ORTODONTIA CONTEMPORÂNEA

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Entrevista Doutora Julia Harfin - Parte 01



Com muita honra irei dividir com vocês mais uma valiosa entrevista, com um dos grandes nomes da Ortodontia Classica e Contemporânea Mundial, a Professora Doutora Julia Harfin,  titular da Faculdade de Odontologia da Universidade Maimónides e presidente da Associação Latino-americana de Ortodontia, autora de livros e artigos, tem seus estudos fundamentados em pacientes adultos a mais de 37 anos, pacientes com comprometimento Periodontal e atualmente vem trabalhando com um novo livro de Ortodonta Lingual. Ela prontamente aceitou dividir seus conheçimentos conosco. Espero que gostem e aproveitem.




1) Marlos Loiola - Olá Dra. Julia Harfin, gostaria de saber um pouco sobre sua formação acadêmica, quando e onde se formou, pós-graduação, onde ensinou, realizou pesquisas, livros e capítulos publicados.


Drª. Julia Harfin - Terminei meus estudos na Universidade de Buenos Aires. Durante os anos seguintes trabalhei como pesquisadora em tempo integral no Departamento de Fisiologia, O título da minha tese foi: Regulamentação hormonal e nervosa das glândulas submandibulares. Dr. Alberto Houssay, filho do nosso primeiro Prêmio Nobel foi o meu diretor. Esta tese foi homenageada com uma medalha de ouro "Professor Imaz Award" como a melhor tese dos últimos 10 anos.


Até agora eu tenho 3 livros publicados: 2 relacionadas com a Adultos e Ortodontia (1999 e 2005) e a última sobre a ortodontia lingual (2009). Editoria Médica Panamericana.


Também escrevi 10 capítulos em diferentes livros e proferi mais de 200 palestras em todo o mundo. Além de ser Presidente e Diretor do Programa pois-graduação da Ortodontia da Universidade Maimónides.




2) Marlos Loiola - Temos um levantamento histórico no BLOG, da vida de muitos autores relacionados à ortodontia e observamos que todos eles se espelharam ou seguiram exemplos e ensinamentos de grandes mestres que os precederam, gostaria de saber se doutora teve algum ou alguns autores que serviram como referência na escolha de sua especialidade?


Drª. Julia Harfin - Claro que eu tive alguns professores que tiveram um impacto importante na minha carreira, foram Professor Dr. Jorge Romanelli (Periodontia e Reabilitação Oral) e Dr. Rodolfo Lopez Otero em Ortodontia.




3) Marlos Loiola - Atualmente, muitos estudos mostram a eficiência inegável dos mini-implantes ortodônticos, utilizados em diversas situações. De acordo com sua experiência e estudos, em que situações devemos ser mais cautelosos no uso desses dispositivos?

Drª. Julia Harfin - Os mini-implantes têm tido um papel importante na ortodontia moderna, mas estes dispositivos tem que ser usado com um protocolo rigoroso para evitar resultados indesejados.




4) Marlos Loiola - Seus tratamentos e artigos mais recentes tem um foco de tratamento oferecido aos pacientes adultos, aqui no Brasil, esses pacientes são cada vez mais presentes no nosso consultório. Quais são cuidados devemos ter com estes pacientes?


Drª. Julia Harfin - Eu comecei a tratar pacientes adultos, em 1972. Agora, com 37 anos de experiência, posso confirmar que todos os tipos de pacientes adultos podem ser tratados ortodonticamente. A única condição para ter em conta é que todos estes pacientes têm que ter inserção periodontal saudável.




5) Marlos Loiola - Gostaria que a doutora nos fale quais são os procedimentos de especial atenção no tratamento ortodôntico em pacientes adultos e com necessidade de cuidados de procedimentos periodontais.

Drª. Julia Harfin - Pacientes com redução de inserção periodontal saudável, precisa de um plano de tratamento realista, não idealista. Alguns objetivos idealistas são impossíveis de conseguir em pacientes adultos sem dentes posteriores ou com prótese fixa ou implantes.




6) Marlos Loiola - Pacientes adultos do sexo feminino com problemas periodontais, possui limitações ou risco do tratamento ortodôntico na menopausa ou com história de osteoporose?


Drª. Julia Harfin - Pacientes adultos do sexo feminino não possui grandes limitações e riscos do tratamento ortodôntico na menopausa. A quantidade de inserção periodontal é a questão mais importante. No caso de um paciente com histórico de osteoporose é diferente, especialmente quando vem tomando bifosfonatos por um longo período de tempo.


