ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Simulação 3D de movimento ortodôntico





Neste artigo de 2010, publicado pelo Dental Press Journal of Orthodontics, pelos autores Norman Duque Penedo, Carlos Nelson Elias, Maria Christina Thomé Pacheco, Jayme Pereira de Gouvêa; Engenharia Metalúrgica pela UFF (Universidade Federal Fluminense), campus Volta Redonda/RJ; do departamento de Biomateriais do IME, Rio de Janeiro; do Departamento da Ortodontia da Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória; do departamento de Bioengenharia da UFF, campus Volta Redonda/RJ. Buscou desenvolver e validar, através do Método dos Elementos Finitos (MEF), um modelo numérico tridimensional (3D) de um incisivo central superior para simular o movimento dentário.


A aplicação do método dos elementos finitos(MEF) na Ortodontia possibilita investigar os aspectos biomecânicos envolvidos em um tratamento ortodôntico e estimula o crescente interesse no conhecimento da movimentação dentária. O desenvolvimento de um modelo numérico permite quantificar e avaliar os efeitos das cargas ortodônticas que são aplicadas para obter o movimento dentário inicial.


Uma das principais características do método dos elementos finitos é seu potencial de analisar estruturas complexas. Isso é possível quando o modelo numérico desenvolvido apresenta comportamento equivalente ao da estrutura que se quer analisar. No caso do movimento dentário, o modelo numérico deve responder deforma equivalente ao comportamento clínico dodente em movimentação, com relação às áreas detensões e deslocamentos produzidos.


O ligamento periodontal é um tecido conjuntivo fibroso denso constituído principalmente por fibras colágenas dispostas em feixes, elementos celulares e vasculares, e fluidos tissulares.O periodonto inclui o cemento radicular, o ligamento periodontal e o osso alveolar. O ligamento periodontal intermedeia o processo de reabsorção e neoformação óssea em resposta às forças ortodônticas, sendo que o mediador do movimento dentário não é a força em si, mas sim a magnitude das tensões geradas no periodonto.


As tensões e deformações sentidas no periodonto, devido àsforças ortodônticas, promovem a remodelação óssea dos alvéolos, através do recrutamento das células osteoblásticas e osteoclásticas, proporcionandoo movimento dentário. Melsen et al. afirmam que são as alterações de tensão e deformaçãodo periodonto, e não de pressão ou tração, que liberam a cascata de reações biológicas que levam ao movimento dentário. Demonstraram que a tensão exercida pelo estiramento das fibras do ligamento periodontal induz a remodelação óssea, e que as tensões internas geradas pela aplicação daforça irão criar, ao redor do dente, áreas tanto detração como de compressão, as quais não podemser facilmente demarcadas.


O tratamento ortodôntico envolve a aplicação de forças para obtenção de movimentos e, consequentemente, pode-se fazer a análise com base na biomecânica. A análise deve ser iniciada pela determinaçãodas propriedades dos materiais envolvidos e, através do MEF, é possível quantificar os fenômenos que envolvem a movimentação dentária.Vários tecidos orgânicos e materiais utilizado sem Ortodontia possuem suas propriedades já definidas,como os ossos, os dentes e o aço inoxidável. Entretanto, as propriedades do ligamento periodontal não estão perfeitamente conhecidas.


O objetivo deste trabalho é validar um modelo numérico tridimensional em Elementos Finitos para estudos que envolvem a mecânica ortodôntica. Para esse fim, foi criado o modelo tridimensional de um dente incisivo central superior, onde foram consideradas as “fibras” do ligamento periodontal.


Para a validação do modelo numérico tridimensional, os resultados obtidos dos deslocamentos dentários foram comparados com os obtidos no trabalho de Jones et al., no qual o deslocamento médio verificado para os incisivos centrais dos dez indivíduos que participaram do experimento foi de 0,0877mm, com desvio-padrão de 0,0507.



CONCLUSÕES


1) Para possibilitar a quantificação dos parâmetros envolvidos nos estudos da mecânica ortodôntica, foi validado um modelo numérico tridimensional de um incisivo central superior.


2) O valor de E=0,059MPa (0,059N/mm2), atribuído ao módulo de elasticidade das fibras do ligamento periodontal, permitiu a validação do modelo numérico.


3) As tensões axiais obtidas no modelo apresentam valores coerentes e auxiliam na definição de um valor apropriado para ser utilizado em simulações computacionais, através do MEF.


4) A definição de um critério que utiliza a comparação da tensão axial com a pressão capilar(0,0026N/mm2) permitiu predizer as áreas que poderão desencadear o início do processo de remodelação óssea.


5) O modelo computacional possibilita a visualização e quantificação do movimento da raiz eda coroa dentária, além da localização do centrode rotação e do centro de resistência do dente, que é de primordial importância na determinação dotipo de movimento dentário.


