritos na literatura e apresentou um sistema de forças capaz de produzir movimentação controlada dos dentes. Uma avaliação experimental da geometria estudada será considerada bem como novos estudos serão dirigidos no sentido de viabilizar seu emprego clínico.




Link do aigo na integra via SBIS:


terça-feira, 26 de agosto de 2014

Tratamento Ortodontico combinado com distração osteogênica mandibular e mudanças no sistema estomatognático












Neste artigo de 2008, publicado na Angle Orthodontist, pelos autores Aya Maeda; Kazuhisa Soejima; Mikinori Ogura; Haruhito Ohmur; Kazumasa Sugihara; Shouichi Miyawaki; das Universidades de Kagoshima e Miyazaki no Japão. A grande polêmica em torno da distração osteogênica são as alterações que todo o sistema estomatognático possa sofrer após o procedimento realizado.


Foi Realizado um tratamento ortodôntico combinado com distração osteogênica mandibular bilateral em um paciente de 15 anos de idade que queria uma correção de uma deficiência de queixo e uma protrusão lábial superior. O paciente possuia uma maloclusão Classe II 1ª Divisão de Angle, com retrusão mandibular, um angulo de plano mandibular baixo.


Inicialmente, um quad-helix foi utilizado para corrigir a mordida cruzada bilateral na região de pré-molar. Mais tarde, foi montada uma aparatologia fixa edgewise nos arcos maxilar e mandibular. Após 3 dias, uma distração osteogênica mandibular foi realizada.


Durante e após a distração, a mordida aberta entre os arcos superior e inferior foi corrigida utilizando elásticos. O tempo total do tratamento com o aparelho edgewise foi de 14 meses. Foi alcançada uma relação equelética Classe I, um bom perfil facial, e uma melhor intercuspidação dos dentes foram alcançados com o tratamento.


Foi realizada uma avaliação eletromiográfica (EMG) da atividade do músculo masseter e temporal anterior. O aumento da área de contato oclusal após o tratamento, pode ter contribuído para o aumento na atividade muscular e do vigor da oclusão. O caso relatado no artigo sugeriu que com o tratamento ortodôntico combinado com a distração osteogênica mandibular em um paciente com retrusão mandibular no período final do crescimento pode ser eficaz para melhorar a função do sistema estomatognático.




Link do artigo na integra na Anlge Orthodontics:


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Expansão rápida da maxila em adultos: Redução do stress craniano dependendo da extensão da cirurgia





Neste artigo de 2007, publicado pelo European Journal of Orthodontics, pelos autores Christof Holberg , Stefanie Steinhäuser and Ingrid Rudzki-Janson; do Department of Orthodontics, University of Munich, Alemanha. Mostra um belo estudo realizado pelo método dos elementos finitos de casos de disjunção maxilar nivel de stress craniano.

O objetivo deste estudo sobre expansão rápida da maxila (ERM) cirurgicamente assistida foi o de examinar
o grau de redução do estresse no terço médio da face e na base do crânio com vários tipos de procedimentos cirúrgicos.
 
Quatro modelos de elementos finitos do crânio foram gerados (um sem e outros com três diferentes incisões cirúrgicas), em que a RME virtual (5 milímetros de abertura), foi simulado. Em todas as quatro simulações, von Mises salienta-se medido as 30 estruturas anatômicas do terço médio da face e base do crânio (em MPa) e foram comparados. A maior von-Mises foram medidos com o modelo que não implicou qualquer osteotomias. A redução das tensões observadas foram encontrados de forma isolada após o enfraquecimento da crista em zygomaticoalveolar de ambos os lados.
 
O modelo completo com uma osteotomia lateral da abertura piriforme a junção pterygopalatal mostrou claramente sublinha menor do que o modelo com o enfraquecimento isolado da crista zygomaticoalveolar. Os valores mais baixos de estresse, no entanto, foram vistos no modelo com uma osteotomia completa no nivel de Le Fort I.
 
 Em pacientes mais idosos, uma osteotomia lateral completa da abertura piriforme à junção pterygopalatal parece reduzir tensões na base do crânio, sendo mais eficaz do que o enfraquecimento da crista zygomaticoalveolar.