Existem alguns artigos que confirmam a relação entre os bifosfonatos, Osteoporose e osteonecrose. Alguns autores recomendam evitar extrações quando é possível.


Eu não tive problemas e é importante tratar estes pacientes, mas nós temos que usar as forças muito leves, ativando durante longos períodos de tempo. Dr Rinchuse sugere que os pacientes que tomem bifosfonatos têm que assinar um termo de consentimento.




7) Marlos Loiola - Sabemos que é muito importante o tratamento periodontal em pacientes com problemas diagnosticados. Durante a programação do tratamento ortodôntico com que periodicidade o paciente deve procurar o periodontista? Existe um protocolo de atendimento que a doutora segue com este tipo de paciente?


Drª. Julia Harfin -Todos os pacientes têm diferentes protocolos de acordo com seu diagnóstico, e plano de tratamento, Alguns pacientes têm de ir para a periodontia a cada 3 meses, outros a cada dois meses ou a cada 2 semanas para o seu estado anterior periodontal.


Ao mesmo tempo, o ortodontista tem que controlar o estado gengival periodontal e têm de reforçar os procedimentos de higiene bucal em cada visita.




Link da clinica da Doutora Julia Harfin:


Entrevista Doutora Julia Harfin - Parte 02


Dando continuidade, segue abaixo a ultima parte da entrevista que a Doutora Julia Harfin deu a Blog Ortodontia Contemporânea.


8) Dr. Marlos Loiola - O paciente com perda de suporte ósseo precisa de força ortodôntica moderada. Que tipos de fio de escolha nestes casos? O que evitar? Com a perda do apoio ósseo ocorre alteração do centro de resistência do dente. Que cuidados devem ser tomados com relação à posição dos braquetes destes dentes ou dobras em fios?


Drª. Julia Harfin - Usamos forças muito leves em todos os pacientes com perda de suporte ósseo. Não há um fio específico para todos eles. O tamanho dos fios depende do tamanho do slot do braquete.


Mas há algumas recomendações a ter em conta:


A) Fios TMA apresentam 50% da força em comparação com o mesmo tamanho dos fios aço iox.


B) Fios retangulares turbo (0,017 "x 0,025") funcionam como um fio 0,014 "fios de NiTi. Este fio é muito útil, Porque como um fio retangular pode manter o torque e ao mesmo tempo proporciona muito pouca força.


Em geral nós não mudarmos a posição dos braquetes. A chave para o tratamento ortodôntico de sucesso é o acompanhamento de suporte preciso.

9) Dr. Marlos Loiola - Ao ler seus artigos, percebi que a doutora trabalha muito com braquetes estéticos, é uma ótima maneira de motivar o paciente adulto. Mas e o atrito gerado por estes materiais no tratamento em pacientes periodontalmente envolvidos? Que cuidados devem ser tomados com este tipo de tratamento?


Drª. Julia Harfin - Normalmente, eu trabalho com braquetes estéticos, não só nos adultos mas também em adolescentes. Eu prefiro usar braquetes de policarbonato estético com slot metálico para diminuir o atrito e não há grandes problemas com este protocolo.




10) Dr. Marlos Loiola - Pacientes adultos com perda de vários dentes as vezes requerem tratamento ortodôntico anterior a reabilitação oralprotética. Este tratamento são muitas vezes limitados ao alinhamento e nivelamento, é difícil alcançar as chaves de oclusão ideal. A estabilidade do tratamento só será alcançada com a prótese ou com o uso de contenções por tempo indeterminado?


Drª. Julia Harfin - Infelizmente, cada paciente tem um tratamento completamente diferente e plano de contenção de acordo com o número de dentes, a quantidade e a qualidade da inserção periodontal, o tipo de prótese fixa ou removível, etc.


Estabilidade a longo prazo está relacionada a uma série complexa de situações e em todos estes pacientes o plano de tratamento realista é mais importante do plano de tratamento idealista. É impossível tratar todos os pacientes com o mesmo protocolo que todos eles são diferentes.




11) Dr. Marlos Loiola - O Tratamento Multidisciplinar atualmente é o principal foco dos autores da Ortodontia contemporânea. Hoje e no futuro, os ortodontistas terão sair mais dos seus consultórios e terão de interagir com seus colegas de diversas especialidades, e em grupo integrado poder alcançar um objetivo comum, o bem-estar dos seus pacientes. O que Dra. Julia Harfin, pensa da odontologia multidisciplinar, focada principalmente nos pacientes adultos?