6) Esse modelo possibilita a modificação dosparâmetros de carregamento (forças e momentos) e as condições de contorno, permitindo a construção de uma arcada dentária completa para avaliar
diferentes possibilidades da mecânica ortodôntica.


Link do artigo na integra via Scielo:

http://www.scielo.br/pdf/dpjo/v15n5/12.pdf

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Tratamento ortodôntico acelerado com corticotomia assistida e com exposição dos caninos impactados palatinamente




Neste artigo de 2007, publicado pela Angle Orthodontist, pelo autor Tom J. Fischer; Instructor, Graduate Orthodontics, Harvard University, Boston; Mostra uma importante manobra para facilitar o deslocamento de caninos impactados.

O objetivo deste artigo foi avaliar a eficácia de uma nova técnica cirúrgica para o tratamento da caninos impactados palatinamente.

Seis pacientes consecutivos com caninos impactados bilateralmente foram comparados. Um dos caninos foi cirurgicamente exposto usando uma técnica cirúrgica convencional, enquanto o canino contralateral foi exposto usando uma corticotomia através de uma técnica assistida.

Apósa movimentação dentária concluída, comparações estatísticas entre os dois métodos revelou uma redução do tempo de tratamento de 28-33% para o corticotomia assistida dos caninos. Não foram observadas diferenças significativas na condição periodontal final entre os caninos expostos por estes dois métodos.

Este estudo preliminar apoia o conceito de que uma técnica de corticotomia-cirúrgica assistida ajuda a reduzir o tempo de tratamento ortodôntico dos caninos impactados palatinamente.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Avaliação das mudanças Dentofaciais imediatas na finalização de pacientes adolescentes tratados com o Forsus TM FRD





Neste artigo de 2011, publicado pelo  European Journal of Dentistry, pelos autores Esen Ali Gunay, Tulin Arun, Didem Nalbantgil, do Department of Orthodontics, Faculty of Dentistry, Yeditepe University, Istanbul, Turkey. Mostra um estudo realizado em jovens portadores de Classe II tratados com o Propulsor mandibular FORSUS.

O objetivo deste estudo foi avaliar as mudanças de curto prazo dento esqueléticas e do perfil mole em pacientes adolescentes tratados com o  ForsusTM FRD.
Um estudo prospectivo foi realizado em 54 radiografias laterais cefalométricas que foram tomadas antes da colocação e após a remoção do aparelho no grupo de tratamento (15 sujeitos) e no início e seis meses após no grupo de controle (12 sujeitos). Os critérios de seleção de pacientes foram: maloclusão  esquelética e dentária de Classe II, devido ao retrognatismo mandíbular, ângulos normais ou de baixo padrão de crescimento, período de crescimento pós-pico, sem dentes permanentes extraídos ou congenitamente ausentes, e apinhamento mínimo na parte inferior do arco dentário.
A avaliação de estatística dos dados sugeriram os seguintes resultados: Não houve alterações sagitais e verticais do esqueleto induzidas. Os incisivos inferiores se projetaram e  intruiram, enquanto os incisivos superiores foram retruídos e extruidos. O plano oclusal foi girado em sentido horário, como resultado das mudanças dentoalveolares.  O trespasse vertical e horizontal foram reduzidos em todos os pacientes. Perfil mole ligeiramente melhorado.
Os autores concluiram que os resultados revelaram que, no final os pacientes adolescentes tratados com ForsusTM FRD foram corrigidas as discrepâncias de Classe II maxilar e mandibular através de alterações dentoalveolares.

Link do artigo na integra via ncbi:

domingo, 17 de agosto de 2014

Pensamento da Semana


"Ter fé é assinar uma folha em branco e deixar que Deus nela escreva o que quiser."


Santo Agostinho

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Acidentes com o Arco Extra-Bucal (AEB): Como evitar.



Muitos colegas ficaram apreensivos com a notícia que correu pelas redes sociais de que um colega ortodontista de Goiás teria sido condenado a pagar R$ 100.000,00 a uma criança, como indenização por um acidente com um Arco Extra-Bucal (AEB). Segundo a notícia propagada (sem a fonte), o desenbargador lista como erros profissionais:

1. Captar clientes sob o argumento de tratamento gratuito;
2. Fornecer à criança aparelho dentário sem mecanismo de segurança, inclusive, não condizente com a faixa etária e discernimento do paciente.

Momentos depois desta notícia tornar-se popular nas comunidades e grupos de ortodontia na internet, muitos colegas debatiam sobre o que seriam esses mecanismos de segurança. Apesar de não serem novidades, sentimo-nos motivados a esclarecer alguns aspectos sobre o tema. Espero que esse post seja útil para vocês.