A fim de evitar complicações na base do crânio, assistência cirúrgica é um aspecto importante da RME em adultos. A extensão da osteotomia pode ser variada. Quanto mais velho o paciente e menor a elasticidade  do osso, mais extensa deve ser o ato cirúrgico, a fim de minimizar as tensões induzidas na base do crânio e da face média.

Link do artigo na integra via EJO Oxford Journals:

sábado, 23 de agosto de 2014

Prof. Tatsuko Sakima


Agosto tem sido um mês triste, com muitas perdas. Notadamente, aos que tem a ortodontia como especialidade e paixão, este mês será marcado pelo falecimento do Prof. Tatsuko Sakima.


TATSUKO SAKIMA
Professor Titular Aposentado do Departamento de Clínica Infantil da Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP.
Coordenador do curso de Mestrado em Ortodontia do Centro de Pesquisas e Faculdade de Odontologia São Leopoldo Mandic – Campinas-SP.
Coordenador do curso de Especialização da E.A.P. da APCD – Regional de Araraquara SP.
Professor Visitante do Departamento de Ortodontia da Universidade de Connecticut Health Center – Estados Unidos no período 1985 – 1987 com o Professor Charles Burstone.
Ex-Diretor da Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP no período 1988 – 1992.
Presidente-Fundador da Associação Paulista de Especialistas em Ortodontia e Ortopedia Facial – APEO no período 2002 – 2005



     O introdutor da técnica do Arco Segmentado no Brasil, trazendo toda a experiência adquirida no berço da biomecânica ortodôntica: Universidade de Connecticut, em Farmington-CT-EUA. 
     Seu nome comumente citado entre outros grandes professores, como Dr. Sachdeva, Dr. Marcote, a Dra. Birte Melsen e o próprio Dr. Burstone, mostra sua trajetória numa missão incansável de levar a ciência e previsibilidade aos planejamentos e tratamentos ortodônticos.
      É com muito pesar que queremos externar aos familiares e aos colegas ortodontistas nossos sentimentos.
      
Segue um trecho publicado da autoria do Prof. Tatsuko Sakima. Percebam a visão equilibrada, respeitosa e sábia ao explicar o que é a TAS (técnica do arco segmentado):

"Quais as principais diferenças entre as Técnicas com arcos seccionados preconizadas por Burstone e Ricketts? Dra. Renata N. Benzecry (Curitiba-PR).
Dr. Tatsuko Sakima - As técnicas preconizadas pelo prof. Burstone e pelo prof. Ricketts são muito próximas em termos de mecânica ortodôntica, e as diferenças ficam mais para o lado filosófico. Na técnica do Arco Segmentado, e não seccionado, do prof. Burstone, procuramos trabalhar com segmentos da arcada dentária, divididos em segmento anterior composto pelos quatro incisivos e os caninos e os
segmentos posteriores compostos pelo arco lingual na inferior. O alinhamento dos dentes pode ser executado também por segmento, usando-se a mecânica e fios de acordo com as más posições individuais dos dentes. Procuramos realizar o nivelamento e alinhamento até atingirmos um fio retangular, mais rígido, para estabilizarmos os segmentos. Nesta fase, podemos considerar, em termos de planejamento mecânico, que temos apenas dois grandes dentes multi- radiculados, o anterior composto pelos seis dentes anteriores e o dente posterior pelos molares e pré, unidos pela barra palatina e pelo arco lingual. Todas as forças e momentos podem ser previamente determinados, pois trabalhamos apenas com dois pilares. Essas forças e momentos são derivados de molas ou fios que são acoplados aos segmentos através de um terceiro tubo nos primeiros molares e também na região de caninos, portanto, os elementos ativos não são encaixados diretamente nos “slots” dos braquetes, procuramos aplicar sempre um sistema de forças ou momentos estaticamente determinados. Os princípios da técnica do arco segmentado podem ser usados com qualquer tipo de braquetes, desde os convencionais até os totalmente programados.
Na técnica de Ricketts, o autor preconiza uma ancoragem morfo-funcional, procurando colocar as raízes dos molares de encontro ao osso cortical vestibular, nas movimentações de caninos e dentes anteriores. A utilização de aparelhos pré-fabricados é um dos quesitos para se obter bons resultados. Nos aparelhos com controle triplo usam- se braquetes .018” X .030” e o fio preconizado é o Elgiloy com a ponta azul .016” X .016” ou .016” X .022”. Deve-se ter um bom controle de torque durante todo o tratamento e o diagnóstico e plano de tratamento devem ser guiados por um “Objetivo Visual de Tratamento”. Trabalha-se com arcos seccionados, para se deixar um espaço maior entre os braquetes possibilitando a utilização de molas com forças leves e contínuas, com ativações maiores que na técnica
convencional. A diferença com a técnica do Arco Segmentado é que na técnica de Ricketts se coloca os elementos ativos dentro dos encaixes dos braquetes. Teremos no 1o Congresso da Associação Brasileira de Ortodontia, de 23 a 25 de outubro do corrente ano, o Prof. Charles Burstone ministrando um dos cursos nobres desse congresso e acredito que ele vai trazer novidades sobre a técnica. Estamos procurando caracterizar o Grupo de Araraquara como um centro da Técnica do Arco Segmentado, assim como já é Curitiba com o Prof. Eros Petrelli e equipe e Bragança Paulista com o Prof. Miguel Benvenga com a técnica de Ricketts." 
REVISTA DENTAL PRESS DE ORTODONTIA E ORTOPEDIA MAXILAR VOLUME 2, No 3
MAIO / JUNHO - 1997