Drª. Julia Harfin - Quando você está tratando pacientes adulto, você tem que trabalhar com uma equipe multidisciplinar. Em nosso programa na Universidade Maimónides os alunos foram ensinados a tratar todos os tipos de pacientes com problemas periodontais, falta de dentes, os pacientes flap, etc, com a colaboração de uma equipe multidisciplinar.




12) Dr.Marlos Loiola - Os métodos de diagnóstico baseado em CT cone bean, é um recurso de diagnóstico por imagem mais preciso. Além de ajudar no diagnóstico e no planejamento do tratamento de dentes inclusos como os caninos. Existe alguma aplicação em pacientes com perda óssea ou perda de dentes entre adultos?


Drª. Julia Harfin - Ninguém pode negar que a tomografia computadorizada de feixe cônico é o futuro. Com o passar do tempo será mais barato e podemos recomendá-lo em todos os nossos pacientes para obter um diagnóstico mais eficaz e seguro.




13) Dr. Marlos Loiola - Há alguns limites ortodônticos. O seio maxilar é um obstáculo a ser considerado, especialmente nos casos de retração? Não vejo muitos artigos publicados sobre este assunto. Sua migração ocorre principalmente nos casos de perda dos primeiros molares superiores. A doutora considera que este é um problema? Como proceder nestes casos?

Drª. Julia Harfin - Não é um problema real. Se mover o dente com uma força baixa e contínua, o dente é movido com osso e os seios maxilares são remodelados nesta área.




14) Dr. Marlos Loiola - Muitos artigos mostram o uso de mini-implantes para intrusão ortodôntica molares superiores para promover o fechamento da mordida aberta. Com base em seus estudos e experiência, este procedimento pode ser instável no longo prazo? Que precauções devem ser tomadas para a estabilidade a longo prazo?


Drª. Julia Harfin - Até agora não há nenhuma evidência científica sobre a forma como os músculos reagem após a intrusão de molares com mini-implantes para corrigir mordidas abertas. Eu não tive uma experiência tem longa com mini-implantes Precisamos de no mínimo 10 anos pós-tratamento de controles para avaliar os resultados reais.




15) Dr.Marlos Loiola - Quando a dra. Julia Harfin irá retornar para o Brasil? Quais são os temas estão sendo estudados pela Dra.?


Drª. Julia Harfin - Em 2010 vou voltar duas vezes.
Estou realizando vários novos estudos.


A) Um novo protocolo para o tratamento de pacientes com graves problemas periodontais, ortodonticamente


B) Os diferentes tipos de movimentos em doentes que tomam bifosfonatos por mais de 4 anos


C) Diferentes protocolos para o tratamento de pacientes flap uni e bilateral


D) Vários protocolos para o tratamento de crianças e adolescentes com ortodontia lingual




16) Dr.Marlos Loiola - Sua mensagem final para os leitores do BLOG.


Drª.Julia Harfin - Minha mensagem é: temos de continuar a estudar, pois a ortodontia está em constante evolução e temos que estar preparados para gerir estas mudanças.


É importante não acreditar que um único tipo de braquete pode ser usado e sim determinados de acordo com diagnóstico e plano de tratamento.


Não é só tipo de braquete pode mover um dente, e sim os tipos diferentes de fios, e suas ligas que são os responsáveis pelo movimento.

Link site da Doutora Julia Harfin:

http://www.drajuliaharfin.com.ar/

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Quer estudar Ortodontia nos Estados Unidos? Você pode.


     Lembro quando terminei a especialização e via fotos das grandes universidades americanas... Conhecer uma programa americano era um sonho, mas muuuuito distante. 

   Com o tempo, tivemos convites para visitar algumas universidades do mundo e participamos de alguns cursos feitos para brasileiros lá fora. 

O que resultou tudo isso? 

Juntamos tudo de bom que vimos em todas essas oportunidades para oferecer o mais incrível curso em uma das mais importantes universidades americanas, dentro do departamento de ortodontia: Universidade de Houston, no Texas-EUA.

Por que Houston?
A cidade de Houston é incrível! Uma mistura futurística com o Space Center (Houston, we have a problem!) com o passado do velho oeste americano. 

Com direito a barzinho com música country, dança, jogos e cerveja.



Unindo passeio,  estudo e todas as experiências que a cidade pode dar.




O centro médico de Houston, onde fica a faculdade de Odontologia, é uma grande atração e o maior do mundo! 

Aproximadamente 10 milhões de pacientes atendidos por ano e mais 105 mil pessoas trabalham ou estudam lá! 