Desde 1947, quando Silas Kloehn soldou um arco interno a outro externo criando o Arco Extra-Bucal (AEB) tem-se utilizado em diversas técnicas e com propósitos diferentes. Apesar de estarem sendo cada dia menos utilizados na ortodontia, na ortopedia facial parece ser ainda um importante mecanismo de tratamento da Classe II maxilar.

No entanto, infelizmente, segundo Dr. Russell Samuels¹ tem havido alguns relatos de casos de lesões dos tecidos moles causadas pelo uso de AEB na literatura médica e odontológica nos últimos 25 anos. 

Para determinar a etiologia das lesões dois estudos foram realizadas na Europa. No primeiro estudo, um questionário foi enviado para as sociedades de Ortodontia e escolas de ortodontia em 23 países europeus solicitando qualquer informação sobre as lesões pelo uso de AEB que eram conhecidas como tendo ocorrido. Detalhes de 9 lesões foram devolvidos. No segundo estudo, um questionário foi enviado a 1.117 ortodontistas ativos no Reino Unido e na Irlanda solicitando qualquer informação sobre as lesõespor AEB. De 859 profissionais que utilizam esse dispositivo detalhes de 33 feridos foram relatados com a maioria ocorrendo à noite. Estas lesões variou de lacerações menores à perda de um olho.




As informações obtidas a partir destes dois estudos e relatos de casos revelaram que os ferimentos foram causados ​​pelo efeito catapulta da tração extra-oral com elástico (elásticos ou material elástico) ou o AEB desencaixando dos tubos bucais durante a noite, quando o paciente vai dormir. As causas podem ser ainda subdivididas em quatro categorias mostradas abaixo:

Etiologia das Lesões:

1. Desencaixe acidental do AEB enquando a criança brinca usando um AEB e tração com elástico convencional. O AEB é desencaixado dos tubos e recua para trás ferindo o paciente.

2. Manuseio incorreto por parte da criança durante a instalação ou remoção do AEB e tração com elástico convencional.

3. Desencaixe deliberado (puxando) um AEB e tração com elástico convencional, por outra criança. Outra criança puxa o AEB para frente até o arco intraoral saia da boca e solta, fazendo com que o arco retorne pela força elástica da tração.

A relevância dos microrganismos orais às lesões dos tecidos moles:

Este fator é muitas vezes mais discutido ao avaliar questões de segurança.
A presença de microrganismos orais nas extremidades do arco facial interior tem um enorme significado nessas lesões, porque isso invariavelmente significa que as lesões dos tecidos moles estão infectadas. Isto altera significativamente o prognóstico de qualquer lesão de tecido mole provocada pelas extremidades do arco interno. Os pacientes que sofreram uma lesão no olho durante a noite têm relatado que geralmente há o mínimo de desconforto e que não mobilizam as crianças para procurar atendimento imediatamente. Este atraso no tratamento permite que a infecção se espalhe rapidamente com resultados desastrosos. O olho é um excelente meio de cultura e pode ser difícil de tratar com sucesso mesmo com antibióticos apropriados.
Quando apenas um olho é ferido o outro olho ainda pode estar em risco de endoftalmite contralateral.

Dispositivos de segurança

O risco de lesão a um paciente pode ser pequeno, mas todos os pacientes devem ser protegidos contra um risco conhecido, ainda que pequeno.
Vários dispositivos estão disponíveis atualmente com o objetivo de melhorar a segurança da tração extra oral. Sabemos que para serem eficientes  devem evitar o efeito catapulta e o desencaixe acidental durante a noite.
Em pesquisa nos catálogos das empresas atuantes no mercado brasileiro, apenas a nacional, Morelli disponibiliza um dispositivo de segurança para AEB. Trata-se de uma presilha com mola e que desarma quando puxada com força superior à desejada (leve, média ou pesada).




Não foi encontrado, no mercado nacional, dispositivo de segurança que visa evitar o desencaixe acidental durante o sono. No entanto, um artigo que disponibilizo o link abaixo, propõe  uma forma  de travar o arco interno com um acessório soldado (NITOM). Pode-se confeccionar no próprio consultório ou solicitar ao laboratório que o faça.