Saiba mais sobre o Prof. Tatsuko Sakima e suas impressões sobre a ortodontia acadêmica e clínica neste link:


sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Tratamento do primeiro, segundo e terceiro molares inferiores unilateralmente impactados









Neste artigo de 2012, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Po-Sung Fu; Jen-Chyan Wang; Cheng-Hwei Chen; Ta-Ko Huang; Chin-Huang Tseng; Chun-Cheng Hung; da School of Dentistry, College of Dental Medicine, Kaohsiung Medical University, Kaohsiung, Taiwan; Mostra um tratamento de tracionamento dos três molares de um hemi-arco inferior que encontravam-se bem impactados.

Impactações simultâneas do primeiro, segundo e terceiro molares permanentes compreende uma situação muito rara na clínica com diversas abordagens terapêuticas e é sempre um desafio difícil para cirurgiões-dentistas. 

O diagnóstico precoce e tratamento de distúrbios da erupção contribui para resultados ótimosEste artigo relata o tratamento de uma adolescente com grave impactação de primeiros , segundo e terceiro molares inferiores, o que dificulta a função mastigatória e integridade arcada dentária. 

Um processo de tomada de decisão e uma técnica ortodôntica simples foram descritas. Para encurtar o tempo de tratamento e simplificar os procedimentos, o terceiro molare inferior direito impactado  e o segundo foram verticalizados ortodonticamente com um cantilever back-inovador. Posteriormente, o primeiro molar inferior direito impactado profundamente  foi extraído. 

A abordagem cirúrgica-ortodôntica combinada resolveu um problema clinico desafiador e eliminou a necessidade de prótese ou implante dentário para substituição dos molares impactados. A boa oclusão, a função normal, e um periodonto saudável do paciente foram também alcançados.

Link do Artigo na Integra via Angle Orthodontist:

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Interproximal Stripping - Galaxy™ discos diamantados







A Ortho Technology nos Estados unidos da America comercializa o Galaxy™ Diamond Discs, dicos diamantados perfurados para desta forma, dar flexibilidade ao disco facilitando e o desgaste da superfície dentaria. Eles comercializam até uma "capa" de proteção para o disco, que durante o uso impede o contato do mesmo com os tecidos moles. Existem também as tiras de lixas diamantadas para desgastes interproximais, com as mesmas perfurações.




O que a Ortho Technology diz:


Galaxy™ Diamond Discs


NOVIDADE! O desenho da malha do disco dá flexibilidade e controle. Remove suavemente a massa dentaria interproximal para criar espaço intra-arco ou abrir pontos de contacto entre os dentes. Excelente para uso com os aparelhos mais populares, incluindo sistemas de alinhadores Invisalign ®. Os discos também estão disponíveis na versão de 19 milímetros quando o espaço é limitado.