Alguns dos colegas e investiram nesse sonho em 2018. Sul, sudeste, centro-oeste, norte e nordeste. Todas as regiões do Brasil com representntes nesta turma fantástica.


Todo  o curso dentro da sala de reuniões do departamento. Um curso oficial da universidade! Com diploma oficial. Na foto abaixo, pausa para almoço fornecido pelo curso, mas não paramos de discutir a nossa especialidade.


Se você ficou interessado para participar deste programa, agende para novembro de 2020 e fique ligado no site de cursos da Ortodontia Contemporânea. Siga a Ortodontia Contemporânea nas redes sociais e estaremos juntos lá!

Aos colegas que foram em 2018 e à Orthometric que nos apoiou de forma determinante para o sucesso, nosso muito obrigado!




segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Implantes extra alveolares: Aço ou Titânio? Gengiva inserida ou mucosa?

Há algum tempo que os implantes infrazigomáticos tem sido usados na ortodontia e isso foi popularizado pelo taiwanês Chris Chang. Seu canal do youtube rapidamente levou sua técnica a milhares de colegas ao redor do mundo. Naquele momento, no Brasil, não tínhamos os implantes de aço inoxidável, os preconizados,  e muitos se perguntavam se poderíamos usar os implantes de titânio.  Agora, o próprio Dr. Chang tenta responder essa pergunta:


Um estudo do Dr. Chris Chang, Joshua Lin e Eugene Roberts objetivou comparar as taxas de falha para parafusos de aço inoxidável e de ligas de titânio colocados na crista infrazigomática (IZC).

Eles usaram total de 386 pacientes consecutivos (76 homens, 310 mulheres; idade média de 24,3 anos, variando de 10,3 a 59,4 anos) que receberam IZC (aço inoxidável ou Ligas de titânio) por meio de um estudo duplo-cego de boca dividida. 
Os implantes ósseos penetraram na gengiva (GENGIVA INSERIDA) ou na mucosa móvel (MM) com 5 mm distante dos tecidos moles. Todos os implantes ósseos foram imediatamente carregados e reativados mensalmente com 397 g aplicadas diretamente no arco superior bilateralmente por 6 meses para retrair a maxila para corrigir a Classe II ou protrusão bimaxilar. Eles acharam,  dos 772 dispositivos, 49 (6,3%) falhas: 27 aço inoxidável  (7,0%) e 22 Ligas de titânio (5,7%). A diferença de 1,3% não foi estatisticamente significativa (P 1⁄4.07). Não houve relação significativa entre falhas de aço inoxidável  ou Ligas de titânio em relação a (1) lado direito vs lado esquerdo, (2) unilateral vs bilateral, ou (3) idade versus fracasso. Significativamente (P, .05) houve aumento nas taxas de falha observadas para os parafusos aço inoxidável  em apenas dois subgrupos: local gengiva inserida (7,4%) e lado direito (7,8%). Falha unilateral ocorreu em 21 pacientes (5,4%), e falhas bilaterais ocorreram em 14 do total de 772 pacientes (1,8%).

                   
Conclusões: A taxa global de sucesso de 93,7% indica que tanto o aço inoxidável quanto o  de titânio são clinicamente aceitáveis para os implantes ósseos IZC.
􏰁Os parafusos de aço colocados na gengiva inserida e no lado direito apresentaram uma taxa de falha leve, mas significativamente maior (P, .05) em comparação com os de titânio.
􏰁Nenhum dos 772 IZC fraturou ou resultou em dor significante.

Para o artigo na íntegra, accesse esse link para a Angle Orthodontist. Não esqueça de fazer uma doação e ajudar a manter essa revista incrível gratuita.


segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Efeito da interação entre o braquete e o arco na movimentação dentária anterior em mecânica de deslizamento: Um estudo tridimensional de elementos finitos





Neste artigo de 2012, publicado no Journal of Dental Biomechanics, pelos autores Jun-ya Tominaga, Pao-Chang Chiang, Hiroya Ozaki, Motohiro Tanaka, Yoshiyuki Koga, Christoph Bourauel e Noriaki Yoshida; do School of Dentistry, Rheinische Friedrich-Wilhelms-University Bonn, Bonn, Germany e do Department of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, Nagasaki University Graduate School of Biomedical Sciences, Nagasaki, Japan. Mostra um estudo da biomecânica ortodôntica, que determina o tamanho ideal de um braço de força para retração ortodôntica anterior com auxilio do método dos elementos finitos.