Dicas Clínicas
1.   Tração extra-oral só deve ser prescrita para os pacientes que são suscetíveis de cumprir as instruções do ortodontistas. Os pacientes devem ser advertidos para não usá-lo enquanto estiver jogando ou mexer nele enquanto estiver distrído.
2.   A utilização do AEB deve ser claramente demonstrado para o paciente e / ou pais,
consentimento obtido, e registrar no espaço de evolução do caso do prontuário. Para alguns dos mais jovens, menos pacientes hábeis,  seus pais podem também ser cuidadosamente instruído sobre como ajustar o aparelho, para que eles possam supervisionar a instalação e remoção do aparelho em casa.
3.   Instruções escritas devem ser emitidas para todos os pacientes e para os pais. Registra-se o termo de entrega.
4.   Uma advertência deve ser dada de que o não cumprimento das instruções pode resultar em lesões.
5.   O AEB deve ser cuidadosamente verificado em cada revisão e uma registro feito no espaço de evolução do caso do prontuário. O paciente deve ser perguntado se eles tiveram algum problema com o aparelho desde a última consulta.
6.   Se o paciente remove a tração extra-oral durante o sono deixando o AEB em cima da cama, e não consegue se lembrar de reposicioná-lo em mais de duas ocasiões, uma análise cuidadosa deve ser considerada e  a interrupção da tração extra-oral deve ser pensada.
7.   Antes de montar o arco facial no paciente demonstrar e descrever sua função em um modelo de um arco superior com bandas nos molares. Em seguida, encorajar o paciente a colocar e retirar o AEB no modelo. Isso ajuda o paciente a ver como o AEB se encaixa dentro dos tubos.

8.   Se o AEB for usado ​​com dispositivos removíveis, construí-los como uma parte integrante do aparelho. 


1. http://orthocare.co.uk/images/Nitom2/Website%20for%20Nitom%202%20Clinician%20Info.pdf

Link para a Morelli:
http://www.morelli.com.br/br/produtos/sobre-os-produtos/buscar/s/7040/Tracionador-c-Dispositivo-de-Seguranca-10-un

Link para o artigo:
http://jorthod.maneyjournals.org/content/29/2/101.full.pdf

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Tração ortodôntica de um canino impactado com magneto: Relato de um caso






Neste artigo de 2008, publicado pelo Cases Journal, pelos autores Larry CF Li, Ricky WK Wong and Nigel M King; do Departament of Orthodontics and Paediatric Dentistry, Faculty of Dentistry, the University of Hong Kong, Hospital Road, Sai Ying Pun, Hong Kong - China; Mostra um protocolo de tracionamento em um canino incluso com auxílio de um magnêto.

A prevalência de caninos impactados por palatino na população varia de 0,27% para 2,4% em todo o mundo. Um caminho de erupção longo e tortuoso, o apinhamento da dentição, a insuficiência na reabsorção radicular do canino decíduo, trauma e patologia dos tecidos moles têm sido considerados os motivos da impacção canina.

Se não tratado, um canino impactado pode causar morbidade do canino decíduo, mudança cística ou reabsorção da coroa de si mesmo e / ou reabsorção radicular do incisivo lateral adjacente.

A abordagem de tratamento convencional de um canino impactado é para expor a coroa do canino cirurgicamente, seguido pela união de um acessório na superfície da coroa. O acessório é ligado ao fio do arco na boca, e o dente pode ser tracionado com elásticos. No entanto, esta abordagem vem com muitos inconveniente e limitações tais como infecção, há uma comunicação entre a fixação e o meio bucal, migração, inflamação apical do epitélio, exposição da junção amelo-cementario, irritação nos lábios, dificuldade em manter a higiene oral e dificuldade para ajustar e mudar a direção da força.

As ligas magnéticas têm sido utilizados em ortodontia cada vez mais e vários autores têm relatado sucesso e resultados clínicos do tratamento de dentes inclusos em seres humanos. Um ímã, revestido com acrílico e anexado com um braço de extensão do fio, pode ser anexado a um aparelho removível. A posição do ímã pode ser alterada com o ajuste do braço de extensão. Unindo um suporte de metal co dente impactado após a exposição cirúrgica, o dente impactado ficará sob a força magnética, com uma direção controláda pelo ajuste do braço de extensão. Este artigo descreve o uso do ímã no tracionamento de um canino superior impactado e considera as vantagens e limitações da técnica.

ConclusãoEste artigo do caso, sugere que a tração magnética, com um aparelho removível pode ser um método alternativo seguro, eficaz e confortável para desimpactar um canino superior.

Link do artigo na integra via casesjournal:

http://casesjournal.com/content/pdf/1757-1626-1-382.pdf

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Método dos Elementos Finitos: uma ferramenta para o estudo do movimento ortodontico dos dentes







Neste artigo de 2005, publicado pelo Journal of Dental Research, pelos autores P.M. Cattaneo, M. Dalstra e B. Melsen; do Dept. of Orthodontics, Royal Dental College, University of Aarhus, Vennelyst Boulevard 9, DK-8000, Aarhus C, Dinamarca. Mostra a importância deste metodo de estudo contemporâneo na biomecânica Ortodontica.


A movimentação ortodontica dentária é alcançada por processos de remodelação do osso alveolar, que são provocadas por mudanças causadas pelo stress / tensão distribuidos pelo periodonto.


O método de elementos finitos (EF) tem sido utilizado para descrever a situação do ligamento periodontal (LPD) e dos arredores do osso alveolar. O presente estudo buscou determinar o impacto do processo de modelagem e noa resultado das análises EF e relacionados com as teorias atuais sobre a movimentação ortodôntica dentária.