• Flexibilidade e facilidade de utilização


• Discos de 19 e 22 milímetros de diâmetro


• Para utilização em peças de baixa rotação


• Calor de esterilizãção de até 340 ° F/121 ° C


• Autoclave até 275 ° F/135 ° C


• Inclui 2 discos diamantaos e 1 mandril



Diamond Disc Safety Guard


• Utilizada durante a técnica de desgate interproximal para garantir a segurança dos pacientes


• Protege os lábios, bochechas e gengivas dos discos de diamante


• Dê a você mesmo a paz de espírito, proporcionando segurança aos seus pacientes


• Discos diamantedos adequado 7 / 8 "


• Usados em peças de mão




Interproximal Diamond Strips




Perfuradas e flexíveis


Nossas novas tiras perfuradas diamantadas são projetados para o controle completo durante o desgaste interproximal, dando modelagem e contorno. As tiras permitem um acesso manual fácil e preciso ao esmalte, resultando em uma redução suave, natural. A sua concepção perfurada proporciona melhor visibilidade, controle total, e mais flexibilidade do que as tiras sem perfuração. As tiras possuem cores codificada; azul, para as médias, vermelho para as finas, e amarelo para as extra-finas.


• Único lado com codificação em cores


• revestimento do aço inoxidável com diamantes


• 2 larguras: 2,5 milímetros e 3,75 milímetros


• 3 espessuras: média (45 mícrons), fina (30 mícrons), extra-fina (15 mícrons)


• Comprimento: 147 milímetros


• Autoclave até 270 º F/132 º C



Link da Ortho Technology:


quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Simulação 3D de movimento ortodôntico





Neste artigo de 2010, publicado pelo Dental Press Journal of Orthodontics, pelos autores Norman Duque Penedo, Carlos Nelson Elias, Maria Christina Thomé Pacheco, Jayme Pereira de Gouvêa; Engenharia Metalúrgica pela UFF (Universidade Federal Fluminense), campus Volta Redonda/RJ; do departamento de Biomateriais do IME, Rio de Janeiro; do Departamento da Ortodontia da Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória; do departamento de Bioengenharia da UFF, campus Volta Redonda/RJ. Buscou desenvolver e validar, através do Método dos Elementos Finitos (MEF), um modelo numérico tridimensional (3D) de um incisivo central superior para simular o movimento dentário.


A aplicação do método dos elementos finitos(MEF) na Ortodontia possibilita investigar os aspectos biomecânicos envolvidos em um tratamento ortodôntico e estimula o crescente interesse no conhecimento da movimentação dentária. O desenvolvimento de um modelo numérico permite quantificar e avaliar os efeitos das cargas ortodônticas que são aplicadas para obter o movimento dentário inicial.


Uma das principais características do método dos elementos finitos é seu potencial de analisar estruturas complexas. Isso é possível quando o modelo numérico desenvolvido apresenta comportamento equivalente ao da estrutura que se quer analisar. No caso do movimento dentário, o modelo numérico deve responder deforma equivalente ao comportamento clínico dodente em movimentação, com relação às áreas detensões e deslocamentos produzidos.


O ligamento periodontal é um tecido conjuntivo fibroso denso constituído principalmente por fibras colágenas dispostas em feixes, elementos celulares e vasculares, e fluidos tissulares.O periodonto inclui o cemento radicular, o ligamento periodontal e o osso alveolar. O ligamento periodontal intermedeia o processo de reabsorção e neoformação óssea em resposta às forças ortodônticas, sendo que o mediador do movimento dentário não é a força em si, mas sim a magnitude das tensões geradas no periodonto.


As tensões e deformações sentidas no periodonto, devido àsforças ortodônticas, promovem a remodelação óssea dos alvéolos, através do recrutamento das células osteoblásticas e osteoclásticas, proporcionandoo movimento dentário. Melsen et al. afirmam que são as alterações de tensão e deformaçãodo periodonto, e não de pressão ou tração, que liberam a cascata de reações biológicas que levam ao movimento dentário. Demonstraram que a tensão exercida pelo estiramento das fibras do ligamento periodontal induz a remodelação óssea, e que as tensões internas geradas pela aplicação daforça irão criar, ao redor do dente, áreas tanto detração como de compressão, as quais não podemser facilmente demarcadas.