O objetivo deste estudo foi o de avaliar o efeito da ação dos movimento dentário anterior entre o braquete e o arco ortodontico  submetido à força de retração com vários comprimentos de braços de força numa mecânica de deslizamento.

Um estudo tridimensional com o método dos elementos finitos foi utilizado para simular a retração em massa dos dentes anteriores na mecânica de deslizamento. Os deslocamentos do incisivo superior e as deformações do arco ortodôntico foram calculados no momento de aplicação da força de retração.


Quando não ocorria a ativação, o movimento corporal obtido com o braço de força com 5,0 mm de comprimento . No caso de uma ativação, o movimento corporal foi observado com braço de força com 11,0 mm de comprimento.

Numa situação clínica real, a ativação entre braquete / arco ortodontico e a torção do arco no slot do braquete deve ser  levada em consideração para se determinar a distância do braço de força e desta forma, conseguir um movimento  dentário anterior eficaz.

Link do artigo na integra via ncbi:

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Alterações iniciais pós-tratamento das suturas circumaxilares em pacientes jovens tratados com expansão rápida da maxila




Neste artigo publicado em 2011, pela Angle Orthodothist, pelos autores Rosalia Leonardi; Edoardo Sicurezza; Alice Cutrera; Ersilia Barbato; do Department of Orthodontics, School of Dentistry,University of Catania, Catania, Italy e do Department of Orthodontics, School, of Dentistry,University La Sapienza of Rome, Rome, Italy. Mostra um estudo com tomografia computadorizada das alterações na sutura maxilar em pacientes tratados com o protocolo da expansão rápida da maxila.


Este estudo foi realizado para testar a hipótese de que as suturas circumaxilares não mostram o deslocamento ósseo em resposta à terapia da expansão rápida da maxila (ERM).


O grupo era composto de oito pacientes em crescimento (dois do sexo masculino e seis do feminino) com má oclusão Classe I de Angle, mordida cruzada posterior bilateral, deficiência maxilar transversal, abóbada palatina profunda, e apinhamento dentário no início do tratamento. Um expansor Hyrax palatal foi utilizado para cada paciente, e protocolo de ativação necessário o parafuso para ser aberto três vezes por dia (0,25 mm por volta) em uma média de 18 dias para todas as disciplinas. Exames com tomografia computadorizada multislice (TC) foram realizados antes de expansão rápida da maxila (T0 tempo) e novamente no final da fase de expansão ativa (tempo T1), sem retirar o expansor. As medições foram realizadas diretamente sobre a imagem utilizando o programa CT OsiriX Imaging. Os dados foram analisados estatisticamente através do teste de Wilcoxon.


Todas as medidas mostraram um aumento linear entre T0 e T1 e a RME determinou um alargamento da sutura, no entanto, longe das suturas da maxila que apresentaram um menor grau de desarticulação.


A hipótese do estudo foi rejeitada. O tratamento precoce com RME produziu um deslocamento significativo de abertura da sutura óssea circumaxilar. A quantidade de mudanças de pontos depende de diferentes fatores relacionados às particularidades e variaveis entre as diferentes suturas, mostrando que as suturas que se articulam diretamente com a maxila enfrentam uma maior influência pela RME em comparação com aquelas localizadas mais distantes.



Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:


terça-feira, 13 de novembro de 2018

Localização do centro de resistência dos dentes anteriores superiores submetidos a retração pelo retrator duplo J ancorado em microparafusos palatinos















Neste artigo de 2010, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Hyoung-Jun Jang; Won-Jong Roh; Bo-Hoon Joo; Ki-Ho Park; Su-Jung Kim; Young-Guk Park; School of Dentistry and Department of Orthodontics, Kyung Hee University, Seoul, Coreia do Sul; Mostra um belo estudo realizado com o método dos elementos finitos, para determinar o posicionamento ideal dos micro parafusos ortodonticos para viabilisar a mecanoterapia de retração ortodontica.


Este estudo foi realizado com o objetivo de localizar o centro de resistência dos seis dentes anteriores superiores retraidos pelo Retrator Duplo J (DJR) e desta forma, encontrar a posição ideal para os microparafusos palatinos.


Modelos de elementos finitos tridimensionais (3D) com 12 dentes e com os dois primeiros pré-molares extraídos. A DJR foi modelada como um elemento em 3D beam. Os mini-implantes foram inseridos sagitalmente entre o segundo pré-molar e primeiro molar, e a posição vertical dos miniparafusos foram estabelecidos em cinco condições: 6, 7, 8, 9 e 10 milímetros apicalmente a partir da linha cervical do primeiro molar. O comprimento do braço de alavanca para retração foi determinada de acordo com a posição do microparafuso, para que a direção da força de retração seja paralela ao plano oclusal maxilar. O método dos elementos finitos 3D foi utilizado para determinar a localização do centro de resistência dos dentes anteriores, visualizando o deslocamento dos dentes e distribuição das tensões.