Em uma série de análises EF simulando os dentes submetidos à carga ortodôntica, a influência da geometria / morfologia, material e propriedades e condições de contorno foram avaliados.


A descrição precisa da morfologia do osso alveolar e atribuição de propriedades mecânicas para os elementos demonstraram que a carga do periodonto não pode ser explicada em termos simples, compressão e de tensão ao longo da carga e da direção. A tensão no osso alveolar que foi medida mais predominante foi a de compressão.



Link do artigo na integra via JDR:



terça-feira, 12 de agosto de 2014

A análise quantitativa das superfícies da base de braquetes cerâmicos através de um sistema de imagiologia tridimensional





Neste artigo de 2013, publicado pelo Angle Orthodontist, pelos autores Da-Young Kang; Sung-Hwan Choi; Jung-Yul Cha; Chung-Ju Hwang; Do Department of Orthodontics, College of Dentistry, Yonsei University, Seoul, Korea; Department of Orthodontics, Institute of Cranio- facial Deformity Center, College of Dentistry, Yonsei University, Seoul, Korea. Mostra um estudo realizado com base de diversos braquetes cerâmicos comparados com um metálico.

Este trabalho teve o objetivo de estudar as características estruturais tridimensionais de três tipos de bases de braquetes cerâmicos mecanicamente fixados.

Braquetes, um tipo de aço inoxidável (MicroArch, Tomy, Tóquio, Japão) e três tipos de cerâmico incisivo central superior direito Cristalina MB (Tomy), INVU (TP Orthodontics, La Porte, Ind) e Inspire Ice (Ormco, Glendora, Calif), foram testados para comparar e analisar quantitativamente diferenças nas características da superfície de cada base de braquete cerâmico usando microscopia eletrônica de varredura (MEV), uma imagem tridimensional profiler superfície óptica (3D) e tomografia microcomputed (micro-CT). Uma análise de variância foi utilizada para encontrar diferenças nos valores de rugosidade superficial da base dos braquetes e áreas de superfície entre os dois grupos de acordo com projetos de base. 

O SEM revelou que cada braquete exibiu uma textura de superfície única (MicroArch, malha dupla; Cristalina MB, irregular; INVU, malha única; Inspire Ice, talão de bola). Com um perfilador superfície óptica 3D, o braquete de aço inoxidável apresentou valores de rugosidade superficial significativamente mais elevados. Cristalina MB tiveram significativamente valores maiores de rugosidade superficial do que Inspire Ice. Micro-CT demonstrou que braquetes de aço inoxidável apresentaram maiores áreas de superfície de base braquete da unidade.  Entre os braquetes cerâmicos, INVU apresentou maior área de superfície da base do braquete todo, e Cristalina MB mostrou uma superfície significativamente maior unidade de braquete de base do Inspire Ice.

Os autores concluíram que as características da rugosidade das superfícies dos braquetes apresentaram os maiores valores de rugosidade superficial e de superfície na base do braquete da unidade nos braquetes cerâmicos, o que contribui para o aumento mecanicamente retentiva braquete força de ligação.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Precisão e confiabilidade das medidas craniométricas na cefalometria lateral e medições em scans 3D TCFC





Neste artigo de 2010, publicado pela Angle orthodontist, pelos autores Bruno Frazao Gribel; Marcos Nadler Gribel; Diogo Campos Frazao; James A. McNamara Jr; Flavio Ricardo Manzi; do Department of Orthodontics and Pediatric Dentistry, The University of Michigan, Ann Arbor; Private practice, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil; Department of Orthodontics and Department of Radiology , Pontificia Universidade Catolica de Minas Gerais, Brazil; Mostra mais uma pesquisa destes autores que vem criando todo um protocolo de diagnóstico 3D em Ortodontia.


Este artigo foi realizado com o intuito de comparar a precisão das medições craniométricas feitas em telerradiografias e na imagem gerada apartir de tomografia computadorizada de feixe cônico (CBCT).


Dez marcadores fiduciais foram colocados em pontos craniométricos conhecidos, em 25 crânios secos com oclusão estável. Os exames tomográficos e radiográficas convencionais posteriormente foram tomados de cada crânio. Medições diretas craniométricas foram comparadas com medidas em CBCT e com medidas cefalométricas utilizando a análise de medidas repetidas em variância (ANOVA). Todas as medidas foram repetidas dentro de um intervalo de 1 mês, e correlações intra classe foram calculadas.