O tratamento ortodôntico envolve a aplicação de forças para obtenção de movimentos e, consequentemente, pode-se fazer a análise com base na biomecânica. A análise deve ser iniciada pela determinaçãodas propriedades dos materiais envolvidos e, através do MEF, é possível quantificar os fenômenos que envolvem a movimentação dentária.Vários tecidos orgânicos e materiais utilizado sem Ortodontia possuem suas propriedades já definidas,como os ossos, os dentes e o aço inoxidável. Entretanto, as propriedades do ligamento periodontal não estão perfeitamente conhecidas.


O objetivo deste trabalho é validar um modelo numérico tridimensional em Elementos Finitos para estudos que envolvem a mecânica ortodôntica. Para esse fim, foi criado o modelo tridimensional de um dente incisivo central superior, onde foram consideradas as “fibras” do ligamento periodontal.


Para a validação do modelo numérico tridimensional, os resultados obtidos dos deslocamentos dentários foram comparados com os obtidos no trabalho de Jones et al., no qual o deslocamento médio verificado para os incisivos centrais dos dez indivíduos que participaram do experimento foi de 0,0877mm, com desvio-padrão de 0,0507.



CONCLUSÕES


1) Para possibilitar a quantificação dos parâmetros envolvidos nos estudos da mecânica ortodôntica, foi validado um modelo numérico tridimensional de um incisivo central superior.


2) O valor de E=0,059MPa (0,059N/mm2), atribuído ao módulo de elasticidade das fibras do ligamento periodontal, permitiu a validação do modelo numérico.


3) As tensões axiais obtidas no modelo apresentam valores coerentes e auxiliam na definição de um valor apropriado para ser utilizado em simulações computacionais, através do MEF.


4) A definição de um critério que utiliza a comparação da tensão axial com a pressão capilar(0,0026N/mm2) permitiu predizer as áreas que poderão desencadear o início do processo de remodelação óssea.


5) O modelo computacional possibilita a visualização e quantificação do movimento da raiz eda coroa dentária, além da localização do centrode rotação e do centro de resistência do dente, que é de primordial importância na determinação dotipo de movimento dentário.


6) Esse modelo possibilita a modificação dosparâmetros de carregamento (forças e momentos) e as condições de contorno, permitindo a construção de uma arcada dentária completa para avaliar
diferentes possibilidades da mecânica ortodôntica.


Link do artigo na integra via Scielo:

http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v15n5/12.pdf

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Tratamento ortodôntico acelerado com corticotomia assistida e com exposição dos caninos impactados palatinamente




Neste artigo de 2007, publicado pela Angle Orthodontist, pelo autor Tom J. Fischer; Instructor, Graduate Orthodontics, Harvard University, Boston; Mostra uma importante manobra para facilitar o deslocamento de caninos impactados.

O objetivo deste artigo foi avaliar a eficácia de uma nova técnica cirúrgica para o tratamento da caninos impactados palatinamente.

Seis pacientes consecutivos com caninos impactados bilateralmente foram comparados. Um dos caninos foi cirurgicamente exposto usando uma técnica cirúrgica convencional, enquanto o canino contralateral foi exposto usando uma corticotomia através de uma técnica assistida.

Apósa movimentação dentária concluída, comparações estatísticas entre os dois métodos revelou uma redução do tempo de tratamento de 28-33% para o corticotomia assistida dos caninos. Não foram observadas diferenças significativas na condição periodontal final entre os caninos expostos por estes dois métodos.

Este estudo preliminar apoia o conceito de que uma técnica de corticotomia-cirúrgica assistida ajuda a reduzir o tempo de tratamento ortodôntico dos caninos impactados palatinamente.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Avaliação das mudanças Dentofaciais imediatas na finalização de pacientes adolescentes tratados com o Forsus TM FRD





Neste artigo de 2011, publicado pelo  European Journal of Dentistry, pelos autores Esen Ali Gunay, Tulin Arun, Didem Nalbantgil, do Department of Orthodontics, Faculty of Dentistry, Yeditepe University, Istanbul, Turkey. Mostra um estudo realizado em jovens portadores de Classe II tratados com o Propulsor mandibular FORSUS.