Os miniparafusos ficaram localizados apicalmente, o estresse se dissipou na região do ápice da raiz e ao osso alveolar adjacente. Os microparafusos localizados apartir dos 8 mm, determinaram a retração do corpo - pois já possibilitava o paralelismo com o DJR.


Neste estudo, o centro de resistência dos seis dentes anteriores superiores retraidos pelo DJR com microparafusos palatal foi estimado em 12,2 milímetros apicalmente a partir da borda incisal do incisivo central.


Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:


segunda-feira, 29 de outubro de 2018

A análise quantitativa das superfícies da base de braquetes cerâmicos através de um sistema de imagiologia tridimensional





Neste artigo de 2013, publicado pelo Angle Orthodontist, pelos autores Da-Young Kang; Sung-Hwan Choi; Jung-Yul Cha; Chung-Ju Hwang; Do Department of Orthodontics, College of Dentistry, Yonsei University, Seoul, Korea; Department of Orthodontics, Institute of Cranio- facial Deformity Center, College of Dentistry, Yonsei University, Seoul, Korea. Mostra um estudo realizado com base de diversos braquetes cerâmicos comparados com um metálico.

Este trabalho teve o objetivo de estudar as características estruturais tridimensionais de três tipos de bases de braquetes cerâmicos mecanicamente fixados.

Braquetes, um tipo de aço inoxidável (MicroArch, Tomy, Tóquio, Japão) e três tipos de cerâmico incisivo central superior direito Cristalina MB (Tomy), INVU (TP Orthodontics, La Porte, Ind) e Inspire Ice (Ormco, Glendora, Calif), foram testados para comparar e analisar quantitativamente diferenças nas características da superfície de cada base de braquete cerâmico usando microscopia eletrônica de varredura (MEV), uma imagem tridimensional profiler superfície óptica (3D) e tomografia microcomputed (micro-CT). Uma análise de variância foi utilizada para encontrar diferenças nos valores de rugosidade superficial da base dos braquetes e áreas de superfície entre os dois grupos de acordo com projetos de base. 

O SEM revelou que cada braquete exibiu uma textura de superfície única (MicroArch, malha dupla; Cristalina MB, irregular; INVU, malha única; Inspire Ice, talão de bola). Com um perfilador superfície óptica 3D, o braquete de aço inoxidável apresentou valores de rugosidade superficial significativamente mais elevados. Cristalina MB tiveram significativamente valores maiores de rugosidade superficial do que Inspire Ice. Micro-CT demonstrou que braquetes de aço inoxidável apresentaram maiores áreas de superfície de base braquete da unidade.  Entre os braquetes cerâmicos, INVU apresentou maior área de superfície da base do braquete todo, e Cristalina MB mostrou uma superfície significativamente maior unidade de braquete de base do Inspire Ice.

Os autores concluíram que as características da rugosidade das superfícies dos braquetes apresentaram os maiores valores de rugosidade superficial e de superfície na base do braquete da unidade nos braquetes cerâmicos, o que contribui para o aumento mecanicamente retentiva braquete força de ligação.

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Estabilidade de mini placas de um sistema de ancoragem Ortodontica no Zigomático









Neste artigo de 2008, publicado na Angle Orthodontist, pelos autores Firdevs Veziroglu; Sina Uckan; Utku Ahmet Ozden; Ayca Arman; do Department of Oral and Maxillofacial Surgery and Department of Orthodontics, School of Dentistry, Baskent University, Ankara, Turquia. Mostra mais um belo estudo através do metodo de elementos finitos para avaliar a estabilidade das min placas ortodonticas no osso zigomático.


Este estudo buscou avaliar as propriedades biomecânicas de uma mini placa Standard com outra de novo design, para sistema de ancoragem ortodôntica.


Um modelo tridimensional da porção posterior da maxila, incluindo o zigomático, foi preparado. Inserção das mini placas standard e novo design, foi simulada num modelo tridimensional. O efeito de 200 g de força ortodôntica na placa, parafusos, e do osso zigomático foi avaliada em modelos tridimensionais através da análise de elementos finitos. Para determinar a distribuição de força, tensão Von Mises, principal máxima e mínima de estresse, e máximo em capital e mínimo valores de deformação elástica foram avaliados.