Não houve diferença estatisticamente significativa entre as medidas CBCT e medidas craniométricas diretas (diferença média, 0,1 mm). Todas as medidas cefalométricas significativamente diferentes estatisticamente das medições diretas craniométricas (diferença média, 5 mm) variações significativas entre as medidas foram anotadas. Algumas medidas foram maiores no cefalograma lateral e algumas foram menores, mas um padrão pode ser observado: as medições sagital médias foram alalargadas de modo uniforme, e Co-Gn foi apenas ligeiramente alterada, Co-A foi sempre menor.


As medidas craniométricas CBCT são precisas para um tamanho subvoxel e potencialmente podem ser usadas como uma ferramenta de diagnóstico ortodôntico quantitativa. As normas cefalometricas Bidimensionais não podem ser facilmente utilizadas para a medição tridimensional por causa das diferenças na exatidão da medida entre os dois exames.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:


domingo, 10 de agosto de 2014

Feliz dia dos Pais!


Acreditamos que casais equilibrados,
sustentados pelo amor e exemplo, 
devam ter filhos. 
Mais que por realização pessoal, mas por 
responsabilidade social.  

Parabéns a todos os colegas que aceitaram sua responsabilidade! Feliz dia dos Pais!

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

''Zonas de segurança" de colocação de mini parafusos implantados em diferentes padrões dento esqueléticos



Neste artigo de 2011, publicado pela NegritoAngle Orthodontist, pelos autores Pajongjit Chaimanee; Boonsiva Suzuki; Eduardo Yugo Suzuki; do Department of Orthodontics and Pediatric Dentistry, Faculty of Dentistry, Chiang Mai University, Chiang Mai, Thailand; Mostra um estudo realizado com o intuito de mensurar espaços inter radiculares como sitios de inserção de mini implantes, em radiografias de pacientes dos tres padrões esqueléticos classe I, II e III.


Este estudo foi realizado com o intuito de avaliar a influência de diferentes padrões dento esqueléticos e suas disponibilidades de espaços inter radiculares e determinar as zonas seguras para a colocação de mini implantes.

Radiografias periapicais de 60 indivíduos com padrões Classe I II ou III esqueléticos foram examinados. Para cada sitio interradicular, as áreas e as distâncias de 3, 5, 7, 9 e 11 mm da crista alveolar foram medidos.

Na maxila, o maior espaço inter radicular foi entre o segundo pré-molar e primeiro molar. Na mandíbula, o maior espaço inter radicular estava entre os primeiros e segundos molares, seguidos pelo primeiro e segundo pré-molares. Diferenças significativas nos espaços inter radiculares entre os padrões esqueléticos foram observados. Espaços inter radicular maxilar, particularmente entre os primeiros e segundos molares, nos indivíduos com padrões esqueléticos Classe II, foram maiores do que nos indivíduos com padrões esqueléticos Classe III. Em contraste, na mandíbula, os espaços inter radiculares nos indivíduos com padrões esqueléticos Classe III foram superiores aos dos indivíduos com padrões de Classe II esquelético.

Para todos os padrões esqueléticos, as zonas mais seguras eram os espaços entre o segundo pré-molar e primeiro molar na maxila, e entre o primeiro e segundo pré-molares entre os primeiros e segundos molares na mandíbula.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/061710-111.1

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Impactação pós-traumática do incisivo superior: diagnóstico e tratamento







Neste artigo de 2013, publicado pelo Annali di Stomatologia, pelos autores Valeria Paoloni, Chiara Pavoni, Manuela Mucedero, Patrizio Bollero, Giuseppina Laganà, and Paola Cozza, do Department of Orthodontics, University of Rome “Tor Vergata”, Italy. Mostra o relato de um caso clinico onde é descrito uma tecnica voltada para o tracionamento de incisivos.

Este artigo teve o objetivo de fornecer aos ortodontistas clínicos, informações úteis para o diagnóstico imediato e gerenciamento dos incisivos superiores impactados devido a trauma.

Os autores apresentaram um caso de impactação pós-traumática de um incisivo central superior direito em paciente jovem. O plano de tratamento consistiu na administração interventiva (cirúrgica e ortodôntica), valorização do espaço necessário para movimentar o dente impactado na posição normal e uma abordagem biomecânica para ancoragem, evitando prótese e substituição por implantes.

A terapia que envolve o tracionamento de um incisivo superior impactado devido ao trauma requer uma abordagem multidisciplinar: considerações ortodônticos, cirúrgicas, endodônticas e periodontais. Que são essenciais para o sucesso do tratamento.

O relato é do caso de uma menina branca de 9 anos de idade, encaminhada pelo seu clínico geral para o Departamento de Ortodontia da Universidade de Roma para uma avaliação ortodôntica. A queixa principal foi a preocupação com o atraso de erupção, o que resultou em um aspecto inestético. A criança estava em excelente saúde física e não tinham histórico de doença, mas não havia uma história de trauma dental anterior aos 4 anos aos seus incisivos primários. Este trauma induziu a uma necrose e anquilose do direito primário incisivo central superior.