O objetivo deste estudo foi avaliar as mudanças de curto prazo dento esqueléticas e do perfil mole em pacientes adolescentes tratados com o  ForsusTM FRD.
Um estudo prospectivo foi realizado em 54 radiografias laterais cefalométricas que foram tomadas antes da colocação e após a remoção do aparelho no grupo de tratamento (15 sujeitos) e no início e seis meses após no grupo de controle (12 sujeitos). Os critérios de seleção de pacientes foram: maloclusão  esquelética e dentária de Classe II, devido ao retrognatismo mandíbular, ângulos normais ou de baixo padrão de crescimento, período de crescimento pós-pico, sem dentes permanentes extraídos ou congenitamente ausentes, e apinhamento mínimo na parte inferior do arco dentário.
A avaliação de estatística dos dados sugeriram os seguintes resultados: Não houve alterações sagitais e verticais do esqueleto induzidas. Os incisivos inferiores se projetaram e  intruiram, enquanto os incisivos superiores foram retruídos e extruidos. O plano oclusal foi girado em sentido horário, como resultado das mudanças dentoalveolares.  O trespasse vertical e horizontal foram reduzidos em todos os pacientes. Perfil mole ligeiramente melhorado.
Os autores concluiram que os resultados revelaram que, no final os pacientes adolescentes tratados com ForsusTM FRD foram corrigidas as discrepâncias de Classe II maxilar e mandibular através de alterações dentoalveolares.

Link do artigo na integra via ncbi:

domingo, 17 de agosto de 2014

Pensamento da Semana


"Ter fé é assinar uma folha em branco e deixar que Deus nela escreva o que quiser."


Santo Agostinho

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Acidentes com o Arco Extra-Bucal (AEB): Como evitar.



Muitos colegas ficaram apreensivos com a notícia que correu pelas redes sociais de que um colega ortodontista de Goiás teria sido condenado a pagar R$ 100.000,00 a uma criança, como indenização por um acidente com um Arco Extra-Bucal (AEB). Segundo a notícia propagada (sem a fonte), o desenbargador lista como erros profissionais:

1. Captar clientes sob o argumento de tratamento gratuito;
2. Fornecer à criança aparelho dentário sem mecanismo de segurança, inclusive, não condizente com a faixa etária e discernimento do paciente.

Momentos depois desta notícia tornar-se popular nas comunidades e grupos de ortodontia na internet, muitos colegas debatiam sobre o que seriam esses mecanismos de segurança. Apesar de não serem novidades, sentimo-nos motivados a esclarecer alguns aspectos sobre o tema. Espero que esse post seja útil para vocês.

Desde 1947, quando Silas Kloehn soldou um arco interno a outro externo criando o Arco Extra-Bucal (AEB) tem-se utilizado em diversas técnicas e com propósitos diferentes. Apesar de estarem sendo cada dia menos utilizados na ortodontia, na ortopedia facial parece ser ainda um importante mecanismo de tratamento da Classe II maxilar.

No entanto, infelizmente, segundo Dr. Russell Samuels¹ tem havido alguns relatos de casos de lesões dos tecidos moles causadas pelo uso de AEB na literatura médica e odontológica nos últimos 25 anos. 

Para determinar a etiologia das lesões dois estudos foram realizadas na Europa. No primeiro estudo, um questionário foi enviado para as sociedades de Ortodontia e escolas de ortodontia em 23 países europeus solicitando qualquer informação sobre as lesões pelo uso de AEB que eram conhecidas como tendo ocorrido. Detalhes de 9 lesões foram devolvidos. No segundo estudo, um questionário foi enviado a 1.117 ortodontistas ativos no Reino Unido e na Irlanda solicitando qualquer informação sobre as lesõespor AEB. De 859 profissionais que utilizam esse dispositivo detalhes de 33 feridos foram relatados com a maioria ocorrendo à noite. Estas lesões variou de lacerações menores à perda de um olho.




As informações obtidas a partir destes dois estudos e relatos de casos revelaram que os ferimentos foram causados ​​pelo efeito catapulta da tração extra-oral com elástico (elásticos ou material elástico) ou o AEB desencaixando dos tubos bucais durante a noite, quando o paciente vai dormir. As causas podem ser ainda subdivididas em quatro categorias mostradas abaixo:

Etiologia das Lesões:

1. Desencaixe acidental do AEB enquando a criança brinca usando um AEB e tração com elástico convencional. O AEB é desencaixado dos tubos e recua para trás ferindo o paciente.

2. Manuseio incorreto por parte da criança durante a instalação ou remoção do AEB e tração com elástico convencional.

3. Desencaixe deliberado (puxando) um AEB e tração com elástico convencional, por outra criança. Outra criança puxa o AEB para frente até o arco intraoral saia da boca e solta, fazendo com que o arco retorne pela força elástica da tração.