Em todos os modelos de placas, uma maior tensão ocorreu no local onde a unidade de aplicação de força foi anexada ao osso por parausos.


A alteração da configuração da placa não afetou a distribuição de tensões nas mini-placas com novo design. Para equalizar a distribuição de força, será necessário ser projetada um nova placa para mudar a localização da a unidade de aplicação de força.




Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:


terça-feira, 9 de outubro de 2018

Historia da Ortodontia - 1º Meeting da Angle Society of Orthodontists



   
Abaixo, trechos do discurso que o Dr. Edward H. Angle fez na abertura do 1º Meeting da Angle Society em junho de 1922, publicado posteriormente na Angle Orthodontist:


“Esta é a nossa primeira reunião anual, que será de grande valor para nós e para a humanidade, na proporção da seriedade, sinceridade e espírito de progresso que levamos a ela. Vamos fazer com que este ato se destaque no progresso da ortodontia. Ou devemos gastar este tempo precioso, como em tantas outras sociedades é gasto? Em conversa inútil,  demonstração de orgulho e auto-promoção, em intrigas políticas, na escuta de trabalhos inconsequentes e realizados com descuido, embasados em teorias não comprovadas. Alguns destes trabalhos, infelizmente ainda são largamente publicados na literatura voltada a ortodontia, mas nenhuma ciência jamais foi empurrada para a frente com estes tipos de trabalhos...”
“As coisas que perduram na ortodontia são aquelas fáceis de explicar e de entender, para desta forma, ser dominada e ser feita com benefício prático apenas com a aplicação eterna do pensamento, da razão e a partir de princípios básicos. Apartir dai isto passa a ser constantemente aplicado...”
“Quando você conhece a história inteira de ortodontia, como eu conheço e como vocês estão conhecendo, perceberão que o progresso da verdadeira ortodontia jamais foi conseguido por homens “bitolados”, com a eterna visão rígida de um único ideal. Deste modo, progresso algum foi alcançado em qualquer área da ciência...”
“Deve ser a nossa missão, individual e coletiva, em todos os nossos atos e somando todos os nossos esforços, manter o navio da ortodontia sempre navegando no seu verdadeiro curso. Que nenhum membro desta sociedade nunca seja conhecido como adormecido ou desistente...”
“Eu me pergunto se vocês percebem a importância das suas responsabilidades: Em manter elevados os ideais no seu trabalho como indivíduos e como membros desta sociedade, nesta fase especial na história da ortodontia..."

Edward Hartley Angle

Link do artigo na integra via Angle Orthodontist :

http://www.angle.org/doi/pdf/10.1043/0003-3219%281931%29001%3C0008%3AFMOTEH%3E2.0.CO%3B2

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Tratamento de uma Classe II associada a mordida aberta e um incisivo central superior anquilosado







Neste artigo de 2011, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Dong-Hyun Hwang; Ki-Ho Parkb; Yong-Dae Kwon; Su-Jung Kim; do Department of Orthodontics, Graduaate School, Kyung Hee University, Seoul, Korea e do Department of Oral & Maxillofacial Surgery, Kyung Hee University Dental Hospital, Seoul, Korea. Mostra a aplicação de um sistema de intrusão ancorado em mini implantes e um procedimento de corticotomia para o tracionamento de um incisivo central anquilosado.

Dentes anquilosados em pacientes em crescimento, podem causar incômodos e problemas dentoalveolares, por isso necessitam de cuidados especiais para a realização de uma terapêutica a longo prazo resultados estéticos e funcionais.
A várias modalidades de tratamento para os dentes anquilosados, que incluem a reabilitação após a extração, luxação extrusiva cirúrgica, osteotomia segmentar individual ou a corticotomia e distração osteogênica alveolar.
Este artigo descreve um caso de um menino de 13 anos de idade com mordida aberta anterior complicada por um incisivo central superior anquilosado que foi movimentado pela corticotomia facilitada com tratamento ortodôntico.
CONCLUSÕES

. O paciente em questão tinha mordida aberta induzida por etiologias complexas, como um padrão hiperdivergente esquelético, um dente anquilosado e hábitos anormais (deglutição atípica e respiração bucal). Portanto, vários fatores tiveram que ser considerados ao tratar o paciente.
. A anquilose dentária e a mordida aberta esquelética são difíceis de tratar e os resultados são incertos.
. Corticotomias individuais e aplicação mini parafusos aumentam a eficiência de tratamento para mordida aberta e anquilose dentaria.
Link do artigo na integra via Angle Orthodontist:
http://www.angle.org/doi/pdf/10.2319/102010-578.1

terça-feira, 2 de outubro de 2018

A Ortodontia perdeu um Icone: Professor Dr William Prtoffit (1936-2018)