Os autores concluíram que a exposição cirúrgica e o tracionamento ortodôntico é o tratamento que mais freqüentemente usado no caso de impactação do incisivo pós-traumático : esta técnica de fato pode levar a resultados adequados a nível periodontal, oclusal e estético em um estágio inicial e mais definitiva do que com outras opções de tratamento.

Link do artigo na integra via ncbi:

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Tratamento de uma Classe II associada a mordida aberta e um incisivo central superior anquilosado







Neste artigo de 2011, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Dong-Hyun Hwang; Ki-Ho Parkb; Yong-Dae Kwon; Su-Jung Kim; do Department of Orthodontics, Graduaate School, Kyung Hee University, Seoul, Korea e do Department of Oral & Maxillofacial Surgery, Kyung Hee University Dental Hospital, Seoul, Korea. Mostra a aplicação de um sistema de intrusão ancorado em mini implantes e um procedimento de corticotomia para o tracionamento de um incisivo central anquilosado.

Dentes anquilosados em pacientes em crescimento, podem causar incômodos e problemas dentoalveolares, por isso necessitam de cuidados especiais para a realização de uma terapêutica a longo prazo resultados estéticos e funcionais.
A várias modalidades de tratamento para os dentes anquilosados, que incluem a reabilitação após a extração, luxação extrusiva cirúrgica, osteotomia segmentar individual ou a corticotomia e distração osteogênica alveolar.
Este artigo descreve um caso de um menino de 13 anos de idade com mordida aberta anterior complicada por um incisivo central superior anquilosado que foi movimentado pela corticotomia facilitada com tratamento ortodôntico.
CONCLUSÕES
. O paciente em questão tinha mordida aberta induzida por etiologias complexas, como um padrão hiperdivergente esquelético, um dente anquilosado e hábitos anormais (deglutição atípica e respiração bucal). Portanto, vários fatores tiveram que ser considerados ao tratar o paciente.
. A anquilose dentária e a mordida aberta esquelética são difíceis de tratar e os resultados são incertos.
. Corticotomias individuais e aplicação mini parafusos aumentam a eficiência de tratamento para mordida aberta e anquilose dentaria.
Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:
http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/102010-578.1

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Precisão e confiabilidade de um método inovador de Fusão de modelos de gesso digitais e gerados pela tomografia computadorizada Cone Beam






Neste artigo de 2013, publicado na Plos One, pelos autores Frits A. Rangel, Thomas J.J. Maal, Ewald M. Bronkhorst, K. Hero Breuning, Jan G.J.H. Schols, Stefaan J. Berge, Anne Marie Kuijpers-Jagtman; do Department of Orthodontics and Craniofacial Biology, Radboud University Nijmegen Medical Centre, Nijmegen, The Netherlands; 3D Facial Imaging Research Group Nijmegen–Bruges, Radboud University Nijmegen Medical Centre, Nijmegen, The Netherlands; Department of Oral and Craniomaxillofacial Surgery, Radboud University Nijmegen Medical Centre, Nijmegen,  e do Department of Preventive and Restorative Dentistry, Radboud University Nijmegen Medical Centre, Nijmegen, The Netherlands. Mostra um método de fusão de imagens de modelos digitais gerados por scanner e por tomografia Cone Beam.

Vários métodos têm sido propostos para integrar modelos digitais gerados por  tomografia computadorizada  Cone Beam. Uma vez que todos esses métodos possuem algumas desvantagens, tais como a exposição à radiação, a deformação dos tecidos moles e  processos de manipulação digital demorados, os autores propuseram um novo método para integrar os  modelos de gesso digitais com os gerados com imagens por  tomografia computadorizada Cone Beam.

Modelos de gesso de 10 pacientes foram selecionados aleatoriamente e 5 marcadores de titânio foram colados nos modelos superior e inferior. Os modelos de gesso foram digitalizadas, as impressões foram realizadas a partir dos modelos de gesso e as impressões também foram escaneadas. Medidas lineares foram realizadas em todos os três modelos, para avaliar a precisão e reprodutibilidade.

Além disso, a correlação entre os modelos de gesso digitalizadas e as impressões digitalizadas foram feitas, para avaliar a precisão do procedimento correspondente. Os resultados mostraram que todos os erros de medição foram menores do que 0,2 mm, e que 81% foi menor do que 0,1 mm. Correspondência dos moldes de gesso digitalizadas e impressões digitalizadas mostram um erro médio entre as duas superfícies do arco superior de 0,14 mm e para o arco inferior de 0,18 mm.

O tempo necessário para a reconstrução dos exames de TCCB para um paciente digital, onde as impressões foram integradas na verificação TCCB do paciente levou cerca de 15 minutos, com pouca variação entre os pacientes. 