A relevância dos microrganismos orais às lesões dos tecidos moles:

Este fator é muitas vezes mais discutido ao avaliar questões de segurança.
A presença de microrganismos orais nas extremidades do arco facial interior tem um enorme significado nessas lesões, porque isso invariavelmente significa que as lesões dos tecidos moles estão infectadas. Isto altera significativamente o prognóstico de qualquer lesão de tecido mole provocada pelas extremidades do arco interno. Os pacientes que sofreram uma lesão no olho durante a noite têm relatado que geralmente há o mínimo de desconforto e que não mobilizam as crianças para procurar atendimento imediatamente. Este atraso no tratamento permite que a infecção se espalhe rapidamente com resultados desastrosos. O olho é um excelente meio de cultura e pode ser difícil de tratar com sucesso mesmo com antibióticos apropriados.
Quando apenas um olho é ferido o outro olho ainda pode estar em risco de endoftalmite contralateral.

Dispositivos de segurança

O risco de lesão a um paciente pode ser pequeno, mas todos os pacientes devem ser protegidos contra um risco conhecido, ainda que pequeno.
Vários dispositivos estão disponíveis atualmente com o objetivo de melhorar a segurança da tração extra oral. Sabemos que para serem eficientes  devem evitar o efeito catapulta e o desencaixe acidental durante a noite.
Em pesquisa nos catálogos das empresas atuantes no mercado brasileiro, apenas a nacional, Morelli disponibiliza um dispositivo de segurança para AEB. Trata-se de uma presilha com mola e que desarma quando puxada com força superior à desejada (leve, média ou pesada).




Não foi encontrado, no mercado nacional, dispositivo de segurança que visa evitar o desencaixe acidental durante o sono. No entanto, um artigo que disponibilizo o link abaixo, propõe  uma forma  de travar o arco interno com um acessório soldado (NITOM). Pode-se confeccionar no próprio consultório ou solicitar ao laboratório que o faça.






Dicas Clínicas
1.   Tração extra-oral só deve ser prescrita para os pacientes que são suscetíveis de cumprir as instruções do ortodontistas. Os pacientes devem ser advertidos para não usá-lo enquanto estiver jogando ou mexer nele enquanto estiver distrído.
2.   A utilização do AEB deve ser claramente demonstrado para o paciente e / ou pais,
consentimento obtido, e registrar no espaço de evolução do caso do prontuário. Para alguns dos mais jovens, menos pacientes hábeis,  seus pais podem também ser cuidadosamente instruído sobre como ajustar o aparelho, para que eles possam supervisionar a instalação e remoção do aparelho em casa.
3.   Instruções escritas devem ser emitidas para todos os pacientes e para os pais. Registra-se o termo de entrega.
4.   Uma advertência deve ser dada de que o não cumprimento das instruções pode resultar em lesões.
5.   O AEB deve ser cuidadosamente verificado em cada revisão e uma registro feito no espaço de evolução do caso do prontuário. O paciente deve ser perguntado se eles tiveram algum problema com o aparelho desde a última consulta.
6.   Se o paciente remove a tração extra-oral durante o sono deixando o AEB em cima da cama, e não consegue se lembrar de reposicioná-lo em mais de duas ocasiões, uma análise cuidadosa deve ser considerada e  a interrupção da tração extra-oral deve ser pensada.
7.   Antes de montar o arco facial no paciente demonstrar e descrever sua função em um modelo de um arco superior com bandas nos molares. Em seguida, encorajar o paciente a colocar e retirar o AEB no modelo. Isso ajuda o paciente a ver como o AEB se encaixa dentro dos tubos.

8.   Se o AEB for usado ​​com dispositivos removíveis, construí-los como uma parte integrante do aparelho. 


1. http://orthocare.co.uk/images/Nitom2/Website%20for%20Nitom%202%20Clinician%20Info.pdf

Link para a Morelli:
http://www.morelli.com.br/br/produtos/sobre-os-produtos/buscar/s/7040/Tracionador-c-Dispositivo-de-Seguranca-10-un

Link para o artigo:
http://jorthod.maneyjournals.org/content/29/2/101.full.pdf