A Ortodontia, ficou órfã de um dos seus grandes nomes. Faleceu o Professor Dr. William R. Proffit, nascido em 1936, era natural da Carolina do Norte - Estados Unidos, recebeu seu treinamento odontológico na Universidade da Carolina do Norte, doutorado em fisiologia pela Faculdade de Medicina da Virgínia e mestrado em Ortodontia pela Universidade de Washington. Depois de servir como Pesquisador no Instituto Nacional de Pesquisa Odontologia, ele se juntou ao corpo docente da Universidade de Kentucky em 1965, atuando como o primeiro chefe da cadeira do departamento de ortodontia lá. De 1973 a 1975, foi professor de Ortodontia e chefe da cadeira do departamento de Odontopediatria na Universidade da Flórida.

Desde 1975,  atuou como professor no Departamento de Ortodontia da Faculdade de Odontologia da UNC, e foi chefe de departamento até julho de 2001. Em 1992, ele foi professor Kenan, um professor de destaque na universidade. Ele foi autor do Livro Ortodontia Contemporânea, publicada em diversas edições e em nove idiomas, foi coautor de três livros sobre problemas dentofaciais severos, incluindo o Tratamento Contemporâneo da Deformidade Dentofacial, publicado em 2002.

Outras publicações incluem mais de 180 artigos científicos em revistas cientificas e em mais de 50 capítulos de livros e contribuições convidadas. Ele era um diplomata do American Board of Orthodontics, e lecionou amplamente nos EUA e no exterior. O reconhecimento da pesquisa inclui o Prêmio Norton Ross da American Dental Association pela excelência em pesquisa clínica, o Prêmio Callahan da Ohio Dental Association por realizações de pesquisa e o Prêmio American Journal of Orthodontics Dewel três vezes (com co-autores) pelo melhor trabalho de pesquisa clínica do ano. Ele recebeu o Prêmio Jarabak da AAO por excelência de ensino em 1999, a Associação Meridional de Distúrbios em Ortodontia da Southern Association em 2001, o Meritious Achievement Award da North Carolina Dental Society em 2002 e o Prêmio Ketcham da American Board of Orthodontics em 2005.


Fonte de Biografia:

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Efeitos da grade palatina e esporões linguais utilizados no início do tratamento da mordida aberta anterior: Um estudo clínico prospectivo e randomizado




O presente artigo de 2016, publicado pela Angle Orthodontist, pelos autores Juliana S. Leite; Luciano B. Matiussi; Anne C. Salem; Maria G. A. Provenzano; Adilson L. Ramos; do Departmento de Odontologia, da Universidade Estadual de Maringá, Maringá, Brasil. Apresenta os efeitos obtidos com uso de grade palatina e esporões linguais, instalados no inicio do tratamento de mordida aberta anterior.

Este artigo descreve o tratamento de pacientes selecionados que portavam hábitos de sucção não nutritiva e / ou língua, na faixa etária de 5 anos a 10 anos idade, apresentando mordida aberta anterior no estágio de dentição mista. E teve como objetivo, avaliar a correção do overbite com uso de grade palatina e esporão lingual no tratamento precoce da mordida aberta anterior na dentição mista, bem como a sua influência sobre as medidas cefalométricas dentárias e esqueléticas.

Os pacientes selecionados apresentavam mordida aberta anterior e uma idade média de 8,23 anos. Eles foram divididos em três grupos por sorteio: controle (n = 13), grade palatina (n = 13), e uso de esporão lingual (n = 13). Os dados da telerradiografia lateral foram obtidas no início do tratamento, após 6 meses, e depois de 1 ano. A análise cefalométrica foi realizada pelo programa Cef-X, registrando os valores de SNA, SNB, ANB, SGn OGn, 1.PP, IMPA, ângulo nasolabial, overbite e overjet.

Após 6 meses e, em seguida, 1 ano iniciada a terapêutica, observou-se que  todos os grupos apresentaram melhora na overbite. Desta forma, os grupos de grade palatina e uso de esporão apresentaram overbite positivo. Em relação ás medidas cefalométricas, não houve mudança significativa ao longo do período analisado.

Os autores concluíram que a grade palatina e esporões são simples e eficazes para o tratamento de mordida aberta anterior, com a vantagem dada à grade palatina. 

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Colaboração:

Nathalia Torres