Em conclusão, os autores puderam afirmar que este novo método é um método confiável para integrar  os modelos de gesso digitais em exames de TCCB. Tanto quanto a exposição a radiação, a deformação do tecido mole e processos de manipulação digitais, e consideram uma melhoria significativa em comparação com os métodos já publicados.

Link do artigo na integra via PubMed:

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

AVALIAÇÃO MECÂNICA DE LIGAS USADAS EM FIOS PARA RETRAÇÃO ORTODÔNTICA







Neste artigo de 2006, publicado no 17º CBECIMat - Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais, pelos autores Eliane Cecilio, Jorge Abrão, Marilene Morelli Serna, Jesualdo Luiz Rossi; da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo e do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, IPEN – CNEN/ São Paulo. Buscou determinar as forças liberadas por arcos com alças de retração ortodônticos, produzidos industrialmente e ainda compará-los agrupando-os de forma a isolar uma única variável (geometria, liga metálica e fabricante).


Um dos recursos para o fechamento de espaços após exodontias é a utilização de arcos de retração com alças. Atualmente existe, no mercado, uma grande disponibilidade de arcos pré-fabricados, fornecidos por diversos fabricantes, que apresentam variações na forma e número de alças, espessura dos fios e ligas metálicas diferentes. O conhecimento das propriedades mecânicas e do sistema de força liberado por estes arcos é de extrema importância para que se obtenha uma resposta biológica adequada durante a movimentação dentária.


Antigamente, na prática clínica, as forças eram aplicadas conforme a destreza e o discernimento do ortodontista, porém, para o uso correto dos aparelhos ortodônticos é necessário ter total conhecimento dos materiais com que são fabricados e das propriedades físicas e mecânicas desses materiais, pois estas sofrem alterações sob variadas condições. As propriedades mecânicas dos fios ortodônticos são geralmente determinadas por testes de tração, flexão e torção e por serem tipos de solicitações diferentes devem ser consideradas independentemente. As características dos fios determinadas pelos testes fornecem a base para a comparação entre eles. Usualmente a escolha é feita em função do renome dos fabricantes e o maior grau de resiliência, sem o conhecimento de resultados de testes prévios para a comprovação de seu desempenho. Vários fatores interferem na força liberada pelos arcos ortodônticos. A sua rigidez é determinada por dois fatores: o próprio fio (composição química, processo de conformação e tratamento térmico, sendo módulo de elasticidade é uma propriedade inerente ao material) e o formato (geometria e seção transversal). Pequenas mudanças na espessura podem produzir grandes alterações na relação carga-deflexão e a incorporação de alças aos arcos diminui a taxa carga-deflexão.


Diante da difícil tarefa que é o domínio da biomecânica, considerando-se os infindáveis fatores e variáveis que interferem tanto do ponto de vista físico quanto biológico e, com o avanço dos materiais e variedades de alças disponíveis no mercado, buscou-se com esta pesquisa trazer ao ortodontista dados objetivos e mensuráveis para norteá-lo na escolha do arco mais adequado para a fase de fechamento dos espaços. Intentou-se, desta forma, quantificar a força que é liberada por diferentes tipos de alças impondo-lhes diferentes ativações e, a seguir, comparálas quanto às variações de espessura, material, forma, fabricante e número de alças.


Sendo os arcos disponíveis no mercado configurados para a retração em massa de todo o segmento anterior (incisivos centrais, laterais e caninos), as considerações que se seguem foram baseadas nas forças necessárias para a movimentação destes dentes segundo Jarabak e Fizzell (460 a 690 gf para os dentes superiores e 370 a 540 gf para os inferiores) e Shimizu (600 gf para os dentes superiores e 480 gf para os inferiores).


É interessante observar que muitos arcos liberam forças adequadas com 0,5 mm de ativação e que para estes mesmos arcos 1 mm de ativação promoveriam forças indesejáveis. Por outro lado, como já referido, ligas de beta-titânio podem requerer até 2,0 mm de ativação para alcançar forças compatíveis. Em virtude da necessidade de precisão para o procedimento clínico, sugere-se a utilização de calibradores de espessura, pois um pequeno erro na ativação poderia alterar o comportamento da alça.


Os arcos de espessura .019”x.025” dupla chave de Elgiloy da A Company e uma chave de aço da Ortho Organizers, nas condições do presente trabalho, estão contra indicados devido a liberação excessiva de força, acima dos padrões fisiológicos.


A comparação entre os diversos tipos de arcos de retração, produzidos industrialmente, demonstraram diferenças significantes quanto à geração de força. A magnitude das forças liberadas pelas alças sofre a influência, em maior ou menor grau, de variáveis tais como geometria (espessura, número e forma das alças), material e fabricante. Daí a importância de fornecer ao ortodontista um guia de orientação clínica para a escolha do arco durante a fase de fechamento dos espaços.




Link do artigo na integra via ipen: